História House of Cards - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Love Yourself, Prologue, Romance
Visualizações 5
Palavras 2.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá ♥ Tudo bem com vocês? Espero que sim :)

Primeiramente, eu queria lhes dizer uma coisinha bem simples hehe
Para quem leu Butterfly, o ponto de vista principal é o do Tae. Certo?
Aqui, em House of Cards, será o do Min Yoongi.
Mas assim como Butterfly, terá bastante povs ♥
Okey?

Se tiver algum erro, por favor, me avisem e me perdoem pois eu acabei escrevendo tudo hoje e não deu tempo de revisar e_e Boa leitura ♥

Capítulo 2 - First Love II


Fanfic / Fanfiction House of Cards - Capítulo 2 - First Love II

Capítulo Dois  — Min Yoongi
☆ The Last ☆ 

 

Atualmente

 

Subimos as escadas correndo em direção ao segundo andar. Meu coração está acelerando no peito e a risada da Park Jungyeon ao meu lado está me deixando cada vez mais nervoso. Do que ela está achando graça? Nós dois conseguimos acordar tarde em uma terça-feira e para piorar, decidimos passar em uma lanchonete para comprarmos um bom e deliciado café quente. Fomos obrigados a esperar o próximo ônibus para não virmos correndo e nos atrasar ainda mais. 

Prendi a respiração, com a tentativa de me acalmar quando chegamos no grande corredor branco. Admito que não estou nem um pouco com vontade de estudar, mas duas semanas de férias foram o suficiente para eu me esquecer de todos os conteúdos desnecessários, que viviam dizendo serem importantes para o meu “futuro”. Jungyeon ajeitou o casaco azul claro do uniforme escolar e respirou fundo antes de bater na porta da sala trezentos e um, e abri-la devagar. O professor de inglês, Kim Shi-dae nos olhou com uma expressão séria antes de dar continuidade ao conteúdo novo para a classe. Ele não gosta de alunos-que-chegam-atrasados e deixou isso bem claro no primeiro dia de aula, quando o Hoseok chegou cinco minutos após o sinal tocar, dando inicio a primeira aula. O professor Shi-dae deu uma bronca nele na frente de todos, aquilo serviu como “lição” e parece que o Hoseok aprendeu, pois ele nunca mais chegou tarde. 

Tivemos sorte de ele ter ignorado o nosso erro pela primeira vez.

— Sr.Min? — O professor me chamou. Meu coração disparou, quase tive um mini-infarto enquanto andava em direção a minha cadeira. — Acho melhor fazer o seu despertador tocar mais cedo. — O professor Shi-dae resmungou, sentando-se na cadeira e anotando o meu nome e o da Jungyeon na lista de chamada.

Me sentei na cadeira e suspirei aliviado enquanto alguns dos meus colegas cochichavam baixinho sobre mim, rindo de um jeito debochado e sem graça. Apesar de ter me acostumado com esses zumbidos, não é fácil ignora-los. Jungyeon ergueu as sobrancelhas e mordeu os lábios por causa do nervosismo, em seguida, sentou-se na cadeira ao meu lado, tentando disfarçar que me conhece. 

Pelo canto dos olhos, percebi que Jungkook estava desenhando na última folha do caderno, o que parecia ser o homem de ferro com uma armadura mais grande do que normal e exageradamente bem detalhada. Eu sou fã desse garoto, ele se distraí facilmente com qualquer coisa em qualquer lugar, Jungkook adora desenhar desde a infância e eu tenho uma pilha de desenhos que ele me pediu para guardar. Apesar de ser o mais novo na sala, Jungkook e eu nos conhecemos no primeiro ano do ensino médio, na aula de artes, quando o professor nos pediu para fazer uma maquete em dupla, da cidade que mais gostamos. Eu não sou muito bom em detalhes e graças a ele, tirei uma boa nota.

Jungkook tem cabelos negros e olhos escuros, nunca se importou muito com as outras pessoas, além é claro, dos seus amigos. As vezes a sua preocupação pelos outros membros me deixa irritado. Jungkook é cuidadoso, sempre está fazendo palhaçada para o Park Jimin sorrir, quando ele está se sentindo triste por causa de alguma coisa que insiste em não contar.

No fundo, sinto que Jimin deveria saber sobre a nossa amizade secreta. Não é justo o que estou escondendo dele… Mas o que eu posso fazer? Foi Jungyeon quem me ajudou e que me tirou do abismo. Não posso culpa-la por ter um bom coração e ser amigável com todos.

Nós dois nos conhecemos na oitava série. Estávamos na mesma sala e naquela época, eu ainda não conhecia nenhum dos garotos.

Quanto eu tinha mais ou menos, treze anos de idade, a fobia social se desenvolveu dentro de mim. Foi quando a minha mente foi gradualmente poluída. Lembro-me de sentir medo todos os dias. Meu psiquiatra me disse uma vez que por trás de todo sorriso, existe um ponto fraco e que se não tratarmos, será perigoso lidar com as consequências. Passei diversas noites perdido nos meus próprios pensamentos em relação a essas palavras. Sempre me senti como um peixe fora d’água, a bagunça com a realidade fazia a minha mente doer e cada segundo fora do meu quarto, se tornava insuportável. Lembro-me de estar sentado e encolhido na cama, sentindo medo de mim mesmo e chorando sem parar. Era como se as pessoas em minha volta me julgassem louco, um garoto perturbado ou querendo chamar a atenção. Uma grande parte da minha infância foi destruída e levou consigo um pedaço do Min Yoongi enquanto a outra metade, está segurando o que restou com todas as forças para não deixar as esperanças caírem em um abismo profundo.

Bom, faz tempo que deixei de sentir medo, mas toda vez que fecho os olhos, parece que foi ontem que me escondi embaixo dos cobertores, igual a uma criança com medo do escuro. A minha rotina naquela época começou a matar as minhas paixões e me comparar com as outras pessoas normais. Meus pais sempre estavam preocupados comigo, tanto que na primeira visita ao psiquiatra, eles estavam do meu lado. Nós escutávamos as consultas juntos, meus pais me disseram que sinceramente, não me entendiam e eu nunca os culpei por isso. Eu me sentia cada vez mais despedaçado ao ouvir minha mãe chorando de madrugada por se preocupar tanto comigo e não saber mais o que fazer. 

Mas na verdade, nem eu mesmo me entendia direito.

Todos os dias, o doutor me fazia a mesma pergunta: “Você está bem?”. Eu estava enjoado de ouvir essas palavras. Na minha mente, as pessoas passaram a não se importar mais com a resposta e minha mãe parou de me acompanhar nas consultas. Talvez, isso tenha a deixado cansada do próprio filho. Bastou uma última palavra para que eu nunca mais voltasse a consulta-lo: “Eu não dou a mínima, eu não ligo e me cansei dessa porra”. Foi então que eu acabei surtando e desistindo de tudo. Até conhece-la…

Uma parte de mim gostaria de ter apagado aquele dia e continuado a frequentar as consultas mas se eu continuasse, nunca teria a conhecido em uma sala de música.

Naquele sábado de manhã, eu tinha escolhido o pior lugar do mundo para arrombar uma porta e me esconder. A escola estava deserta, meus pés caminhavam pelos longos corredores até que eu ouvi o som fraco de um piano tocando no terceiro andar. No começo, achei que estava mesmo alucinando mas quando percebi que era real, a minha mente pareceu explodir de alívio. Parei em frente a porta de vidro e me deparei com uma garota tocando piado, seus cabelos longos claros estavam escondendo o seu rosto e enquanto as suas mãos deslizavam lindamente pelo teclado, eu juntava coragem para girar a maçaneta e abir a porta. O suor começou a escorrer pela minha testa e eu me xinguei mentalmente por não conseguir dar o primeiro passo.

Foi então que ela começou a tocar uma melodia diferente, algo original que me deixou encantado. Abri a porta por impulso, enquanto meu coração acelerava no peito. Ela não me ouviu, mas eu podia ouvi-la. Minhas emoções se espalhavam lentamente, como as asas de uma borboleta rendendo-se ao vendo e deixando-se levar. Nesse dia, eu confrontei a mim mesmo, fechei os olhos e me permiti viajar. Esqueci de tudo e todos enquanto ela tocava. Eu não conseguia mais sentir medo das pessoas, não conseguia mais sentir aquela dor no peito por causa da ansiedade e do desespero. Tudo se acalmou dentro de mim.

Perdido em meus próprios pensamentos, eu finalmente entendi que sou a raiz de tudo que me tornei. Eu não posso parar de viver por causa das outras pessoas, precisava controlar essa bagunça dentro de mim enquanto ainda tinha tempo.

Naquele momento, imaginei um futuro melhor para mim mesmo, com amigos, meus sonhos de infância se tornando realidade… Eu imaginei um mundo totalmente diferente e mais bonito.

Mas tudo desmoronou quando a música cessou e o desespero voltou.

— Oh! — A voz feminina me fez dar um passo para trás por causa do susto. Lembro-me perfeitamente dos seus olhos castanhos brilhando por causa da confusão. — Olá? — Depois de alguns segundos, ela me cumprimentou com uma referência educada e com um sorriso lindo nos lábios rosados. Eu pude sentir a minha bochecha queimando lentamente e para ser sincero, foi a primeira garota que conseguiu tirar o meu coração do lugar. Naquele momento foi como se, os meus pés estivessem no ar e o meu corpo estivesse flutuando. Por causa do medo, não consegui dizer nada, nem tirar os meus olhos do seu. — Você gosta de tocar piado? — Ela havia me perguntado de um jeito tímido. Lembro-me de quase entrar em pânico por não conseguir responder e quando ela percebeu que eu não ia dizer absolutamente nada, deu de ombros, desviou o olhar e encarou os ponteiros no relógio pendurado na parede, que marcavam exatamente, as nove e nove da manhã.

— Nunca. — Foi a única palavra a sair da minha boca. Ela virou a cabeça para me olhar e foi então que eu percebi, que ela não era igual as outras pessoas. Ela era paciente e demonstrou isso ao esperar pela frase completa: — Eu nunca toquei piado. 

Ela soltou uma risadinha baixa e tímida.

— Quer aprender? Eu posso lhe ensinar, se quiser.

Para minha surpresa, ela sentou-se um pouco para a esquerda, deixando um espacinho pequeno no banco para que eu pudesse me sentar ao seu lado. Agora, pensando bem, se eu não tivesse coragem para fugir da consulta com o pior psiquiatra do mundo, nunca teria a conhecido. Foi Jungyeon quem me ensinou a tocar piano e acabamos nos encontrando todos os sábados na escola. Por causa do seus pais, ela me pediu para manter a nossa amizade em secreto. E estava tudo bem até eu conhecer o Jimin no primeiro ano do ensino médio.

Mas eu consegui manter esse segredo por mais tempo do que pensei. A música se tornou um remédio para os meus sentimentos depressivos, e sempre fui um egoísta por pensar primeiro em mim mesmo. 

Jurei para mim mesmo que, no final do terceiro ano contaria para o Jimin sobre a nossa amizade. Para a minha felicidade, só falta alguns meses para nos formarmos.

No primeiro ano do ensino médio, a minha vida mudou por completo quando conheci seis garotos. Claro que demorou um pouco para conseguir me acostumar a andar em grupo, mas foi a melhor decisão que tomei sozinho. 

Namjoon me deu forças e me apoiou, Seokjin me deu os melhores conselhos do mundo, Jimin me deu os abraços mais apertados e aconchegantes, Jungkook me fez as perguntas certas nos momentos certos, Hoseok me fez rir quando eu mais precisava e Taehyung…bom, ele sempre conseguia aprontar alguma coisa.

Desde aquele ano, minha mãe se tornou uma pessoa mais compreensível e ela parecia gostar do “novo” Yoongi. Ela voltou a conversar comigo normalmente, sem aquele papo sobre a tristeza ou aquele olhar de decepção.

Ao lado dos meus amigos, sinto que minha depressão entrou em um sono profundo, junto com a bela adormecida — a princesa que Seokjin mencionou na aula de artes. 

Com os meus melhores amigos, aprendi a fazer coisas que nem eu mesmo tinha coragem para fazer sozinho.

Jungkook, as vezes, me chama de Hyung chato por chamar tanto a atenção quando eles cometem um erro, seja dentro ou fora da escola. Hoseok e eu discutimos bastante quando sua irmã, Jung Dawon, quer dormir na casa da melhor amiga nos finais de semana e ele não deixa. Jung Dawon vem correndo em minha direção, me pedindo para convence-lo a deixar. Acho que ela pensa que sou algum tipo de “Deus que faz milagre”. Os pais vivem viajando por causa do trabalho, ou seja, ele é quem fica responsável por ela. — Eu ainda acho que deveria ser o contrário. Mas a mãe confia nele o suficiente para Hoseok não colocar fogo na casa. Mas se pudesse, tenho certeza que ele colocaria só por diversão.

Enfim, o mais importante é que eu sempre consigo convence-lo.

Hoseok gosta de pintar o cabelo de diversas cores diferentes, agora por exemplo, ele está com os fios tingidos de vermelho e seus olhos estão fixados no caderno em cima da mesa. Mesmo sendo um bagunceiro, eu fico impressionado com as boas notas que ele consegue tirar nas provas.

Meu pai comprou uma lanchonete no ano passado e minha mãe se demitiu para ajuda-lo a servir os clientes. A lanchonete logo ganhou popularidade e se tornou uma com os melhores frangos do bairro. Não preciso me preocupar com as minhas notas, elas são boas o suficiente para não serem abaixo da média. Então, eu os ajudo quando é preciso.

Estava distraído copiando a matéria no caderno quando senti uma bolinha de papel atingir a lateral da minha cabeça. Peguei o papel no chão e abri com cuidado para não rasgar.

“ — Por que a Park chegou no mesmo momento que você?” 

Olhei para onde o papel havia sido lançado e avistei Jimin com uma expressão curiosa no rosto. Respirei fundo, e escrevi a resposta no mesmo papel: 

“—Nós dois pegamos o mesmo ônibus. Ela se atrasou também. Por que?”

Não sei se foi uma boa desculpa, a única certeza que tenho foi do meu desespero quando joguei o papel e o professor quase viu. Tentei disfarçar e quando olhei para Jimin, o observei amassar o papel e joga-lo dentro do estojo, com uma expressão mais relaxada no rosto. 

Por que ele tem que aceitar tudo tão fácil?

Peguei a caneta e continuei copiando as perguntas desnecessárias das atividades em meu caderno.

 

Sinceramente, eu não sou um cara bom, podem haver momentos em que eu te farei chorar
Mas eu prometo que haverão mais dias em que te farei sorrir
Eu quero dar as mãos e ver filmes
Como as lindas histórias nas letras das músicas
Confession — Winner



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