História House of Cards - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Exibições 281
Palavras 7.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


A VICK NAO MORREU GALERA HEUHEUHE que horror...

espero que gostem da historia e quem achar essa fic e nao entender nada, me avise que eu explico hehueheu



amo vcs tudo <3

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction House of Cards - Capítulo 1 - Prólogo

Florença, Hotel Villa la Vedetta.

Estou no quarto terminando de arrumar o vestido que Gain havia comprado pra festa. Eu não usaria o mesmo da cerimônia, era inviável passar o resto da noite com ele. Este segundo traje que Gain escolheu continha as mesmas rendas do vestido da cerimônia e o mesmo tom branco, mas era curto e mais justo ao corpo. Suspiro, um tanto que indignada pelo fato de não ter tido tempo suficiente pra escolher nem mesmo meu vestido de noiva, mas a indignação passa assim que a porta do quarto se abre e Jimin passa pelo batente.

- A senhorita ai vai demorar muito? - ele pergunta, colocando ambas as mãos no bolso da calça escura.

- Senhora. - ele ri breve. - Você me respeita... Sou uma mulher casada.

Caminho lentamente até ele enquanto o vejo rir levemente. Sua mão me segura próxima de seu corpo e me beija suavemente.

- Senhora.... - sussurra em meus lábios. - Park.

Começo a rir e ele me abraça, com calma. Eu me deixo ali, jogada em seu cerco por longos minutos até que ele decide me soltar e limitar seu contato somente a minha mão.

- Vem.

Concordo e o sigo pelo corredor deixando bem claro pra qualquer hóspede do local que nós dois éramos os protagonistas da festa existente no jardim local. Não demora muitos minutos e chegamos ao local da festa, com discrição mínima, ja que Yuri nos viu e seguiu o mais rápido que pode em nossa direção. 

Ela me abraça da maneira mais confortável que consegue graças a sua barriga de sete meses de gestação: - Bem vinda, oficialmente, a família!

Jin a acompanha e cumprimenta Jimin de forma calorosa, parabenizando-nos em seguida.

- Agora é você. - Jimin empurra levemente o seu companheiro de grupo.

- Calma... Uma coisa de cada vez, deixa Chul nascer primeiro.

- Olha ele querendo me enrolar, Victória. - Yuri exclama.

Começo a rir e Jimin me abraça pela cintura: - Jin... Só case ou eu vou passar meu antigo endereço em NY pra ela.

- Obrigada prima.

Uma pequena fila ja estava se formando, então Yuri decidiu deixar nosso diálogo pra mais tarde. Deborah e Jungkook eram os próximos querendo nossa atenção, seguidos pelos pais de Jimin e meus pais, e então SunHi e o restante do grupo. Atrás dos meus amigos, estavam alguns dos tantos conhecidos de meus pais na Itália. E esse ritual de cumprimentos e parabenizações segue por mais alguns minutos e consigo me distrair com qualquer outra coisa além dos convidados.

Jimin me puxa e repouso meus braços sobre seus ombros. Livre de qualquer receio de reprovação de alguém ali.

- Jimin?

Ouço alguém o chamar e encontro Seulgi nos olhando atenta, fazendo com que eu sinta algo amargo rasgar minha garganta.

- Vick. - ela se curva levemente e sorri - Parabéns.

Pigarreio em resposta ao incômodo em minha garganta: - Obrigada.

Jimin aperta meus braços que agora tinham soltado de seu corpo e olha a cantora ali.

- Eu fiz o possível pra conseguir vim pra cerimônia, mas o vôo atrasou. - a garota murmura.

- Tudo bem. - Jimin sorri e me contorço, tentando não fazer nenhum comentário idiota. - Mais alguém veio?

- Não.... As meninas mandaram felicitações. - ela conclui e mais uma vez, um sorriso dele.

Porque ele tem que ficar sorrindo assim pra ela? E qual é a necessidade dela em estar aqui? - Olho em volta e vejo Yuri procurar minha atenção e ao conseguir pede pra que eu não surte.

- Vocês serão meus novos vizinhos, certo?

Seulgi indaga e eu a olho.

- Seremos? - olho pra Jimin tentando entender o que ela diz, mas ele parece estar mais confuso que eu.

- Sim. - ela novamente chama minha atenção. - Eu tenho um apartamento no mesmo prédio de vocês.

Minha mandíbula pesa e preciso respirar diversas vezes. Não acredito nisso. E acredito menos ainda no fato de que Jimin tenha comprado a cobertura do prédio dessa garota... Ele sabe o quanto eu odeio esse jeitinho extremamente irritante dela perante ele.

- Eu não sabia. - Jimin sussurra e eu sei bem que a resposta é mais pra mim do que pra Seulgi.

- Espero que a gente consiga conviver bem, Vick.... Você nunca me deixou ser próxima de você e, bom, você agora é esposa de um dos caras mais incríveis que conheço.

Sorrio, sentindo meus lábios estremecendo enciumados: - Quem sabe.

Ela se afasta e volto minha atenção a Jimin, que antes mesmo que o indague algo passa a fazer diversas observações.

- Nosso casamento... Hoje não.

Okay.... Hoje não. Amanhã talvez, se ela continuar me cercando assim.

Ele me abraça novamente e inspiro sentindo que Jimin inalava lentamente, com os lábios presos em meu pescoço. Meus dedos brincam sobre os fios curtos de sua nuca. Seus beijos sobem lentamente até meu rosto e em segundos, encontra minha boca.

- Sabe aquelas coisas, amor? Tipo filme. - começo a rir entre os lábios de Jimin e me solto ao ouvir a voz de Michel. - Então, esse tipo de cena bem clichê e que a gente é doido pra viver.

Olho para meu amigo e o vejo trazendo ChungHee ao seu lado.

- Sei. - Chung sibila e aperta a mão de Jimin.

- Isso aqui. - Michel aponta pra mim. - É bem maior que aquilo... cheio de clichê e enredo barato... essa mulher aqui, sozinha é uma saga

- Exagero. - cantarolo entre os dentes.

- Ta bom... uma novela mexicana vai.

Torno a rir intensamente e ele me abraça forte: - Te amo.

- Ama porra nenhuma. - ele me solta. - Se amasse eu era padrinho do seu casamento.

- Você disse que queria subir no altar ao lado do Hope.

- E daí? - Michel ergue a sobrancelha - O máximo que iria acontecer era eu sendo excomungado pelo padre, e pra ser sincero, nunca quis ir pro céu... aquilo deve ser um porre. Cheio de gente de branco, sem nenhuma graça, dançando com harpa. Olha que merda.

Jimin ri e me abraça: - Oportunidades não vão faltar.

- Ah gente. Eu espero mesmo. - Michel exclama. - Pelo menos, padrinho da criança eu tenho que ser.

- Vai demorar um pouco. - sussurro. - Mas juro que vai ser você mesmo.... E quando você viaja?

- Semana que vem. - ele olha pra ChungHee que sorri levemente. - Depois que a gente oficializar tudo, voltamos pra Seul

- Devidamente casados. - Chung conclui. - Palavrinha pesa?

Aquela pergunta é direcionada a Jimin que ri baixo.

- Não desisti agora não, viado. - começo a rir assim que meu amigo torna a falar. - Já comprei as passagens, hospedagem e a porra toda.... Desiste que eu caso com o primeiro argentino que passar na minha frente.

- E por falar em argentino.... - sussurro.

- Menina, você viu aquele modelo? - Michel aperta meu braço. - Aquele homem é...

- Ow. - Jimin e Chung gritam e torno a rir.

- Vick. - SunHi agarra meu pulso. - Jogar o buquê. 

- Já? 

- Vem...

Sou guiada por SunHi entre todos os convidados e me deparo com uma multidão de mulher agitadas e me pergunto em que momento da festa existia tanta gente assim. SunHi me entrega o buquê e corre na direção da multidão presente. Alguém inicia uma contagem ridícula assim que me viro de costas as mulheres e jogo o buquê sem me atentar a alguma direção. Só volto minha atenção a todos quando ouço algumas mulheres gritando enraivecidas e vejo quem foi que agarrou o ramalhete. 

V dança desordenadamente com o buquê nas mãos e começo a rir, voltando minha atenção a SunHi que está estática.

- Acho que alguém vai casar antes de mim. - Yuri agarra os ombros da coreana e eu sigo na direção das duas.

- Marcou a data, gata? - pergunto a SunHi.

- Do enterro dele?

- Ah, para. - Yuri a abraça. - Essa briga de vocês acaba no primeiro porre dele. 

- Que vai ser hoje. - concluo e SunHi sorri. - Eu vou procurar meu marido e sair daqui.... Marido, que engraçado. 

As duas começam a rir diante da careta em meu rosto e sigo entre os rostos da festa, até encontrá-lo conversando com a última pessoa que gostaria que fosse. Seulgi ri breve e cruza os braços de uma forma defensiva como se ele a assustasse.

- Jimin. - o chamo e ele se volta imediatamente a mim. - Vamos?

Ele concorda e olha novamente pra coreana: - Até breve, Seulgi.

Ela sorri ternamente e me afasto sem nem mesmo me despedir da garota.

- Acho que você vai ter que aprender a ser gentil com ela. 

Jimin exclama assim que alcançamos o elevador do hotel e eu o olho.

- E ela vai ter que aprender a ser menos espaçosa.

- Vick - Jimin segura meus dedos e os entrelaça aos seus. - Ela nunca fez nada.

- Porque faltou oportunidade. - Bato em sua cabeça e ele ri. - Eu não gosto dela, não gosto do jeito que ela te olha... Eu espero que ela saiba o limite saudável que precisa manter pra não precisar refazer a carinha dela.

- Nossa. - começo a rir e ele me abraça. - Onde que estava todo esse ciúmes que eu desconhecia?

- Nem eu sei. - respondo. - Mas sei que é melhor ela se manter longe.

A porta do elevador se abre indicando nossa chegada ao último andar do hotel e seguimos em silêncio até o quarto, com ele me segurando próximo ao seu corpo. Entro no quarto e me solto, preciso respirar. Sinto algo pesar em meu corpo. Acho que o peso de ser dele começou a entortar minha coluna aos poucos. Ele não me pergunta nada e se atém em atender o telefone que havia no quarto, que naquele instante, passou a tocar. Sigo até o banheiro e me tranco no cômodo.

Sim... Sim...

Levanto a cabeça e olho para o espelho a minha frente, com aquelas suas afirmações ecoando em minha cabeça. Meu Deus, eu casei. 

Pisco diversas vezes para meu reflexo no espelho e inspiro rápido, ainda descrente de onde cheguei e as diversas vezes que chorei até agora. Começo a rir ao lembrar de todos os nossos erros, acertos, encontros e reencontros. Lembro-me de todos que passaram em nossa vida e os permaneceram... Recordo-me de quando me descobri ciumenta e torno a rir. Nunca tinha sentido medo de perder ninguém antes. Acho que eu só recebi e nunca me entreguei, porque nunca confiei meu peso nas mãos de outro alguém. Mas aconteceu ele. E todo o resto foi acontecendo também, de forma natural, sem me pedir licença ou permissão. Respiro fundo e olho pra minha mão esquerda, onde agora, no dedo anelar, uma aliança dourada ornamentava minha mão de forma tranquila, sem nem mesmo imaginar o peso que carrega. 

Meu ombro pesa e levanto-me até a porta, abrindo-a e me deparo com o quarto reservado para nós. Estávamos em Florença, onde a cerimônia havia acontecido na Basílica de Santa Cruz e agora estou eu, observando tudo que meus olhos alcançam. A suíte era clara em sua predominância e peças de antiguidade italiana misturadas a elementos de design. As cores dos tecidos em veludo e seda entravam em acordo com as cores do mármore claro que compunha o piso. 

A porta do quarto se abre e Jimin entra, com os olhos voltados na minha direção e eu não consigo conter um riso baixo ao perceber a tranquilidade que exala de seu corpo. Ele usava praticamente todo o traje da cerimônia, mas o terno ja estava jogado em algum canto do quarto. 

- Onde você estava? - pergunto vendo-o caminhar lentamente até mim.

- Pediram pra confirmar alguns dados... E eu fui buscar isso.

Ele ergue o braço e me deparo com uma garrafa de Bolgheri - vinho da região de Toscana - e duas taças. 

- Bolgheri? - pergunto. - Você por acaso, quer me deixar bêbada?

Ele ri: - Não exatamente.

Sua mão livre segue até meu rosto e desenha meu rosto levemente. 

- Como se sente? - pergunta.

- Eu tô sentindo tudo embrulhar. - ele ri assim que entende minha exclamação. - Eu to com medo disso, mas ainda assim, me sinto segura. Eu to do avesso e com uma vontade estranha de ficar... Eu não pensei que chegaríamos até aqui.... As vezes, tenho a sensação de que fui verificar minha conta corrente e tinha milhões depositados que não me pertencia. - ele ri mais uma vez e ergue o rosto para algum canto ignorado por mim. - Depósito errado, sabe? - seguro seus dedos e beijo o local lentamente. - Você é loucura mais sensata da minha vida.... E você? Como se sente?

- Eu tô morrendo de medo. - Jimin abaixa a cabeça e começo a rir assim que ouço sua risada. - Mas eu acho que aguento... Alguma coisa me dizia desde o começo que era você e eu não podia ignorar.

Ele solta seus dedos dos meus e me puxa, segurando meu corpo colado ao dele.

- Então, pode cair em mim, sem dor... Sem medo. Eu te seguro...

Seu corpo pende sobre o meu e um sorriso leve surge em meu rosto assim que sua boca toca minha mandíbula calmamente. E então, ele me beija. Calmo e com uma paz doentia, me obrigando a refrear qualquer impulsividade que surgia em mim todas as vezes que estávamos juntos, e deixo-me levar por ele, saboreando cada toque, com paciência, sentindo as pontas de seus dedos explorando minhas costas da base da nuca até a curva dos quadris. Minha mão pousa sobre seu rosto e ele liberta meus lábios, sem se afastar, respirando lentamente.

- Eu te amo. - sua voz baixa sangra meu corpo lentamente.

Ofego lentamente e meus dedos se fecham em seu rosto: - Eu te amo.... muito.

Ele sorri e me solta, erguendo a garrafa de uma maneira que meus olhos e alcance e torno a rir breve: - Eu quero muito beber isso.

- E eu quero muito tirar esse vestido. - sibilo e o rosto dele se torce. - Abre a garrafa.

Ele não me obedece de imediato, ja que decidiu se atentar no que eu faço. E então, seus olhos brilham escuros entre a baixa luz do quarto, me vendo soltar aos poucos o vestido de meu tronco, caindo ao chão, deixando com que eu fique - dentre tantas vezes - exposta a ele. Mas pela primeira vez, tinha algo diferente... em tudo. Eu era oficialmente dele, e ele era legalmente meu.

Ele se desprende de mim e segue até um móvel pequeno próximo a cama, durante todo o trajeto seus dedos seguem abrindo cada um dos botões da camisa que usa. Ele apoia a garrafa sobre o móvel junto as taças e me olha, com um sorriso torto escondido entre os lábios.

- Vem aqui. - sigo até ele, assim que sua voz ecoa baixa pelo quarto.

O som da festa no jardim do hotel estava alto o suficiente pra chegar até o último andar em que estávamos e assim que eu o alcanço, ele segura a minha mão e me guia até a janela. Ele me prende entre a janela e seu corpo, de forma que eu consiga ver tudo que ocorria sob nossos pés. Jimin ignorou o fato de eu estar nua e eu também não me dei conta disso, até sentir suas mãos fechando em torno de meus seios.

- Olha isso. - sua voz sai entrecortada e eu preciso redobrar meus esforços pra manter meus olhos abertos. - Devagar Vick. - ele sussurra contra meu pescoço e suas mãos apertam leves meus seios, fazendo meu corpo quebrar. - Sonhei muitas vezes com isso. Com você... aceitando vim comigo, dividir seu mundo com o meu... Eu não quero que essa noite acabe nunca. E eu preciso que você colabore.

As palavras saem de seus lábios acompanhadas pelo deslizar de suas mãos pelas minhas costelas. Sua boca encontra a minha e arrepios surgem no centro do meu corpo se alastrando por toda minha pele, me causando tremores. Minha mão segue em um claro sinal de possessividade até sua nuca, puxando-o para mim, de encontro a mim, como se meu corpo quisesse se fundir ao dele, atingindo assim sua própria perfeição. Eu só podia existir sendo parte dele. Eu pertencia a ele.

Era bizarro saber que em um dia tudo a sua volta muda porque você não consegue mais seguir sozinha. Jimin se tornou meu melhor amigo, meu médico, meu soldado, meu professor, e agora, meu marido. Eu não saberia mais seguir sem ele. Minha alma chora somente por imaginar tal situação.

Ele me liberta e eu reprimo um protesto em minha garganta. Volto-me a ele e o vejo levar a garrafa de vinho até a boca, sorvendo o liquido sem presa, com os olhos terrivelmente escuros presos no meu. Minhas mãos se erguem até meu cabelo e me concentro em desfazer todo o coque que usei durante a cerimônia. Ele me venera em silêncio, com todo um mar quente me envolvendo a cada sentimento que reconhecia em seus olhos, até que um rastro de ideia passa em minha cabeça.

- Jimin. - exclamo baixo assim que a minha respiração permite. - Eu preciso te mostrar algo.

Ele abaixa a garrafa e me olha, tentando invadir algum canto do meu pensamento: - O que?

Meus dedos se enroscam entre os dele e tiro a garrafa de sua mão: - A tomar um vinho italiano.

Ele para de respirar por breves segundos e ao retornar tal ato, ri baixo. Abaixo-me até que a garrafa esteja pousada sobre o mármore do quarto e ao levantar; tiro sua camisa aberta lentamente. Ele não se move, e permanece me banhando calmamente com o calor terno de seu olhar em mim. Meus dedos pousam leves sobre seu peito e me aproximo de seu corpo, colando-o ao meu. Começo a lamentar aquele movimento assim que meu corpo reage, fazendo com que meu pulso acelere. Jimin percebe minha hesitação e me agarra pela cintura, com sua boca buscando a minha. Minhas unhas escorregam seu peito, de cima a baixo, me aproximando do ventre liso, fazendo ofegar leve, sem me soltar.

- Eu preciso que você sente na cama. - sussurro sentindo nossos lábios chocando um contra o outro levemente. - Por favor.

Jimin me solta e faz o que eu peço, com um sorriso totalmente cínico estampado em seu rosto. Era visível o seu divertimento ao me ver ali, agindo conforme minha vontade. Subo sobre o colchão, com a garrafa de vinho em uma das mãos e sigo até seu colo, cercando-o com minhas pernas, prendendo seu tronco no lugar e bebo lentamente o líquido do recipiente. 

O vinho era suave, com alguma coisa lembrando safras francesas, mas ainda assim, era completamente italiano, sendo um dos mais caros do mundo. Durante todo esse tempo, ele me observa, com sua língua brincando entre os lábios e inquieto. Suas mãos se apertam dolorosas sobre minhas pernas e seguem ate o ápice de minhas coxas, voltando lentamente até meu joelho. Eu preciso respirar mil vezes seguidas a cada novo movimento de suas mãos e retiro o gargalo da garrafa de minha boca e antes que ele consiga pensar em algo, o beijo. E a sensação é terrivelmente quente e inédita.

Era um misto inebriante dos sabores do vinho e dele e isso fez meu corpo queimar. Ele torna a balançar o corpo, e me beija de volta, depositando uma angústia no contato, me fazendo derreter lentamente em seu colo. Me sinto obrigada a refrear o beijo e tomo mais um longo gole da bebida, fazendo o mesmo novamente. Ele me beija e tudo em volta queima, como se nada fosse ficar intacto naquele quarto. Eu o impeço novamente de fazer qualquer coisa e reprimo um riso ao perceber o quão irritado ele ja começará a ficar.

- Você me pediu pra te ajudar a não acabar com essa noite. - sussurro com os dedos prendendo sua mandíbula.

- O problema é que você não ta colaborando.

Sorrio brevemente e ele me beija de forma intensa e lenta, aumentando o ritmo aos poucos... seus lábios estavam pousados com força nos meus, mais urgentes que antes. Meu coração começou a correr e minhas palmas estavam escorregadias na nuca dele, puxando-o, apertando de encontro a mim.

 

❀❀❀❀❀

Acordo com uma claridade absurda invadindo o quarto. Não sinto vontade de levantar e me mexo entre os lençóis de seda, olhando em volta de toda a suíte até me dar conta de que estou sozinha no quarto. Resmungo com o rosto enfiado sob um dos travesseiros e ergo o tronco lentamente. Sigo enrolada em um dos lençóis até o banheiro e largo o tecido jogado ao chão - tudo isso com os olhos fechados e não sei bem como consegui caminhar assim sem deixar meu pé pelo caminho. - Tomo um banho demorado e inquieto. Demoro mais tempo que o normal para enxaguar meu cabelo e saio da ducha, enrolando-me em uma toalha do local. 

Ao chegar novamente ao quarto, olho na direção da cama e vejo algumas tantas manchas de vinho espalhadas pelos lençóis. Meu rosto se torce assim que me lembro do quanto a camareira vai xingar por conta disso. Balanço a cabeça tentando acordar completamente e abro uma das malas jogadas ali. Pego uma calça jeans e uma camisa leve e escura, vestindo ambas as peças após encontrar alguma lingerie. Passo os dedos entre o comprimento do cabelo, tentando me lembrar se havia trago algo pra usar, e resmungo assim que me recordo de que nem mesmo minha bagagem consegui fazer. 

Yuri não promovia mais ha dois meses, decidindo junto a PDNim que iria passar os últimos quatro meses sem fazer esforços absurdos ou pensar em sua carreira. Ela iria dedicar seu tempo exclusivamente a Jin e ao menino que em breve nasceria. Mas mesmo assim, minha rotina tinha ficado ainda pior. Eu viajei diversas vezes durante esse período que antecedeu meu casamento pra diversos eventos junto a Adidas. E essa era uma das razões que me fizeram deixar toda a organização da cerimônia e festa nas mãos de Gain... e até mesmo, minhas roupas.

Sigo pelo corredor sem antes me certificar de que havia fechado o quarto da maneira devida e caminho lentamente, até o elevador, desviando o mais rápido que posso da camareira que passava pelo local no mesmo instante. A senhora me cumprimenta rapidamente e a respondo com a mesma intensidade italiana. Eu havia esquecido desse jeitão todo que o lugar tem, as pessoas são extremamente sorridentes e o timbre de voz é forte. Por breves minutos, meu coração se aquece com as dezenas de lembranças que Florença me traz. 

Chego ao térreo do hotel e sigo pela recepção até os fundos do estabelecimento, onde havia um restaurante com as mesas postas por todo o jardim. O procuro e o encontro, cerca de 4 metros de onde estou, distraído com algo em seu celular. Caminho entre as mesas e recebo diversos olhares curiosos em minha direção e alguns tantos comprimentos matinais. 

Alcanço sua mesa e toco levemente em seu ombro, fazendo-o olhar em minha direção. 

- Oi. - murmuro e ele sorri, prendendo o lábio entre os dentes.

- Oi.

Um sorriso simples surge em meu rosto e me sento na cadeira posta a sua frente.

- Já pediu o café? 

- Já... - ele responde sem erguer os olhos na minha direção. - Olha isso.

E me entrega o celular, com a notícia de que algumas garotas tentaram invadir a BigHit na noite anterior. Isso também ocorreu quando Yuri anunciou a gravidez dela e agora, no dia do meu casamento.

Meus olhos ainda estão pregados a tela: - Alguém se machucou?

- Não... Mas elas conseguiram quebrar o portão.

- Meu Deus. - devolvo o celular pra ele. - Tinha um Mike Tyson no meio?

Jimin ri com maior intensidade e guarda o aparelho em algum bolso.

- Cadê todo mundo? - pergunto, procurando algum rosto conhecido.

- Já foram embora. - o olho e ele apoia o braço sobre a mesa. - Embarcaram quase agora.

- Mas pra que a afobação?

- O Bangtan tem uma apresentação essa semana ainda.

- E você?

- Eu tenho você. 

Ele conclui e um sorriso de idiota apaixonada surge em meu rosto. E era incrível a forma como a atmosfera em volta mudava todas as vezes que a gente decidia se invadir em silêncio, em paz. Com um turbilhão de sentimentos lindos que mereciam ser gritados pro mundo, mas a gente fica assim, sussurrando, com a certeza de que ninguém precisa saber a dimensão da nossa loucura.

- Dormiu bem?

Desperto: - Sim... Ahn.... Você viu que teremos uma despesa extra? 

Ele ri e acho que entendeu a referência.

- Aquilo ficou bem feio - ele exclama e torno a rir. - A camareira vai ficar louca.

- Qualquer coisa, eu digo que foi por uma causa nobre. - concluo e vejo um dos garçonetes seguir em nossa direção.

- Causa nobre? - ele torce o rosto e começo a rir novamente, mas a abstém de comentar algo.

O garçom do restaurante pousa de maneira calma cada um dos itens em sua bandeja e antes de sair em direção a outro atendimento nos cumprimenta, formalmente e isso me faz rir levemente

- Senhora Park. - meu rosto se torce e Jimin ri em igualdade a mim. - Eu preciso me acostumar com isso.

- Você acostuma. - Jimin exclama e o olho.

- Bom dia!!! - olho na direção do cumprimento entusiasmado e minha respiração trava.

- Bom dia, Seulgi. - respondo, tentando ser o mais doce que consigo.

Jimin sabe o quanto estou me corroendo por dentro e retira o celular do bolso, fingindo interesse em qualquer coisa. 

- Vick... Esse lugar é incrível. - a garota puxa uma cadeira e se senta.

Respiro tentando não comentar nada sobre sua atitude: - Sim... Florença é um lugar realmente mágico.

- Eu fui a um museu incrível. - ela olha pra Jimin que ergue o olhar na sua direção. - Muitos objetos de campanários.

- Museo dell'Opera del Duomo. - concluo sem que ela precise me passar mais informações. 

Seulgi abre a boca e inspira: - Esse mesmo.... Tem uma igreja também, muito linda. A arquitetura é incrível.

- Catedral.... - a corrijo e a garota me olha novamente. - É uma Catedral.... Catedral de Santa Maria del Fiore.

Jimin reprime um riso e abaixa o olhar para o aparelho em suas mãos. 

- Giardino Bardini? - pergunto pra Seulgi - Você foi lá também, não é?

- Fui. - o choque na voz da mulher é palpável. - Como você sabe?

- Eu cresci aqui... e esses são os lugares mais clichês que alguém possa te levar em Florença.

Ergo o copo de suco a minha frente e a garota me olha, abismada com algo não dito por ela.

Apoio novamente o copo sobre a mesa: - Vai no Mercato Nuovo.... acho que vai gostar.

Seulgi pisca completamente afetada: - Você ainda fala italiano?

- Sim.... O que quer saber?

- Me fale algo. 

Começo a rir e olho pra Jimin, que não se dava ao trabalho de interagir ou me fazer parar naquele instante.

- Sei una cagna e ti voglio fuori di qui - Jimin se engasga com o café e respira fundo pra que não volte a rir.

- O que foi isso? - Seulgi me pergunta.

Respiro fundo: - Eu falei "você é abençoada aqui e fora daqui"

A garota sorriu e eu ensaiei o melhor sorriso que tinha naquele instante.

- Eu vou onde você me falou.... Obrigada Vick.

- Bom passeio.

Torno a olhar para meu marido e o vejo me olhando sério, em contraste aos seus lábios, que tentavam ao máximo não cair em uma crise de tudo intensa.

- O que foi? Fui gentil como você me pediu. - exclamo.

- Chamando-a de vadia e mandando ela ir embora? - ele me pergunta e me recrimino por ter lhe dado alguma introdução no italiano. - Como você é doce.

Rio: - Eu sou um amor. 

Ele ri com maior intensidade: - Eu só peço pra ela não ter gravado a frase e que não saia falando isso pelas ruas.

- O máximo que vai acontecer é ela ser espancada por algum morador local, mas sobrevive.

- Esse tal de Giardino Bardini? - Jimin pergunta e torna a beber o café a sua frente. 

- É um jardim. - o respondo. - Lindo, Jimin.... Mas deve estar entupido de gente.

- Vamos la?

Acho que ele não escutou a parte do cheio de gente: - Vamos.

Ele pisca assim que o respondo e rio breve, voltando a atenção ao café da manhã a nossa frente. O restante da manhã foi em silêncio e decidimos seguir até a suíte para pegar alguns documentos e dinheiro, com destino ao Jardim e qualquer outro lugar que ele quisesse.

Após cerca de duas horas caminhando entre ruas, museus, jardins e igrejas, o levo pela mão até uma das ruas que marcaram minha infância. O local não estava agitado como sempre, o movimento maior aquele dia seria a noite, onde os restaurantes e cantinas do local se uniam e uma festa estrondosa tomava toda a extensão da rua. Tal avenida era atrás do meu antigo endereço em Florença e foi inevitável uma onda de saudades e nostalgia me abster naquele instante.

- Ta vendo aquela cantina? - aponto na direção de uma das portas dos tantos estabelecimentos e Jimin me responde, cercando meu ombro com seu braço. - A Deborah pegou o filho do dono pra ganhar comida de graça. 

Jimin ri intensamente e me olha: - Cadê o sentido?

- Comida, meu amor. - o abraço pela cintura. - A Tia Norma fazia os melhores pratos dessa rua e essa catina é a mais cara daqui... Nós não tínhamos dinheiro e esse era o único jeito.

- Não era mais fácil pedir? - Jimin indaga com os lábios em minha cabeça. 

- Não! - exclamo meio exaustada. - A Norma era muito mão de vaca e o Bento, filho dela, era apaixonado pela Deborah... A gente só juntou o útil ao agradável.

Começo a rir junto ao meu marido e meus olhos brilham assim que encontro o que tanto queria. Agarro a mão de Jimin e o puxo, correndo da melhor forma possível entre as pedras e de uma forma que eu não caia devido o salto que uso e entro na cantina, olhando para todos os lados.

- Ah, Deus! - me assusto e olho para o balcão do local, e torno a rir intensamente. - Enrico, vem ver isso!!

E um homem alto e de idade avançada surge de algum ponto da cantina e me olha assustado. 

- Victória?

Começo a rir e sinto uma vontade grande de chorar: - Tia....

E a mulher me abraça, com força, arrancando-me do cerco de meu marido. Ela afaga meu cabelo e ri entre as lágrimas que rolam por seu rosto, enquanto Érico grita insanamente algo que não me apego a entender.

- Cadê seus pais? - ela começa a procurar em volta, mas sem me soltar. - Deborah? Aquela filha da mãe saiu daqui sem me pagar e nunca mais apareceu.

- Tia Alva. - ela me olha e seca meu rosto lentamente. - Eu estou sozinha, mas prometo pagar a dívida da Debbie.

- Pode me dar um abraço? Solta minha afilhada, mulher.

Enrico e Alva tinham sido os dois que ajudaram meus pais nos primeiros anos na Itália. Carlos não tinha condições financeiras pra arcar com despesas de uma casa e Alva cedeu um de seus imóveis para que pudéssemos morar. E em seguida, eles foram meus padrinhos em diversas ocasiões, dentre elas, meu catolicismo.

- Essa menina ta muito magra. - Alva bate em minha perna e me solto de Érico sem antes permitir que ele me beije, abençoando-me em seguida.

- Tia... Não to magra. - rebato. - A senhora que não perdeu o costume de enfiar comida na minha goela.

- Mas desde quando você é respondona? - ela pergunta e começo a rir novamente.

Olho pra Jimin que se mantinha atento a tudo que acontecia a sua frente.

- Tia Alva. - ergo a mão na direção de Jimin e ele desperta, agarrando meus dedos. - Tio Érico.... Esse é meu marido.

E o casal de senhores olham para Jimin e eu o vejo, encurralado pela primeira vez. 

- Menina, onde você ta morando o povo é assim mesmo? - a senhora pergunta. - O menino parece que não come há dias.

Começo a rir e abraço Jimin: - Você não viu nada, tia.... Esse povo nem falar bom dia, fala direito.

- Ta assustado filho? - Érico pergunta em um inglês cheio de sotaque.

- Um pouco. - Jimin o responde acuado.

- O nome dele é Jimin.

- Ih, caramba. - Alva olha para o marido. - A gente ja ouviu esse nome... Ele não é um daqueles meninos que Brenda é doente?

- Brenda? - pergunto.

- Ah, filha... Alessandro casou e tem uma enteada de 15 anos. o nome dela é Brenda. - a senhora conclui. 

- Alessandro casou?

- Quem é Alessandro? - Jimin me olha.

- Primeiro namorado da Victória. - Enrico o responde.

- Oi? - Jimin me pergunta e prendo o lábio entre os dentes.

- História longa. - me limito a essa afirmação.

E parece que o demônio atiça, não é?

- Mãe... Pai. - volto minha atenção para a entrada da cantina e vejo um homem alto e com a pele bronzeada entrar no local, até que seus olhos se tornam assustados ao me ver. - Vick?

Começo a rir novamente e ele sorri um típico sorriso de adolescente.

- Oi. - sibilo entre os dentes.

- Meu Deus... - ele segue lentamente até seus pais e após ser devidamente abençoado pelo casal, volta sua atenção a mim. - Voltou pra cá?

- Não....

- Eu conheço esse cara. - ele exclama apontando na direção de Jimin e aperta sua mão assim que meu marido decide ser cordial. - Alessandro.

- Prazer, Jimin. - o homem em meu cerco o responde.

- Meu marido. - concluo. 

Alessandro pisca algumas vezes e ri brevemente: - Acho que a Brenda irá infartar... O que fazem aqui?

- Lua de mel. - Jimin responde a pergunta direcionada a ele. 

- Olha.... - o rapaz torna rir novamente e me olha. - Você disse que jamais casaria.

- Acho que a vida decidiu me empurrar no precipício de vez. - sussurro e olho pra Jimin que estava atento a mim. - Mas era o certo a ser feito... até porque eu já tinha me jogado sozinha.

E Jimin sorri leve, com sua mão apertando minha cintura discretamente. 

- Bom.... - o italiano responde. - Isso é muito bom. Fico feliz por você... Queria poder conversar mais, mas preciso voltar ao trabalho... A gente se vê hoje a noite?

- Ah, não. - resmungo. - O nosso voo é amanhã cedo.

- Mas já? - Alva retorna ao diálogo. 

- Já tia... Nós vamos pra Capadócia. - respondo.

- Eu lembro que você sempre me dizia querer conhecer esse lugar. - Alessandro chama nossa atenção e acabo sorrindo novamente. - Bom, mãe... onde está?

- Na cozinha. - e o rapaz sai do nosso campo de visão - E você filha? Quer algo?

Meu rosto se torce e prendo o lábio entre os dentes: - A senhora sabe o que eu quero.

E a mulher revira os olhos e se volta ao marido: - Tem o necessário pro maritozzo con la panna?

- Tem. - Enrico conclui. - Já trago pra vocês.

- E eu preciso ir trabalhar. - a senhora conclui. - Daqui a pouco, é hora do almoço e esse lugar vai encher.

Ela sorri e me abraça novamente, indicando uma mesa um pouco mais afastada e eu sigo ao lado de Jimin. Não demora muito pra que nós estivéssemos acomodados e a pergunta que eu não estava muito afim de responder surge.

- Quando você namorou com esse cara?

Olho pra Jimin e inspiro: - Eu tinha 15 anos e a gente ficou junto alguns meses só... E um pouco antes de ir pra Seoul, a gente tinha retornado o namoro.

- Então... Você se mudou pra Seoul namorando?

Minha boca torce e minhas sobrancelhas se juntam: - Não... Ele sabia que eu iria me mudar.

- Entendi.... o que você pediu?

- Um doce. - respondo. - Terrivelmente calórico e absurdamente gostoso... - ele ri e brinca com o guardanapo a sua frente. - Acho que você vai gostar e bom, eu não achei isso em Seoul até hoje... Não posso ir embora sem comer.

Ele me olha e se mantém assim, calado. Procurando algo que ele sabe bem a resposta.

- Qual é a dúvida, Jimin? - pergunto e ele sorri.

- Nenhuma. - me responde e abaixa os olhos. - É só um confusão de informações novas.

Torno a rir e alcanço sua mão sobre a mesa, apertando gentilmente seus dedos: - Eu te amo, idiota.

Ele ri e ergue meus dedos, beijando-os lentamente, até que Alva retorne com a bandeja contendo o tão sonhado doce e uma jarra de suco.

- Eu ia trazer o café como acompanhamento, mas ai, Enrico me lembrou que você não gosta. - a senhora exclama e apoia os objetos sobre a mesa, voltando sua atenção a Jimin. - Que pessoa no mundo não gosta de café?

Jimin ri: - Não da pra confiar.

- Sim... - a senhora coça a cabeça. - Victória tem um parafuso a menos por falta de cafeína.

- Cala boca. 

Resmungo e meu braço é golpeado pela bandeja. 

- Me respeita.... Qualquer coisa, me chame.

Vejo a mulher se afastar e volto a olhar para ele.

- Pronto pra entrar em uma dieta ao voltar pra Seoul?

Ele ri e coça levemente o olho: - Eu posso passar por isso.

 

❀❀❀❀❀

Seoul, duas semanas mais tarde.

Desembarcamos, finalmente, em casa. Eu nunca pensei que diria isso, mas aqui era realmente minha casa. Alguém da empresa viria nos buscar e eu ja estava comendo o canto dos dedos, ansiosa demais pra chegar em casa. Jimin me olha e ri, me abraçando, acomodando-me sobre seu cerco.

- Cansada? - pergunta.

- Muito, mas estou apavorada com a ideia de morar com você.

Ele ri ainda mais e me beija rapidamente. Um dos seguranças do aeroporto nos encontra e nos informa que a nossa condução ja nos aguardava. E ao chegar no local onde nos esperavam, descubro que o nosso motorista, na verdade era Suga.

- Você era era ultima pessoa que queria ver hoje - exclamo assim que ele me cumprimenta.

- Também senti saudades, Vick. - Yoongi rebate. - E então? Transaram bastante né? Porque agora acabou a graça.

- Garoto, me respeita. - rebato. 

- Se tem algo que o Yoongi não usa é tal filtro do cérebro pra boca. - Jimin conclui.

- Não entendi a indignação. - Suga resmunga e toma a frente, erguendo os braços em um sinal de protesto. - Vocês foram viajar pra ficar jogando baralho?

- Suga.... Eu sou sua amiga, mas nem por isso, devo lhe dizer o quão ativa é a minha vida sexual. - sussurro e entro no jeep pertencente a ele.

- Ah, mas eu te digo a minha. - Yoongi bate a porta ao meu lado. - To pegando uma francesa.

Minha boca abre em resposta e Jimin ri.

- De onde você tirou essa francesa? - meu marido pergunta. 

- Sei la.. Ela estava hospedada no mesmo hotel que rolou a festa de vocês. 

- Ela mora aqui? - pergunto.

- Cara.... Mora.... Tô fodido. - Suga suspira e começo a rir.

- Essa francesa tem nome? - Jimin pergunta conforme seu riso permite.

- Izzy. - Yoongi responde e da partida no veiculo. 

- Eu nunca pensei que veria isso. - sibilo.

- Isso o que Victória? Não ta rolando nada. - Yoongi dirige em direção ao prédio que eu iria residir a partir daquele dia. - É só sexo.... E que sexo.

O rapper torce o rosto e um suspiro pesado sai de sua boca. Jimin ri ainda mais e apoia o braço na janela.

- Okay, senhor Min Yoongi. - exclamo - Eu vou fingir que acredito nesse papo de "só sexo".

- Qual é o problema da sua mulher, hein? - Suga olha pra Jimin.

Jimin não o responde e deixa a meu cargo a função de irritar Suga com a novidade. Ele se irrita fácil com qualquer merda que eu possa dizer a seu respeito e isso me distrai o suficiente até chegarmos ao prédio no centro de Seoul. E então, Yoongi estaciona o jeep em uma vaga e eu desço do carro sem pensar muito e nem dar ouvidos aos resmungos de Suga em relação a bagagem. Eu entro no elevador e digito o código referente a cobertura do prédio, fazendo uma nota mental de que deveria mudar esse número pra algo mais pessoal a mim e a Jimin. Meu estômago se torce em posições desconfortáveis e uma ansiedade faz meus dedos formigarem. O trajeto do estacionamento até a cobertura era de 13 andares, mas tinha a sensação que não chegaria nunca.

Até que as portas se abrem e meus olhos são preenchidos pela sala da apartamento. Eu me sentia como em um contos de fadas moderno e ali era meu palácio. O chão estava todo recoberto de um piso de mármore claro. O teto do primeiro andar tinha muita luz exposta. Tinha madeira - ou alguma pintura que lembrava tal material - na parede defronte a entrada, onde algum televisor de última geração estava suspensa. A sala estava mobiliada com peças ecléticas e igualmente harmoniosas e todas em tons claros.

Meus olhos seguem até a bancada curta e me deparo com um pequeno bar, onde o revestimento interno era todo em metal, que deixavam com que as diversas garrafas ficassem devidamente presas no local. A cozinha era recoberta por armários escuros e com uma textura que lembrasse concreto ou comento queimado. 

Caminho lentamente até as escadas que davam acesso a segunda parte do apartamento e uma parede clara com diversas barras de metal formando mosaicos ornamentava o corredor curto de quartos.Começo a rir brevemente ao abrir cada uma das portas e descobrir dois quartos ali e um banheiro, cada um dos cômodos com decorações lembrando algo mais rústico que o normal visto em tantos apartamentos em Seoul, e toda a parte eletrônica ou de revestimento em cerâmica eram modernos, o que fazia com que o contraste ficasse ainda maior.

Alcanço a última porta do corredor e a abro. Meu peito explode em um descompasso de minha respiração e torno a rir, ouvindo as vozes de Jimin e Yoongi no andar inferior. Minha atenção, primeiramente, segue em direção ao piso, que ainda mantinha o padrão do andar inferior e do restante do apartamento e as paredes eram todas escuras, revestidas com algum tipo de cimento queimado, o que fez com que a iluminação do quarto fosse redobrada. O banheiro da suíte também seguia o padrão escuro do quarto, mas as cerâmicas do cômodo, como por exemplo a hidro enorme, eram em tons claros. Sigo lentamente pelo quarto e acendo o primeiro interruptor do local, onde poucas lâmpadas acendiam e me deparo com a cama no centro do quarto, com lençóis também escuros. Na parede defronte, existia um televisor suspenso.

- Gostou?

Me assusto e volto minha atenção a porta, vendo Jimin atravessar o cômodo entre a pouca iluminação.

- Quanto Gain gastou nisso tudo? - pergunto, me lembrando de que aquela cobertura era o presente da assessora.

- Não faço ideia. - ele joga a blusa que usava sobre o colchão. - Mas achei bem legal.

Começo a rir novamente e olho todo o local novamente.

- Ei - ele sussurra e me puxa para seu cerco.

- O Yoongi? - sibilo entre os dentes.

- Já foi embora. - ele sussurra e encosta os lábios em meu pescoço. 

- A gente ta sozinho? - pergunto e apoio os braços em seus ombros.

- Uhum. 

Torno a rir: - O que pretende fazer agora?

- Tem um jogo de tabuleiro bem legal.

- Cadê? - pergunto e resmungo assim que sinto seus dentes em minha pele.

- Na cama. 

E antes que eu consiga responde-lo, ele me levanta e me joga sobre o colchão, o que dispara uma crise de risos intensa e eu sinta a necessidade de respirar em pouco tempo. Mas meu riso acaba assim que ele me alcança e me beija, com uma vontade incontrolavel, explodindo meu corpo em diversos pedaços, sentimentos e sensações.


Notas Finais


Bom, eu digo a vcs que a treta aqui não será maior que a nossa amada Hye que Deus a tenha e guarde... mas acho que vao gostar <3


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