História House of Cards - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Jikook, Vhope
Exibições 40
Palavras 4.158
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa noite meus ninduchos! <3
Olha, sei que deviam estar esperando por esse capítulo ontem, mas eu tive uns probleminhas de saúde essa semana, por isso só pude vir aqui postar hoje, me desculpem!

Gente, eu esqueci semana passada de perguntar sobre o Lemon VHope, vocês gostaram???

EH PORRAAAAAAHHHHH, VAI TER BTS NO BRASEEEEEL!!! Eu juro que ainda não consigo acreditar gente, acho até que esse foi um provável motivo para eu ter passado mal a semana quase inteira... Rsrsrsrsrsrs... Mas estou tão animada!!! Eu com certeza irei, já estou até me organizando, e vocês?! *w*

Bom, vamos deixar para surtar depois... Boa leitura!!!

Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Eu estava atônito. Mal conseguia me mexer, meus músculos travaram, nem o celular vibrando eu sentia mais, só escutava ele apitar. Era como se o mundo estivesse em câmera lenta, o décimo segundo andar não chegava, mas aquela cena da mulher e do garoto no corredor se repetia várias e várias vezes em minha cabeça.

Era Jungkook. Era ele que estava bem aqui ao meu lado, escondendo o rosto e o corpo, como se fosse um vampiro. Aquela pele branquinha, os cabelos negros e como eu queria ver seus olhos, seu rosto, seus lábios. Deus, eu deveria andar mais atento pelo prédio!

Mas como eu saberia que era ele? Como eu daria atenção a ele com Jessica me perturbando com suas mensagens? Agora estou com mais raiva ainda e com uma vontade de torcer aquele lindo pescoço. Tenho que dar logo um fora nessa garota para ela largar do meu pé de uma vez. Mas mesmo que ela não estivesse roubando minha atenção, eu não conseguiria ver muita coisa dele.

O elevador abriu e saí de meu transe, correndo, bufando de raiva eu entrei no apartamento, batendo a porta e ouvindo minha mãe gritar da cozinha, algo que não decifrei. Passei para o meu quarto e também bati a porta. Deixei a mochila em cima da mesa que uso para estudar, – quando estou a fim – me joguei na cama e enterrei a cara no travesseiro.

Ainda não consigo acreditar que eu tive uma oportunidade de vê-lo, de poder olhar em seus olhos e ver toda sua pureza. Se eu tivesse sido um pouco mais rápido, quem sabe eu conseguiria alcançá-los. Mas o que eu diria para senhora Jeon? Ela com certeza arrastaria Jungkook para dentro quando visse que eu os seguia e chamaria a polícia.

Ao menos no elevador eu poderia olhar para ele, mas não tinha como eu saber que aquele ser esquisito era Jungkook. Talvez se ele falasse alguma coisa eu reconheceria sua voz, mas por que ele falaria sozinho no elevador? Só se eu soltasse minha voz e ele a reconhecesse, nem que eu finja que estou falando ao celular, talvez eu passe a fazer isso sempre que sair pelos corredores e elevador.

Onde estou com a cabeça? Até parece que ele vai pular em cima de mim e me abraçar, pelo menos não com a mãe dele do lado. Por que eu sinto que estou me afundando cada vez mais? E se essa foi minha única chance de ver Jungkook? Aí o destino seria uma grande bosta!

– Jimin? – Ouvi minha mãe bater na porta. – Tudo bem com você, filho? – Ela abriu a porta e botou a cabeça para dentro.

– Mais ou menos, mãe... – Sentei e puxei o travesseiro para o meu colo.

Ela fechou a porta atrás de si e caminhou até a beira da cama, onde sentou e sorriu ternamente para mim. Eu apenas abaixei o olhar e ela entendeu que eu precisava de um colo. Estendeu os braços e eu mais que depressa repousei o travesseiro que eu me agarrara em suas pernas e deitei a cabeça. Minha mãe começou a afagar meus cabelos e eu fechei os olhos, aproveitando aquele carinho.

Hoseok é muito bom conselheiro, ouço tudo que ele me diz com atenção e de fato me ajuda. Mas acho que eu só poderia me sentir bem mesmo com minha mãe, porque sei que é ela quem me protegerá de tudo. Eu tenho vontade de proteger Jungkook, mas eu também posso ficar vulnerável, e é aí que eu sei que posso contar com minha progenitora. Aquela que sempre cuidou e me amou sozinha, enfrentando todos os preconceitos por ser mãe solteira.

– Quer me contar o que está acontecendo? – Passava o polegar por minha bochecha.

– Eu... estou gostando de alguém, mas... parece que tudo conspira contra. – Eu fitava o vazio no chão.

– Então faça conspirar a seu favor! – Ela deu um peteleco em minha testa.

– Ai! Como assim? – Levantei a cabeça e olhei para ela.

– Eu não sei, é você quem sabe, é só você pensar um pouquinho. – Ela disse, mas eu continuei sem entender.

– Tudo bem, eu vou pensar, obrigada! – Beijei seu rosto e ela sorriu.

– Nem acredito que meu filho está gostando de alguém! – Ela apertou minhas bochechas.

– Mãe! – Tirei suas mãos e esfreguei minhas bochechas que estavam vermelhas.

– Desculpe! – Levantou as mãos se rendendo. – Vou ajudar a senhora Kim com o almoço. – Beijou minha testa e saiu.

Suspirei e deitei novamente. Abraçado ao travesseiro, olhava para o teto branco, que parecia refletir minha cabeça, eu não consegui raciocinar. Mas eu tinha que pensar, pensar no que fazer, mas não seria fácil, a menos que houvesse alguma brecha. Que brecha?

Espera, se ele não sai de casa, por que hoje ele saiu? E o que ele estava fazendo, ou para onde ele foi?

Essa é minha brecha, se eu descobrir, posso vê-lo novamente do lado de fora, quer dizer, se ele sair de novo, mesmo que seja com a mãe dele, quero no mínimo poder ver como ele é, ter certeza de que ele realmente é real, e não só uma invenção da minha cabeça, uma voz que vem do além. Se bem que com minha atual “sorte”, é bem capaz de ser uma peça pregada por minha mente.

Mas é o que vou fazer, vou descobrir o que eles estavam fazendo e quem sabe numa próxima vez, eu consiga surpreendê-los. Eu não vou desistir.

 

 

[...]

 

 

– Eu não posso acreditar nisso! O que esse velho está pensando? Eu tenho mais o que fazer! Isso é um absurdo!

Riamos de Taehyung enquanto ele reclamava do professor de história, que pediu um resumo dos três primeiros capítulos do livro. Provavelmente viraríamos a noite fazendo isso, e com certeza eu não conseguiria ir ver Jungkook nessa segunda feira, mesmo que me doesse e doesse nele, porque sei que ele vai ficar triste.

O pior, é que não vou poder colocar em prática meu plano de arrancar algo dele. Já faz um mês que conversamos, já está na hora dele começar a me dizer algumas coisas. Mesmo que seja aos poucos, quero que ele confie mais em mim, eu jamais faria algo para prejudicá-lo, até mesmo sua mãe, mesmo eu não gostando muito do que ela faz com ele.

– Se esse trabalho não valesse metade da nota desse trimestre eu juro que nem faria... – Taehyung ainda reclamava quando Hoseok o abraçou pelos ombros.

– Relaxa, se formos lá pra casa, fazemos juntos e terminamos rápido! – Piscou para ele e franzi o cenho confuso.

– C-claro... Vamos, né Jimin?! – Taehyung disse meio sem jeito e achei isso ainda mais estranho. Por que essas reações entre eles? Eles sempre foram tão normais, ou só agora que estou percebendo esse clima... intenso?

– Tá, vamos sim! – Assenti.

– Ok, vamos! – Hoseok disse, mas notei um tom meio frustrado em sua voz. Ele queria ficar sozinho com o Tae?

Saímos de nossa mesa e cada um pegou seu veiculo. Hoseok e eu tínhamos carro, Taehyung tinha uma moto. Segundo ele, é mais emocionante e rápido. De fato, ele conseguiu chegar primeiro ao prédio de Hoseok e ficou nos esperando por cinco minutos parado na calçada para poder entrar. Precisava da autorização de algum morador para entrar com veículos.

Assim que todos estacionaram, pegamos o elevador e subimos para o apartamento de Hoseok. A empregada nos recebeu e disse que faria um lanche, já que o jantar seria só mais tarde e era bem provável que jantássemos lá devido o longo trabalho que faríamos.

Fomos para o quarto de Hoseok e nos espalhamos pelo chão. Cada um pegou seu livro e dividimos os capítulos. Taehyung ainda reclamou muito e ficou uma boa parte do tempo xingando nosso professor, me dando muita pena da mãe do pobre senhor de meia idade, que deve ter se revirado no caixão.

Depois de um bom tempo fazendo o trabalho – ainda estávamos na metade – a mãe de Hoseok nos chamou para jantar. Estávamos morrendo de fome, - o lanche não tapou nenhum buraco em nossos estômagos – por isso nenhum dos meninos ousou me zoar, já que eles também estavam desesperados por comida.

– Sério, estou com uma vontade tremenda de matar aquele velho e comer a carne dele assada com muito molho! – Taehyung reclamou ao beber um gole de suco de laranja.

– Esquece isso Tae, temos que nos preocupar em terminar o trabalho que é para depois de amanhã. – Eu disse também ao beber para desentalar.

– Cada um termina o resumo do seu capítulo e amanhã tiramos xerox do capítulo que o outro tá fazendo. – Hoseok deu a ideia e assenti.

– Pois é, aquela peste ainda tinha que mandar a gente fazer tudo manuscrito... Vou mandar a conta do meu ortopedista depois para ele!

Rimos de Taehyung e terminamos de comer. Só voltamos para o quarto e para os papeis depois que comemos a deliciosa sobremesa que senhora Jung fazia questão de fazer sempre que estávamos lá, mousse de limão.  

Assim que terminamos, voltamos a fazer nosso trabalho um pouco mais revigorados e com os dedos esticados, pois antes já estavam doloridos de tanto escrever. Conforme as horas se passavam, o cansaço ia batendo, o sono nos fazia bocejar e querer apenas deitar em uma cama macia e quentinha, descansar aquele dia e nos preparar para o amanhã, que seria tão pesado quando este, já que as provas e trabalhos nos sobrecarregariam.

Quando conseguimos acabar o capítulo que foi designado a cada um, já passava da meia noite. A mãe de Hoseok insistiu para que eu ficasse, já que estava tarde e a criminalidade está cada vez pior, mas eu disse que iria rápido para casa, já que estava de carro. Taehyung que rapidamente aceitou o convite para ficar, o que foi bem estranho.

Agradeci senhora Jung pelo delicioso jantar e ela ainda me deu um pouco de mousse para levar para casa e comer no dia seguinte. Me despedi dos meninos e desci até a garagem de elevador, e ali dentro sozinho, rodeado pelos espelhos, me encarei e lembrei da manhã de sábado, onde deixei Jungkook escapar de mim, escorregar por entre meus dedos, e me senti patético.

O elevador apitou e as portas se abriram. Balancei a cabeça tentando tirar esses pensamentos de minha cabeça, antes que eu me irritasse, perdesse a cabeça como sempre acontece quando estou nervoso e quebrasse tudo pela minha frente. Tenho que aprender a me controlar e ser uma pessoa mais madura. Não posso ser um desequilibrado perto de Jungkook. Se ele já é vulnerável e desconfiado de todos, tenho que passar tranquilidade para ele se sentir a vontade e seguro.

Até falo como se ele realmente fosse sair daquela prisão disfarçada. Como se ele fosse poder viver como um garoto normal de dezesseis anos e eu como seu Hyung de dezoito fosse cuidar dele, mas de uma maneira diferente, com humanidade e carinho, coisa que a mãe dele parece não ter, mesmo que ele diga que ela está apenas fazendo o certo.

Dirigi rápido até meu prédio, já que as ruas vazias estavam a meu favor. Assim que cheguei, o porteiro reconheceu meu carro e abriu logo o portão da garagem. Estacionei meu carro, peguei minha mochila e caminhei cabisbaixo, principalmente quando entrei no elevador, estar naquele lugar era nostálgico para mim.

Saí em meu andar e destranquei a porta devagar para não acordar minha mãe, assim como andei na ponta dos pés até a cozinha, onde guardei a mousse e depois fui para meu quarto. Tirei a roupa e tomei um banho para relaxar o meu corpo, tirar todas aquelas preocupações que pesavam em meu ombro, mesmo que fosse só para eu dormir em paz, já que amanhã tudo voltaria a tona e me atormentaria.

Quando deitei em minha cama, pensei que logo o sono viria, já que eu bocejava enquanto fazia o trabalho, mas era só a preguiça para não o fazer, porque agora, parecia que todo aquele sono tinha ido para o espaço. Eu fitava o teto e pensava na carinha de choro que Jungkook poderia ter feito quando não fui a sua porta hoje e meu coração se apertava. Eu fechei os olhos e escutem sua voz tristonha chamando por mim.

– Jiminie...

Com a mão sobre o peito, eu respondi a esse devaneio, a essa peça pregada por minha cabeça só para me desestabilizar ainda mais em relação a ele.

– Eu estou aqui e nunca vou te deixar!

 

 

[...]

 

 

O elevador abria em frente aquele corredor já tão conhecido por mim. Respirei fundo e deixei meus passos lentos me guiarem até aquela porta, ouvindo meus batimentos acelerados e sentindo o suor começar a escorrer. Por que eu estava tão nervoso?

Era a primeira vez que eu falaria com Jungkook depois de eu ter lhe explicado sobre o amor. Será que ele entendia ao menos um pouquinho do que eu havia dito naquela tarde? Se ele entendesse, se ele descobrisse esse sentimento para comigo... É pedir demais querer que alguém se apaixone sem saber o que é isso? Ao menos ele já deve saber como é uma relação sexual, mesmo que entre um homem e uma mulher. Sua irmã não lhe explicaria mais que isso.

Estiquei meu dedo indicador e toquei a campainha. Com a mochila ainda nas costas, não quis me sentar no chão e coloquei as mãos nos bolsos da calça. Estava impaciente e Jungkook não respondeu de imediato como sempre fazia. Eu ouvi passos cautelosos se aproximando e mordi meu lábio inferior. Vi a sombra de baixo da porta, parada, mostrando como Jungkook estava inseguro, então resolvi falar primeiro.

– Kookie, você está aí? – Disse só para chamar sua atenção.

– Oi... – Sua voz era triste e eu sabia que a culpa era minha por não ter vindo ontem. – Pensei que não viesse hoje de novo...

Ouvir sua voz perder aquela melodia, perder a pouca alegria que eu lhe dava era horrível para mim que tentava trazer sempre um pouco mais de vida para ele. E a culpa era minha por não ter vindo ontem, mesmo que eu realmente não tivesse culpa do professor passar aquele trabalho, mas o pior era saber que eu sempre me sentiria mal quando ele ficasse triste, porque eu não quero que ele fique.

Mas eu não tenho o controle de nada, a vida é imprevisível, sempre que algo acontecer ao acaso, sempre que o destino assim quiser, posso acabar magoando Jungkook, mesmo que eu junte todos os meus esforços contra isso, eu não posso fazer nada. Eu quero tanto ser seu porto seguro, quero que ele confie em mim, quero que ele saiba que sempre pode contar comigo.

– Desculpe por ontem, tive que fazer um trabalho na casa de um amigo, fiquei lá a noite toda e não pude vir, sinto muito!

– Ah, tudo bem... – Senti sua voz mais tranquila e aliviada, assim eu também pude me sentir melhor. – Eu pensei que tivesse ficado chateado por eu ter te chamado de idiota.

Não pude deixar de elevar um sorriso em meus lábios. Ele é tão bobinho, parece realmente uma criança, por isso quero estar sempre perto dele, para não deixá-lo cair nas garras cruéis do mundo. Às vezes penso que ele saiu de dentro de um conto de fadas, mas talvez esse seja um verdadeiro conto de fadas, só que com um toque de realidade, porque se fosse só um conto, eu teria encontrado Jungkook, matado o vilão e livraria ele de todo o mal. Mas na verdade o vilão é sua mãe, por isso não posso fazer nada, apenas vê-la definhá-lo.

– Kookie, eu não seria capaz de ficar zangado com você, ok? Jamais pense isso. – Eu disse e minha voz saiu... melosa? Argh!

– A-ah... – Imaginei ele corando e sorrindo para o chão. Uma versão boba e apaixonada de Jungkook, que muito provavelmente não existe.

– E então, alguma novidade esse tempo que não nos falamos? – Sentei no chão, recostado a porta e coloquei a mochila ao meu lado.

– Bom, a novidade é que eu fiquei mais confuso ainda. – Escutei ele se mexendo, com certeza sentando no chão também. – Quer dizer, depois da minha aula de reprodução humana eu fiquei meio curioso quanto a uma coisa, mas fiquei com vergonha de perguntar a minha Noona.

– É algo que eu possa ajudar? – Não sei por que eu disse isso, pois eu também ficaria sem jeito para responder, mas eu queria ao menos saber até onde ele sabia sobre o assunto.

– Não sei, mas eu também ficaria com vergonha de te perguntar. – Imaginei ele mordendo os lábios e senti calor. Respirei fundo. – Você já fez... sexo, não é?

– Uhum. – Foi só o que consegui responder. Se ele pudesse me ver, me veria igual um tomate.

– Só dá para fazer com garotas?

De repente a linha tênue de saliva que descia por minha garganta, mais parecia um tsunami e me vi completamente afogado, me engasgando e tossindo descontroladamente. Eu não conseguia respirar, por mais que eu tentasse puxar o oxigênio, parecia que ele era concreto puro e não passava por minhas narinas. Podia sentir meu rosto inchando e possivelmente ficando roxo.

O que Jungkook pretendia me fazendo esta pergunta? E como assim “Só dá para fazer com garotas?” Deus, o que ele está pensando? Eu preciso de uma luz! Eu preciso respirar!

Coloquei a mão no peito, fechei os olhos e tentei manter a calma. Encostei minha cabeça na porta, esvaziei minha mente, procurei não pensar em nada. Aos poucos eu sentia meus pulmões enchendo novamente. Meu peito subia e descia normalmente e minha expressão suavizava.

– Jimin, você está bem? – Escutei Jungkook me chamando. Espero que ele não pense que estou morrendo!

– Estou... – Pigarreei. Era bom respirar de novo. – Desculpa, eu... me engasguei.

– Que susto! Pensei que tivesse passando mal. – Susto? Ele não imagina o susto que EU levei. – Então...?

Ele ainda esperava pela resposta. Mas por que seu interesse em saber se só pode fazer sexo com garotas? Será que assim como eu, que sinto uma vontade de tê-lo em meus braços, ele sente a vontade de se entregar assim? Talvez ele não se sinta como eu, talvez ele só queira me ter por perto, como alguém que ele aprecia e o sexo seja só uma possibilidade, por isso a dúvida.

– Por que quer saber isso, Jungkook? – Indaguei curioso. Queria ouvir de sua boca uma boa desculpa.

– Não sei, eu só queria saber se isso é possível, se é certo. Eu já ouvi minha mãe falando sobre homens se casando e que isso era pecado...

Engolia em seco. Onde ele queria chegar com isso? Meu coração disparava, podia ouvir o ritmo acelerado, podia ouvir meu sangue sendo bombeado fervoroso, eu estava quente. Ele dizia sobre homens, homens que estavam juntos, mas por que ele poderia querer entender isso? Talvez para si? Mas ele gosta de alguém, ou de mim? Ele sabe o que sente?

Jungkook...

– É errado, um homem gostar de outro homem? – Ele perguntou e eu respirei fundo.

– Há pessoas que dizem que sim, e eu já fui uma delas, não vou mentir, mas agora... eu mudei de ideia, amar nunca é um erro. – Eu dizia com um sorriso bobo nos lábios.

– Então, SE, eu gostasse de um garoto, estaria tudo bem? – Ele enfatizou o “se”, me fazendo rir sozinho. Eu sou a única pessoa que ele conhece, de quem mais ele poderia gostar, se não de mim? Ele é tão inocente que nem sequer percebe que vai acabar se entregando com suas palavras.  

– Depende. – Dei de ombros enquanto ria.

– Como assim?

– É alguém que eu aprove? – Disse, apesar de eu saber que nunca aprovaria um relacionamento de Jungkook com outra pessoa, se é que um dia isso aconteceria. – Ou vou ter que capá-lo?

– Está com ciúmes, Park Jimin? – Notei um tom divertido em sua voz, e interessado, como se ele gostasse da possibilidade de eu estar com ciúme.  

– Bom, depende! – Cocei o queixo pensativo. Isso estava até que bem divertido.

– Vai se ferrar, Jimin! – Ele deu um soco na porta e eu caí na gargalhada.

– Acha que eu gosto de você? – Perguntei para provocá-lo.

– Talvez sim... – Ele disse com um provável sorriso nos lábios. – Fala sério, já gostou de alguém na sua vida?

– De verdade, eu nunca pensei que eu pudesse sentir algo por alguém, mas eu estava errado... – Minha mão se espalmou na porta, como se ali eu pudesse sentir Jungkook, se eu pudesse tocá-lo.

– Então você gosta de alguém. – Sua voz saiu baixa, como se falasse só para ele e estivesse desapontado, magoado.

Meu coração acelerou. Ele não estava apenas brincando, estava? Não é possível, agora todas as suas perguntas faziam sentido. Ele realmente gosta de mim! Todo esse papo de gostar de homens era porque ele gosta de mim, porque ele queria saber se eu seria capaz de gostar de outro homem. Não posso acreditar!

– Fico feliz por você... – Sua voz estava embarganhada e eu sorri.

– Com ciúmes, Jeon Jungkook? – Minha vez de brincar com ele, e nada melhor que usar suas palavras.

– Vai se ferrar, Jimin! – Mais um soco e eu gargalhei de novo. Minha barriga já doía e eu pensei que poderia ser assim sempre, tão fácil quanto falar que gosto de alguém, que gosto dele.

– Olha, de verdade, eu estou em uma batalha interna para saber se eu devo ou não gostar dessa pessoa.

–Por quê? Você não me disse que gostar de alguém, estar apaixonado é bom? – Acho que eu estava deixando ele mais confuso do que ele já era.

– Porque nem sempre é fácil...

De repente me senti derrotado, como se nunca fosse ganhar essa batalha, como se nunca fosse vencer a droga de uma porta, ou as vontades da mãe de Jungkook. Não adianta ele também gostar de mim. Não adianta ele sentir algo por mim que seja tão forte quanto meus sentimentos por ele, se não podemos ficar juntos, graças a uma porta, a uma mãe e mil razões que ainda desconheço.

– Você não é correspondido? – Ele continuava me fazendo perguntas, mas não parecia ser curiosidade, e sim que ele me estudava, me fazendo acreditar ainda mais em seus sentimentos por mim.

– Uns últimos acontecimentos me dizem que sim. – Disse e deixei um sorriso de canto escapar. – Mas o problema é que não sei se é para acontecer, tudo conspira contra, tem muita coisa que nos separa...

– E... quem é, a pessoa que você gosta? – Notei que ele ficou cauteloso e sorri.

– Não se preocupe, de um jeito ou de outro, você vai saber...

Ficamos em silêncio. Ele puxava o ar, talvez um tanto nervoso. Não precisávamos dizer mais nada. Depois dessa longa conversa e do que eu disse agora, ele só não perceberia que eu gosto dele se não quisesse, assim como eu, mas eu realmente estou me negando a acreditar que ele gosta de mim. Não quero me ferir mais do que posso aguentar. Saber que ele gosta de mim e não poder fazer nada, é bem pior, porque eu saberia que poderia existir um “Nós”, mas ele não existiria, não enquanto estivermos de lados diferentes.

– Já está ficando tarde, tenho que ir... – Levantei e joguei a mochila nas costas. – Até amanhã!

– T-tchau! – Sua voz parecia sem jeito.

Caminhei meio atordoado pelo corredor. Jungkook e eu gostamos um do outro, mas não há nada que possamos fazer quanto a isso. Acho que seria bom se esquecêssemos o que sentimos, mas Jungkook sofreria muito por perder sua única companhia, a única pessoa que ele conheceu sozinho, começou a gostar sozinho, sem sua mãe lhe ditando as regras.

Me dói lá no fundo da alma saber que nunca vamos poder viver o que sentimos. Não é para dar certo. O universo sempre vai conspirar contra. Justo quando sinto que posso ser uma pessoa melhor por me apaixonar por alguém, tenho que descobrir que é pela pessoa errada, que não tem como dar certo, só com um milagre.

O elevador se abriu e uma mulher cheia de sacolas tombou para frente tentando segurá-las desajeitadamente.

– Oh... Desculpe! – Ela abaixava para pegar umas laranjas que rolaram de uma das sacolas que virara.

– Tudo bem, eu te ajudo! – Peguei algumas das sacolas da mão da garota, enquanto ela juntava as laranjas.

– Obrigada, é tão bom ver que ainda existem cavalheiros nesse mundo! – Ela levantou e sorriu docemente para mim.

– De nada! – Disse um pouco envergonhado. – Qual seu apartamento?

– Este. – Disse seguindo em frente, quando paramos naquela porta e olhei para ela surpreso. – Obrigada! Sou Jeon Jihyun, muito prazer!

– E-eu... – Estava atônito, sem acreditar no que estava acontecendo. – Sou Jimin.

– Oh Deus, você existe? – Ela arregalou os olhos. – Desculpe, eu pensava que Jimin era só um amigo imaginário do meu irmão. – Ela disse rindo e eu corei. – Desculpe, não quis te deixar sem jeito.

– Tudo bem... – Sorri de canto.

– Você... não quer entrar?!

Ela sorria sugestiva e eu bem entendia suas intenções. Pelo que Jungkook sempre disse, ela é uma boa pessoa e gosta de ajudá-lo e era o que estava fazendo agora. Eu veria Jungkook. 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Essa conversa JiKook foi um amorzinho não foi?! *w* Acham que o Jeon gosta do Jimin? Acham que o Jimin vai conseguir entender o que se passa na cabecinha do Kook? E a Ji Hyun aparecendo do nada... Ela vai ajudá-los e eles finalmente se encontrarão? Amanhã no Globo Repórter. Rsrsrsrsrsrs...

ENTÃAAAAOOOO... O que vocês acharam? Vamos torcer e cruzar os dedos para que dê tudo certo e a irmã do Kook possa ajudá-los! Queremos muito nosso precioso JiKook juntos! <333

Então foi isso gente, até o próximo, beijokas!

COMENTÁRIOS SÃO SEMPRE BEM VINDOS E MOTIVADORES! XD


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