História House Of Cards (ChanBaek) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Chanbaek, Ellafiction, Kaisoo, Vkook
Exibições 503
Palavras 2.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Festa, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, colegas, tudo bom? No capítulo de hoje, eu vou mostrar para vocês como vida de "capopeira" não é fácil, principalmente se você for irmã do ChanYeol, né?
Espero que gostem!
Comentem!

Capítulo 2 - Two!


Fanfic / Fanfiction House Of Cards (ChanBaek) - Capítulo 2 - Two!

Eu não sabia dizer ao certo quando minha vida havia se tornado uma verdadeira piada.

Mas não, não era uma piada boa, era uma daquelas piadas que todos olhavam com pena para você, se perguntando mentalmente o que levaria uma pessoa à contar algo do tipo.

E foi essa mesma expressão que BaekHyun tinha quando eu coloquei uma pasta sobre a mesa.

— O que é isso?— o loiro perguntou.

— Músicas. — dei de ombros.

BaekHyun riu.

— Você levou mesmo à sério? Cara, foi só uma desculpa para te fazer vir aqui. — empurrou a pasta para o lado. — Mas se quiser que eu dê uma olhada...

Puxei a pasta para mim; sabia que as coisas não viriam tão fáceis assim.

— Esquece, eu sabia que não ia dar certo...— recolhi a bolsa, me afastando.

BaekHyun respirou fundo e se levantou, me puxando pelo braço.

— Ei, eu estava brincando. — sorriu. — Tudo bem, nem tanto assim, mas acho que nós podemos fazer alguma coisa.

Fechei o semblante, puxando meu braço das mãos daquele loiro e caminhando para fora do estúdio.

— Chanyeol, por favor, me desculpe. — Baek falou enquanto continuava a correr -sim, correr, suas pernas eram muito pequenas- atrás de mim. — Eu posso te ajudar!

Parei de andar na mesma hora, olhando para trás com um sorriso travesso.

— Jura? — o menor assentiu. — Então ande logo, não tenho o dia todo.

Passei pelo Byun, o puxando pelo braço, voltando para a salinha de reuniões. O mais baixo suspirou ao ser jogado contra a cadeira e logo, a pasta voltou para as suas mãos.

Eu já havia explicado toda a história dos meus amigos e a minha falta de inspiração nos últimos dias. Havia mostrado como minhas músicas estavam saindo e Baek riu, dizendo o quão horríveis elas eram.

— Não vou mentir para você, Yeoll. — fechou a pasta. — Estão péssimas! — se levantou, vindo até mim. Se ele queria me deixar deprimido, conseguiu. — Falta sentimentos e verdades na suas canções. Eu não consigo imaginar você "perseguindo um cupido pra te conquistar", é horrível.

Por fora eu ri, mas não podia negar que aquilo estava realmente péssimo.

Baek caminhou até parar atrás de mim e se apoiou no encosto da cadeira, bem próximo de mim.

— Escrever alguma canção, é como expôr seu verdadeiro sentimento; é como deixar que o amor que você sinta, saia. — sussurrou.

Alguém poderia, por favor, me responder para qual direção o meu juízo seguiu?

— E o que você espera de um cara que tomou um pé na bunda e que o ex crush, vulgo seu melhor amigo, começou a namorar seu outro melhor amigo?. — disse, me exaltando com aquela porra toda.

Baek me olhou sério antes de começar a rir como se tivesse alguma piada muito engraçada alí.

Que vida de merda que eu tinha!

— Me desculpa, cara, mas isso foi realmente engraçado. — voltou a se sentar na cadeira acolchoada, me deixando ainda mais puto com tudo aquilo.

Cruzei os braços, observando a decoração enquanto o baixinho tentava parar de rir de mim.

— Olha, eu sei que minha vida amorosa é uma merda, não precisa jogar isso na minha cara o tempo todo...— falei antes de contar até dez para não perder a paciência.

BaekHyun respirou fundo e limpou algumas lágrimas que borravam sua maquiagem.

— Tudo bem, me desculpe. — abriu a pasta novamente, deixando alguns risinhos nervosos escaparem pelos seus lábios.

— Eu até ia te convidar para comer uma pizza hoje à noite, mas agora eu estou bravo. — menti, fazendo ele me olhar com os olhos levemente arregalados.

— Eu não posso comer depois das seis, mas obrigado pelo convite. — sorriu ao pegar duas músicas e me entregar a pasta.

O olhei com um olhar realmente perdido.

— Como assim não come depois das seis?

BaekHyun bufou, tirando os óculos por um instante para limpa-los.

— Faz parte da minha nova dieta, eles dizem que eu preciso perder alguns quilinhos para estar nos padrões, sabe? — ele disse meio triste.

Eu não gostava de BaekHyun, isso estava claro, mas eu não o achava acima do peso. Muito pelo contrário, ele tinha um corpo de fazer inveja para homens e mulheres.

— E quem são eles pra dizer quanto você deve pesar, BaekHyun? Você deve estar confortável consigo mesmo, e se você estiver feliz com ou sem os seus quilinhos, eles não são ninguém para te obrigar a ganha-los ou perde-los. — falei sem olha-lo. — Foda-se eles.

Ouvi um suspiro do menor e o olhei, ele estava sorrindo, com algumas pequenas lágrimas se formando nos cantinhos dos olhos.

Uh, oh, eu disse algo errado?

O olhei apreensivo antes de vê-lo se levantar e me abraçar. Ok, eu realmente não entendi o que tinha acontecido.

— Você é a primeira pessoa em anos que não me julga por isso. Obrigado, Yeolly. — me soltou.

Percebi nesse pouquíssimo tempo que tínhamos de convivência, que BaekHyun gostava de deixar as coisas no ar e claro; me deixar com cara de otário, sem saber o está acontecendo.

A primeira vez foi no estacionamento, quando me deu um abracinho e foi embora. A segunda, quando eu cheguei ao estúdio, ele me entregou um copo de Americano¹ e disse que sua sala era a primeira à esquerda e a terceira, quando me abraçou sem eu saber o porquê.

E que Deus me ajude a entender esse garoto.

— Eu estava vendo suas músicas e gostei bastante destas duas, Love Me Right e Artificial Love. Se você quiser, nós podemos reescreve-las juntos e gravarmos. — ele disse simplista, simplista até demais.

— Você jura? Pode fazer isso mesmo? — perguntei esperançoso.

E foi aí que o sereio caiu no conto do pescador.

— Claro que posso, Yeolly. A empresa é do meu pai, eu mando e desmando aqui dentro. — disse de forma prepotente antes de colocar os óculos novamente. — E se a minha ideia trazer dinheiro para o meu pai, é óbvio que ele não vai negar.

Suspirei profundamente antes de perguntar o que eu teria que fazer para conseguir gravar aquela música.

E sabe quando a vida te dá aquele tapa na cara de realidade e você fica confuso, perguntando à Deus o que 'tá acontecendo?

Eu levei aquele tapa na cara quando BaekHyun me deu a resposta que eu menos esperei na minha vida.

— Eu tenho a solução perfeita.— BaekHyun disse. — Eu preciso de um escândalo e você quer ser reconhecido. Podemos fingir um relacionamento.

— F-fingir? — Gaguejei.

— É claro, mas você sabe, só na brotheragem. — sorriu.

Ah, qual é, vida? Qual o seu problema comigo? É o ascendente em Áries? É os meus pensamentos maliciosos com o namorado do meu melhor amigo? É a minha irmã ser fã de um cara que tá me pedindo em namoro, mesmo sendo um namoro falso?

E a vida me deixou na mão mais um vez sem resposta alguma.

Típico.

Eu sei que eu poderia ter fugido naquela exato momento; pegado as minhas coisas e ter corrido de lá, trocar o meu número de telefone e botar a minha casa à venda, voltar para o interior, qualquer coisa.

Mas eu sou mesmo um Park e isso me faz ser um pouco menos despreparado para a vida.

— Olha, eu não vou te beijar. — falei assim que ele arqueou as sobrancelhas a procura de uma resposta positiva em qualquer deslize meu.

E então aquele idiota riu da minha cara.

— Não precisa me beijar, por enquanto. — se levantou. — Preciso falar com o meu empresário e ele vai falar com os advogados para fazer aquela papelada toda que eu não entendo. Talvez amanhã você possa voltar para assinar o contrato.

Que merda!

— X —

(Najas <3)

[29/09/16 13:17] ChanYeol:
Caras, preciso contar uma coisa...

Eu queria contar para os meus amigos tudo o que estava acontecendo; queria desabafar e ouvir Kyungsoo dizer que eu estava perdendo a cabeça.

Mas como um sinal enviado do céu, eu recebi uma mensagem que me fez refletir sobre tudo.

[29/09/16 13:18] Bacon:
Você não pode falar que é um namoro falso, Yeolly. Para ninguém! Xx

É, a vida não estava mesmo cooperando comigo. Mas eles eram meus melhores amigos, não eram?

BaekHyun havia sido bem específico quando disse que eu não poderia contar para ninguém.

Pois é, amigos, o jogo virou!

— X —

Tem dias que você acorda com sua "voz interior" dizendo que você deveria ficar mais algum tempo na cama, aproveitando enquanto sua família não estava berrando pelos cantos ou sua irmã não chorava pelo cara que era meu namorado de mentirinha.

A porta foi aberta com agressividade e ouvi a minha mãe gritar algo sobre comprar ração para o Tuan.

Quem diabos era Tuan?

Ouvi um latido agudo no pé da minha cama e abri os olhos, encarando o pequeno filhote de labrador que me encarava com o rabinho balançando.

— Esse cachorro veio parar aqui em casa e aqui disse que era pra você. — Minha mãe disse jogando um envelope em cima de mim.

"Oi, Yeolly, sou eu, BaekHyun, isso você já deve saber. Estou te dando o Tuan por um tempo, cuide bem dele. Fique em paz, Baek."

Como é que é?!

Levantei as pressas, buscando pelo celular e logo entrando na lista de contatos, ligando para o responsável de toda aquela palhaçada.

— Alô?— ele atendeu.
— Olha, a gente não disse que eu teria que tomar conta do seu cachorro, cara. — gritei.
— Do que você está falando?
— Olha aqui Bacon, a gente não tinha combinado isso, o combinado foi eu fingir ser o seu namorado. — sussurrei.
BaekHyun começou a rir de mim.
— Yeoll, eu comprei esse cachorro para você.

Lembra quando eu disse que a vida dá uns tapas de realidade na nossa cara? Pois é, nesse caso, o meu foi um soco.

Então eu encerrei a chamada alí mesmo, sem agradecer ou pedir desculpas, logo voltando a encarar a bolinha de pelo que me olhava confuso.

— Você 'tá tão confuso quanto eu, né, amigão? — perguntei assim que o peguei no colo e ele latiu como resposta. — Bem-vindo à minha vida.

E então eu estava decidido que o pequeno Tuan seria o meu melhor amigo.

Depois de muito tempo enrolando na cama com Tuan latindo para mim, resolvi levantar. Teria que ir ao BMI² para assinar o contrato.

Eu estou ficando louco mesmo.

Desde quando uma pessoa em sã consciência assinaria um contrato de namoro falso com um cantor adolescente cujo as fãs são um bando de crianças birrentas e psicopatas?

Se alguém me disser o motivo de toda aquela palhaçada, eu seria eternamente grato.

Deixei Tuan no meu quarto após o banho quente e resolvi que teria que encarar a minha vida pessoal sendo destruída bem alí na minha frente.

— ChanYeol, você não vai acreditar! — fui recebido pelos berros da minha irmã assim que passei pela porta da cozinha.

— O que o seu ídolo idiota fez agora? — perguntei antes de beijar a testa da minha mãe ao passar pela mesma.

— Ele terminou com a Taeyeon! — gritou. — Ele escreveu um post enorme no instagram dizendo o quanto era grato por ela e blá blá blá, mas sinceramente, sempre soube que ele gostava de outra coisa.

Arregalei um pouco os olhos, tentando não mostrar meu nervosismo.

Então o Bacon queria mesmo um relacionamento comigo? Mesmo sendo de brincadeirinha?

Tentei comer o mais rápido possível, enquanto nem prestava atenção no que a pirralha dizia sobre aquele cara chato.

Que nem era tão chato assim.

Puxei minha mochila, dando a típica desculpa para a minha mãe.

— Vou para a casa do Kyungsoo. — terminei de beber o meu suco.

Peguei o meu celular e as chaves do carro da minha mãe, logo saindo.

Najas <3

[30/09/16 12:48] ChanYeol:
Kyung, se minha mãe perguntar, eu estou na sua casa.
[30/09/16 12:49] Satanás:
Ih rapaz, vai transar uma hora dessas???
[30/09/16 12:49] ChanYeol:
Sim, com a sua mãe :)
[30/09/16 12:50] Satanás:
Você não curte muito essas coisas, querido.
[30/09/16 12:50] Satanás:
Com quem quer que seja, use camisinha, por favor.

Ri das besteiras do meu amigo e dei partida no carro, logo percebendo que mais uma música do Bacon tocava ao fundo.

Isso só podia ser perseguição.

Eu ainda não tinha colocado a minha cabeça em ordem desde que tudo aconteceu. E provavelmente não vou pensar nisso tão cedo.

Era para ajudar os meus amigos, não era?

De qualquer maneira, eu já estava fodido de um jeito ou de outro.

Ou eu "namoraria" BaekHyun e ele  ajudaria o EXO à ir para frente, ou não "namoraria" BaekHyun, o EXO não iria para frente, e meus amigos me chutariam para fora da banda, coisa que eu não quero que aconteça.

Seja o que Deus quiser.

Parei o carro no estacionamento e logo um guardinha já veio chamar a minha atenção.

— Olha, aqui é proibido a... — ele me olhou bem. — Oh, olá senhor Park, pode entrar, fique à vontade.

Ok, o que foi aquilo?

Será que todos alí ja sabiam do meu "relacionamento" com o Byun?

Mas que merda!

O que a gente não faz pelos amigos, não é?

O segurança chamou um outro segurança que usava uma camisa social azul para me acompanhar e me "livrar de problemas", como ele mesmo havia dito.

Segui com o carinha pelo elevador, em silêncio, e logo paramos novamente em frente à sala de reuniões. Dei leves batidinhas e coloquei a cabeça para dentro.

— Entra logo, ChanYeol, dá para ver suas orelhas lá de baixo. — BaekHyun disse.

Começamos bem o dia, começamos muito bem.

— E então? É só assinar e eu posso ir embora? — perguntei para o careca que me olhava com uma certa pena.

Obrigado, preciso mesmo de um ombro amigo agora.

— É óbvio que não, Yeoll. — BaekHyun se levantou. — Se você quiser ser o meu namorado, terá que fazer algumas mudanças.

Cruzei os braços, esperando pelo pior.

— Que tipos de mudanças? — perguntei.

BaekHyun me olhou de um jeito travesso antes de arrastar uma pequena folha para perto de mim. O encarei confuso antes de ler a mesma.

E foi naquele momento em que eu percebi que estava realmente fodido.

"E logo, a segunda carta já era colocada ao lado da primeira, uma sendo o apoio que a outra precisava para se manter em pé..."


1- Tipo de café; café forte e amargo.
2- Byun's Music Interteriment



Notas Finais


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