História House of Cards — Vkook/Taekook - Capítulo 35


Escrita por: ~ e ~TiaLuiza

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor, Bts, Drama, Romance, Taekook, Vkook
Visualizações 400
Palavras 8.905
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aeeee batatas! NÃO CONTAVAM COM A MINHA ASTÚCIA
TwoLu está de volta, trazendo mais um capítulo super delicinha e um tanto.... diferente *moon face*
Esse é o início da parte 4, pessoal, e terá exatamente 5 capítulos <3
HoC se aproximando do final, é isso mesmo, produção?
Vamo todo mundo chorar abraçadinho, vamo?
NÃO
DEPOIS DESSES PÔSTERES A GENTE VAI GRITAR E CONVULSIONAR NO CHÃO ATÉ O MIXTAPE OU COMEBACK
JUNGKOOK NUMA CADEIRA DE RODAS, QEQEISSO, HOC INVERSO???
E AQUELE TAEHYUNG
AQUELE CABELO
DEUSMELIVRE
MISERICÓRDIA
Nada bom para meu coração de Taehyung ultra ultimated e Jungkook biased
EU TÔ SOFRENO
E RESPIRANDO A BASE DE APARELHOS
VOU SHORA

Ok, voltando a fanfic. GENTE, 533 FAVORITOS?
CAÍ DA MOTOQUINHA
VOCÊS QUEREM ME MATAR DO CORAÇÃO?
TÔ CHOROSA
EU AMO VOCÊS
MUITO OBRIGADA POR TUDO <3 <3

Ah, e pra quem não sabia, dia 7 foi meu aniversário, e vocês são presentes mais que maravilhosos <3
Então, apesar de eu realmente estar MORRENDO de VERGONHA pela parte final do capítulo que eu escrevi, tamo aí, firme e forte

Mais uma vez, um muito obrigada, espero que tenham uma boa leitura, amo vocês e perdoem os erros <3
Agradecimento especial a Analuh, pela música e organização dela <3

~Luana

Capítulo 35 - Chapter Thirty-Four


Primeiro dia

23 de Dezembro de 2016

7h41pm

 

                – Senhores passageiros, informamos que a aeronave aterrissará no aeroporto internacional de Tóquio nos próximos dez minutos, peço por gentileza que todos usem o cinto de segurança – a voz do piloto ecoou pelos autofalantes do avião.

                – AEEE PORRA! – Hoseok, que estava no banco do outro lado do corredor, berrou assim que ouviu o anúncio. O pobre garoto sofreu de enjoos durante o voo, então visitas ao banheiro mais próximo foram frequentes naquela viagem.

                – Dá pra calar a merda da boca? Você está pagando micão – Yoongi repreendeu o amigo escandaloso que estava ao seu lado.

                – Você acabou acordando a metade dos passageiros – percebi que as pessoas que estavam perto do Hoseok acabaram despertando de seu sono devido ao escândalo – Menos do Tae, o tomatinho está dormindo desde os primeiros vinte minutos de voo – ele dormia com o rosto encostado no meu pescoço, o que me causava arrepios devido à sua respiração.

                – É tão broxante ouvir você o chamando de “tomatinho” – Yoongi revirou os olhos – Mas trate de acordá-lo logo, já vamos pousar.

                Bufei com a indelicadeza do acinzentado. Estávamos prestes a começar uma viagem memorável, mas parecia que o garoto havia trazido o seu mau humor consigo.

                Concentrei-me em acordar o menino adormecido ao meu lado. Era quase um pecado tirar aquele anjinho de seu sono, já que ele tinha uma áurea deveras tranquila. Porém, quando afaguei os seus lindos cabelos rubros e chamei por seu nome, Tae despertou de seu cochilo imediatamente.

                – Já chegamos? – ele perguntou com os olhinhos brilhando. Apesar de ter acordado há poucos segundos, ele parecia estar deveras animado com a possibilidade de estarmos perto de nosso destino.

                – Quase – sorri e selei seus lábios brevemente. Não havia ninguém prestando atenção em nós naquele momento, já que as pessoas sentadas nas proximidades eram os nossos amigos. Então um pouco de contato físico não seria problema – Agora faltam tipo... uns cinco minutos.

                – Você não cumpriu sua promessa – franzi o cenho, já que não havia entendido a frase do mais velho – Em uma mensagem de texto, você prometeu que me encheria de beijos durante a viagem – seus lábios formaram um biquinho extremamente fofo – Até agora recebi só um e nem foi grandes coisas.

                – Não se preocupe com isso – me aproximei de seu pescoço e depositei um selar no mesmo – Teremos duas semanas no Japão, você até vai enjoar de meus lábios.

                – Impossível – ele sussurrou e me puxou para um selinho.

                Aquela com certeza foi a melhor viagem da minha vida.

                E ela não se baseou somente em beijos.

 

 

                – MANO DO CÉU, É O PAPAI NOEL! – um Kim Taehyung completamente animado gritou assim que saímos pelo portão de desembarque, após pegarmos as malas. Era tão bom ver o garoto animado, principalmente quando ele correu em direção ao Papai Noel para vê-lo mais de perto.

                O aeroporto estava completamente decorado para o Natal. Lindas luzes coloridas e uma diversidade enorme de enfeites natalinos encantavam aquele lugar.

                – Nem parece o menino doente e debilitado que estávamos acostumados, não é mesmo? – Jin se aproximou e me abraçou de lado.

                – Verdade – concordei e sorri enquanto olhava o meu menino correndo. O tratamento de dias atrás parecia ter o renovado completamente – Isso me dá esperanças, sabe? É como se a energia dele me contagiasse.

                – Aproveita esse momento, Kook – ele bagunçou carinhosamente o meu cabelo – Essa energia dele é tão valiosa, aproveite cada pedacinho dela.

                – Pode deixar, hyung – sorri abertamente para o mais velho e caminhei em passos largos na direção do meu namorado – Por que está com essa carinha triste? – perguntei assim que me aproximei do mais velho, que exibia uma expressão melancólica.

                – Eu achei que o Papai Noel fosse de verdade, Kookie-ah – ele me olhou com os olhinhos tristonhos – Mas é de cerâmica.

                – Não acredito – ri da situação do menino escarlate – TaeTae, não fica triste por isso. Se você for um bom menino, eu te levo para ver o Papai Noel de verdade.

                – Okay, eu prometo que vou me comportar – ele sorriu de forma incrivelmente fofa – Você poderia, por favor, tirar uma foto minha? Eu adorei esse Papai Noel, mesmo sendo uma cerâmica boba.

                – Claro, só espera um pouco – peguei a minha mochila e fui em busca de meu celular.

                – Kookie, nós não temos a noite inteira. Daqui a pouco os hyungs vão nos chamar para irmos até a casa – ele falou, já que eu estava demorando a achar o celular.

                – Eu não estou achando essa merda – falei já um pouco irritado. Eu já havia revirado toda a mochila, mas não encontrava o meu celular.

                – Você não colocou em seus bolsos? – neguei assim que passei a mão pelos mesmos e não senti o celular – Talvez dentro da mala?

                – Não, eu não coloco meus aparelhos eletrônicos na mala despachada – tentei me recordar o local onde eu poderia ter deixado meu celular – Merda!

                – O que aconteceu?

                – Eu deixei o celular em casa – levei as duas mãos até a nuca – Eu sou um inútil, era a última coisa que eu deveria ter colocado na mochila e acabei esquecendo.

                – Não fala assim, amor – ele sorriu e acariciou minha mão discretamente – Você consegue sobreviver essas duas semanas sem celular. Você trouxe a sua câmera fotográfica, certo? – confirmei com a cabeça – Ótimo, então mesmo assim teremos muitas fotos.

                – Mas e como eu vou jogar meus joguinhos? – Tae soltou um riso alto com a minha pergunta – Qual é, você sabe que eu sou viciado nesses joguinhos, principalmente nos de tiro.

                – Tá bom, eu te empresto o meu quando quiser jogar – ele sorriu de forma fofa – Mas só se me levar para comer Sukiyaki – Tae estava curioso para experimentar as comidas famosas do Japão, então resolvi ceder isso à ele.

                – Fechado! – sorrimos um para o outro e fizemos um high five.

                – Beleza, mas agora tira logo a foto. Pode pegar o meu celular – ele estendeu o aparelho em minha direção – Esse Papai Noel simboliza a primeira vez em que fui trouxa no Japão.

                Depois de tirar a foto, resolvemos voltar para perto de nossos hyungs, que provavelmente já estavam preocupados com a nossa demora.

 

 

                – Então galerão, é o seguinte – Yoongi elevou a voz para que todos nós prestássemos atenção, já que estava uma tremenda confusão dentro daquele carro que ainda não estava em movimento – Agora são exatamente sete horas e cinquenta e sete minutos. Seokjin, Namjoon e eu conversamos e chegamos à conclusão de que não vamos jantar em casa hoje.

                – Nós ainda não temos os alimentos necessários para fazer um jantar decente – Namjoon continuou a explicação de Yoongi – Se fôssemos até o mercado para comprar, demoraria muito. E somando ao tempo de preparo da comida, nós jantaríamos muito tarde. Então vamos jantar em algum restaurante por aí.

                – Alguém tem alguma sugestão de restaurante que poderíamos ir? – Jin, que estava no banco do motorista, olhou para trás e perguntou.

                – Eu acho que como acabamos de chegar no Japão, seria legal se comêssemos o prato mais típico da culinária japonesa – Tae falou com um grande nível de empolgação em sua voz – O que acham de Sushi?

                – Hm... é simples, mas é bem interessante – Namjoon argumentou – Todos concordam?

                – SIM! – falamos em uníssono.

                – JINZÃO, ACELERA ESSA BODEGA QUE EU ESTOU LOUCO DE FOME – Hoseok berrou para o mais velho, que estava à menos de um metro de distância. Jin imediatamente respondeu o comportamento inadequado do garoto com um tapa no pescoço.

                Ah, esses hyungs.

                Incrível como o tempo passou e eles continuam os mesmos.

    

 

                – Eu estou exausto – falei enquanto massageava as minhas têmporas, em uma tentativa falha de me livrar de meu sono.

                – Na boa, eu detesto aviões – Yoongi fez uma careta – E para piorar a situação, esse desgraçado do Hoseok foi ao banheiro umas mil vezes. 

                – Eu não sou culpado por ter enjoos, seu bosta – ele deu um tapa fraco na cabeça de Yoongi – Você tem sorte que eu não vomitei em cima de você. É uma ótima ideia para o voo da volta.

                – Não se atreva – o acinzentado lançou um olhar repreendedor para Hoseok – Eu te jogo para fora do avião.

                – Eu vou jogar os dois para fora desse restaurante aos chutes, se não pararem – Jin interferiu na “discussão”.

                – Calma amor, eles só estão cansados da viagem – Namjoon acalmou o companheiro – Na verdade todos estamos.

                – Eu não estou! – Tae falou de forma animada, com um grande sorriso estampado no rosto. Inevitavelmente, sorri ao perceber a disposição do mais velho. Se fosse antes do tratamento, provavelmente ele estaria exausto e dormindo em algum canto.

                – É óbvio que não está. Você dormiu no ombro do Jungkook durante a viagem inteira – Yoongi falou o óbvio.

                – Tá, isso é verídico – Tae admitiu e deu de ombros.

                – Eu gostaria de saber por que raios o ChimChim está tão quietinho hoje – Jin focou o assunto em Jimin, que permanecia calado no canto da mesa.

                – Ele está com saudades da Soo-Yun – Hoseok apertou as bochechas fofinhas do alaranjado.

                – Claro que não estou, não fale besteiras, hyung – ele afastou as mãos do Hoseok de perto de seu rosto.

                – Claro que está, só não admite – falei encarando o garoto com um sorriso no rosto – Está estampado na sua cara.

                – Tá bom, tá bom. Eu estou sim – ele admitiu – Mas se qualquer um dos comprometidos aqui ficasse longe do seu parceiro, iria sentir a mesma coisa. Então parem de falar merda.

                – Ui, não mexam com a ruiva porque ela ficou pistola – Hoseok ergueu as mãos em sinal de rendição – Mas e aí, qual é a programação para amanhã?

                – Foi você quem planejou a maioria do roteiro e não se lembra? – Yoongi perguntou em tom de indignação, recebendo uma resposta afirmativa do amigo – Tá, amanhã de manhã vamos a um parque Fuji-Q Highland, que fica há uma hora e quarenta minutos daqui, ele é muito famoso por ter uma vista privilegiada do Monte Fuji e por ter montanhas russas muito radicais. Depois de passarmos o dia lá, à noite voltamos para Tóquio e vamos ver as iluminações de inverno da Tokyo Dome City.

                – Eu já estou animado só pela ideia de ir ao parque de diversões – Jimin falou, dessa vez com um pouco mais de empolgação em sua voz.

                – Mas para que todos possam se divertir, durmam cedo para que tenham muita energia para amanhã – Namjoon aconselhou e todos nós concordamos.

                Os assuntos que se sucederam se basearam na nossa animação sobre o dia seguinte. Apesar de estarmos todos cansados – com exceção de Tae, que parecia estar elétrico naquela noite – não deixamos de demonstrar a nossa animação sobre estarmos em uma viagem de amigos. Depois de alguns minutos de conversa, o Sushi finalmente foi servido em nossa mesa e um silêncio foi instalado para que pudéssemos aproveitar melhor aquela comida maravilhosa.

 

 

                – É mais bonitinha do que nas fotos – Jin falou maravilhado assim que abrimos a porta da casa tradicional na qual alugamos.

                – Sério? Deixa eu ver – Jimin se espremeu no meio de Jin e Namjoon, que estavam parados na porta da casa, para que ele pudesse ver o interior do local.

                – Saiam da frente, vocês não são transparentes – Yoongi empurrou levemente o casal, para que todos nós pudéssemos entrar.

                Assim que adentramos a casa, reparamos que realmente, ela era mais bonita do que nas fotos. Logo na entrada, havia o genkan, que era uma um degrau abaixo da entrada principal. Ali deixamos os nossos sapatos e usamos chinelos especiais chamados suripa, que foi cortesia dos donos da casa.

                A decoração do local era inteiramente baseada no tradicionalismo japonês. O chão era inteiramente revestido com o tatami, uma espécie de revestimento natural feito com palha de arroz.     

                Consegui reparar que as portas e a maioria das paredes eram painéis deslizantes feitos de papel emoldurado em madeira, que eram conhecidos como fusuma. Nos papéis, havia uma linda decoração com flores de cerejeira, deixando-os com um aspecto agradável.

                A limpeza do ambiente estava impecável e não havia objetos fora do lugar. Um pensamento vago me passou pela cabeça, de que em questão de horas, toda a limpeza que os donos fizeram teria sido em vão por conta da bagunça que seria feita.

                – E aí, o que acharam? – Jimin perguntou orgulhoso, afinal, ele havia alugado a casa.

                – Eu achei incrível – Jin falou animado – Vocês já viram a cozinha? To pensando seriamente em dormir lá.

                – Falando em dormir, vamos dividir os quartos –Yoongi se aproximou – A casa possui três dormitórios, sendo dois deles para casal e o último para solteiros.

                – Lembrando que um dos quartos de casal possui o futon, que é um acolchoado usado para dormir no chão, enquanto o outro é equipado com uma cama de casal normal – Jimin complementou a explicação de Namjoon – Então decidam qual será o casal que ficará com a cama.

                – Vamos decidir isso como adultos – Tae se aproximou de Namjoon – Vai ser à base do pedra, papel ou tesoura.

                – É sério isso? – Namjoon deu uma risadinha baixa, logo recebendo uma confirmação de Taehyung – Tá bom então, mas prepare-se para ser derrotado – ele sorriu vitorioso. Entretanto, sua comemoração foi antecipada demais, já que Taehyung colocou papel, enquanto ele colocou pedra.

                – GANHAMOS! – Tae e eu fizemos um high five.

                – Okay, então está decidido – disse Yoongi – O restante dormirá no quarto dos solteiros, que também é equipado com futons.

                – Mas eu não sou solteiro – Jimin interviu, me fazendo revirar os olhos.

                – Idiota, ele quer dizer que as pessoas que não estão acompanhadas dormirão no mesmo quarto – dei um tapa fraco em sua cabeça – Depois dessa eu até vou até me retirar.

                Me despedi de meus amigos e segui em direção ao corredor. Tae ficou conversando com os hyungs durante mais alguns minutos, ele realmente não estava com sono. Aproveitei esse tempo e segui em direção ao banheiro para tomar um banho quente.

                No Japão, as pessoas são muito conscientizadas quando o assunto é economia de água. Por essa razão, nas casas mais tradicionais, os banhos são realizados em uma banheira e o enxágue é feito com uma espécie de caneca.

                Não me prolonguei tanto no banho. Eu estava cansado demais e tudo o que eu queria era uma cama confortável na qual eu pudesse descansar. Apesar de a duração da viagem de Seoul até Tóquio ser de curta duração, aviões costumavam me deixar bem cansado.

                Quando saí do banheiro, consegui ver Tae pela fresta da porta de um dos quartos, então logo entrei no mesmo.

                Aquele quarto era o único da casa que possuía uma decoração modera. Provavelmente, os donos da casa o decoraram daquela forma para os hóspedes que não estavam acostumados o modelo tradicional de quarto japonês.

                – Uau, essa cama é muito confortável – falei enquanto me atirava na mesma.

                – Desse jeito você vai acabar quebrando – ele repreendeu enquanto jogava uma almofada na minha barriga.

                – Não é desse jeito que eu quero quebrá-la – gargalhei quando o mais velho começou a me bater com a almofada.

                – Para de falar safadezas a essa hora, pelo amor de Deus – fui repreendido pelo mais velho que se deitou ao meu lado, embaixo das cobertas.

                – Você já tomou banho? – perguntei ao constatar que não me lembrava de ter visto o mais velho indo ao banheiro – Não quero um namorado porquinho.

                – Caso você não tenha visto, nós temos um banheiro no quarto – ele apontou para o outro lado do cômodo, onde havia uma porta fechada – Eu tomei banho ali.

                – Você poderia ter tomado banho comigo.

                – Hoje você está impossível – ele revirou os olhos.

                – Mas falando sério, eu estou muito feliz por estar aqui com você – abracei o mais velho pela cintura.

                – E os outros hyungs, eles não tem importância? – questinou com o cenho franzido.

                – Claro que tem, mas você é diferente.

                – E o que me difere deles?

                – Você é especial – me aproximei mais – É você quem me faz bem, quem me faz feliz, é a pessoa que possui os melhores beijos, os melhores abraços e carinhos. E eu amo você e quero viver para sempre ao seu lado.

                – Você está tão bobinho hoje, Kookie – ele selou meus lábios – Mas eu também amo você.

                Eu era tão ingênuo por acreditar no “para sempre”.

 

 

Segundo dia

24 de Dezembro de 2016

11h37am

 

                – AI.MEU.CU! – Hoseok falou pausadamente assim que descemos do carro e nos deparamos com o parque de diversões Fuji-Q Highland.

                – Se isso não for o paraíso, então eu não sei o que é – Tae falou com os olhinhos brilhando.

                – Eu duvido que teremos tempo suficiente para visitar todas as atrações – Jimin olhava para o parque com uma expressão completamente idiota, já que estava admirado com a visão à sua frente – Esse lugar é enorme.

                – Eu vi na internet que esse parque é cheio de atrações radicais e assustadoras, não tem muitos brinquedos calmos – Yoongi fez uma observação – Portanto, garotinhas, não caguem nas calças.

                – Vai tomar no cu, Suga – revirei os olhos.

                – Pessoal, prestem atenção aqui – nos aproximamos de Namjoon para podermos ouvir melhor – Aqui tem uma infinidade de brinquedos radicais, então não sejam tão burros a ponto de brincar neles depois de comerem alguma coisa. Depois do almoço, aproveitem para caminhar pelo parque ou fazer algo que não seja tão radical. Eu li na internet que tem umas lojinhas bem interessantes, mas não gastem seu dinheiro exageradamente.

                – O lago Kawaguchiko fica bem perto daqui, então também é uma ótima opção de visita para depois do almoço – Jin continuou a explicação – Mas não percam seus tickets, caso isso aconteça, vocês não vão poder entrar de novo.

                – Ah, e não percam seus pertences – Namjoon nos aconselhou – Tomem cuidado nos brinquedos radicais para que suas coisas não caiam. E não se esqueçam que não é permitido filmar ou tirar fotos nos brinquedos.

                – Vocês parecem nossos pais, credo – Hoseok fez uma careta.

                – Alguém precisa ter o controle dessa merda – Jin deu um peteleco em Hoseok.

                – O papo está ótimo, mas será que podemos ir agora? – eu já estava ficando estressado por ter que esperar tanto.

                – Calma aí, mozão. Temos o dia inteiro – Tae tentou me acalmar, mas eu só consegui ficar mais ansioso para visitar as atrações.

                – Vamos logo, pessoal – Jin começou a caminhar até a entrada do parque e nós o seguimos.

                Durante o caminho, me preocupei em tirar várias fotos com a câmera fotográfica que eu havia levado comigo. Registrar os momentos por fotografias era um hobby muito adorado por mim, então com certeza aquele passeio me renderia muitas fotos.

                Jin e Namjoon foram para a bilheteria comprar os nossos ingressos, já que não valeria a pena se fôssemos todos juntos para a fila.

                Enquanto isso, Tae brincava com algumas decorações de Natal que havia perto da bilheteria. Era incrível como o garoto amava tudo que era relacionado ao Natal. Aproveitei o momento e tirei várias fotos do garoto sem que ele percebesse.

                Após a compra dos ingressos, nos movemos até a fila de entrada do parque. Os hyungs compraram o ingresso de “Passe Diário”, que apesar de ser mais caro, nos dava acesso a todas as atrações do parque. Quando passamos pela entrada, nos deparamos com um enorme aglomerado de pessoas. Era como se o frio intenso fosse irrelevante para as pessoas que queriam se divertir.

                – Onde quer ir primeiro, TaeTae? – perguntei para o meu namorado que caminhava ao meu lado.

                – Hm... deixa eu ver – ele olhava atentamente o panfleto que pegamos na bilheteria – Vamos na Fujiyama? Aqui diz que é uma das montanhas russas mais altas do mundo.

                – Tem certeza que é seguro você ir em brinquedos tão radicais? Não quero que passe mal – me recordei da primeira vez em que fomos juntos a um parque de diversões e só pudemos ir a brinquedos calmos, já que a saúde do Tae estava deveras debilitada na época.

                – Eu estou bem, Kookie. O tratamento deu certo – ele sorriu na minha direção – Vamos nesse? – ele me olhou com os olhinhos brilhando de empolgação e eu não pude resistir, concordando com a ideia de ir ao brinquedo.

                – Pessoal, nós vamos na Fujiyama, alguém quer vir junto? – perguntei aos nossos amigos que andavam um pouco mais a frente.

                – EU QUERO! – Hoseok e Jimin gritaram em coro.

                – Enquanto vocês vão nesse, Jin, Suga e eu vamos na Dodonpa – Namjoon apontou para uma montanha russa extremamente alta, que me deu calafrios só de olhar.

                Após decidirmos os brinquedos e nos separarmos, eu e os hyungs fomos em direção à Fujiyama. Antes de termos acesso, precisamos enfrentar uma fila demasiadamente grande, já que aquela era uma das montanhas russas mais famosas do parque.

                – Confesso que eu estou com um pouco de medo dessa coisa – disse Hoseok enquanto ouvia os gritos desesperados das pessoas que se divertiam no brinquedo.

                – Você é um cagão – Jimin zombou o amigo.

                – Aposto que os dois vão gritar como menininhas – Tae falou de forma desafiadora.

                – O que você está falando? Você é medroso demais, não vai aguentar nem a primeira decida sem gritar – falei para Taehyung, que me mostrou a língua.

                – Vamos fazer uma aposta? – Jimin propôs – Quem gritar pagará o almoço dos que não gritaram.

                – Fechado – falei e os outros garotos concordaram.

                Quando chegou a nossa vez, eu e Tae nos sentamos primeiros bancos do carrinho, o que nos daria uma visão privilegiada de todo o percurso. Jimin e Hoseok sentaram logo atrás. Após os cintos de segurança serem ativados, o brinquedo foi liberado para entrar em funcionamento. Aquela desgraça começava com 79 longos e torturantes metros de subida, naquele momento todos os arrependimentos do mundo bateram em mim só por pensar na decida que estava por vir. Quando chegamos ao topo, o carrinho ficou parado por alguns segundos, nos dando uma bela vista do Monte Fuji à nossa frente. Era extremamente linda a visão que tivemos, mas infelizmente não deu tempo de aproveitar, já que fomos pegos de surpresa pelo carrinho que despencou na descida, levando toda a minha dignidade embora.

                Aquele maldito carrinho desceu em uma velocidade assustadoramente alta, me fazendo ter inúmeros frios na barriga. Meu orgulho foi jogado no lixo quando comecei a gritar devido à adrenalina, eu nem me importei com a aposta feita minutos antes. Aparentemente, Jimin e Hoseok também não se importaram, devido aos gritos histéricos vindos de ambos. Enquanto isso, Tae aproveitava o brinquedo sem dar um grito se quer. Pelo contrário, o desgraçado estava rindo da nossa cara.

                Quando descemos, eu ainda estava demasiadamente tonto devido à adrenalina, por isso precisei me segurara em algumas barras de metal. Taehyung desceu tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.

                – Vocês são uma vergonha – Tae começou a rir da nossa cara – Jungkook, você tinha que ter visto a sua cara.

                – Como é possível alguém ir em um troço desses e não berrar? – Hoseok perguntou indignado enquanto Jimin ainda tentava recuperar o fôlego.

                – Ah, vocês são muito dramáticos – Tae debochou – Qual é o próximo brinquedo?

                – Você é humano? – fiz uma cara assustada.

                – Não sejam tão escandalosos. Vem Kookie, vamos naquele ali – o garoto me puxou para outra montanha russa. Hoseok e Jimin vieram logo após se recuperarem da adrenalina.

                Nos minutos que se passaram, fomos em outras três montanhas russas completamente assustadoras. Experimentamos a Dodonpa, que era a atração com maior aceleração de lançamento do mundo. Ou seja, fomos lançados como um tiro de uma arma e nossos rostos pareciam de desenho animado com tamanha velocidade. Depois, resolvemos ir na Takabisha, que contava com o recorde mundial de queda em 121 graus. Por último, fomos na Eejanaika, que apresentava 14 inversões no trajeto e o carrinho girava durante todo o percurso. Depois de tanta adrenalina, fiquei surpreso com a minha capacidade corporal por não ter morrido.

                – Eu vou morrer – Hoseok, dramático como sempre, sentou no chão após sair da última montanha russa.

                – Se eu tivesse comido alguma coisa, provavelmente teria colocado tudo para fora – Jimin sentou-se ao lado de Hoseok.

                – Já que tocaram no assunto comida, o que acham de almoçar? Já é quase meio dia e eu estou morrendo de fome – Tae propôs.

                – Apoio a ideia. Vocês vêm? – perguntei para os mais velhos que ainda permaneciam no chão.

                – Podem ir na frente, eu e o Jimin vamos assim que o enjoo passar – Hoseok sorriu sem mostrar os dentes e nós nos despedimos dos mais velhos.

                Tae e eu caminhamos pelo parque até chegarmos em uma espécie de praça de alimentação, que se localizava em um pavilhão. O aroma do lugar só serviu para atiçar a minha barriga, que já roncava devido à fome que eu estava sentindo. Caminhamos entre as tendas que vendiam comida e reparamos que havia uma enorme diversidade, que desde hot-dog e kebap até comidas mais tradicionais como lamen e yakisoba.

                – Amor, o que você quer comer? – dirigi a minha pergunta para Tae, que praticamente babava enquanto olhava para as comidas.

                – Eu estou com tanta fome que poderia experimentar cada coisa daqui – ele passou a mão pela barriga – Mas acho que me contento com yakisoba.

                – Então está decidido – sorri para o garoto.

                Fui até uma das tendas que vendiam yakisoba e comprei duas porções acompanhadas de refrigerantes e alguns petiscos. Quando voltei, Tae jogava algum joguinho em seu celular. Depois que comemos tudo e finalmente nos sentimos satisfeitos, resolvemos caminhar por outras áreas do parque que não havíamos visitado anteriormente.

                Andar ao lado do Tae sem segurar em sua mão ainda era estranho para mim. Mas devido ao preconceito, tive que me contentar apenas em caminhar ao seu lado e sentir o delicioso cheiro do seu perfume forte. Aquele passeio no parque de diversões estava sendo completamente diferente do que fizemos no dia em que apresentei Tae aos meus hyungs. Tae estava mais animado e possuía a mesma energia e hiperatividade de uma criança. Ver ele feliz e saudável era extasiante para mim e eu sempre acabava me contagiando. Se Tae estivesse feliz, com certeza eu também estaria.

                – EU NÃO ACREDITO! – Tae me puxou pela manga da blusa – JUNGKOOKIE, TEM UM KARAOKÊ AQUI!

                – Sério? Você quer ir?

                – Óbvio que sim, vamos logo!

                Basicamente, o karaokê se localizava em uma cabine espaçosa um pouco longe dos brinquedos. Como não havia muitas pessoas na fila, conseguimos entrar em questão de alguns minutos.

                – Qual música você quer? – Tae me perguntou enquanto olhava a lista.

                – Algo que não seja em japonês, eu sou uma negação com esse idioma – dei uma olhada na lista e achei uma que eu adorava e nem precisaria da letra – Coloca Purpose do Justin Bieber.

                O mais velho selecionou a música e esperamos até que as letras aparecessem e me deu um dos microfones. De alguma forma, todas aquelas palavras faziam sentido no nosso relacionamento, era como se a música tivesse sido escrita por nós dois. Foi quando percebi que eu nunca ouvira Taehyung cantar, em todo aquele tempo de convivência, mal e mal cantarolar por aí. Meu coração acelerou e um turbilhão de sentimentos vieram à tona.

                Eu estava ansioso. Respirei fundo e me concentrei na música que o mais velho começara a entoar.

(N/A: Caso alguém não entender, preste atenção nesta legenda amadinha que Tia Luana está proporcionando a vocês. Negrito: Voz do Tae. Itálico: Voz do Jungkook. Itálico e Negrito: Ambos cantando juntos.)

 

Feeling like I'm breathing my last breath

Feeling like I'm walking my last steps

Look at all of these tears I've wept

Look at all the promises that I've kept

 

(Me sentindo como se estivesse dando meu último suspiro

Me sentindo como se estivesse andando meus últimos passos

Olhe todas essas lágrimas que eu derramei

Olhe todas essas promessas que eu mantive)

 

                CA. RA. LHO.

                Eu nunca havia ouvido algo assim na minha vida inteira, aquela voz, aquele tom sensível, aquelas notas se encaixando perfeitamente na canção. Eu seria capaz de chorar, apenas por ouvir poucos versos entoados pelo ruivo. Sua voz grave dava um contraste perfeito com sua personalidade, e me senti nas nuvens apenas por apreciar aquele ser de outro mundo. O garoto cantava com uma voz tão calma e serena, deixando todos os seus sentimentos transbordarem por aquela melodia.

 

I put my heart into your hands

Here's my soul to keep

I let you in with all that I can

You're not hard to reach

And you bless me with the best gift

That I've ever known

 

(Eu coloquei meu coração em suas mãos

Aqui está minha alma para você guardar

Te deixei entrar com tudo que eu posso

Você não é difícil de alcançar

E você me abençoa com o melhor presente

Que eu já tive)

 

                Enquanto Tae cantava, me lembrei de toda a nossa história. Tae teve um passado lastimoso, repleto de tristezas e abandonos. Mas ele permitiu que eu entrasse em sua vida, colocou seu coração em minhas mão e se permitiu amar.

 

You give me purpose

Yeah, you've given me purpose

 

(Você me dá propósito

É, você deu propósito)

 

                Nossas vozes se mesclaram perfeitamente. Em pouco tempo, nós se tornamos o propósito um do outro, o nosso amor alimentava a nossa vontade de viver.

 

Thinking my journey's come to an end

Sending out a farewell to my friends, for inner peace

 

(Pensando que minha jornada tinha chegado ao fim

Mandando adeus aos meus amigos, por paz interior)

 

                Aquela parte da música cantada por Taehyung fazia total sentido com sua vida e seu quadro de saúde.

 

Ask you to forgive me for my sins, oh, would you please?

 

(Peço que me perdoe pelos meus pecados, oh, você poderia, por favor?)

 

                Aquele pedido era de total sinceridade. Antes de namorarmos, eu fiz coisas terríveis com para Taehyung, coisas que até hoje eu ainda não me perdoei.

 

I'm more than grateful for the time we spent, my spirit's at ease

 

(Estou mais do que agradecido pelo nosso tempo juntos, meu espírito está em paz)

 

                Nossos momentos juntos foram maravilhosamente incríveis e com certeza ficarão guardados em minha memória para sempre. Mas ouvir Tae cantando aquele verso me fez pensar que algum dia ele me deixaria, mas ainda estaria grato por tudo o que passamos. O problema era que eu não queria deixa-lo. Meu desejo era tornar aqueles momentos eternos.

 

I put my heart into your hands

Learn the lessons you teach

No matter when, wherever I am

You're not hard to reach

And you've given me the best gift

That I've ever known

You give me purpose everyday

You give me purpose in every way

 

(Eu coloquei meu coração em suas mãos

Aprendi as lições que você ensinou

Não importa quando, em qualquer lugar que eu esteja

Você não é difícil de alcançar

E você me deu o melhor presente

Que eu já tive

Você me dá propósito todo dia

Você dá propósito de todos os jeitos)

 

                Cantamos o refrão em sintonia enquanto olhávamos nos olhos um do outro. Aqueles versos representavam as nossas palavras e os nossos sentimentos guardados no fundo dos nossos corações. A nossa sintonia enquanto cantávamos era semelhante à dos nossos corações, que batiam simultaneamente, como se estivessem interligados.

                Aproximamos os nossos rostos até que não houvesse nenhuma voz saindo por entre nossos lábios, somente a melodia tocando no fundo. Aquele era nosso momento. Nossos lábios roçavam um no outro, buscando algum tipo de contato. Não hesitei em findar a distância e unir nossas almas. Não nos preocupamos em aprofundar o ósculo, aquele era um beijo lento, apenas um simples selar, mas repleto de sentimentos.

                – Você é meu propósito – encostei as nossas testas após o beijo. – Um propósito que canta muito bem.

                – Eu te amo tanto – ele iniciou um novo beijo, um dos vários que aconteceram naquela cabine.

                Desde que Taehyung apareceu em minha vida, ele se tornou meu propósito. E hoje, depois de tudo, ele continua sendo.

                Porque eu continuei.

 

 

                – Ah, aí estão vocês – Yoongi se aproximou. Depois do karaokê, eu e Tae andamos pelo parque por mais alguns minutos. Já havíamos visitado todos os brinquedos interessantes, então andar pelo local já estava se tornando entediante – Eu estava segurando vela pro Jin e pro Namjoon, que casal chato da porra, ficam falando melosidades o tempo inteiro.

                – Ah, e você larga uma vela pra ir segurar outra? – comentei enquanto ria da lógica do acinzentado.

                – Na verdade, eu queria tirar algumas fotos no lago Kawaguchiko – ele pegou a câmera que estava pendurada em seu pescoço – Mas não quero fazer isso sozinho. E como você é o único que tem uma câmera, infelizmente é a minha única opção – soquei levemente o braço do mais velho por ter me falado tal desaforo – Tae pode ir se quiser.

                – Eu vou ficar por aqui mesmo – Tae sorriu sem mostrar os dentes – Ainda quero visitar a área temática do trenzinho Thomas.

                – Ai que nenê – apertei suas bochechas – Toma cuidado para não se perder, viu?

                – Tá bom, mãe – ele riu e me deu um beijo rápido e discreto na bochecha – Tchauzinho.

                Sorri para o mais velho enquanto me afastava com Yoongi, rumo à saída.

                O lago não ficava tão distante do parque, então não demoramos tanto para chegar. Apesar de o parque de diversões fornecer uma linda vista do Monte Fuji, o lago kawaguchiko nos dava uma vista mais ampla e muito mais bela da grande montanha à nossa frente.

                – Aqui é tão bonito – Yoongi comentou enquanto ligava a sua câmera.

                – Verdade – tirei a câmera do meu pescoço e a liguei – Quero tirar algumas fotos para mandar pra minha mãe. Não dei notícias desde que chegamos.

                – Vocês estão se entendendo agora, certo? – ele comentou enquanto tirava algumas fotos.

                – Sim, muitas coisas foram esclarecidas. Eu percebi que ela não é aquela megera que eu pensava que fosse.

                – Isso é bom – ele mudou o ângulo – Só devemos saber se ela vai apoiar o seu relacionamento.

                – Eu vou descobrir isso assim que contar – me abaixei para conseguir incluir alguns botes na foto – Farei isso em breve, mas ainda não estou preparado o suficiente.

                – Se precisar de algum conselho ou ajuda, me procure – ele fotografou uma família que caminhava há alguns metros de distância – Farei o que puder para ajudar.

                – Obrigado – sorri e tirei foto de algumas cerejeiras próximas ao lago. Mesmo estando sem flores, me rendeu uma bela foto.

                – Vamos voltar antes que o Tae se perca no trenzinho Thomas – ri do comentário do mais velho e tirei uma última foto antes de me virar para voltar ao parque.

 

 

                – Onde o Tae se meteu? – questionei curioso ao voltar da sessão de fotos do monte Fuji com Yoongi.

                – Veja você mesmo – Seokjin deixou uma risada soprar escapar, e seguimos seu olhar que parou no exato local em que se encontrava o brinquedo do Tea Cups.

                Deixei minha visão pairar sobre aquelas xícaras que giravam sem parar, revelando Taehyung, Jimin e Hoseok brincando com várias crianças que corriam sem parar entre o brinquedo parado. Aparentemente, aqueles que monitoravam o brinquedo perceberam que não haveria necessidade de liga-lo para aquela clientela peculiar. Eles já se davam por satisfeitos apenas por correr no meio de tantas xícaras.

                E do contrário da vez em que Taehyung brincou com aquelas crianças tempos passados, no parquinho daquela escola da cidade em que o mais velho vivia, dessa vez ele estava muito mais agitado, energético, vivo. Ele parecia não ter botão de desligar, de parar de rir, de gritar, de correr. Uma criança perseguiu o falso ruivo até este se lançar na costas de Hoseok, que precisou segurar o maior e fugir carregando-o. As risadas histéricas e altas do Jung ecoavam pelo parque naquele fim de tarde, se misturando as exageradas gargalhadas com os demais participantes da brincadeira.

                Jimin estava sentado dentro de uma das xícaras, fazendo curativo numa criança que havia acidentalmente ralado seu joelho. Ele segurava a perninha daquele pequeno ser com tanta delicadeza, como se fosse uma pena ou um vidro de tamanha fragilidade. A maneira com que envolvia o ferimento com as faixas fornecidas pelo sistema de pequenos socorros do parque era extrememente cuidadosa. Observar aquela cena com a certeza de que meus olhos brilhavam tanto quanto os do mais velho, me fazia perceber o quanto o baixinho seria um bom pai.

                Soo-Yun era uma mulher de sorte. Não que eu não fosse um homem de sorte por ter Taehyung, o que eu mais gostaria na minha vida era poder dar uma família ao mais velho, mesmo que os laços sanguíneos não se fizessem presentes. O amor é o essencial para constituir família, e isso tínhamos de sobra. Eu sabia o quanto Taehyung prezava a vida familiar, o quanto ele amava crianças. Mas eu sabia que nossa situação não era nada favorável para realizar tal desejo, então teríamos que nos contentar apenas com nós mesmos.

                O que de fato, não era nada ruim.

                Notei que o tempo deles no brinquedo havia acabado no exato momento em que pularam para fora do mesmo, entrando em contato com a neve fria que cobria o chão com seu manto branco. Jimin fazia guerra de bolas de neve com algumas crianças, Hoseok corria atrás de outras que tiveram a audácia de colocar neve dentro do seu casaco, e Taehyung permanecia deitado no chão ensinando aos pequeninos restantes a como fazer um anjo de neve.

                Me aproximei do mais velho que estava tão entretido com as crianças, que não percebera minha aproximação repentina. Me agachei e deixei um beijo estalado em sua testa gelada descoberta pela touca branca. Ele sorriu largo, revelando aquela obra-prima retangular. Seus olhos encontraram os meus e se tornaram pequenos riscos curvos, deixando serem cobertos pela alegria que tomava seu coração.

                – Parece que agora você é o anjo, certo? – arqueei uma sobrancelha divertida ao constatar que o maior não sairia dali tão cedo, visto que fazia sinal para me deitar ao seu lado e entrar na brincadeira.

                – Não, só estou fazendo cosplay de Jungkook – riu alto e torceu o rosto assim que sentiu a criança que brincava consigo pular em seu torso. – Poxa vida, Yuki-chan! Haja delicadeza!

                – Tio TaeTae – a menina pediu num japonês super fofo. – Esse moço ao seu lado é algo seu?

                – Meu namorado, por que? – arregalei meus olhos ao perceber que ele havia nos assumido tão abertamente.

                – Menino pode namorar com menino? – ela pendeu a cabeça para o lado e nos encarou confusa, deixando um bico fofo habitar seus lábios.

                – Claro que pode – Tae sorriu largo. – Muita gente não gosta disso, mas eu acredito que para um relacionamento possa acontecer, não há necessidade de nada mais além de amor.

                – E vocês se amam? – os olhinhos da pequena brilhavam.

                – Muito, muito mesmo – ele se pôs sentado na neve e bagunçou os cabelos da mais nova.

                – Então não há problema nenhum, não é? – ela sorriu tímida e Tae assentiu – Então por que tem gente que não gosta?

                – Por que as pessoas consideram errado um menino amar um menino, ou uma menina amar uma menina – esclareceu paciente.

                – É errado amar, TaeTae?

                – Yuki... – a voz do mais velho pareceu sumir naquela hora.

                Para Tae, muitas coisas em sua vida foram erradas. Era errado ele querer viver? Era errado uma criança de dez anos passar pelo o que ele passou? Era errado o que sua mãe fez? Era errado ele ter que sofrer tantos abandonos? Era errado as pessoas o julgarem por ele amar um homem? Ele fingia que aquilo não o afetava, mas afetava sim. As palavras dos outros sempre tiveram muita importância para Taehyung, e elas o atingiam de inúmeras formas, embora ele tentasse não demonstrar o quanto as feriam.

                Respirei fundo e me ergui, colocando-me atrás do ruivo. Alcancei seu rosto e deixei um selar demorado no canto do seu lábio, o sentindo despertar daquele devaneio indesejável.

                – Não é errado amar, garotinha – respondi por Taehyung. – Na verdade, eu sinto pena das pessoas que não conseguem enxergar o quão puro e belo é o sentimento do amor.

                – Como assim, tio?

                – Eu tenho pena das pessoas que não amam, Yuki.

                – Você acha que quem não aceita vocês não ama? – ela parecia querer juntar as pecinhas daquele quebra-cabeça.

                – Eu acho que as pessoas que nos julgam por amar, não foram amadas o suficiente.

 

 

                – Eu senti muito orgulho de você quando disse aquelas coisas a Yuki mais cedo – Tae bebericou seu chocolate quente, deixando que o vapor aquecesse seu rosto frio. – Você é uma pessoa muito especial, sabia? – colocou o braço esquerdo pelo meu pescoço e encostou a ponta de seu nariz gelado em minha bochecha, o que me causou arrepios.

                – Ya! Você morreu e esqueceram de te enterrar? Pra que gelar meu rosto quentinho, huh? – fingi estar bravo mas o mais velho apenas riu soprado – Acho que precisamos apressar o passo senão vamos nos perder daqueles afobados.

                Ele concordou e seguiu meu olhar para onde o resto do grupo estava. Mesmo passando todo aquele tempo no parque, a energia dos meninos parecia não ter fim. Era perto das 20h, estávamos há recém deixando o parque depois de um dia inteiro de diversões no mesmo, o que me rendeu momentos, lembranças e fotos incríveis. Ri fraco ao repassar em meus pensamentos o meu segundo dia no Japão.

                – No que está pensando, amor? – Tae me perguntou, tirando-me daquele transe agradável.

                – Na maneira com que você revelou nosso relacionamento à pequena Yuki – sorri. – Você seria um ótimo pai, sabia? Aliás, como conseguiu contar sobre nós com tanta facilidade? Eu sei que ela é bem nova e tal, mas já pensou se os pais dela descobrem e vem tirar satisfação por ensinar-mos essas “besteiras” a uma criança?

                 – Esse último item é um pequeno risco, imperceptível. Talvez nunca mais a encontremos, Jungkook – riu soprado. – E sobre ela ser criança, é exatamente por isso que podemos confiar nela. Crianças são o exemplo da pureza do ser humano, elas são doces, amáveis, inocentes. Elas possuem a essência mais original e pura, são capazes de amar sem nunca receber amor, e de aceitar qualquer um independentemente das diferenças.

                – E os adultos seriam o quê?

                – A prova viva de como a humanidade consegue sujar suas jovens crianças. As pessoas, sem generalizar, é claro, educam seus filhos lotando suas mentes de preconceitos que às vezes, sequer existem – suspirou. – Os jovens são o futuro do mundo, mas eles são moldados a partir do que a geração anterior ensina. Então as coisas não mudam.

                Demos continuação àquela conversa até alcançarmos nossos hyungs e entrarmos no carro alugado de Seokjin. E lá íamos nós para mais uma viagem de quase três horas até Tóquio, onde esperávamos chegar a tempo de passar a virada do Natal na capital. Me aconcheguei num dos dois últimos bancos daquele carro de sete assentos, deixando o banco ao lado da janela para Taehyung, que sempre optava por lugares do tipo. Seokjin e Yoongi foram na frente, com Yoongi ditando as coordenadas para o hyung mais velho seguir, sempre se guiando pelos mapas que baixava no celular.

                Jimin estava completamente exausto, por isso correra até o automóvel tão ligeiro, apenas para poder dormir o mais rápido possível. Que foi exatamente o que aconteceu quando a cabeça do baixinho se encontrou com o ombro de Hoseok que trocava uma série de piadas com Namjoon.

                – Se divertiram hoje? – Seokjin parecia uma mãe pedindo a opinião dos filhos sobre o passeio.

                – FOI TOP DEMAIS! – Hoseok se exaltou – ChimChim já faleceu aqui de tanto que se esgotou hoje, o Suga também tá pela hora da morte, só não deitou a cabeça e capotou ainda porque precisa te ajudar a voltar pra Tóquio! – riu alto.

                – Não é só o Suga que tá morto pelo jeito – Namjoon virou a cabeça para trás e riu soprado. – O Kook e o Tae estão competindo pra ver quem está mais cansado, só pode.

                – É o Jungkook... – Taehyung resmungou arrastado, por ter o rosto amassado contra o meu ombro.

                – Tá falando dormindo, Tae? – Hoseok resolveu zoar o garoto que já fechava os olhos.

                – Cala a boca, Hobi... – ele riu soprado e não demorou muito para que sua respiração ficasse mais pesada, indicando que havia apagado completamente, assim como eu nos minutos que se seguiram.

               

 

                – Acordem! Acordem! – fui desperto pelos gritos dignos do Park – SEUS DORMINHOCOS! ACORDEM!

                – MAS QUE PORRA! – todos olhamos para Taehyung assustados pela sua irritação – EU TAVA BEM BELO AQUI DORMINDO E TU VEM E ABRE O BERREIRO, MAS QUE INFERNO!

                – OLHA PRA FORA DA JANELA, BABACA! – Jimin não conseguia conter aquele sorriso enorme que exibia.

                Acatamos ao pedido um tanto contra vontade, considerando que havíamos recém acordado da nossa soneca. Foi quando meus olhos se encontraram com a iluminação que irradiava cores do lado de fora, e meu ser foi inteiramente abduzido pelas iluminações de inverno da Tokyo Dome City.

                – São quase onze da noite, então eu aconselharia jantarmos por aqui mesmo – Namjoon disse assim que todos saímos do carro.

                – Falta praticamente uma hora para o natal, então, vocês façam o que quiserem que eu e o Joonie vamos arranjar um lugar para nós – Seokjin falou enquanto entrelaçava seus dedos aos do namorado. – Vocês são crianças crescidas, então, divirtam-se. Nos vemos amanhã, todos em casa até amanhã no almoço, hein!

                Assentimos animadamente, e voltamos a caminhar por toda aquela extensão de luzes coloridas, seguindo Yoongi e Hoseok que procuravam por uma cafeteria atraente.

                – Você não vai achar um lugar atraente porque eu não me lembro de ter colocado uma foto minha em alguma das cafeterias daqui – Yoongi falou descontraído, arrancando altas risadas de todos nós.

                – Gente, Suga tá fazendo piada? É isso mesmo? Taehyung, me segura que com essa eu tombei – Jimin fez sinal que se jogaria no chão e Tae apenas ignorou.

                – Quanta audácia – rolou os olhos para cima e riu soprado. – Você vão ficar de muita frescura ou vão logo escolher uma cafeteria que venda café?

                – Calma, Taehy, estamos tentando achar a mais bonita – Hoseok tentou esclarescer.

                – Tudo aqui é muito lindo, Hoby hyung, mas o que encher a minha barriga será fantástico... GENTE, AQUELA ÁRVORE É ROSA E AMARELO, EU VOU CHORAR! – Taehyung interrompeu a si mesmo para se aproximar aos pulos da vegetação iluminada – VAMOS TIRAR UMA FOTO!

                Concordamos animados, sem questionar a alegria do rapaz. Jimin tirou seu celular do bolso – que saudades que eu tinha do meu – e ergueu para cima na tentativa de tirar uma selfie ao lado daquela bela paisagem.

                – Mas que merda, Jimin, quem mandou ser tão nanico? – me irritei com o menor e peguei o celular da sua mão – Com você segurando isso aqui, ninguém vai aparecer na foto, agora dá licença – nos recolocamos para memorizar aquele momento, e no momento que a foto foi tirada, um sorriso largo fez questão de habitar os rostos de todos.

                – Estamos tão lindos – Hoseok fingiu chorar de emoção.

                – Nem acredito que estamos aqui – Taehyung suspirou alto. – Caraca... – olhou em volta do lugar – Isso tudo é muito incrível...!

                – É... – deixei minha fala ser levada pelo vento.

                – Ei, pombinhos! – ouvimos a voz estridente de Hoseok distante – Achamos um bom lugar pra comer!

                Eu e Taehyung assentimos rapidamente, correndo pela neve para alcançarmos os hyungs que já adentravam a cafeteria climatizada. Escolhemos nossa mesa bem ao lado de uma iluminação muito peculiar, e acabamos por lanchar e bebermos nosso café ali mesmo, naquele cenário fantástico do inverno japonês. A noite parecia ter esfriado, e o natal se aproximava cada vez mais, fazendo com que nossos suspiros ansiosos se dispersassem em forma de vapor pelo ar frio da quase madrugada.

                – De acordo com o google maps, a casa em que estamos hospedados não fica longe daqui, dá até pra ir de a pé – Taehyung disse esfregando suas mãos para se esquentar.

                – Se o casal vinte quiser ir, fiquem a vontade. O Namjoon e o Jin hyung não devem voltar muito cedo, eu, o Hope e o Jimin pretendemos passear por Tóquio durante a madrugada de natal – Yoongi sorriu fraco.

                – Você quer ir, Tae? – perguntei baixinho ao garoto que me abraçava por conta do clima gelado.

                – P-por favor – riu sem graça.

                Nos despedimos rapidamente dos meninos e começamos a andar rumo a nossa hospedagem. Taehyung entrelaçou seus dedos nos meus e deixou a cabeça descansar em meu ombro enquanto caminhávamos. Sorri com o ato e levantei sua mão que permanecia unida à minha até meus lábios para depositar um selar carinhoso.

                – O que você está achando da viagem, Jungkookie? – percebi o olhar brilhante de Tae pairar sobre mim.

                – Estou adorando, acredito que vou amar mais ainda até o final dela – sorri largo. – Você não parece diferente, é como se toda a euforia que você guarda aí dentro fosse explodir de repente!

                – Talvez – rimos um pouco mais alto. – Eu já disse que não acredito que estamos aqui? Eu sinto que vou surtar a qualquer momento, é tão surreal.

                – Imagino como deva ser para você, mas então, essa viagem está superando suas expectativas?

                – Em todos os aspectos, nossa – suspirou calmo. – Está sendo ainda mais incrível pela companhia sensacional que eu tenho ao meu lado – ele beijou meu pescoço delicadamente.

                Não demorou muito mais para chegarmos na residência alugada, tiramos nossos sapatos antes de entrar e, mesmo sendo uma casa muito tradicional, agradecemos a Deus ou ao dono por ter um aquecedor naquele local tão agradável. Taehyung retirou de sua mala uma caixinha de remédios, e com um copo de água que há recém havia enchido na cozinha, ele ingeriu aqueles medicamentos numa quantia mediana.

                – Ainda precisa toma-los? – pedi me aproximando cautelosamente do ruivo.

                – Bem fortes ainda, mas numa quantia menor e menos agressiva – sorriu empolgado. – Mas vamos mudar de assunto, passei muito tempo da minha vida ligado a máquinas e sobrevivendo com remédios – riu fraco e guardou a caixinha dos medicamentos. – Bom, estamos sozinhos em casa, num véspera de natal, podemos fazer muitas coisas.

                – E o que pretende fazer? – arqueei uma sobrancelha divertido.

                – Me diga você, Jeon – ele sorriu malicioso e encarou meus lábios em seguida. – Ou melhor, não diga nada.

                Não tive tempo de raciocinar direito quando enfim entendi o recadado dado pelo mais velho.

                E como se fossemos ligados por imãs, nossos corpos foram atraídos num desejo mútuo ansiando por saciação. À medida que eu atacava aqueles lábios rosados de aroma e sabor doce, minhas mãos exploravam o corpo de Taehyung, mantendo uma ligação intensa com suas madeixas escarlates ao agarrarem tais fios macios. A mistura das sensações vívidas que a língua endiabrada do mais velho me proporcionava, deixava-me entorpecido a ponto de sequer notar o momento em que o contato foi quebrado, fazendo minha consciência ser recobrada assim que uma sensação de ardência se alastrou pela área nua do meu pescoço.

                Empurrei o maior contra a parede da pequena sala, arrancando seus casacos sem medir esforços, fazendo com que aquela pele acobreada se mostrasse tão limpa como uma tela de pintura. Onde eu a tingiria com os mais abundantes tons de violeta, permitindo com que minhas pinceladas transformassem aquela obra infinitamente minha. Minhas mãos foram guiadas mais uma vez a sua nuca suada, pressionando-a de modo com que nos mantivéssemos o mais próximo possível, ambos esquecendo-se totalmente de que respirar era algo importante. As mãos de Taehyung, sempre tão delicadas e angelicais, traçavam seu trajeto por debaixo da minha única camisa que restara, marcando minha pele quente com suas unhas curtas, sedentas pelas gotículas de sangue que seus rastros deixavam.

                Tateei seu torso por inteiro, até meus dedos irem de encontro com suas coxas magras, permanecendo firmes nas mesmas conforme eu o erguia e guiava até o quarto que havíamos escolhido para nós. Abri a porta sem a menor delicadeza e a fechei com a mesma intensidade. Senti Taehyung arfar desesperado por oxigênio, assim que nossos lábios se separaram, nos mantendo ligados apenas por ínfimos filetes de saliva. Seu semblante parecia cansado, mas assim que seu olhar transbordando luxúria foi de encontro ao meu, todo e qualquer resquício de sanidade fora levado por água a baixo, fazendo com que nossas línguas travassem um nova batalha por espaço naquele campo minado de prazer.

                – Feliz natal, hyung – murmurei tonto pelo calor do momento em que notei o relógio indicando que passara da meia noite.

                Joguei o falso ruivo na cama, o encularrando contra os lençóis amarrotados e tomando a cintura alheia sem hesitação. Percebi o mais velho pressionar os volumes já existentes por debaixo de ambas as calças, como se ansiasse enlouquecidamente por sentir aquilo. Descargas elétricas percorreram meu corpo, e ao nos ver praticamente nus, não me contive em varrer aquele corpo magro com minhas mãos, deixando por fim, selares carinhosos em cada marca que aquele hospital deixara na pele dourada do Kim.

                – É isso que você quer? – assustei-me pela rouquidão presente em meu tom de voz fraco.

                – Tenho certeza que é o que nós dois queremos – a voz grave de Taehyung se mostrou tão eficiente quanto qualquer vento gelado daquela madrugada para me arrepiar por completo, e ao notar o efeito que aquilo me causara, atreveu-se sorrateiramente a morder o lóbulo de minha orelha esquerda, me arrancando um gemido baixo. – Tanto nossos corpos quanto nossos corações pedem por isso – um sorriso ladino refez seus lábios róseos.

                – Se vai ser assim – ri soprado e encarei seu olhar felino. – Eu não terei piedade de você, hyung.

                E subitamente, naquele exato momento de pura excitação, as feições do mais velho se contorceram de forma sádica, fazendo com que meu estômago revirasse ao modo que eu perdesse minhas forças. O olhar que o dos fios rubros permitia recair sobre mim, fazia-me sentir fraco e plenamente entregue aos seus toques ágeis. Seus dedos firmes cravaram em meus pulsos, decididos, me girando brutalmente e invertendo os papéis ao me deixar por debaixo daquele corpo que irradiava volúpia.

                – Eu fui submisso por todo esse tempo, então, entre quatro paredes, quem dita as regras sou eu – arregalei os olhos ao perceber sua face se aproximar de meu ouvido, fazendo com que aqueles sussurros despertassem sentimentos dos quais nem imaginava existirem. – Então eu só irei avisar uma vez – pressionou meu membro com força e reprimiu o gemido alto que rasgava minha garganta. – Não é você quem precisa ter piedade, Jeon.


Notas Finais


Trailer da fanfic - https://www.youtube.com/watch?v=XJ8MRab683M
Grupo da fanfic no wpp - https://chat.whatsapp.com/EPqEZxKNMR7784Au9AuJtM

Link Fuji Q Highland: https://www.fujiq.jp/en/
Link Tokyo Dome City: https://pt.japantravel.com/t%C3%B3quio/luzes-de-inverno-na-tokyo-dome-city/17942

E ENTÃO KKKKKKKKKKKKKKK NÃO ME APEDREJEM
EU AMO VOCÊS
KKKKKKKKKKKKKKK SÉRIO
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
<3 <3 <3
ATÉ MAIS, SE CUIDEM MEUS AMORES <3
E não se esqueçam de dar uma passada nas fics das divulgações, elas são excelentes!!

BEIJÃO DA TIA!

~Luana

[QUADRO DE DIVULGAÇÕES DA TIA LUANA]
Map To The Stars (Taegi) - http://socialspir.it/5214466
Love Is a Losing Game (Taekook) - http://socialspir.it/8710966
Peter Pan (Taekook) - http://socialspir.it/9594094
Cartas para os Vivos "Eu amo você" (Namjin, menção Taekook) - http://socialspir.it/9662703
Nossas Iniciais (Vmin) - http://socialspir.it/7258138
Out Of Stone (Taekook) - http://socialspir.it/5181232
For Him (Taekook) - http://socialspir.it/7940818
Family (Namjin, BTS kids) - http://socialspir.it/9134115
Second Chance (Taegi) - http://socialspir.it/6634423
Sangue, Suor e Lágrimas (Taekook) - http://socialspir.it/9288429
Bring Us Back to Life (Vhope) - http://socialspir.it/6812446
Bulg-Eun Sil - Akai Ito (Taekook) - http://socialspir.it/9307655
Stronger Than a Brand (Taekook) - http://socialspir.it/9471728
Let The Blood Run (Taekook) - http://socialspir.it/9176890
Amnesia (Taegi) - http://socialspir.it/9106906
Papel Higiênico (Vmin/Yoonmin) - http://socialspir.it/9413377


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...