História How I feel? - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Pensamentos, Sentimentos, Trabalho Escolar
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Palavras 1.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - 05/03/2015;12/06/2015;12/06/2016


Parece que os fantasmas do nosso passado voltaram não é?

05/03/2015

Está data te lembra algo? Bom se não te lembra, vamos refrescar sua memória.

Você havia acabado de chegar na escola. Era brincalhão. Popular. Valentão.

Por você ser um valentão e eu a Nerd da turma, não nos dávamos muito bem. Na verdade, éramos como cão e gato. Não nos suportavamos. Eu irritava você com palavras difíceis, argumentos científicos, fazendo os deveres do livro mais cedo que a turma, indicando cada erro seu nas aulas. Já você me irritava me chamando de baixinha, Nerd, metida a sabe tudo, falando gírias, falando sobre famosos, sobre futebol, indicando cada deslize que eu dava nas respostas de alguns deveres e zombando do meu nervosismo.

Um dia seus amigos e você passaram do limite. Um dos seus seguidores me empurrou e eu caí no chão batendo minha cabeça na parede. Você e eles começaram a rir. Mas de repente pararam. Eu só escutava uma discussão. Meus amigos haviam chegado. E eu sabia que eles não estavam nada calmos. Eu podia sentir a raiva na voz dos meus amigos e a sua voz de "eu sou o tal" querendo puxar briga. Eu tive pena de você. Todos os meus amigos lutavam. E você era apenas mais um menino com posse de valentão. Metade dos meus amigos era ex-valentões. E todos me protegiam como se eu fosse um bebê. Uma boneca de porcelana. E você havia os provocado assim que começou a zombar de mim. Mas tocar no "bebê" deles foi a gota d'água e eles não deixariam isso passar.

Eu fiquei com pena de você.

Eu pedia para meus amigos não brigarem. Eu não queria criar confusão para eles. E nem para você. Claro que depois de muito tempo eles desistiram. Mas não antes de te ameaçar. Eles me obrigaram a ir para casa. Contar para mim mãe. Mas como sempre. Eu tive pena de você. Não queria que nem a direita nem minha mãe fizessem você passar vergonha.

No outro dia eu podia ver sua preocupação. Seu nervosismo. Então eu fui até você. Eu sabia que era arriscado. Você poderia me derrubar de novo. Mas eu fiquei com pena de você.

Eu fui até você. Mandei você não ficar preocupado. Avisei que não havia contando para minha mãe. Nem para a diretora. E você se deixou tirar a posse de valentão para falar. Por que você não falou?. E eu respondi em quanto me afastava com um sorriso de canto no rosto.

Porque eu seu que isso é só posse.

Você e eu ainda éramos como cão e gato. Mas passamos a ser mais cuidadosos.

Então seus amigos te traíram. Eles me derrubaram de novo. Só que dessa vez. Foi você que me defendeu.

Eu tentei te agradecer mas você já havia corrido. Acho que você ainda não tinha aceitado que tinha salvado. A nerd que você tanto zombou.

Eu estou falhando em te ignorar. Te esquecer. Mas a cada dia que se passa eu me lembro do nosso passado. Das nossas brigas. Enfrentamentos. De tudo. Você recolocou a sua posse de valentão. Mas diferente da outra vez. Você está me atingindo. Apenas com um olhar.

Eu novamente me tornei a Nerd e você novamente se tornou um Valentão.

"Parece que nossos fantasmas do passado voltaram não é mesmo?"

12/06/2015

Essa é uma data muito importante para mim. Pois além de ser meu aniversário. Foi um marco muito importante na nossa história. Você não se lembra? Bom vamos tentar refrescar sua memória. Se eu conseguir é claro.

Era o dia do meu aniversário. Eu não estava muito animada. Não gostava da data que várias pessoas celebravam nesse dia. Dia dos namorados. Acho que nunca ter tido um namorado não ajudava.

Eu havia chegado na escola. E como sempre eu era a única lá. Sempre gostava de chegar cedo. Mas estranhamente neste dia sempre haviam meus amigos lá. Me esperando para ameaçar jogar ovos em minha cabeça ou apenas para me desejar feliz aniversário. Ou até mesmo para zombar que a bebezinha deles havia crescido. Mas não havia ninguém nesse dia. Nem mesmo meu "pai" estava lá. Estava tudo estranhamente calmo.

Aos poucos meus amigos foram chegando. Me zombando da bebezinha deles. Mas eles estavam aparentemente nervosos.

Quando entramos na sala eu percebi o porque de todo o nervosismo. Lá estava você. Com balões na mão. E a sala toda decorada. Vocês haviam lembrado do meu aniversário, como sempre. Mas dessa vez era diferente. Além da festa. Você estava lá. Você estava no meu aniversário. Comemorando comigo e meus amigos. 

Você me deu um relógio. Ele era lindo. Todo cheio de figuras abstratas e com ornamentos dourados. Atrás tinha escrito em azul cor do mar: para a minha amiga. 

Sim. Amiga. Era como um pedido mudo para a paz. Para nós tornamos finalmente amigos.

Como se fosse um eu aceito.Eu te abracei. Eu vi que você ficou espantado de início mas logo retribuo. E aquele ato selou nossa amizade.

Como sempre tudo que é bom dura pouco. Me lembrar disso me faz pensar que nunca mais vamos fazer isso. Não podemos mais nos abraçar. Eu tenho medo de você.

Eu me sinto fraca. Toda vez que eu lembro dos bons momentos lágrimas rolam soltas em meu rosto. Meu corpo tremer. Toda vez que eu sei que não posso mais fazer isso. É como se você estivesse morto.

12/06/2016

Há esta data. Você me fez gostar do dia do meu aniversário. Mas agora eu apenas o odeio ainda mais. Todos os corações. Cupidos. Chocolates. Flores. Casais, tanto de amigos quanto namorados andando para lá e para cá. Você não deve se lembra mas eu estou tentando refrescar sua memória não é? Tentando te trazer de volta. Tentando te trazer da "morte".

Era o si do meu aniversário. Estávamos na Praça em frente a minha casa brincando. Era noite. As estrelas brilhando. A lua com todo o seu esplendor, assistindo de camarote tudo isso. Eu estava feliz. Estávamos muito distantes um do outro. Éramos amigos. Melhores amigos.

Então você se virou para mim. Eu ainda estava com o sorvete nas mãos. Então você começou a falar tudo aquilo. Eu esqueci do sorvete. Tudo estava começando a ficar embaçado. Eu deixei o sorvete cair. As lágrimas já rolavam livremente em meu rosto. Foi a segunda vez que aquilo aconteceu. Você não estava mais lá quando aquilo aconteceu. Só estava eu e a lua com as estrelas. Ela foi a única testemunha de minha dor. Mas aos poucos até mesmo ela se distanciou.

Eu passei a odiar o dia do meu aniversário. Eu passei a odiar sorvete de framboesa. Eu passei a me odiar.

Acho que já não posso mais tentar refrescar sua mente. Está me matando. Cada lembrança do nosso passado nem tão distante assim. Por que você tinha que "morrer"? Por que você tinha que esquecer ?

Bom... acho que foi só os meus fantasmas que voltaram.


Notas Finais


Bom e é só. Isso realmente está me matando. E escrever isso está me fazendo chorar mas mesmo assim me libertar. Acho que se eu estou fazendo meu trabalho corretamente, várias pessoas estão se identificando. E esse é o foco principal do trabalho. Além de nos ajudar. Ajudar aos outros. Quando der 20 capítulo eu vou fazer um especial. Com fatos que vocês, meus leitores(as) e companheiros(as) de trabalho, querem desabafar. Querem compartilhar com alguém. Então podem ir mando os fatos e eu ajudo vocês. E compartilho se vocês quiser.


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