História How Long Will I Love You ? - Capítulo 48


Escrita por: ~

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Categorias Calum Worthy, Laura Marano, R5, Raini Rodriguez, Vanessa Marano
Personagens Calum Worthy, Ellington Ratliff, Laura Marano, Personagens Originais, Raini Rodriguez, Riker Lynch, Rocky Lynch, Ross Lynch, Rydel Lynch, Vanessa Marano
Tags Bebê, Caini, Filha, Mamãe, Menina, Papai, Raura, Rinessa, Rydellington
Exibições 101
Palavras 3.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eiii! Bom, esse caps é o ponto de vista da Tori, espero que gostem. Sei que caps bonus não chama tanta a atenção, mas precisavamos dele para chegar ao ponto alto da história da Victória. Voltaremos para Laurinha no próximo, mas ainda teremos um ponto de vista da Alejandra e outro da Jenna, para vocês entenderem a ligação que todos tem. É só isso.

Laurinha está fazendo 21 aninhos, a nossa garota está crescendo. Que ela consiga realizar tudo que almeja, e que seja muito abençoada.

#ForçaChape. Que Deus conforte o coração de todos.

Capítulo 48 - We Will Always Be With You.


Fanfic / Fanfiction How Long Will I Love You ? - Capítulo 48 - We Will Always Be With You.

                                                                                 Victória Lancaster

— Vamos, Charlie. — Eu disse, com os braços cruzados e apoiada na parede do campo de futebol, onde meu irmãozinho treinava.

— 'Tô indo, Tori. — Charlie disse, pegando o casaco preto e verde e a mochila. Despediu-se do garotinho negro de cabelos afro que acenou sorridente para mim. — Até a semana que vem. — Disse, despedindo-se do treinador.

— Até. — Ele sorriu. Charlie correu até mim, abraçando-me pela cintura.

— Como foi o treino? — Indaguei, passando a mão em seus fios castanhos e pendurando a mochila em meus ombros.

— Foi legal. — Disse animado. —  Eu marquei dois gols.

— É sério? — Exclamei, usando o meu melhor tom surpreso.

— Uhum. — Assentiu. Saimos do campo, começando a caminhar pela calçada. Charlie andava no lugar mais alto, enquanto eu segurava a sua mão, lhe dando equilibrio. — Tori. — Chamou, virei os olhos para ele. — A mamãe não ama a gente? — Suspirei, lá vamos nós com essa história novamente.

— É claro que ama, Charlie. — Sorri fraco. Na realidade, eu não sabia se aquilo que eu dizia era verdade, mas eu faria qualquer coisa para que Charlie tivesse um sorriso no rosto. — Elena é ocupada, mas ela nos ama. — Voltei a afirmar. Charlie suspirou, fazendo bico.

— Verdade?

— Sim, é verdade.

— Se é verdade, por que você não acredita? — Abri a boca surpresa, parando no meio da calçada. — Eu sei que você também tem as mesmas duvidas que eu, e ninguem, nem mesmo Mia poderá tira-la da nós. E tudo bem, por mim. Eu tenho você. — Sorriu. Abracei meu irmãozinho pelos ombros e beijei o topo de sua cabeça.

— Conte comigo, para o que precisar. — Sorrimos, voltando a caminhar. Acenei para Senhor Charles, com Charlie correndo em minha frente para chegar logo em casa. — Cuidado com a rua, trem. — Ele franziu o nariz, estirando a lingua, segurei em sua mão e atravessamos a rua, abri a porta de casa, entregando sua mochila e casa. — Vá para o banho, e não deixe os sapatos jogados. — Disse, ele assentiu subindo para o seu quarto. Tirei os all star's dos meus pés e subi, apreciando o silêncio da minha casa. Charlie e eu costumamos a ficar sozinhos o tempo topo, Elena e Mia são muito ocupadas para pararem em casa. 

Passei em frente ao quarto de Charlie, sorrindo ao ver que ele havia deixado tudo organizado. Sai, seguindo para o meu, porém, antes de chegar ao meu destino, eu ouvi a voz da minha irmã, em um sussurro.

— Victória tem que saber, mamãe. — Observei Mia cruzando os braços.

— Não, Amélia. — Elena disse séria. — Victória não irá saber disso, não agora.

— Que droga, mãe. Victória tem o direito de saber que é adotada, é direito dela. Pense na minha irmã, não só na senhora.

— É nela que estou pensando, não quero a minha filha triste.

— Agora é sua filha? — Mia disse sarcastica. — Quando ela te pedia colo aos 04 anos, era a sua filha? Quando ela aprendeu a ler sozinha, ou não teve um única nota vermelha?

— Ela sempre foi a minha filha. — Cobri a boca com a mão, reprimindo um soluço e corri para o meu quarto, evitando fazer barulho. Joguei os sapatos em qualquer lugar, tranquei a porta e me joguei na cama, enfiando o rosto no travesseiro e chorando. Chorando por saber que era adotada, chorando por que escondiamos de Charlie a sua origem, chorando por ter amadurecido tão cedo, chorando por todos esse anos.

Os soluços escapavam dos meus lábios sem que eu notasse. Abraçava o travesseiro contra o meu rosto com força, eu só queria um pouco de paz. As palavras de minha irmã ecoava na minha cabeça, trazendo á tona todos os anos que eu me forcei a esquecer.

Victória estava com cinco anos, ainda não entendia o porque sua avó paterna lhe olhará com tanto rancor, ou porque empurrará seu corpo quando tentou abraça-la. O vestido preto que Mia havia lhe vestido incomodava, apertava suas axilas e lhe dava muito calor, os olhos cansado observava toda a familia, com roupas pretas, aos prantos.

— Mia. — Sussurrou, puxando a blusa da irmã, ela abaixou os olhos para a irmãzinha, secando as lágrimas. — Eu quero o papai. — Pediu. Amélia cobriu a boca, abaixou-se segurando os ombros da irmãzinha.

—  Escute, pequena. O papai não vai voltar, ele foi para o céu. —  Victória fez bico, sentindo as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, um soluço escapou de seus pequenos lábios. —  Vicky. —  Chamou. A menininha lhe ignorou, correndo para fora da casa, empurrou a porta de madeira do pequeno inventario, fechou a porta e se escondeu, chorando.

Victória era inteligente para saber o que aquelas palavras significavam '' Ele foi para o céu". Se lembrava de quando o personagem de seu desenho favorito não voltará, e seu pai disserá. "Olhe, meu amor, ele foi para o céu, não irá voltar" Levou algum tempo para entender que ele havia morrido, mas quando finalmente entendeu, lamentou a morte dele durante dias. 

A garotinha não sabia dizer quanto tempo passará dentro do inventário, mas acordou com o movimento e barulho de passos. Reconheceu os cabelos lisos e castanhos escuros de sua irmã, abraçou mais forte o pescoço dela e soltou um bocejo.

—  Papai. —  Sussurrou, antes de ser tomada pela inconsciencia novamente. Horas mais tarde, acordou em sua cama, vestida com o pijama florido, calçou as pantufas, bocejou coçando os olhos e desceu a escada, segurando o corrimão. Mia cochilava no sofá, com Charlie dormindo entre seus braços e a televisão ligada em algum filme, seguiu para cozinha, Elena estava lá, com o celular na mão e organizando a mesa. —  Mamãe. —  Chamou baixinho, esticando os braços. Victória sabia que ela havia ouvido o seu chamado, sentido sua presença e lhe visto ali, com os pequenos braços no ar, mas Elena simplesmente virou-se e seguiu para a pia. A garotinha piscou confusa e antes que pudesse caminhar até sua mãe, sentiu alguém segurar o seu braço.

—  Vem, maninha. —  Amélia disse, equilibrando um Charlie adormecido nos braços e tirando a irmãzinha da cozinha. —  Que tal vermos desenho no seu quarto?

—  Tá. —  Victória disse. 

—  Vai indo lá, eu vou colocar Charlie no berço. —  Elas subiram, Victória correu para o seu quarto, pegou o controle e se jogou na cama, escolheu o desenho e esperou a irmã, que chegou com um pote de pipoca nos braços. Sentou-se na cama da menina, lhe acomodando entre os braços e começaram a assistir o desenho, comendo pipoca. Ao fim do desenho, Amélia colocou em A Bela e a Fera.

—  Mia. —  Victória chamou, deitada em suas pernas.

—  Que? —  A mais velha disse, baixando os olhos para a menininha. Tori puxou a gola do pijama para baixo.

—  A culpa é minha? —  Sussurrou, tão baixo, que se Amélia não estivesse prestando atenção, não teria ouvido. —  O papai morreu por minha culpa?

—  Claro que não, Tori. —  Disse séria, engolindo em seco. —  O trabalho do papai envolvia salvar vidas. Ele arriscava a vida todos os dias por estranhos, e ele salvou você daquele incendio, era o trabalho dele, como bombeiro e como pai. —  Victória encarou a irmã por algum tempo, antes de assentir e voltar os olhos para televisão.

—  Foi minha culpa. —  Disse, apenas movendo os lábios. "

Era claro que Elena e os pais do meu pai me culpavam pela morte do papai, era mais do que obvio. Eu me lembrava com clareza daquele dia. Chamas, gritos, choro, passos, desespero.

" —  Guardem o material, queridos. Agora, que terminaram o dever, podem brincar. —  A professora alta de cabelos castanhos e olhos verdes disse. Victória enfiou o caderno na mochila e pegou o cão de pelúcia, sentando-se ao lado de Miguel e Kentin. —  Crianças. —  A professora chamou, dando a mão para a menina de trancinhas louras que parecia querer vomitar. —  Fiquem aqui, eu irei levar Samantha até a enfermaria.

—  Tá. —  As crianças disseram, observando a mulher abrir a porta, ela soltou um grito agudo, erguendo Samantha em seus braços e fechando a porta. 

—  Professora? —  Kentin disse.

—  Tudo bem, está tudo bem. —  Disse, tentando acalma-los. —  Eu preciso que vocês fiquem para lá, e fiquem calmos. —  Victória levantou-se, com o cão de pelúcia seguro nos braços e encostou-se no fim da parede, com as outras crianças se amontoando á sua frente. A professora parou ao lado deles, ainda com Sam nos braços, procurou o celular mas não o achou. Ela suspirou, deixando algumas lágrimas escapar por trás de seus óculos. O bombeiro observou pela janela se o ambiente não estava em chamas, quebrou a janela e entrou, causando alivio a mulher, que colocou a menina loira em seus braços, ele desceu as crianças, uma por uma, sobrando apenas Tori e a professora. O fogo já havia entrado na sala, e queimava os desenhos nas paredes, as carteiras, os brinquedos e as mochilas das crianças. —  Victória, venha. —  Ela disse, esticando a mão para a menina.

—  Eu não consigo. —  Sussurrou.

—  Você consegue, venha. —  Esticou os braços. A menina observou o ambiente e o bombeiro que estava entrando. O homem puxou a professora, que gritou apontando para a meninha, mas ele já estava descendo com ela. Ele subiu novamente, e aproximou-se de Tori, que estava encolhida na parede, antes que o bombeiro chegasse nela, uma grande madeira do telhado, caiu entre eles.

—  Ah! —  Victória gritou, fechando os olhos. Só abriu quando ouviu um barulho, seu pai estava lá, erguendo a grande madeira. O outro bombeiro enfiou-se por baixo da madeira e puxou a meninha para o seu colo. —  Tonk, o Tonk. —  Gritou, apontando para o cachorro de pelúcia. Seu pai equilibrou a madeira e puxou o cachorro com o pé, Victória não viu o que houve depois, por já estava descendo, sendo recebida pelo professora. Ela não soube por anos, mas descobriu que a madeira que quase lhe matará, havia roubado a vida de seu pai. O seu herói."

—  Tatá! —  Sequei os olhos e me sentei na cama quando Charlie me chamou.

—  Estou no banho, Chalie, já desço. —  Gritei com a voz embargada, vi os pézinhos dele coberto por meia do superman sumir. Levantei e me enfiei no banheiro, tirei a blusa branca, a saia vinho e a meia calça preta. Entrei no box e deixei a aguá quente cair em minha cabeça, tentei não chorar debaixo do chuveiro, enquanto me esfregava. Sai do banho, sequei-me, vesti uma calça jeans e a camiseta vermelha e amarelha escrito Potter atrás, passei uma leve maquiagem para sumir com os vestigos de que havia chorado e enfieiu os pés nas botas brancas. Desci para cozinha e sorri para o meu irmãozinha que comia panquecas sentado no balcão.—  Como subiu ai?

—  Eu dei um pulo bem alto e consegui. —  Sorriu.

—  Certo. —  Disse, aproximando-me dele e lhe puxando para coloca-lo no chão. —  Eu vou sair, não demoro. —  Pisquei para ele. —  Por que não escolhe um filme para vermos mais tarde?

—  Ta legal. —  Ele pegou o prato de panquecas e correu para cima. Segui para o hall da entrada e abri a porta, saindo e seguindo para a casa dos Lynch's, toquei a campainha e Stormie me atendeu.

—  Olá. —  Sorrimos.

—  Oi, sra.Lynch.

—  Ah, querida, me chame de Stormie. Vamos, entre.

—  Obrigada. —  Agradeci, entrando.

—  Vicky! —  Sorri, inclinando-me para receber o abraço caloroso de Anna.

—  Oi, princesa. 

—  Querida, eu estou fazendo torta, preciso ir lá.

—  Tudo bem. —  Ela sorriu, seguindo para cozinha.

—  Binca comigo?

—  E claro, gatinha. —  Disse, me sentando no tapete com ela. Anna arrastou os seus brinquedos até nós e começamos a montar a casinha da Barbie.

— Oi, Tori. — Virei a cabeça, encontrando Laura. 

— Oi, Laura. — Disse. — Sabe onde está o Ry? Preciso falar com ele.

— Está no bar do Yoshi. — Respondeu.

— Uhm — Resmunguei. — Eu não gosto daquele homem.

— Somos duas, então. — Laura disse, sentando-se ao meu lado. Anna estava distraida conversando com Ellen.

— Laura. — Sussurrei, sentindo o nó na garganta apertar.

— Oi. — Ela me olhou. — Qual o problema? — Perguntou preocupada, quando as lágrimas começaram a enxer os meus olhos.

— Eu ouvi Mia e Elena, a minha mãe, conversando. — Dei de ombros. — Sabia que não era para mim ouvir, elas sussurravam no quarto da Mia, eu havia acabado de buscar Charlie no futebol, elas falavam sobre mim. — Soltei um soluço baixinho. Eu odiava chorar, me sentia tão ridiculamente fragil. Ergui os olhos, secando o meu rosto e suspirei. — Eu sou adotada. — Laura me encarou surpresa. — Mia dizia que ela tinha que me contar, mas a minha mãe dizia que não era o momento.

— Tori...

— É a minha vida, Laura, a minha história. — Desabafei. — Eu sou madura demais para cuidar do meu irmãozinho, da casa e ir ao francês sozinha, mas não tenho maturidade para saber da minha vida. — Frisei.

— Querida, tente entender a sua mãe, não é facil para ela também. — Laura começou, abraçando-me pelos ombros. — Se você quer saber da sua história, pergunte a eka, diga que sabe que é adotada, e quer saber a sua origem. — Suspirei, descançando a cabeça no ombro de Laura, ela afagou o meu cabelo e secou as minhas lágrimas. — Vai dar tudo certo.

— Obrigada. — Agradeci, me levantando. — Eu vou indo, até depois. — Despedi-me, deixando um beijo em seu rosto. — Tchau, amorzinho. — Sussurrei, abraçando Anna, que murmurou um 'Tchau'.

— Até, estamos aqui se precisar. — Laura disse.

— Eu agradeço. — Sorri, abrindo a porta e saindo. Segui para minha casa, entrei e Amélia estava com o nariz enfiado no seu livro de biologia.

— Ei, maninha. — Saudou, sem erguer os olhos.

— Oi, sabe onde está Elena? — Indaguei. Ela suspirou, erguendo os olhos.

— Não sei por que não a chama mais de mãe. — Revirei os olhos.

— Não vou discutir isso agora, Mia. Só aconteceu, e ela nem se incomoda. — Minha irmã revirou os olhos e apontou para o jardim dos fundos. Caminhei até os fundos da casa, encontrando Elena com o notbook sentada na espreguiçadeira. — Lena? — Chamei.

— Oi, Vick. Senta aqui. — Pediu, apontando para a espreguiçadeira ao lado. — Tudo bem? — Perguntou, digitando sem parar no notbook.

— Podemos conversar, é um pouco sério? — Ela ergueu o olhos.

— Você virou mocinha? Ah, eu não acredito.

— Não, Lena. — Neguei rapidamente. — Para com isso. — Pedi.

— O que é então?

— Eu sei, sei sobre a adoção. — Após alguns segundos ela me encarou, séria. — Eu ouvi você conversando com a Mia sobre mim. — Disse.

— Vick... — Sussurrou. — Não era para você saber, não agora. — Lamentou.

— Mas eu sei, e eu quero saber mais. — Arrumei-me sobre a espreguiçadeira. 

— Não, nem pensar. — Negou.

— A senhora não pode fazer isso, é a minha vida. 

— A sua vida é essa, eu sou a sua mãe e Henry o seu pai. Ele morreu por você. — Recuei na espreguiçadeira.

— Eu sei disso. Henry sempre será o meu pai, ele cuidou de mim, me amou. E nunca vou me perdoar pela morte dele. Mas você tem certeza que é a minha mãe? Por que eu não me lembro de você lendo uma estória para mim, me colocando para dormir ou simplesmente ficando ao meu lado. — Ela suspirou, abaixando a cabeça e retirando os ocúlos de leitura. — Olha, mãe. Você sabe que eu amo você, e sei que cuidou muito bem de mim quando eu cheguei, mas eu preciso saber, eu preciso disso para aquietar a minha mente.

— Você quer mesmo saber? — Assenti. Ela suspirou. — Você tinha um ano e meio, era uma garotinha esperta e saúdavel, tinha os seus pais, quando você chegou, eu soube que era muito amada e bem cuidada por aquele casal, que se foram tragicamente. Era uma noite chuvosa de 2007, Henry estava em casa aquele dia, receberam um chamado, havia ocorrido um grave acidente de carro. Dois ônibus e um carro. Ele foi o mais depressa possivel, quando a equipe de bombeiros chegou lá, o estrago era grande. Pessoas feridas, sangue, gritos, fumaça, e fogo. Os carros da policia e as ambulancia começaram a chegar, eles carregavam os feridos. Ninguém, além do motorista de um dos ônibus havia morrido, o carro de seus pais havia rolado barranco abaixo.

" Henry e mais alguns bombeiros desceram o barranco e começaram a procurar por pessoas, o carro estava em chamas. Eles procuraram por pessoas, mas não acharam ninguém. Quando estavam quase desistindo, seu pai ouviu um choro baixinho e sofrego, com as lanternas acesas, eles seguiram o choro. Lá estava você, ferida e suja caida no barro, entre as arvores. Henry pegou você, enquanto os outros voltavam a procurar por seus pais. Ele lhe levou até a ambulancia, e aguardou até os médicos dizerem que você só tinha ferimentos superficiais. No momento em que seus olhos grudaram no dele, e você sorriu, ele soube que seria a filha dele. Procuraram por seus pais, mas não encontraram. Eles acharam um medalhão dourado junto com a sua foto, nele estava cravado um nome " Victória". "

Elena terminou de contar, eu chorava silênciosamente com as mãos cobrindo a boca. Meus pais estavam mortos, e meu herói Henry também.

— Onde está o medalhão? — Indaguei, reprimindo os soluços.

— Ficamos apenas com a sua foto, o medalhão ficou na delegacia. — Levantei e corri para dentro de casa, eu só queria deitar na minha cama e chorar, antes que alcançasse as escadas, Mia me parou.

— Você tem visitas. — Eu até ignoraria, mas logo avistei Evelyn e Ben, os meus melhores amigos e conselheiros. Corri até eles, sendo recebida pelo abraço caloroso da minha professora de francês e do meu psicologo.

— O que houve, Petit? — Evelyn perguntou, afagando o meu cabelo.

— Ei, Miel. — Ben sussurrou, fazendo-me lhe olhar. Ele secou as minhas lágrimas e sorriu. — O que foi?

— Eu sou adotada. — Sussurrei, fazendo Benjamin arregalar seus olhos esverdeados. — E a Elena acabou de me contar a minha história. — Disse, descançando a cabeça no abdome de Evie.

— Ah, querida. — Lamentou. — Eu nem sei o que dizer. — Ela completou.

— Só... fiquem comigo. — Pedi. 

— Siempre. — Ben disse, bagunçando o meu cabelo. Soltei um riso anasalado, observando o rosto de Ben. Benjamin era uma homem alto e negro, tinhas olhos verdes, nariz achatado, queixo quadrado e barba por fazer, era casado com Evelyn, que era baixa, tinha a pele clara, olhos castanhos, nariz arrebitado, bochechas salientes e rosadas. Eles eram um casal adoravel, tinham uma história interessante. Conheceram-se na escola, viraram amigos e se apaixonaram, a familia de Evie não aceitou muito bem, por isso, eles fugiram quando atingiram a maior idade, casaram-se e tiveram um bebê, infelizmente, o bebê morreu em um acidente, que os deixou desaparecido por quase dois anos.

Nos sentamos no sofá, notando que Mia havia nos deixado a sós. Eles me abraçaram pelos ombros, e suspirei fechando os olhos. Nós tinhamos uma relação fraternal, mais do que ' aluna e professora e paciente e psicologo, era forte. Nos viamos todos os dias, apesar de ter francês duas vezes por semana e ir ao psicologo apenas uma, eu fazia o possivel para ve-los todos os dias.

— Quer nos contar, Miel? — Ben perguntou, suspirei com a cabeça apoiada em seu ombro.

— Eu ouvi Elena conversando com a minha irmã. Mia dizia para ela me contar a verdade, mas ela não queria. Depois de conversar com a minha vizinha, eu fui questiona-la... — Narrei o que havia acontecido, sendo acolhida pelos braços do casal.

— Vai ficar tudo bem, Tori. — Evelyn sorriu.

— Onde está a sua mãe, queria falar com ela. — Benjamin perguntou.

— Está no jardim dos fundos. — Respondi. Ele afagou o meu cabelo, saindo atrás de Elena. Evelyn e eu conversamos por algum tempo, colocando a minha mente em ordem. 

— Victória. — Ben disse, sentando-se ao meu lado. — A minha irmã trabalha na policia, e se você quiser, a sua mãe permitiu irmos até lá para você ver o medalhão.

— Sério? — Indaguei, levantando.

— Sim, você quer?

— Quero. — Disse. — Só vou buscar os meus ocúlos. — Subi as escadas, abri a porta do meu quarto e peguei a caixinha dos meus oculos na gaveta, coloquei os oculos e fui até Charlie, que me observava na porta. — Char, eu estou saindo. Mas eu volto para vermos aqueles filmes, ok?

— Ok. — Ele sorriu, abraçando-me. — Vá descobrir a sua história. — Afastei-me surpresa, ele sorriu, deixei um beijo em seu rosto e desci. Acenei para Mia, e segurei a mão que Evelyn me oferecia. Saimos e entramos no carro de Ben, ele deu partida e começamos a cantarolar uma música que tocava no rádio. 

•••

Benjamin estacionou o veicúlo proximo a delegacia e descemos, caminhamos até lá. Assim que entramos, o casal Del rei fora comprimentado por diversas pessoas, até uma mulher parecida com Ben se aproximou, com um pequeno sorriso.

— Benjamin — Ela disse.

— Alejandra. — Comprimentou, abraçando a policial e beijando o seu rosto.

— Evelyn. — Ela abraçou Evie e sorriu para mim. — Olá, eu sou Alejandra, irmã do Ben.

— Oi, eu sou Victória. — Sorri. Ela recuou, com o sorriso vacilando.

— Ale, precisamos de um favor. — Ben sorriu travesso, fazendo a irmã cerrar os olhos e franzir as sobrancelhas.

— Fala. — Ela cruzou os braços.

— Precisamos ver um medalhão que está na custódia da delegacia.

— Ben, sabe que eu não posso deixa-lo ver objetos da pericia.

— Qual é, é um caso antigo.

— Argh. — Grunhiu. — Venham. — Nós seguimos a policial até a sala de pericia. — Qual é o caso?

— Um acidente de carro e dois onibus em 2007. — Evelyn disse. Ela começou a mexer nas gavetas, procurando nos casos de ano 2007, após um tempo de procura, ela puxou um saco plastico, dentro havia o medalhão dourado e um papel colado. "Caso 367"

— Aqui. — Entregou para Ben que o colocou nas minhas mãos.

— É com você, Miel. — Disse. Puxei o ar com força, abri o saco plastico e puxei o medalhão dourado. Troquei um rápido olhar com o casal e abri o medalhão. Havia algo escrito em francês " Nous serons toujours avec vous"  significa " Nós estaremos sempre com você". Havia também uma foto ao lado, com os olhos levemente arregalados, eu observei o bebê de fraldas e o casal. A foto estava um pouquinho danificada, mas nada que me impedisse de ver com clareza, um bebê de poucos meses com o rosto proximo ao do homem negro de olhos verdes e ao lado da mulher branca de cabelos castanhos. Levou segundos para nós assimilarmos, na foto, estava eu, Benjamin e Evelyn.

Benjamin e Evelyn Del rei, eram os meus pais.


Notas Finais


¹ Petit: Pequena.
² Miel: Mel.

Eu não sei se vocês lembram, mas Evelyn foi citada há algum tempo pela nossa Laura, e Ale e Ben já apareceram, tiveram contato com a Laurinha, talvez se vcs lembram consigam juntar o resto das peças. Só isso gente. Beijinhoos.


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