História How Not to Fall in Love For A Hybrid - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 2.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Leiam.

Capítulo 1 - Que coisa é essa?


Domingo. 7:35 AM.

Quem, em sã consciência acorda em um domingo antes do meio-dia? 

Bom, eu acordo. A questão é: Não foi minha escolha.

– Jeon Jungkookie – Cantarolava meu melhor amigo em meu ouvido, prolongando a última vogal.

– Por que diabos você está na minha casa?

– Eu vim acordar você para sairmos, Jeon. Agora levante, vamos tomar um sol, fazer um passeio, tanto faz – Começou Hoseok, sorrindo escancarado e rodopiando até as minha cortinas, logo as abrindo, deixando o sol invadir meu quarto – Jesus, você está pior do que o que eu imaginava. Você está um trapo.

– Culpe Park Jimin por isso. – Resmunguei, tapando minha cabeça com um travesseiro. 

– Ham, Jungkook, eu sei que fins de relacionamentos são tristes, mas já fazem dois meses que você não sai de casa! Você está se alimentando do quê? Eu chequei seus armários e encontrei apenas restos de comida, que por falar nisso, não estão com um cheiro muito agradável. Daqui duas semanas começam as aulas, sabia? Você passou quase as férias inteiras trancafiado nesse quarto, chorando pelo seu ex. Por Deus, Jungkook! Levante e vá fazer algo da sua vida. Todos sentem a sua falta, sabia? Todos estão preocupados! Você não retorna as minhas ligações e nem responde as minhas mensagens! Quer que eu me sinta como? Eu sinto que não faço parte da sua vida, dessa forma. – Hoseok finalizou, exasperado, passando as mãos nervosamente pelo cabelo sedoso cor de mel. Ele era extremamente dramático. 

– Aham, e daí? – Proferi, desinteressado.

Esperei uma resposta que não veio, então resolvi tirar o travesseiro do meu rosto. 

Encarei Hoseok, ele estava explicitamente irritado e frustrado.

– Jeon Jungkook, você vai levantar agora dessa porcaria de cama, vestir roupas agradáveis que marquem bem o seu corpo, porque nós vamos sair. AGORA! – Berrou a última palavra, me assustando. Resolvi não discutir, levantei acanhado e fui para o banheiro, ouvindo os resmungos de Hoseok – Veja, bem. Eu me dou ao trabalho de vir até sua casa, e você, na maior cara de pau, me ignora e ainda por cima não dá bola para mim. Você não vê o que eu faço por você, Jeon? O esforço que eu faço para fazer você sorrir? Você não me ama mais? Não me quer mais como seu melhor amigo? O meu coração vai se quebrar. – Hobi usava um tom falsamente triste.

Revirei os olhos. A dramatização dele me irritava.

Tomei um banho demorado e saÍ do banheiro vestindo um moletom e uma calça de abrigo. 

Hoseok me encarou indignado.

– Onde está seu senso de moda, Jeon? Pelo amor, vá vestir roupas que alguém com um mínimo senso de ridículo usaria para se sair em um domingo.

– Que roupas? Estas não estão boas o bastante para você? O que isso vai mudar? Roupas não mudam nada. – Falei, me jogando na cama e afundando meu rosto entre as cobertas, logo começando a resmungar palavras desconexas e a chamar Jimin. 

Não me julgue, eu realmente sentia falta do garoto. Éramos uma combinação perfeita. Assim como pão de queijo e manteiga de amendoim. Assim como bolo e maionese. Parecia estranho para os outros, mas para nós era perfeito, ou pelo menos para mim. 

Ele não teve coração quando terminou comigo. Foi bem no dia de natal. O pior natal de todos. 

" – Jungkook? Você pode vir aqui fora um instante? Precisamos conversar. 

Sorri com a ligação de Jimin, eu estava realmente muito feliz, eram cerca de quase onze horas da noite do dia de véspera de natal. 

Deixei outro sorriso escapar de meus lábios ao imaginar o que Jimin queria. Provavelmente fazer uma surpresa. Fiquei extremamente feliz apenas de imaginar o que era. 

Desci as escadas do meu apartamento correndo. Eu poderia pegar elevador, mas ele estava ocupado, optei por não esperar e correr até os braços do meu amado. Quase caí nos últimos degraus por conta da euforia que tomava meu corpo. Abri a porta de entrada do prédio e desci dois pares de escada até chegar na rua e me encontrar de frente para Jimin.

Ele mantinha os braços cruzados, provavelmente tentando afastar, de alguma forma, o frio predominante daquela noite.

Deixei o melhor sorriso adornar meus lábios.

– Você veio me ver? Amor, eu estava com saudad... –. 

– Jungkook, precisamos conversar. – Ele me cortou, sua voz parecia séria. 

– Ham, tudo bem. Sobre o que você quer falar? – Tentei mais uma vez, sorrindo largo para ele.

– Sobre nós. Sobre a gente.

Congelei. Senti um arrepio delinear meu corpo. 

– O.k. Diga. O que aconteceu? – Comecei, temeroso.

– Eu vou me mudar. Amanhã, para Busan. – Largou as duas frases no ar. Como se não tivessem significado algum.

– O quê? Mas como? Por quê? Nós vamos continuar mantendo contato, certo? Ainda somos namorados, afinal.

– Esse não é o maior problema, Jeon. Nós estamos a duas semanas sem nos falar. As coisas já não são mais as mesmas. Nosso relacionamento mudou, nós mudamos, tudo mudou. 

– Mas para mim nada mudou. Jimin, eu te amo – Comecei, lágrimas já se formavam em meus olhos. 

– Jungkook, não tem como continuarmos com isso. Acabou.

E foi dessa forma, que o garoto acabou com as minhas férias de inverno. 

Ou quase isso. Era assim que eu me lembrava, pelo menos. 

O fato é que acabou. De uma maneira simplória e triste. Completamente triste. 

Hoseok jogou uma calça e uma camiseta na minha cara. 

– Vista logo essas roupas. Espero você lá embaixo. – Disse Hoseok, logo passando pela porta e descendo as escadas até o andar de baixo.

Observei meu reflexo no espelho que ficava de frente para a minha cama.

Hoseok tinha razão. Eu estava um trapo.

Juntei a calça e a camiseta que haviam caído no chão. Logo tratando de vestir a roupa.

Caminhei até o banheiro e passei alguns produtos no meu cabelo, logo o deixando um pouco mais aceitável. 

Peguei uma jaqueta jeans e tomei meu rumo até o andar de baixo. 

– Wa! Tão bonito. Nem parece ser... Bem, nem parece ser o Jungkook. – Disse Hoseok, sorrindo.

Dei um tapa em sua nuca.

– Ya! Eu sou seu Hyung! Eu sou o mais velho! Eu que devo bater em você, criança petulante! – Respondeu o garoto.

Tomei meu rumo até a cozinha.

– Onde está indo? – Ele perguntou.

– Hã... Tomar café? 

– Não mesmo. Nós vamos tomar café fora. Aí nem te comida de verdade. Já são nove horas. Você atrasou o nosso passeio. Agora vamos logo. 

Bufei. 

– Tanto faz.

Saímos pela porta, logo pegando o elevador e descendo até o térreo. 

 

 

 

 

Quarenta e cinco minutos depois, estávamos tomando café no centro da cidade. Uma cafeteria muito chique, por sinal. Hoseok fez questão de pagar nossos gastos no local. Eu aceitei, mas prometi que o pagaria de volta assim que pudesse.

– E como andam as coisas? – Hoseok começou, me fazendo encará-lo. 

– Que coisas? – Perguntei.

– Sua vida. Jungkook, eu sei que as coisas não estão nada boas para você. Eu sei que você sente falta de Jimin, mas, logo depois do término de vocês, você parou de viver, Jeon. Isso está errado. Eu também sinto sua falta, sabia? Mas você está me afastando, está me deixando de escanteio da sua vida. Nós ainda somos melhores amigos, sabia? Eu sinto que apenas eu me importo com a gente. 

– Hobi... Ah, droga. Desculpa, ok? Eu sou extremamente egoísta e sei disso. Eu me sinto péssimo. É frustrante, minha vida é frustrante. Eu sinto muito. Eu me importo com você. Só me sinto incapacitado de seguir a minha vida como se nada tivesse acontecido, Hyung. Eu o amava, e achava que com ele o sentimento era o mesmo. Ele mentiu pra' mim, Hyung. 

– Jungkook, você sabe que ele está voltando para Seul, certo? A família dele ficou em Busan, ele está vindo sozinho dessa vez. – Hobi largou a bomba de repente, me fazendo arreglar os olhos.

– Tanto faz. – Fingi indiferença e voltei a tomar meu café. 

 

 

 

 

 

 

Já passava das nove da noite. Hobi insistiu em me acompanhar até em casa, mas eu recusei, explicando que queria ficar alguns minutos sozinho apenas para pensar. 

– Como ele tem coragem de voltar? Mas que droga! – Murmurei para mim mesmo. A rua estava silenciosa e aquilo era um ótimo gatilho para deixar meus pensamentos bem mais claros.

Entrei pela porta da frente do prédio onde eu morava, logo apertando o botão do elevador e esperando a porta abrir. 

Entrei no cubículo, vulgo o elevador do meu prédio e apertei no botão que indicava o meu andar.

Logo cheguei no corredor onde ficava o meu apartamento. Andando em direção a porta, notei que algo estava errado. A mesma estava entreaberta. 

Parei de frente para a porta e tentei olhar pela fresta o meu apartamento por dentro. Nada. Tudo apagado, assim como eu havia deixado quando saí. 

Entrei calmamente, logo pegando meu celular e discando o número da policia. Deixei o número pronto. Bom, se fosse algum assaltante, eu obviamente chamaria a policia.

Tomei coragem e liguei a luz da sala. Nada. 

– Estranho. – Comentei o fato de que não havia sinal de nada. Nem de arrombamento, nem de nada. Tudo nos conformes. 

Chequei a cozinha, meu quarto. Nada. 

Deixei minha cabeça vagar até a hora que eu saí com Hoseok. 

– Mas que droga, eu não lembro de ter trancado a porta. 

Suspirei aliviado. Eu sou completamente irresponsável, apenas isso.

Tirei minha jaqueta, os sapatos e a camiseta. Andei em direção ao banheiro, eu estava morto. Precisava de um banho.

Abri a porta calmamente e congelei. 

– MAS QUE DIABOS? – Gritei com a imagem de um garoto deitado na minha banheira, sem roupas. 

Ouvi o mesmo soltar um grito escandaloso. 

– QUEM É VOCÊ? O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI? – Comecei a gritar, procurando meu celular, então lembrei que joguei o mesmo em cima do sofá – EU VOU CHAMAR A POLICIA. 

Corri até a sala, peguei meu celular e disquei o último número para qual eu havia ligado, no caso a policia, logo esperando alguém atender.

– Alô? – Falei quando uma mulher me atendeu. – A MINHA CASA FOI INVADIDA POR UM ASSALTANTE. ELE TA PELADO. NO BANHEIRO DA MINHA CASA. SEM ROUPAS. ROUPAS. DROGA, EU TAMBÉM TO.

A mulher parecia confusa com as informações que eu passava. 

Notei que o garoto não havia saído do banheiro. 

Abaixei o celular e fui checar se ele ainda estava lá. 

Entrei no banheiro e deparei-me com o mesmo garoto chorando, a cabeça apoiada entre os joelhos e agora notando que nela estava mal posicionada a minha touca de banho. 

Olhei aquilo um pouco assustado. 

– Por que diabos você está chorando? – Ok, não é a coisa mais sensata a se fazer quando se encontra um possível bandido em sua casa. 

– Eu não queria roubar sua comida. Nem invadir sua casa. Mas eu estava com fome, e com frio. Desculpa. Só por favor, não me machuque. – Disse o garoto com os braços estendidos em uma tentativa clara e falha de se proteger.

Ele roubou a minha comida? Mas que droga, minha possível janta.

– O quê? 

– M-Me desculpe, por favor. Eu não voltarei aqui nunca mais. 

Olhei aquela cena, era praticamente uma criança. O garoto realmente parecia estar falando a verdade.

– Como você entrou aqui? – Perguntei.

– A porta estava aberta. – Respondeu, abaixando a cabeça.

– Como é o seu nome? 

– Tae-Taehyung. 

– Hum. Por que diabos você está tomando banho na casa de um desconhecido, Taehyung?

– Eu não tenho casa. – Ele parecia abalado ao tocar no assunto.

– Como não? Você é um morador de rua? – Perguntei. Mesmo que ele parecesse chateado, era necessário. 

– Sim. – Respondeu simplório. 

Sai do banheiro sem falar nada. Caminhei até meu quarto, pegando uma toalha e levando até o garoto.

– Seque-se. Vista suas roupas. Eu estarei esperando na sala.

Virei-me, saindo do banheiro e andando até outro cômodo, sentando no sofá para aguardar o garoto se arrumar. Eu não sabia o que faria com ele. Fiquei desconfiado com sua história, mas também um pouco tocado. Era um garoto jovem, talvez um pouco mais novo do que eu. É triste ter que morar na rua.

Dois minutos depois, ele saiu do banheiro. Encarei-o. Ele parecia acanhado e desconfortável. Ele apenas deu dois passos e paralisou. Fiquei esperando ele fazer algo, mas ele simplesmente ficou lá, parado, bem na minha frente, com as mãos juntas e o rosto abaixado. Notei que ele ainda usava a minha touquinha de banho.

– Sente-se. – Pedi.

Ele andou até mim e sentou-se no chão, na minha frente. Me assustei um pouco com o ato repentino. Bem, eu estava assustado, com a presença de um desconhecido na minha casa. 

– Droga! Não no chão, garoto. No sofá. Jesus!

– Ah... Sim. Desculpe.

– Por que você só pede desculpas? Você está me enlouquecendo.

– Hã... Desculp... – ele parou –. Sinto muito.

Passei as mãos pelo meu cabelo, exasperado. Eu estava pirando. Por que eu ainda não o expulsei?

– Tudo bem. Tanto faz. Quantos anos você tem? 

O Garoto coçou a cabeça, o que me fez mais uma vez me focar naquela maldita touca de banho.

– 18, eu acho. – Ele respondeu, confuso. Ele não podia ser mais velho do que eu. Podia? Ele se parece com uma criança!

Resolvi perguntar o que mais me deixava confuso no momento.

– Por que você ainda está usando a minha touca de banho? 

Ele pareceu se assustar com a pergunta. Logo segurou a touca em sua cabeça como se eu fosse arrancá-la de si.

– Ham... Nada. – Respondeu rápido.

– Como nada? – Indaguei – Você precisa devolver a minha touca. 

– O quê? Mas... Você não pode deixar ela comigo?

Mas que afronta de garoto. Invade a minha casa e ainda pede as minhas coisas.

– Tenho certeza que ela é mais importante para mim do que para você. – Proferi, me aproximando do garoto. Eu tiraria aquela touca das suas mãos por bem ou por mal.

– Você não vai tirar ela de mim! – Berrou o garoto, logo saindo correndo pelo meu apartamento.

Primeiramente eu me assustei com o grito repentino do mais baixo, logo depois notei a bagunça que ele estava fazendo, subindo pelos móveis, tentando fugir. 

– Ora, seu danado! Me dê a minha touca!

– NÃO, NÃO, NÃO, NÃO, NÃO – Ele dizia várias vezes – EU NÃO POSSO TIRÁ-LA.

– PARE DE GRITAR. EU TENHO VIZINHOS. 

– NÃO – Gritou o garoto, prolongando a última vogal enquanto corria na direção do meu quarto, fechando a porta.

– Mas que diabos.

Corri até meu quarto, abrindo a porta em um estrondo.

– Onde está você, seu ladrãozinho? – Perguntei alto.

Notei o volume sobre a minha cama e logo me perguntei se ele realmente era tão burro para se esconder entre as cobertas. Desacreditado, pulei em cima do suposto corpo, ouvindo um gritinho de dor. Segurei seu corpo mesmo com as cobertas e pude notar quando ele tentava colocar a cabeça para fora, talvez pela falta de ar, soltei ele levemente, apenas para que ele colocasse a cabeça para fora das cobertas e quando aconteceu, puxei a touca de sua cabeça, sorrindo vitorioso.

E então o encarei.

– Mas que diabos? – Era a quinta vez que eu falava aquilo no dia. 

Observei o rosto do garoto corado pela falta de ar. 

Ele tinha orelhas.

Ok, não orelhas comuns. Orelhas em cima de sua cabeça. Orelhas muito parecidas como as de uma raposa. 

Deixei a touca cair no chão. 

– Mas que diabos? – Sexta. 

– O que é você?

– Eu sou um híbrido. – Ele disse, logo depois me empurrando de cima de si. 

Caí no chão com facilidade, ainda boquiaberto, logo levantando.

– Um o quê?

– Um híbrido. E você não pode me machucar por isso! – Ele disse, um pouco mais alto. Talvez querendo parecer autoritário, mas parecia mais assustado. 

Olhei para ele. 

– Como? – Olhei para as minhas mãos. Eu estava ficando louco?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


BELEZURA. SOU PREGUIÇOSA DMS P REVISAR. ESPERO QUE GOSTEM HEHE. FIM DE SEMANA EU REVISO. MANO, SE ALGO FICOU CONFUSO, MALS. EU SOU CHEIA DAS IDEIA E QUERO TACAR TUDO UMA VEZ. NAO DA CERTO ASSIM. QUANDO EU FOR REVISAR, ARRUMO TUDO. VLW FLW TAMO JUNTO É NOIS


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