História How to be me? - Jikook - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin!pan, Jungkook!trans, Transgênero
Visualizações 9
Palavras 952
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo


- Você é uma aberração! Prefiro um filho morto do que uma bixinha!

Chorava enquanto sentia meu pai puxar-me pelos cabelos até o banheiro.

- Pai! Não pai, por favor! Pai!

Suplicava e suplicava, lutava e lutava, tudo para tentar fugir das mãos dele. Nada adiantava, papai sempre foi maior, mais forte e eu pequeno, franzino.

- Cala a boca! Vou te dar uma surra para aprender a virar homem!

Após gritar comigo e revelar sua sentença, meus gritos se tornaram mais altos o que levou meu pai a cobrir minha boca com algum pano. Vi seu cinto deixar sua calça e vir em direção às minhas pernas. Ele fez questão de contar as trinta cintadas, além dos chutes, socos e xingamentos. Tudo isso porquê uma criança de dez anos estava brincando de bonecas enquanto vestia um dos vestidos da mãe.

Abro meus olhos me deparando com o teto branco do meu quarto, fiquei ali mesmo, deitada, relembrando do pesadelo que tive pela centésima vez. Não sei quanto tempo fiquei naquela posição, mas pude notar rachaduras e manchas de mofo que nunca havia notado antes, foi aí que decidi me levantar, estava escuro então deduzi que fosse umas cinco horas da manhã. Deixei a luz do quarto apagada para evitar chamar a atenção dos meus pais, saí do quarto e fui em direção ao banheiro. Após terminar minha higiene matinal fui à cozinha, olhando o horário no relógio que lá tinha, faltava menos de dez minutos para que minha mãe acordasse, mas por algum motivo ela resolveu acordar dez minutos mais cedo.

- Filho? O que está fazendo acordado a essa hora?

Mamãe é linda, absurdamente linda, mesmo com o rosto amaçado e o cabelo desgrenhado. Todos a nossa volta dizem que sou a cópia "masculina" dela. Eu não acho. Afinal, ela é linda e eu, sou eu. Fiquei tanto tempo admirando-a que esqueci de respondê-la, o que acarretou em uma série de perguntas se eu estava bem, passando mal, ou algo do tipo.

- Não mãe, eu estou bem. Só perdi o sono.

Respondi enquanto tentava tirar suas mãos do meu rosto. Sua expressão pareceu se aliviar mas continuou duvidando, só não perguntou.

- Bom, então me ajude a fazer o café, vamos!

Dou graças aos céus quando ela não insiste no assunto. Sou puxado por ela até a pia onde sou incubido a fazer o café e tirar alguns frios da geladeira.

Por volta das seis da manhã, meu pai acorda e então senta-se à mesa esperando mamãe lhe entregar o jornal e seu café sem açucar.

Ele a trata como uma empregada.

Tento ao máximo ajudar minha mãe com os afazeres domésticos, o que além de ser uma obrigação minha é gratificante saber que tirei mais uma tarefa de suas costas. Meu pai por outro lado é o exemplo de machista preguiçoso. Não move um dedo para fazer algo dentro de casa, e quando uma lâmpada queima ou algum móvel quebra quem acaba sempre concertando é mamãe.

Por que ela ainda está com ele?

Eu não sei.

Cheguei a implorar uma vez para que ela se divorciasse dele e fôssemos morar com a vovó, mas ela se recusava e dizia que meu pai era um homem bom, que ele nos amava e que dava duro para nos dar conforto.

Amava...

Não somos miseráveis, mas também não posso dizer que somos de classe média. Por isso eu venho trabalhando meio período desde meus quinze anos, já tenho uma boa quantia guardada em baixo do colchão e só estou esperando eu alcançar a maioridade para pegar minha mãe sumir de uma vez por todas, para então sermos felizes de verdade...

O café foi servido em completo silêncio, para minha alegria, mas claro, como diz o ditado:

Alegria de pobre dura pouco!

- Como anda o colégio? - Seco, como sempre.

- Bem.

- Hm... Sua notas...? - Curto e seco.

- Boas.

- Bom. E... alguma namorada?

E de novo este assunto. Namorada... Ah pai,o senhor parece gostar de me magoar.

- Não tenho.

- Não há alguma garota que você ache bonita ou gostosinha? - O olhei incrédulo e ele me devolveu o olhar. Ficamos nisso por alguns segundos até minha mãe intervir.

- Teuk, deixe o menino em paz, vê que ele é muito tímido? No momento certo haverá alguém que ele goste.

Sorri para minha mãe, parte por ter me denfendido e outra por ter dito "alguém" em vez de "alguma".

Por mais que eu nunca tenha me relacionado com alguém era nítido para mim que eu não me sentia atraído por garotas, na verdade eu as invejava.

Uma vez eu beijei uma garota, foi o meu primeiro e único beijo da minha vida. Eu a beijei pois meu pai iria me buscar e eu queria provar o quão homem eu era, mas esse é o problema. Eu não sou um homem.

Pelo menos eu não me sinto homem. Não me sinto bem com meu corpo. Eu queria ser menor, braços e pernas mais delicados, um par de seios medianos e eu não queria ter esse membro pendurado em meu corpo, era algo que não me pertencia. Parece que eu nasci no corpo errado. Mas nasci neste corpo e tenho que aceitar.

Meu pai desconfia de algo, mas prefere fingir que não. Que seu filho está passando pela puberdade e isso é normal. Me desculpe pai, mas eu já tenho dezenove e a época da minha puberdade já passou.

Meu pai por mais que seja esse homem ignorante, de mente fechada é um bom pai e um bom esposo.

Um bom esposo para sua mulher submissa.

E um bom pai para o seu filho homem e hétero. 

....


Notas Finais


Espero que tenha gostado.
O intuito desta fanfic é apresentar uma ficção um pouco mais dura do que estamos acostumados a ver nas estórias Jikooks da vida. Por mais que aborde temas polêmicos e complexos terá muito clichê <3 Adoramos clichês ><
NÃO SOU DONA DA VERDADE.
Quero já deixar claro, sou uma pessoa ignorante de saber em várias áreas e até pouco tempo, gênero para mim se resumia em feminino e masculino, então se eu falar alguma bosta me ajudem a concertar.
Darei o meu máximo para sempre atualizar.
Até. ^^
Estória também postada no wattpad.


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