História Human Universe (Steven Universe) - Capítulo 71


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Categorias Steven Universe
Personagens Connie, Garnet, Greg Universo, Jasper, Lápis Lazuli, Peridot, Pérola, Personagens Originais, Rose Quartzo, Rubi, Safira, Steven Quartzo Universo
Tags Amedot, Amethyst, Garnet, Greg, Jasper, Lapidot, Lápis-lazuli, Lasper, Pearl, Pearlmethyst, Peridot, Rose, Ruby, Sapphire, Steven, Steven Universe
Exibições 148
Palavras 2.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Super Power, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Com muita dedicação fiz esse capítulo, espero conseguir transparecer as emoções da personagem nesse capítulo.
Preparem pessoal..
Só lembrando, adoro todos vocês <3
Não sejam tímidos, podem comentar, não mordo.

Capítulo 71 - Desespero


-Lazuli-

Ela já havia saído, foi a pé, disse que não iria envolver o pai dela nisso. Ela me mandava uma mensagem dizendo que estava caminhando, ainda não havia chegado no local combinado. Deitava na cama com o coração apertado. Parecia que não ia dar certo. Sentia que algo ruim ia acontecer. Mandava a mensagem de volta.

-"Se tiver algo suspeito volte pra casa. Por favor amor, quero que volte segura pra casa."- Geralmente nunca ignorava quando sentia que algo estava errado, mas não queria ficar contra ela, nesse momento podia apenas piorar as coisas.

-"Não se preocupe querida. Já disse vou voltar bem. Falando assim até me sinto uma criancinha frágil. Sabe que sou muito mais resistente que qualquer um."- Foi o que ela me respondeu. Claro que era verdade, mas não me deixava mais tranquila.

-"Mesmo assim, seja cuidadosa, não sabemos do que essa mulher é capaz. Apenas sabemos o que ela fez."- Nunca deixava a confiança de minhas habilidades me tomar, o que acho que acontecia com minha amada. Por isso estava tão preocupada, ela é forte, muito forte, muito poderosa, mas é frágil. Mal tem resistência física, se precisar fugir se ferra, fora que não duvidava da saúde dela não ser muito boa, era bem fraca. Ela podia sempre ser forte, mas no fundo, sabia que era sensível. Imagino que aquela Diamy consiga tirar ela do sério, mesmo que por acidente.

-"Farei o possível amor. Não quero perder o controle. Confesso estar bem nervosa. Cheguei já no Shopping, vou pegar um milkshake e já vou encontrar ela na praça de alimentação. São duas e meia agora, acho que ela não chegou. Quer que levo algo pra você?"- Sentia cada vez mais meu peito apertar quando lia o quão perto ela estava daquele encontro. Preferi tê-la em meus braços. Juro que uma enorme vontade de chorar me consumia, mas me continha, queria parecer mais forte do que ela se mostrava para mim.

-"Se voltar pra casa sã e salva já será o suficiente pra mim. Apenas quero que volte. Estou com medo."- Eu respondia. Estava bem nervosa, precisava me acalma. Sem soltar o celular, eu descia até a cozinha. Pegava um copo de água morna, colocava açúcar. Pousava o celular a mesa, próximo ao copo de água. Fui até a geladeira, havia uma fatia de bolo. Era de morango, tinha um bilhete ao bolo.

"Papai, por favor não coma. É o favorito da Lazuli, queria deixar pra ela."

Um pequeno sorriso surgia em meus lábios. Ela sempre pensava em mim, talvez mas do que em si mesma. Era arriscado demais dar as caras pra Diamy, não tive coragem pra ir junto. Sou fraca. Neste momento pegava a fatia de bolo, sentando a mesa. Pego um garfo, desprendia um pedaço com o garfo o levando lentamente a boca. Algumas lágrimas escorria por meu rosto. Não conseguia ser forte por muito tempo.

-P-Por que Pery? Por que sempre pensa em mim? Devia pensar mais em você, se cuidar mais. Prefere pensar nos outros primeiro. Devia ser um pouco mais gananciosa com seu bem estar. Você é meu bem mais precioso. Queria você aqui comigo.- Levo minha mão até o colar. Foi onde o segurei com força. Mal havia comido o bolo. Pegava o copo de água, bebendo em um gole. Olhava para o celular, tinha uma luz piscando, tinha mensagem com certeza. Logo o pegava, secando algumas lágrimas com a mão. Olhava a mensagem.

-"O milkshake está ótimo. Vou levar um desse pra você, seria bom dividir contigo. Ahh vou fica um tempinho sem responder. Diamy está me esperando sentada. Tem uma garota de amarelo com ela. É a puta que matou minha mãe, está com a mesma roupa ainda, que vadia.. queria muito... bem, vou manter minha cabeça no local. Estou calma, vou ficar pensando em ti. Em breve te envio mensagem de como foi."- Agora mesmo que os nervos ficavam a flor da pele. Iam se encontrar, eram quinze pras três. Ainda não conseguia acreditar como ela conseguia pensar em mim, mesmo em uma situação dessas. Queria escrever uma mensagem de volta, escrevia várias coisas mais apagava, não sabia o que responder.

-"Te aguardo."- Foi a única coisa que conseguir enviar. Minhas mãos um pouco trêmulas. Estava com medo do que podia acontecer a ela. Era agonizante o aperto que sentia em meu peito, nunca tinha me sentido assim antes. Podia ser apenas um exagero.

Novamente me levanto, pegando mais água, com açúcar. Sentava novamente a mesa, desprendendo mais um pedaço da fatia e levando a boca, estava delicioso como sempre. Imagino que o amor com que ela fazia as coisas as deixavam mais saborosas. Tratava de beber toda a água. Não demorava para terminar de comer o bolo. Olhava novamente o celular. Nenhuma mensagem. Elas deviam estar conversando, eu imagino. Terminei de lavar a louça, ao olhar pra trás via a luz piscando do celular. Por alguns segundos sentia o nó do meu estômago se desprender. Secava as mãos e corria para ver a mensagem.

-"Queria estou bem. Ela diz que vai me pagar pra fazer o projeto. Vou até a empresa com ela, vai me dar os acessos, ela quer que eu faça as maquetes e tudo mais, vai demorar algumas horas, sempre que possível te mando uma mensagem. Diamy fica me olhando atravessado quando fico no celular, vou ter enviar mensagens escondido. Te amo, não esqueça querida.-" Ao ler já nem sabia o que pensar. Por sorte estava tudo bem, mas algo tinha de errado com ela ir até a empresa. Aquele nó no estômago retornava. Precisava relaxar, mas antes tinha que responder a mensagem. 

-"Também te amo. Se cuide."- Respondia. Minha mente parecia bloqueada, o que eu poderia dizer pra ela? Na empresa tudo podia acontecer, não queria nem imaginar. Ainda com a ideia de tentar relaxar, eu esquentava uma xícara de leite. Caminhava até o sofá, com a xícara em uma mão e o celular em outra. Sentava ao local, bebendo aos poucos, enquanto olhava aquela tela esperando alguma mensagem.

Fazia uns quinze minutos que não havia nenhuma mensagem. Apoiava a xícara, já vazia, a mesa de centro da sala. Onde também havia o controle, eu o pegava. Ligo a TV, mudando de canal, queria me distrair um pouco, pra segurar toda aquela angústia e preocupação que existia em mim. Me deitava ao sofá, deixava em um documentário sobre a vida marinha. O que muitos acham chato, aquilo me acalma. Deitava ao sofá, com o celular ao peito, as vezes o olhava pra ver se tinha mensagem, mas não havia. Olhava para a TV. Sentia como se estivesse nadando com aqueles adoráveis peixes. O fundo do mar era quase um lar pra mim. Imaginava até eu nadando segurando a mão da minha amada, onde visitamos aquele navio naufragado. Era tudo tão lindo. Foi embainhada nesses pensamentos que nem percebi que adormeci. Parecia tudo tão perfeito, tudo tão lindo. Estava sentada a beira da praia, ao lado ninguém menos do que Pery. Ela estava sem óculos, sei lá por que. Seus olhos verdes eram lindos, ficava encantada com eles. Não deixava demonstrar um grande sorriso. Lentamente a puxava para um beijo, ouvia uma estranha música. Ela separava o beijo movendo os lábios, mas não saía som. Sorte que era boa em leitura labial, ela dizia pra eu ajudá-la, mas como? E por quê? Aos poucos aquele som invadia minha cabeça, tudo ficava escuro, foi quando me sentei no sofá assustada. Olhando ao redor percebia que tinha adormecido. Sentia um aperto no peito, o celular desligou, será que era Pery? Ao esticar o braço pra pegar o telefone, ouvia ele tocar novamente. Sem pensar o atendia.

-Pery?- Dizia em desespero. Ouvia uma respiração ofegante, com certeza era ela.

-As coisas não estão bem. Me recusei a passar informações sobre o experimento. Deu ruim, elas sabem que tenho habilidades, tem um tipo de aparelho que identifica. Elas querem me testar, não sei se consigo fugir. Tem muita coisa aqui de metal.- Eu também ficava ofegante ao ouvir aquelas palavras, meu corpo ficava trêmulo, sentia uma forte pontada no peito.

-Pery, fuja daí. Aonde está? Vou aí.- Já me levantava correndo para fora, nesse instante minhas asas apareciam, onde eu voava olhando a cidade de cima, como se procurasse ela.

-Não vou te envolver nisso amor.  Desculpa não te ouvir, você tinha razão.- Ela fazia uma breve pausa, ouvia som de metal raspando. A respiração dela estava descompassada. -Você tinha razão.. Lazuli.. você tinha razão..- Ela voz dela estava chorando, havia alguma coisa de errado ali. Não conseguia falar nada, meus lábios se moviam, mas não saía palavras, estava assustada, em choque.  -Desculpe, não poderei cumprir minha promessa... enviei um arquivo pra você, você sabe a senha...a-acabe com e-elas... - Tudo ficava silencioso depois de alguns barulhos estranhos. 

-Pery, que senha? Do que está falando?-Tentava chamar por ela, mas não ouvia nada. A ligação havia caído. Tentava retornar. Alguém atendia.

-Desista, ela nos pertence.- Com certeza era a mesma voz que falou com Pery no telefone. Novamente a ligação era desligada.

Sentia meu coração acelerar. Lentamente eu pousava. Olhava algumas das mensagens no celular.

-"Lazuli aqui dentro é muito incrível. Eles tem um sistema bem complexo, mas claro que consigo hackear. Vou enviar um anexo pro meu celular, assim posso acessar de casa. Até agora está tudo certo." - Levo a mão até meu colar, aquele com metade do yang, meus lábios tremiam, segurava o choro, tinha mais mensagens.

-"Ainda não me respondeu, isso me preocupa. Tem algo suspeito aqui, estou com mal pressentimento. Elas não querem me deixar fazer o projeto, querem que eu entregue a elas. Por sorte me mostraram o sistema, aqueles experimentos idiotas que me mostraram eram apenas sobre produtos estéticos. Irei voltar pra casa."- Minha respiração estava acelerada, não consegui chorar, é como se estivesse travado. A preocupação invadia meu corpo. Estava trêmula. Mal consegui abrir a última mensagem.

-"Elas não querem me deixar ir embora. Essas idiotas, elas tem uma arma, atiraram em mim, mas eu desviei o curso da bala. Elas descobriram sobre mim, acho que estou em uma encrenca. Lazuli, você tinha razão, desculpa não te ouvir. Por favor, só me responde, não fique brava tá? Estou me retirando daqui. Elas perceberam que invadi o sistema delas, talvez por isso queiram me matar."- Após ler isso minha mão se abria, meu celular caía ao chão. Minhas pernas estavam bambas. Foi quando caí de joelhos ao chão, me apoiava nas mãos, meus olhos umedeciam.

-Por que Pery? Por quê?- Finalmente consegui chorar, onde densas lágrimas escorriam de meus olhos direto para o chão. -Por que você? Por que me prometeu aquilo?- Chegava a soluçar em meio áquelas lágrimas. Meu peito doía, estava tão trêmula que não conseguia me levantar. Deixava meu corpo despencar ao gramado, onde escondia erguia os braços flexionando eles, para que pudesse usá-los de apoio para o rosto. Não me continha em lágrimas.

Aos poucos estava parando de chorar. Claro que ainda estava triste, apenas estava me acalmando. Foi quando sentia alguém me virar, ela Leo, ele me olhava preocupado.

-Brigou com Pery?- A voz calma dele perguntava. Ao vê-lo não conseguia evitar de novamente desabar em lágrimas, porém dessa vez me sentava para abraça-lo. O que diria a ele?

-O que houve Lazuli?- O homem envolvia os braços ao meu redor.

-P-Pery..- Foi a única coisa que conseguia falar entre aqueles soluços. Ele apoiava meu braço ao pescoço dele, onde me ajudava a ir até o sofá, onde me sentava. Estava com uma dificuldade de caminhar, minhas pernas muito bambas, me sentia fraca. Ele olhava o celular, claro que tinha senha, então não veria nada pessoal. O mesmo me entregava.

-Tente escrever o que houve.- Ele parecia bem preocupado. Sentia como se ele fosse meu pai, olha que nunca senti isso por ninguém antes. Aceno de maneira positiva com a cabeça. Desbloqueio o celular, trincou um pouco a tela, mas foi só a película. Abria a caixa de mensagens entregando meu celular a ele. Mal conseguia, soluçava e ainda chorava. Abraçava meus joelhos.

-Pery está em perigo. Acho que entendi. Mas sério que a Diamy pegou ela? Estou ferrado. Sabe o que é esse arquivo que ela te enviou?- Nego com a cabeça. Não conseguia controlar minhas lágrimas e corpo trêmulo. A essa altura não saíam mais lágrimas, apenas alguns soluços chorosos. O pai dela ia até a cozinha, pegava água com açúcar e me entregava.

-Precisa se acalmar.- Ele dizia. Pegava o copo bebendo a água em um gole. -Isso mesmo, agora respira fundo.- Assim eu tentava fazer, me sentia até mais calma, porém aquela dor ao peito, o nó no estômago, aquilo não saía. De fato teríamos que fazer algumas coisa, esperava que ele pudesse ajudar. Pois sinceramente, estava tão desesperada mal sabia o que fazer, com certeza, Pery se arriscou muito...


Notas Finais


E agora, o que será que houve e vai acontecer com Pery? Lazuli tá beeem mal, tadinha dela. Será que o Leo conseguirá ajudar? Isso só saberão nos próximos capítulos.
Espero que tenham gostado. Aceito dicas, críticas, sugestões e ideias.


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