História Human Universe (Steven Universe) - Capítulo 73


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Categorias Steven Universe
Personagens Connie, Garnet, Greg Universo, Jasper, Lápis Lazuli, Peridot, Pérola, Personagens Originais, Rose Quartzo, Rubi, Safira, Steven Quartzo Universo
Tags Amedot, Amethyst, Garnet, Greg, Jasper, Lapidot, Lápis-lazuli, Lasper, Pearl, Pearlmethyst, Peridot, Rose, Ruby, Sapphire, Steven, Steven Universe
Exibições 127
Palavras 2.287
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Super Power, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá queridos e queridas, preparem seus corações pois.. vai ser uma briga feia :p
Espero lhe fazer agrado

Capítulo 73 - Resgate


-Lazuli-

Não conseguia pensar direito, o ódio me consumiu. Estava tão irada que parti pra cima de Jasper. Com um salto, cerrava meus punhos acertando um murro na cara dela, o que fez apenas o rosto dela se mover para o lado. Lentamente ela virava o rosto para mim com um sorriso sarcástico.

-Sério que vai querer brigar assim?- Aquele sorriso era seguido de uma risada. Ela cuspia para o lado em sinal de deboche, aquilo me irritava mais ainda.

Dessa vez era a vez dela me direcionar um soco. Ela me atingiu com um gancho de baixo pra cima, onde eu caía ao chão. A adrenalina era tanta que nem sentia dor, apenas um pouco de sangue escorrendo pelo canto dos lábios, provavelmente mordia a língua. Passava as costas da mão no sangue, limpando o mesmo. Ainda com um olhar sério, me levantava.

-Quer apanhar mais? Ora, é mais fácil desistir, não quero machucar a donzela.- Ela esfregava um dos punhos fechados na sua outra mão aberta. Mantinha aquele sorriso nos lábios. Mais uma vez ela partia pra cima de mim, agora com um soco reto. 

Usava meus braços para proteger meu corpo, onde a mesma os socava sem dó. Nem queria imaginar a dor que sentiria quando aquela adrenalina passar. Minhas asas logo surgiam, em um movimento rápido elas ficavam ao rosto de Jasper, impossibilitando que ela respirasse. Forçava a se afastar pra respirar, ela franzia a testa, agora também tinha um olhar sério.

-Que foi? Perdeu a graça quando está em desvantagem?- Era a minha vez de estampar um sorriso sarcástico. Por sorte havia um balde cheio de algo líquido. Nem queria saber o que era, apenas estendi a mão, onde todo o líquido voou em direção a ela. Um urro alto de dor ecoava pelos corredores.

-Sua praga, isso queima...- A grandalhona resmungava, porém não me dava pena. A pele dela ficava com algumas manchas mais claras. Ela olhava as próprias mãos manchadas e em seguida pra mim. Raivosa ela saltava em minha direção.

Sentia um soco me atingir bem ao lado do rosto, mais próximo ao olho para ser exata. Ela era tão forte que eu caía rapidamente ao chão. Mas que impacto, minha visão estava se apagando, sacudia a cabeça, não podia desmaiar. Para despertar sentia um forte chute na barriga, que me erguia um pouco do chão. Esse eu senti, doeu muito, acho que meu corpo estava esfriando e aquela adrenalina abaixava. Levo as mãos até minha barriga, estava com uma dor terrível.

-Está doendo é? Olha o que fez comigo, minha pele está manchada e nem sei se é permanente. Vai me pagar, vou fazer o mesmo contigo.- Via ela indo em direção ao balde. Pelo sorriso dela ainda havia um pouco de líquido ali. Estava um pouco assustada, agora o medo que me consumia. Não sabia o que fazer, estava paralisada, imaginava que iria tomar uma surra, talvez seria prisioneira dela. -Que foi? Parece com medo. Onde está aquela garota que veio me bater agora a pouco?- Aquela ridícula ainda debochava de mim.

Algo estranho acontecia, quando o balde caía ao chão. Jasper tentava levantar sem conseguir. A mesma olhava pra mim confusa, de verdade, não era eu. Ao olhar pro lado via Pery apontando a mão pra ela da cama, estava fraca, mas ainda sim persistia.

-Foge Lazuli, vou ficar bem. Se salve.- A voz dela estava fraca. Tais palavras me cortavam o coração, não tinha coragem de abandonar ela ali daquele jeito. Não agora que ela mais precisava de mim.

Jasper já percebeu a culpada. Soltava o balde indo em direção a cama, com certeza daria uma porrada aquelas na Pery, não iria deixar. Saltava para cima dela segurando nas costas da mesma. Enforcava ela com meus finos braços. Aquela grandona caminhava desastradamente para o lado, tentando me tirar de cima. Foi quando ela bateu com as costas na parede, tão forte que senti como se tivesse sido esmagada. Tive que soltar ela, tossia um pouco de sangue, mas que droga, aquilo estava doendo bastante. Agora ela se virava para mim, segurava meu queixo com as mãos e me erguendo.

-Sua puta. Por que ainda insiste em proteger ela? Vocês são fracas. Sua namorada já sabe que você já se prostituiu pra ganhar uma grana? Com certeza ela devia saber.- Ela apertava com força minha bochecha, apenas conseguia segurar as mãos dela, estava com dor, meu corpo trêmulo, e aquelas palavras me deixavam irritada. Meus olhos se voltavam para Pery, queria saber se ela estava acordada.

-Não foi bem assim Jasper.. foi uma péssima experiência, não acredite em tudo que ela fala.. não leve a mal Pery, só não queria te te contar pra não pensar mal de mim....isso foi passado..- Suspirava, agora meus olhares se voltava a Jasper -A ideia foi sua.. definitivamente.. a única coisa que consigo sentir por você é ódio.. se aproveitou de mim.. sabia o quanto eu sofria.. - Tentava e acalmar, mas aquele ódio só me subiu a cabeça.

-Lazuli... acaba com ela..- A voz dela soava bem fraca, aposto que mal conseguia se mexer. Percebia os curativos delas furados e pedaços de metal ao chão. Provavelmente haviam colocado metal no corpo dela, mas por que?

Jasper segurava minha bochecha com mais força, já estava bem vermelha, doía. A mesma me aproximava do rosto dela e passava a língua em meus lábios. De imediato sentia uma ânsia de vômito, ela fazia aquilo só pra tentar estragar as coisas com Pery, que estavam indo tão bem. Por um instante fechei meus olhos. Sentia algo arranhar meu braço, desde quanto Jasper tinha garras? Imagino que fosse alguma coisa que fizeram no laboratório com ela. Nesse instante minhas asas apareceram. Assustada a fortona segurava com a outra mão em meu pescoço, queria me enforcar. Mas não deixaria. Novamente coloco as asas na cara dela, com certeza ela iria conseguir me enforcar entes de eu afogar ela. Precisava agir, e rápido. Foi quando minhas asas começaram a congelar ao redor da cabeça dela. Assustada ela me soltava, onde caía ao chão com a cabeça congelada. O gelo logo se quebrava, não consegui manter. Por sorte ela respirava forte, estava tossindo, talvez estivesse asfixiada. Rapidamente pego minha amada no colo correndo dali. Mal percebia que ela estava sem a manta que eu coloquei nela, provavelmente se descobriu quando me ajudou com Jasper.

Um alto e ensurdecedor som tocava. Parecia um tipo de campainha. Acho que era o sistema de segurança. Tentava correr rápido para poder sair dali o quanto antes. Ao passar o cartão daquela Pearl na porta eu o deixava por ali mesmo. Minhas asas já apareciam para que consiga subir as escadas mais facilmente. Ao chegar no hall de entrada via vários homens armados, provavelmente seria difícil passar. Ao me ver eles já começavam a atirar. Eu engolia em seco, estranhamente as balas pararam ao ar. Olhava pra minha amada vendo um filete de sangue escorrer do nariz dela, os olhos verdes me focavam. Não pude deixar de notar um pequeno sorriso aos lábios dela. Só queria agradecer, mas teria que sair dali. Uma chuva de balas se iniciava, agora elas caíam ao chão, assustados os homens corriam, me liberando a passagem, consegui voar até a rua, indo rapidamente de volta pra casa.

Não conseguia me sentir tão aliviada por ter chego. Ao ver Pery ensanguentada o pai dela desmaiava. Sério isso? Era inacreditável. Subia as escadas voando, logo chego ao quarto dela. Imagino que ela tenha tirado o metal. Tocava a testa dela, os olhinhos verdes ainda me focavam.

-Como se sente querida?- Perguntava já pegando a gaveta o kit de primeiros socorros, imagino que teria que chamar algum médico também.

-Estou bem. Minha cabeça parece confusa, nem dá pra pensar direito. Obrigado por me salvar.- Ela fechava os olhos.

-Não Pery.. não adormeça. Fica aqui comigo.- Segurava a mão dela, mas era em vão, ela desmaiou. Acho que seria bom eu cuidar um pouco dela e depois chamar Sophia, com certeza ela iria ajudar. Estava me controlando para não surtar, queria chorar, mas segurava, ela precisava de minha ajuda.

Fui então até o banheiro, liguei a banheira com água quente, esperando encher. Ela estava suja de sangue, precisava limpar ela e ver como estava os ferimentos. Logo a despia, tirava os curativos e colocava mesma dentro da banheira, lavo ela delicadamente. Por mais que estivesse acostuma com ela, me sentia envergonhada ao vê-la sem vestes. Seu corpo é bem magro, até um tanto infantil. A febre parecia baixar um pouco, pelo visto as feridas estavam infeccionadas, precisava de cuidados logo. Pra que fique mais confortável a vesti com um short e um top. Aquele arranhão na barriga dela, não era muito profundo, mas estava inflamado, o que era um problema. Corria até Leo, ainda estava inconsciente? Que frouxo. Tratava de dar uns tapas na cara dele.

-Acorda Leo, liga pra Sophia e pede pra ela vir aqui, não tenho o número dela.- Ele acordava assustado com duas marcas vermelhas nas bochechas, apenas acenava de maneira positiva com a cabeça.

Voltava para o quarto, ainda saía um pouco de sangue nas feridas, eu tratava de colocar gazes e curativos, tentava pensar positivo que ela ficaria bem. Após alguns minutos a médica já estava ali.

-Minha nossa o que aconteceu com ela?- Dizia após examinar minha namorada.

-Longa história. Isso envolve cientistas malucos e experimentos. Colocaram um pouco de metal ao copo dela, mas acho que Pery já os tirou.- Não queria explicar, mas contaria a ela sobre aquilo pra saber dos perigos.

-Esperamos que não tenha pego tétano. Vou pegar algumas amostras de sangue pra analisar, espero que esse sangue das feridas sirva por que sinceramente. Será difícil dar pontos nessa pele dela, ainda mais tirar sangue.- A mesma suspira. Já trouxe uma maleta com várias coisas que iria precisar. Ela colocava as luvas.

-Sei de um jeito que pode auxiliar pra você dar os pontos.- Estava disposta a ajudar a médica.

Após algum tempo de cuidados, as feridas já estavam todas tratadas. Iria precisa apenas trocar os curativos e alimentar ela bem. A mesma até me dava um atestado de cinco dias, recomendando que ela não fosse a aula, precisaria descansar. Pegava também o número dela. Pra se acontecer algo eu pudesse ligar.

-Sorte que eu estava em casa quando Leo ligo. Sugiro que faça uma sopa pra ela, precisa comer. A julgar pela febre, ela vai acordar logo, a febre já abaixou bastante. Ahh deixei na cômoda uma receita de remédio pra dor e um anti inflamatório. Um ela toma apenas se tiver com muita dor e o outro é um a cada doze horas. Ela vai sarar rápido.- Descia as escadas com ela ao lado.

-Muito obrigado, você é a melhor médica que conhecemos. Sou muito grata por ajudar minha Pery.- Dava uma abraço nela, a mesma estava sorridente.

-Apenas fiz meu trabalho. Só mais uma coisa, não sei se Leo contou, mas estamos namorando.- Eu sorria negando com a cabeça.

-Parabéns.- Eu dizia, olhava para Leo que desviava o olhar para o carro, pelo visto ia levar ela pra casa. -Aproveita e compra os remédios pra Pery.- Corria até o quarto e voltava com a receita, entregando a ele.

-Certo. Vou precisar pedir algo pra comer?- Nem reparava que já era de manhã, caramba, tinha aula e eu nem dormi, acho que iria faltar naquele dia. Mas logo coloco a cabeça no lugar.

-Ahh não precisa Leo, vou fazer uma sopa.- Demorei mas finalmente consegui responder a pergunta dele.

-Olha, também sabe cozinhar. Não volto pro almoço, cuide bem da minha pequena.- Via ele saindo de carro com a namorada, eu apenas acenava para eles. Ficar sozinha com Pery? Era tudo o que mais queria. Ainda tinha um pouco de adrenalina em meu corpo, aconteceu tanta coisa, acho que quando tudo passar, eu ficarei exausta. Olhava o curativo em meu braço. Provavelmente iria doer um bucado. Melhor eu preparar a sopa antes que Pery acorde, portanto ia até a cozinha.

Não demorava para tudo estar pronto, comia um pouco em uma tigela e logo preparo outra tigela, levando até o quarto. Estava boa de sal, fazia tanto tempo que não fazia sopa que achei que tivesse muito salgada. Ao adentrar o quarto minha Doritinha ainda não acordou, confesso ficar um tanto preocupada. Quase que esqueci de mencionar, Leo passou em casa enquanto eu cozinhava para deixar os remédios, portanto deixei em cima da cômoda para Pery tomar.

Já sentia o cansaço tomar conta, foi quando ouvi um gemido de dor baixo, com certeza era Pery. Aqueles olhinhos verdes olhava pelo quarto confusa, espero que o efeito do que deram a ela já tivesse passado.

-Estou em casa?- Perguntava ela um pouco confusa. Ao ver ela acordar eu já sorria, inclusive ela já estava se sentando a cama.

-Está sim querida. Coma um pouco de sopa.- Já me sentava próximo a ela levando uma colher a boca da mesma. Sem questionar ela comia, ainda estava atordoada, eu supunha. Ela voltava a deitar quando esvaziava o prato.

-Minha cabeça dói um pouco. Ficaria triste se eu dormisse um pouco?- Aquela foi a melhor coisa que ouvi, também queria dormir, mas óbvio que iria ficar acordada pra cuidar dela.

-Claro que não.- Rapidamente eu me deitava ao lado dela. A mesma se encostava em meu braço, estampando um pequeno sorriso.

-Desculpa por isso Lazuli.- Levo a mão aos cabelos dela, acariciando os mesmos.

-Não se culpe.- Completava fechando os olhos, em poucos segundos já estava dormindo, foi mais rápido do que esperava. Estava tão aliviada que estávamos em casa, apesar dos ferimentos, pelo menos consegui dormir abraçada da minha querida Pery.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Aceito dicas, críticas, sugestões e ideias.


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