História Hunt - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias DAY6
Personagens Dowoon, Jae, Sungjin, Wonpil, Young K
Visualizações 13
Palavras 2.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Magia número I


Não conseguia acreditar que já no meu primeiro dia eu tinha quase sido assassinado por um Nephillim e tido uma crise de asma horrível logo em seguida. Eu era definitivamente o cara mais azarado de todo o universo. Ou talvez não, porque depois desse encontro eu finalmente tinha chegado ao colégio que pareceu ter aparecido na minha frente como um passe de mágica, uma hora não havia nada e logo em seguida ele aparecera, como se eu tivesse apenas não prestado atenção direito. Com certeza um bruxo muito poderoso tinha feito aquele feitiço, não consigo nem imaginar quanta energia ele tinha despendido para esconder um espaço daquele tamanho.

Aparentemente eu ainda estava dentro do horário, porque podia ver adolescentes e jovens-adultos vindo de todos os lados, convergindo para a entrada aberta do colégio. Era uma junção maluca de Nephillins descendo dos céus, lobisomens virando homens (ou mulheres) novamente e pessoas mais normais que eu julgava serem os bruxos. Nunca tinha visto tantos seres sobrenaturais juntos em um mesmo lugar, nem mesmo nas festas ridiculamente extravagantes da minha família.

Sem saber muito para onde ir, ou o que fazer, decidi acompanhar o fluxo até onde parecia ser um ginásio. Se eu tivesse permanecido com os três Nephillins da floresta talvez eu não estivesse me sentindo tão nervoso, mas eu decidi ir na frente e agora lá estava eu: tremendo mais o que nunca. Ouvi algumas línguas diferentes sendo faladas e, por um segundo, achei que não havia ninguém que falasse a minha. Ninguém tentou contato comigo e eu tampouco o fiz com alguém, mas me arrependi pela segunda vez em dez minutos de não tê-lo feito, pois ao entrar no ginásio todos os lugares pareciam estar guardados ou já ocupados.

Olhei para os lados, procurei algum vazio e no lado esquerdo, na ultima fileira ao lado de um cara de cabelos brancos havia uma cadeira sendo ocupada por uma mochila. Respirei fundo, ajeitei minha mochila nas costas e fui até ele. Sua música estava tão alta nos fones que, mesmo com todo aquele barulho, eu era capaz de ouvir a batida pesada. Coloquei minha mão em seu ombro e senti ele enrijecer embaixo do meu toque.

“Oi, posso me sentar aqui?” perguntei, com um sorriso.

Sua boca abriu algumas vezes, como se ele tivesse vendo uma pessoa de perto pela primeira vez. Olhou-me de cima a baixo e inclinou a cabeça para o lado, confuso.

“Está falando comigo?”

Foi inevitável rir. Era óbvio que eu estava falando com ele, como era possível que ele achasse que eu não o estava fazendo? Mas ele pareceu não aceitar bem a minha risada, demonstrando que a pergunta era séria.

“Estou sim. E aí, posso?” apontei para a cadeira.

“Por quê?” olhou para a cadeira e depois para mim, ainda sem entender algo que para mim era simples. Aquilo estava me irritando.

“Porque eu não consigo achar nenhum outro vazio, posso ou não posso?”

Completamente a contra gosto o garoto tirou a mochila do lugar e permitiu que eu me sentasse, mas fora isso evitou qualquer tipo de contato comigo, ainda que me olhasse de tempos em tempos como se eu fosse algum tipo de alienígena e ele não conseguisse entender o porquê de eu estar ali. Respirei fundo, esforçando-me para ignorá-lo. Ótimo, Jae, você está perto do maior esquisitão do mundo. Sua falta de sorte é admirável.

Com um estralar de dedos fiz um copo gelado de refrigerante aparecer em minhas mãos e me senti aliviado de poder segurar a estrutura fria entre meus dedos. Antes que eu pudesse bebê-lo, no entanto, o copo se desfez em minhas mãos e uma voz firme ribombou por todo o ginásio.

“Não é permitido usar seus poderes fora das aulas. Essa é a primeira regra para todos vocês.”

Por mais que eu estivesse dezenas de fileiras longe do enorme palco lá na frente, tinha certeza que o cara que estava lá em cima estava olhando diretamente para mim (bem como todos os outros alunos). Senti minhas bochechas ficarem vermelhas e me encolhi na cadeira, tentando fazer-me de desentendido.

Por cerca de quarenta minutos, ficamos sentados naquelas cadeiras desconfortáveis ouvindo uma homilia incessante e extremamente entediante. O diretor, como eu viera a descobrir segundos depois de ter sido chamado a atenção na frente do colégio inteiro, fez questão de passar todas as cento e dez regras pessoalmente para todos nós, coisas que iam desde voltar para os dormitórios no máximo as onze horas da noite até não ser permitido que os lobisomens devorassem seus colegas.

Não sei qual era o problema do cara sentado ao meu lado, mas durante todo o discurso ele sustentou uma expressão debochada enquanto mexia em seu celular, ou isso significava que ele estava ali há muito tempo ou que ele era um completo babaca. Talvez as duas coisas. O que me estava me incomodando mais do que o monólogo do diretor e o cara do meu lado, no entanto, era a energia que eu sentia vindo das pessoas que estavam sentadas comigo naquela fileira.

Era estranho, não sei bem como explicar, era como se uma massa densa e sufocante de uma poeira preta estivesse voando ao redor dos corpos deles, mas principalmente das cabeças. O problema é que era só com eles, mais ninguém em todo o ginásio carregava aquela energia negra ao redor. Reconhecia na maior parte daquelas pessoas a massa branca, às vezes um pouco cinza, que representava os bruxos brancos e outra porcentagem que possuía uma tonalidade esverdeada, puxando um pouco pro marrom, eu julgava serem os lobisomens. Além desses, conseguia identificar uma energia brilhante, um tom prateado, que eu tinha certeza que pertencia aos Nephillins. Eu nunca tinha visto aquele tom de energia escura antes.

A energia parecia estar penetrando todos os poros do meu corpo, consumindo-me por dentro, deixando-me com falta de ar e um cansaço estupendo que eu não sentia nem nas aulas de basquete que fizera durante o ensino médio. Sentia que a qualquer momento minha garganta trancaria e eu não poderia mais respirar. Era diferente de uma crise de asma, uma sensação nova e mil vezes pior porque eu tinha a certeza que eu não ia conseguir resolver isso com uma bombinha de ar. Ela viera do nada, estava tudo bem e tão eu estava mal, sentindo todo aquele peso. Era como ficar bêbado, você bebe, bebe, bebe e parece estar bem até dar um estalo em seu corpo e, do nada, você estar andando e falando torto, completamente cozido.

Apoiei as mãos nos joelhos, olhando para o chão com os olhos arregalados. Parecia que alguém estava arrancando a minha alma de dentro de mim e eu estava lá assistindo sem poder reagir. Minha cabeça latejava a ponto de fazer minha visão girar. Que maldito colégio é esse?! Por que isso está acontecendo comigo? O que eu fiz de tão errado? Ninguém parecia notar que eu estava prestes a desmaiar, aliás todo mundo estava tão alheio a mim que parecia que eu estava sozinho naquela imensidão de energias e uma única voz distante que eu sabia que pertencia ao diretor.

Dois dedos, frios e calejados, pousaram no topo da minha nuca e aplicaram pressão ali. Imediatamente senti o ar entrando em meus pulmões normalmente e posso jurar que senti minha alma sendo reconectada ao meu corpo com um clique. Pisquei algumas vezes, adequando minha visão novamente, puxando o ar pela boca, apavorado. Senti o cara dos cabelos brancos se movimentar e tirar as mãos de mim e logo em seguida levantar e ir embora junto com todos os outros “portadores da energia negra” e alguns outros alunos. Pelo jeito o discurso tinha acabado.

“Olha se não é o bruxinho da floresta!”

Percebi alguém se aproximando de mim e desviei meu olhar da direção em que aquela pessoa tinha seguido. Não estava 100% consciente para falar a verdade, mas pude reconhecer os nephillins que me salvaram e o que quase me matou se aproximando. Sustentavam sorrisos reluzentes em seus rostos e a energia prateada ao redor deles pulsava tão fortemente que estava afetando a minha cabeça, dando-me dor.

“Você está bem?” Sungjin abaixou-se para ficar a minha altura e olhou fundo nos meus olhos como se ele pudesse ver através deles. “O que aconteceu com a sua alma? O que você fez?” perguntou com um tom inquisidor. Segurando meus ombros, olhando mais fundo ainda dentro de mim.

“Como assim o que eu fiz? O que tem a minha alma?” pisquei algumas vezes, acostumando-me com a luz que emanava deles, finalmente conseguindo discernir as expressões preocupadas deles. “O que quer dizer com alma?!”

Sungjin virou-se para os amigos que balançaram a cabeça como se dissessem que não sabiam o que fazer e, com um suspiro, olhou-me novamente e aproximou um dedo no espaço entre as minhas sobrancelhas. Pude ver uma pequena bolinha prateada sair de seu dedo e penetrar a minha cabeça, imediatamente me causando uma sensação de leveza, retirando todas as dores e a sensação de que meu corpo estava morrendo por dentro.

“Melhor agora?”

“Sim... o que você fez comigo? O que tem a minha alma? Por que estou me sentindo assim?” levantei-me, acompanhando os três para fora do ginásio com todo o resto dos alunos.

“Digamos que eu te dei uma espécie de analgésico.” Sungjin respondeu apenas parte de minha pergunta e aquilo me irritou. Segurei seu braço e o fiz parar. Entendendo que eu não estava satisfeito com a resposta, parou e me olhou com uma expressão que eu não consegui decifrar.

“Então... minha alma?” repeti.

“É como se ela não estivesse aí. Parte dela está, por isso você estava se sentindo tão mal... mas está incompleta.”

“Hã? Quê? Do quê você está falando?!” Esse cara só podia ser maluco! Alma nenhuma some de uma hora para outra... esse papo maluco não fazia sentido nenhum!

Sungjin fez um sinal para os amigos seguirem em frente e puxou-me para longe da massa de pessoas até um banco feito de ferro retorcido. Fez com que eu sentasse e em seguida começou a me fazer perguntas.

“Qual o seu nome?”

“Park. Park Jaehyung.”

“Quantos anos você tem?”

“Vinte e dois.”

“O que você fez para estar aqui?”

“Várias coisas...”

Sungjin não parecia muito preocupado com isso, acredito que tenha perguntado apenas por perguntar.

“Você já conviveu com outras pessoas que não fossem da sua raça antes?”

“Sim, com humanos antes, mas-”

“Estou falando de Nephillins, Lobisomens... demônios...”

“Demônios?!”

O garoto respirou fundo, seus ombros descendo e subindo em um movimento quase teatral. Parecia decepcionado, mas não surpreso. Era como se ele já imaginasse que eu não iria saber do que ele estava falando.

“Quem estava sentado do seu lado no ginásio?”

“O que isso importa? Quero saber que história é esse de terem roubado parte da minha alma!”

“Importa, e muito. Quem era?” aprofundou o olhar, fazendo-me me encolher.

“Um cara de cabelos brancos e umas pessoas esquisitas. Não sei quem eram, só sei que eles possuíam uma energia negra acumulada ao redor deles. O que isso tem a ver?”

Já estava pressentindo para onde essa história estava caminhando, senti um frio percorrer minha espinha e meu corpo inteiro ficar arrepiado. Ele só podia estar brincando comigo!

“Young Hyun...” murmurou, a voz carregada de raiva. “Olha, não sei da onde você veio e porquê diabos é tão ignorante quanto ao seu próprio mundo.” Ouch! “Mas existe um motivo para ninguém chegar perto daquele grupo de pessoas em particular, ou você não percebeu que todo mundo estava evitando ficar perto deles?” agora que ele havia comentado... realmente tantas pessoas passaram por aquele lugar, mas nenhuma delas quis ocupá-lo antes de mim. “Eles são demônios, Park Jaehyung, a energia deles vem da magia negra. Eles sugam a energia e a alma de outras pessoas para ficarem mais fortes. Se você não for demônio, eles vão te sugar até você morrer. Porque é assim que eles conseguem continuar vivendo. A maioria deles se alimenta de animais e humanos que estão muito doentes, mas quando se trata de outros seres sobrenaturais o processo de transferência de energia é praticamente imediato se você não estiver protegido.”

“Você está insinuando que eu tive parte da minha alma sugada por um demônio?!” minha voz saiu esganiçada e pela primeira vez senti realmente um vazio dentro de mim, como se eu pudesse sentir que faltava uma parte mim.

“Não estou insinuando nada, estou afirmando. Não posso acreditar que te mandaram para cá sem um amuleto!” Sungjin mexeu perto da região de seu pescoço e de lá puxou a corrente de um colar que sustentava como pingente um diamante negro que parecia pulsar internamente. “Isso, Park Jaehyung, é um amuleto. É enfeitiçado para repelir magia negra, se você estiver usando um desses nenhum demônio pode fazer nada com a sua alma ou sua energia. Cada ser sobrenatural tem o seu próprio. Não precisa ser um colar, pode ser um anel, um bracelete, uma tatuagem (apesar dessas serem muito difíceis de se possuir uma vez que são as mais resistentes e, portanto, as mais caras). Ninguém nunca te falou sobre isso?” balancei a cabeça em sinal negativo.

“Eu vivia em uma comunidade muito fechada, só com outros bruxos brancos e humanos. Sabia que existia outros seres sobrenaturais, mas nunca convivi com um ou vi um de perto. E, bem... meus pais não são muito do tipo que gostam de conversar. Tudo que eu sei aprendi sozinho.” Finalmente tinha conseguido retirar uma expressão surpresa de Sungjin. “Como eu faço para conseguir um?” apontei para o colar que pendia no pescoço de Sungjin.

Ele segurou a pedra entre as mãos e parecia que um filme estava passando em sua cabeça, uma aura nostálgica instaurou-se ao seu redor e eu achei que ele tinha esquecido sobre mim. Até que ele voltou a olhar-me e guardou o colar embaixo da blusa.

“Um demônio precisa te dar um. A maioria dos seres sobrenaturais tem esses amuletos como herança de família de tempos antigos, lembrança de algum momento em que a família fez um acordo com algum demônio e em troca ganhou o amuleto. Normalmente essas peças vem de algo maior, um pedaço de ouro, um jarro de tinta, um livro... e dessas peças maiores as famílias as transformam em várias menores para distribuir entre eles.”

“A sua é herança de família também?”

Subitamente a expressão de Sungjin se modificou e ele ficou sério, como se eu tivesse tocado em um assunto muito delicado para ele.

“Não. Minha família não tem nada a ver com o meu amuleto. Ele foi um presente... de uma pessoa do passado.”

Senti que ele não queria falar mais do que já havia falado e por isso não insisti, mudando de assunto para o que realmente estava me preocupando no momento.

“E como eu faço para recuperar essa parte da minha alma?”

“Bom...” Sungjin ficou em pé. “Primeiro vamos ter que achar o demônio que a levou embora.” 


Notas Finais


Lição do dia: não sentar ao lado de demônios sem estar usando um amuleto.
Eu e Sungjin estamos chocados com a inocência de Jaehyung de ir para o reformatório sem proteção... hahaha
Estou postando tudo o que posso, aproveitando que hoje eu estou com tempo!

Espero que tenham gostado!

Chu~~


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