História Hunt - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias DAY6
Personagens Dowoon, Jae, Sungjin, Wonpil, Young K
Visualizações 14
Palavras 3.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Magia número II


Durante o caminho até o prédio que continha todos os quartos, Sungjin me explicou como o colégio funcionava, a organização das aulas, me deu uma visão geral sobre os nossos professores e o que cada um tolerava (ou não). Informou-me sobre a festa que aconteceria em uma hora e que todo mundo tinha que comparecer, mas era a única festa do universo que todo mundo odiava ir. Quando atravessamos a porta de entrada do prédio antigo de cinco andares, Sungjin colocou uma mão em meu braço, mantendo-me próximo ao seu corpo.

“O quê? O que houve?” perguntei, baixinho, aproximando-me mais ainda do corpo dele, com medo do que pudesse estar acontecendo.

“Acho que eles já sabem que você está desprotegido.” Apontou com a cabeça para um grupo de demônios que estavam reunidos próximo a uma máquina de bebidas. Eles olhavam para mim como se eu fosse uma pobre lebre e eles um bando de leões (não era, na realidade, uma metáfora muito longe da realidade). “Não saia do meu lado, tudo bem?”

“Sem problemas!” exclamei, um pouco animado demais, ficando constrangido no segundo seguinte.

“Ok, vamos subir eu vou te levar até o seu quarto. Você sabe o número?”

Pensei um pouco, revirando minha memória atrás das indicações de meus pais e do momento em que eles me disseram as minhas informações pessoais relacionadas ao colégio.

“155... eu acho.”

‘Eu acho’ não era a resposta que eu esperava, mas tudo bem.”

Existiam dois caminhos: um que levava para o subsolo do prédio e um que subia para os outros cinco andares do prédio. Foi impossível deixar de notar que, diferente da entrada dos outros andares, o subsolo era fechado com portas reforçadas de ferro e com trancas elétricas. Parecia a porta de um cofre, tão resistente que chegava a ser perturbador. E me levava a pensar que tipo de coisa eles guardavam ali para precisar de tamanha segurança.

Sungjin notou a minha curiosidade e acompanhou o meu olhar, parando na base das escadas que eu presumia que iríamos subir.

“Aquela ali é a entrada para os dormitórios dos demônios.” Arregalei os olhos para ele pela milésima vez naquele dia e, diante da minha surpresa, continuou. “Uma medida de segurança do colégio. Demônios são seres imprevisíveis, eles mesmos concordaram com essa enorme porta de ferro. As trancas são encantadas e durante a noite dois seguranças ficam parados em frente a ela. Ninguém entra, ninguém sai.”

“Isso não é um pouco demais?”

Voltamos a caminhar, subindo os degraus. Sungjin riu soprado, olhando-me de soslaio.

“Metade da sua alma acabou de ser roubada e você está me perguntando se isso não é demais? Você é realmente um bruxo bem peculiar.”

Park apontou para a primeira bifurcação das escadas e disse que ali era o andar dos lobisomens, todos os quartos eram ocupados pelos metamorfos. Do lado direito ficavam os quartos das meninas e do esquerdo os meninos e isso era unânime para qualquer um dos andares. A segunda bifurcação pertencia aos Nephillins, era ali que ele dormia. Informou-me o número de seu quarto para caso eu precisasse de sua ajuda em algum momento. Aparentemente ele o divida com um outro Nephillim chamado Jaebum e este mal ficava lá, deixando o quarto apenas para Sungjin. O terceiro andar era o que guardava os quartos dos bruxos, portanto o nosso destino. Antes que virássemos para o lado esquerdo, Sungjin apontou para os dos últimos andares indicando o quarto como o andar dos professores e do diretor e o último como o andar da biblioteca.

“Sempre que eu não estiver em meu quarto e não for horário de aulas, pode ir na biblioteca que eu estarei lá. Ela é maravilhosa, Park Jaehyung, tem milhares e milhares de livros. Vários sofás e divãs e também cabines individuais ou para grupos de estudo.”

Soltei uma risadinha involuntária. Ler não estava na lista de coisas que eu mais gostava de fazer, mas ver a empolgação de Sungjin fazia-me até ter vontade de visitar o lugar, mesmo que fosse apenas para dormir em um dos sofás.

Finalmente entramos no corredor dos quartos que era suficientemente largo e comprido para comportar uns cinquenta alunos que andavam para lá e pra cá colocando as coisas em seus quartos, invadindo quartos alheios e fazendo escândalo no geral. Meu quarto ficava no meio para o final do corredor e era um dos poucos que não tinha a porta aberta. Olhei para Sungjin um pouco preocupado e ele me deu um sorriso tranquilizador, dando-me coragem para bater na porta e depois abri-la.

Assim que você entrava no quarto a primeira coisa que via era um par de camas, cada um ocupando um lado do quarto e entre elas, encostadas na janela estavam também um par de criados mudos com um par de luminárias em cima deles. Havia um guarda roupa de cada lado da porta e entre as camas o chão era ocupado por um tapete branco que aparentava ser bem fofinho. Deitado na cama da esquerda estava um garoto com cara de poucos amigos, mexendo no laptop em seu colo.

“Ah, é você que está ocupando o 155 esse ano, Jungkook!” Sungjin exclamou e imediatamente o garoto fechou o computador, levantando da cama para dar um abraço no nephillim ao meu lado. “Por que sua porta está fechada?” Jungkook sorria para ele e parecia não ter percebido que eu estava ali. Pigarreei e Park finalmente me apresentou. “Esse é Park Jaehyung, seu colega de quarto. Seja legal com ele!”

Jungkook olhou-me sério e, quando achei que ele iria me ignorar, abriu um sorriso tão grande quanto o que ele tinha dirigido para Sungjin e me deu um abraço apertado.

“Muito prazer cara, é bom saber que eu não vou dividir o quarto com Taehyung esse ano. Sou Jungkook é o meu segundo ano aqui, e você? Acho que nunca te vi por aqui...”

“É meu primeiro ano. Quem é Taehyung?”

“Meu melhor amigo idiota. Por isso que a minha porta estava fechada, não queria falar com ele hoje. Nós brigamos ontem, antes de vir pra cá.”

Sungjin e eu entramos no quarto e Jungkook fechou a porta atrás de nós novamente  apenas com um movimento das mãos.

“Achei que não pudéssemos usar magia fora das aulas.” Comentei, sentando na cama oposta a de Jungkook.

“Não podemos, mas não é uma coisa como essa que vai me fazer levar um puxão de orelha dos inspetores.”

Sungjin sentou-se ao meu lado e por alguns segundos apenas ficamos olhando para a cara um do outro, sem saber o que falar. Por fim, Park levantou, disse que eu deveria desfazer as malas e arrumar minhas roupas no guarda roupa e que em cerca de uma hora ele estaria de volta para irmos à festa. Em um movimento rápido, Sungjin me abraçou e sussurrou no meu ouvido para que eu não comentasse com ninguém o que tinha acontecido comigo e que a magia que ele havia colocado em mim iria durar cerca de 24 horas, permitindo que eu ficasse normal (ou o mais normal que se pode ficar quando metade da sua alma não está mais em você) por um pequeno período.  

“Você se importa se eu colocar uma música?” Jungkook perguntou, deitando-se novamente, trazendo seu computador para seu colo.

“Não, de forma alguma. Será que eu posso usar magia para arrumar minhas coisas?”

Ele riu e, como que para responder a minha pergunta, apontou um dedo para sua própria mala e traçou um caminho dela até seu próprio guarda roupa fazendo todas as roupas saírem de dentro da bolsa e se arrumarem dentro do móvel em alguns minutos. Dei de ombros com um sorriso nos lábios e me sentei na borda da cama, colocando minha mochila aos meus pés. Posicionei uma mão de cada lado, agarrando o tecido com meus dedos. Fechei os olhos e quando os abri novamente a mochila tinha se transformado ao que era realmente: um conjunto de duas malas de rodinhas grandes e mais três menores.

“Belo feitiço.” Jungkook comentou, observando-me por cima do computador.

“Obrigado. É bem simples... dá pra usar com quase tudo.” E imitando o gesto anterior de meu colega de quarto todas as minhas roupas foram guiadas pela magia até meu guarda roupa.

A música que ele escolhera para tocar era uma música pop que tocava o tempo todo nas rádios e aquilo só me fez gostar mais dele: não era um cara com frescuras para músicas. Sei que eu provavelmente estava abusando da quantidade de magia que eu poderia usar por dia, mas decidi trocar as cores do jogo de cama para um tom laranja bem vivo e meu travesseiro para um de material mais macio e confortável. Pela primeira vez no dia tirei meu celular do bolso da calça jeans que eu usava e ao perceber que eu não tinha trocado de roupa ainda, encostei a ponta dos dedos no jeans e depois no moletom e os transformei em um conjunto de pijama confortável, vendo Jungkook fazer o mesmo em seguida.

“Você é bem confortável para usar a sua magia...” comentou, trocando a música para outra também pop.

“Por que eu não seria? Eu sou um bruxo afinal de contas...”

“A maioria de nós tem algum tipo de bloqueio para usar... muitos de nós temos traumas relacionados a nossa magia e somos incapazes de usar ela ou de controlar os poderes.” Suspirou. “Eu também tinha, mas eu consegui me livrar dele.”

Não havia nada importante em meu celular, apenas mandei uma mensagem para meus pais avisando que eu estava bem e que tinha chegado em segurança, optando por deixar de lado toda a história com o demônio. Coloquei o aparelho embaixo de meu travesseiro e deitei-me de lado, olhando para o garoto que dividia o quarto comigo.

“O que te trouxe aqui?” perguntei.

“Uma longa história... e patética também.” Deu um sorriso amarelo e vendo que eu queria saber qual era essa longa história ele continuou. “Quando eu tinha dezoito anos me apaixonei por um humano. Ele era meu veterano na faculdade e era a pessoa mais querida, gentil e educada do universo. Sempre me dirigia um sorriso, mesmo que estivesse longe e estava sempre preocupado com a minha saúde, com o meu humor e essas coisas. No verão daquele ano nós estávamos numa viagem da faculdade, hospedados em um hotel fazenda muito bonito. Esse meu veterano já tinha demonstrado de várias formas diferentes durante a viagem que estava esperando que eu tomasse alguma atitude em relação a ele e na noite do penúltimo para o último dia eu o chamei para irmos até o píer do hotel. O céu estava lindo, bem limpinho, cheio de estrelas a lua estava tão linda quanto ela podia ser. Seu reflexo brilhava no lago e eu não podia estar mais feliz. Meus pés estavam mergulhados na água e eu estava com o resto do corpo deitado, olhando para o céu. Fiquei uns dez minutos esperando, sozinho. Quando ele finalmente chegou, estava com uma expressão horrível, e aquilo partiu meu coração. Quis saber o que tinha acontecido com ele, mas ele não me contou. Com uma voz embargada ele me pediu que eu fizesse ele se animar, ficar feliz e, desesperado do jeito que eu estava, a primeira coisa que eu pensei foi usar magia para distraí-lo. O problema foi que na época eu não sabia controlar minha magia direito e eu tentei fazer algo que ia além das minhas capacidades. A próxima coisa que eu me lembro é de estar fazendo massagem cardíaca nele, tentando fazer ele voltar a respirar. Não me lembro como eu fiz ele se afogar, mas me lembro claramente do olhar enojado que ele dirigiu a mim quando voltou a consciência. O Conselho apareceu meia hora depois, apagou a memória do meu veterano e me trouxe para cá. Três anos de reformatório.”

“Uau...” foi a única coisa que eu fui capaz de dizer. Se eu lhe constasse meus motivos ele com certeza riria de mim, eu era tão fútil perto dele e de seus motivos. Ele tinha vindo parar aqui por amar demais alguém e eu por ser um babaca que usava magia para tudo. “Foi assim que você criou seu bloqueio?”

“Uhum... veja, eu quase matei o meu primeiro amor. E, sinceramente, eu não sou uma exceção aqui. Muitos de nós estão aqui por motivos semelhantes.”

“E como você superou?”

Eu estava interessado na resposta, mas estava mais interessado ainda em desviar a atenção dele o máximo possível de mim mesmo, porque eu estava com vergonha de falar sobre mim. Jungkook sorriu e eu pude ver um brilho diferente em seus olhos.

“Eu me apaixonei de novo. Pela pessoa certa dessa vez.” Olhou para o anel em seu dedo anelar direito, provavelmente lembrando do rosto do amado. “Você vai conhecer ele logo, logo. Ele também está aqui.”

Como se eles tivessem combinado, cerca de dez minutos depois um garoto com cabelos cor de algodão doce rosa entrou no quarto e, depois de me cumprimentar com um olá alegre, foi até Jungkook e o beijou, abraçando-o com força depois. Gostaria de dizer que tinha ficado constrangido com a cena, mas não cheguei nem perto de ficar. O amor deles era palpável e aquilo só conseguia me fazer sorrir.

“Vejo que não está dividindo o quarto com o Tae esse ano.”

“Não. Jimin, esse é Jaehyung, Jaehyung esse é Jimin, meu namorado.”

Jimin sorriu novamente e eu devolvi o sorriso com um meneio de cabeça.

“Por falar no Tae... você viu ele por aí?”

Jimin deu uma risadinha e abraçou seu namorado de lado, bagunçando seu cabelo.

“Achei que você estivesse bravo com ele...” Jungkook deu um soquinho em seu braço. “Ele está no 161, com o meu irmão. Quer ir lá? Yoongi não para de reclamar para mim por celular que Taehyung está insuportável, falando o quando ele quer falar com você mas não vai engolir seu próprio orgulho e vir atrás de você primeiro.”

“Você se importa se eu der uma saidinha?” Jungkook virou-se para mim, com uma expressão preocupada no rosto.

“Claro que não, pode ir.” Apontei para a porta com a mão e depois de breves despedidas o casal deixou o quarto.

Os dois pareciam ser pessoas legais e eu estava aliviado de ter pego um quarto com alguém simpático e que não tinha problemas com o terceiro sexo. Anotei mentalmente a próxima pergunta que gostaria de fazer para Jungkook: o que tinha levado Jimin e seu irmão, Yoongi, a estarem ali.

Fui acordado por Sungjin tempos depois, Jungkook não estava no quarto e pelo vento frio que vinha da janela estava quase de madrugada já. Muito mais de uma hora já tinha se passado.

“Você demorou...” comentei, sentando-me.

Cocei meus olhos, tateando atrás de meus óculos redondos, sem eles eu não era capaz de enxergar nada.

“Tive alguns problemas para deixar meu dormitório. Vamos, temos que ir logo se quisermos encontrar o demônio. Está quase na hora deles voltarem para seu dormitório e se isso acontecer só vai poder ver eles segunda feira e eu não sei se você vai agüentar até lá depois que minha magia se for.”

Deixei meu quarto depois de mudar minhas roupas novamente e, diferente da primeira vez que estive naqueles corredores, não havia ninguém mais por ali. Todos estavam na festa de boas vindas. Era um silêncio que chegava a ser assustador porque eu era capaz de ouvir a construção inteira estalando depois de ter dilatado durante o dia e agora estar se comprimindo ao estado normal.

Sungjin mantinha um ritmo rápido que estava difícil para eu acompanhar visto que eu estava acordado há apenas cinco minutos. Ao perceber que eu não estava conseguindo acompanhá-lo, Park passou o braço por minha cintura e alçou vôo. Um grito ficou preso em minha garganta e eu só voltei a respirar novamente quanto ele aterrissou na porta do ginásio onde uma música alta tocava. Quando ele tinha dito que ninguém gostava da festa eu achei que ele estivesse brincando, mas ao ver todos os alunos sentados no chão, nas arquibancadas ou encostados na parede eu percebi que realmente aquele lugar era um tédio.

Pude avistar Jungkook, Jimin e mais alguns meninos com eles próximo da mesa com bebidas. Agora eu podia perceber a divisão entre os alunos e ter uma noção geral das inevitáveis panelinhas. Um grupo só de Nephillins, um só de bruxos brancos, um só de lobisomens e mais uns dois ou três misturados. Perto do palco onde antes estava o diretor dando seu entediante discurso, estavam o que eu imaginei que fossem os demônios. Por mais que estivessem todos juntos em um único lugar nenhum deles falam entre si, mas também não pareciam desconfortáveis por isso.

Não foi difícil encontrar o garoto de cabelos brancos que sentara ao meu lado no começo da recepção dos alunos. Ele estava encostado no palco, os braços cruzados, olhando para o chão para algo que parecia ser muito interessante. Agora que eu podia dar uma boa olhada nele, conforme Sungjin me compelia para mais próximo dos demônios, percebia que não só a energia dele era negra como suas roupas também eram todas pretas. Usava calças jeans pretas rasgadas e surradas, uma camiseta preta, uma jaqueta de couro preta, coturnos pretos. E, como se não bastasse, seus acessórios também eram pretos: um bracelete de couro, um anel prateado com uma enorme pedra preta que se assemelhava a pedra que Sungjin carregava no pescoço e um colar que ia até a metade de seu tronco com uma enorme cruz prateada preza a corrente.

“Por que ele está carregando uma cruz? Isso não é um pecado para um demônio?” sussurrei.

“Não se deixe levar pelas histórias que você ouviu, Park Jaehyung. Símbolos sagrados são apenas para os humanos, eles não fazem nada contra nós.”

Quando estávamos há dois metros de distância do grupo, Sungjin me mandou parar e esperar por ele. Eu podia ver a energia prateada dele brilhando cada vez mais forte, como se ele estivesse criando uma barreira protetora ao redor dele. Estava ansioso, meu coração batia tão forte que estava doendo. Ele chegou perto do cara e eu não precisava estar do lado dele para saber que seu tom de voz era baixo e rude, pois a expressão que o demônio fez foi de puro desgosto e ultraje. Os outros demônios apenas assistiam a cena, sem a mínima vontade de interferir. Trocaram algumas frases antes de ambas as vozes aumentarem o tom e eu ser capaz de ouvir um pouco da conversa.

“Por que você está fazendo isso?” ouvi Sungjin perguntar, sua voz parecia magoada. Definitivamente tinha algo mais ali que eu não estava sacando.

“Eu não fiz isso, Sungjin! Eu salvei o garoto!” o demônio exclamou.

“Não minta para mim, Young Hyun! Eu estou vendo ele em você.” Sungjin agarrou os ombros de Young Hyun e, a essa altura, eles já começavam a atrair a atenção de algumas pessoas ao redor.

“Park Sungjin, você não tem mais esse direito! Tire suas mãos de mim agora!” Young Hyun fez um movimento com as mãos, soltando-se de Sungjin e ao olhar seu rosto, assustei-me ao ver seus olhos completamente negros.

Antes que Young Hyun pudesse fazer algo contra Sungjin dois bruxos mais velhos que eu julguei serem professores, aproximaram-se da cena e com um feitiço preciso, ataram as mãos do demônio e do Nephillim com uma espécie de corda feita de energia branca.

“Park Sungjin! Kang Young Hyun! O que vocês pensam que estão fazendo?” Uma senhora vestida elegantemente, aproximou-se dos dois. Fora ela quem tinha invocado as algemas e, pelo comportamento dos demônios ao redor, ela era muito poderosa, porque só de ouvir a sua voz eles se encolheram e se dispersaram. “O que foi que deu em vocês dois? Estão querendo aumentar a sentença para mais cinco anos?” a mulher levou dois dedos para o lado de seu próprio pescoço e quando tornou a falar sua voz estava centenas de vezes mais alta, ecoando pelo ginásio. “A festa acabou, todos de volta para seus dormitórios.”

Os alunos não precisaram de um segundo aviso, em movimentos rápidos todos já estavam fora do ginásio e apenas os professores, eu, Sungjin e os demônios restavam. Sungjin olhou-me por cima do ombro e eu entendi que ele pedia que eu fosse embora. Ao ver todos aqueles professores e os demônios fiquei com medo do que fariam comigo, do que iria acontecer se eles soubessem o que estava acontecendo dentro do meu corpo. Por algum motivo, que eu mesmo desconheço, dei meia volta e corri o mais rápido que eu pude.

E se eles estendessem a minha pena? E se eles tirassem meus poderes? E se Sungjin fosse punido? Todas essas coisas passavam por minha cabeça. Quando cheguei ao prédio dos dormitórios pude sentir que o clima estava muito mais leve lá do que dentro do ginásio e que a curiosidade estava em todos os pequenos cantos daquele hall. Ninguém prestou atenção em mim e eu juro que eu pretendia ir para o meu quarto e aproveitar que não tinham percebido que eu estava envolvido... mas a porta do dormitório dos demônios estava aberta e eu precisava tomar uma atitude.

Fui andando com calma, fingindo-me de desentendido, olhando discretamente para ver se alguém tinha me notado. Faltava meio metro, trinta centímetros. Estava dentro. O corredor era escuro e eu não tinha onde me esconder a não ser no espaço atrás da porta de ferro. Agora que eu estava ali não sabia o que faria em seguida. Parabéns, Jaehyung seu primeiro dia e você já veio parar no inferno. Eu e minha incrível estupidez. O que eu faria agora? Iria ficar ali? Esperando o demônio que sugou minha alma aparecer? E fazer o que depois? Gritar “bú” na cara dele?

Minha coragem se esvaiu. Com uma respiração profunda saí de meu esconderijo e-

“Espera! Ei! O que voc-”

“Cala a boca, seu idiota!”

E, antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Young Hyun já tinha me puxado para dentro de um dos quartos e fechado a porta atrás dele, impedindo-me de fugir. 


Notas Finais


Eu sei que tá acontecendo muita coisa ao mesmo tempo, mas é assim que é pra ser. Essa fic vai ter um ritmo acelerado para combinar com o jeito elétrico do Jae.
Lição do capítulo: nunca entre no dormitório de demônios se não quiser encontrar com um.

Espero que esteja legal! hehehe

Chu~~


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