História Hurdles - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 82
Palavras 2.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Pessoal, desculpem a demora para postar, estou ficando bastante ocupada de novo, então postarei sempre que possível, boa leitura <3

Capítulo 8 - Eu sinto sua falta


Lauren POV

         Eu passei meses sem notícias dos meus pais, meses sem ouvir aquela voz doce de minha mãe, meses sem um mísero sinal de vida dos dois e agora ela simplesmente liga para meu escritório e age como se nada tivesse acontecido. Será que ela sentia minha falta? Porque por Deus como eu sinto falta deles.

- Mãe? – Minha voz estava um pouco chorosa e embargada. Eu não queria demostrar sentimentos, mas fui totalmente pega de surpresa.

- Filha, que saudades! – Ótimo, ela sente minha falta. – Como estão as coisas aí na empresa? Você e o Cris estão cuidando de tudo direitinho? Como ele está? Ele vem te causando problemas?

- Calma, mãe, vou me perder no meio de tantas perguntas – Ela pediu desculpas rindo – Cris está até responsável ultimamente, acho que meu maninho está finalmente crescendo e a empresa está melhor do que nunca, logo ocorrerá a premiação da melhor empresa do ano e tenho quase certeza que levaremos o prêmio mais uma vez, apesar de a Cabello’s estar indo bem esse ano... – Eu disse

- Nós sabíamos desde o início que você não nos decepcionaria, Laur, mesmo com todos que trabalhavam com seu pai serem de confiança, ele preferiu que a própria filha assumisse seu lugar na empresa, você nos deixa orgulhosa, meu amor. E falando nos Cabello’s, como está Camila? – Perguntou

- Hum... tudo bem com ela, Alejandro praticamente exigiu que ela fosse trabalhar na empresa dele para já ir treinando e no futuro comandar todo aquele lugar, mas eu não quero falar daqui. Eu quero saber de vocês. Onde estão? Queria muito falar com meu pai – Pedi e ouvi um suspiro em reprovação do outro lado da linha. Não entendi muito bem.

- Seu pai está descansando agora, querida, não vai poder falar com você, desculpe, mas ele está bem. – Por que não sinto firmeza em sua voz? – Hoje estamos bem perto de onde a Tay está fazendo intercâmbio, mas amanhã já partiremos para outro lugar, então não adianta nem você salvar esse número. – Disse aparentemente um pouco triste. Eu fiquei triste também, queria ligar mais uma vez e poder falar com meu pai, ouvir aquela voz gostosa dele e ser contagiada por seu humor maravilhoso, que saudades eu sinto desse velho. – Então, Laur, só liguei para saber como estava a situação por aí, matar as saudades e dizer que te amo, filha. – Disse e eu já senti meus olhos lacrimejarem – Mande lembranças para Cris e Taylor, diga que os amo e sinto fata deles. Beijos.

- Também te amo mãe, até qualquer momento – Após dito isso a ligação se encerrou e com ela apareceu o Cris no meu escritório. Tive de rapidamente limpar as lágrimas que insistiam em cair para que ele não notasse que eu tenho sentimentos também.

- Não bate antes de entrar não? – Perguntei fingindo irritação

- Nem vem porque eu bati, mas você estava tão concentrada falando com “alguém” no telefone – Fez aspas e me deu um olhar desconfiado – Que nem sequer escutou – Vai ver eu não escutei porque meu ouvido estava ocupado, não sei Cris.

- Não seja ridículo. – Levantei da minha cadeira enorme de couro e fui em direção ao meu irmão bagunçando aquela palha que ele chama de cabelo. Incrível como cada dia que passa Cris vem se tornando uma cópia de mike e isso é muito difícil para mim que morro de saudades do meu pai... – Quem estava falando comigo no telefone foi Dona Clara Jauregui – Nesse instante os olhos do garoto brilharam, ele tem uma forte ligação com nossa mãe, assim como eu tenho com nosso pai, é algo inexplicável.

- Sério, Laur? E aí? O que ela disse? – Perguntou empolgado

- Ah, Cris, como sempre ela foi discreta, mais perguntou do que respondeu meus questionários – Ele suspirou decepcionado. – Mas disse que está morrendo de saudades da gente também e que nos ama. – Um sorriso fora do comum brotou na boca daquele garoto e eu só sorria em devolução para ele. Meu humor já havia melhorado consideravelmente.

- Depois quero saber mais sobre – Ele fez uma pausa – Lembra do rapaz que eu contratei sem sua permissão? – Perguntou e eu assenti – Então... ele está aí fora esperando para se apresentar para você e iniciar seu primeiro dia de trabalho – Finalizou e eu retornei à minha cadeira em passos leves e sem pressa e permiti a entrada do mais novo funcionário da Jauregui’s.

         O jovem era um pouco loiro e com uma pele branca. Aparentemente uns 1,75m de altura e tinha um sorriso enorme no rosto me encarando com aquele par de caramelos. Bonito? Sim. Mas eu já conhecia aquele rosto, não tanto assim, mas conhecia o suficiente para saber que eu fiz merda. Droga, Lauren.

 

Camila POV

      Eu passei algum tempo trancada em meu escritório resolvendo algumas coisas da empresa. Após o ocorrido mais cedo, mergulhei de cabeça no trabalho e fazer isso me deixa relaxada, sem falar que é bastante produtivo também. Porém eu estou ficando louca, eu preciso conversar com alguém sobre Lauren, sobre mim, sobre nós, eu não sei, minha mente está tão confusa. Decido ligar para Dinah

- Oi Camz – Atendeu e eu estranhei ela ter me chamado desse jeito porque todos sabem que apenas Lauren me chama assim.

- Deixa a Lolo saber que você está me chamando pelo apelido que ela me deu, não quero nem ver a briga depois. – Falei rindo, porém, sendo sincera

- I know, foi só para provocar mesmo. – Riu um pouco – O que você quer? – Perguntou

- Nossa! E se eu estivesse ligando para dizer que te amo? – Devolvi

- Eu perguntaria o que você quer do mesmo jeito. – Respondeu e eu não pude evitar de rir. Conversas com Dinah sempre se resumem em risadas e teorias sem sentido. – Mas sério, fala logo o que você quer, garota, eu estou muito ocupada aqui. – Disse tentando parecer séria, mas eu conseguia ouvir exatamente o que ela estava fazendo no momento.

- Aham, bem ocupada em sua cama confortável assistindo bob esponja e comendo pipoca. Dinah! – Briguei com ela

- Porra, eu deveria ter abaixado o volume da televisão, as vezes esqueço que você tem um ouvido do caralho. – Disse frustrada.

- Eu apenas te conheço muito bem, pequena gafanhota. E também sei que você está dispensada do trabalho hoje, mas falando do que realmente interessa, que tal dar uma saída para almoçar? – Fiz o pedido e ela demorou um pouco para responder.

- Camila, não são nem onze horas ainda. – Olhei para o relógio na parede ao meu lado e realmente estava cedo, mas eu não me importava. – Sem falar que você vai me tirar do meu desenho preferido, eu não acredito nisso. – Se lastimou

- Você me troca por bob esponja, isso é sério? – Fingi chateação

- Odeio esses seus dramas. – Disse se rendendo

- Também te amo, DJ. – Ela bufou do outro lado

        Combinamos de nos encontrar num restaurante aqui perto e antes que eu deixasse minhas coisas organizadas para finalmente sair do meu escritório, ouço batidas um pouco fortes na porta e quando abro: ótimo.

- Pois não, Sr. Mendes? – Perguntei educadamente e aproveitei para sair e trancar minha sala.

- Hum, vai sair Srta. Cabello? – Por que ele tinha sempre que ser tão invasivo? Ele acha que ainda temos alguma espécie de vínculo, ligação?

- Mais uma vez, Shawn, isso não te interessa. – O cortei

- Desculpe, vim apenas lhe entregar alguns documentos que seu pai pediu, ele precisou se ausentar da empresa hoje porque não estava se sentindo bem. – Meu Pai passa mal e ninguém me avisa porra nenhuma? Minha cara de puta com a situação parece ter surtido efeito no Shawn – E perdão não termos lhe informado nada, o Sr. Cabello pediu que não fosse dito nada a respeito, mas que ele já está bem, foi apenas um mal-estar e não precisa se preocupar. – Explicou e eu me permiti ficar aliviada por um segundo ou dois – Perguntei se a senhorita estava de saída porque após seu pai, quem tem mais poder e é responsável pela empresa é a senhorita

- Entendi. Obrigada por me informar sobre tudo isso e não se preocupe, logo estarei de volta. – Disse passando por Ariana e pedindo que ela guardasse aquele material, sorri para ela e segui para o elevador enquanto Shawn apenas observava tudo de longe com os braços cruzados abaixo do peito. Sem expressão.

       Como o restaurante é bem perto da empresa, eu resolvi ir andando. Fui a primeira a chegar, claro. Enquanto aguardava por Dinah, me permiti pensar em coisas que eu vim evitando todo esse tempo: meu sentimento em relação à Lauren.

        Eu sei que estou completamente apaixonada. Eu amo quando aqueles olhos lindos vulgo esmeraldas se comprimem e juntamente ela franze o cenho ao não entender algo ou pedir para eu repetir. Amo o sorriso de canto tímido que ela dá quando eu a elogio ou o modo como ela cuida de mim e se preocupa comigo, eu sei que estou fodida, mas não do jeito que eu quero estar de verdade, porque Deus o que é aquele corpo?

       Lá estava eu imaginando a Laur de uma forma indecente quando sinto alguns pingos de água na minha cara. Está chovendo e tem goteira dentro do restaurante ou...?

- Pensando na vida ou sonhando acordada com a girl magia? – Perguntou DJ jogando água na minha cara e atrás dela estava a Ally e a Lucy. Eu amo minhas outras amigas também, mas o que eu queria falar com a Dinah deveria ser só com ela porque quanto menos gente souber, melhor. Preferi não me pronunciar, mas eu sabia que não ia conseguir me manter calada por muito tempo com aquelas três ali.

- E então, Mila? É sobre a Jauregui? – Perguntou a baixinha

- Acho bom você não ficar enrolando a gente aqui porque eu tive de abandonar uns dos poucos dias que tenho de folga para fazer as coisas que eu gosto para vir aqui e a Ally saiu do trabalho dela só para te ajudar também, sabe como aquelas crianças amam esse bolinho, não é? – Ally é professora de criancinhas entre 5-6 anos de idade e eles são completamente apaixonados pela baixinha – Tudo isso consideração pelas amigas, tá vendo? E Lucy veio porque ela tem que falar com a gente sobre outras coisinhas importantes, então adianta e facilita amiga. – Quase suplicou, mas eu sei que isso não é consideração pelas amigas porra nenhuma, ela quer é que isso aqui termine cedo para ela ir para casa e continuar a fazer o que estava fazendo antes de vir. É uma quenga mesmo.

- Okay, DJ, já entendi. – Bufei chateada – Desculpa incomodar o seu dia de folga só porque eu estou precisando de uma ajudinha aqui para conquistar a minha Lolo, é só que eu não aguento mais ter ela perto de mim e não poder beijar de verdade – DJ começou a me olhar com uma cara de “me poupe dos detalhes, querida” – Não poder dizer que sou completamente apaixonada por ela e que a amo com todo meu ser, droga. – Após dito isso todas me olharam com os olhos arregalados – O que foi, gente? – Perguntei

- Mila, a Laur está bem atrás de você. – Dinah disse em um tom sério. O quê? Eu gelei, eu suei, eu fiquei mais branca que a própria Lauren se é que isso é possível, puta que pariu. As três começaram a rir e eu sem entender nada virei para olhar para trás e não havia ninguém. Filha da puta.

- Você tinha que ter visto a sua cara, Mila. – Disse Lucy ainda controlando as risadas juntamente com a Ally e a Dinah ria tanto que nem som saía mais. Ótimas amigas eu tenho.

- Eu desejo que vocês tomem bem no fundo, lá no fundo dos seus orifícios anais, entenderam? – Ally me fitou e balançou a cabeça em reprovação, Lucy se ajeitou na cadeira do restaurante e a Dinah finalmente parou de rir.

- Assume que está perdidamente caída pela dos olhos verdes? – Pergunta Ally e eu balanço a cabeça, Sim Ally, eu assumo que estou fodida.

       Onde fui me meter? Além do fato de Laur ser baladeira e pegadora, ela já deixou bem claro, mesmo que não tenha exatamente dito na minha cara com todas as letras, mas eu sei que ela acha que se envolver comigo de outra forma acarretaria em destruir nossa amizade de anos e eu sei o quanto ela morre de medo disso acontecer e não a culpo. Mas eu simplesmente não consigo mais controlar esse sentimento, a Lauren vai ser minha custe o que custar.

- Vocês precisam se acertar logo, pois preciso das duas para serem as madrinhas do meu casamento. – Disse Lucy me pegando completamente desprevenida.

- Madrinhas do seu casamento? Eu e a L-Lauren?

- Nãão, você e aquele garçom ali – Esse humor todo da Dinah é o que? Parece que alguém transou hoje.

- Já decidiram onde acontecerá a cerimônia?– Perguntou Ally

- Eu estava pensando em fazer na praia, sabe... – Respondeu Lucy e eu me pronunciei

- Nada disso, quem vai casar numa praia aqui sou eu.

           Pedimos o almoço e continuamos discutindo sobre o casamento de Vercy que logo se aproximara.

Lauren POV

      O garoto que Cris havia contratado era ninguém mais ninguém menos que o Justin, o mesmo que eu conheci há pouco tempo em um barzinho e que veio com um papo de “nos conhecer melhor”, a partir daí já saquei que o que ela queria mesmo era me pegar, mas por que vir trabalhar aqui na Jauregui’s? Ele não estaria me perseguindo, não é? Não, eu acho que não.

       Tivemos uma pequena conversa apenas introdutória e ele logo se retirou de minha sala. Preferi não comentar nada com o Cris sobre já conhecer o Justin e segui com meu trabalho.

Camila POV

        Após o almoço agradeci as meninas por terem ido até lá ficar ouvindo meus desabafos de desespero e quando estava a caminho da Cabello’s decidi dar uma passada para falar com a Laur e começar a pôr meu plano de “conquista-la” em ação, peguei o primeiro taxi e fui.

        Logo na recepção acabei esbarrando em alguém.

- Oh Meu Deus, me desculpe, eu não... Srta Cabello? – Perguntou tão surpreso quanto eu, tão surpreso que mais parecia de nervoso.

- Eu me lembro de você, hum, Justin, certo? – Perguntei e ele assentiu com um sorriso torto

- uou, você lembra meu nome haha. – Pelos seus ombros era notável que ele estava tenso. – Parece que sempre que nos encontramos é por esbarrar um no outro, não é? – Tentou rir mas ficou na cara que foi forçado.

- Pois é... – Como o clima estava um pouco estranho decidi acabar logo com aquela situação. – Então, eu preciso subir, você está de saída, não é? – Ele balançou a cabeça e se despediu de mim saindo rapidamente da empresa.

         Peguei o elevador, cumprimentei Amanda e fui em direção ao escritório da Laur, dei três batidas sincronizadas e ouvi um “Pode entrar” com aquela voz rouca que faz até minha unha do pé se arrepiar.

- Camz! – Ela falou um pouco alto vindo em minha direção e me dando um forte abraço

- Hey Laur! Vim te ver. – Disse ainda a abraçando. – Como você está? – Perguntei

- Nem te conto o que aconteceu hoje... – Ela falou toda empolgada e eu não resisti

- Tem a ver com o Justin?

- Quem? – Me olhou confusa e depois parece ter se lembrado de algo. – Ah, O Sr. Bieber? Você o conhece? De onde, Camila? – Perguntou me olhando desconfiada e eu já pude sentir uma pontada de ciúmes presente no seu tom de voz

- Ei, calma, eu só o encontrei há dois dias saindo da empresa do meu pai e vê-lo novamente hoje saindo da sua, sei lá, eu só achei estranho. – Disse tranquila

- Dois dias atrás? – Perguntou e eu assenti – Foi o dia em que ele foi contratado aqui...

- Você não acha estranho?

- Não sei, Camz, Ele pode ter ido buscar emprego lá e não ter conseguido, mas se bem que com um currículo daquele seu pai seria bem idiota em não o contratar... não faz sentido. – Por algum motivo eu acho que tem algo de muito errado nessa história, só preciso saber o quê.


Notas Finais


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