História Hush Club Mascarde - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Festa, Futurista, Mistério, Novela, Romance
Exibições 11
Palavras 2.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu definitivamente odeio essa Veronika, se disserem que eu que criei, eu vou atacar.

Capítulo 2 - Problema


Fanfic / Fanfiction Hush Club Mascarde - Capítulo 2 - Problema


Dia 08 de Dezembro de 3056

 

Antes que colocasse a máscara perguntei a hora para Nic, já havia passado 30 minutos da meia noite. Veronika não tinha limites. Coloquei minha máscara e fui para o bar, Dionísio, o barman, abriu um sorriso assim que me viu.


- E aí patroa, o que deseja hoje? Disse ele, enquanto eu chegava ao balcão.
- Desde quando eu sou sua patroa, Di? Ta bebendo? Perguntei.
- Mari? Nossa sua roupa parece muito com da patroa, foi mal.
- Sem problemas. Dio, me vê o de sempre, por favor?
- Claro!

Dionísio me entregou um copo com vodca e algumas coisas que, segundo ele, eram segredos da casa. Eu nunca fui fraca para bebida, mas sempre que bebia ali, não conseguia chegar ao terceiro copo. 

Terminei o primeiro e já fiquei um pouco tonta, era divertido quando Dio dizia que eu não deveria tentar chegar no terceiro. Nunca pensei que um barman reclamaria de vender bebidas. Ao terminar o segundo copo, nada havia mudado. Achei estranho, então perguntei para Dio, que atendia uma garota com o vestido pink.


- Hm ei, Dio, desculpa atrapalhar, mas acho que essa você fez fraca demais.

A garota do vestido pink rapidamente se aproximou e pegou meu copo e tomou um restinho do que havia ficado no meu copo.


- Essa é uma das bebidas mais fortes que tem aqui, Mari. Eu fico como sempre.
- Seu nome é Mari ou é apelido? Eu sou Joana, prazer.
- Meu nome é Mari mesmo. Prazer igualmente, Joana.
- Então cara, eu quero a bebida temática. Disse Joana para Dio. - E prepara uma para ela, hoje vamos ficar loucas, Mari.

Rapidamente Dionísio voltou com as bebidas, e mais rápido ainda esvaziamos o copo. Joana levantou a máscara para que eu pudesse lembrar dela em outras festas. Seu rosto era tão lindo que parecia ser desenhado. Seus olhos eram rasgados e negros, que combinavam com o nariz um pouco arrebitado e com seus labios carnudos. Enquanto a admirava, fui surpreendida por um sorriso de tirar o fôlego. 

Estávamos entrando no assunto relacionamentos, quando "sua música" começou a tocar e Joana pegou em minha mão e correu para a pista.

Pela terceira vez na noite estava sendo arrastada para a pista.

Joana parecia não se atrapalhar tanto quanto eu depois de beber, acho que deveria passar a seguir os conselhos do Dio, porque comecei a me sentir estranha e perder o controle de minha mente, aos poucos, uma sensação de liberdade tomou conta de mim e quando vi estava dançando como só dançava no banho. Quanto mais ia perdendo a timidez, mais me aproximava de Joana, que parecia gostar de minha aproximação e quando dei por mim, ela estava com a mão em minha cintura, minha mão segurava firme sua nuca e minhas coxas roçavam na dela. Então tudo em sua mente apagou. 

Mari (offline) continuou dançando com Joana, que num impulso puxou Mari para si e a beijou. Assustada, Mari recuou seu rosto, nunca havia beijado uma garota, mas gostou. Joana esperava que ela tirasse a mão de sua nuca e saísse dali, mas o que aconteceu foi o inverso. Mari puxou Joana pela nuca, a beijando calorosamente. Mordia seu lábio inferior e brincava com sua língua, ao mesmo tempo que beijava docemente seus lábios.

 

Natalie passava por perto quando avistou Mari e outra garota se beijando calorosamente e pouco depois irem para os banheiros. Estranhou, já que a amiga nunca comentará ter relacionamentos com o mesmo sexo, mas estava feliz de ver Mari tão solta. Estava cansada de ficar em pé, por isso sentou ao lado de um rapaz moreno, tão lindo que a máscara não escondia, realçava, mas em compensação a roupa... 

Um garçom passava com 2 copos da bebida temática, o rapaz ao seu lado o chamou, pegou ambas e lhe ofereceu uma. 


- Meu nome é Daniel, mas pode me chamar de Dani, se preferir.
- Obrigada, eu sou Natalie, mas todos me chamam de Nat.
- Eu já sabia, a guria da capa preta tinha te chamado assim enquanto tu me ajudavas com a roupa.

Um estalo em sua mente e na hora ela lembrou. Ele era o rapaz que Anissa disse não tirar os olhos dela, quando foi se vestir. Ele era muito lindo sem a máscara, isso não condeguiria esquecer. Seu tom de pele contrastava com o verde de seus olhos e o castanho claro de seu cabelo.

Natalie e Daniel conversavam enquanto bebiam, descobriram que tinham poucos pontos em comum, o que não importava, já que os em comum valiam em dobro. Não demorou muito para que ele perguntasse se poderia beijá-la. Ajudada pelo efeito da bebida, não hesitou em dizer sim. Seu beijo começava doce e ia ganhando paixão gradualmente, do jeito que Natalie gostava. Aquilo a deixava louca.


- AAAAAA MEU DEUXxxx. Gritou Natalie. - Por onde andou todas as noites que não veio aqui, seu merda?
- Eu acabei de me mudar pra cá. Respondeu Daniel, entre risadas. 

Natalie sem saber o motivo começou a rir também, mas parou ao ver que Veronika parecia estar batendo boca com Dionísio no bar. Daniel seguiu seu olhar e como a visão já estava turva pelo efeito da bebida, perguntou:


- O que tá rolando, Nat?
- Problema, meu amor. Problema.

 

 

Dionísio tentou o máximo que pode manter a calma com aquela insuportável, mas aquele era um teste que não passaria. Já havia dito que não tinha como ela levar a garrafa de champagne, porque era essa a bebida temática e todas estavam contadas, mas ela insistia em querer compra uma, insistia em gritar que tinha dinheiro para comprar todas, que era cliente e tinha razão. Pedi para o Mike que chamar alguém, alguma das meninas, mas não havia sinal de ninguém. Era só a louca, as bebidas e eu. 


- NÃO FINJA QUE NÃO ESTÁ ME OUVINDO SEU SUBORDINADO DE MERDA! EU BOU COMPRAR UMA GARRAFA E VOCÊ VAI VENDER ELA PRA MIM AGORA!!!

Eu estava prestes a responder ela como deveria, quando vejo Anissa se aproximando, trazia um balde de gelo e uma garrafa vazia. Ao ver a garrafa, a louca partiu para cima de Anissa para tentar pega-la. Anissa se assustou e deixou cair o balde, mas conseguiu segurar a garrafa.


- Que merda é essa Veronika?! Esbravejou Anissa.
- ME DÊ ESSA GARRAFA AGORA SUA SUJA DO CACETE! Gritava Veronika, tentando puxar a garrafa.

Anissa conseguiu manter a garrafa em sua mão, largou ela no balcão e virou para Veronika. Dio conhecia aquela cara. A burra tinha cutucado um vespeiro achando que fosse arte contemporânea.


- Repete na minha cara o que você disse. REPETE SUA VAGABUNDA DE MARCA! Disse Anissa, que parecia descontrolada. 

Todas as pessoas na volta pararam para ver o que aconteceria. Veronika não seria tão louca de repetir tudo na cara dela, pelo menos Dio achava. 


- Quem você pensa que é pra falar comigo nesse tom, sua anã suja. Andar na sombra da Cady não vai fazer a tua pele ficar "normal". Disse Veronika, destilando todo seu veneno e crente que havia ganhado a discussão.
- Eu não vou revidar. Não. Eu vou fazer melhor que isso. Disse Anissa, dando um soco reto, diretamente no nariz de Veronika. 

 

Sangue escorria pelo nariz de Veronika quando entrou no banheiro, estava lotado, para variar e demorou para empurrar os de segunda mão e chegar à pia. Lavou o nariz, pegou papel e colocou nas narinas. Não importa o que aquela suja fizesse, continuaria sempre sendo linda. Enquanto se olhava no espelho, avistou um dos vestidos que deveria estar usando, o roxo, que cairia perfeitamente nela. 

Anissa parecia estar prestes a transar com uma garota que usava um vestido cafona pink. Aquilo deixou Veronika furiosa. Não bastasse estar com o seu vestido ainda esfregava ele em outra mulher. Cega de ódio, pegou um copo que estava em cima da pia e jogou nas duas. Ficou satisfeita quando viu sangue escorrendo da ridicula de pink. Contente com o resultado, saiu pela porta. Não seria tão burra de continuar ali, não é?!

Assim que saiu do banheiro decidiu que voltaria e compraria sua garrafa, pegaria o cara que lhe agradasse e iria para uma das camas no segundo andar. Caminhou até o bar e encontrou apenas Cady, o barman e um outro cara, loiro, alto e bonito com a máscara. Perfeito. Seria ele.


- Desculpe pelo incomodo Veronika, o pessoal me contou o que aconteceu e para tentar amenizar o ocorrido, vamos te dar essa garrafa. Não precisa comprecisa pegar o dinheiro para pagar, é de graça. Disse Cady, quando fiz menção de pegar dinheiro em minha bolsa.
- Realmente, era o minimo que poderiam ter feito. Disse com desdém. - Mas me diga, esse lindo rapaz vem de brinde? Digo, me virando para olhar ele nos olhos.
- Desculpe, mas eu estou no horário de serviço. Respondeu o homem, talvez não fosse tanto assim seu tipo.
- Não me importa, vou achar alguém melhor que você. Certeza que há muitos ainda nessa festa. Volto a encarar Cady, apesar da raiva que sentia por ela estar usando um vestido incrível que combiava com a peruca que era seus cabelos azuis. - Quem vai me levar a garrafa? Vocês não esperam que eu mesma leve, não é? Ao dizer isso, tanto o garçom, como o barman arrumaram algo para fazer e sumiram de sua vista. 
- Não se preocupe com isso, eu vou arrumar alguém para isso, mas antes de subir, pegue, beba um pouco, faz muito calor aqui.

Essa era uma verdade. Estava começando a subir a temperatura e todos dançavam na pista como se aquele fosse seu último dia de vida. Aquilo a incomodou. Todos haviam arrumado alguém, alguns até mais de uma pessoa e ela nada. Pegou a taça que Cady lhe deu. Tomou tudo em um único gole, por isso não sentiu a queimação na garganta, e não estranhou ter ficado tonta tão facilmente. Bebeu mais um copo e sentiu alguém pegar em sua mão. Não teve tempo ver quem era, pois a pessoa tapou seus olhos com uma mão e a puxava para si com a outra. Não sabia quem era e não se importará. Quem quer que fosse beijava muito bem, e com as sensações aflorada pelo champagne quis ir imediatamente para a tenda no segundo andar. A outra pessoa no entanto a virou de costas e com as duas mãos em seus quadris dançava, ou a acariciava, não sabia ao certo, mas gostava muito daquilo. 

Alguém ao seu lado perguntou o horário e com isso abriu os olhos, a pessoa ao seu lado respondeu, era 4:26. Não sabia que tinha demorado tanto para começar a se divertir. Ao pensar isso, notou que já não sentia mais as mãos em seu corpo. Deu um giro em si mesma, mas não achou ninguém. Tonta por ter girado, subiu a escada, atravessou por entre pessoas que dançavam, despreocupadas com o que poderia estar acontecendo em baixo daquelas tendas, e por fim chegou em uma tenda aberta. Estava vazia e arrumada, era visível que era para ela aquele local. Pelo menos para isso aquela gente servia. 

Deitou na cama, mas esqueceu de fechar os panos que a cobriam. Não iria fazer isso, estava muito cansada e irritada para fazer qualquer coisa. Olhou em sua frente e ali estavam o casal que a tinham roubado, eles também a notaram e com sorrisos em seus rostos, vieram em sua direção. 


- Eai Avril Lavigne da Nova Era, conseguiu se divertir sem o vestido? Disse a mulher, Ane, a sem vergonha na cara.
- Melhor impossível. Respondeu seca.
- Ficamos felizes por saber que não atrapalhamos. Disse o homem que havia lhe roubado.
- Precisa de muito ainda para estragar minha felicidade, e com certeza vocês são muito insignificantes para conseguir isso. 
Nesse momento percebeu que enquanto discutia com os ladrões, trouxeram sua garrafa.
- É uma pena que minha bebida já tenha chego, vocês poderiam fazer um grande favor de me ajudarar a abrir essa garrafa e fechar a cortina ao sair.
O ladrão fez o que eu havia dito, mas hesitou, sua ladra se aproximou e fechou a cortina atrás dela.
- Avril, eu estava pensando... Não gostaria de uma brincadeira a três?
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...