História Hydrogen - Capítulo 10


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens James Buchanan "Bucky" Barnes, Steve Rogers
Tags Steverogers, Wintersoldier
Visualizações 2
Palavras 1.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Científica
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Nine


Se decidir quanto a o que fazer nunca pareceu tão complicado assim até hoje. A Torre parecia estranhamente movimentada e todo o lugar que Evellin parecia ter um grupo de pessoas fazendo algo. Até mesmo na área onde os Vingadores habitavam o trânsito de pessoas estava intenso.

Ela poderia sair para a cidade, mas ela sabia onde ir e muito menos se saberia voltar. E também não possuía nenhum dinheiro. Ela tinha sido oficializada como agente havia pouco tempo e seu pagamento demoraria um pouco.

Ainda perambulando pela Torre, Evellin literalmente esbarrou em Dr. Banner que caminhava apressado e não a viu quando vinha de outro corredor e não a viu.

-Ótimo, eu estava procurando por você. - ele disse sorrindo e seus olhos brilhavam em entusiasmo apesar da feição contida - Eu estava estudando algumas coisas a respeito do seu caso e tem algo que eu gostaria de testar. Se importa de vir comigo?

-Não. Mas a respeito de que?

-Bem, eu estava vendo a origem dos seus poderes. É apenas uma possibilidade, nada certo ainda. - ele disse em passos apressados até o elevador e apertando o botão para um andar que ela nunca havia ido. - Veja bem, você não apenas controla a água. Não é necessário uma fonte externa para isso. Mas você já reparou se quando você cria, isso te debilita de alguma forma?

-Debilita de que forma?

-Cansaço, fraqueza, tontura... Eu consideraria até mesmo fome um sinal.

-De certa forma sim. Quando eu era mais nova isso era mais frequente. Mas agora eu quase não sinto nada. Claro, eu não tenho usado "meus poderes" a ponto de me cansar, portanto não posso te afirmar isso.

-Eu gostaria de fazer alguns testes em relação a isso. - ele comentou quando chegaram ao andar que era um enorme laboratório e a encaminhou a uma maca que estava estrategicamente posicionada perto de una pia. - Tenho essa teoria que você simplesmente não conjura essa água do nada, mas sim de você mesma.

-Entendo. O que você quer eu faça?

-Vou coletar uma amostra do seu sangue agora e colocar esses eletrodos para poder medir seus sinais vitais. Você vai conjurar pelo máximo de tempo possíve até sentir alguma diferença.

-Tudo bem. Você acha que eu estou tirando água do meu próprio corpo, mas nós não temos água exatamente desse jeito no corpo, certo? - perguntou enquanto ele coletava a amostra de sangue.

-Não exatamente. Aí que vem o que espero concluir. Você não tem controle sobre a água propriamente dita, e sim sobre a molécula de hidrogênio. - ele explicou colando os eletrodos na pele dela e gesticulando para que ela começasse. - Claro que é apenas uma teoria, mas se fosse verdade, não existe limite para o que você poderia fazer.

-Não estou entendendo muito bem o que você quer dizer com isso, desculpe. - ela respondeu genuinamente confusa.

-De forma simples, o hidrogênio está presente em praticamente tudo formando ligações com outros elementos. Eu estou supondo que a ligação com a água se manifestou de forma fluida com você, natural. Talvez você possa também ter o controle sobre outras ligações.

-Estou acompanhando até agora. - ela respondeu interessada ao que ele explicava.

-Se for verdade, talvez seu controle sobre isso não seja tão amplo e pode te esgotar com mais facilidade por conta da falta de prática. Mas claro, são apenas teorias.

-É confuso. Mas se você me guiar eu estou disposta a tentar.

Levou mais algum tempo até Evellin sentir alguma diferença no uso de seu poder. Cerca de uma hora depois de começarem ela sentiu que estava ficando cansada e se esforçando para manter o fluxo constante. Após avisar a Dr. Banner, ele disse que ela poderia parar e recolheu uma nova amostra de sangue e mediu os sinais vitais.

-Vai levar um tempo até que eu tenha um resultado. Você pode ir agora, e assim que eu terminar peço para o Jarvis te avisar. - ele disse removendo os eletrodos - Hoje é seu dia de folga, certo?

-Sim, mas não sei o que fazer.

-Por que você não procura o Capitão? Ele parecia querer falar com você ontem.

-Não quero que ele tenha que me aguentar também nas folgas.

-Não acho que ele se importaria.

-Verei o que faço a respeito. Obrigada Dr. Banner.

-Eu quem agradeço!

Evellin deixou-o à sós em seu laboratório e chamou o elevador. Assim que estava prestes a entrar, ela notou que Natasha já estava lá e em roupas casuais. Era a primeira vez que ela a via assim. Desde aquele momento incômodo onde ela havia declarado que não confiava nela, ambas não haviam se falado nem mesmo durante a missão. Os treinamentos também havia cessado. O silêncio constrangedor ocupou o espaço até que Natasha disse:

- Você sabe que não é nada pessoal, certo? - Evellin se virou para olhá-la, ainda um pouco ofendida, porém não era de sua natureza guardar rancor - Eu não confio em ninguém, e foi imprudente o que você fez. Mas não posso negar que foi corajoso. Estúpido, mas corajoso.

-Não sei como responder a isso. De verdade.

-Você não precisa. Se vamos trabalhar juntas precisamos apenas melhorar essa tensão para fins de produtividade. - Natasha disse segurando o elevador que estava no térreo.

-Por mim tudo bem.

-Por que você não vem almoçar comigo? É por conta do Tony, de qualquer forma.

-Ah não, não quero me intrometer.

- Eu insisto. Anda. - ela disse com um olhar que dizia "É melhor você vir logo ou vou te arrastar até lá". Evellin então saiu do elevador e Natasha sorriu sem mostrar os dentes indicando para que ela fosse na frente.

Entretanto, antes que saíssem do prédio Steve vinha no sentido oposto. As chaves de sua moto ainda em punho e os óculos escuros na gola de sua camisa azul estupidamente justa.

-Steve! Dr. Banner disse que você queria falar comigo. - Evellin chamou assim que o viu se aproximar, mesmo tendo o evitado depois de ter prometido que iriam conversar.

Ela deveria ter conversado com ele sobre os flashbacks. Ele provavelmente entenderia.

-Isso é seu. - disse entregando um envelope que estava no bolso interno da sua jaqueta de couro, mas sem fazer menção de estender assunto e a encarando com a expressão vazia.

- Estamos indo almoçar. Quer se juntar a nós? - Natasha convidou quebrando o clima estranho .

-Não. Tenho coisas a resolver. - respondeu ainda seco.

-Nos vemos amanhã para correr então? - Evellin perguntou tentando quebrar o gelo.

-Eu te aviso. - ele disse e se afastou com passos largos e um aceno de cabeça.

-Que bicho será que o mordeu? - Natasha perguntou arqueado as sobrancelhas.

-Não faço ideia.

~~~~~~~~~~~~

Evellin passou o resto do seu dia de folga aprendendo como se virar diante do desafio que um computador representava. Os computadores da Torre eram especialmente avançados no quesito tecnologia, o que fazia tudo parecer mais difícil.

Por sorte um agente,que estava em seu intervalo, havia oferecido para a ajudar após notar quão concentrada ela estava em encontrar o botão que ligaria um dos computadores disponíveis na área comum.

-Teria sido mais fácil se eu pudesse encontrar um manual para tudo isso. -  Evellin comentou afastando o teclado de si. - Mas estou contente por você ter me ajudado. Obrigada.

- Foi um prazer ajudar. Você aprende rápido, e tenho certeza que se praticar um pouco não terá problemas. Meu nome é Dan, a propósito.

- Evellin. - ela respondeu e eles trocaram um aperto de mão.

-Eu sei. Quero dizer, eu já vi você por aqui antes. Não de um jeito estranho, eu não estava te seguindo! É melhor eu parar de falar agora...

Ela riu da forma que ele se embaralhou com as palavras, e ele sorriu em resposta, os olhos castanhos brilhando.

-Acho que eu, er, tenho que fazer... Alguma coisa. - Evellin disse se levantando e ele imitou o movimento, ambos ficando próximos de um jeito desconfortável.

-Claro. Nós nos falamos depois. Para tomar um café, talvez? - ele disse alisando a camisa compulsivamente e dando um passo para trás.

-Sim, absolutamente. - ela assentiu e sorriu antes de sair.

Dan parecia ser um sujeito legal. Ela poderia aproveitar um café com um amigo novo. Por falar em amigo, ela precisava falar com Steve e descobrir o que estava acontecendo.

Voltando ao seu quarto para tomar um banho antes do jantar Evellin passou diante do quarto de Steve e pode ouvir música tocando dentro. Ela experimentou bater na porta porém não recebeu resposta direta. No entanto, Jarvis entregou um recado:

-O Capitão pede para não ser incomodado.

Ainda encarando a porta, Evellin murchou os ombros e voltou a fazer seu caminho de volta ao quarto.



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