História Hydrogen - Capítulo 9


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens James Buchanan "Bucky" Barnes, Steve Rogers
Tags Steverogers, Wintersoldier
Visualizações 2
Palavras 1.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Científica
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Eight


"Eu posso fazer isso", pensou Evellin. De olhos fechados apenas o barulho das turbinas do quinjet indicava que a nave estava em movimento.

-Nós chegamos em 5. Se preparem.

Abrindo os olhos, ela se deparou com as estruturas metálicas expostas, o piloto de costas à ela e seu capitão sentado à sua frente.

-Você sabe o que fazer. Entrar, pegar os arquivos e sair. Mate quem oferecer resistência. - o capitão instruiu ajeitando as abotoaduras reluzentes em seu uniforme.
-Você acha que vai funcionar? Digo, ela já deu problemas antes. - a voz feminina veio do assento do piloto.
-Ela sabe que é melhor não me desapontar, não é mesmo querida? - o capitão disse inclinando para frente -Evellin? Você está me ouvindo? Evellin!
-Sim, estou. Desculpe. - ela disse sacudindo a cabeça e piscando algumas vezes, as estruturas metálicas sendo substituídas pelo acabamento sofisticado, Steve à sua frente e Natasha no assento do piloto.
-Você está bem? - ele perguntou a encarando com preocupação.
-Ótima. O que você dizia mesmo?
-Estamos quase chegando. - Steve respondeu olhando para Natasha de soslaio e diminuindo o tom de voz - O que aconteceu?
-Nada aconteceu. - ela respondeu no mesmo tom de voz.
-Algo aconteceu e não é a primeira vez. Você pode confiar em mim.

E ela queria confiar, mas aquele era um péssimo momento para contar que ela tinha deja vu em vários momentos. Evellin não queria arriscar ter sua primeira missão oficial cancelada antes mesmo de ir à campo. Demorou uma eternidade até convencer Natasha que ela podia muito bem seguir ordens, ela não queria colocar isso à prova mesmo que estivesse fora de seu alcance a fonte do problema.

E Steve estava confiando nela. Eles haviam desenvolvido uma dinâmica excelente durante os treinamentos para desperdiçar tudo agora.

-Nós falamos disso depois. Eu prometo.

☆☆☆☆☆☆☆☆

-Um brinde à sua primeira missão oficial. E muito bem sucedida! - Clint exclamou erguendo seu copo em um brinde. - O que você achou?
-Foi rápido. Em um minuto estávamos dentro do prédio, no outro voltando ao ponto de extração.
-Mas você não ganhou esse corte durante a viagem de ida ou de volta. A não ser que tenha batido a cabeça naquela maldita barra perto de janela.
-Isso foi apenas um efeito colateral. - ela disse tocando o pequeno corte na têmpora.

O que era parcialmente verdade.

Evellin tinha subestimado um oponente e em um momento de distração havia sido atingida por um golpe que por pouco não quebrou a formação de ataque com Steve. Ela estava evitando usar os poderes para ser uma luta justa, mas uma luta justa não parecia ser o objetivo ali.

-Você não foi gentil com os bandidos, foi? - Clint perguntou com uma feição de divertimento.
-Claro que não! Eu não sou estúpida.
-Mas você é boa demais. Talvez mais que o Capitão Boas Maneiras.
-Bem que eu gostaria. - ela respondeu com um suspiro pesado. - Eu apenas tento ser melhor.
-Nós dois, Ev, nós dois. - ele concordou. - Mas o que você vai fazer no seu dia de folga?
-Dia de folga?
-É. Depois de uma missão nós costumamos ter o dia seguinte livre, dependdo da dificuldade, mais de um.
-Oh, eu não sabia disso. Provavelmente vou fazer o que faço todos os dias.
-Você precisa de um hobby, sabe? Sair daqui e conhecer gente nova.
-Pensarei a respeito. - ela ponderou por alguns segundos - O que você faz nos seus dias livres?
-Ah isso depende do dia. - Clint desconversou e Evellin entendeu isso como uma desculpa para encerrar o assunto.

A área comum da torre estava estranhamente vazia e silenciosa. Logo Clint se despediu, deixando Evellin sozinha com os próprios pensamentos.

Ela estava ansiosa para ajudar pessoas porém, a missão não fora exatamente como ela esperava. Em alguns momentos era difícil manter a concentração e distinguir o que era realidade. Flashes de acontecimentos passados sobrepujavam momentos semelhantes ou situações davam início às memórias. Ela não queria lembrar todas as coisas horríveis que havia feito. Ela não precisava do lembrete constante que era um monstro buscando uma falsa redenção entre pessoas boas. Não havia redenção para alguém como ela.

-Senhorita Hensler, você está bem? - Jarvis a tirou de seu devaneio - Seus sinais vitais apresentaram elevação anormal.
-Sim, eu estou bem.
-Talvez eu deva tocar algo para que você possa relaxar.
-Existe a possibilidade de ter um piano aqui? - ela perguntou incerta.
-Na verdade, no andar superior temos um. - informou Jarvis e ela franziu o cenho. Nunca havia reparado na existência do piano, mas ela estava sempre focada em outras coisas naquele ambiente e raramente era deixada com os próprios pensamentos.
-Obrigada Jarvis.
-A seu dispor senhorita Hensler.

O piano preto reluzia como se tivesse sido recém polido. Evellin percorreu os dedos suavemente pelas teclas marfim expostas sem que fizessem qualquer som. Ela se sentou diante do mesmo incerta se lembrava como tocar apósb tantos anos, e sua mãos também não eram mais as mesmos.

Levou algumas tentativas até que ela acertasse a melodia que procurava. Ainda estava um pouco rústica a forma como os dedos percorriam o teclado do piano, entretanto, era agradável de se ouvir.

E assim Evellin mergulhou na música, encontrando naquele momento familiar uma paz que não encontrava em nenhum outro lugar. A melodia fluía mais impactante a cada momento que passava pela forma como ela se entregava à aquele sentimento.

-Minha mãe adorava essa música. - Tony a sobressaltou, fazendo com que ela errasse o final da peça que estava tocando e parando de tocar - Desculpe, não quis atrapalhar. Continue. Vou voltar a o que estava fazendo.

Ela observou Tony começar a se afastar e não pode evitar de dizer:

-Você pode ficar se quiser.
-Eu gostaria disso. Se importa se eu...? - perguntou gesticulando ao lugar vazio no banco e ela negou com a cabeça.

Um silêncio desconfortável se fez até o momento em que Evellin começou a tocar uma peça diferente.

-Isso me traz lembranças boas. - Tony comentou a certa altura, a voz distante e desprovida do usual sarcasmo. - Eu costumava tocar.
-E por que parou?
-Não vi motivos para continuar. Mas sempre apreciei quando outros tocavam. Você deveria fazer isso mais vezes.
-Clint disse que eu precisava de um hobby. Acho que encontrei.
-Ele está certo. E seria bom ter música aqui de vez em quando. Vou contar com isso a partir de agora. É uma ordem. - ele disse voltando ao seu jeito descontraído. - Talvez você possa aprender músicas novas também!
-Uma coisa de cada vez Sr. Stark. - ela respondeu sorrindo.
-Tony. Sr. Stark era meu pai. Agora, tenho que voltar ao que estava fazendo. Foi bom saber que temos talentos ocultos entre nós além do talento para destruir coisas.



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