História Hyung, o que é o amor? - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kai, Lay, Sehun
Tags Baeksoo, Chankris, Fluffy, Kaihan, Kailu, Kid!chankaibaek, Kid!exo, Krisyeol, Layhun, Lukai, Sexing, Soobaek
Exibições 152
Palavras 4.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


primeiramente fora papa yg
segundamente fora temer
terceiramente OBRIGADA PELOS 128 FAVORITOS VOCES SAO LINDOS E LINDAS E EU QUERO BEIJAR A BOCA DE TODO MUNDO


eu nem devia estar aqui
são 4 da manhã e eu acordo daqui a três horas pra estudar pq eu tenho vestibular dia 11 e preciso passar e aaaaaaa
mas eu tava sem sono, terminei esse extra e quis postar pq sou afobada mesmo
eu que fiz a capa da fic, por isso esse horror

Só para constar: eu vou fazer um extra com cada um dos casais. Primeiro kailu, depois krisyeol e depois baeksoo <3
espero que gostem, boa leitura

Capítulo 3 - Extra 1: Kai e Luhan


Fanfic / Fanfiction Hyung, o que é o amor? - Capítulo 3 - Extra 1: Kai e Luhan

- Jongin, você vai abrir um buraco no chão se continuar andando em círculos desse jeito! Dá pra sossegar? Daqui a pouco o Han hyung vai sair da prova, fique menos ansioso – O resmungo meio irritado de Baekhyun fez Jongin parar de roer as unhas e andar ao mesmo tempo, erguendo o olhar do chão para o irmão. Com um suspiro pesado, arriou os ombros, ouvindo a risada divertida de Kyungsoo, que abraçava Baekhyun pela cintura.

- É que ele vai conhecer nossos pais hoje, hyung, eu estou muito nervoso... E se eles não aprovarem nosso namoro ou não gostarem do Hannie? Pior! E se eles me proibirem de vê-lo? – Os olhos castanhos se arregalaram com o pavor que a possibilidade de nunca mais ver seu namorado trazia. Amava tanto Luhan, não aguentaria ficar sem ele. – Aaah, eu vou morrer! – Choramingou, puxando os próprios cabelos rosados em puro desespero, fazendo Baekhyun bufar e Kyungsoo rir ainda mais.

- Você está maluco, Jongin? Você acha que nossos pais já não sabem do seu namoro? Pelo amor, só você não percebe que o Sehun appa e o Yixing appa ficam rindo de você pelas costas, seu tapado! Eles só estão te deixando confortável para contar quando achar melhor, mas eles com certeza já sabem. – O mais velho dos três irmãos era sempre impaciente com as inseguranças do caçula e vivia sendo repreendido pelo namorado por não ter jeito para falar com os mais novos.

Como primogênito, Kyungsoo achava que Baekhyun deveria ser um bom hyung para seus dongsaengs, coisa da qual ele definitivamente passava longe. Era carinhoso, prestativo e companheiro, mas daquele jeito arisco e impaciente dele e ai de quem reclamasse!

Apesar de que o Do, com toda a doçura que possuía, vinha conseguindo mudar isso no parceiro e Sehun e Yixing agradeciam imensamente ao rapaz, porque Baekhyun andava bem mais aberto a aproximações.

- E mais a mais, Jonginnie, não tem como eles não gostarem do Luhan hyung, ele é um doce de pessoa, os sogros com certeza vão amá-lo. – A voz gentil de Kyungsoo conseguiu acalmar um pouco os nervos de Jongin, que sorriu agradecido para o menor. Adorava o namorado de seu irmão. Se bobeasse, ele era até mais irmão para si do que o próprio Baekhyun, já que sempre recorria ao Do quando tinha algum problema.

- Se eles aprovaram o namoro cheio de fogo no cu do Kris hyung com o Chanyeol, por que não aprovariam o seu, todo amorzinho do jeito que é? – Baekhyun perguntou, sorrindo debochado ao apontar para o casal próximo a eles, os três olhando na direção que o dedo do mais velho indicava. Num cantinho mais afastado, encostados à uma parede, Yifan e Chanyeol beijavam-se como se o mundo fosse acabar, chegando a deixar Jongin meio constrangido, com as bochechas coradas, e arrancando sorrisinhos maliciosos tanto de Baekhyun quanto de Kyungsoo.

- Seria tão legal se eles não quase transassem em público toda vez que se veem. – Jongin murmurou, envergonhado, mal percebendo a aproximação de um certo rapaz chinês de cabelos escuros.

- KrisYeol está quase fodendo em público de novo? – A voz macia de Luhan fez o de fios rosados suspirar e encará-lo, não segurando o sorriso largo que tomou conta de seu rosto bonito.

E o chinês sentiu o coração acelerar perante aquele sorriso, porque, droga, Jongin era tão lindo, ainda mais sorrindo feliz daquele jeito.

- Oi, amor... – Sussurrou, puxando o mais novo pela cintura, abraçando-o de forma firme e beijando-lhe as bochechas coradas. Amava como o maior se derretia em seus braços. – Eu já falei que amo esse seu sorriso todo feliz por me ver? – Perguntou em voz baixa no ouvido alheio, sentindo-o estremecer e conseguindo ouvir claramente o arfar que foi solto pelos lábios fartos do outro. Apertou-o um pouco mais no abraço, precisando se controlar para não beijá-lo com toda a vontade que continha dentro de si.

Amava tanto aquele garoto que às vezes parecia impossível conseguir segurar os ímpetos de demonstrar isso.

- H-Hyung... – Jongin quase gemeu no ouvido do mais velho e não resistiu a puxá-lo pelos fios escuros para um beijo quase indecente, num misto de saudade, paixão e desejo. E quando Luhan retribuiu, invadindo a boca do maior com a língua afoita, que logo tratou de mover-se sobre a alheia daquele jeito sensual e quente, ambos esqueceram-se completamente do resto do mundo.

- Soo... Eu também quero um beijão desses... – Baekhyun ronronou no ouvido no namorado, provocando-lhe o lóbulo molinho com mordidas, só para sentir as mãos do menor apertando sua cintura com força, quase como numa tentativa de se conter.

- Baekhyun... – A voz de Kyungsoo soou como um alerta para o mais velho, que apenas ignorou e continuou a distribuir selares molhados pelo pescoço sensível do parceiro, os dedos finos embrenhando-se nos fios ruivos do outro, apreciando a maciez que os mesmos sempre possuíam. Agarrou um punhado e puxou-os, ouvindo Kyungsoo rosnar e apertá-lo com mais força contra si. – Ah, foda-se, vem aqui – Resmungou, buscando avidamente pela boca de Baekhyun com a sua, beijando-o com tanta fome que o mais velho perdeu o ar e a força nas pernas e precisou agarrar-se aos braços forte do namorado para não desabar quando ele sugou sua língua demoradamente, fazendo-o gemer manhoso.

- Nossa, a putaria rolando solta e ninguém chama a gente, que sacanagem. – A voz grave e debochada de Yifan fez os dois casais se separarem, ofegantes. Jongin enrubescido, provavelmente morrendo de vergonha por ter se descontrolado daquele jeito com o namorado no meio da rua; já Luhan, Kyungsoo e Baekhyun irritados por terem sido interrompidos.

- Caralho, Kris, tu é o maior empata-foda que eu conheço, que porra! – O chinês mais velho resmungou, girando delicadamente o corpo de Jongin para abraçá-lo por trás, arrepiando o namorado quando sua respiração quente e descompassada atingiu-lhe em cheio no pescoço de pele sensível.

- O papai ligou perguntando por que a gente 'tá demorando tanto, aí eu achei melhor chamar vocês logo. Me desculpem – Foi Chanyeol quem se desculpou, corado e parecendo realmente arrependido por ter atrapalhado os casais. E era meio impossível ficar irritado com o mais alto, porque ele era simplesmente adorável demais com aquelas bochechas rubras, sendo sincero no que dizia.

- Tá tudo bem, Channie... – Os quatro resmungaram, conformados, e assistiram o de cabelos prateados sorrir abertamente, todo feliz por ter sido perdoado.

Chanyeol era uma criança, definitivamente.

Após mais algumas implicâncias da parte de Yifan, que não perdia uma oportunidade sequer de sacanear os cunhados, os seis seguiram pelo caminho até a casa dos três irmãos em meio à risadas, algumas piadas ruins e assuntos aleatórios dos quais gostavam de falar por terem gostos bem comuns. Ignoravam, como sempre, a quantidade de olhares reprovadores que recebiam por estarem andando de mãos dadas com seus respectivos namorados, porque estavam até bem acostumados com isso. Tendo apoio dos próprios pais para manterem os relacionamentos, nenhuma outra opinião importava.

No entanto, mesmo com o clima agradável que pairava entre eles, Luhan sentia uma certa tensão em Jongin, pelo jeito com que o maior apertava, vez ou outra, sua mão, mordia os lábios e suspirava pesadamente, quase choramingando. Não precisava de muito para saber que o namorado estava nervoso e tinha uma forte suspeita do motivo.

O chinês sabia que seu Nini estava meio apavorado com a possibilidade – bem remota, diga-se de passagem – de seus pais empatarem o namoro dos dois, conhecia-o bem o suficiente para isso. De alguma forma, quando olhava para ele, ainda via um pouco daquele menininho pequenino que corria atrás de si na escola na época que ambos eram apenas crianças. O rapazinho que ficara do seu lado o tempo todo durante os tempos difíceis como novato estrangeiro, que acabava sendo vítima da maldade de outras crianças.

Jongin esteve lá por si tantas vezes que não foi nenhuma surpresa para Luhan quando, aos 15 anos, o mais novo se declarara. Quer dizer, fazia algum tempo que se sentia estranho com relação ao maior e foi só tê-lo todo envergonhado dizendo que estava apaixonado por si para que o chinês percebesse que retribuía os sentimentos alheios.

Namoravam há mais de três anos, e só agora que o coreano completara a maioridade foi que decidiram que seria certo contar aos pais do mesmo. Entendia – em parte – o nervosismo dele, porque, afinal, algo poderia dar errado. Mas era muito impossível. Jongin era filho do casal mais gentil, carinhoso e mente aberta do mundo – e Yixing era quatro anos mais velho que Sehun, como ocorria com os dois. O que diabos poderia ir mal?

Suspirando e segurando o riso por saber que seu namorado era alguém bem sensível, Luhan esperou os outros se distanciarem um pouco mais para parar de andar e puxar, delicadamente, Jongin pela mão que estava entrelaçada à sua. Aproximou-se até ficar de frente para o maior e deixou seus braços envolverem a cintura bem desenhada dele, seus lábios logo fazendo o caminho para as bochechas levemente coradas.

- Respira fundo, amor. – Sussurrou quando sua boca encostou-se ao ouvido do maior e foi quase impossível não sorrir ao senti-lo estremecer sob seu toque. Jongin embrenhou os dedos em seus cabelos e inspirou profundamente, soltando, devagar, a respiração logo depois. – Muito bem, agora faz isso mais uma vez. – Aguardou até que o mais novo repetisse o processo, enquanto acariciava a pele dele com a ponta dos dedos sob a camisa. – Melhor?

- Um pouco.

- Vai dar tudo certo, meu anjo. Seus pais são maravilhosos, duvido que eles não nos aceitem. E, mais a mais, o namoro deles foi muito parecido com o nosso.

- Eu só não quero te perder... – Jongin choramingou, afundando o rosto no pescoço cheiroso de Luhan. Apertou-o contra si e esfregou o nariz na pele branquinha, deixando o perfume gostoso do menor acalmá-lo de uma maneira sem igual. E o carinho do mais velho em seus cabelos também estava sendo ótimo em dissipar seu nervosismo.

Como sempre, Luhan conseguia transformar Jongin no filhotinho mimado e carente que o mais novo usualmente era.

- E você não vai, bebê. Se, na pior das hipóteses, seus pais proibirem, eu te roubo pra mim e você vem morar comigo, ok? – Luhan queria rir do jeitinho medroso, inseguro e manhoso de seu Nini, mas precisava tranquilizá-lo primeiro.

- Tudo bem... – O de cabelos cor-de-rosa deu-se por vencido, afastando-se do namorado meio a contragosto, mas não sem antes roubar-lhe um selar demorado, sorrindo todo abobalhado em seguida. Era tão terrivelmente apaixonado por aquele chinês bonito demais que, mesmo depois de três anos juntos e tanto tempo de crush secreto, ainda não se acostumara com os efeitos que ele tinha sobre si. E até que gostava das borboletas, da vontade de sorrir e beijá-lo o tempo todo e da taquicardia.

Luhan fazia tudo valer muito à pena.

- Eu te amo, Hannie.

Lá estava: as bochechas coradinhas, o sorrisinho tímido e o olhar envergonhado, mas cheio de carinho de Jongin que faziam o moreno se sentir como um garotinho do colegial apaixonado pela primeira vez. Puxou o maior para mais um beijo, murmurando sobre os lábios bonitos, quentes e macios dele, aquilo que ambos já sabiam muito bem, mas sempre era válido repetir.

- Eu te amo, Nini.

 

__xxx__

 

Sehun, se estivesse em suas sanidades mentais, até teria se arrependido do gemido vergonhoso que soltara, mas ter Yixing apertando sua bunda com tanto desejo fazia qualquer pensamento desnecessário ser completamente apagado. A única coisa que se sentia capaz de fazer era agarrar os cabelos negros do menor e rebolar ainda mais no colo dele, choramingando baixinho pela torrente de prazer que aquele chinês maldito era expert em causar.

- A-Amor, daqui a p-pouco eles chegam, a gente d-devia parar... – Sehun suspirou, revirando os olhos pelos arrepios que o fizeram estremecer quando o mais velho segurou firme em seus quadris e o forçou a se mover mais devagar. E, porra, dava pra sentir o contorno pau dele encaixado certinho no meio de suas nádegas.

- Você não parece com muita vontade de me largar, Hunnie. – Riu-se Yixing, molestando a pele branquinha do pescoço do marido, enquanto se deliciava com aquela fricção entre seu membro duro e a bunda do loiro.

- Você tá esfregando seu pau na minha bunda, Zhang Yixing, você espera que eu tenha vontade de algo além de você metendo com força em mim? – O mais novo acabou exclamando, meio irritado e excitado demais, ouvindo a gargalhada do chinês em resposta à seu ataque de raiva. Em seguida, suas costas estavam contra o estofado e Yixing atacava seus lábios com fome, movendo daquele jeitinho infernalmente habilidoso os quadris para roçar as ereções, arrancando gemidos altos de ambos.

Sehun envolveu as pernas na cintura do menor e o puxou para mais perto, querendo aumentar aquele contato tão bom e quente, ao mesmo tempo em que maltratava a boca dele de volta com um beijo que roubou rapidamente o fôlego dos dois. E o loiro já estava com as mãos dentro da calça do mais velho, bombeando-lhe o pênis, enquanto o chinês chupava seu pescoço e provocava sua entrada com a ponta dos dedos, quando o barulho de chaves na fechadura os fez parar tudo, arregalar os olhos e se separar rapidamente. Yixing correu para o banheiro do quarto e Sehun para o do corredor, no exato instante em que os seis adolescentes adentraram a casa, distraídos demais numa conversa sobre filmes para notarem o clima estranho e a bagunça na sala.

- Ué, onde aqueles dois se meteram? – Baekhyun interrompeu o assunto para perguntar, ao perceber o silêncio bizarro e o fato de que nenhum de seus dois pais viera recebê-los, o que, por si só, já era bem anormal. – Será que estão transando? Meu deus, meus pais são ninfomaníacos...

- Adoro seu respeito e seu carinho pra falar da gente, filho. – A voz levemente debochada de Sehun pôde ser ouvida no corredor, o loiro surgindo no cômodo poucos segundos depois. Jogara uma água fria no rosto e pensara nas coisas mais broxantes da face da terra para dar um jeito naquela ereção. E sabia que Yixing devia estar passando por maus bocados, porque ele estavam bem mais duro que si. – Olá, meninos, como estão? – Sorriu para Yifan, Luhan e Kyungsoo, enquanto beijava a testa de cada um dos filhos, indo abraçar os convidados logo em seguida. – Estão com fome? Yixing fez aquela lasanha louca que ele aprendeu.

- Waaaa, eu tô faminto, appa! – Baekhyun exclamou, vendo Kyungsoo revirar os olhos antes de rebater.

- Quando você não está, amor?

- Olha, Kyungsoo, tá aí uma pergunta que eu realmente queria ver respondida. – Dessa vez era Yixing que adentrava a sala, repetindo o que Sehun fizera segundos antes: beijou os filhos e abraçou as visitas. – Hm, você eu não conheço. Será que é o famoso Luhan? – Perguntou ao se deparar com um rostinho desconhecido, observando como Jongin estava próximo ao rapaz, quase como se antes estivessem grudados de alguma forma. Quis rir, mas se segurou. Seu filho era tão óbvio, por deus.

- Sou sim, é um prazer, senhor Zhang. – Luhan murmurou, sorrindo gentil e se curvando.

- Ah, deixa disso. Pode me chamar só de Yixing, ou de gege como o Yifan. Você é chinês também, não é? – O mais novo assentiu e Yixing sorriu, bagunçando-lhe os cabelos.

- Eu prefiro que você me chame de sogro, mas aí é uma escolha sua, Luhan. – Sehun disse, piscando sapeca para o casal que agora corava furiosamente, ao mesmo tempo em que Yixing explodia em uma gargalhada e seguia o marido até a cozinha. Baekhyun encarava o caçula com um sorrisinho convencido, fazendo uma brincadeira com as sobrancelhas.

- Eu te disse.

- Vai tomar no cu, Baekhyun.

 

__xxx__

 

O almoço seguiu em meio à risadas, assuntos aleatórios e, tanto os pais de Jongin, quanto seus irmãos e os namorados, tirando uma com a cara do caçula, fazendo-o choramingar e se perguntar o que fizera para merecer algo como aquela família.

- Mas então, Luhan, você cursa o quê? – Sehun perguntou para quebrar o clima de zoações, porque percebia o desconforto de Jongin. O mais novo era um pouco sensível e o mais protegido pelo loiro, por mais que ele mimasse muito cada um dos filhos, mas de maneiras diferentes.

- Ah, eu curso Direito.

- Oh, minha área. – Yixing sorriu, entrando em uma conversa sobre o curso e a profissão com Luhan, enquanto os outros levantavam-se e começavam a retirar a louça. Sehun ficou de lavar e Jongin o ajudaria a enxugar e guardar, além de aproveitar para conversar com o pai.

Os dois realizavam as tarefas em silêncio, cada um perdido nos próprios pensamentos. Sehun divagava sobre como entendia Jongin em toda a insegurança que o mais novo sentia, já que passara pelo mesmo quando começara a namorar Yixing, enquanto o caçula tentava encontrar o melhor jeito de puxar o assunto com o pai.

- Eu gostei dele, filho, e sei que seu pai também. Por que você parece apavorado? – Sehun perguntou, bem baixinho para que só o mais novo ouvisse. Continuou com os olhos na louça que lavava, mas sabia que Jongin parara o que fazia para encará-lo. Ouvi-o suspirar e fechou a torneira, erguendo o rosto e sorrindo doce para o filho.

- V-Vocês não vão nos impedir de ficar juntos, não é? – A voz era baixa, meio chorosa, enquanto ele brincava com os próprios dedos, encabulado.

- Por que faríamos isso, Jongin?

- É que, sei lá, o Han hyung é quatro anos mais velho, tá terminando a faculdade e já trabalha...

- Filho, seu pai e eu começamos a namorar quando ele tinha 20 anos e eu 16. É a mesma diferença de idade entre vocês dois, por que veríamos problema nisso? – O loiro aproximou-se do menor, envolvendo-o em um abraço carinhoso que fez os ombros de Jongin perderem a tensão e arriarem, parecendo leves de tanto alívio. Sehun logo fazia um cafuné nos cabelos rosados do mais novo, sentindo-o cada vez mais calmo em seus braços. – Luhan é um rapaz maravilhoso e ele realmente gosta de você, dá pra ver só pelo jeito com que ele fala com você e te trata. Nós nunca nos colocaríamos no meio de um amor tão bonito. Quer dizer, se não empatamos o namoro do Chanyeol com o Kris, por que a gente faria isso contigo? – Ambos riram e Jongin percebeu que realmente se sentia melhor com as palavras do pai. Percebeu também que seus medos eram tão ridiculamente bobos que agora se sentia mal por ter surtando tanto com eles.

Suspirou, afastando-se do mais velho e olhando para o namorado encostado à parede do outro lado da cozinha, encarando-o com uma expressão amorosa. Jongin sorriu, sentindo o coração palpitar loucamente dentro do peito, daquele jeitinho que só Luhan era capaz de fazê-lo se sentir.

- Vou deixar vocês sozinhos. – Sehun sussurrou, rindo baixinho antes de se apressar para fora do cômodo, juntando ao restante da família na sala.

- Não morremos, viu? – Luhan brincou, puxando o mais novo pela cintura para poder abraçá-lo apertado. Sentiu logo o rosto de Jongin se afundando em seu pescoço e logo a pontinha de seu nariz deslizava pela bochecha coradinha dele.

- Me desculpa por surtar por tão pouco, Hannie, deve ter sido um saco para você...

- Ei, bobo, nada que você faz é um saco para mim. Era uma preocupação plausível e eu te entendo por ter se sentido dessa forma. Mas agora passou, ok? Seus pais já até sabiam e eu acho que ainda arranjei um emprego como secretário do seu pai. – Riram baixinho e Jongin mordeu o lábio inferior ao erguer o rosto e encarar o namorado, seus dedos brincando nos cabelos da nuca do mesmo. Os olhares de ambos se revezavam entre os olhos e os lábios alheios e aquela aura de carinho, desejo e amor logo pairou entre eles,

Foi Jongin quem quebrou a distância e beijou Luhan de forma suave, perdendo-se no gosto dos lábios, no calor dos braços e no perfume viciante do moreno. As línguas se enroscavam com uma ternura que fez o mais novo suspirar e se afundar ainda mais naquelas sensações tão boas com as quais nunca aprenderia a lidar.

Ofegante, o de cabelos rosados separou-se do namorado para puxá-lo pela mão até o próprio quarto, ignorando as risadas, assobios e gritos de “usem camisinha” vindos da sala. Empurrou Luhan na própria cama e engataram em um novo beijo, rolando pelo colchão entre suspirou, risinhos e declarações silenciosas que trocavam quando se perdiam na na tarefa de se encararem.

- Eu amo você... – Luhan sussurrou, desenhando os contornos perfeitos do rosto mais perfeito ainda de Jongin com a ponta dos dedos. E aquele sorriso largo, fofo, feliz e lindo demais que o mais novo abria deixava seu coração barulhento como uma bateria de escola de samba. Beijou-o um pouco mais, ouvindo a risada gostosa dele ecoando pelo cômodo.

- Eu também amo você... – Jongin sussurrou de volta, afundando-se naquele abraço gostoso e quentinho do mais velho. Tinha vontade de falar a Luhan o quanto o amava a cada segundo, mas não queria ser um namorado manhoso, por isso tentava se controlar o máximo que conseguia. Mas estava feliz demais para se conter. – Amo muito, muito mesmo. Eu amo sua voz, seus beijos, seu cheiro e o seu abraço; eu amo seu corpo, seu sorriso, seus olhos e a sua risada. Eu amo o jeito como você cuida de mim e faz com que eu me sinta a pessoa mais importante na sua vida. Eu amo como você é carinhoso, amoroso e sempre faz de tudo para que eu fique bem e feliz. Eu amo como eu te amo mesmo quando você me irrita ou implica comigo e eu amo o jeito que você me ama. Só, sei lá... Eu amo amar e ser amado por você.

- Você é o mais novo e o mais sensível, mas quem tá chorando sou eu. Olha, Jongin, eu não nasci preparado pra essas emoções não, você pare. – O mais velho meio ria meio fungava e enxugava as lágrimas que desciam pelo rosto, sem controle. Tentou esconder o rosto choroso de Jongin, mas o maior logo o segurava entre as mãos e enchia de beijinhos. Luhan colocou as próprias mãos sobre as dele e sorriu, encostando as testas e encarando o mais novo tão intensamente que o mesmo se sentiu sem fôlego. – Você foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida e eu agradeço a qualquer ser divino por ter colocado o pequeno Jongin correndo atrás de mim no colégio. Eu não sei o que seria de mim sem você comigo, eu sou muito dependente do que nós temos e do que eu sinto por você. Eu não preciso de mais nada se você continuar comigo pelo resto dos meus dias.

Jongin não queria chorar, ele jurava que não queria. Mas quando dera por si, já soluçava baixinho contra o peito de Luhan e o mais velho nem pegara tão pesado nas declarações. É que só o simples fato de ser exatamente ele dizendo aquele tipo de coisas já era capaz de deixar o caçula da família Oh Zhang em prantos.

- Não chora, meu amor – Luhan ria baixinho, enxugando as lágrimas incessantes de Jongin com seus polegares, que também faziam um carinho nas bochechas do mais novo.

- Desculpa, hyung, eu sou um bobo manteiga derretida que te ama demais pra conseguir segurar isso. – Choramingou o maior, apertando mais a camisa do namorado entre os dedos.

- Jongin, você é a coisinha mais fofa, adorável e amorzinho desse mundo, sabia? Vem pro meu potinho, vem, vou te dar muito carinho, meu menino manhoso.

E enquanto Luhan o apertava mais naquele abraço quentinho, Jongin percebia ainda mais que aquele era seu lugar no mundo.

Só que, de alguma forma, o mundo não era mais necessário com Luhan sussurrando que o amava.


Notas Finais


se tiver erros, me perdoem, eu to morrendo de sono agora
dedico pra glau pq ela é minha esposa e pq eu amo ela e to com saudades
eu sei que tem os comentários do anterior que eu não respondi e vou fazer isso assim que der pq eu to realmente atolada
mas eu amo vocês
beijinhos :*


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