História I am a girl with a lot on her plate... - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Beyoncé, David Guetta, Jessie J, Justin Bieber, Justin Timberlake, Katy Perry, Rihanna, Robert Pattinson, Selena Gomez, Sia, Taylor Swift
Personagens Beyoncé, David Guetta, Jay-Z, Jessie J, Justin Bieber, Justin Timberlake, Katy Perry, Personagens Originais, Rihanna, Robert Pattinson, Selena Gomez, Sia, Taylor Swift
Tags David Guetta, Jessie J, Sia
Exibições 9
Palavras 1.917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Elastic Heart


—Não precisa ter vergonha... —Julia murmurou juntando as mãos.

—Eu não estou com vergonha—Ela franziu o cenho—Não aconteceu nada. Eu...ia embora...mas...o filho de vocês me fez desistir. Só isso. E agora eu preciso mesmo ir.

—Fique ao menos para o café da manhã.

—Não, obrigada. Eu já deveria estar em casa a muito tempo—Levantou-se ajeitando o vestido, mas Erik a puxou para o sofá fazendo-a cair sentada—Hey, isso não tem graça. Eu tenho que trabalhar.

—Certo. Eu te levo.

—Eu posso ir andando.

—Eu prometi. Eu levo. Mas só depois do café—Ele levantou deixando-a sozinha com Julia e Adrian, que a encaravam sorrindo.

—O que?

—Nada—Responderam em coro.

—Eu vou preparar o café. —Julia sorriu se dirigindo para a cozinha.

—Quer conversar sobre isso?—Adrian sentou ao lado dela—Eu ouvi você chorar.

—Eu...Seu filho me prendeu aqui. Foi por isso que eu chorei.

—Você é a minha paciente há um bom tempo... Não choraria por isso. Ninguém sabe quase nada sobre você.

—Sabem o que precisam. Desculpe...Estou fazendo de novo—Massageou as têmporas—Eu apenas estou estressada. Mais nada.

—Talvez...

—Por favor...Eu não vou me internar.

—Eu não cogitei isso, não agora. Eu estava pensando... Talvez esse estresse seja causado por seu ambiente de trabalho.

—Está dizendo que a culpa de tudo é do meu trabalho.

—Você precisa de uma distração. Talvez um curso...ou um passatempo.

—Meu passatempo é escrever e meu trabalho é vender o que eu escrevo. É isso.

—E tudo gira em torno disso. Até Dan fazia parte disso.

Ela apertou os olhos, abriu a boca, mas nenhum som saiu, uma lagrima correu seu rosto e ela tampou a boca com as mãos. As mãos dele se moveram para tocar seu ombro, mas ela o afastou negando com a cabeça. Os olhos azuis o encaravam.

—Vamos pessoal, eu vou fazer panquecas... Oh criança. Não chore.

—Julia, deixe-a.

Sia não conseguia dizer nada. Era apenas ela e o vazio, a dor da perda e a incompreensão, ninguem podia entender. Adrian queria que ela chorasse era uma forma de se expressar, a forma que encontrara nas sessões de terapia. Ninguem, nenhum cientista no mundo descobriu o porquê das pessoas chorarem, mas faziam quando estavam tristes, frustradas ou muito felizes. Sentimentos eram complicados.

Ela levantou, mas os joelhos falharam encontrando o chão. Pontos negros apareceram na sua linha de visão e depois tudo escureceu. Ela caiu, inerte.

Adrian se ajoelhou ao seu lado. Os batimentos estavam mais acelerados que o normal, ela estava tentando se acalmar, mas ele, por culpa dele aquilo havia acontecido.

—Eu ligo para a ambulância —Julia quase gritou.

—Espere. Ela esta bem. Só... desmaiou. Vamos levá-la para o quarto de hóspedes até que ela acorde.

★☆★☆★

Alguem segurava sua mão. Apertou de volta. A pessoa se assustou soltando-a, gritou pai até que uma segunda e uma terceira voz apareceu.

—O que aconteceu?—Adrian. Com certeza ela reconheceria a voz dele

—Ela acordou—A segunda voz era de Erik.

—Não... Os olhos ainda estão fechados—E finalmente Julia—Ela parece tão serena.

—Ela parece morta—O filho murmurou—Temos que acordá-la, ela está assim faz seis horas.

—Seis horas e meia. Ninguem ligou?—O seu psicologo disse—Nem Margaret?

—Ninguém. —Ele respondeu. Ela mexeu as pontas dos dedos.—Eu disse que ela tinha acordado.

—Criança! Abra os olhos sim?—Julia quase implorou

—Não vão procurar por mim. —Ela disse ainda com os olhos fechados. —Nunca procuram. Não ligam e já estão acostumados.

—Me escute. Pode abrir os olhos?—Adrian insistiu.

—Dói.

—Pai ela precisa ir a um médico.

—Não. A realidade dói. Pensar que estou viva dói. Pensar que ninguem se importa dói. Eu estou bem, por fora. Mas se estou morta por dentro por que não igualar as coisas? —Ela se levantou. —Eu estou partida, mas não por muito tempo. Eu tenho que ir.

★☆★☆★

Ele sentia o coração dela bater contra o seu. Acelerado.Assim como a respiração. Ela chorava, como uma criança.

Ela então se afastou voltando ao banco do carona, secando as lagrimas com as costas da mão.

—Desculpe—Sia murmurou.—Eu...Obrigada por me trazer. Quer entrar?

—Não... eu tenho que trabalhar.

—Eu preciso ir. Obrigada. E...Desculpe —Ela não esperou ele terminar, saiu do carro entrando na casa.

A TV estava ligada. Uma risada, a risada dela, era emitida pelo aparelho. Entrou no comodo encontrando Clarke em seu sofá, uma caixa antes lacrada estava aberta e quase vazia. Ela estava na TV, a antiga e feliz, acordando Dan no aniversario. Ela não tinha uma reação para aquilo então apenas encarava o video. Dan sorria para ela. O sorriso que nunca mais voltaria.

Clarke percebeu a presença atras de si.

—Onde você se meteu?—Perguntou sem encará-la

—No seu...Quem deu permissão para que mexesse nas minhas coisas?—Andou até o aparelho e o desligou.—É estritamente pessoal. Fora.

—O que?Eu perguntei e você não me respondeu, eu tinha que...

—Que invadir a minha privacidade. Onde está Margaret?

—Eu a dispensei por hoje. Amanha ela arruma isso. Agora que tal se sentar e assistir isso?

—Que tal você ir embora?

—Certo. Eu posso levar o restante?

—Não. Saia daqui.—Clarke levantou-se, tentando aproximar-se dela.—O que você pensa que está fazendo?—Empurrou-o

—Calma. Olha eu estou indo. Pronto. Amanhã eu volto.

E então ele se foi. A deixando com seus pensamentos e uma bela bagunça. Ela sequer olhou para os videos quando se dirigiu ao banheiro. Seus remedios estavam ali, mas alguém havia mexido neles. Despiu-se entrando na banheira antes mesmo que ela se enchesse por completo. Não, ela não aguentaria juntar tudo aquilo, eram lembranças, dolorosas e tristes lembranças.

☆☆☆☆☆

As mãos levaram mais uma taça aos labios. O líquido azul balançou, a musica a incomodava, mas era melhor que ficar presa junto ao seu passado.

—Mais um.—Murmurou para o barman. Ele sorriu.

—Alguem gostou mesmo desse drink. Já é o quinto.

—É fraco. Mas é doce. Melhor que aquele outro.

—Você é a maluquinha do dia que a Rihanna estava aqui não é?

—Eu não sou maluquinha—Ela franziu o cenho, e depois balançou a cabeça—Eu sou?

—Não sei. Por que não vai para a pista? Talvez dançar ajude a esquecer seus problemas.

—Como você...

—Estava murmurando isso. Escute—Ele se apoiou no balcão aproximando seu rosto ao dela.—Eu não sei o que ele fez,mas se foi o que te deixou aqui aquela noite ele está vindo para cá agora.

—Agora?

—Perto,perto.

Sia girou o banco levantando-se. Esbarrou em alguma coisa ou melhor, em alguem, alguem que segurou seu braço.

—Merda—Murmurou.—Isso é perseguição sabia?

—Você gostou mesmo daqui.

—Eu venho pela bebida engraçadinho. E por quem a serve.—Acenou para o barman.

—Certo. Desculpe pelos videos. Eu só queria saber mais sobre você. —Ele se aproximou mais.

—Me solta—Ela puxou o braço mas ele apertou mais fazendo-a cerrar os dentes.—Agora.

—Não. Eu quero saber...

—Por que o meu passado importa tanto? Não é o suficiente eu cumprir o contrato?

—Importa para mim. Se você me deixasse terminar uma frase...

—Agora o problema sou eu? Você é um rude invasor de privacidade alheias.

—Quanto você bebeu?

—O suficiente.—Ela tentou empurrá-lo, mas ele a puxou para mais perto, as pernas dela se desentenderam encontando-se com o chão. Ela tocou o piso frio com a ponta dos dedos, fazendo pequenas linhas —Acho que eu não estou bem. Eu não gosto disso. As pessoas em volta, observando cada passo meu.

—Se você se levantar eu te levo de volta.

—Eu não vou embora com você. E não quero voltar para minha casa tão cedo. Você não tem ideia com o que está lidando.

Clarke ajoelhou-se de frente para ela.

—Já lidei com coisas bem piores do que você. Quer ficar ai, fique. Eu não ligo, desde que entegue seu trabalho—Levantou-se indo embora, se ela quisesse ir embora que fosse por conta propria, ele não iria bancar a babá dela, afinal ambos era adultos.

Ela não chorou, apenas ficou ali, mexendo na barra do vestido que a sufocava.

—Hey, loirinha—Ela virou o rosto encontrando o barman, ele parecia um gigante do seu ponto de vista—Vem, eu vou fazer mais um drink, enquanto você me conta essa historia.

Ela obedeceu cambaleando um pouco.

Não era muito complicado, era apenas ela. Então contou apenas o que havia acontecido, contou das crises, do seu trabalho, enquanto bebia um e outro drink, até que só restara ela ali.

★☆★☆★

A campainha tocou, uma, duas três vezes. Rolou na cama encontrando Josh, o barman da noite anterior, que roncava. Levantou enrolada nos lençóis, deveria ser Margareth que esquecera a chave. Abriu a porta, mas quem entrou não foi a senhorinha simpatica de sempre e sim Erik que a encarou confuso.

—Eu...atrapalhei?—Perguntou.

—Não, não estou fazendo nada demais...agora. Eu...Estava indo tomar banho.Isso. Só que eu esqueci de pegar a toalha...E...Eu não sou louca, só fui dormir tarde.

—Certo...Eu trouxe café —Ele tentou sorrir.

—Pode me esperar um segundo.Eu vou pegar um roupão.

Correu pelo caminho esbarrando em algumas coisas, bateu a porta assim que entrou no quarto. Josh sentou-se assustado.

—Escada de incêndio, agora—Falou apontando para a janela.

—Por que?—coçou o olho.

—Eu só... combinamos que ninguem saberia isso. Tenho uma visita, e... não quero que ele pense que eu sou uma...meretriz

—O que é meretriz?

—Outro dia eu explico agora vai embora.—Pegou o roupão dentro do armário—Janela okay?—Falou antes de sair.

Erik estava sentado no sofá encarando a bagunça.

—Alguém mora com você? Um homem?

—Não, por que?

—Tem uma cueca no seu carpete. E um sutiã no aparador, acho que você esqueceu isso, talvez ontem?

Ela chutou a cueca para longe.

—Isso é...

—Não precisa mentir.

—É de um cara que Margaret abrigou, o culpado por essa bagunça. Afinal onde está ela?

—Você deixa que estranhos durmam aqui?

—Não! Sim! foi só uma vez e ele ficou na sala. Eu juro.—Ele começou a rir.—O que?

—Você.

—Eu?

—Você ta vermelha.—Ela tocou as bochechas.

—Sem graça. Os vizinhos vão pensar o que? Cada dia um homem diferente na minha casa. E ainda me faz abrir a porta de lençol.—Fingiu uma irritação

—Não posso fazer nada se você resolve acordar as dez da manhã em uma segunda feira. Achei que fosse uma mulher ocupada.

—Eu já disse, fui dormir tarde. E agora se me der licença, minha banheira está cheia.

—Pelo menos beba o café —Esticou o copo em sua direção —É só café, nada de creme ou leite, apenas um café com um toque de baunilha.

—Obrigada. Por que seu pai o mandou aqui?

—Não mandou. Eu...quis vir.

—Para?

—As pessoas visitam as outras.Eu queria ver você.

—Certo...—Ela pegou o copo—Quis ter certeza de que eu não havia me matado? Eu vou fazer isso,mas não agora, não com... ah esqueça.

Ele a puxou para o sofá fazendo-a sentar-se ao seu lado.

—Com?

—Tenho problemas maiores.

—Certo...

—É sério. Você não faz ideia—A mão dele segurou a dela, o calor a fez sorrir de lado. Ela gostava daquela sensação, sentia-se protegida. Aquilo fazia seu coração querer bater. Ela se afastou quando percebeu que a linha de visão dele ia diretamente para a parte do roupão que estava caído—Hey!

—Desculpe.

—Seja discreto da próxima vez. Eu preciso mesmo me arrumar.—Ela se levantou —pode ficar se quiser.

★☆★☆★

Encarou o espelho. A calça rosa com o all star branco combinavam com a blusa também braca e o cachecol em verde amarelo e laranja. E então o barulho veio, parecia apenas um vidro se quebrando. Correu até a sala encontrando Erik e Clarke no chão.

—Vocês estão brigando ou se pegando? Porque se for a segunda opção, eu não quero isso na minha sala.

—Esse cara invadiu a sua casa—Clarke gritou em cima do outro.

—Não invadiu não. —Ela gritou de volta—Solta ele seu idiota!

—Ele dormiu aqui? Deve ter sido muito bom para você querer defender alguém.

—Eu disse que não queria ver você no meu caminho!

—Claro, eu saio de cena por algumas horas e você já coloca um idiota na sua casa.

—Ele não é nada meu. E nem você! Você invadiu minha casa, minha vida, virou tudo de cabeça pra baixo e agora está batendo em uma pessoa que não tem nada a ver com isso. 


Notas Finais


Hello
Espero que gostem
Comentem
Desculpe se ficou meio depre
Bye


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