História I Am Beautiful? - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jeff The Killer
Personagens Personagens Originais
Tags Doenças Mentais, Mistério, Psicopatia, Sangue, Terror, Vitimas
Exibições 17
Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpe me pela Demora, este capítulo está um pouco deplorável, porque já estava pronto então só dei uma Editada. Bom, antes de tudo, eu gostaria de avisar á vocês que estou editando todos os capítulos e avisarei quando estiverem prontos. No momento estou postando este, ah, e agredeço muito a quem estiver acompanhando, reelendo e comentando.

Muito Obrigado pela Cooperação!

Capítulo 9 - Caixas Velhas, Demônio Interior


Fanfic / Fanfiction I Am Beautiful? - Capítulo 9 - Caixas Velhas, Demônio Interior

Keith

Quando eu cheguei em casa naquela noite, tive uma sensação estranha. Talvez fosse a mesma, daquela que senti quando vi o maldito assassino perambulando pelas ruas onde moro, mas não. Desta vez era mais intensa.

Eu as vezes pergunto a sí mesma: qual o tamanho da minha frieza?

Até onde posso chegar com isso?

Inconformada. Como quer que eu me sinta?

Será que eu mesma irei precisar acabar com isso? Será que nunca terei uma nova família, ou será que ainda irei demorar para encontrar a minha verdadeira novamente?

Minha mente, aparentava-se perturbada, e ela sempre está. É estranho, mas, assim como tive vontade de saltar no pescoço do homem sorridente e enche-lo de facadas, agora eu sinto que posso fazer isso com qualquer pessoa.

E esse sentimento sendo tão verdadeiro, mesmo assim me entristece.

— Era só o que me faltava. — e triste já tachava da minha própria situação a todo segundo, tentando evitar que algum desastre acontecesse.

Mas não adianta controlar....

É como se muito fogo estivesse me cercando e queimando, e apagá-lo com minhas lágrimas seria em vão obviamente.

Não posso me esquecer do que houve há horas atrás. Aquele ser demoníaco, sabe lá se é um ser humano, me olhando, secando me com aquele seu sorriso diabólico. E eu, eu sou igual a ele.

E não evitar isso...

... Parar de pensar naquilo é um desafio para mim, como posso viver sem pensar nisso por um único dia? Naquele acidente, do fogo, do sangue, dos choros de Dash. Aquele homem era o responsável!

Quando eu e meu irmão estávamos escondidos, nossa maior preocupação era de que fossemos descobertos em meu quarto.

Podíamos ouvir risadas no final do corredor, os gritos desesperados dos nossos avós, do nosso pai Seymour e de Lucy, minha própria mãe, a última que ouvimos gritando por ajuda. O barulho da maçaneta, o arrombamento na porta. As risadas e passos cada vez mais próximos, o sombrio escuro sem a visão que necessitava e implorava para ter: da presença óbvia e iminente daquele cruel assassino.

Ele nos encontrou dentro do armário, como um jogo de pique esconde, sinalizou silêncio então agarrou o braço do meu irmão.

Tentei me defender, até gritei com o tal psicopata mas de nada adiantava, só bastou cobrir minha boca, atirar-me no chão e rir da minha assustada expressão. Como Dash berrava, e com apenas onze anos passar por algo do tipo deveria ter sido muito mais traumático e desesperador. O assassino ficou um pouco confuso em qual dos dois atacaria por último, mas vi que escolhera a mim.

Ele me encheu de facadas, cortes superficiais, tudo para que meu sangue não destacasse, me matando se fosse necessário, quando parasse de se divertir. Mas nós sabíamos que eu aguentaria até a minha vez. Em pensamento meu único pedido era a morte antes de mais dor. Da dor de ver Dash sofrendo, da agonia de sentir-se perfurada e dos mais dez segundos de post mortem vendo aquele assassino e escutando suas risadas.

Não tive forças para socorrer Dash, e ainda me culpo por isso. Se ao menos tivesse coragem suficiente, mas não me lembro se permaneci desacordada só sei que meu corpo fraquejou até o último segundo. Eu gritei para que parasse, o som da carne rasgando, o cheiro metálico da sangria pelo chão, eu não pude fazer nada além de encarar todos aqueles atos. Me rastejando para ele, e com isso soquei suas costas, mas o demônio não parou, esfaqueou meu irmão até a morte fazendo um sorriso em sua boca.

Nunca entendi o significado daquele sorriso...

" — PARAAA! "

Nunca entendi o motivo de não possuir pálpebras...

" — É tão, tão bom ver o quanto as pessoas se fascinam pela minha beleza... HAHAHAHA! "

Beleza? Nunca entendi o motivo de suas próprias ilusões...

" — Está com medo? — a cabeça tombando, aquela voz... rouca e maliciosa. "

" — O que acha? — a minha,' fraca, trêmula e meus olhos nem precisavam ser queimados com um esqueiro, arregalados e meus braços se arrastando para tentar fugir...

Ele agarrou as minhas pernas enquanto ria.

" — Ha... Não se preocupe feiosa eu vou te dar um tratamento de beleza... AHAHAHAAA!

— Isso só me trás... tristeza e más sensações! — gritei quebrando o vaso de flores em cima do móvel.

A terra sujando a parede branca, o barulho estrondoso de vidro se estilhaçando pelo chão, tentei juntá-lo mas cortei meu dedo.

— Não posso reagir a isso! Não mais! Como poderei recuperar minha vida dessa... maneira!?

Realmente não há o que fazer, o que passou já passou.

Minha honra foi embora junto com um rostinho bonito que nunca dei valor o suficiente. Além de permanecer viva e totalmente traumatizada, tenho de continuar enfrentando o próprio rosto completamente desfigurado. Completamente, fora do normal.

— Isso é tudo culpa minha... sou uma completa...otária. HAHAHHAHA!

Ainda não sei como não cometi suicídio, será que é tão ruim as consequências que devo tomar? Minhas opções, quais são as minhas opções!? Devo desistir, fraquejar? Ou devo continuar neste inferno rodeada pelo mesmo passado traumático, enfrentando isso todos os dias?

Neste momento sinto um demônio dentro de mim, deste modo posso cometer qualquer coisa. Devo matá lo, assim seria como matasse a mim mesma.

Sou o mesmo que você seu doente! Mas mesmo que eu seja uma vítima, o que nos torna totalmente diferentes, o jogo pode virar, e eu sei que poderei honrar minha família.

oh não!

— Esqueça isso Keith, você é uma fraca.

"Todas as noites eu tenho a mesma visão: com aquelas mãos cheias de sangue e as marcas com queimaduras pela roupa. Aquele cheiro de gasolina adentrando pelas minhas narinas, os gritos do meu irmão, o pedido de socorro dos meus avós. A covardia de matar meus pais enquanto ainda estavam dormindo. A frieza de sinalizar silêncio enquanto o fogo atingia meu corpo. O sangue por todos os lados e aquele sorriso emitindo risadas."

Lendo esse papel mais lágrimas escorrem e não consigo contê-las.

Ainda assim, eu ainda espero pelo meu dia de vingança.

O jogo pode virar, posso descobrir seu nome, sua verdadeira identidade.

— Mesmo que eu vá pro inferno, rodeada pelo próprio passado melodramático, ainda assim, recuperarei minha honra. E você, você será o primeiro passo para isso... Ahahaha...

Aquela não era eu.

Sim, eu sei que não, e conversar sozinha me deixa envergonhada.

As pessoas com quem convívio sempre dizem para virar as costas e seguir em frente.

Acontece que eu não tenho ninguém, ninguém como um estimulo para isso.

Se ao menos não estivesse em casa daquela vez, se a menos não tivesse presenciado tudo, se a menos não possuísse algo que me fizesse lembrar mas o dia está marcado no meu rosto.

E eu não posso tirar essa data de mim, porque faz parte de quem sou agora...

O que devo fazer? Isso nem ao menos é recente.

[...]

Minha casa, um enorme corredor. Salas, banheiros, quartos e cozinha: tudo em uma mesma escuridão.

Minha vida, repleta de tristeza, resumida em um rosto completamente fora do normal, pingos de chuva nas janelas e um trágico passado.

Não posso viver desse jeito, eu não consigo viver assim.

Se ao menos meu irmão estivesse vivo, mas essa não é hora de imaginar o impossível.

— Tenho que esquecer de tudo, mesmo que pareça uma louca falando sozinha desse jeito.

Não posso me deixar levar por estas malditas recordações...

Em qualquer lugar da casa posso ouvir esses relâmpagos e a tempestade.

Sentada em minha cama, sentindo a sensação de que há alguém me vigiando. Aquela mesma sensação de que alguém pode surgir a qualquer instante.

Parada em meio ao escuro, um sorriso insano invade meu rosto pálido. Meus olhos cobertos por olheiras: em um deles consigo ver apenas vultos.

É um pouco estranho pensar desse jeito, mas por um milésimo segundo sinto que devo descarregar minhas energias em algo cruel. Talvez crueldade suficiente para recompensar tudo o que me incomoda a mais de dois anos. Um passado dramático e perturbador.

Enfim, estou delirando.

Levantando da cama logo abro minha cortina esbranquiçada. Há caixas e caixas velhas repletas de livros empoeirados e tudo o que conseguiram salvar da minha casa.

Um garotinho de olhos azuis e uma garota de olhos esverdeados. Sorrindo na primeira página de um álbum com mais de trinta fotos, simplesmente não chorei com isso.

Brinquedos e ursinhos de pelúcia, cartões de natal e um pôster da minha banda favorita assinada por Riley.

Cadernos antigos da escola, um armário grande cheio de danos e partes... queimadas pelo incêndio.

E finalmente um espelho quebrado com o meu reflexo, ao lado de uma boneca de porcelana totalmente danificada em boas partes.

— Está delirando, Keith?

[...]

Sigo para a floresta, minha consciência me motiva a fazer isso. Algo que me puxa e me carrega para o outro lado... da cidade.

A chuva já havia passado, gotas pequenas molhavam parte do meu rosto coberto pelo capuz do moletom: eu não ligava.

Uma trilha escura e vazia, a única coisa que podia ver além das árvores: nuvens cobrindo o luar, iluminando pouco a pouco a cada passo que dava.

As poças de água suja refletiam meus tênis vermelhos, minhas mãos tremiam dentro dos bolsos e um cheiro estranho de terra invadira minhas narinas: pude perceber um cemitério logo ao lado, parei um pouco e admirei o local.

Na medida em que eu me aproximava aquele cheiro se tornava mais forte. Mistura de terra antiga e molhada, como se... um túmulo estivesse aberto?

Foi então que eu vi dois caixões velhos, fora dos túmulos, completamente sujos de terra, aquela mesma terra forte que havia sentido antes de trilhar caminho por ali.

Eu estava séria, talvez aquela fosse a única coisa do local que me chamara tanta a atenção. Estou lúcida ou ainda delirando?

``Vamos Keith, despacha, vaza! Vamos embora! ``

Aqueles ossos espalhados, roupas estranhas e rasgadas, sinceramente era algo meio incomum de se ver. Afinal, quem em sua sã consciência faria uma coisa dessas?

Li o nome nas lápides. Além de serem da mesma familia, pude perceber que um dos túmulos estava vazio, o que era estranho e totalmente sem sentido. Talvez a pessoa que fizera aquilo, estivesse descoberto e voltaria mais tarde, por isso resolvi sair dali antes que fosse descoberta por esta mesma pessoa.

Talvez, mas já era tarde de mais.


Notas Finais


... e é aí que as coisaa começam a ficar mais sérias. E também, é daí que o passado irá sair, e a continuação? Isso só depende de quem leu, mas prometo a todos que irei dar uma GERAL nessa escrita lamentável e irritante...

Até o Próximo Capítulo!


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