História I am you, you are me. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bottom!jk, Jikook, Soulmate, Top!jimin, Zico
Exibições 183
Palavras 1.863
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Musical (Songfic), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aaaaaaah, Oiiii!!!! Ai sério, eu NEM acredito, que depois de tentar MIL VEZES, chorar, ficar de desespero e aflição, eu FINALMENTE, consegui escrever algo que achei MEIO decente com I am you, you are me, do Zico, que é uma música que eu amo MUITO. Acho maravilhosa. Então sério, ler essa OS ouvindo ela é obrigação, ou escutem depois e vejam o MV também, eu tirei a ideia geral de lá e aaaaah, essa música é muito linda, sério.

hahaha, surtos à parte, a OS tá muito fofinha, quem gosta de um soulmate!au vai se acabar nela, então espero de coração que gostem, pq eu me esforcei bastante e ainda não achei o suficiente haushausa

Obrigada pela capa e pelo apoio mozão <3 love you.

Boa leitura! Podem me xingar nos comentários se tiver ruim ou se vcs acham que não foi plot a altura pra música, pode falar, hahaha. Beijos!

Fic em primeira pessoa e Jungkook pov ;)

Capítulo 1 - Tell me what you want from me.


Apertei o livro que segurava contra o meu corpo. O ar estava gelado e o sol começava a aparecer no céu naquele momento, mas mesmo assim eu já estava ali em frente da minha loja favorita e esperando a abertura desta, dando pulinhos em meu próprio eixo para me livrar do frio. Não adiantava estar todo empacotado, nevaria de qualquer jeito e a névoa que se formava em frente da  minha boca avisava aquilo.                        

Me animei ao ouvir o barulho da porta abrindo. Dei dois passinhos para trás e meu sorriso se alargou ao ver alguém. Pensei ser o dono da loja, que era meu amigo e conhecido, mas meu sorriso murchou ao ver que era alguém diferente.

Ele terminou de subir a porta e me olhou com um sorriso de lado, segurando a porta pesada de metal com uma mão só  e um pouco ofegante. —Você é bem apressadinho para o seu próprio bem, uh? Está congelando aí fora.

E foi assim que eu conheci Park Jimin.     

                  

Entramos em um silêncio constrangedor depois daquilo, pois ignorei os risinhos baixos dele ao me ver tremendo por causa do frio.

—Quero a HQ número 50 do Spacial Man, por favor.

—Saindo... —Ele falou, indo pegar a revista. —Sabe, você não precisava ter esperado a loja abrir para vir comprar. Você é a única pessoa que deve ler essa comic book além de mim. —Eu o olhei com ultraje e ele sorriu. —Mas bom, meu trabalho aqui é vender.

—Você folheou minha revistinha? —Ele negou com a cabeça, mostrando a versão embalada no pacote. Eu suspirei aliviado, pegando o dinheiro.

—Achei ela e a edição rara bem mais barato no ebay. —Ele falou depois de finalizar a compra e eu o encarei estupefato. —Boa leitura.

—Espera... —Eu disse, segurando seu braço e ele sorriu de canto. —É sério mesmo?

—Sim. E você deve ser Jeon Jeongguk, o cara que deixou essa revistinha reservada e ainda assim veio comprar antes da loja abrir. —Ele riu baixo, se apoiando no balcão e eu corei. —Só não te julgo pois sou tão ansioso quanto você.

—Quem é você, afinal de contas? —Disse apertando minha nova preciosidade contra o peito, mas a presunção daquele garoto estava me irritando.

—Sou Park Jimin, o novo funcionário. —Ele disse com um sorriso de canto e eu olhei seu cabelo vermelho, junto com aquelas roupas joviais demais para o que sua idade aparentava e de alguma forma me senti superior.

—Seu cabelo é horrível. —Disse empinando o nariz e virei as costas, ouvindo sua risada soar e a porta tilintando com minha saída.    

//                    

Da outra vez que encontrei Park Jimin, era noite e eu era um frequentador assíduo da loja The Strauss, que era minha loja favorita justamente por misturar antiguidades com coisas novas. Vendia de tudo um pouco por ali, e eu sempre encomendava coisas legais que gostaria de ter. O tal Park não me afugentaria dali tão fácil.

Fui com o CD dos Sex Pistols que queria comprar na mente, chegando na loja e vendo o tal Jimin com um toca CDs antigo e fones de ouvido. Parei um pouco para analisá-lo e bufei, por que diabos ele se vestia tão parecido comigo? Que falta de estilo... Ele balançava a cabeça no ritmo da música e eu pigarreei para mostrar minha presença. Ele me encarou com o sorriso de costume e afastou um dos fones.

—Oh, é o cliente esquentadinho. Olá. —Eu bufei com aquilo, apoiando minha mão no balcão e tamborilando.

—Eu quero o CD dos Sex Pistols que chegou ontem... Deixei reservado. —Ele me encarou por alguns segundos e não gostei nada do olhar curioso que ele me deu.

—Oh, jura? Eu estava o escutando nesse momento, não tinha o aviso de reservado nele... —Eu vi vermelho. Já queria arrancar a cabeça do tal Jimin ou chamar o gerente, mas outra coisa me chamou atenção.

—Você gosta do Sex Pistols?— Perguntei franzindo o cenho. Nem mesmo na área onde eu trabalhava havia pessoas que gostavam da banda.

—Sim, é uma das minhas bandas favoritas. —Ele disse parecendo sem graça, começando a embalar o CD e eu estreitei os olhos.

—Mas quase ninguém conhece os Sex Pistols. —Foi a vez dele de  franzir o cenho pra mim. —Qual o nome do vocalista?

—Sid Vicious. Eu tenho o colar dele... —Disse tirando o colar de cadeado de dentro da blusa e eu arregalei os olhos. Filho da puta!

—E-eu... —Fiquei um pouco pálido com aquilo, encarando dentro dos olhos de Jimin e sentindo meu interior retumbar. —Tenho a chave da Nancy... —Murmurei, tirando o meu colar para fora e foi a vez dele de arregalar os olhos. Pigarreei. —Comprei numa feira de música.

—Legal. —Ele sorriu largo, e depois riu baixo. —Quem diria que teríamos tanto em comum.

—É, quem diria. —Eu disse, terminando de pagar o CD e o pegando. —Até outra vez, Park Jimin. —Disse virando as costas e saindo dali de forma rápida.                        

 

O problema era que por causa daquilo, Park Jimin não saía da minha cabeça. E não era exatamente por toda vez que olhasse a chave da Nancy em meu pescoço, eu lembrava que ela era a dona do cadeado de Jimin, ou estar escutando o CD que ele já tinha ouvido, ou simplesmente por ele estar lendo as mesmas HQs antigas que eu... Era simplesmente pelo fato de que aquilo tudo era curioso demais.

Da próxima vez que eu encontrei Jimin, ofereci o meu primeiro sorriso pra ele, que sorriu de volta. —Oi.

—Olá, Jeon Jeongguk. O que vai querer hoje? —Ele disse apoiado no balcão e eu dei de ombros.

—Um café. —Murmurei, apontando para a cafeteira e ele virou, assim pude ver uma marca que ele tinha no rosto, idêntica a minha, só que no lado esquerdo. Estendi a mão e ele se assustou, e com isso acabei me assustando também, dando dois passinhos para trás.

—Desculpe. Você se machucou? —Perguntei curioso e ele me olhou estranho, balançando negativamente a cabeça.

—Essa cicatriz é antiga.

—Eu tenho uma também... Só que é do outro lado. —Disse mostrando a minha cicatriz e ele arregalou os olhos. Tipo muito.

—Sério? Antiga também?

—Sim... Eu a consegui numa queda de —

—Bicicleta. —Dissemos em uníssono e eu o encarei sem palavras. Cocei o rosto, abaixando a cabeça e ele foi buscar meu café.

—Isso tá ficando estranho. —Ele murmurou me olhando. —Quando você nasceu?

—Dia 20 de Janeiro. —Jimin pareceu suspirar aliviado.

—Eu nasci dia 20 de Dezembro... Menos mal, pelo visto não somos irmãos gêmeos. —Eu ri baixo, tomando um gole do meu café.

—Mesmo assim é a mesma data, e apenas um mês antes que o meu. —Ele deu de ombros e eu sorri, balançando negativamente a cabeça.

—Cor favorita?

—Preto. —Eu disse e ele revirou os olhos.

—A minha é branco... Ok, eu não vou perguntar mais nada, isso tá realmente estranho. —Eu ri até meu corpo balançar e peguei Jimin me encarando um tanto abobado.

—Você deveria sorrir mais. —Ele disse e eu corei com a cantada.

—Até a próxima, Park Jimin. Não seja mais estranho.

—Te digo o mesmo, Jeon Jeongguk.

//                        

 —O que você queria ser se não tivesse atrás desse balcão? —Perguntei um dia enquanto Jimin buscava minha revistinha e ele sorriu.

—Eu quero ser músico. Ainda não desisti do meu sonho. Toco violão por aí.

—Eu sou cantor... —Disse com a voz fraca e ele me encarou. —Tenho um contrato com uma gravadora. Mas não sou famoso.

—Wow, Jeon Jeongguk... Eu devia ter adivinhado pelo seu excelente gosto musical. —Ele disse rindo e me encarou, sem graça. —Escuta... Você gosta de comida japonesa?

—Uh, sim, eu como bastante Takoyaki. —Eu ri e ele cruzou os braços de maneira divertida.

—Eu adoro Takoyaki, mas sou fã de Oden...

—Eu também! E...

—Yakiniku. —Dissemos em uníssono mais uma vez e acabamos por rir daquilo.

—Escuta... Abriu uma loja de comida japonesa aqui perto... E eu sinceramente tô com medo de experimentar sozinho. —Ele disse rindo nervoso e eu apertei minhas mãos umas nas outras.

—Você está me convidando? —Perguntei e ele sorriu de lado.

—Só se estiver se sentindo convidado. —Eu ri e balancei a cabeça.

—Eu posso te esperar largar então. —Eu disse dando de ombros e ele sorriu, indo fechar a loja.

                       

Tivemos um passeio legal com aquilo. Comemos na loja nova e era realmente gostoso, então foi agradável e cada vez mais eu e Jimin tínhamos gostos ou situações de vida parecida, ao ponto de chegar a nos assustarmos com tanta coincidência.

Como eu sempre quis andar uma moto Harley, e ele ter uma moto Harley.

Sobre ele adorar compor, assim como eu, e ainda fazer as melodias e encodes sozinho.

Sobre como eu gostava de observar as estrelas e ele saber o nome de várias constelações.

Era simplesmente incrível demais para processarmos, então tentávamos apenas levar numa boa.

Trocamos números e eu sorria cada vez que recebia uma mensagem dele com algum convite ou algo engraçado, percebendo que a forma dele de escrever era igual a minha. Teríamos outra coisa em comum?

 

—Não me diga que você é canhoto, Jimin. —Perguntei ao chegar na loja perto da hora dele de largar e este arqueou a sobrancelha. Tínhamos combinado de jogar boliche aquela noite.

—Sim, por que? Isso não significa que eu não consigo te derrotar no boliche facilmente.

Dei um grunhido, batendo nele, que ria. —Eu perguntei porque também sou!

—Acho que deveríamos consultar uma cartomante ou algo assim. Isso não é comum... —Ele falou parecendo pensativo e eu bufei.

—O que você está esperando pra me beijar? —Eu disse de uma vez só e depois arregalei os olhos, tapando a boca com as mãos. Ele pareceu processar aquilo por alguns segundos, mas outra coisa pareceu o distrair. Do nada, ele olhou por baixo da manga da minha camisa, puxando meu braço.

—Por que diabos você tem a tatuagem da chave da Nancy? —Ele perguntou abismado e eu não entendi... Até ver a tatuagem dele no outro braço, do cadeado de Sid.

—Por que você tem a tatuagem do cadeado do Sid? —Eu gritei e ele riu, puxando meu queixo e encostou os lábios contra os meus num beijo suave e doce.

Envolvi meus braços ao redor de seu pescoço, deixando ele aprofundar o contato e suspirei de forma doce. —Sabe, Jeongguk... Eu não acreditava em destino antes de te conhecer, mas... Isso é incrível demais para não acreditar.

Eu ri baixo, acariciando seus cabelos. —Eu odeio essa coisa de almas gêmeas ou algo assim. É algo tão clichê. —Murmurei, encostando a testa com a dele e ouvi ele rir baixo. —Mas se for com você, talvez… Isso seja real.

—Temos muito em comum ou parecido. Ou talvez seja tudo uma grande coincidência... —Ele disse de forma cínica, mas começou a colocar as mãos por debaixo da minha roupa, e eu agradeci a Deus pela loja já estar fechada. Acho que foi por isso que eu deixei ele me puxar para o fundo de trás daquele balcão... Mas no fundo, acho que ele sabia que eu teria coragem para aquilo. E ele também.

—É... Deve ser...


Notas Finais


Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=ewjucLierFc

Algumas explicações aqui, pra quem são sabe, Sex Pistols realmente existe e foi uma banda punk dos anos 80, se não me engano. O vocalista dela, Sid vicious, realmente tinha um colar de cadeado e a Nancy era a única que tinha a chave <3 Bela e trágica história de amor kkkk amo, e resolvi por aqui como referência.

Sid e Nancy: https://colunadallas.files.wordpress.com/2012/06/sid-e-nancy-coluna-dallas1.jpg

Ahhh eu fico pensando em como podia ter colocado mais coisa, mas ok, foi isso que a criatividade me permitiu, então espero que tenham gostado ;')


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