História I Belive I Can Fly! - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Divergente, Meu Coração é Teu
Personagens Ana Leal, Beatrice "Tris" Prior, Christina, Eric, Jennifer "Jenny" Rodríguez, Personagens Originais, Peter, Tobias "Quatro" Eaton, Will
Exibições 56
Palavras 2.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei rapidinhooooooo hein kkkkkkkkk
bjussssssssssss e boa leituraaaaaaaaa

Capítulo 18 - Capítulo 18


— Obrigado! — Tobias agradece ao senhor recém conhecido que lhe ofereceu a carona até em casa. — Melhoras para a sua neta senhor Nico. 

— Foi um prazer rapaz! — O velho diz lhe acenando assim que partia. — O mesmo para sua avó. Até breve. 

Tobias seguiu para sua casa, era quase uma da manha, tentou por horas ligar para Lenny ir o buscar, mas todos deviam estar se divertindo na quermesse sem imaginar do ocorrido com Poliana que lhe deu o maior susto depois da morte dos seus pais.  

As luzes da casa estavam todas apagadas, entrou, jogou as chaves sobre a mesinha próxima a ele e então apertou o interruptor ao lado da porta  procurando  por vestígios de Beatrice, mas não a encontrou. Pensou que a loira havia ido embora, Quatro estava totalmente sem graça por ter abusado da boa vontade da moça, mesmo que a mesma tenha dito que não tinha problemas de ajudar já que estava fazendo um favor a um amigo. 

— Amigos. — murmurou pra si balançando negativamente sua cabeça — Apenas amigos. 

O moço suspirou uma boa quantidade de ar e então caminhou lentamente para o quarto massageando a nuca, desejava urgentemente um banho.  

Passou antes no quarto de cada uma de suas irmãs, sorrindo de canto ao vê-las dormindo tranquilamente, em seguida andou até seu quarto, girou a maçaneta e entrou olhando para os pés, ao subir os olhos para o rumo de sua cama, aonde queria se jogar de tão  cansado, seu coração quase saltou pela boca ao ver a bela adormecida no meio do colchão. Engoliu a saliva inexistente, piscou algumas vezes. 

Beatrice após a ligação, que  pensou ter sido interrompida por algum problema técnico, estava a derreter de calor, seu ultimo banho tinha sido as 6 da manhã enquanto se aprontava para o trabalho, por isso acabou tomando uma ducha no banheiro do quarto de Poli. Em seguida tentou se ajeitar no sofá, depois na cama de Poli, mas não dando conta, acabou se arrastando para o quarto do rapaz. 

 Sua intenção era apenas cochilar, mas acabou dormindo de vez. 

Olhando ela ali tão serena, tão bela e confortavelmente a vontade em seu espaço de todas as noites, já esquecia de todos os pensamentos de tentar transformar a paixão não correspondida em medidas a mais de amizade. Ela estava totalmente de lado, com a mão direita sobre o travesseiro quase tocando as maças de seu rosto, enquanto a outra perdia se entre o lençol azul. Os pequenos cabelos dourados deixava sua pele ainda mais viva. E mesmo que estivessem no tom natural que tinha da raiz pouco crescida a acharia linda do mesmo jeito. O loiro caiu tão bem na moça que Tobias realmente havia acreditado que era natural, mas natural ou não, do jeito que seu coração estava, a acharia linda morena, ruiva, careta ou de cabelos cumpridos. Pra ele ela era a mais linda que a vida lhe permitiu admirar. 

Beatrice se mexeu e o rosto do mesmo corou, sem saber o que fazer e temendo que a mesma pensasse que ele estava a desrespeitando com a forma que a olhava decidiu então fugir do quarto, virou as costas, chegou a abrir a porta, mas a voz dela o impediu de sair. 

— Tobias?! — a voz saiu mais rouca que o normal e totalmente perdida — Droga! Eu apaguei. 

Quatro a olhou com um meio sorriso. 

— Desculpa! Não queria te acordar. Eu ia tomar banho... — Ele apontou para o banheiro totalmente sem graça — ...Se soubesse que esta aqui eu nem tinha entrado. Vou usar o banheiro do quarto de Lexi. 

— Ei! A intrusa aqui sou eu e não você —  Ela diz com um meio sorriso sentando. Foi então que ele notou algo familiar com ela.  

Bea olhou para seu tronco que era para onde ele olhava. A garota logo percebeu que talvez se sentiu em casa mais do que deveria. As maças do rosto dela ficaram vermelhas como tomate ao ser pega coma camiseta do rapaz. 

— Não pense que eu abri seu guarda - roupa... eu.. — Beatrice gesticulava com as mãos, a voz quase não saia de tamanho constrangimento. 

Tobias riu ao ver ela tão atrapalhada em se explicar. 

— Acho eu preferia saber que tinha pego do guarda – roupa, essa aí esta suja — ele responde. Era a camiseta que tinha deixado sobre a cama e esquecido de levar para o cesto. 

Beatrice franziu o cenho desconfiada, não tinha sentido odor nenhum, o cheiro era o que sempre sentia na loja. O mesmo que sentiu quando ele abrira a porta emperrada da loja no primeiro dia em que a mesma chegou na cidade. Tinha gostado e muito.  

Bea então inocentemente segurou a peça levando a até seu nariz. 

— Não! Pode não sobreviver se fizer isso. 

Ela não lhe deu ouvidos, inspirou o cheiro e sorriu. 

— Se esse for seu cheiro quanto estiver suado pode apostar... é  o cara mais cheiroso que já conheci. 

Tobias sorriu em jeito coçando a cabeça, tentou não levar o elogio muito a serio, não seria bom ficar alimentando o que não existia. 

— Como não concordo com isso vou urgentemente tomar banho — disse caminhando ate o banheiro. 

— E eu vou devolver sua privacidade, assim que você estrar no banho. 

Ela olhou para a porta do banheiro tossindo sem necessidade. Tobias não havia entendido muito. Foi então que a mesma se ajeitou na cama ainda sentada com os lenções a cobrindo do umbigo até os pés. 

— Oh! Caramba desculpa! Entendi — Tobias diz espontaneamente como se ela tivesse lhe dito que estava apenas de camiseta — Vou nessa! — Quatro entrou no banheiro de supetão trancando a porta do mesmo totalmente atrapalhado. 

Beatrice esperou mais alguns segundo, em seguida levantou vestindo rapidamente suas roupas se sentindo idiota por ter deitado como se estivesse em casa. E daí que esta quente.  Era obvio que ele apareceria e entraria sem bater no próprio quarto. Afinal  a casa era dele. 

— Comeu alguma coisa? — perguntou perto da porta. 

— Na verdade não, foi tão complicado interna-la que a ultima coisa que pensei foi em comer. 

 

 

 Mesmo desejando fugir dali de vergonha a mesma voluntariamente seguiu para a cozinha e esquentou o jantar. Tobias apareceu de banho tomado e a aparência de puro frescor.  

— Senta aí! Come um pouco — falou ela colocando um prato limpo pra ele. 

— Não precisava se preocupar, eu ia me virar. 

Ela não respondeu apenas sentou na sua frente e lhe fez companhia. 

Ele comeu e se surpreendeu com o sabor. 

— Você que fez?! 

— Porque esse tom de surpresa Tobias? — ela cruzou os braços o encarando  — Eu sou mais do que abastecer alimentos, eu sei cozinhar. Dona Natalie me ensinou muito  bem viu?! 

Ele riu. 

— Esta maravilhoso, meus parabéns! — lhe estendeu a mão ela pegou satisfeita pela resposta. 

— Valeu. 

— Natalie... é sua mãe? 

— É sim — suspirou olhando seu suco. 

Ele logo notou a tristeza na voz da mesma. Perguntaria algo sobre a forma dita, mas a moça mudou de assunto perguntando sobre sua avó. Ele  então se pós a responde-la. Como sempre não perguntando nada além do que ela o permitia saber. Beatrice era tão reservada que parecia um erro querer desvendá-la.  

Conversaram sobre Poli, logo o assunto girou e estavam falando sobre a época de escola de ambos. Tobias não acreditou quando a mesma lhe disse ser o patinho feio e que as garotas a excluíam. 

— Não tem graça Tobias?! — ela diz lhe dando um leve soco rindo baixo para não acordar a garota — Eu sofria bullying por ser muito magra. 

— Não a imagino tão magra assim,  

— Ainda bem – ela sorriu tomando o resto de seu suco quase chorando de rir com as lembranças maldosas que agora não faziam mal nenhum. 

— \Eu também sofri e muito — disse ele muito serio, fazendo ela conter lentamente o riso, limpando a garganta para permanecer seria. 

— Vai lá! Desabafe. 

— Eu era ameaçado na escola pelos caras — falou ele se fazendo de vitima. 

— Nossa! Porque? 

— Simplesmente por sempre conseguir ficar com as garotas mais populares da escola.Elas me amavam. 

—Caramba! Que difícil foi pra você hein! — falou ela cinicamente, rindo em seguida. 

— Muito. Era difícil atender a todas, meus lábios viviam de gloss. — ele disse ainda serio, porem não aguentou e acabou rindo também. 

— Mas não durou muito, logo eu comecei a namorar a Fanny e ficamos enrolados até o ano passado. 

— Viu?! Por isso é bom estar sozinho, não que eu seja a favor de sair beijando todo mundo, eu digo mais pela liberdade, respirar sozinho, sem precisar se preocupar com qualquer passo que vai dar. 

— Pois é! — falou ele lembrando da conversa ao telefone — Mas não pense que sou um mulherengo. Hoje meus pensamentos são outros, penso o oposto de você, porque eu acredito no casamento.  

— Não se preocupe, sua reputação ainda esta intacta – ela lhe direcionou os seus melhores sorrisos e o olhando mais carinhosa disse — e  acho ótimo que acredite. De verdade.  

Tobias assentiu com um meio sorriso sem tirar os olhos dela, Bea achou que ele olhava normal, mas logo viu que ele nem piscava. 

            — Esta olhando daquele jeito de novo, O que foi?- perguntou meio sem jeito, o olhar dele fazia ela se sentir meio encurralada.. 
            — Não! Qual é?! — Reclamou ele fingindo uma decepção — Eu estava quase lá. 
            — o que?! — riu ela — Como assim?! 

           Tobias sorri pelo nariz e apoiando os braços na mesa se explicou: 
            — Estava quase terminando de contar suas sardas, mas você me distraiu com esse sorriso aí! 
            — Há! Ha! Muito engraçado. Eu as amo, então caçoe o quanto quiser. Eu não ligo. 
            — E quem te disse que estou caçoando? Elas são lindas mesmo. Eu gosto muito. 

            Bea então levantou para levar seu copo na pia com um sorriso achando que ele ainda brincava com ela. Tobias a seguiu com seu prato e copo. 

            — Não precisa lavar senhorita Sardas — falou ele assim que ela pegou a bucha. 

            — Viu?! Está me caçoando — ela riu o empurrando de leve pelos ombros. 

            —  Porque insiste? Falo sério. 
            — Ok senhor Falo serio, justifique se!- ela cruzou os braços.  

            Ninguém nunca havia a elogiado desta forma, na verdade eram os poucos que sabiam já que vivia maquiada. Bea achou que ele não teria argumentos, mas se enganou.  

           Tobias a encarou e então sorriu ao falar passeando os olhos por seus rosto. 

           —  Elas são exatamente perfeitas, assimétricas, leves. 

           — Se ficar falando tão seriamente assim vou acabar acreditando. 

           —  Espera... e não terminei. 

           — Ops! Desculpa aí! Senhor observador de sardas! Diga - falou ela divertida, mas logo o rosto ficou vermelho com a conclusão do mesmo. 

          Tobias mesmo ouvindo tudo o que a moça disse ao telefone não entendeu as atitudes de si mesmo em continuar a dizer ao mesmo tempo que se aproximava da moça. 

 
           — Pontinhos nos lugares certos, sem exageros, em um laranja que me lembra o final do por do sol, suave que encaixa perfeitamente com o tom da sua pele, a cor de seus olhos... - Tobias tocou a maçã do rosto da mesma que sentiu o coração acelerar e as mãos formigarem com o toque o rapaz. Ela viu ele direcionar o rosto para a direção do dela. 

           — Tobias! — Ela se afastou com um pequeno medo dele se tornar como todos — O que esta fazendo? — Perguntou com a voz baixa olhando fixamente para o rosto do rapaz que se arrependeu na hora da ideia impensavel. 
                        — Bea... eu... 

          — Esta tarde, acho que está na hora de ir pra casa — anunciou ela pegando sua bolsa na cadeira já seguindo para a porta. 

          — Ei! Calma — ele pede segurando ela levemente pelo braço. 

          — Somos amigos! Serio que ia me beijar? — Perguntou com uma pequena careta. 

          — Desculpa! — Ele pede passando a mão na cabeça — Eu aji por empulso e... 

          — E porque? Somos amigos Tobias, achei que as coisas estavam bem claras. 

          — Eu sei Beatrice, você repete isso milhares de vezes — disse um pouco irritado. 

         Beatrice percebeu. 

         — E porque esta bravo? Eu que deveria estar e não você. 

          A loira seguiu para a porta da sala. 

         — Espera! Se quer ir eu te levo. 

         — Não precisa. 

         Ela saiu irritada e decepcionada, achou que poderia ter uma amizade limpa com ele, mas estava enganada. Ficou mais irritada ainda quando seus pensamentos a traíram levando ela a se imaginar o beijando desenfreadamente. 

         — Não seja ridícula Beatrice! — repreendeu a si mesma. 

         A noite não estava tão escura, mas faróis da caminhonete clarearam ainda mais o caminho para a mesma. 

        Tobias andou ao seu lado. 

        — O que faz aqui? — perguntou áspera enquanto pedalava. 

        — Pode estar brava, mas não vou deixar você ir sozinha. 

        Ficaram em silencio boa parte do caminho. Até a mesma explodir. 

         — Porque vocês homens acham que podem ter tudo? É tão difícil separar as coisas assim? 

        — Eu não acho que posso ter tudo. Me desculpe, eu errei... foi mal. 

        Ela fingiu não ouvir, Tobias achou um absurdo ela o ignorar. 

        — Porque vocês mulheres tem que intensificar tudo? Fazer tempestade em copo d'agua? - Tobias gesticulava equilibrando a atenção para a estrada e para sua amiga — Caramba Beatrice eu já me pedi desculpas. Simplifica. 

       — Você faz as coisas erradas e eu tenho que fingir que tudo bem? Pediu desculpas e não tenho mais o direito de me irritar? Tudo bem Tobias... está perdoado... Feliz?! 

        Agora ele que ficou serio e a ignorou. o silencio reinou de vez, ate o mesmo rir sem humor. 

       — Qual é a graça agora?! 

       — Essa briga, parece mais briga de namorados. 

       Bea analisou a resposta do mesmo e realmente, ele tinha razão. 

      Quatro parou a caminhonete e ela desceu da bicicleta assim que chegaram na casa. 

       — Agora é serio — ele desceu — eu fui um idiota. Me desculpa. Amigos? 

Estendeu a mão pra mesma que estava de braços cruzados. 

       Bea olhou a mão do mesmo e suspirou. 

       — Amigos! —  ela disse por fim pegando na mão dele.  

       Quatro  sorriu fazendo a mesma mesmo que sem vontade sorrir também. 

      — Boa noite Bea. 

       — Boa noite — respondeu  já menos irritada. 

 

      Naquela noite ambos sonharam com o beijo não dado. 

 



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