História I Can Change For You - Capítulo 84


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Dianna Agron, Harry Styles, Zayn Malik
Tags Amor, Dianna Agron, Harry Styles, Meio-irmão, Romance
Exibições 243
Palavras 9.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OBS IMPORTANTE: Infelizmente no capítulo passado houve um erro e acabei postando o cap incompleto. Ficou faltando a parte de Elex. Então vc N leu a parte do Alex e da Emily no cap passado corre lá PRIMEIRO senão vc n vai entender nada do que ler aqui. Desculpem por esse transtorno...

Capítulo 84 - 2 Become 1


Fanfic / Fanfiction I Can Change For You - Capítulo 84 - 2 Become 1

 

 

Venha um pouco mais para perto, querido(a)

Vamos lá

Vamos lá

Pois esta noite

É a noite

Em que dois se tornam um só

Eu preciso de amor

Como nunca precisei antes

Quero fazer amor com você, querido(a)

Eu tive um pouco de amor

Agora voltei para ter mais

Quero fazer amor com você, querido(a)

Será você é tão bom(boa) quanto eu me lembro...?

Vamos lá, vamos lá

Pois esta noite

É a noite

Em que dois se tornam um só.

Harry & Dianna



 

 

- Está mais calma, minha raivozinha…?

- Estou…

- Você ainda não me deu um beijo de bom dia... – Choraminguei sentido.

- Mas que malvada eu sou... – Disse sorrindo.

- Muito… – Murmurei e ela se inclinou iniciando um beijo gostoso. – Você e essa boca… – Sussurrei extasiado.

Sorrimos suavemente um para a outro, e em seguida, iniciamos um segundo beijo.

Suas mãos vagaram sem rumo em meu cabelo e nuca… suspirei… na verdade, gemi... ela ouviu e sorriu aprofundando ainda mais o beijo, deixando-me louco...

Ficamos a manhã inteira curtindo bons beijos e amassos... nós temos uma química incrível...

Seu toque me tira a concentração de qualquer coisa… eu só a queria, sem pressa… ela era a garota que eu amava… mesmo quando estive dentro de todas aquelas dúvidas… nunca deixou de ser ela… e agora que eu de novo a tinha… eu só queria sua boca na minha… a sua mão na minha… os nossos corpos iguais em sentimento… e me embebedar de seu cheiro, um cheiro que só ela expirava… e ter a minha vida inteira buscando a paz e conforto que somente com ela encontrava…


 

 

 

Emily

 

Por um momento eu achei que estava na frente de um ônibus com os faróis altos. A luz estava tão forte que parecia transparecer em minhas pálpebras. Senti como se aquilo fosse mais do que luz, parecia ser fogo vivo.

Saltei e abri os olhos. Só então vi que estava em um quarto, mas em um quarto que não era o meu. Dentro do peito o meu coração começou a saltar desesperado. Olhava para um lado e para o outro tentando achar uma única lembrança daquele lugar. De que aquele lugar não era totalmente estranho. E se não fosse pelas intensas dores de cabeça e meus olhos ardendo, pensaria que aquilo era só um sonho ou um devaneio. Mas não, aquilo era real! Eu sabia que sim. Porém, algo me assustou mais ainda quando notei: que estava nua. Ao meu lado vi apenas um cobertor pesado que caiu quando eu me levantei. Levei as minhas mãos ao rosto tentando entender o que estava acontecendo comigo. Busquei em minha lembrança algo, mas tudo parecia um amontoado de imagens bagunçadas, que quanto mais eu mexia, mais doía.

Então eu gritei, alto mesmo. E o grito fez o mundo girar.

- Mas o que está acontecendo aqui?! – Vi Alex entrando porta adentro com as muletas, e as coisas começaram a vir em minha mente.

Eu estava em uma casa bem afastada, escondida com ele. Nós estávamos juntos ontem, em um jantar.

- Wow… – Ele fez uma cara de espantado ao olhar para mim.

- Meu Deus!! – Eu estava pelada na frente dele!

Corri até o cobertor e me cobri por completo. Isso mesmo, cobri até a minha cabeça de tanta vergonha.

- Você tá bem, Emily? – Ele perguntou meio preocupado, porém, eu pude notar o tom de humor em sua voz.

- Estou, saia daqui! – Eu tinha muitas perguntas, muitas dúvidas, mas a vergonha era tanta que eu não queria que ele ficasse mais um segundo ali dentro.

- Mas… – Ele ia falar algo, mas eu logo o interrompi.

- Sai logo daqui, Alex! – E então escutei os barulhos dele saindo do quarto e fechando a porta.

Passado alguns minutos resolvi sair debaixo do edredom. Os raios de sol que entravam pela janela eram o meu ônibus de faróis altos. Fui até lá rapidamente e fechei a cortina cor de madeira que deixou o quarto bem mais confortável. Quando virei-me, avistei o que seria minhas roupas. Elas estavam jogadas… no chão.

Deus! A primeira coisa que pensei foi que… tinha transado com Alex! Essa era a única explicação. E o fato de eu estar assim, tonta, com dor de cabeça e sem lembrar de nada era que eu… bebi. Ai, meu Deus! O que eu vou fazer agora?

Eu rodava de um canto para o outro do quarto tentando buscar em minha mente. Entre todos os meus pensamentos e hipóteses, uma ideia se sobressaiu: o de olhar entre as minhas pernas. Eu sou virgem! Ou era… Não, eu me recusava a fazer isso. Olhar ? Que absurdo!

Mas e se a gente tivesse...? Não, eu não ia sustentar isso. Mas também não conseguiria ficar naquela dúvida…

Logo percebi que sequer tinha vestido a minha roupa. Corri até elas, as catei e me vesti. Fui até o banheiro para lavar meu rosto e escovar os dentes. Dentro do banheiro não tinha nada, não estava com minhas toalhas, escovas de dente ou creme dental. Logo consegui me lembrar que estavam todos dentro das bolsas que eu não tinha nem desfeito na noite passada. Droga, o que eu ia fazer agora? Teria que sair do quarto e eu já não estava com vontade de sair nem do banheiro. Sair do quarto significava olhar cara a cara com Alex. Eu já tinha essa dificuldade antes, imagina agora! Seria impossível olhar para ele sem me tornar um pimentão. Mais do que isso, eu ia querer morrer, tenho certeza.

Porém… um pensamento me abateu de tal forma que me confundiu. Nunca teria um pensamento assim ou, pelo menos, eu achava que não. Me peguei querendo que fosse verdade. Como teria sido bom fazer amor com quem eu amor. Me peguei querendo lembrar, saber se foi realmente bom, e como foi. Apesar do ridículo, aquilo parecia ser tão meu, tão meu desejo. Mas logo balancei a cabeça para tirá-lo dali. Não era certo fazer isso bêbada. É um momento especial, não para acontecer e você nem lembrar no outro dia. Tinha certeza que morreria de chorar se isso acontecesse...

Enfim tive que tomar coragem para sair daquele quarto. Assim que abri a porta eu pude ver Alex sentado no sofá. Lembrei dele ontem sentado lá, vendo o jogo. Era aquela estranha sensação. Parecia que aos poucos as coisas iam voltando para a minha cabeça. Não parecia que eu tinha vivido elas antes, mas, que estava vivendo-as instantaneamente ali.

Pensei em dar um oi, mas apenas movi os lábios, as palavras não saíram de minha boca. No entanto, ele me notou.

- Oi… – Ele também não olhou para mim. O que eu achei até bom…

Não consegui devolver a saudação. Eu tentei, juro que tentei. Reuni forças para lhe dar um oi, mas não consegui. Imagina perguntar o que eu estava tanto querendo saber…

- Eu acho que você quer conversar sobre… – Assim que ele começou a dizer aquelas palavras colocando sua garrafa de cerveja em cima da mesa da sala eu não pude me conter. Senti um arrepio profundo percorrer o meu corpo e minha visão quis escurecer. Não precisava ser cardiologista para saber que meu coração parou por alguns segundos.

Corri dali.

Quando dei por mim estava em frente a pia da cozinha, apoiada pelas duas mãos naquela pedra gelada. A minha respiração ia voltando aos poucos e sentia meu coração batendo forte como se quisesse rasgar o meu peito. Com os olhos fechados eu pedia para que Alex não viesse até ali. Sei que é feio da minha parte, mas agradeci por ele estar de muletas e não poder ficar me seguindo.

Como eu ia conseguir ficar naquela casa com ele agora? Principalmente se nós tivermos feito realmente. Mas afinal de contas, por que eu não o pergunto logo? Não, não vou ter coragem.

Então eu comecei a ocupar a minha cabeça arrumando as coisas. Em cima da mesa ainda estava os restos da noite de ontem. Deus, como estava uma bagunça. Mesmo sem querer, eu comecei a imaginar nós dois bolando por cima daquela mesa, pelados. Não! Levei as mãos ao rosto como se isso fosse tirar aquela imagem da minha cabeça. Não é que eu não quisesse, era só que eu não queria que tivesse sido do jeito que foi, apenas...

E pela bagunça que estava ali, tinha sido…

Peguei as coisas e comecei a limpar a cozinha. Arrumei a mesa, lavei a louça e deixei o chão brilhando. Mesmo naquele clima frio eu estava suando, de tanta determinação a limpar. Era melhor isso do que ficar pensando besteira. Não tinha olhado as horas, mas minha barriga roncou, só assim que eu pude notar que estava com fome.

Olhei furtivamente para a sala e ele estava do jeito que ficou. Ele estava inquieto, até para alguém que amava ficar no sofá e assistir jogos. Ele também era para está estranho depois do que aconteceu, acho. Que nada! Alex é acostumado a pegar mulheres o tempo todo. Olha eu aqui pensando essas coisas de novo...

Balancei a cabeça e fui até a geladeira ver o que tinha para preparar para comermos.

Nada. Essa era a resposta.

Como íamos sobreviver ali sem ter o que comer? Infelizmente só tinha uma solução. Teria que falar com Alex sobre o que iríamos fazer.

- Err... Alex… – Chamei sua atenção quando entrei na sala. Falei de uma vez para não me sabotar.

- Oi! – Ele saltou do sofá como quem leva um susto.

- Como vamos comer? – Perguntei evitando olhar para ele.

- Não tem nada na geladeira?

- Não.

- Vamos ter que comprar.

- Com que dinheiro? Onde?

- Tenho uns trocados na minha mala.

- E espera que façamos isso como? Em que lugar? Estamos no meio do nada! – Eu estava tão nervosa que acabei sendo grossa com ele. Mas também não conseguia imaginar onde compraria algo ali.

- Ei, te acalma, mulher! – Ele me olhou estranho. Não era com raiva, como ele normalmente ficaria quando alguém o desrespeita. Era apenas… confuso.

- Desculpa é que eu… eu… – Juro que eu tentava, mas não saía nada.

- Com fome, né? Eu também estou – Ele levantou-se com dificuldade – Mas para a nossa felicidade há uma cidadezinha pequena, aqui perto. Joey disse que era só seguir pela estrada de pedra alguns quilômetros que encontraríamos ela – Ele olhou para mim e eu pude ler claramente seus olhos: ele queria que eu fosse.

- Mas como eu vou andar tantos quilômetros?

- Tem uma bicicleta com rodinhas lá atrás – Ele falava aguentando o riso.

- Você é um imbecil, Alex! – Passei por ele com raiva.

- Hey! – Ele esforçou-se para segurar com apenas uma das muletas e com a outra me segurou pelo braço – Você está bem? – Quando foi a última vez que ele me perguntou se eu estava bem? Nunca, acho. Não antes de isso tudo acontecer.

Igualmente quando eu pude ler o pedido dele para que eu fosse sozinha providenciar nosso alimento, eu pude ler agora a preocupação em seus olhos. Comigo. Comigo! E apenas isso fez eu esquecer de tudo e passar um pouco de tempo no céu…

 


 

Alex

 

Eu estava bastante preocupado com Emily, mas algo dentro de mim resistia a ir até ela. Claro que minha vontade era de ir de bicicleta até essa tal cidade para poder comprar as coisas e não ela. Até porque eu traria mais coisas e seria mais rápido, porém, eu estava inutilizado com essas muletas. Apesar de eu ser um alvo mais fácil caso eles tivesse nos seguindo, eu preferia ir do que deixá-la ir. Forçava-me a acreditar que só estava sentindo isso porque tinha um acordo com o Elijah. Só que parte de mim sabia que essa desculpa já estava velha demais para ser acreditada...

Notavelmente Emily estava pensando que algo aconteceu. Ela estava mais nervosa do que eu. Porém, confesso que estava um pouco receoso de comentar algo com ela. Afinal, como eu ia dizer uma coisa dessas? Mesmo que não tenha rolado nada, creio que contar essa situação para ela faria ela querer morrer por dentro. Conhecendo Emily, ela iria. Sei lá, as vezes eu pensava que contando isso ela fosse ficar tão ruim que fosse querer ir embora e me deixar aqui sozinho. Sei que parecia um medo ridículo, mas parece que esses medos ridículos estavam mais comuns do que eu percebia.

Eu não queria ficar sem… sem… ah! Sem ela.

Fui até atrás da casa para ver se ela estava pegando a bicicleta com rodinhas. Que adulto andaria em uma bicicleta que tem rodinhas de criança?

Porém logo notei que os seus pneus estavam furados. Ainda bem que havia outra bicicleta ao lado e sem rodinhas...

Emily estava em cima dela olhando-a como se tivesse tentando conversar com ela.

- Você sabe andar de bicicleta? – Perguntei.

- Sei, claro – Ela nem olhou para mim.

Estranhamente, eu desejei que ela tivesse olhado.

- Mas sabe andar por uma estrada difícil assim? – Voltei a perguntar.

- Vamos ter que descobrir… – Disse ela levantando a cabeça e olhando para a estrada de areia.

- Se não quiser, não precisa fazer.

- Preciso. Ou então vamos morrer de fome nesse fim de mundo, oh senhor... – Ela logo depois riu.

Eu sorri.

- Só… – Dei uma pausa.

- O quê? – Ela olhou para mim.

Mesmo ela estando há alguns metros de mim, eu pude notar seus olhos como se estivessem a menos de um palmo. Ela tinha um jeito de olhar único. Era a única pessoa nessa Terra que conseguia mostrar a alma em um par de olhos. Nunca aquela frase “os olhos são os espelhos da alma” fez tanto sentido como para ela. Lembro-me que eu sempre achava isso uma fraqueza. Havia vezes que eu evitava até olhá-la já por notar, em um simples olhar, o que ela queria, como queria e o que sentia. Linda. Maravilhosamente linda. Como um anjo. Porém, achava isso uma fraqueza. Ninguém pode se mostrar tão fácil assim ou se machucará. E isso me irritava. Mas agora acho que ela não me irritava por isso. O que me irritava era eu não conseguir ser assim. O que me irritava era saber que tinha alguém bem melhor do que eu ali. E olhar alguém tão bonito nos faz se sentir tão imundos…

- Alex? – Ela me trouxe de volta de meus devaneios.

- Que foi? O que? – Me tornei confuso.

- O que você ia dizer? – Ela franziu o cenho.

- Nada, era só pra… – Peguei ar. – Tomar cuidado no caminho, tudo bem?

Ela balançou com a cabeça e um sorriso afirmando que tomaria. Isso não era o suficiente para eu achar que ela tomaria ou que tudo fosse ficar bem. Porém, não podia fazer muita coisa. Só pedi que ela comprasse o máximo de coisas que pudesse para não que ir de novo tão cedo. Assim, da próxima vez, eu já estaria curado e quem iria era eu.

Fiquei olhando até ela sumir no horizonte. A floresta era alta, logo ela sumiu pela estradinha de areia e pedra. Olhei para cima e o Sol estava baixo ainda, radiante. Era cedo, não tinha como ela voltar ao escurecer. Ou, pelo menos, era isso que eu queria que acontecesse...

Voltei para dentro da casa e notei claramente que estava aflito. Preocupação com os outros não era um sentimento muito recorrente em mim. E agora estava tendo que limpar o suor da minha testa em tamanha tensão. Sentei-me no meu sofá, olhei meu jogo e bebi um grande gole da minha cerveja. Tudo estava deslocado. O jogo perdeu a graça, não conseguia achar uma posição confortável naquele sofá velho e a cerveja estava amarga como nunca esteve antes. Joguei a garrafa na parede e os pedaços foram para todos os lados. Tive que proteger meus olhos dos estilhaços.

Droga! Não gostava do que estava acontecendo comigo. A minha vida toda eu trabalhei e me construir para ser forte, para ser imune, para estar preparado a enfrentar qualquer que seja a situação. Quando se cresce com dificuldades tem que aprender com elas, e não sucumbir. Sempre me orgulhei de ter aprendido rápido e de ter me tornado um cara durão e impermeável. Mas agora… não sabia o que estava acontecendo comigo. Esses sentimentos, essas preocupações alheias, esses pensamentos, esses cuidados… isso não me pertencia. Era como se algo tomasse posse do meu corpo sem eu mesmo querer. Porém, o que era mais estranho era que, algumas vezes, eu só não deixava entrar como também gostava de sentir… E talvez fosse isso que estivesse me irritando mais que tudo.

Olhei em volta e a casa estava sozinha. Aqueles poucos minutos que Emily tinha saído da casa já era suficiente para me fazer notar sua ausência. Mas o que eu estava falando? Eu passei quase a vida toda morando sozinho e ela passou a noite em um quarto e eu em outro. Por que só agora eu vou notar sua ausência e me sentir só? Esses pensamentos não faziam lógica para mim, e eu não gostava de tê-los. Talvez fosse fome. Ou talvez quando tudo isso passar eu deveria ir para um maldito psicólogo.

Levantei-me e fui até a geladeira para pegar mais uma cerveja. Quem sabe aquela estava amarga porque tinha ficado quente. Era difícil demais ficar caminhando com aquelas muletas. Ainda mais tendo que tomar cuidado para não cortar os pés naqueles cacos de vidro. Eu ri comigo mesmo no caminho ao imaginar o quanto Emily ia brigar comigo quando chegasse ao ver aquela bagunça de vidro.

A cozinha estava toda limpa, eu pude notar, claro. Mas, assim que entrei, eu voltei para a noite passada. Eu pude ver o local exato onde eu estava sentado, onde Emily estava sentada. Era como sentar no sofá e ver um filme passando na televisão. As sensações e imagens eram tão fortes que eu cheguei a me assustar com a risada dela, como se fosse real, ali mesmo. Olhei em volta buscando-a e ela não estava. Sorri bobo comigo mesmo. Mesmo sabendo que estava sozinho, olhei em volta como se tivesse preocupado de alguém ver.

Abri a geladeira e a mesma não tinha nada além de gelo. Droga, parece que eu ia ter que me contentar com água até… foi então que eu me lembrei. Não tinha pedido para Emily trazer cerveja. Do jeito que ela é, vai trazer verduras, comidas orgânicas e toda essa besteira de saudável. Puta que pariu! Fechei a geladeira com violência e voltei para o sofá rezando para dormir e acordar só quando ela chegasse. Mas era ilusão minha. Eu mal conseguia piscar, pensando o tempo todo em como ela estava se saindo. E a cada volta que o ponteiro dava no relógio era como se um pedaço meu caísse no chão da sala de tanta preocupação. E fome, claro. Eu estava faminto.




 

Harry

 

Não sei por quanto tempo dormi, mas, acordei sentindo algumas lambidas no meu rosto. Abri os olhos devagar, e vi o Cameron em cima de mim, sorri involuntariamente.

- ...bom dia, garotão... – Preguiçosamente acariciei seu pelo.

- Vejo que ele te acordou... – Vi Di entrar no quarto com uma bandeja.

Assenti preguiçoso ao bocejar. Ela sentou na cama de frente pra mim, e colocou a bandeja entre a gente. Tinha frutas, panquecas, pães e dois copos de suco que parecia ser de laranja.

Sorri para ela e trocamos um selinho rápido.

- Obrigado, amor… – Ela sorriu de canto, assentindo.

Ela fez o Cameron descer da cama e começamos a comer tudo que ela havia feito. O nosso café da manhã foi repleto de flertes e selinhos.

E depois do café delicioso que tivemos, me deitei de novo na cama por alguns segundos.

- Podemos ficar na cama o dia inteiro…? Só namorando? Estou com tanta preguiça hoje… – O dia estava lindo, o céu tão claro, e o clima agradável, no entanto, a minha preguiça estava maior do que tudo isso junto.

- Mas é claro que podemos, amor... – Ela tocou minha bochecha me deixando derretido.

- Eu só preciso ir ao banheiro, só assim poderei te beijar como quero – Roubei um selinho dela antes de levantar.

- Amor, não seja bobo...! – Disse em tom risonho.

- Eu preciso escovar os dentes primeiro...! – Disse entrando no banheiro.

Tomei um banho, fiz o que tinha que fazer e depois de ficar limpo, refrescante e cheiroso, voltei para o quarto.

Me deitei na cama e puxei minha garota para deitar sobre meu peito, ela deitou e aconchegou-se em mim.

- Bom dia, my sweetie… – Disse dando um suave beijo em seus lábios.

- Bom dia, meu amor… – Ela sorriu para mim antes de falar. – Não vai acreditar no que encontrei aqui perto…

- Um baú de tesouros? – Ela bufou divertida.

- Uma floricultura. – Olhei para ela.

- Nossa, que legal! – Fez um carinho no meu rosto e eu fechei os olhos para aproveitar sua carícia.

- Eu também achei legal. Não pensei que houvesse vida além do nosso ninho de amor... – Ri fraquinho.

- Aqui devem viver muitas pessoas, amor… – Comentei, enroscando meus dedos em seus fios de cabelo.

- Sim… mas era legal imaginar que éramos só nós dois…

- Mas ainda somos só nós dois, meu amor… – Ela me olhou e lentamente nossos lábios se encontraram em um beijo suave e calmo. Nossas línguas deslizavam em sincronia e eu rodeei sua cintura com os braços, querendo senti-la em mim o máximo que podia…

Partimos o beijo devido a ausência de fôlego… porém, logo em seguida, veio um segundo beijo…

As mãos dela se envolveram em torno de meu rosto e o beijo se aprofundou...

A forma como ela beija… como move seus lábios… como envolve minha língua… o gosto de sua saliva… é algo incomparável… indecifrável… insubstituível… ela é dona do beijo mais gostoso que eu já provei… de uma lista com mais de 100 garotas... me fazia delirar… seus dedos passeando por meu pescoço, ombros e braços deixando o meu corpo trêmulo de excitação… em um conjunto de faíscas de tesão e calor que não podiam mais ser contidos… empurrei meu corpo ainda mais contra o seu e deslizei minha coxa entre as pernas dela... ela gemeu e me segurou mais perto...

Cada parte do meu corpo implorava para experimentá-la… tocá-la… senti-la… torná-la finalmente minha

O beijo só continuava esquentando, até que finalmente me afastei tendo que quebrar o beijo...

- Amor, espera…

Um olhar de espanto apareceu no seu rosto. Eu parei no meio do amasso.

- O que aconteceu…? – Respirei fundo antes de falar.

- Eu quero muito fazer isso com você… m..

- Amor... – Cortou-me calmamente. – Eu já superei esse medo... não se preocupe… – Ela disse toda doce e acariciou minha bochecha. – Eu já estou bem… estou curada…

Retribuí o sorriso que ela me oferecia, mais do que emocionado com suas palavras.

- Por mais que a minha vontade de você esteja exalando por todos os meus poros… – Confessei-lhe convicto. – Eu quero que isso seja especial... – Ela sorriu de canto. – Eu quero que a nossa primeira vez seja aqui, nesse continente, nessa praia, nesse nosso novo cantinho, mas também quero que tenha tudo que você merece receber... – Ela sorriu, emocionada.

- Sério que quer mesmo isso…? – Perguntou lentamente.

- Sim. – Ergui minha mão direita e toquei seu rosto. – Por que? Você não…?

- Sim, claro que sim…

- Você confia em mim…?

- É claro que eu confio em você… – A voz dela saiu entre um suspiro e outro, me fazendo sorrir. – Eu confio em você com todo o meu coração, amor… – Levei a minha mão até o seu rosto e o acariciei.

- Eu te amo… – Eu disse e ela sorriu. Ah, como eu amo esse sorriso...

- Eu também te amo… – Desci meu rosto para a sua boca e a beijei. Trocamos infinitos selinhos carinhosos até finalmente pararmos o beijo.

Sorri quando encontrei seu olhar. Ela deitou a cabeça em meu peito e ficamos em um silêncio confortável apenas recuperando o fôlego. Ela ergueu sua mão para escorregar seus dedos por entre os meus cabelos… suspirei de satisfação… meu corpo ia se arrepiando aos poucos com as suas carícias… estava tão bom… eu estava quase dormindo de novo…

- Amor – Murmurei baixinho. – Eu vou dormir – Sorri logo depois.

- Está bem, eu paro... – Fiz um beicinho triste mesmo que ela não estivesse olhando. Estava tão gostoso...

- Amor. O que acha de ligarmos pra Ash e dizer que estamos juntos de novo? – Sugeri e ela saltitou, mesmo deitada.

- Perfeito, liga! Liga!

Peguei meu celular ao lado da cama e destravei a tela. Fui até a minha agenda telefônica e cliquei no número da Ash. Eu estava com muita saudade dela...

- Ash? – Perguntei.

- Meu Deus, é você?!

- Somos nós, na verdade – Coloquei no vivavoz.

- Aqui somos nós também. Diga oi, Zayn

- Oi galera – Ele disse, e com uma voz sonolenta.

- E aí, cara? – O cumprimentei.

- Estamos bem e vocês?

- Estamos oficialmente juntos...! – Sorri e Di me abraçou mais forte.

- EU NÃO ACREDIIIIITO!!!!!!!!!!!!!!!! – Berrou Ash.

- Deixa de grito, Ashley. – Resmungou Zayn.

- FICA NA SUA, PESTE! – Ela retrucou.

- Amor, temos vizinhos.  

- EU NÃO ME IMPORTO COM ISSO, MALIK! – Di e eu éramos só risos. – OS MEUS MELHORES AMIGOS ESTÃO JUNTOS DE NOVO E O RESTO QUE SE FODA LÁ NA PUTA QUE PARIU!

- Você tem problemas.

- Ei, aonde você vai?!

- Embora. Antes que chamem a polícia. – Novamente rimos. – Vão pensar que eu te espanco, garota…!

- Gente, gente, espera um pouquinho, não briguem por nossa causa. Estamos tão felizes juntos…

- Não estamos brigando, estrupício. Esse é o nosso normalzinho. Não é, amor?

- O pior é que é, galera – Murmurou Zayn. – Ensaiei sair de casa três vezes só nessa semana

- Cale a boca. Onde está a minha doce Di...?

- Estou aqui, amiga...

- Hey, tratante.

- Tratante não. Foi você que me abandonou devido as suas férias românticas… – Defendeu-se Di. – Como foi a viagem...?

- Perfeita/um saco. – Lógico que ‘’um saco’’ foi o Malik que disse.

- Quer dizer que você achou um saco está comigo...?

- Não, amor, eu não quis dizer iss…

- Mas você disse, MALIK!

Novamente caí na gargalhada com esses dois. Eles brigam a cada um minuto.

Enquanto eles ainda discutiam, Di sussurrou-me:

- Amor, é melhor desligarmos antes que eles assinem o divórcio por nossa causa...! – Ri de seu receio.

- Os dois, calados, agora!! – E eles se calaram mesmo.

- Como ousa me dar ordens, estrupício…?

- Você se calou por que quis, ué – Eu disse e Di riu enquanto enrolava seu dedo em minha mecha de cabelo.

- Eu senti falta dessa implicância... devo confessar. – Ash disse, em um tom mais ameno. – Foi a pior sensação do mundo ficar longe de você nesses últimos tempos, cara… – Quando queria, ela sabia ser uma fofa.

- Eu nunca esqueci de você, loirinha...

- Eu sei, mas, nunca foi a mesma coisa…

- Eu sei…

- E ter você de volta é como um milagre. Como conseguiu?

- Di conseguiu. – Ela sorriu me apertando em seus braços.

- Mas como foi isso!? COONTA!!

- Já vai começar a gritar? – O Malik interviu.

- Fica quieto!

- Galera, nós vamos desligar desse jeito. 

- Tudo bem, nós vamos iniciar uma foda de reconciliação. – Ash disse e encerrou a ligação.

A Di me olhou corada, chocada, mas também rindo.

- Não me diz que eles foram mesmo…

- Com certeza – Respondi entre risos e então respirei fundo antes de falar – Tá esperando o que pra me beijar...? – Ela riu e tomou meus lábios para si. A boca dela era deliciosa demais. Envolvi sua cintura com os braços, Deus, aquela boca era totalmente pecaminosa de tão viciante que era…

E aquele corpo junto ao meu que iniciava um verdadeiro incêndio dentro de mim... sempre que a beijava, e estava em seus braços, eu me sentia mais vivo do que nunca...

O meu coração estava disparado, batendo tão colado ao dela, que estava igualmente desesperado... como se estivessem declarando-se um para o outro...

Até que o ar nos fez falta, mas ao desgrudar nossas bocas, ela não hesitou em descer seus lábios até o meu pescoço para aplicar ali beijos e mordidas que arrepiaram toda a minha pele. Isso me fez fechar os olhos por alguns segundos...

- Eu preciso… – Falei ofegante. – Eu preciso… – Ela parou o que fazia e me olhou. – Eu preciso de mais beijos... – Ela sorriu e grudou nossos lábios novamente.

Dessa vez eu a provoquei durante o beijo... mordendo seu lábio inferior com vontade, chupando sensualmente a sua língua, arranhando e apertando sua cintura lentamente… ela estremeceu sobre mim e quebrou o beijo afastando-se afobada...

- Eu preciso preparar o nosso almoço…! – Disse ainda buscando por ar, se sentando na cama.

Ela praticamente saltou da cama e foi correndo para a cozinha. Ri daquele jeitinho excitado dela e fiquei ainda deitado na cama, com um sorriso no rosto enquanto pensava no quanto eu estava feliz e realizado…

Eu não poderia querer mais nada…

E eu ainda estava sorrindo feito bobo ao pensar em como poderia fazer da nossa primeira vez algo muito especial, único.

Longos minutos se passaram...

- Mas que menininho mais preguiçoso, nem ao menos levantou da cama... – Comentou Di, quando voltou para o quarto segurando uma bandeja.

- Desculpa, amor. Tô preguiçoso mesmo hoje – Sorri para ela.

- Não tem problema… – Ela disse antes de colocar a bandeja na cama.

- Uau, que bonito. – Apurei meu faro. – É um belíssimo risoto de camarão…

- Que fiz especialmente para você... – Me aproximei dela e beijei seus lábios, apenas um selinho seguido de uma chupadinha em seu lábio inferior.

- Você é a melhor namorada desse mundo… – Ela segurou meu rosto entre as mãos e me encheu de selinhos.

- E você é o namorado mais perfeito e lindo...!

Depois de seu ataque super afetuoso, ela sentou na cama e começamos a almoçar. Sob os olhares pidões do Cameron. Ele ficou de pé nas patinhas traseiras, nos pedindo que lhe desse um pouco de nossa comida:

- Nada disso, amorzinho… você não pode comer isso… – Disse ela, mas, não me aguentei e joguei dois camarões para ele.

Ela me olhou incrédula.

- Você o mima muito, sabia…? – Me disse, porém, sorrindo.

Suspirei revirando os olhos.

- Foram só dois camarões, amor…

- Tudo bem. Mas só. – Pediu-me calmamente. – Pode fazer mal a ele... – Concordei com a cabeça, nisso ela estava certa. – Gostou da comida?

- Está brincando? Está maravilhoso! – Sorri me inclinando e dando um beijinho na ponta de seu nariz. Ela sorriu, com os olhos brilhando.

-  E tem sobremesa também…

Foi a minha vez de ter os olhos brilhando.

- É cupcake? – Ela sorriu mordendo o lábio inferior. – Meu Deus, você é mesmo a melhor namorada desse mundo! – A abracei com força, quase virando o prato de comida que estava em seu colo.

- Amor! – Exclamou surpresa. Logo me afastei.

- Opa, desculpa – Ela sorriu doce.

Neguei com a cabeça, sorrindo, e voltei a servir o meu prato. Eu não conseguia parar de comer e nem de olhá-la. Ela me observava sorrindo, por ter gostado tanto de sua comida, enquanto comia tão devagar. Até comendo ela parecia meiga…

Não voltei a falar até terminar de comer pela terceira vez. No meu prato não deixei sequer algum vestígio do molho. Peguei um guardanapo no cantinho da bandeja e limpei os lábios.

- Eu amo quando você come bastante… ainda mais uma comida feita por mim… – Sorri para ela e bebi o que restava do meu suco. – Você ainda aguenta a sobremesa...? – Ri pelo nariz assentindo com a cabeça. – Vou pegar...

Ela pegou a bandeja e levantou voltando para a cozinha. Me deitei de novo na cama, me sentindo o homem mais sortudo do mundo…

- Voltei, meu guloso – Ela sorriu no final da frase, se aproximando da cama. – Aqui estão os cupcakes… são seus… – Sorri de orelha a orelha com o que vi. Ela sorriu de volta.

Eles estavam lindos e enormes e eu tenho certeza que saborosíssimos. Será que havia alguma possibilidade de eu sentir mais amor por essa garota...? Sim, havia...

- Eu amo você… – Eu disse, agradecendo a Deus mentalmente por tê-la em minha vida.

- Eu também amo você... – Ela respondeu sorrindo de canto. – Mas agora coma. Estou curiosa...

Abaixei os olhos para a bandeja e peguei um dos cupcakes entre os dedos. Levei-o até a boca e mordi-o sentindo-o derreter em minha língua.

Suspirei em deleite.

Passei a língua pelos lábios e mordi mais um pedaço, meu Deus, o que era aquela maravilha?

Levei a mão até a bandeja novamente, dessa vez pegando mais dois.

- Você gostou?

- Eu não consigo parar de comer… – Ela riu e abaixou a cabeça, negando rapidamente. – Vem cá… agora eu quero provar na sua boca... – Levei minha boca até a sua, a beijando.

Suspiramos juntos.

O gosto do chocolate derretido só deixava o beijo ainda mais gostoso… suguei sua língua por alguns segundos, eu estava me deliciando com ela…

Mas quando vi que já ia começar a perder o controle, me afastei dela e voltei para o meu lugar.

- Com certeza é mais gostoso em sua boca… – Sussurrei suspirando e ela suspirou da mesma forma.

- Bobão.

Peguei a bandeja e a coloquei em cima do criado-mudo. Engatinhei sobre suas pernas e me deitei em sua barriga.

- Obrigado pelos cupcakes, amor… – Fechei os olhos recebendo um carinho gostoso na cabeça e pescoço.

- Que bom que gostou… – Levantei o rosto para olhar em seus olhos.

- Não gostei… eu amei… – Ela sorriu e me deu um selinho amoroso. Voltei a deitar em sua barriga e ela voltou a fazer carinho em mim.

E assim eu dormi… despencando em um sono gostoso.



 

 

Alex

 

Era quase no meio da tarde quando escutei o barulho dos pneus da bicicleta arrastar na estrada lá fora. Eu estava tão fraco de fome, mas mesmo assim consegui correr para lá quase atropelando as minhas dores e dificuldades com as muletas.

- Emily! Emily! – Nem eu estava me reconhecendo em tamanha ansiedade. Que viadagem!

- Diga! – Ela soltou a bicicleta e as coisas caíram no chão. Ela veio em minha direção morta de preocupada.

Nós nos abraçamos. Ambas as respirações estavam alteradas.

- Você está bem?! – Perguntamos ao mesmo tempo. – Eu estava preocupado(a). – Novamente, falamos ao mesmo tempo.

Isso nos constrangeu. Tanto eu como ela coramos e trocamos a direção dos olhares. Ela achou o chão bem interessante e eu o telhado da casa. Logo ela saiu para pegar as coisas. Eram sacolas e mais sacolas na cestinha e penduradas no apoio da bicicleta.

Ela levou tudo para cima da mesa. Eu podia ver o semblante de cansada que ela estava.

- Você cansou, né? – Fiquei envergonhado por ela estar fazendo aquilo tudo por mim.

- É só um pouco longe – Ela respondeu – Mas é bom. Assim eu me exercito...

- Trouxe a minha cerveja? – Perguntei.

- Claro que… – Ela deu uma pausa. Já estava ficando tenso. Ela não trouxe – Que sim.

- Que bom – Suspirei aliviado. – Eu estava pensando se traria ela ou não. Ainda bem que trouxe.

- Você estava pensando nela? – Ela foi direta assim? Não sei se foi a pergunta ou se foi quem perguntou que me fez ficar sem resposta.

- Mas é claro que sim... – Menti e saí contendo o sorriso.

Eu jamais admitiria o contrário...




 

Harry

 

Eu acordei, saí para providenciar umas coisas, voltei, preparei o nosso jantar e a Dianna ainda estava dormindo no quarto…

O céu já estava escuro, me deu dó, mas já era hora de acordá-la…

- Amor… – Beijei seu rosto. – Princesa... – Mordi seu queixo, ela grunhiu, porém, continuou dormindo. – Sweetie… – Mordi sua bochecha e nada. – Vida… – Suguei seu lábio. Nossa, nada parecia dar certo.

Bom, vou ter que jogar sujo mesmo. Desci minha mão por seu rosto e parei bem em cima de seu seio esquerdo. Arranhei-o levemente por cima do tecido de sua blusa e depois apertei-o com um pouco de força.

Ela arregalou os olhos e me olhou surpresa, mas depois abriu aquele lindo sorriso.

- Tarado.

- Você não acordava por nada. Eu tive que dar um jeito... – Ela suspirou se sentando na cama.

- Minha nossa, já está tão tarde. – Sorri e acariciei seus cabelos.

- Eu fiz nossa janta… – Comentei com um breve sorriso.

- Você é perfeito. – Ela me abraçou pelo pescoço, me puxando para ela.

E ela ainda nem viu o que eu tinha feito…

- Se arruma bem linda… – Falei perto de seu ouvido.

Ela depositou um beijo em meu pescoço e se afastou.

- Você está aprontando…? – E eu fiquei quieto.

Não ri, apenas a encarei com o meu melhor olhar e levantei da cama.

- Tô indo tomar banho… – Ela não tinha mais o sorriso no rosto, sua expressão era confusa. Quase assustada.

- Amor? – Sua voz estava trêmula.

- Me prometa que não sairá xeretando pela casa. – Seus olhos me encararam como nunca.

- Meu Deus, você aprontou! – Exclamou abrindo a boca.

- Dianna.

- Meu Deus! – Cobriu a boca.

- Dianna, prometa!

- Eu prometo! – Ela ficou de pé na cama e começou a pular que nem uma maluca. – Eu prometo! Eu prometo, eu vou ficar quietinha...!

- Vou confiar. – Falei segurando o riso e saí para o banheiro REZANDO para que ela cumprisse o que disse.

Mesmo assim tomei um banho bem rápido, um banho em menos de cinco minutos. Afinal, se fosse eu no lugar dela, eu iria xeretar até encontrar.  

Desconfiado disso, logo tive de ir me arrumar. Passei pelo corredor e a porta do quarto dela estava fechada com a luz ainda acesa. Respirei mais aliviado. Ela ainda estava se arrumando. Completei meu caminho até o fim do corredor e desci as escadas.

O vento gelado batia contra o meu rosto, na janela da sala, na qual eu estava apoiado, ao admirar tudo o que eu havia aprontado. Meus pensamentos estavam a todo fervor, eu não conseguia pensar em outra coisa. Tudo o que eu queria saber era se ela iria gostar…

Até que me desencostei da janela quando ouvi o barulho dos seus saltos na escada. O meu coração disparou, saltando de felicidade, com a expectativa de vê-la, antes mesmo de me virar.

E lá estava ela, parada com um sorriso tão bobo quanto o meu quando nos encaramos. Ela usava um lindo vestido vermelho e rodado, que acentuava as suas belas curvas. O cabelo dela estava solto e para trás, somente com algumas mechas caídas em seus ombros.

Eu senti uma pontada forte em meu ventre, era impossível não olhar para aquela visão e não ficar prontamente excitado. Deus, ela era tão gostosa…

Mas devo ter sido transparente demais…

- Acho que nem preciso perguntar se você gostou... – Ela comentou com um sorriso divertido nos lábios. – Você está mesmo me comendo com os olhos...

Um sorriso safado cresceu em meus lábios.




 

Dianna

 

Suspirei, enquanto Harry deslizava a passos calmos em minha direção. Eu quis retribuir o sorriso que ele me oferecia, no entanto, eu só conseguia olhá-lo. Estava muito lindo. Sedutoramente lindo…

- Você está muito incrível… – Ele falou com tanta admiração que corei. – E agora extremamente fofa por está vermelha...

- V-você está lindo... – Eu estava quase murmurando, sendo apanhada por uma timidez gigantesca.

Ele pegou em minha mão e entrelacei nossos dedos fazendo-o abrir um sorriso que parecia ofuscar qualquer outra coisa ao nosso redor.

- Primeiro iremos jantar... – Primeiro? Ele disse primeiro? Então há algo para depois…?

Fomos para a cozinha, e ele então puxou a cadeira para que eu pudesse sentar à mesa. No centro da mesa havia uma travessa com a minha lasanha favorita. Sorri. Deus, como eu senti falta disso. Desse carinho, desse cuidado. Como eu senti falta dele

Ele sentou à minha frente e começamos a nos servir. Ele me parecia a pessoa mais linda do mundo até no simples ato de mastigar algo. Suas covinhas e seus olhos verdes me olhando formavam uma verdadeira obra de arte. Era impossível lhe encarar sem se perder no seu encanto e abrir um sorriso instintivo. E além do que... ele me olhava de um jeito tão lindo... de um jeito que dizia que eu era especial... de um jeito que dizia que ele realmente me amava…

- Você é tão bom no que faz… – Elogiei sua comida. – Está maravilhosa essa lasanha, amor...

- Eu aprendi com a melhor – Ele me deu uma piscadela, fazendo-me sorrir e abaixar a cabeça envergonhada. – O que acha de fazermos um brinde a essa noite...? – Ergui a cabeça, o olhando.

- A essa noite...? – Repeti confusa.

- Será muito especial. – Suspirei por um segundo.

- Qualquer dia, qualquer momento, qualquer segundo ao seu lado é extremamente especial, meu amor… – Ele sorriu tão lindo que eu acabei sorrindo encantada com aquele sorriso. – Mas eu aceito... – Estendi minha taça para ele e nós fizemos um brinde rápido. – A essa noite. – E demos um gole em nossos sucos.

Já havíamos terminado de comer e ele me ajudou a levar tudo para a pia. Ele não me deixou tocar na louça, disse que ele mesmo lavaria tudo depois.

Peguei no chão a vasilha do Cameron e comecei a separar um pouquinho de comida, porém, Harry me impediu.

- Amor. Eu comprei ração para o Cam hoje e também achei uma coisa que será muito útil... – Franzi o cenho.

- Um caixão canino? – Ele rolou os olhos gargalhando.

- Não, amor! Um brinquedinho. Mas deixei para que a mamãe dele o presenteasse... – Ele apontou com a cabeça para a dispensa.

- Sério? Mas por que eu?

- Por que é você que está precisando melhorar a sua relação com ele agora – E quem diria. Ele estava certo.

- Tudo bem. Onde está?

- Ao lado do saco da ração dele… – Assenti indo até a dispensa.

Revirei, revirei tudo e não achei.

- Amor…? Não está aqui. Você tem certeza que pôs aqui dentro…?

Mas ele não me respondeu.

- Amor? – Novamente o chamei.

E ao fundo escutei o som de um violão e um sorriso se abriu no meu rosto. Abri apressadamente a porta da dispensa, e deparei-me com aqueles olhos verdes, tão amorosos e profundos. Ele sorriu começando a dedilhar notas de uma canção de John Legend.



 

Sorri com meu coração mudando de ritmo drasticamente.


 

 

‘Cause all of me

(Porque tudo de mim)

Loves all of you

(Ama tudo de você)

Love your curves and all your edges

(Ama as suas curvas e seus limites)

All your perfect imperfections

(Todas as suas imperfeições perfeitas)

Give your all to me

(Me dê tudo de você)

I’ll give my all to you

(Eu darei tudo de mim para você)

You’re my end and my beginning

(Você é o meu fim e o meu começo)

Even when I lose I’m winning

(Mesmo quando eu perco estou ganhando)

‘Cause I give you all of me

(Porque eu te dou tudo de mim)

And you give me all of you

(E você me dá tudo de você)



 

Ele apoiou sua mão em minha bochecha ao colar nossos lábios e em segundos nossas línguas se encontraram...

Era mágica a reação que acontecia em todo o meu corpo com somente um beijo dele...

Com um braço ele abraçou-me pela cintura... o meu braço automaticamente ficou sobre o dele... entrelaçamos nossos dedos...

Ainda o beijando contínuamente, tentei aprofundar mais ainda o beijo enquanto o acariciava colocando a minha mão livre em sua bochecha… logo senti seus dedos tocando o meu antebraço me acariciando de volta...

- ...eu não sei… eu não sei o que dizer, meu amor… não sei… – Falei ao encerrarmos o beijo.

- Não precisa dizer nada… só me beija, tá…? – Sua voz me fez tremer inteira. Fechei os olhos o beijando, saboreando a sensação maravilhosa de seus dedos entre os meus cabelos e seus lábios movendo-se nos meus...

Ele rodeou os seus braços em minha cintura, incentivando-me a dar passos enquanto nos beijávamos...

Deixei que ele me guiasse, enquanto caminhávamos na direção do que achei ser a sala e depois a varanda… eu estava perdida… perdida naquele beijo… eu só sentia que o ambiente estava escuro… e que ele ia me acariciando também me puxando enquanto isso…

Senti algo batendo em meu salto e por impulso olhei.

Havia uma trilha feita no chão com potinhos de vidro, e dentro deles velinhas acesas, iluminando todo o caminho que levava até a varanda.

Soltei nossas bocas por tamanha surpresa.

Olhei para ele depois de alguns segundos, vendo-o sorrir daquele jeito que me amolecia…

- ...o que acha de dormirmos na praia hoje…? – Cheguei a morder os lábios e fechar os olhos ao ouvir seu convite.

Suspirei mais alto do que queria.

- Eu aceito tudo com você... – Soltei sem conseguir me segurar, tão rápido que me assustei.

Ele sorriu, mordendo o lábio inferior.

Suas mãos tomaram a minha nuca e um pouco do meu cabelo.

- ...me beija… – Segurei em seu rosto pelo queixo me apressando em atacar seus lábios. Ele soltou um gemidinho entre o beijo, deixando o meu corpo trêmulo.

Ficamos naquele beijo por um bom tempo, longos segundos… até que ele se afastou sorrindo e pegou na minha mão.

- Vem comigo...

Assim que saímos na varanda por completo, o meu queixo quase caiu do rosto.

- Mas o que…? – Eu disse para mim mesma ao abandonar meus saltos antes de descer a escadinha.

Meu coração estava saltando a mil por hora, meus olhos estavam arregalados em surpresa.

Harry havia armado a nossa barraca no meio da praia e feito um enorme coração ao redor dela. Ela estava exatamente no centro daquele coração desenhado tão precisamente.

Saí puxando-o pela mão, correndo até ela.

Paramos na frente dela e ele então virou-se para mim:

- Lembra quando eu te falei que queria que fosse especial…? – Ele perguntou ao colocar a mão no zíper para abri-la. Coloquei a mão no peito para tentar acalmar meus batimentos cardíacos e assenti.

E assim que ele a abriu, eu paralisei.

O meu chão sumiu, meu ar faltou, minhas pernas tremeram mal conseguindo me sustentar.

Lá dentro estava em uma suave tonalidade vermelha, devido as velas acesas em pequenos potinhos… um singelo cheiro de lavanda pairava no ar se misturando a maresia da praia, do mar... um lençol branco forrava toda a superfície da barraca, sorri por que vi chocolates espalhados por todo o lugar. Ele escreveu eu te amo no centro do lençol com algumas pétalas de flores e para completar todo o visual, haviam muitas almofadas coloridas complementando a decoração.

Resfoleguei e tremi sobre minhas pernas. Eu esperava por tudo, menos por aquilo...

-  Senta… – Ele pediu e eu o fiz, eu mal conseguia respirar. – Amor, eu… – Ele sorriu nervoso, mordendo o lábio. – Primeiro. Você gostou...?

- Eu... eu… – Gaguejei em êxtase enquanto corria meus olhos mais uma vez por todo o local. Só ali as coisas estavam começando a fazer sentido.

Meus olhos arderam. Tudo aquilo era lindo, muito lindo… será que eu merecia tanto…?

Ela sorriu entendendo a minha ausência de palavras.

- Toma... – Sorri de orelha a orelha quando ele estendeu-me um pequeno buquê. O mesmo que eu havia me encantado quando vi de manhã, na floricultura que encontrei. – São suas...

Peguei em mãos o buquê maravilhoso de rosas coloridas. Ele me fitava com olhos apaixonados enquanto eu levava as rosas até o nariz para cheirá-las. O meu coração dava piruetas triplas, eu amo esse garoto mais que tudo na minha vida...

- Obrigada, elas são lindas... – As cheirei novamente, era uma essência suave tão gostosa. – Tudo isso aqui é lindo… – Expressei um leve sorriso entre algumas lágrimas. – Eu mal consigo dizer o quanto…

Ele sorriu doce e inclinamo-nos um na direção do outro até nossas bocas se encontrarem em mais um beijo profundo… invadi seus cabelos com minhas mãos e os segurei com delicadeza. Beijei sua boca com carinho… depois o queixo, sua bochecha, e sua boca de novo… seus dedos estavam em minha cintura, correndo com lentidão para cima e para baixo, me acariciando sem pausas…

Logo tivemos que quebrar o beijo para tomarmos fôlego e seguramos nosso olhar por alguns segundos.

- ...a única coisa que eu quero hoje é você… – Ele disse bem baixinho, quase em sussurro.

Ergui a mão e acariciei sua bochecha.

- Não se preocupe, amor... isso já é garantido… – Fiz uma lenta carícia no rosto dele. – Porque é exatamente o que eu também sinto...

Ele passou os braços por meus ombros me puxando para sentar mais perto dele, me encaixando entre suas pernas.

Não foi preciso nenhum sinal ou pedido para saber o que iria acontecer depois...

Aquela noite seria mais, muito mais do que somente a nossa primeira vez…




 

Harry

 

Ainda estávamos só sentados dentro da barraca, observando o céu estrelado, comendo uma barra de nosso chocolate favorito. Di estava entre as minhas pernas, apoiando as costas em meu peito, eu acariciava sua barriga fazendo círculos aleatórios. O barulho da água do mar nos acalmava, nos deixando serenos… cada um estava em seu pequeno mundinho, e ao mesmo tempo, num mundo nosso, só nosso

- ...eu só tenho um medo… – Ela de repente disse, saindo de seus devaneios. Eu apenas esperei que ela continuasse. – ...e se eu não for suficiente...?

- Então você não precisa ter medo… – Disse fraco. – Porque não há nada maior do que o meu amor por você... – Eu disse ainda abraçando-a por trás, deixando um beijo no cabelo dela que logo se remexeu virando-se de frente para me olhar.

- ...então me faça sua mulher.

Senti um formigamento por todo o corpo quando ela disse tais palavras. Senti meus olhos verdes faiscando ao encarar de volta aqueles olhos tão carinhosos e meigos que ela tinha… havia algo neles que parecia ter a capacidade de me mostrar o quanto ela realmente me amava…

E enquanto ainda nos olhávamos, ela sorriu e estendeu a mão, segurando meu rosto. Quando seu polegar macio correu suavemente sobre minha bochecha, ela conectou nossos lábios em um beijo que era suave, mas, ao mesmo tempo agressivo e profundo...

Não houve nenhuma hesitação de sua parte, ou nenhuma incerteza... eu podia sentir isso enquanto continuava a beijá-la apaixonadamente... movi meu corpo por cima do dela, calmamente... somente me apoiando o suficiente para não machucá-la… ela parecia tão delicada… e ela era… ambos suspiramos com o contato… com o calor… com a nossa ânsia um do outro… meu coração parecia que sairia pela boca a qualquer instante ou pararia de bater a qualquer minuto… meus pelos eriçavam-se atrevidamente... era como se eu estivesse flutuando no céu…

Ambos sabíamos o que queríamos... ambos sabíamos o que estava para acontecer...

Nosso beijo parecia seguir para um rumo infinito... eu não queria, em nenhum momento, parar aquele beijo... estávamos quase dando voltas dentro da barraca, girando sobre o lençol aos beijos... não sabia a quanto tempo estávamos nos beijando, mas não queria que acabasse... o beijo dela me derrete inteiro e naquele momento também me deixava louco...

Meus olhos estavam fechados, eu estava totalmente naquele momento... e isso só acontecia com ela… nenhuma outra me fez me entregar tanto como com ela… apenas ela tinha o poder de demolir minhas defesas e mostrar o melhor de mim... mas apesar de todo aquele encanto que estávamos sentindo... eu sabia que ela tinha algumas barreiras... traumas… os limites do meu desejo só iam até os limites do desejo dela... seria ela que ditaria; seria ela que iria dizer até onde iríamos com aqueles beijos…

A boca dela era o meu refúgio… o lugar onde eu bebia dela para me acalmar…

Meu corpo queimava... podia sentir minha nuca começando a suar... de tamanho que era o calor que me dominava… apertei sua cintura com vontade e deliciei-me com o seu primeiro gemidinho...

Parecia que sua boca ia me engolir por inteiro… e já em outros momentos parecia que eu que queria engoli-la… fui descendo minhas mãos por seu corpo tocando e apertando qualquer espaço... uma de suas mãos estava em meu cabelo e a outra no meu rosto…

Foi então que ela começou a descer pelo meu queixo em beijos molhados… beijava meu queixo e descia pelo meu pescoço... seu corpo estava ardendo e isso me deixava ainda mais excitado… afastei levemente a alça de seu vestido para beijar seu ombro a medida que ela ainda beijava o meu pescoço e subi para beijar o seu também… ouvindo-a gemer baixo… o meu corpo todo respondeu ao som imediatamente... a cada novo centímetro que ia com minha boca eu olhava para ela, vendo suas reações... eu estava sentindo ela em mim mais do que nas outras vezes… a sensação de felicidade tomou conta do meu corpo se misturando com o tesão...

Beijei novamente seu pescoço e o mordi levemente sem deixar nenhuma marca… seus olhos estavam fechados e suas mãos começaram a acariciar meu torso me fazendo delirar... minhas mãos estavam em volta de sua cintura e as mãos dela entraram por debaixo da minha camisa… e eu, mesmo que muito nervoso e cuidadoso, decidi descer minhas mãos até sua bunda... abri os olhos por um instante para ver sua expressão e notei que ela estava totalmente entregue… ela ergueu a minha blusa e a tirou, jogando-a sobre as almofadas... seus olhos se detiveram no meu short… mas ela sorriu timidamente, voltando a me beijar... ela parecia não saber o que estava fazendo e isso me encantava… me excitava… eu que iria lhe ensinar… lhe mostrar… lhe proporcionar… as suas carícias eram inseguras, mas com muita ação sobre o meu corpo… ele ia se arrepiando à medida que ela me tocava… minhas mãos percorriam suas cremosas coxas que estavam expostas devido ao seu curto vestido… já subido até quase a cintura… e apesar de nossas respirações estarem falhas, não paramos de nos beijar em momento algum…

Logo seus lábios e língua estavam novamente em meu pescoço, chupando e lambendo com uma lentidão torturante… me causando arrepios constantes… gemia entorpecido…

- Oo..oh! Que lín...gua… – Minha voz era rouca e gemida, minha coluna curvando-se em direção de sua boca para que ela não parasse o que fazia. Estava ficando louco com aquilo, me sentia tonto.

Sabe quando teu corpo parece estar flutuando? Um calor sem tamanho subindo pelas pontas de seus dedos até o topo da sua cabeça…? O teu coração acelerado… um frio delicioso na barriga, a respiração descontrolada, sorrisos nascendo em seus lábios e morrendo ao mesmo tempo, só para dar lugar a gemidos e suspiros…

Nossos corpos suados... sentia os nossos fios de cabelos colados no meu rosto... enquanto aquele beijo não tinha fim... os seus dedos desciam por minha barriga, arranhando-a…

- Hoje você faz o que quiser de mim… – Ela disse e suspirei segurando nossos olhares.

- Então vou te fazer minha mulher… – Ela sorriu radiante, antes de voltar a me beijar.


Notas Finais


Muitos irão querer me matar por que parei justo nesse momento Darry, mas se eu continuasse o cap ia ficar MUITO grande. Me digam o que acharam até aí e até o próximo capítulo ♥


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