História I can see your Star - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Fantasia, Mistério, Romance, Universo Alternativo
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Palavras 1.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Passeios


Lina odiava o fuso horário.

 

Sim,o horário naquela ilha era três horas atrasado comparado à sua cidade. Não que ela tivesse sido avisada disso, muito menos seu despertador. Que porcaria,ela acordou às cinco da manhã! Ela controlou o desejo de atirar o celular no chão e mudou seu horário mau humorada. Então,é claro,não conseguiu dormir, e ficou sem nada pra fazer. Ela decidiu agir. Levantou,pegou todos os lençóis e toalhas no armário do corredor e desceu os lavando. Ela tinha a sensação de que seus pais e irmãs não iriam se preocupar muito com isso. Homens…

 

Depois de pôr os lençóis e seus ursinhos recém lavados pra secar do lado de fora, ela voltou pra dentro e varreu a cozinha, então fez café da manhã apenas pra si mesma- os garotos que se virassem. Enquanto esperava ficar pronto ela escreveu uma lista de coisas necessárias pra casa, com as quantidades certas, pra quando seu pai fosse comprar tudo. Ela comeu, trocou o baby doll por short e camiseta, e resolveu que iria sim à praia. Ela tinha usado a mudança como desculpa para talvez não ir, mas considerou que seria bom fazer amizades nas férias. Talvez Lucy não fosse tão ruim assim,e se fosse, logo ela encontraria seu grupo. E, é claro,já fugiria dos seus irmãos e mostraria que mandava na própria vida.

Ela estava desanimada com a perspectiva de ir andando, e ficou pior ainda quando viu que o carro do pai não estava ali. Talvez estivesse trabalhando? Fazendo compras? Era difícil saber com ele. Ela andou até a garagem pensando se sua mãe tinha um carro e ela não lembrava. Vai que… Ela não encontrou um carro,mas sim muitos entulhos e poeira, e reconheceu sua bicicleta rosa e pequena. Ela sorriu,por um minuto com saudade da infância. Então notou as bicicletas dos seus irmãos, bem maiores, afinal eles eram mais velhos. Ela se aproximou, encheu os pneus, e foi pedalando pra cidade.

 

-Eu devia ter trazido o biquíni - ela ofegou, uma hora e meia depois, ao parar na orla da praia. Ela costumava se exercitar,fazia muita trilha e nadava bastante, então não estava tão cansada,mas aquele lugar era quente. Ela queria se jogar no mar e talvez ficasse lá pra sempre. Mas se controlou e apenas comprou uma água de coco, bebeu, deixou a bicicleta encostada em um canto, torcendo pra que ninguém roubasse, e foi caminhando descalça na areia da praia. Em poucos minutos seus pés queimaram com o calor e ela decidiu que era melhor pôr as sandálias de volta.

Como encontraria as garotas? Ela presumiu que estariam onde os garotos mais bonitos estivessem. Então prosseguiu,gostando da sensação do vento em seus cabelos e o sol em sua pele. Então ela notou um grupo sentado com pranchas de surf deitadas na areia. Notou que havia uma garota e começou a se aproximar. Era possível que os amigos de Lucy fossem surfistas? Ela torceu pra que fossem, sempre quis surfar,e parecia uma boa oportunidade pra aprender. Ela foi se aproximando e notou que a maioria deles conversava, e todos pareciam molhados, exceto uma garota. Ela tinha um cabelo ruivo vibrante. Não era aquele tom cor de morango nem cor de vinho, era um tom acobreado, o que fez Lina pensar que devia ser natural. Ela estava sentada, e um garoto usando óculos escuros estava atrás dela, passando protetor solar nas suas costas, algo na forma que ele a tocava fez Lina concluir que era seu namorado. Mas a garota sorria e conversava com o garoto a sua frente, que parecia...Distante.  Ele olhava pro mar, distraído, e a ruiva gesticulava e falava com ele animadamente, mas ele mal parecia escutar. Quando Lina estava mais próxima ela o reconheceu. Ivan, o criminoso da moto e jaqueta. Não é que ele tinha um corpo bonito…?

Então ela presenciou uma cena estranha. O namorado da ruiva se levantou e foi até o quiosque mais próximo dali. A ruiva se aproximou do Ivan tocando sua bermuda, no meio da coxa. O corpo de Ivan pareceu ficar tenso imediatamente. Lina piscou olhando aquilo. A distância,  reação dele quando ele a tocou...Então o boato era verdade? De qualquer forma não era a turma de Lina, que começou a desviar o caminho devagar. Ela estava olhando pra ruiva, que afastava a mão e olhou ao redor parecendo confusa. Seus olhos foram do rosto de Ivan diretamente para Lina. Os olhos dela, Lina notou mesmo à distância, pareceram se estreitar em uma cara ameaçadora. Lina não entendeu muito bem o motivo disso, então olhou pra Ivan, que desviou o olhar na mesma hora. Ele estava olhando pra ela.

Então era isso? Ele a olhou, e a ruiva ficou enciumada? E agora a olhava como se fosse matá-la. Ela tinha namorado e tinha ciúme do outro? Ela parecia não ter limites, e Lina não ia se deixar ser intimidada. Ela olhou na direção de Ivan,piscou e sorriu. Então seguiu seu caminho, até chegar numa parte mais movimentada. Ela notou garotos jogando vôlei, e Lucy estava ali se bronzeando. Lucy acenou pra ela e Lina se aproximou sorrindo.

 

-Vocês estão sempre aqui tão cedo?- ela sentou na areia. As três garotas estavam sentadas em cima de suas cangas, conversando e bebendo suco, ou pelo menos era o que Lina presumia.

 

-Não quando estamos de ressaca- Lidia, uma morena de cabelo curto, deu uma risadinha.

 

-Aí ficamos trancadas em casa e dane-se o sol- Lucy riu.

 

-Você bebe? - Anyta, uma garota de cabelo ruivo tingido, olhou pra Lina a analisando.

 

-Em festas, sim- Lina admitiu. Ela evitava exagerar, seu pai não era um bom exemplo de sucesso.

 

-Isso é bom,porque temos muitas. Uma nesse sábado, o lual de fim de férias…-Lidia tagarelou.

 

-E a festa não tão secreta do Álvaro- Lucy falou.

-Secreta?- Lina se animou com aquilo.

 

-A velha história. Os pais viajando,ninguém na cidade pode saber senão eles descobrem, etc.

 

-É velha mesmo- concordou Lina, que tinha vivenciado situações parecidas. Cidades onde todos se conheciam tinham esse problema.

 

-Todos concordamos em colaborar e cada um levar algo pra contribuir. Vou levar uma salada- Anyta disse.

 

Salada numa festa?,Lina estranhou. Talvez ela fosse uma daquelas pessoas fitness. Ou talvez fosse vegetariana..

 

-Eu vou levar salgadinhos de queijo- disse Lucy.

 

-Os garotos levam as bebidas,as garotas,comida- Lidia fez uma careta- Machista, né?

-Eles não tem seus meios de conseguir bebida alcóolica?- Lina ergueu a sobrancelha.

 

-Talvez,mas eu vou levar suco como protesto.

 

Lina conseguiu não revirar os olhos- Parece que vai ser legal.

 

-E você pode ficar com alguém lá. Ou tem namorado?-Lucy a olhou.

 

Ela lembrou de Mark automaticamente. Ela devia ligar pra ele- Terminei recentemente- isso era um exagero,mas a última coisa que ela queria era que as garotas ficassem empurrando alguém pra ela.

 

-Por que?

 

-Só não deu certo.

 

-Que tal um boliche na quinta? Você pode conhecer alguns dos nossos amigos- Lidia falou.

 

-Não é pra isso que estou aqui agora?

 

-Ah,o jogo vai demorar muito, já vamos voltar pra casa. O sol está ficando ruim- Lucy ajeitou o cabelo.

 

Ela tinha pedalado tudo aquilo pra ficar ali por cinco segundos de conversa?? Não era sua turma. Definitivamente- Ok,então vou voltar…

-Ah,desculpe,você pedalou tanto...Podemos ficar mais um pouco.

 

-Tudo bem- ela ficou um pouco comovida com isso,mas em uma hora de conversa sua impressão daquelas garotas só piorou. Cada mulher que passava elas zoavam. O biquíni,o cabelo, a celulite… Tudo que desse pra zoar, e de forma bem maldosa. Lina cansou disso e disse que tinha que ir, e tinha mesmo. Seu estômago já estava roncando. Ela voltou até o local onde deixou sua bicicleta e foi andando com ela a seu lado, pensando em só começar a pedalar quando chegasse na estrada pra floresta. Estava caminhando quando reconheceu a caminhonete do pai. Quê? Aquilo era uma oficina… Será que estava com algum problema? Ela se aproximou e o que viu ali a surpreendeu. Seu pai estava trabalhando! Ele estava ali, encarando um motor e fazendo ajustes, sujo de graxa.

-Você trabalha aqui?-a sua voz saiu bem alta. O pai pulou de susto.

-Ah… Angie..Sim,trabalho...Mas o que faz aqui?- ele virou a olhando.

-Eu estava na praia… Conhecendo o pessoal…

-Quem??

-Minha antiga amiga daqui...Qual o problema?

-Você está com seus irmãos?

Ela se irritou-Pai,se acha que vou ficar andando grudada nos meus irmãos,vai sofrer uma grande decepção.

-É perigoso,principalmente pra você...

-O que isso quer dizer?!

-Que você,ahn… É uma garota e não tem muita noção...Dos perigos ao redor...

Angelina se afastou dele,a raiva crescendo no peito- Não venha bancar o pai agora. E não me diga o que fazer!- ela pegou a bicicleta e saiu andando enfurecida. Quem ele pensava que era?

 



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