História I can't be strong. Sorry. - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Palavras 1.805
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fantasia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ei... me desculpem não postar mais com frequência, a escola tem me ocupado muito tempo. Espero que gostem.

Capítulo 32 - "Acelera"


Fanfic / Fanfiction I can't be strong. Sorry. - Capítulo 32 - "Acelera"

"Eu não queria que fosse assim, mas vai ter que ser prima, desculpa".

Capítulo 32
Terça-feira 
6:00 Pm

_ Não, Ingridi, espera_ Respondi segurando o braço dela antes que saísse do meu quarto.
Ela encarou minha mão firme segurando seu braço e seguiu caminhando seu olhar pelo meu braço direito, olhando para as cicatrizes que já se formavam.
Eu soltei seu braço e ela continuou me olhando.
_ Demi, não tem volta e você sabe disso. Você quer ajuda, mas infelizmente essa ajuda não é tão simples quanto você esperava. 
Desviei meu olhar e caminhei meio apática para a minha cama, me deitei de barriga para baixo cobrindo meu rosto com os braços.
Eu não sabia o que fazer. Também não sabia se deveria fazer algo, se tinha algo a ser feito, se valia a pena.
_ Demi? 
Eu não respondi, continue em silêncio, tentando desaparecer. Eu não sentia nada querendo transbordar pelos meus olhos como de costume, dessa vez parecia que tudo dentro de mim estava tremendo e o único jeito de fazer isso parar seria me virando o avesso, me deixando vazia, mas como isso não era possível, eu apenas continuei parada. 
_ Eu não devia te deixar sozinha._ Comentou, deixando a frase desaparecer no quarto aos poucos.
O que ela achava? Que iria me jogar pela janela? Não estava tão errada.
_ Vou chamar o Josh.
Escutei seus passos se distanciarem e a porta do quarto do meu irmão ser aberta. No mesmo instante eu me levantei, coloquei meu celular no bolso, enfie o primeiro tênis que vi nos meus pés e desci as escadas correndo. Eu estava me sentindo estranha, como se nem estivesse ali, dando um passo após o outro, eu não prestava atenção eu nada, não olhava ao meu redor, não sentia onde meus pés tocavam, não ouvia nada, minha mente estava completamente tomada. 
Corri para cozinha e peguei as chaves do carro da minha mãe, fui para a garagem e depois para o carro, eu não sabia onde iria, só não conseguia ficar nessa casa. 
Abri a porta da garagem e sai rápido com o carro, me deparei assustada com a chuva forte que caia pesada sobre a rua, estava muito quente, eu sentia o suor descer pela minha nuca, surgindo por debaixo do meu cabelo.
"Você deixou de me escutar" 
Continue dirigindo, tentando sempre me manter concentrada na estrada.
Eu apertava o volante com os meu dedos até que ficassem doloridos, meus lábios já estavam ardendo de tanto que eu os mordia, eu sentia todo o meu corpo cheio de energia, parecia que ia explodir. 
"Eu avisei, você não me ouviu e agora sabe que precisa de tudo que te falei" 
Afundei o pé um pouco mais no acelerador, ouvindo as rodas do carro derraparem em uma das curvas que fiz.
Meu celular começou a tocar no meu bolso e eu sabia quem seria. Ignorei o barulho, prestei atenção nas árvores ao lado da estrada passarem como um borrão pela janela. Eu sentia meu coração acelerado, a vontade ir Ainda mais rápido me ganhava aos poucos, assim como o meu pé afundava no acelerador e eu via a velocidade aumentar. 
"Mais rápido, Demi, vamos, mais rápido" 
Acelerei o carro, de 100 km/h passei para 160, depois para 200.
Meu celular não parava de tocar, os postes de luz passavam rápido por cima da estrada eu mal prestava atenção no que tinha na minha frente e a chuva do lado de fora só aumentava, senti minha respiração ficar mais rápida e um nervosismo começar a tomar conta da minha barriga.
"Agora, Demi, vamos"
Não, isso tinha sumido. Esses pensamentos tinham sumido. 
Acelero o carro, querendo que meus pensamentos me deixassem em paz.
260km/h.
Meu coração pulsava fortemente e minha respiração havia de tornado insuficiente, não aguentava mais isso. 
"Agora, acelera, Agora" 
Parei de olhar a velocidade, apenas olhei para frente, eu me aproximava de uma curva e meu braços travaram, eu não conseguia virar o carro, eu não queria, meu braços ficaram paralisados e eu ia em linha reta nquanto meu pé  afundada devagar.
"Agora Demi, bate, agora" 
"Vira o carro e a última coisa que você vai sentir é o impacto no poste" 
_Não_ sussurrei para minha mesma.
"Agora" 
Meus braços viraram o carro, estava tão rápido, que eu não conseguia reagir a nada.
Eu só pensava em uma coisa; eu iria bater. 
"ACELERA, AGORA" 
O ar parou de entrar nos meus pulmões, eu fechei meus olhos e tirei o pé do acelerador, afundando o outro no freio enquanto me encolhia e ouvia o carro derrapar, senti o impacto e barulho de vidro quebrando veio logo depois. 

Demi off
Adam on:
6:50 PM 

Entrei em casa encharcado, meus tênis faziam barulho enquanto eu subia para o meu quarto e tirava meu casaco encharcado do corpo. 
Deixei minha mochila jogada na cama e fui até o banheiro para tomar uma banho. 
Quando fechei a porta meu celular tocou, sai irritado banheiro e atendi.
_ Adam? 
_ Quem é?
_ É o Josh. Minha irmã está com você? 
_ Não. Por que? O que houve? 
_ Ela saiu correndo com o carro, ela não estava muito pelo o que minha prima disse. Eu estou preocupado...
_ Ela levou o celular?
_ Acho que sim, mas não está atendendo. Por favor, se ela ligar para você ou parecer aí, me avisa. 
_ Claro. 
Logo depois que Josh desligou eu comecei a ligar para Demi, a cada ligação eu me sentia mais preocupado, comecei a ficar tenso, querendo que ela me atendesse. 
Desci as escadas molhando todo o chão, eu não conseguiria tomar banho. 
_ Por favor Demi, atende._ falei em voz alta enquanto ligava mais uma vez.

Adam off
Demi on:

Eu estava encolhida sobre o volante, agora só o barulho da chuva incomodava meus ouvidos, as minhas mãos tremiam ao tentarem agarrar o banco do carro já parado enquanto eu não mexia um músculo do meu corpo.
Depois de um tempo tentando me acalmar eu senti as lágrimas rolarem quentes no meu rosto e eu tomei coragem para levantar a cabeça e olhar ao meu redor.
O carro estava fora da estrada, parado no acostamento.
Os vidros do banco traseiro estavam quebrados e o vento forte e frio entrava dentro do carro trazendo a chuva consigo e molhando os bancos. 
Eu fiquei parada respirando e pensando no que fazer. Cobri meu rosto com as duas mãos e limpei meu rosto molhado pelas lágrimas. Quando repousei minhas mãos sobre minhas pernas vi meus dedos machados de vermelho e logo em seguida senti minha testa ser tomada por um líquido quente e começar a sangrar. 
Olhei meu rosto no espelho do carro e percebi um corte não muito grande na minha testa. 
_ Ótimo. 
Procurei meu celular no meu banco e no do carona, o achei derrubado perto dos meus pés mas ele não ligava. 
O coloquei no bolso e tirei a chave do carro, abrindo a porta e saindo para a chuva. 
Eu estava em uma estrada sempre deserta perto de casa, ela era longa e levava na direção de algumas casas de campo, mas eram muito longe.
Comecei a caminhar na direção contrária, aos poucos minha roupas ficaram pesadas, meu cabelo encharcado e meus machucados começaram a arder. 
Enquanto eu caminhava esperando que algum carro passasse por mim eu tentava organizar na minha mente o que tinha acontecido. 
Olhei para trás e observei a curva da estrada, o carro batido nas árvores e as lembranças das vozes na minha cabeça me deixando louca apareceram. 
_ Eu quase me matei_ Sussurrei sozinha no meio daquele caos.
Virei de costas e comecei a caminhar, quase correr. Eu queria ir logo para casa.
Depois de entrar na minha rua com os pés já doendo eu comecei a me aproximar de casa e comecei a lembrar do porquê de eu sair dali e aquela mesma sensação ruim me tomou como antes. 
Passei direto sentindo um nó na garganta se formar. Andei por mais algumas quadras e fui até um dos únicos lugares onde eu teria chance de ter alguém do meu lado.
Apertei a campainha e não esperei nem trinta segundos para a porta abrir.
Adam apareceu na porta e logo eu senti todos os meus sentimentos voltarem é isso me deu a sensação de alívio.
_ Demi... 
Assim que ele disse meu nome e me puxou para seu peito, envolvendo minha cintura e minhas costas com sua pele quente seu cheiro me preencheu e eu finalmente consegui me livrar daquele nó na garganta me deixando respirar fundo e me sentir segura, envolvida por algo que me tirava todas as inseguranças de deixar meus sentimentos tomarem conta, porque ali, dentro daquele abraço, todos eles me faziam bem.
Sem me soltar ele me puxou para dentro e fechou a porta.
_ Demi...
_ Não me solta_ Pedi o apertando.
_ Que Bom que Você está aqui_ disse beijando meu pescoço demoradamente.
_ Seu irmão está muito preocupado, onde vc se meteu? O que aconteceu? 
Com todas essas perguntas o incomodo no meu peito voltou e comecei a soluçar. 
_ Eu bati o carro_ respondi entre os soluços.
_ O que? 
No mesmo instante ele me afastou do seu corpo e segurou meus ombros com força. Ele me olhou de cima a baixo. 
_ Você se machucou? Como isso foi acontecer? 
_ Eu... não, estou bem. 
_ Sua testa está cortada_ Comentou ao tirar meu cabelo do rosto_ Tá doendo? 
_ Acho que não... 
_ Tá fundo. Vou te levar até o hospital, vamos. 
_ Não precisa. Eu tô bem, juro.
_ Não, eu vou te levar agora. Você bateu o carro, pelo visto bateu a cabeça também... 
_ Adam, é sério. Tô bem.
Ele me olhou atento com seus olhos verdes, se aproximou de mim e colocou suas mãos no meu queixo, chegando com seus dedos na minha nuca e fazendo carinho.
_ Eu quase enlouqueci quando seu irmão me ligou._ Disse abaixando seu rosto e o encostando no meu_ Senti falta do seu cheiro. Não me faz sentir isso novamente.
_ Me Desculpa.
Ele disse que sim com a cabeça e me beijou com carinho por um curto espaço de tempo, depois pegou na minha mãe e me levou para o andar de cima. Entramos no banheiro e ele me puxou pela cintura, me sentando na pia.
_ O que aconteceu, Linda?_ Perguntou pegando algodão na gaveta.
_ Eu... para ser sincera eu não sei. 
Ele me olhou com atenção e me deu mais um beijo.
_ Confia em mim.
_ Promete não contar ninguém? Principalmente para o meus pais ou irmão...
Seus dedos percorreram meus lábios com calma, então ele tocou o Algodão no meu corte e eu me encolhi.
_ Prometo.
_ Eu... meio que não bati o carro por acidente. 

 

 

 

 


Notas Finais


A Demi conta para o adam ou não? Comentem a opinião de vcs :)


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