História I Can't Explain - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias The Who
Personagens John Entwistle, Keith Moon, Personagens Originais, Pete Townshend, Roger Daltrey
Tags Anos 60, John Entwistle, Keith Moon, Londres, Pete Townshend, Roger Daltrey, The Who
Exibições 9
Palavras 3.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Genteeeee, mais uma vez, me desculpem pela demora para postar, mas agora estou de férias e vai ficar mas fácil!!! Aproveitem este capítulo bem feelings e bem shippável!!
Beijos!!
~Srta. Townshend

Capítulo 7 - You Better You Bet!


Fanfic / Fanfiction I Can't Explain - Capítulo 7 - You Better You Bet!

O resto do mês de maio passa voando. Acordo hoje cedo e olho no calendário colado na minha parede, ao lado do poster do Elvis. Dia 1 de Junho. De acordo com o papel que George Harrison entregou para mim, falta exatamente um mês e dez dias para o baile, o que significa que as garotas da escola provavelmente começarão a se desesperar em breve.

A única coisa que eu consigo pensar sobre o baile é a tal banda de Harrison.

Me arrumo para a escola e, como de costume, me encontro com Pete para irmos juntos para a mesma. Imagino um jeito de perguntar ao garoto se este quer me acompanhar no baile, e como somos melhores amigos, isso não teria problema e eu não deveria estar nervosa ou com vergonha. Por que estou nervosa? A pergunta não sai bem como o planejado:

-- Hum, é... Pete, com quem você está pensando em ir ao baile? -- Digo isso enquanto viramos a esquina de nossa rua, tomando a rua que leva à entrada da rua da escola.

-- Bom, Má, a verdade é que eu ainda não sei bem... Estava pensando em chamar Jessie... -- Peter responde olhando para os pés, e eu sinto um nó no estômago, mas fico surpresa.

-- Jessie? Jessie Foster? -- Pergunto, ao me lembrar que Pete anda faz um tempo suspirando por esta garota... Tipo, uns cinco anos já.

-- É... O que você acha? Ah, acho melhor não... Vou acabar passando vergonha... Acho melhor ir com alguém que fico mais a vontade... tipo você... -- O menino me responde e eu sinto uma pequena vontade de chorar, mas controlo, engolindo um seco e dou apoio ao meu amigo.

-- Pete, você tem que chamá-la, ela vai adorar... Você é um garoto incrível! Não irá passar vergonha! -- Tento soar ao máximo sincera.

-- Mas, e você? -- Ele pergunta, notando a angústia que transparece um pouco em meu rosto. Olho para o chão.

-- Não... não se preocupe comigo. Vou arranjar um par também! -- Sorrio e olho para ele, que sorri de volta, no exato momento em que chegamos aos grandes portões da escola e avistamos Keith sentado na escada, nos esperando.

-- Olá, meus queridos amigos! -- Ele diz, fazendo um gesto exagerado com os braços. Noto que está segurando uma carta escrita com garranchos meio ilegíveis, a letra de Keith.

-- Oi Keith... O que é isto? -- Pergunto enquanto Pete acena para o amigo.

--Ah, isto? É que eu descobri que podemos levar pessoas de fora ao baile, então acabei de escrever uma carta para Jullia, convidando-a para ir comigo. -- Keith responde timidamente, me entregando a carta. Leio-a em voz alta e Pete ri do amigo, e eu também, porém, acho fofo o texto.

Querida Jullia 

Como vai? Espero que esteja bem. Caso esteja se perguntando, também estou bem, só estou chateado por ainda estar de castigo. É, aprendi que é melhor olhar para onde você joga as bombinhas, e que é melhor não fazer isso perto de coisas de porcelana, ainda mais se o vaso favorito de sua mãe estiver junto com essas coisas.

Mas enfim, não é por isso que estou te escrevendo, pela quarta vez esta semana. Aposto que minha carta de segunda-feira chegou ontem aí. Olha, perdi o foco outra vez (estou rindo aqui). Bom, mês que vem, no dia 10 de Julho, haverá um baile na minha escola e descobri que podemos levar pessoas de outras escolas para serem nosso par... Você me concede essa honra?
Aguardo ansioso a sua resposta! A propósito, gostaria de te levar na sorveteria novamente, mas gastei a minha mesada de Maio inteira em bombinhas e explosivos diferentes e só irei receber a mesada de Junho mês que vem, aí a gente sai!

Prometo enviar mais cartas! Abraços calorosos, do seu amigo,

Keith John Moon (1 de Julho de 1960)

Após ler, devolvo a carta ao menino, ainda meio tímido.

-- Ficou ótima a carta! Ela não tem como dizer não! -- Elogio.

-- Arrasou, Don Juan! -- Pete zoa e bagunça os cabelos já bagunçados de Keith.

-- Obrigado, galera! -- Ele sorri, esperançoso. Escutamos o sinal indicando cinco minutos para a aula começar e nos apressamos para a sala.

    A primeira aula é de artes, com a Srta. Willson. Pete já foi eleito pelo resto da classe e pela professora como o melhor desenhista da escola inteira. Ele realmente arrasa com seus desenhos. eu até que não desenho mal, mas também não sou ótima. Já Keith... Bom, ele é bom explodindo coisas... 

   A professora nos juntou em duplas e pediu para que fizéssemos um retrato um do outro. Sem esperar ela terminar de falar, me junto com Peter. Keith, que parece ficar um pouco com ciúmes, se junta com um garoto da nossa sala chamado James Page. James é um garoto muito legal, apesar de ser meio temperamental e de fazer parte da "turma da bagunça".

-- Podem começar seus desenhos, meus queridos! -- A Srta. Willson anuncia. Eu me acho uma garota hippie, mas esta professora é a pessoa mais hippie que eu conheço. Sempre está com um saião, alguma camisa largona, cheia de pulseiras e colares, com seus cabelos cheios e compridos sempre enfeitados com uma flor.

-- Não se mexa Má... -- Pete pede, enquanto me viro para ele. Faço uma pose maluca, e este ri. Rio também mas acabo fazendo uma cara normal para Peter desenhar. Em questão de dez minutos, o garoto anuncia ter acabado os traços primários. -- Já pode se mexer.

--Graças ao Pai... Já estava ficando com cãibra! -- Digo, rindo, assim como Pete. -- Minha vez! Bom, Pete, já sabe, fique parado! -- Mando e este me obedece. Começo a rabiscar seus traços em meu caderno. Refaço seu olho esquerdo pelo menos três vezes, mas Pete segura minha mão com o lápis e tenta guiar para finalmente formar um olho bonito como o direito havia ficado.

   Faltando cinco minutos para a aula acabar, a professora pede que mostremos nossos desenhos para o resto da sala. O meu até que não ficou tão ruim, algumas meninas da sala, que haviam visto a hora que Pete segurou minha mão para me ajudar, olharam com um sorriso travesso nos lábios. O de Peter, como sempre, é o mais bonito da sala inteira. O de Keith, bom, se o pequeno Paul Townshend se esforçar um pouco, pode fazer algo semelhante.

   A segunda aula, só para tornar a vida mais infernal, é matemática, com o Sr. Terrys. Ele é um sujeito que adora botar medo nos alunos, mas eu sei, que no fundo, bem la no fundo mesmo, ele gosta da gente. Ele começa a passar Plano Cartesiano no quadro e eu entro em uma das minhas viagens mentais. Keith já está adormecido na carteira ao lado da minha e Peter parece estar escrevendo algo em seu caderno. O sinal finalmente toca e a sala vira um alvoroço. Com calma, eu ando até Keith e o cutuco para este acordar. Ele acorda assustado mas logo entende onde está. Antes que eu ande até Pete, sinto este atrás de nós. Vamos até o refeitório.

-- Bem, Peter, estamos no recreio já... Que horas você vai até Jessie, convidá-la para o baile? -- Pergunto, entrando na fila da cantina com os garotos em meu encalço.

-- Para tudo, você vai chamar Jessica Foster para o baile? Tu pirou na batatinha? -- Keith o pergunta, espantado. Eu dou um pisão em seu pé, na tentativa de fazê-lo parar de falar.

-- Vou... Por que? Tem algum problema? Isso não me torna mais louco que você! -- Pete responde irritado. Eles começam uma discussão e eu coloco as mãos na cintura.

-- Parem, os dois! Parecem duas crianças discutindo quem vai começar com a bola no futebol! -- Eles param de brigar e me olham, meio envergonhados. -- Keith, não tem problema algum o Pete... chamar a Jessie Foster para o baile... -- Engulo o seco novamente. -- E Peter, tenha mais paciência com o nosso querido Moonie! -- Tento quebrar a tensão formada em meu cérebro. 

-- Tá... Desculpa Peter Dennis... -- Keith estende a mão para o amigo, que a toma ainda meio envergonhado. 

-- Certo... Está desculpado... Me desculpa Keith John! -- Ele aperta a mão do outro e ambos sorriem, assim como eu.

-- Pronto, assim não é melhor? -- Pergunto e eles acenam positivamente com a cabeça, enquanto pego uma bandeja, pois, finalmente, chega nossa hora de pegar comida. 

   Pegamos o nosso... mingau, ou será que é pudim? Mas enfim, após pegar o treco, sentamos na mesa de costume.

-- Mas então Pete, você ainda não me respondeu, quando vai chamar a Jessie pro baile? -- Retorno ao assunto anterior.

-- Estou tomando coragem ainda... Vou tentar chamá-la no final da aula, na saída, quando todos já estiverem indo em bora. -- Pete responde, lambendo a gororoba de sua colher, vendo que o sabor não é tão ruim quanto parece.

-- Eu queria poder te esperar, mas hoje eu tenho ir em bora mais cedo da aula, pois terei que ir ao médico de visão... Mas prometo que assim que eu chegar bato lá na sua casa! -- Digo, sorrindo.

--Obrigado! -- Peter come uma grande colherada da comida e sorri de volta.

--E eu vou ter que ir pra casa porque ainda estou de castigo, então, se eu chegar tarde, minha mãe me cozinha vivo! -- Keith arregala os olhos mais ainda e faz gestos com as mãos.

-- Sem problemas... eu vou ficar bem! É só uma pergunta a uma garota, não deve ser tão difícil, afinal, quantas vezes eu já não perguntei algo pra você, Má? Tudo bem, que vai ser uma pergunta diferente, mas não vai ser tão ruim! -- Pete vira os olhos para o prato e termina de raspar o que sobrou com a colher. 

-- É assim que se fala! -- Pareço sorridente ao lado de fora, mas por dentro, sinto ainda mais vontade de chorar e me sinto confusa.

    O sinal bate e entramos para mais aulas, algumas bacanas, como história, e outras infernais, como física. Faltando apenas mais uma aula para acabar o dia letivo, o diretor vai até a sala me chamar, avisando que minha mãe havia chego para me levar ao médico. Olhos para Keith, novamente adormecido e rio. Olho para Pete, nervoso e o lanço um olhar terno, com um dos meus melhores sorrisos e ele retribui.

   Vou até o médico de visão, oftalmologista, como minha mãe gosta de falar, e descubro que terei que usar óculos. No começo, sinto um pavor de ter que usar tal objeto, medo de ficar mais estranha do que já sou, mas acabo ficando mais tranquila e curiosa.

-- Os seus óculos ficarão prontos daqui a duas semanas. -- O Dr. Chaolini, o oftalmologista, informa, anotando algo rapidamente em uma folha e entregando para minha mãe.

   Volto para casa e olho o relógio pendurado na sala, 13h23. Pete já deve ter voltado.

-- Ei, espere filha, você não vai querer almoçar? -- Minha mãe pergunta antes de eu sair pela porta.

-- Não mãe, obrigada! Estou ansiosa de mais para conseguir comer... Já volto! Beijos! -- Respondo e saio pela porta, correndo até a casa vizinha.

   Toco a campainha e espero. Logo, Betty aparece na porta.

-- Olá minha querida, tudo bem? -- Betty me abraça.

-- Sim, Sra. Townshend, e com você? -- Respondo, educadamente.

-- Estou bem também! -- Ela me solta do abraço.

-- Bom, o Peter está? -- Pergunto, como quem já sabe a resposta... Pena que desta vez não foi esta a resposta certa.

-- Não, ele ainda não chegou, e eu já estou ficando preocupada com ele, faz mais de uma hora que ele deveria ter chegado... -- Betty tem um olhar realmente preocupado.

-- Não se preocupe, eu já sei onde ele pode estar... Vou procurá-lo e pode ter certeza que logo estaremos de volta. -- Digo, dando um abraço de despedida na mulher, e saindo correndo pela rua.

    Aproveito que estou sozinha e choro um pouco. Será que Jessie aceitou o pedido de Pete? Será que eles estão juntos neste momento? Será que ele a levou para passear ou tomar sorvete? Será que ele ainda me considera sua melhor amiga?

    Chego a alguns passos do portão da escola, pronta para encontrar um casal apaixonado conversando, mas a cena é realmente diferente. Avisto um comprido corpo caído no chão, e logo reconheço. O desespero toma conta de mim e eu corro para socorrê-lo. Pete está caído, com um olho inchado e roxo, os lábios cortados e o nariz sangrando. Me ajoelho perto e tomo sua cabeça, colocando em meu colo. 

-- Pete, acorda, por favor... Peter! Peter acorde agora! PETER! -- Deixo as lágrimas caírem e dou tapinhas em seu rosto, na tentativa de acordá-lo. Logo, noto seus olhos se abrindo.

-- O que... Onde estou? -- Ele pergunta com voz fraca.

-- Calma, Peter, você está na calçada da escola... -- Respondo, o ajudando a se levantar e ficar sentado.

--Ai, minha cabeça dói! -- Ele leva a mão ao topo da cabeça e esfrega.

-- Agora fique calmo que eu vou buscar água na torneira ali do lado. -- Deixo Peter sentado e encho uma garrafinha, que encontro jogada nas escadas, de água. Volto e me ajoelho na frente de meu amigo, pensando no que usar para limpar seus ferimentos. É, já sei... Desamarro o lenço que havia colocado em meus cabelos mais cedo e despejo um pouco de água para encharcar a sua ponta, e paço de leve em cima do corte profundo presente na boca de Peter, que reclama de dor. -- Calma, vai passar... Assim vai ficar melhor... Agora, me conte o que houve.

-- Bom, eu cheguei perto de Jessie para chamá-la para ir ao baile... Ai! -- Ele deu um gritinho quando passei o pano em seu nariz. -- Eu encostei em seu braço e pedi que esperasse. Quando suas amigas já tinham ido em bora eu a convidei para o baile...

-- E o que ela respondeu? -- Não me seguro de curiosidade.

-- Ela respondeu exatamente isso: "Se enxerga garoto, não saio com pessoas dessa categoria! Além do mais, eu não preciso de um Pinóquio me enchendo o saco. Vai lá com os seus amiguinhos e não chegue este nariz bizarro e horroroso perto de mim outra vez!"... -- Ele responde triste, e eu fico chocada.

-- Eu não acredito o que aquela metida a besta horrorosa te respondeu! -- Fico indignada e acabo apertando mais do que devo o pano contra o machucado de Pete, que dá um urro de dor, mais uma vez. -- Mas aí ela te espancou?

-- Não, foi o Humbert... -- Quando ele diz o nome eu sinto náuseas. -- Ele ainda não tinha saído da aula, estava na diretoria, e quando saiu e me viu perto de Jessie, chegou me empurrando e disse "Não chegue perto da minha namorada, seu tosco! Hoje sua amiguinha não está aqui pra te defender!" Você sabia que a Jessica Foster é a namorada do Humbert? -- Ele perguntou e eu faço sinal negativo com a cabeça. -- Pois é, nem eu. Mas enfim, eu tentei fugir para casa, não queria arrumar briga, mas então, dois panacas amigos de Humbert saíram da escola também e me seguraram, então o Humbert disse " Esta é a minha vingança por você ter me socado aquele dia!" e começou a me socar e me chutar. Não quero nem ver o estado das minhas canelas depois. Mas o último golpe que eu me lembro foi um socão na barriga que ele me deu, aí tudo começou a girar e girar e depois você apareceu. 

-- Meu Deus! -- Fico mais chocada ainda, com o resto da história. Acabo de limpar os machucados e me sento ao seu lado.

-- Mas Jessie está certa... Eu sou uma aberração... -- Pete olha triste para os pés.

-- Claro que não! Você é a pessoa mais incrível que eu conheço! -- Digo, colocando a mão amigavelmente no ombro dele.

-- Você acha meu nariz bizarro e horroroso? -- Pete levanta os olhos e me olha. Desvio o olhar.

-- Não! Eu acho seu nariz lindo! -- Respondo, corada. Não estou mentindo, eu realmente acho o nariz dele lindo. Ele sorri, com um pouco de dificuldade devido o corte. -- Mas Pete, por que você tem tão pouca confiança em você? Por que essa autoestima tão baixa? Você é melhor do que imagina!

-- É por causa de um ocorrido de quando eu tinha nove anos... Nunca contei isso a ninguém, nem meus pais sabem disso. Você será a primeira. Desculpa não ter te contado antes... É que eu tenho medo e isso ainda me assombra. -- Ele diz meio receoso.

-- Não precisa ter medo... Me conte, pode te ajudar a ficar melhor! -- O lanço um olhar terno e confiante.

-- Ok... Você tem razão... Bom, quando eu tinha nove anos, você deve se lembrar que minha mãe me colocou em uma academia de dança e balé... -- Ele me olha e eu faço sinal afirmativo. -- Eu odiava aquela aula e odiava dançar. Certo dia, a professora nos mando fazer uma dança que havíamos ensaiado e eu não obedeci, eu simplesmente inventei uma coreografia nova e mais divertida com os meus próprios passos, e isso deixou a professora bem brava. Eu já estava sendo um menino meio desobediente em suas aulas, como forma de protesto por detestar aquilo. Este dia foi a gota d'água pra ela. Ela chegou perto de mim, na frente da sala inteira e abaixou as minhas calças... -- Eu levei as mãos à boca, por causa do choque. --  Mas isso não foi tudo, enquanto todos riam, ela me levou até o banheiro e me espancou, e todas as crianças foram junto e ficaram em minha volta, rindo. Depois desse dia, tive vergonha de mostrar aos outros o que eu sabia fazer, com medo de todos rirem ou até de me baterem.

-- Isso é horrível! Você não pode ter medo de mostrar quem você é e nem de fazer o que gosta, não pode ter medo de se expressar e mostrar o que sabe fazer! Essa professora é uma em um milhão, e, acredite, enquanto eu estiver viva não vou deixar ninguém fazer isso com você outra vez! -- Digo, revoltada.

-- Você é uma ótima amiga, e uma pessoa incrível, a melhor pessoa que alguém poderia querer por perto, e eu amo muito você! -- Pete diz, olhando no fundo dos meus olhos, um pouco vermelho, mas sem desviar o olhar. Nossos rostos estão a poucos centímetros de distância, mas parece que esses centímetros vão encurtando.

-- O-obrigada... Você também é a minha pessoa favorita deste universo, eu também te amo muitão! -- Respondo, também vermelha, mas contribuindo para que a nossa distância vá diminuindo. 

     Fecho os olhos, assim como Pete e deixou meu corpo pendendo para frente. Perco a consciência ao sentir o hálito de menta de Pete bater em meu rosto. É como se aquela não fosse eu e aquele não fosse meu melhor amigo. Ao invés de sentir os lábios de Pete sobre os meus, eu sinto uma... bochecha? Abro os olhos e vejo o que eu havia beijado, o rosto de Keith, que tem o costume de estragar momentos fofos, e possui um olhar travesso no rosto. 

-- Oi amigos! -- Ele diz, sorrindo, agachado entre Pete e eu.

-- Mas que merda Keith! -- Pete fica irritado e eu fico com o rosto muito vermelho, abaixado.

-- Vocês iam se beijar? -- Keith pergunta, me fazendo voltar ao meu corpo.

-- Que? Mas é claro que não! -- Digo mais vermelha ainda. -- Nós estávamos conversando!

--Uhum, sei! -- Keith sorri marotamente e nós olha de lado, não acreditando na nossa história.

-- É, maluco. A gente estava conversando! -- Peter diz, também muito vermelho.

-- Vou fingir que eu acredito... -- Keith diz e senta conosco. 

   O clima entre eu e Pete fica tenso, ambos não conseguimos olhar pra cara do outro. Keith é quem começa os assuntos, notando a tensão e tenta quebrá-la, mas é difícil quando algo como isso acontece... Afinal, eu quase beijei meu melhor amigo.

Eu quase beijei meu melhor amigo.

EU QUASE BEIJEI MEU MELHOR AMIGO!

E o pior de tudo, é que eu queria beijá-lo. Meu melhor amigo, meu irmão de consideração. E o que mais me chateia é o fato de que vai ser muito difícil as coisas voltarem a ser como antes.


Notas Finais


Olááááá galeraaaa!! E aí, gostaram? Shipparam? Desculpem pelo capítulo ter ficado tão grande (3400 palavras hahaha) é que eu fui deixando levar... tava muito empolgada!
Aquela história que ele conta pra ela da professora de dança realmente aconteceu com nosso pequeno Pete, mas eu não sei bem como foi a verdadeira história.
Bom, até o próximo capítulo!! Beijooooossss <3
~Srta. Townshend


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