História I can't see the sense. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Xiumin
Visualizações 15
Palavras 546
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Mutilação, Self Inserction, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem, não sei muito o que dizer sobre esta escrita; algo que escrevi num momento de tensão pra mim e decidi postar. Escolhi Minseok pra ser o personagem (mesmo que o nome não seja citado em momento algum na história) porque me identifico muito com ele, que é meu ultimate, e o escolhi pra me representar nos papéis inspirados em mim.
Não sei se alguém vai ler, mas aviso que pode conter gatilhos.

Capítulo 1 - I can't see the sense.


Fanfic / Fanfiction I can't see the sense. - Capítulo 1 - I can't see the sense.

Ele acorda. Ainda são cinco da manhã. Ele gosta da noite, mas odeia o escuro matinal; o vento gelado da madrugada é um soco que marca seu rosto com uma pancada vinda das memórias pesadas de um ano inteiro de amargura e solidão.

Ainda são cinco da manhã e ele decide abrir a janela pra dar uma olhada no Céu, ainda adormecido; má ideia. O cheiro da brisa da manhã estapeia-o no peito e ele só não vai ao chão porque ela é fraca, delicada. Uma brisa doce e traiçoeira. Ele apoia o peito com as mãos e crava uma luta contra o monstro que está metade para fora metade para dentro; as mãos pequenas e fracas tentam puxar o mal, mas ele é mais forte e dilacera seu peito, o faz sangrar; e ele, cansado de lutar e com medo de machucar ainda mais o coração, cede, empurra o monstro novamente para dentro.


São seis da manhã, o dia clareou, mas a brisa das cinco continua ali, má, olhando para seu rosto cheio de lágrimas secas. Chorar cansa.

Ainda são seis e meia da manhã, mas a angústia não tem hora marcada, é imprevisível. A brisa matinal é uma preferência, mas a angústia pode aparecer tanto pelo início da tarde como ao fim da noite. Ele não dormiu bem; com o corpo e os olhos cansados, sente as pernas fraquejarem e senta-se no chão frio do quarto.

O peito, apertado, sangra por dentro. Ele sente todos os músculos do corpo se contraírem. Ela se aproxima; a morte, tão doce e cheia de... Vida? Ela o confunde. Brinca com o coração machucado, esgotado; seduz a mente, beija a alma docemente. Mas ainda há um resquício de lucidez. Ele dobra as pernas e tráz os joelhos para perto do peito, abraça com força, cravando uma luta intensa contra a mente, que, já envenenada, tenta obrigá-lo a se levantar e ir à procura de alguns – vários – comprimidos. É imensa a tentação de ir atrás da poção mágica que pode trazer a paz eterna, mas o corpo tenta lutar.

“Eu quero morrer” — murmura repetidamente

Se lembra de tudo o que já passou, e ainda passa, e sente o coração sangrar mais e mais, sem cessar; lembra-se das mentiras, das falsas promessas, da fragilidade de uma amizade que era pra ser inquebrável; lembra-se dos gritos, das punições... Lembra-se do abandono.

O coração palpita; pobre, já está nas últimas há tanto tempo. Como aguenta?

A cabeça lateja, o nariz escorre, os braços ardem. Em meio soluços baixinhos, tenta se controlar, tenta se conter. Ninguém conhece sua dor. E ai se conhecessem. Ele morde o próprio lábio inferior, instável demais pra conseguir chorar tão baixo. Mas ninguém pode ouvir. Ninguém quer ouvir.

“Por quê?”

São quase oito da manhã. As lágrimas secas deixam sua face grudenta; isso não é importante. A dor continua ali, forte, resistente, mas o corpo é fraco e para de reagir. A dor se silencia mas permanece ali, apenas anestesiada.

As pernas se soltam.

Levanta-se, fraco, fecha a janela e volta para a cama, para mais um longo dia de luta contra o monstro que faz moradia em si; o monstro que quer tomar-lhe a vida.

“Por favor... Me dê coragem pra terminar isto.” 

murmura, caindo no sono. 



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