História I Didn't Ask For A Soulmate (But I'm Glad I Have You) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Shortfic, Soulmate Marks, Soulmate!au, Taeseok, Vhope
Exibições 5
Palavras 649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Soulmates Are Bullshit (Watercolor Bird)


-Hoseok-

O ar do início de novembro beliscava o meu rosto enquanto eu caminhava pela rua silenciosa, era cedo, pouco antes das seis, o céu ainda estava tingido com os tons do nascer do sol e a minha respiração fazia com que pequenas nuvens se formassem. Meu apartamento era pequeno e tinha paredes finas como papel, mas era localizado em uma área boa da cidade, então não me importei muito com isso, a falta de isolação sonora nunca tinha sido um problema, até a vizinha decidir que seria uma excelente ideia adotar um chihuahua que latia assim que o primeiro raio de sol alcançasse as janelas do sétimo andar.

Eu ainda tinha umas boas horas para matar antes de ter que voltar para a universidade para a minha primeira aula, e eu não aguentava mais ficar em casa. Andei pela calçada observando as lojas fechadas ao meu redor, o concreto úmido por causa da chuva da noite anterior, pequenas poças aqui e ali refletindo as cores da cidade. Depois de alguns metros passei em frente a uma livraria, um enorme pôster anunciando uma palestra sobre almas-gêmeas.

Ridículo. Todo o conceito era ridículo. Ri sem emoção fitando o meu pulso coberto pelo casaco grosso, debaixo do tecido havia um desenho que parecia feito de aquarela, um pássaro, de todas as possíveis marcas que eu podia receber do universo, eu recebia a droga de uma pintura de um pássaro.

Eu passei a infância inteira ouvindo histórias sobre almas-gêmeas, alguém feito sob medida para você, alguém que ficaria com você para sempre. Assim que uma  pessoa chegava aos dezessete anos de idade ela recebia A Marca, na teoria ela servia para ajudar as almas a se identificarem. Há! Ajudar a minha bunda.

Claro, existiam os filmes de romance água com açúcar que retratavam almas gêmeas que tinham marcas ridiculamente subjetivas, que no final das contas acabavam se encontrando por acaso e vivia feliz para sempre. Mas na vida real jornais mostravam pessoas que acabavam morrendo na procura da sua outra metade, algumas semanas atrás havia sido notícia no jornal uma mulher cuja Marca era um endereço, ela estava tão desesperada para encontrar a alma-gêmea que ficou esperando no suposto lugar por dias, até que eventualmente ela teve que sair, mas assim que ela deixou o endereço um carro a atingiu e ela entrou em um coma, antes de morrer algumas semanas depois, acontece que a alma-gêmea dela tinha enterrado um bauzinho de madeira quando era pequeno naquele lugar, mas nem lembrava da existência do tal baú até que viu a notícia passando na tevê.

Meus pais haviam sido almas-gêmeas também, mas ele se tornou um alcóolatra poucos anos depois de eles se conhecerem, traiu a minha mãe incontáveis vezes até que ela pediu o divórcio, mesmo depois de tudo ela ainda amava o idiota, e a cada tantas noites eu ouvia ela chorando baixinho antes de dormir.

Eu provavelmente nunca encontraria a minha alma gêmea, mas sendo bem honesto eu nem queria, eu deixei de vê-las como algo bom há muito tempo.

Acabei perdendo a minha linha de pensamento quando um garoto passou correndo e esbarrando em mim, cabelos roxos balançando e um cachorro grande de pelo branco e focinho marrom o puxando pela coleira.

- Desculpa! – Ele gritou. – Mais devagar Soonshim! Que droga!

Eu observei o garoto até que ele desapareceu, virando a esquina logo depois da livraria com o cartaz ridículo. Eu ri com a visão, o garoto era muito bonito, mesmo arfando e sendo puxado pelo próprio cachorro. Esfreguei o meu pulso sentindo a minha pele formigar um pouco. Deve ser o frio, dei de ombros, entrando em um café e pedindo um latte, logo em seguida procurei um lugar para sentar e tirei meus livros da mochila que eu trazia, já que eu ainda tinha um tempo livre eu podia ao menos adiantar um pouco os meus trabalhos.


Notas Finais


Hey! Então, isso começou como um spin off de ASOC mas em algum ponto no meio do caminho virou uma fanfic nova hahahaha

Os capítulos dessa serão - bem - mais curtos e a fanfic também vai ser curtinha, mas espero que vocês gostem <3

(E eu não sei se ficou claro na estória, mas nesse universo cada marca é diferente, algumas são frases, outras números, nomes, desenhos, cada um tem algo único para ajudar a achar a sua alma-gêmea)


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