História I don't deserve you. - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Simón
Tags Gastina, Lutteo, Romance, Simbar, Sou Luna
Exibições 300
Palavras 1.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Talvez notem, principalmente nesse capítulo, mas em outros também, a influência de séries, filmes e novelas.
Boa leitura!
;)

Capítulo 10 - Supresa.


Fanfic / Fanfiction I don't deserve you. - Capítulo 10 - Supresa.

.Simón*

 

- Como podemos ficar trancados? – pergunto desesperado.

- Já aconteceu antes. – Ámbar suspira. – Essa mansão é antiga e se essa porta for fechada muito forte, trava. Só dá pra abrir por fora.

- E nunca pensou em ter uma chave dentro do quarto?

- Eu sempre carrego uma, mas está no meu casaco, no cabide, ao lado da porta de entrada, lá embaixo.

- Não podemos gritar? – pergunto.

- Você não pode ligar para Luna? – questiona ela.

- Deixei meu celular no quarto dela. – respondo checando meus bolsos.

- Droga! – reclama.

- Você não tem celular?

- Está no casaco! – diz nervosa. – Maldito casaco!

- Podemos gritar? – pergunto novamente.

- Os empregados não estão na mansão. Nos sábados, apenas a mãe de Luna trabalha na cozinha, o restante tira folga.

- Mas a sua madrinha está num desses quartos, não está? – questiono.

- Olha, você não vai querer gritar para minha madrinha nos tirar daqui, vai por mim. – Ámbar comenta séria.

- O que podemos fazer então?

- Não sei! – diz com as mãos na cabeça.

- Você não tem nada aqui que dê para abrir a porta?

- Está no quarto da “patricinha”, o máximo dessas coisas que vai encontrar aqui é uma lixa de unha.

Eu até riria do comentário dela, mas estava desesperado. Não queria decepcionar Luna.

Começo a andar pelo seu quarto e tentar pensar em formas de sair dali.

- Podemos pular a janela! – falo.

- Se quiser continuar vivo, não recomendo. – comenta.

Mas é claro, penso, estávamos no terceiro andar, não tinha como pular.

- Como pode estar tão tranquila? Vamos perder a competição! – digo.

- Não tem o que fazer, não vamos conseguir sair daqui antes das oito. Eu apenas já aceitei que não vamos participar!

- Luna vai me matar. – sento no tapete do quarto.

- Matteo também. – ela concorda sentando-se numa poltrona.

*

Faz-se um longo período de silêncio, enquanto esperávamos algo acontecer. Nada. Ela batia o pé no chão ansiosamente e eu andava de um lado para o outro, mas algo me chama a atenção.

- Essas provas são suas? – questiono para os testes que estavam em cima da sua cama.

- Não, não... – diz se levantando e indo em minha direção.

- É sim, Ámbar Smith. – leio seu nome.

- Droga! – suspira a loira.

- Por que droga? Você gabaritou todas elas. – comento surpreso. – Matteo não tinha dito que ia mal?

- Tinha, é que...

- Ele também não sabe que gabaritou todas as provas? – pergunto levantando uma sobrancelha.

- Olha, não pode falar isso para ninguém. – diz séria.

- Ninguém sabe disso? Por que se faz de burra?

- Não me faço de burra! – fala ofendida. – Só não fico pagando de nerd pro colégio inteiro.

- Mas por que fala que vai mal nas provas?

- Por que gosto de estudar matemática, só não quero que os outros saibam disso. – fala e eu sorrio.

- Qual é o problema de gostar de matemática? – dou uma risada.

- Esse é o problema! – diz apontando para mim. – Sou a patricinha, sem cérebro. Ninguém acreditaria que gosto, ou muito menos que sou boa em matemática. As pessoas ririam quando eu falasse, me chamariam de nerd, enfim, não fale para ninguém!

- Desculpa. – falo. – Desculpa por te chamar de sem cérebro aquele dia também.

- Tudo bem, sempre acontece. – ela dá de ombros.

- Quando escrever um maravilhoso teorema sobre matemática, e ganhar o Nobel, fale que eu fui a primeira pessoa a saber o quão inteligente é. – sorrio entregando suas provas.

- Medalha Fields. – corrige ela.

- Como? – franzo as sobrancelhas.

- Matemáticos não ganham Nobel, ganham a Medalha Fields. É isso que vou ganhar. – sorri e pega as provas da minha mão.

- É por isso que tem aulas do outro lado do Blake? – pergunto.

- É, são aulas de matemática avançada, mas também tenho aulas normais.

- Confesso que estou surpreso. – digo.

- Gosto de provocar esse efeito nas pessoas. – ela sorri. – O que tem que fazer com essa informação agora?

- Não contar para ninguém? – sorrio.

- Ótimo.

- Já são sete e meia. – olho para meu relógio. – Será que eles não se preocupariam a ponto de nos procurar?

- Não sei você, mas eu tenho fama de atrasada, ninguém me procuraria. – ela dá de ombros.

- Acho que o último lugar que iriam procurar por mim, é no seu quarto.

- Mônica sempre me traz café às oito e quinze, eu iria falar que hoje não precisava porque teria competição, mas esqueci. O problema é que oito e quinze a gente já deveria estar se apresentando.

- Por que toma café a noite? – questiono curioso. Estava adorando conhecer mais sobre Ámbar.

- Gosto de estudar e ler de madrugada, é silencioso.

- Não quer se vestir para a competição, talvez nossa apresentação atrase por nosso culpa, podem nos colocar por último, não?

- É, talvez. – suspira ela pegando uma roupa no armário e entrando no banheiro. – Você não vai se trocar também?

- Minha roupa está no quarto de Luna. – dou de ombros.

Ela demora quase meia hora para se arrumar, mas sai de lá linda.

- Pronto. – diz fechando a porta atrás de si.

- Ficou... até que bem. – falo e Ámbar revira os olhos.

- Não precisa ser legal comigo, se eu ganhar a Medalha Fields, não vou dedicar a você. – sorri.

- Vai dedicar a quem? – pergunto.

- Boa pergunta. – diz pensativa.

- Que tal seus pais? – digo como se fosse óbvio.

- Não teria muito sentido. – fala e eu franzo as sobrancelhas.

Estava quase perguntando o porquê, mas a porta é aberta.

- Licença senhorita Ámbar, seu café. – interrompe a mãe de Luna.

- Ainda bem dona Mônica! – digo correndo pra fora do quarto.

- Simón? – pergunta ela.

- Obrigada. – fala Ámbar pegando o café e me seguindo. – Mas temos uma competição agora.

Saímos o mais rápido que pudemos para o Roller. Tropecei algumas vezes e Ámbar tirou o salto para correr. Como ela havia dito, todos os empregados estavam de folga, incluindo o motorista.

Chegamos quase oito e vinte, tinha bastante gente, a competição estava sendo um sucesso. Era o fim de uma apresentação, mas havia uma euforia maior em todos. Algumas pessoas nos olhavam e eu achei que era por causa de Ámbar, afinal ela chamava atenção. No entanto quando fomos até a frente da plateia, vimos o real motivo dos olhares.

Luna e Matteo já haviam se apresentado, mas como dupla e agora estavam se beijando.

.

 


Notas Finais


J.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...