História I don't fucking care - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Adam Milligan, Anna Milton, Balthazar, Bobby Singer, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Ellen Harvelle, Gabriel, Jo Harvelle, Jody Mills, John Winchester, Lúcifer, Mary Winchester, Meg Masters, Miguel, Naomi, Personagens Originais, Ruby, Sam Winchester
Tags Castiel, Charlie, Crowley, Dean, Destiel, Ruby, Sam, Supernatural
Exibições 212
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores <3

Tenho alguns avisos para dar:

1) Eu demorei um tempinho para postar esse capítulo, porque eu entrei em semana de provas e tive que estudar igual uma capivara.
2) Estou com um projeto novo de fanfic, juntamente com duas amigas minhas...Ela vai ser postada em breve e, quando nós postarmos, eu deixarei o link aqui nessas notas ENTÃO NÃO SE ESQUEÇAM DE PASSAR AQUI PARA VER SE EU JÁ POSTEI, OKAY??

Bjos <3

LEIAM AS NOTAS FINAIS

Capítulo 7 - A Festa - Parte 1


Fanfic / Fanfiction I don't fucking care - Capítulo 7 - A Festa - Parte 1

POV Charlie Bradbury – Algumas semanas depois

 

   Estávamos a exatamente um dia para o aniversário de Gabriel. O garoto havia preparado, com a minha ajuda, é claro, uma grande festa em sua casa para comemorar a data. Como seria um fim de semana, todos provavelmente estariam liberados para ir.

   Os primeiros a marcarem presença fomos: eu, Castiel, Dean e Sam. Obviamente, quando Gabe ouviu o nome do último, quase teve um infarto e deu vários pulinhos de alegria, seguidos de gritos agudos, que me fizeram tampar os ouvidos.

   De certa forma, a felicidade do loirinho me fazia bem. Enquanto ele fosse um viciado que coloca cinco pedaços grandes de chocolate de uma vez na boca, para mim estava tudo bem, eu só não queria que ele se decepcionasse como eu me decepcionei com Ruby. Era quase que um ciclo vicioso: o Gabe gostava do Sam, que gostava da Ruby (que era minha paixonite) e que também era a fim do Sam.

   Quando eu descobri isso, fique inconsolável. Foram anos me iludindo e achando que o sentimento era recíproco, quando ela só queria minha amizade. Eu, honestamente, não acreditava na friendzone, até cair de cabeça no grande e profundo poço de nada que ela é. Eu não queria que Gabe passasse pela mesma desilusão que eu passei e, é por isso, que eu venho preparando ele. Se algo acontecesse, não seria a mesma dor que eu passei. O mesmo sofrimento. O mesmo vazio. 

   Agora, falando de coisa boa, tudo já estava preparado. Dean me ajudou na decoração de parte da casa, juntamente com a mãe de Gabriel. Ela realmente era um amor de pessoa. Tudo isso foi feito depois das aulas de sexta-feira, quando todos foram liberados. Castiel não pôde ajudar, pois sua mãe havia chegado de viagem e ele queria, pelo menos, cumprimentar ela antes de nos ajudar. Quando ele mandou uma mensagem para mim, nós já havíamos acabado tudo, então o dos olhos azuis nem precisou se preocupar. 

   Entre Sherlock e Watson, na versão um pouco menos inteligente, as coisas haviam melhorado. Obviamente, eles continuavam com as piadinhas sarcásticas, principalmente Castiel, mas não era mais aquela rivalidade e disputa por espaço que era antes. Não que naquele momento eles estivessem apaixonados um pelo outro, mas eles conseguiam conversar por alguns minutos sem se matarem.

   As coisas estavam relativamente bem, não perfeitas, mas a paz reinava por aquela escola. Quer dizer, nem tanto. Uma garota chamada Lisa Braeden, a qual eu conhecia muito bem, havia sido transferida para a nossa escola. Uma menina morena dos olhos castanhos, completamente mimada. Com um verdadeiro oceano de egocentrismo em si.

   Já fazia alguns anos que tinha acontecido, mas a memória daquele mês nunca saiu da mente de nenhum de nós. Eu estava conversando com Castiel pelo telefone, às 1:30 da manhã, contando toda a história, começando por quando ela colou cartazes pela escola inteira falando que eu era lésbica. Não que isso me incomodasse, mas aquilo foi uma coisa horrível de se fazer, como se ela quisesse me humilhar. E ela queria.

   - Ei, mas qual é a dessa garota? – perguntou rindo da minha irritação. Só de pensar nela, o meu sangue já borbulhava – Eu estava conversando com o Dean, daí nós nos despedimos e ela esbarrou em mim com tudo, falando que era para mim me afastar dele – disse inconformado – Como se eu quisesse ficar com ele...que nojo!

   - A Lisa é uma vagabunda, Cass. Ela faz isso com todo mundo, só porque ela é caidinha pelo Dean – bufei e revirei os olhos – Eles namoravam há alguns anos atrás, até ele dar um pé na bunda dela.

   - Por que ele terminou com ela? Ele descobriu alguma coisa que ela tenha feito?

   - Sim! O Dean descobriu que ela estava se agarrando com o Miguel, por isso eles se odeiam.

   - Espera...Se a Lisa era apaixonada pelo Winchester, por que ela pegou o Miguel? – perguntou confuso e incrédulo ao mesmo tempo

   - Eu já disse, ela é uma vagabunda! – falei como se explicasse tudo. Ele continuou em silêncio, como se dissesse que não havia entendido – O plano dela era o seguinte: a Lisa iria dar uns beijos no Miguel, para que o Dean visse e achasse que foi o Miguel que tentou se agarrar com ela. Mas o plano não deu certo, e outra pessoa viu eles se pegando. No caso, essa pessoa foi a Jo – parei para respirar, pois havia falado muito rápido – Enfim, agora ele odeia tanto a Lisa quanto o Miguel por isso.

   - Tá, tá eu entendi – disse bocejando A única coisa que eu não consegui captar foi: se o Dean odeia ela, por que ela acha que tem algum tipo de chance com ele?

   - Porque tudo aquilo que ela quer, ela consegue. Pelo menos, era assim – dei de ombros – Mas dessa vez não vai ser tão fácil para ela – dei uma risada maléfica, fazendo com que o moreno risse.

   - Olha, eu queria continuar falando do quanto a Lisa é uma piranha riquinha e homofóbica, mas eu estou morrendo de sono – disse bocejando pela terceira vez seguida – Então, boa noite ruivinha – disse com a voz tão rouca que me fez arrepiar. E olhe que eu nem gosto da fruta.

   - Bye, bitchdesliguei o celular, me jogando em cima da cama e refletindo por alguns minutos.

   Comecei a sentir sono e, quando me dei conta, já havia dormido.

 

POV Castiel Novak

 

   Acordei com o barulho irritante do despertador querendo, como sempre, me ensurdecer. Peguei meu celular, apertando os olhos por conta da claridade. Eram 6:30 da manhã. Dei um gemido de insatisfação ao perceber que não havia desligado o alarme e que, por esse motivo, havia acordado tão cedo em pleno sábado.

   Virei para o lado e cobri minha cabeça, me aninhando mais ainda ao cobertor. Passaram-se 5, 10, 15 minutos e eu ainda não havia conseguido dormir.

   - Mas que merda de sono... – falei com a voz embriagada pelo sono. Até parecia que eu estava de ressaca, mas eu só era um garoto tentando dormir em paz.

   Não que eu nunca tivesse ficado de ressaca por conta de uma noite de bebedeira, até porque isso havia acontecido muitas vezes, principalmente nas festas em que Lúcifer me arrastava.

   Lembro-me claramente da vez em que Luci me chamou para um evento que, por coincidência, tinha muita bebida. Era minha primeira vez em um lugar daqueles, e também, a primeira vez lidando com bebidas alcoólicas. Algumas eram fortes, outras nem tanto. Eu nem me lembro direito da festa, tudo girava ao meu redor e só conseguia ver o loiro rindo da minha cara. Eu não conseguia pronunciar nenhuma palavra sem gaguejar. As frases que saiam pela minha boca eram distorcidas, completamente desconexas e imbecis, o que causava ainda mais gargalhadas por parte de Lúcifer.

   Aquela foi a maior dor de cabeça que eu havia sentido em toda a minha vida. Nem na época que eu estava tomando antidepressivos, senti uma enxaqueca tão intensa quanto a ocasionada pela ressaca.

   Lavei meu rosto e escovei meus dentes lentamente. Eu estava tão sonolento, que as coisas se tornaram praticamente impossíveis de serem executadas de uma maneira rápida.

   É incrível a maneira de como o corpo humano se habitua às atividades que realizamos. Ele sabe exatamente o horário em que devemos acordar, de acordo com a nossa rotina, é claro; sabe a hora que devemos sentir fome para que possamos comer; sabe quando devemos sentir sono para que possamos dormir...entre muitas outras coisas.

   Naquele momento estava deitado em minha cama, coberto até a cabeça e com apenas o braço, que segurava o celular, para fora do cobertor. Todos estão dormindo, não tem nem com quem eu conversar.

   Bufei e deixei o aparelho próximo a minha cabeça, fechando os olhos e sentindo que o sono já estava voltando. Lentamente, todos os meus pensamentos começaram a desaparecer e só uma coisa aparecia diante dos meus olhos: escuridão. Estava quase dormindo, quando senti o celular vibrar na minha bochecha, me dando um susto.

   Quando olhei para a tela, dei uma risada desanimada ao ver o nome “Princesa”. Pensei na hipótese de desligar, mas ele provavelmente me ligaria umas mil vezes. E então, relutante, resolvi atender à ligação.

   - O que foi, Dean? – disse com a voz sonolenta e um pouco mais rouca que o normal.

   - Nada – deu de ombros – Eu só queria atrapalhar o seu sono.

   - Que ótimo, você já fez isso então... – pensei por um momento e logo completei – Tchauzinho.

   - Espera! – gritou do outro lado, fazendo com que eu afastasse o aparelho do ouvido – É importante.

   - Eu percebi isso, gênio, você quase nunca me liga.

   - Se você sabia que era importante, então por que ia desligar? – indagou incrédulo.

   - Desde quando eu ligo para a sua existência? – rebati, ouvindo o loiro bufar. Só pela ligação pude constatar que ele havia revirado os olhos.

   - Tanto faz, eu só queria saber se você vai na festa do Gabe hoje à noite.

   - Preocupado comigo, princesa? – perguntei irônico, ouvindo-o soltar um suspiro irritado – Sim, eu vou. Por que?

   - Ah, que droga! Achava que ia me livrar de você – falou soltando uma risada nasal.

   - Hahaha muito engraçado... – revirei os olhos – Agora deixa eu dormir.

   - Tchau, vadia.

   - Idiota – desliguei rindo.

***

   Eu estava fazendo café e panquecas na cozinha quando minha mãe desceu. Seus cabelos estavam bagunçados, e sua cara amassada. Provavelmente, ela havia acordado por conta do cheiro da comida que estava sendo preparada, não por vontade própria.

   - Acordou, Dona Naomi? – ironizei, entregando a ela uma xícara de café.

   - Cale a boca, Castiel – disse rindo – Eu só vim por causa do cheiro mesmo.

   - Sabia... – murmurei, dando um sorriso de canto.

   - Enfim, o que está preparando aí? – perguntou enquanto esticava a cabeça, tentando ver o que estava na panela.

   - Panquecas! – ri ao ver um sorriso infantil sorrir em seus lábios.

   Logo após isso, ela voou para cima do prato, catando uma e fechando os olhos enquanto mastiga o alimento. Por um momento eu achei que ela fosse uma morta de fome.

   - Nossa! Isso está divino – disse com a boca cheia, pegando mais uma panqueca.

   - Ei! Vai com calma, querida, eu também tenho que comer – ri e beberiquei o café, que ainda estava muito quente.

   Conversamos sobre assuntos aleatórios. Algumas vezes rindo de besteiras, e outras falando de assuntos sérios. Eu fiquei encarregado de lavar a louça, como sempre, enquanto minha mãe organizava as coisas em casa.

   Depois de arrumar meu quarto, me joguei na cama fechando os olhos e abraçando o travesseiro. A posição em que eu me encontrava fez com que eu caísse no sono, já que eu estava com muito sono desde manhã. Depois que Dean me ligou, meu sono pareceu sumir e a única saída foi ficar ouvindo músicas e coisas aleatórias nas redes sociais, até que resolvi levantar e fazer o café.

 

POV Charlie Bradbury

  

   Eu e Gabe almoçamos juntos, pois nós precisávamos terminar os últimos detalhes para a festa. Compramos vários doces e salgadinhos, afinal festas não são festas sem besteiras para todos os lados. Tivemos que arrumar cada canto da casa, afastar móveis e limpar as mesas.

   Claro que demoramos grande parte da manhã, e também, parte da tarde. Estávamos simplesmente exaustos, obviamente. Depois de tanto trabalho, era de se esperar que estivéssemos escorados em algum canto da casa, esperando a morte.

   Cada músculo meu doía, como se eu tivesse trabalhado o dia inteiro igual uma condenada. E era o que havia acontecido, na verdade.

   - Você me deve uma barra de chocolate, Gabriel – disse passando as costas da mão na testa, limpando o suor que estava escorrendo pelo local.

   - Eu sei – disse com a respiração ofegante – Foi um trabalho e tanto, né?

   - Nem me fala – suspirei – Da próxima vez que eu for te ajudar a organizar uma festa, me lembre de chamar uma ambulância antes, por favor.

   Ele riu alto, assentindo com a cabeça e guardando os produtos de limpeza que estavam espalhados pela casa. Deitei no chão, fechando os olhos e pensando por um momento sobre como iria ser. Não só a festa, mas como seriam as nossas vidas quando saíssemos do colégio?

   Eu preferia não pensar no assunto, não fazia ideia do que queria ser. Talvez trabalhar na Google, por exemplo. Eu realmente não sabia o que fazer.

   Saí dos meus devaneios quando o loirinho se pôs a minha frente, estalando os dedos na minha frente.

   - Planeta Terra para Charlie – disse dando um peteleco no meu nariz.

   - Ai! – reclamei vendo-o gargalhar – Você vai ver só – disse e comecei a correr atrás dele.

   Fiquei perseguindo-o por longos 10 minutos, até que aceitei que nunca conseguiria pegá-lo. Me joguei no sofá e vi que já eram 17:30 da tarde. Pulei no mesmo instante, pegando minhas coisas e chamando pelo garoto.

   - Gabriel, eu vou embora, preciso começar a me arrumar! – cantarolei, mas não obtive resposta. Dei de ombros e atravessei a porta, levando um susto quando o menino apareceu bem na minha frente – Seu idiota, eu quase te dei um soco!

   - Calma, ruiva – disse rindo da minha cara.

   Revirei os olhos, dando um breve “tchau” antes de sair da casa.

 

POV Dean Winchester

 

   - Sam! Desça logo, estamos atrasados! – gritei do andar debaixo, vendo que a festa havia começado a mais de quarenta minutos.

   - Eu não estou achando meu perfume, idiota! – rebateu.

   - Pega o meu. Tá no guarda-roupa, lado direito, no fundo – logo depois, vi ele correndo para meu quarto, demorando um pouco para descer e vir ao meu encontro.

   - Como estou? – disse dando uma voltinha, para que pudesse ver o que estava usando por completo.

   - Horrível, como sempre. – rebati com um sorrisinho debochado, saindo de casa e entrando no carro.

   - Também te amo! – gritou alto o bastante para que pudesse ouvi-lo de dentro do carro, percebendo que o mesmo vinha correndo.

   Não sei muito bem o porquê, mas tinha a sensação de que aquela festa seria inesquecível.

   E realmente seria.

 

  //LEIAM AS NOTAS FINAIS//


Notas Finais




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