História I Don't Love You - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, V
Tags Baekhyun, Bangtan, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Taehyung
Exibições 41
Palavras 2.183
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - I'll be your only


Já era a quinta vez que eu ligava para Jimin e de forma alguma ele atendia. Na noite passada, Taehyung havia nos chamado para uma sessão de filme que iria ocorrer hoje à tarde. Eu havia mandando mensagem para Jimin para saber se ele queria ir comigo, ele apenas respondeu com um "sim".

Jimin sempre fora muito amigável com todos, o que me deixa meio agoniado com o seu comportamento atual. Tentei ligar uma última vez, por sorte ele acabou atendendo.

– Alô? – Sua voz saía rouca.

– Jimin?! O que aconteceu? Você não vem? – Eu já não conseguia mais esconder minha chateação.

– Terminei de me arrumar agora, desculpe-me. – Senti-me culpado por tê-lo pressionado antes.

– Nos encontraremos na praça, então? – Ele assentiu e logo desligou.

Eu sentia como se ele estivesse sendo forçado a isso. Eu não queria que ele se sentisse assim, mas ele é alguém difícil de recusar algo a uma pessoa.
Assim que ele desligou, dei uma última olhada em minha roupa e saí do meu quarto. Eu estava no mínimo conveniente. Vestia uma calça jeans preta com uma camisa da mesma cor, com um casaco de couro preta para dar uma variada.

Mandei uma mensagem para Taehyung, avisando-o de que eu já estava a caminho. Despedi-me de meu irmão e saí.

O caminho da praça até minha casa não era tão grande, demorava apenas uns 10 minutos no máximo. Resolvi estourar esses minutos parando em uma sorveteria, onde eu e Jimin costumávamos vir em quase todos os finais de semana, quando éramos próximos.
Na maioria das noites, antes de dormir, eu me pergunto. Por que ele se afastou?

Começou com as mensagens não respondidas. Ele me dizia que sempre estara cansado, e bom, eu não confrontei. Eu sabia que ele participava de uma academia de dança, pela qual ele se dedicava muito. Mas recentemente, eu soube que ele também havia deixado de frequentá-la.

Assim que terminei meu sorvete, decidi comprar o favorito de Jimin, se é que ele ainda gostava. O suculento chocolate com cobertura de morango. Eu lembro do quanto ele amava aquele sabor.

– Nós não íamos nos encontrar na praça? – Levei um grande susto que quase fez com que eu derrubasse o sorvete, aquilo seria um pecado.

Virei-me para ver quem era, e sim. Era ele.

– Como me encontrou? – Eu ainda demonstrava surpresa.

– Nos costumávamos ficar aqui depois de irmos para a praça.

Tentei prender um sorriso, mas foi falho. Ele ainda lembrava.

– Eu comprei o seu favorito. – Estendi minha mão para ele, onde continha seu sorvete.

– Hm? Oh! Sim... – Ele corou levemente. – Muito obrigada. – Ele era delicadamente gentil.

– Você quer comer aqui ou vamos andando?

– Melhor irmos, Taehyung já deve estar lá.

Fomos caminhando até o metrô. De vez enquando eu comentava algo novo feito na cidade. Ele apenas murmurava alguns sinais de surpresa.  Eu não demonstrava a ele, mas sabia que ele estava de certa forma abatido. Eu via isso. Na realidade, eu sempre fui de admirá-lo, então eu sempre notaria se o outro estivesse com algo diferente.

Chegamos no metrô e nos sentamos, demoraria apenas uns 5 minutos para chegarmos. Sentei-me ao seu lado e encarei a janela a frente. O metrô estava quase vazio, continha apenas umas 8 pessoas. Todas espalhadas pelo vagão.

– Jimin. – O chamei sem tirar os olhos da janela.

– Sim, Jungkook? – Podia sentir seu olhar em mim.

– Se me permite perguntar.... – Suspirei pesado. – Por que se afastara?

Por mais que eu não estivesse o encarando, sabia que ele estava com os olhos arregalados e confuso.

– Desculpe? – Agora sim eu virei meu olhar para ele.

– Por que de repente se afastou? – Eu o encarava fixamente. Esperei dias pela resposta dessa pergunta.

– Jungkookie... – Ele costumava me chamar assim quando sentia uma emoção forte.

– Não irá acreditar em mim se eu falar, garoto. – Ele desviou seu olhar, observando uma moça sentada falando ao telefone.

– Diga-me! Não faz ideia do quanto eu anseio pela sua resposta. – Tentei manter meu tom normal.

– Simplesmente pelo fato de que me sinto enjoado. – Ele virou seu olhar para mim, esperando minha reação. Eu apenas o encarei confuso.

– Entenda... – Ele mostrava seu lado maduro. – Eu fazia todos os dias a mesma coisa, sempre seguindo o mesmo padrão. Tudo bem que eu fazia o que eu gostava, mas até isso se tornou enjoativo.

– D-Desculpe, eu não estou conseguindo entender.

– Kookie. – Ele passou sua pequena e macia mão em minha bochecha. – Estou dizendo que eu estou sozinho.

– Mas eu estou aqui, eu sempre estive aqui.... – Aquelas suas palavras haviam me atingindo.

– Eu sei, mas daqui a um tempo, você irá encontrar alguém melhor. Alguém com quem você queira compartilhar a sua vida e .....

– Você não quer compartilhar sua vida comigo? O que eu fiz de errado? – O interrompi.

– Nada. Amigos vai e amigos vêm. Deixe-me lhe contar um segredo. – Ele aproximou seu rosto do meu. – Eu gosto muito de você, Jungkook. Então, antes que você vá, eu estou evitando de que ambos se machuquem.

Eu não conseguia reagir, sentia uma enorme dor em meu coração, um embrulho em meu estômago.

– Hyung... – Tentei de  alguma forma controlar a vontade de chorar ali. Suspirei lentamente. – O que o faz achar que eu irei lhe deixar?

Eu pude ver seus lábios se movimentando, mas não ouvi sua voz.  O som dos trilhos era maior, havíamos chegado. Logo avistamos Taehyung ali, ao seu lado estava Baekhyun, um amigo seu de longa data que havia voltado de viagem há poucos dias.

Eu e Jimin os cumprimentamos. Agimos como se nada houvesse acontecido, mas na realidade, estava um clima pesado entre nós.

Para piorar a situação, havíamos escolhido uma sessão de comédia romântica, mas Jimin não conseguia esconder seu desconforto com essa opção e então Taehyung deixou escolhermos outro filme. Escolhemos um que envolvia suspense e um pouco de terror. Compramos alguns alimentos e entramos na sala. Ficamos nas cadeiras do topo, no centro. A ordem estava: Baekhyun, Taehyung, Jimin e eu.

Durante o filme, as vezes comentávamos algo que não tínhamos entendido, mas nada de diálogo interessante. A sessão durou uma hora e meia, foi rápido e um pouco entediante.

– Gente, eu vou no banheiro, tá? – O mais baixo avisou.

– Eu também. – Eu disse e o encarei, ele não havia demonstrado nenhuma emoção de que se importava se eu fosse ou não.

O banheiro estava vazio. Hoje o dia estava de fato pouco movimentado, eu adorava dias assim. Tranquilos.
Terminei minhas necessidades e me higienizei, esperando Jimin em frente a pia.

– Depois de hoje, eu queria que voltasse a falar comigo. – Escorei-me na parede.

– ....  – O ouvi rir sarcástico.

– O que faz achar que eu vou te deixar, hyung? – Ele saíra de seu box e ia a caminho da pia.

– Jungkook, apenas siga seu sonho com alguém com quem você ama ou irá amar, ok? – Parecia estar impaciente.

O som das pequenas gotas de água caindo foram substituídas pelo som das costas de Jimin se chocando contra a parede.

– O que você está fazendo?! – Ele havia soldado um gemido de dor, eu pude sentir seu corpo mais leve, ele estava bastante magro.

– Eu estou tentando fazer exatamente o que você disse, mas acontece que você não colabora. – Eu pressionava seus braços contra seu pequeno corpo.

– O que quer dizer com isso? – Ele demonstrava estar um pouco assustado.

– Jimin, eu te amo! – Meu coração pulsava desesperadamente. – Eu sempre quis estar perto de você. Acha que depois de que parou de falar comigo eu fiquei quieto? Todas as noites eu ligava para sua mãe para saber se você estava bem e todas as noites ela machucava meu coração quando dizia que você estava com risco de entrar em depressão.

Ele estava me olhando com cara de choro, soltei seus braços e encarei o chão. Totalmente embasado pelas lágrimas que eu continha. 

–  Jungkookie... –  Eu sentia que qualquer coisa que ele falasse iria me fazer chorar de verdade. –    Eu nunca achei que você me queria dessa forma.

–  Jiminnie. –  Eu acabei sentindo uma enorme felicidade inexplicável. – Desde que nós começamos a nos conhecer, eu comecei a me apaixonar por você, e estou até agora. Já tem cinco anos que eu sinto isso por você e isso nunca diminuiu. Eu nunca tive coragem para te falar. Você era alguém tão animado, repleto de coisas boas. Estávamos tão bem que eu não queria que nada mudasse.

Eu senti um grande alívio por descarregar aquelas palavras. Eu as estive guardando por tanto tempo.

–  Jungkook, você tem interesse em compartilhar sua vida comigo e eu fazer o mesmo? –  Ele ainda estava inseguro.

Insegurança sempre fez parte da vida de Park Jimin, mas seus amigos e familiares sempre o ajudavam e o apoiavam. É algo imperdoável ver o sorriso largo e cativante de Jimin substituído por apenas um sorriso forçado de lado.

Eu decidia fazer o que eu sempre quis desde o dia que me apaixonei por ele. Desejava insistidamente sentir os lábios carnudos dele nos meus. Ah, Jimin, como eu quero isso, mas não queria forçá-lo nada, quero que seja algo inesperado, que ambos estejam propícios a isso.

  – Jimin, entenda... –  Ele sorrio ao lembrar que ele havia falado isso mais cedo. – Eu te amo, tá?

Logo ele havia dado um sorriso largo, o verdadeiro sorriso de Park Jimin. Aquele que demonstrava tanta felicidade que seus olhinhos ficavam fechados. Eu em seguida, o abraçei. 

– Jimin! Jungkook! – Ouvi a voz de Taehyung nos chamando. –  Vocês morreram aí dentro foi?

– Morreram não, mas talvez estejam fazendo coisas obscenas e ...

– NO MEIO DO SHOPPING?! – Taehyung se exaltara.

Park Jimin era muito doce e inocente demais para tal tipo de coisa, mas admito que gostaria sim de sentir seu corpo no meu. Suas mãos macias percorrendo meu corpo e eu arranhando sua pele brutalmente...

–  Jungkook, vamos? – Ele me olhava com um sorriso inocente.

Como eu consegui pensar numa coisa dessas na frente dele?

–  Jimin, eu te amo... –  Eu sentia a felicidade preencher meu corpo.

– Eu também te amo, Jeon Jungkook. – Eu o encarei surpreso por ouvir tais palavras saírem de sua boca.

Ele riu de mim. Assim que abri a porta, ele fecho-a rapidamente e me empurrou contra ela. Puxou meu rosto para o seu e beijou-me. Eu não consigo acreditar que o desejo que eu tanto abarcava estava em fim acontecendo. Retribuo o beijo segurando em sua nuca, segurando sua cintura e puxando seu corpo contra o meu. Talvez, por Jimin ser tímido, ele iniciara um beijo delicado e suave, mas não deixava de ser delicioso.

Paramos quando começamos a ficar ofegantes. Encaramos um ao outro e rimos do nosso estado. Ajeitamos nossas roupas e saímos.

  – Por deus, o que aconteceu, hein? – Taehyung demonstrava preocupação.

– Você ainda pergunta, Tae?– Baekhyun nos encarava com um olhar malicioso.

Os lábios de Jimin já eram grossos e ficaram mais inchados depois do beijo. Tentamos disfarçar olhando para os lados.

– Olha, Jungkook! Um pônei rosa de pelúcia. – Jimin apontava para um brinquedo de vidro onde armazenava bichos de pelúcia.

– Eu vou conseguir para você, vem! – Eu o puxei.

Depois de passarmos o caminho todo de volta para casa tentando enrolar sobre o que aconteceu no banheiro, Taehyung se conformou, mas isso só aconteceu porque Jimin disse que ia contar sobre isso depois.

– A gente se vê amanhã, tchau gente. – Nos despedimos de Taehyung e Baekhyun.

Estávamos na porta da casa de Jimin, onde ele segurava o seu novo pônei de pelúcia.

– Então... – Eu não conseguia esconder, estava completamente sem jeito. –  A gente se vê amanhã, né? 

Jimin me olhou confuso, em seguida puxou meu pulso, fazendo-me adentrar em sua casa.

  – Oi, Jungkook, quanto tempo. –  A mãe de Jimin passava pela cozinha.  

  – Oh! sim, muito tempo. Eu só vim dá uma passadinha e ...

– Mãe, o Jungkook vai dormir aqui. – Jimin me interrompeu.

Arregalei os olhos instantaneamente.

– Vou, é?– O olhava de lado.

– Vai. – Ele sorrio, me puxando para subirmos as escadas e entrarmos em seu quarto.

O lugar não havia mudado muito, continuava meio bagunçado e ao mesmo tempo arrumado. Possuía o mesmo cheiro de Park Jimin de sempre. Ele deixou seu pônei de pelúcia na cadeira próxima a cama.

– Sua mãe não se importa se você dormir aqui, né? 

– Não, ela vai até gostar. Ela ficaria feliz se soubesse que voltamos a nos falar.

– Ela ficaria feliz se soubesse que estamos namorando? –  Ele me pegou de surpresa.

– Ela eu não sei, mas eu sim. – Ri. – Nós estamos?

– Não, ainda não. A não ser que você queira. – Ele estava pedindo por isso.

– Park Jimin, aceita aturar-me pelo resto de suas reencarnações? – Ele gargalhou.

– Sim, eu aceito aturar Jeon Jungkook pelo resto de minhas encarnações. – Ele sorria bobamente, eu não podia falar nada, pois fazia o mesmo.

Nós nos beijamos, mas agora sem preocupações. Eu tocava seu rosto e aproveitava cada segundo do seu corpo colado ao meu. Estávamos completamente apaixonados um pelo outro.

– Esse dia com certeza será bem marcante. – Ele falou entre o beijo.

– Eu posso deixá-lo mais marcante ainda. – Ele me olhara curioso.

O empurrei em sua cama, fazendo-o cair deitado.

Desculpe Park Jimin, eu sei que você é um completo anjo.

Mas hoje eu o farei ser um completo lúcifer.  


Notas Finais


Primeira vez que crio coragem pra postar aqui
Eu na verdade estava pensando em deixá-la apenas no wattpad
Mas decidi colocá-la aqui também.


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