História I Don’t Remember, But I Love You - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Gina Weasley, Harry Potter
Tags Harry Potter, Hinny
Exibições 102
Palavras 2.568
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei 1 semana para postar o capítulo, porque eu estava em um sítio sem internet ;-; Desculpem ♥
Boa leitura ;D

Capítulo 5 - O Psicopata


Fanfic / Fanfiction I Don’t Remember, But I Love You - Capítulo 5 - O Psicopata

Eu estava de mãos dada com Miguel Corner caminhando pelos corredores de Hogwarts. Estávamos tendo uma conversar banal.

De uma hora para outra eu estava em meio ao caos. Feitiços estavam sendo jogados de todos os lados, pessoas gritando de dor e eu ali parada olhando em volta sem conseguir me mover. E então olho. Um feitiço vindo em minha direção.

Acordo novamente assustada, minha blusa que costumava a ser solta estava colada em mim por causa do suor.
Escuto alguém bater na porta e a cabeça do Harry aparece.

— Escutei você gritar, está bem? – Ele diz entrando no quarto e se sentando na cama.

Harry estava com uma calça e uma blusa simples, provavelmente o uniforme de auror. De vez em quando me pego pensando o que passa na cabeça dele por ser um auror sendo que sempre foi seguido pelas trevas a vida toda.

— E-Eu... – Passo a mão pelo cabelo e depois tampo o rosto com as minhas mãos – Eu acho que tive uma outra lembrança – Digo encarando ele

— E que lembrança forte é essa? – Ele diz preocupado.

— Eu não sei, foi tudo meio confuso. Eu estava com Miguel... – Paro de fala quando percebo que iria falar do meu ex para o meu marido.

— E... – Ele insiste arqueando a sobrancelha.

— E... E bom, estávamos conversando quando do nada eu estava em meio ao caos, paralisada e um feitiço vem e minha direção, mas ai eu não me lembro de nada

— Ah, bom, você deve ter tido uma fusão de memórias, mas olha pelo lado bom, você conseguiu lembrar – Ele diz sorrindo, mas depois o sorriso desaparece – Mesmo sendo uma lembrança ruim. Bom. Vai conseguir dormir? Porque ainda é 7:15 e o café da manhã já deve estar na mesa.

— Só vou me arrumar – Olho para a janela – Está nevando?

— Ah sim, está nevando – Harry responde também olhando para a janela.

 

Entro na sala de jantar, a mesa estava farta de comida, e Harry estava sentado sozinho em uma das cadeiras bebendo alguma coisa num xícara e lendo jornal. Ele parecia estar muito concentrado que nem notou a minha presença.

— Que sozinho – Falo anunciando a minha presença.

— A gente não toma muito o café da manhã aqui, vamos mais é n'A Toca ou numa lanchonete – Ele comenta.

Um silêncio desconfortável paira sobre a sala enquanto me sento em frente a ele e pego uma torrada. A atenção de Harry volta novamente no jornal.

— O que aconteceu? – Indago-o – O que aconteceu depois que, bem, o que aconteceu comigo? Por que eu perdi a memória?

O clima na sala fica notavelmente tenso. Harry descansa a xícara e o jornal sobre a mesa e me encara enquanto sustento o olhar.

Harry suspira:

— Eu não quero te sobrecarregar e...

— Não vai me sobrecarregar – Deixo escapar e Harry da um sorriso determinado.

— Eu não teria certeza disso se fosse você. – Harry diz – Você tem muita coisa para lembrar, até as memórias mais inúteis.

Abaixo o olhar para as minhas mãos vendo a minha derrota. Por que Harry virou um homem tão difícil de se intimidar?

— Gin – Ele me chama e eu o encaro. O seu rosto estava mais próximo ao meu. – Você tem o direito de saber, eu sei, mas a única coisa que tem de saber agora, é que tem um bruxo que está dando trabalho para nós aurores, mas não está forte igual Voldemort ou Grindewald, ou até mesmo outros bruxos das trevas, mas está dando trabalho. E eu acho que é ele que... Que fez isso com você.

— Mas quem é ele?

— Esse é um dos problemas, ninguém sabe. – Harry diz voltando a olhar o jornal.

Eu assinto voltando a minha atenção no café da manhã.

Fiquei a maior parte da refeição tentando forçar a minha memória a lembrar do que houve. Era uma coisa estranha, tentar lembrar o que você não faz a mínima ideia do que é! Uma aflição.

Eu estava mentindo para mim mesma, o que está acontecendo está me sobrecarregando. Lembrar de 7 anos "perdidos" não será nada fácil.

— Harry – Chamo-o quando ele termina de comer – Você me promete que não vai contar pra ninguém sobre as lembranças?

— Por que? – Ele diz se levantando.

— Todo mundo me olha... estranho. Você é o único que fica feliz - Digo fazendo-o me olhar confuso.

— Sério? Eu não vi eles te olhando estranho. Eles estavam até felizes. Ginny, você está bem?

— Mas, você o-olhou para eles?… E-eu estou bem!– Gaguejo.

— Tudo bem – Harry sorri – Acho que não percebi. Prometo que não conto à eles. Sabe, deve ser difícil pra sua família ter um filho morto e você sem memória.

— E para você não é difícil? – Pergunto curiosa e ele da um sorriso triste.

— Eu sei que você é forte – Ele pega uma maleta que nem percebi que estava lá. – Tem pó de flur em cima da lareira no vasinho de flor. Até – E me da um beijo na testa.

P.O.V Harry

Ficar 3 horas escrevendo um simples relatório e 1 hora e meia de tédio era um saco.

Eu tinha que pensar nos meus conceitos sobre ser auror.

— Bom dia, Sr. Potter – Liz entra no meu escritório carregando a sua aura de felicidade. – Está tudo bem, Harry? – Ela diz sentando na cadeira a minha frente.

Elizabeth era uma mulher feliz, extrovertida, tinha longos cabelos louros, uma pele clara e olhos verde-escuro, uma perfeita auror e a minha parceira desde que comecei o treinamento de auror. Mas quando estava em missões, deixava de ser aquela Elizabeth e virava uma mais séria e responsável.

— Está indo – Digo depois de dar um suspiro – Já tem alguma informação depois do que houve?

— Não, parece que Ele sumiu depois do que houve – Liz responde.

Ele, era, o Psicopata. Um bruxinho que vem brincando com nós aurores. Já faz umas duas semanas que tentamos encurrala-lo, mas o bruxo está dando trabalho. Até agora ele não matou ninguém, mas gosta de azarar famílias trouxas e de levar alguns bruxos para o Sant. Mungus. Fazer os outros sofrer.

O chamamos assim porque não sabemos a verdadeira identidade dele, nunca o pegamos nesses 3 meses que ele começou a brincar. A única coisa que faz reconhecer o que ele fez é o simbolo que ele deixa: uma margarida com o número sete. Ele é um dos perseguidos mais famosos na Seção de Aurores. E depois que houve um incidente, ele simplesmente sumiu.

— Parece que Ele deve estar sentindo o gostinho da tristeza dos outros. – Digo mais pra mim do que para Liz.

— O que quer dizer com isso? – Ela pergunta – Ah, esquece, e como é que está a Ginny? Desculpa por não ter te visitado, mas é que eu estava precisando de um homem na minha cama depois de todo esse trabalho, e sabe, eu consegui um deus grego, claro que você continua no topo do ranking. – Ela fala tudo muito rápido me fazendo rir.

— Estava com saudades dessa Elizabeth – Falo ainda com um sorriso.

— Querido, eu sou única – Ela fala me acompanhando na risada.

Nessa hora a porta da minha sala é aberta bruscamente e nela aparece um Ron ofegante.

— Harry, noticia Dele! Siger está aguardando a gente, você também Liza, andem! - Grita um Ron desesperado e eu e Liz saímos atrás dele.

Passamos por algumas portas, até chegarmos a única que dava ao escritório mais importante - e o mais confortável - o escritório do Chefe da Seção dos Aurores.

Siger Craig, era o Chefe da Seção dos Aurores. Um homem difícil de ser decifrável, mais difícil ainda de se ganho em um duelo. Era um cara descontraído e misterioso, não gostava muito de ser formal, e gostava de brincar com os calouros, mas quando estava sério a coisa era totalmente ao inverso. Ele tinha cabelos castanhos, pele escura e olhos negros.

— Nos chamou, senhor? – Liz pergunta totalmente séria.

— Sim, sim. Houve um ataque no subúrbio de Londres em uma família trouxa, os policiais não descobriram como morreram, por isso achamos que possa ser bruxo. – Ele pega uma ficha e me entrega. – Quero que vocês vão lá. Tenho 60% de certeza que foi Ele.

"Está tudo ai, a família, o enderenço, tudo." Siger da a volta na escrivaninha e olha pela janela. "Cuidado!"

Examino a ficha. A família era composta por duas crianças na adolescência e um pai solteiro. Eram ricos e pelo visto, quando a matriarca desapareceu em umas semanas atrás, o marido ficou em depressão. Não tinham nenhuma outro parente.

— Mas senhor, como vamos passar pelos policiais? – Pergunta Ron.

— Procurem por Charlie Austen.


P.O.V Ginny

Harry me deixa parada como uma estaca. Então as trevas está ressurgindo, mas felizmente, não tão forte. Eu precisava saber de mais coisas, mesmo sabendo que isso realmente iria me sobrecarregar.

— Sra. Potter? – Uma vozinha fina me chama e eu olho para baixo. Uma elfa estava parada em meu lado. Provavelmente ela é a Cookie.

Cookie -diferente do que eu imaginava- era magricela, tinha uma pele bem jovem e olhos tão negros e gigantes.

— Sra. Potter, Cookie já pode arrumar a mesa e preparar o almoço? – Cookie me indaga.

— Sim, claro, por favor. – Digo me levantando.

Olho ao redor. Harry deixara o jornal sobre a mesa, não iria fazer mau da uma espiada, não?

Pego o jornal e subo as duas escadas indo em direção a biblioteca.

O lugar era bem reconfortante. O ambiente era iluminado e aquecido, as prateleiras era lotada de livros e em algumas paredes, tinha bancadas com cadeiras confortáveis. Mais para o fundo, tinha uma lareira cercado por pufs e sofás.

Em uma das bancadas tinha uma caixa cheia de jornais e revistas. Pego os da semana passada e levo comigo para junto dos pufs.

Todos eles sempre apareciam algumas noticia sobre a minha estadia no Sant. Mungus ou do bruxo que Harry me disse. Nada de muito interesse.

"Ginevra Potter, jogadora de Quadribol, é levada para Sant. Mungus por motivos desconhecido."

Ou

"Duas famílias de bruxos é levado para o Sant. Mungus por um bruxo desconhecido."

Consultei os jornais de outros meses. A única diferença é que meu nome aparecia na seção de Quadribol -e realmente eu jogo muito bem-.

Resumindo: Eu não tinha nada de muito interessante para fazer.

Guardei os jornais e fiquei parada tentando encontrar alguma coisa de interessante para fazer na minha mente.

E panãã!

Quando eu tinha 8 anos e meus irmãos iam para Hogwarts, ficava só eu e Ron em casa junto com mamãe e papai, e como não tinha muita coisa (legal) para fazer na época, papai me ensinava notas musicais (e um dos meus pequenos sonhos é tocar piano).

Sai da biblioteca e rumei para o andar de cima.

Por que não aprender a tocar piano já que não tem nada para fazer?Afinal, aqui tem um piano.

 

Entrei na sala de música, uma sala ampla e bem iluminada, cheia de instrumentos que eu não vazia a mínima ideia do que faziam. O piano estava encostado na parede ao lado da janela. Era feito de uma madeira escura, as teclas estavam branquinhas (pelo visto fora bem cuidado) e sobre elas, tinha uma partitura.

Me aproximei para enxerga-la. A música era desconhecida por mim "For Elise" de "Beethoven", mas mesmo assim, eu sentei no banquinho e tentei tocar.

Estava horrível, mas eu continuava até sair mediano.

Fiquei tão concentrada em aprender a tocar que nem percebi quando Cookie entrou na sala avisando que o almoço já estava servido.
Agora que percebo que eu estava com fome.


P.O.V Harry

Eu, Ron e Liz seguimos em direção a linda casa que estava sendo barrada por fitas e policiais.

— Desculpem senhores, mas vocês não podem entrar – Disse um policial quando chegamos perto.

— Queremos falar com Charlie Austen. – Digo.

— E quem são vocês? – O policial indaga.

— Não importa, só temos que falar com Charlie Austen. – Liz responde.

O homem parece decidir entre chamar o Sr. Austen ou continuar barrando.

— Só um minuto. – O policial se afasta e entra na casa.

Minutos depois um homem alto, magro com cabelos loiros para na nossa frente.

— Harry Potter, Ron Weasley e Elizabeth Miller! É um prazer conhece-los, sou Charlie Austen, mas podem me chamar de Charlie – O homem diz com um sorriso observando nos três, ou seja, Elizabeth. – Siger enviou vocês aqui, estou certo?

— Sim – Liz diz com um sorriso maroto.

— Ótimo, me sigam por favor. – Ele abre passagem para nós entrarmos. – Então, o que levou vocês a serem auror?

— Ah, eu gosto de umas aventuras e uma vida agitada – Liz responde enquanto caminhamos até a cena do crime – Mas e você, porque é policial e não um auror?

— Bom, não tenho magia suficiente para transfigurar um palito em agulha ou fazer um objeto flutuar, então eu virei policial, mas queria ser auror também. – Charlie responde.

Mas antes que alguém comenta alguma coisa a respeito, entramos na cena do crime.

O dono da casa e os dois filhos estavam jogados no chão, como se estivessem dormindo e na parede estava escrito com tinta vermelha:

"Ass: O Psicopata "
       "Ps: Isso é só o começo."

— "Isso é só o começo", e o que aconteceu antes era aquecimento, é? – Ron diz sarcástico.

— Potter, isso estava na mão do Sr. Bredon – Charlie me entrega um envelope endereçado a mim. – Não abrimos, estava em seu nome e eu sabia que você viria.

— Obrigado. – Agradeço.

Abro o envelope e dentro dele tinha uma carta:

Maravilhoso, Harry Potter

Gostou do que eu fiz com o amor da sua vida? Pois é! Foi eu, e você vai ser o primeiro bruxo morrer em minhas mãos, e vai ser doloroso. Voldemort não conseguiu, não é mesmo? Uma pena que eu não seja Voldemort, porque eu vou consegui. Ah Harry Potter! Pode ter medo, nem o amor, nem pessoas e nenhum feitiço irá te salvar dessa vez!O-Menino-Que-Sobreviveu-Morreu!
      Ah, e você quer saber o que eu fiz com ela além de ter apagado 7 anos de memória? Que pena, ela terá de lembrar! Adorei estar dentro dela.
        Não tente me derrotar, vai ser uma perda de tempo.
        As trevas está ressurgindo, e mais astuta e forte.
       Eu gostaria de te ver pessoalmente, mas vou esperar, a última coisa que você vai ver quando morrer será a minha pessoa! Ah sim, não vejo a hora, mas eu sou paciente, eu espero.

Com AMOR!
        O Psicopata

PS: Ela não se lembra e Ela vai te fazer chorar, porque você não ficou com Ela!

— Ginny – É a única coisa que consigo dizer enquanto fito o nada.

— O que aconteceu, cara? – Ron me pergunta.

— Fala para Siger que eu estou em casa! – Falo.

Saio correndo da casa e vou em direção a algum beco, mas antes de eu aparatar, uma mão macia pega meu ombro. Eu sabia que Elizabeth havia me seguido.

— Eu vou com você, caçulinha – Ela diz com um sorriso e aparatamos.

Caçulinha é uma apelido que ela inventou para mim por eu ser o mais novo do grupo no Treinamento de Aurores. Na verdade ela inventou apelidos para todos do grupo.

Chegamos em frente a casa. Estava tudo calmo e normal, mas mesmo assim, eu entrei afoito e fui em direção a cozinha, onde estava vindo um cheiro irresistível (não pensem que eu sou um Ron da vida).

Ginny estava lá, colocando o garfo cheio de comida na boca, antes que eu fale alguma coisa ela engole a comida e eu só tenho tempo de parar ao seu lado enquanto ela começa a convulsar.

 



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