História I feel in love. - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Thiago Silva
Personagens Thiago Silva
Exibições 42
Palavras 1.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vocês não estão gostando da história? Me contem o que estão achando! A Madu vai começar a se apaixonar por esse lado 'legal' do Thiago 💛

Capítulo 4 - Um café com uma dama.


 Madu

- Quem é aquele cara da festa? - ele perguntou.

- É amigo do meu pai. - eu expliquei.

- E porque ele te puxou daquele jeito? Qual o interesse dele em você? - perguntou sem olhar pra mim.

- Ele fica de olho em mim a mando do meu pai, e na verdade ele me odeia. - eu ri.

- Quer saber Madu, eu cansei. - ele disse e meu corpo tremeu.

- Cansou? Como assim cansou? - me ousei a perguntar.

- Encontros escondidos, quase nunca a gente se vê, o seu pai não gosta de mim, a gente nunca teve uma primeira vez, não posso ir na sua casa, não posso te levar na dos meus pais...- ele começou a falar e as lágrimas caíram.

- Tá terminando tudo? - perguntei.

- Sim, desculpa mas assim não dá. - ele disse e eu levantei da cadeira.

- Tudo bem, entendi. - eu disse e tirei dinheiro da bolsa para pagar meu café.

Comecei a andar pelas ruas de volta pra casa completamente destruída por dentro, eu sei que a culpa foi minha por ter deixado chegar ao ponto do meu pai me castigar. Quando cheguei em casa meu irmão já havia ido pro aeroporto e meus pais tinham ido jantar fora então foi o momento certo para eu me trancar no meu quarto e chorar feito um bebê, peguei no sono de tanto chorar e o meu despertador me acordou de manhã tocando  insistentemente.

- Bom dia querida, seu pai teve que ir mais cedo hoje. - minha mãe disse.

- Bom dia, não tem problema...eu pego um táxi. - eu disse abrindo a porta.

- Não vai tomar café? - perguntou.

- Estou sem fome. - respondi antes de fechar a porta.

Peguei o primeiro táxi que eu vi e foi até rápido de chegar no escritório, passei pela Ju com um simples bom dia e fui direto pra minha sala.

- Bom dia Madu, estava te esperando pra te dar isso. - Oscar disse entrando comigo na sala.

- São pra hoje? - perguntei vendo uma pilha de papéis em sua mão.

- Sim, para a noite. - ele disse colocando tudo na mesa.

- Oscar, me desculpa pelo dia da festa tá? Eu estava muito irritada com o seu amigo Thiago e acabei usando você pra fazer raiva a ele. - eu expliquei.

- Tranquilo, eu até gostei. - ele riu e eu também.

- O que rolou entre vocês dois? - ele perguntou confuso.

- Ele levou a sério quando o meu pai pediu para ele ficar de olho em mim e ele fez meu namorado...quer dizer, ex namorado ir embora. - eu disse.

- Nossa, que chato. - ele disse e eu assenti.

- Bom, vou começar isso aqui porque já vi que vou demorar. - eu sorri e ele saiu da sala.

Era tanta coisa para revisar e digitar que enquanto eu arrumava os papéis percebi que um deles veio errado, tinha o nome do Thiago e eu fui até sua sala devolver e na segunda batida ouvi sua voz me mandando entrar.

- Isso veio por engano pra minha mesa, é seu. - eu disse colocando na mesa e dando meia volta.

- Madu...- ele disse e eu me virei.

- Podemos parar com isso? - perguntou parecendo exausto.

- Olha só, desculpa ter gritado com você e ter sido infantil demais naquela noite. - eu pedi e ele me olhou surpreso.

- Eu quem deveria pedir desculpas, eu te disse umas coisas pesadas. - ele disse.

- Eu já tô acostumada Thiago. - sorri sem graça.

- É sério, somos colegas de trabalho e não deveríamos ter esses atritos bobos. - ele disse.

- Tudo bem, não vou mais te atrapalhar. Com licença. - virei-me para sair mas sua voz me parou.

- Topa um café comigo hoje depois do nosso horário, vamos tentar ser amigos. - ele disse e eu travei olhando pra porta.

- Tudo bem. - respondi e saí da sua sala.

Passei o dia todo digitando e meus dedos estavam doendo já, eu fazia algumas pausas de cinco ou dez minutos mas ainda assim eu estava cansada. Prendi meu cabelo num coque por conta do calor e quando finalmente consegui terminar tudo o que tinha pra fazer eram quase seis da noite, batidas foram dadas na minha porta e logo em seguida vi o rosto de Thiago.

- Está pronta? - perguntou.

- Sim, estou. - peguei a bolsa e quando fui pegar o celular vi que havia uma mensagem de Lucas.

"Me desculpe por magoar você...quero muito o seu bem."

Thiago.

- Tá tudo bem? - perguntei vendo ela parada olhando a tela do celular.

- Sim. - ela jogou o celular dentro da bolsa.

- Se você não estiver se sentindo bem eu posso te levar em casa. - eu disse percebendo seu incomodo.

- Não, não quero estragar o passeio. - ela sorriu.

Estou tentando mudar as minhas atitudes com as pessoas porque Oscar conversou comigo hoje pela manhã e disse que eu estava sendo muito rude e ignorante com as pessoas e que eu deveria tentar see menos antipático. Sim, ele usou essas palavras comigo.

E eu iria começar por Madu, porque ela é filha do meu chefe e eu a tratei muito mal desde que a conheci.

- Então, está curtindo o trabalho? - perguntei quando sentamos na cafeteria.

- Quando não tem muita coisa pra digitar é bom. - ela sorriu.

- Por favor, um frapuccino de floresta negra...e um cookie de geléia de uva. - ela disse e eu olhei pra ela.

- E você, o que vai querer? - perguntou.

- A mesma coisa. - sorri.

- Temos o mesmo gosto? - perguntou sorrindo.

- Acho que sim. - sorri.

- E aí, as coisas com o seu pai estão melhores? - perguntei.

- Sim, ele já até tirou as correntes dos meus pés. - ela disse rindo e eu gargalhei.

- Estava tão sério assim? - perguntei.

- Ele agora está me deixando sair sem ele ter que me levar, e me dá um pouquinho mais de liberdade dentro de casa. - ela disse.

- Acho que ele faz isso porque se preocupa muito com você, eu acho que seria assim com as minhas filhas. - comentei.

- Ele tem medo de que eu não tenha o futuro bom que ele sempre sonhou pra mim. - ela disse e o garçom chegou com os pedidos.

- Mas e o seu namorado? - perguntei bebericando meu café.

- Terminou comigo. - ela disse mordendo o biscoito.

- Posso perguntar o motivo? - perguntei quase sorrindo.

- Ele disse que é pelo fato de sermos um segredo, mas eu acho que ele percebeu que eu sou uma furada e que ele merece algo melhor. - ela disse dando de ombros.

- Sinto muito. - eu disse.

- Não sinta, amor não é pra mim sabe? Acho que nunca mais eu vou me apaixonar na minha vida. - ela disse.

- Eu disse o mesmo quando me separei. - sorri.

- E se apaixonou de novo? - perguntou.

- Não. - eu gargalhei e ela também.

- Eu sei que você me acha uma pirralha chata e metida mas eu não sou assim...as vezes eu sou bastante inconsequente e tenho uma certa marra, mas eu acho que bem no fundo eu consigo ser uma boa pessoa. - ela disse me surpreendendo.

- Um brinde então. - sorri levantando meu copo.

- Um brinde. - sorriu batendo o copo no meu.

...

- Obrigada pela conversa, eu estava precisando. - ela sorriu quando chegamos a porta da sua casa.

- De nada, foi um prazer. - sorri.

- Até amanhã, colega de trabalho. - eu disse.

- Até, colega de trabalho. - ela repetiu e me deu um beijo no rosto.

A gente se encarou por alguns segundos e foi estranho olhar para aquele par de olhos azuis e não ver ódio ou irritação, e sim um mar em calmaria. Percebendo o clima estranho que se formou eu limpei a garganta e olhei pro lado, e a porta da casa dela se abriu.

- Onde você estava, mocinha? - ele perguntou não percebendo a minha presença.

- Eu saí com o Thiago. - ela respondeu e ele olhou pra mim.

- Fomos tomar um café, muito trabalho por hoje. - sorri.

- Ahh! Então eu estou tranquilo, que bom que vocês são amigos. - ele sorriu me abraçando.

- É. - Madu sorriu sem graça.

- Até amanhã, e valeu pelo café. - ela disse antes de entrar.

- Até amanhã amigão! - Rafael sorriu.

- Até pessoal. - sorri e me afastei.

Hoje foi um dos dias mais incomuns da minha vida mas pra ser sincero, foi o mais legal. 




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