História I feel in love. - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Thiago Silva
Personagens Thiago Silva
Exibições 54
Palavras 2.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gentee! Agora a coisa ficou feia e a Madu tá revoltada, vocês acham que o Thiago é um vacilão, sim ou com certeza?

Capítulo 6 - Eles tem pena de mim.


Madu.

- Burra! Como você é burra! - eu fui repetindo isso para mim mesma até chegar em casa.

Thiago estava o dia inteiro sem falar comigo obviamente pela burrice que eu fiz de beijá-lo, acho que fui muito intusiasmada mas parando pra pensar agora não tem absolutamente nenhum motivo para eu ter beijado ele. Quando cheguei em casa meus pais estavam na sala conversando animadamente e eu entrei apenas dando um boa noite e já fui logo subindo as escadas. 

- Filha! - meu pai chamou e eu parei.

- Vem aqui, tem um presente pra você. - ele disse animado e eu desci de volta.

- Tem se comportado tão bem, que merece isso. - minha mãe disse me entregando uma caixa.

- Abre. - meu pai pediu.

Abri o embrulho sem muita animação e quando peguei a caixa pude ver um celular incrivelmente bonito e que se eu tivesse ganhado alguns meses atrás provavelmente eu estaria surtando, observei o aparelho e guardei na caixa de novo devolvendo ao meu pai.

- Não gostou? Eu posso pegar outra cor. - ele disse sem entender. 

- É lindo pai, mas eu não preciso disso. Meu velho celular ainda funciona bem. - eu disse e ele pareceu surpreso. 

- Mas eu te comprei um novo por isso, seu celular está velho...e você poderia dar ele pra sua mãe. - ele disse.

- Dá esse novinho pra ela, eu estou bem. - eu disse e subi pro quarto.

Até quando eu ficaria de castigo e teria que trabalhar naquele lugar? Tomei um banho e deitei na minha cama para ver um filme, estava tudo apagado no quarto e a única luz era da TV até que meu pai entrou.

- Filha, tá tudo bem com você? - perguntou.

- Sim pai. - respondi.

- Tem pizza na geladeira, quer? - perguntou.

- Não, não estou com fome. - eu disse.

- Eu sei que fui muito duro com você com esse castigo, mas é para o seu bem meu amor...não quero que destrua seu futuro. - ele disse afagando meus cabelos.

- Tudo bem. - respondi e ele saiu do quarto.

É nesses momentos que eu me sinto sozinha, não tenho uma melhor amiga pra conversar quando eu estou chateada, não tenho namorado, meus pais não me entendem, eu só faço burrada e pra completar tenho que agir como se nada tivesse acontecendo.

Acordei de manhã completamente indisposta mas sabia que tinha que ir trabalhar, fui de cara tão limpa que se assustasse alguém eu nem me importaria e quando cheguei fui direto pra sala do meu pai mas parei na porta ao ouvir meu nome.

- Tem certeza que você não sabe o que tá rolando? - meu pai perguntou.

- Não senhor, ela não comentou nada. - era a voz de Thiago.

- Ela estava tão quietinha ontem, não quis comer direito, comprei um celular novinho pra ela e ela recusou, ficou trancada no quarto até dormir. - ele disse.

- Será que ela não brigou com alguma amiga? - Thiago perguntou.

- Ela não tem amigos Thiago, as pessoas que andavam com ela não eram exatamente amigos. - ele disse e meu coração apertou. 

- Posso te pedir uma coisa? - ele perguntou.

- Pode sim. - Thiago respondeu.

- Checa se ta tudo bem com ela? Pode ser que ela se abra pra você...minha filha é uma pessoa incrível mas as vezes é muito fechada. - ele pediu.

- Quer que eu seja amigo dela? - Thiago perguntou e eu notei o vacilo em sua voz.

- Se não for te pedir muito...Sabe Thiago, eu tenho pena da minha filha as vezes porque ela é muito sozinha e não conversa muito comigo sobre as coisas. - ele disse e aquilo foi o suficiente para me fazer correr dali.

Ao invés de ir para a minha sala eu entrei no banheiro e me tranquei em uma das cabines e comecei a chorar, eu sou tão ruim assim ao ponto de não conseguir fazer minhas próprias amizades? Ele tinha pena de mim? Se eu passei meia hora ali foi muito porque eu lembrei que eu tinha trabalho a fazer e voltei pra minha sala, mas ao abrir a porta levei um susto com Thiago sentado na cadeira.

- Algum problema? - perguntei.

- Me diz você. - ele disse e eu sentei a sua frente, na minha cadeira.

- Não, precisa de ajuda em alguma coisa? - perguntei.

- Sim. - ele respondeu.

- Se eu puder te ajudar, pode falar. - eu disse tirando meus saltos.

- Seu pai está preocupado com você. - ele disse.

- Ele sempre está. - respondi.

- Dessa vez até eu fiquei, o que anda acontecendo com você? - ele perguntou.

- Nada, não está acontecendo nada comigo. - eu disse procurando meu prendedor de cabelo na bolsa.

- Como nada? Primeiro você bebe que nem uma doida num bar, depois você me beija sem motivo, e deixa seus pais preocupados com você ontem...é claro que está acontecendo alguma coisa. - ele disparou e eu respirei fundo. 

- Já te pedi desculpas pela bebida, e agora te peço desculpas pelo beijo. Não queria causar nenhum problema pra você. - eu disse calmamente.

- É por causa do seu ex namorado que você está assim? - perguntou. 

- Não. - respondi.

- Madu, por favor. - ele pediu. 

Thiago.

- Por favor o que? Pare de bancar meu amiguinho porque nós dois sabemos muito bem que você não me suporta e que só está aqui porque meu pai pediu. - ela disse.

- O que? - eu disse sendo pego de surpresa.

- Você não se importa se algo está acontecendo comigo, se eu estou bem ou mal, se eu tenho problemas ou não...você está aqui porque ele te pediu e não porque você se preocupa. - ela disse me deixando sem reação.

- Ele só quer saber o que houve, quer o seu bem. - eu disse.

- Thiago, se você tem algum assunto profissional pra tratar comigo você me diz...se não for isso então não temos nada para conversar. - ela disse.

- Porque me beijou aquele dia? - perguntei.

- Porque eu senti vontade, repito que estou me desculpando pelo que eu fiz e não se preocupe que eu não vou contar a ninguém. - ela disse séria e eu sorri.

- Obrigada...quer dizer, você sabe o quão ruim seria se alguém soubesse disso. - eu disse aliviado e ela virou o rosto pro outro lado.

- Dessa vergonha você está livre. - ela disse e eu vi uma lágrima descer no seu rosto.

Porque ela estava chorando?

- É que não iria pegar bem...- eu estava dizendo mas ela me cortou. 

- Um cara adulto e uma adolescente se beijarem. - ela completou.

- Já terminou seu discurso? Agora pode ir pra sua sala falar para os seus amigos o quão ridícula eu sou. - ela disse e eu arregalei os olhos.

- Eu nunca disse isso. - eu me defendi. 

- Eu sei que disse. - ela afirmou e levantou abrindo a porta da sua sala pra mim.

Olhei pra ela e seus lindos olhos azuis estavam cheios de lágrimas, ela indicou a saída e eu assim fiz voltando para a minha sala completamente confuso com o drama dela...eu não havia entendido nada. 

Voltei aos meus afazeres mas o que ela me disse não parava de martelar na minha cabeça.

*Flashback On*

- Já terminou seu discurso? Agora pode ir pra sua sala falar para os seus amigos o quão ridícula eu sou. - ela disse e sua voz estava embargada.

- Eu nunca disse isso. - eu me defendi com medo de que ela já tivesse escutado as coisas que eu disse.

- Eu sei que disse. - ela afirmou.

*FlashBack Off*

- Thiago, aqui as cópias. - David disse entrando na minha sala e me tirando dos meus desvaneios.

- David, o que você acha da Madu? - perguntei.

- Ela é legal cara, as vezes a gente conversa nos corredores...achei que ela fosse uma menina mimada mas me enganei. - ele comentou. 

- Você acha que eu sou muito rude com ela? - perguntei e ele me encarou. 

- Sendo sincero? Sim! Você é meio grosso com a garota. - ele disse e eu suspirei.

- Não é porque eu quero. - respondi. 

- Qual o seu problema com ela? - perguntou sentando.

- O jeito dela me irrita, algumas coisas que ela faz me deixam meio chateado e eu acabo sendo bem grosso. - eu expliquei.

- Esquece isso, temos reunião em 10 minutos. - ele disse e eu assenti. 

Fomos para a sala de reunião e quando eu entrei ela estava sentada na penúltima cadeira do lado esquerdo e o único lugar que me restava era ao lado dela e eu me sentei, ela nem olhou para mim e a reunião se iniciou. Eu estava prestando atenção nos slides e anotando basicamente o que eu achava importante e ao olhar pra ela percebi que ela estava completamente desligada do que estava acontecendo e rabiscava seu bloco de notas.

"Eu não gosto de quem eu sou." era uma das frases que se repetiam pelo papel além de desenhos de coração partido e ao notar que eu estava observando ela escreveu:

"Isso não é importante para você, não precisa ler."

E eu rapidamente desviei o olhar do seu bloco e assim seguiu a reunião, quando acabou ela foi a primeira a sair da sala e Rafael me olhou confuso e eu fui atrás dela mas ela tinha sumido no corredor. Decidi que iria me desculpar por ser tão arrogante com ela e comprei um buquê de flores amarelas na floricultura em frente e fui até sua sala.

- Olha o que eu trouxe pra você. - eu disse mas ela estava dormindo no pequeno sofá da sua sala.

Escrevi um bilhete e deixei as flores na mesa dela dentro de um jarro, escrevi que eram pra colorir o seu ambiente de trabalho e que era uma forma de me desculpar. Saí de lá e fui até o terceiro andar ver Juliana porque digamos que eu tenho uma queda absurda por ela.

- O que você acha da gente sair mais tarde? - perguntei baixinho.

- Pra onde? - perguntou sorrindo.

- Vamos lá na minha sala, você escolhe. - eu disse.

Subimos discretamente e fomos para a minha sala, ao chegar lá eu tomei a iniciativa e a beijei porque eu sei que estava perdendo tempo. Ela não recusou e retribuiu o beijo da mesma forma e levamos um susto com a porta sendo aberta.

- Eu não sei porque você...- era Madu e ela pausou ao nos ver.

- Madu? - perguntei meio confuso.

- Claro...- ela começou a assentir com a cabeça.

- Amiga, não conta pra ninguém o que você viu. - Juliana pediu.

- Entendi. - ela disse e colocou as flores na minha mesa enquanto Juliana olhava se não havia ninguém no corredor. 

- Eu vim devolver as suas flores. - ela disse.

- Mas eu te dei de presente. - respondi.

- Não deveria, aliás não precisa mais me vigiar, nem me tirar de um bar caso você me veja em um, não precisa fingir amizade, não precisa nem mais falar comigo. - ela disse.

- Qual é Madu? Para de ser assim. - eu reclamei. 

- Porque? Porque você também tem pena de mim? - perguntou. 

- Não, mas acho que você precisa de um psicólogo...você não está bem. - eu disse.

- Eu nunca estive, mas você não percebeu porque tava ocupado vendo os meus defeitos mais aparentes. - ela disse me entregando o bilhete que eu tinha lhe dado junto com as flores. 

- Pra onde você vai? - Juliana perguntou pra ela.

- Me demitir. - ela disse.

- O que? - eu quase gritei.

- Porque? - Juliana perguntou confusa.

- Porque eu nunca quis estar aqui. - ela disse antes de sair.



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