História I Feel Nothing - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Fim, Final, Kaisoo, Romance, Sadfic, Tristeza
Visualizações 105
Palavras 2.557
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Escolar, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, então, eu tinha doado a inspiração desse plot no EFF, porém, acabei eu mesma escrevendo a fic OÊ
HHAHHAA
Espero que todos leiam, gostem e comentem, para eu saber se consegui pegar bem o clima da coisa <3
Beijinhos <3

Capítulo 1 - Capítulo Único - Anything


Fanfic / Fanfiction I Feel Nothing - Capítulo 1 - Capítulo Único - Anything

    

{ . . . }

 

Meus olhos se dirigiam ao garoto de pé a minha frente. Seus cabelos pretos e lisos arrumados de forma a ficarem repartidos com uma leve assimetria, os traços delicados e bem desenhados, olhos grandes e expressivos, assim como os lábios cheinhos dos quais eu sentira o sabor tantas vezes. Era mais baixo que eu uma boa quantidade e estava vestido com seu moletom vermelho e largo, assim como as já característica calças de brim pretas com rasgos nos joelhos… Será que não se cansa de vestir a mesma coisa? Ainda usa esses tênis velhos e acabados; pensei comigo enquanto lhe encarava, quase revirando os olhos para meu próprio pensamento. O nome dele: Do KyungSoo. Função: meu namorado.

    Cocei a nuca enquanto ele me encarava confuso, deixando as grandes orbes negras me observando com uma hesitação palpável. Podia sentir seu nervosismo no ar. Enquanto por mim, apenas estava pensando em palavras um pouco mais amigáveis para dizer o que viria a seguir.

- Nini, o que quer me dizer?

 

A primeira vez que nos vimos foi quando começamos o ensino médio. Me lembro bem de estar sentado na última cadeira ao lado da janela, lendo um mangá qualquer sobre serial killers, quando um menino adentrou o espaço completamente perdido. Os olhos grandes passeando por toda a sala, como acontecia com todo novo estudante.

Eu havia repetido o primeiro ano, por isso já conhecia aquela escola mais do que bem, enquanto os outros todos ao meu redor eram primeiranistas inexperientes que pareciam baratas tontas procurando seus lugares.

Algo naquele menino me chamou atenção, talvez fosse sua forma infantil de olhar ao redor, ou seus lábios carnudos e aparentemente saborosos… apenas sei que me levantei e fui até ele, pegando o papel que estava em sua mão sem qualquer cerimônia e começando a procurar pela carteira que estivesse ali indicada.

- Então seu nome é KyungSoo, certo? Do KyungSoo. - Disse com a voz simpática ao ler o nome descrito em seu mapa de sala, guiando o menino para a cadeira bem na frente da minha, acabei por sorrir ao pensar nas possibilidades que aquilo me traria.

- Isso mesmo. Do KyungSoo. E você? - Ele já colocava suas coisas sobre a carteira, enquanto eu voltava a sentar-me em meu lugar, vendo-o se acomodar na cadeira de forma invertida, ficando de frente para mim, com os braços cruzados apoiados no encosto do objeto.

- JongIn. Kim JongIn. - Disse com um sorriso que vi deixá-lo levemente corado.

 

- Olha… acho melhor… terminarmos.

Minha voz era calma, eu apenas ficava quieto, esperando a reação dele. Cocei a nuca mais uma vez, virei o rosto para encarar o espaço onde nos encontrávamos - estacionamento de um mini-shopping onde diversas vezes paramos para lanchar e fazer compras depois da escola - e até mesmo acabei deixando meus pensamentos flutuarem para o casal de passarinhos que construíram um ninho me uma das árvores ali localizada. Um vento forte bateu e me arrependi de não ter colocado um casaco mais pesado quando saí de casa.

Finalmente voltei meus olhos ao garoto que me encarava com uma surpresa e desentendimento tão grandes que qualquer um que passasse por nós seria capaz de compreender. Acabei apenas desviando meu olhar, colocando ambas as mãos no bolso, sem saber bem o que dizer.

 

- Posso te ajudar com essa matéria se quiser. - Falei observando a expressão frustrada de KyungSoo ao encarar algumas questões de inglês em seu caderno, ele parecia não entender realmente nada do que ali estava escrito. - Eu repeti, mas foi por conta de matemática e física, acho que consigo te ajudar com inglês. - Expliquei de forma divertida, tentando convencê-lo a me deixar ajudar com aquilo.

- Ah… Eu acho que consigo entender se estudar um pouco mais, só que eu tenho que trabalhar depois da aula e não terei tempo. - Respondeu com uma voz reflexiva, parecendo completamente dividido entre aceitar minha ajuda ou deixar que seu orgulho vencesse.

- Vamos, deixa vai… eu sou ótimo professor, tiro boas notas em inglês e já sei a matéria de cor e salteado, basta me deixar ajudar. - Insisti com um pouco de manhã, dando um empurrãozinho no ombros dele, que acabou por soltar um riso soprado e dizer com a voz vencida:

- Ok, ok… Vem, me explica essa questão.

E foi assim que tudo começou. Uma lição aqui, um passeio ali, conversas no kakaotalk até altas horas… com o tempo eu me vi completamente apaixonado, mal conseguia acreditar nas borboletas que sentia em meu estômago só de encarar as orbes negras de KyungSoo.

 

Encarando aqueles olhos profundos e cheios de confusão eu apenas sentia que queria sair logo daquele pátio gelado e voltar para a minha casa, ainda que meu bom senso dissesse que precisava esperar um pouco mais para fazê-lo. Não é que eu fosse insensível, só que já estava cansado daquilo tudo.

Não havia mais brilho, sentimento ou sequer uma fagúlha que me animasse em continuar com tudo. Meu namoro não era ruim, mas também não estava nem um pouco bom. Estava mais para uma rotina, eu já não apreciava mais a companhia dele, apenas havia me acostumado a ela. Sempre íamos aos mesmos lugares, comíamos as mesmas coisas e quando não era algo habitual, nem sequer a surpresa me animava.

- Mas… por que?

Vi as lágrimas em seus olhos começando a nascer, ainda que ele parecesse segurar para não cair no choro KyungSoo era muito emotivo e eu sabia que não demoraria para vê-lo aos prantos. Ele nem sequer tinha vergonha de chorar em público, na verdade por muitas vezes brigamos por eu achar que ele parecia adorar platéia para nossos problemas e suas crises emocionais.

O Do já não me encarava mais, seus olhos foram para o chão, como se encarar os próprios pés lhe deixasse mai calmo. Vi seus punhos se fecharem e não demorou até que se aproximasse de mim depositando socos não tão fortes em meu tórax.

- Por que!? Por que!? - Ele começou a gritar enquanto eu apenas usei uma parte de minha força para segurar seus pulsos com cuidado, impedindo-o de continuar. Ele parou então de gritar, finalmente deixando suas lágrimas escorrerem, senti-o tremer entre minhas mãos tamanha eram suas tristeza e nervosismo. Apenas suspirei pesado, como quem já não aguentava mais aquela cena. E eu não aguentava mesmo.

 

- Eu… gosto de você. Quer ser meu namorado? - A voz tremida de KyungSoo me fez ficar completamente congelado devido à surpresa. Estávamos no meio do verão, sentados na quadra de basquete do colégio e ninguém mais se encontrava ali, já que havíamos invadido o local em um dia de férias.

- Você… tem certeza? Eu? - Perguntei completamente atônito enquanto o via encarar seus pés, o que já percebera ser uma forma de aliviar a tensão. Meu coração batia com tamanha força que me perguntava se sequer estava falando corretamente.

- Sim. Eu tenho certeza. - Seus olhos se levantaram lentamente, encarando-me com vergonha enquanto esperava por uma resposta.

Acabei por simplesmente puxá-lo para um abraço doce e carinhoso, afundando a cabeça do Do em meu peito e fazendo carinho em seus cabelos. Mesmo que estivesse nervoso, e estava muito, eu queria deixar claros meus sentimentos por ele. Beijei o topo de sua cabeça e sorri como um bobo, falando com a voz inflada pela alegria:

- É claro que sim. Eu quero ser seu namorado. - Enquanto falava sentia as mãos dele se dirigirem às minhas costas, apertando com força e assim que terminei de dar minha resposta ele apenas levantou a cabeça e me encarou com o sorriso mais bonito que vira até então.

Não resisti, apenas levei ambas minhas mãos aos rosto dele e delicadamente uni nossos lábios em um primeiro beijo que fez meu mundo parar por alguns segundos. Éramos só eu, ele e o amor que existiam naquele momento.

 

- Você… por que? - A voz dele tremia enquanto, mais uma vez, abaixava a face para encarar os próprios pés. Eu sentia suas lágrimas caírem sobre minhas mãos, que ainda prendiam seus pulsos delicadamente. Não que eu me desse ao prazer de libertá-los, com medo de acabar apanhando novamente.

- Eu acho que vai ser melhor; pra nós dois. - Disse com lentidão e calma… ou frieza; não sei bem definir. Meus olhos apenas focados nos punhos dele cerrados e meus ouvidos totalmente incomodados com os soluços que ele dava enquanto chorava.

Não sei quando foi que eu perdi aquela chama que tinha por ele, só sei que não conseguiria mais ficar ao lado de KyungSoo. O amor não estava mais lá, pelo menos não do meu lado. Quando percebi que ele finalmente parara de tentar me bater, libertei seus braços e fiquei encarando-o cair com os joelhos expostos no chão frio, usando um dos braços para limpar as lágrimas que escorriam quentes por seu rosto. Devia estar contrastando bastante com a noite gelada de começo de primavera, já que o sol estava finalmente terminando de se pôr.

- Mas você é mais importa pra mim do que qualquer coisa… - A voz de KyungSoo tremia, assim como seus membros. Ele até mesmo levantou a face para dizer aqui, fazendo com que eu soltasse mais um suspiro pesado.

- Por que? - Perguntei encarando-o sem saber realmente o que eu poderia dizer. Estava cansado de tudo aquilo, só queria terminar de uma vez por todas aquela conversa e voltar para dentro do meu quarto quente e confortável.

 

Feliz aniversário de cem dias, Nini!” acordei com uma mensagem apitando em meu celular. Era domingo e eu e meu KyungSoo havíamos combinado de sair para um encontro especial de cem dias. Eu comprei até mesmo anéis de casal para nós e um par de moletons, o dele vermelho e o meu azul, iguais. Seria o melhor presente de todos.

Nunca me arrumei tanto para sair, até mesmo usei loção pós barba e passei um perfume de uma marca cara que ganhara de presente do meu tio no Natal. Coloquei o moletom pensando em vê-lo usando o dele e peguei as sacolas. Para não me atrasar preferi ir até nosso ponto de encontro no cinema do shopping.

Assim que cheguei o vi parado olhando para os lados, tão perdido quanto estava no dia em que nos conhecemos. Aproveitei-me de sua confusão para lhe abraçar por trás, totalmente indiferente aos olhares das pessoas ao nosso redor, apenas depositei um beijo em sua nuca e senti todos os pelos de seu corpo se arrepiarem.

- Oi, amor. - Falei em seu ouvido, sentindo as mãos de KyungSoo segurarem meus braços com carinho. Aos poucos nos soltamos e eu pude ver que ele também carregava uma sacola com o que deveria ser meu presente.

Ganhei uma capinha de celular do Capitão América, meu Super-Herói preferido, que combinava com a dele do Homem de Ferro. Depois de ver o filme ainda fomos à uma doceria e comemos juntos maravilhosos cupcakes red velvet... eu adorava doces, mas para manter a pose de durão muitas vezes os recusava.

Me lembro de sentir como se meu coração estivesse dançando sapateado quando finalmente voltamos para casa. Foi a primeira vez que ficamos sozinhos na minha casa… também a primeira vez que fizemos amor. Foi especial, carinhoso e totalmente inexperiente. Ainda assim, foi um dos melhores dias da minha vida.

 

- Porque eu te amo pra caralho! - Enquanto falava, alto como de costume, suas mãos foram para o chão, como se não conseguisse mais se apoiar nas mesmas. Eu apenas dei um outro suspiro pesado, revirando os olhos e pensando que aquilo estava começando a passar dos limites. Eu sei que pode parecer cruel, mas eu simplesmente não conseguia agir de outra forma.

Me curvei e puxei KyungSoo pelas mãos para que se levantasse e ficasse novamente de frente para mim, encarei seus olhos negros e intensos com uma mistura de pesar e indiferença. Sentindo como se já fosse realmente a hora de dar um final naquela conversa. Não tinha mais o que ser dito, nossa felicidade enquanto casal acabara e eu não ficaria me esforçando para que algo assim desse certo, pois não daria… eu estava até começando a reparar em outros caras, querer ter coisas com eles… se eu continuasse a tendência é que fosse ainda pior.

- Quer mesmo saber o motivo de estarmos terminando? - Perguntei com meu olhar gelado sobre ele, vendo que as lágrimas congelaram em seus olhos por poucos segundos. Acho que ele merecia um pouco da minha sinceridade.

Respirei fundo, olhei ao redor, voltei a colocar as mãos nos bolsos e fiquei pensando em como passar para ele meus reais sentimentos sem ser cruel. Porém cheguei a conclusão que seria impossível.

 

Estava deitado em minha cama, com celular na mão, jogando jogando um desses épicos games no estilo Candy Crush. Só que o tema era dinheiro, e não comida. Ouvi uma batidinha na porta e apenas desviei meu olhar da tela, apertando o pause para poder continuar depois.

- Entra. - Falei vendo a figura de olhos redondos parada na porta semi aberta. Não me dei ao trabalho de levantar, estava bom demais deitado naquele futon macio.

- Estava com saudades, resolvi passar aqui para te ver. - A voz de meu namorado já me era tão habitual que estava começando a ficar enjoado. Quando senti-o sentar-se ao meu lado e abaixar para me dar um beijo em meus lábios não me dei muito ao trabalho de retribuir, apenas deixei que o fizesse.

- Ah, sim… Quer fazer alguma coisa? - Perguntei por hábito, jogando meu celular para o lado. Vi as mãos dele sobre meu peito. Eu sabia o que ele queria fazer, mas não me senti tão animado a fazê-lo, por isso apenas me sentei na cama e puxei o garoto para um abraço. Deixando que o calor de seu corpo passasse para o meu. - Vamos ver um filme. Está passando Transformers no cinema. - Completei, tentando fugir de mais contato, já me levantava para trocar de roupa. Deixando um KyungSoo levemente desentendido sentado em minha cama.

- Ok! Podemos comer crepe? - Como sempre ele se rendia a mim, entendia o que eu queria dizer e não se opunha. Aquilo estava começando a me dar um pouco nos nervos… ás vezes eu queria um pouco mais de imposição, ele precisava ter a personalidade mais forte.

 

- Quero. - Ele disse mais uma vez encarando seus pés, deixando que seus lágrimas escorressem cada vez maiores e mais pesadas.

Ver aquilo estava me cansando e eu só queria terminar logo com tudo. Pensei em diversas formas de falar, queria não ser tão duro, porém era impossível realmente. Então apenas disse com os olhos abaixos e as mãos se escondendo nos bolsos da fina malha de lã que eu vestia:

- Porque você está chorando agora, e eu não estou sentindo nada. - A frieza era clara, não consegui soar nem um pouco sentimental, apenas me virei de costas para ele e comecei a traçar meu caminho para longe dali, ainda podendo ouvir seus soluços e até mesmo o som de seus joelhos voltando ao chão, mas não me importava. Estava frio demais para me preocupar com aquilo.

{ . . . }


Notas Finais


Então, é isso. Eu quis falar do outro lado da moeda, já que pensei que todos acabariam esperando uma história de quem teve o relacionamento encerrado, eu preferi falar de quem encerrou.
O que acharam?


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