História I Float Away But You're My Gravity - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Papa Roach
Personagens Jacoby Shaddix, Jerry Horton, Personagens Originais, Tobin Esperance, Tony Palermo
Tags Anna Rigoni Fanfics, Perdão, Reconciliação, Traição
Exibições 3
Palavras 2.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Só digo uma coisa: EU. AMO. ESSA. BANDA.

Capítulo 1 - Lying, Cheating, So Deceiving



- Jerry... ?! — Meus olhos marejam, as batidas do coração quase cessam que completamente, minhas pernas ficam bambas mas me recuso a cair e um embrulho enorme em meu estômago começa a crescer com uma horrenda vontade de vomitar todo o almoço com a cena à minha frente. 
- Anna?! — Jerry estava beijando outra, bem ali, na minha frente. Foi só eu dar as costas um instante sequer que o ordinário se atraca com uma vadia de alguma esquina qualquer. Ele me olhava com olhos esbugalhados,  vermelhos e molhados. Parecia até estar cheirando umas com a cadela. Filho da puta. Eu já deveria saber que esses músicos — principalmente os roqueiros — são de espécie galiforme, que não prestam. Só servem para iludir pobres garotas,  deflorá-las e deixá-las com esperanças de que um dia casarão com eles. Eu nunca fui uma dessas garotas, só foi aquele escroto encostar em mim e dizer que estava apaixonadinho com lágrimas nos olhos que passei a ser uma delas. Agora estou me sentindo como uma adolescente retardada que pegou o namoradinho nerd gato engolindo a língua da puta-rainha líder de torcida detrás dos bancos do campo de futebol do ensino médio. Uma perfeita desilusão
- Anna, eu posso explicar. — O homem praticamente empurra a garota de cima dele, sem nem ao menos se preocupar se a desgraçada cairia no chão ou não. Eu estava pouco me fodendo para isso. Ela que se lasque.
- Não chega perto de mim, seu bosta. — Com uma calma da qual não faço ideia de onde tirei, digo com uma frieza quando Jerry fez menção de se aproximar de mim. Mas eu estava aflita por dentro. 
- Amor, me escuta, eu--
- Cala a boca, Horton! — Elevei a voz e suspirei, tentando manter a calma para não chamar atenção. Jerry se calou de imediato e ficou imóvel, olhando fixamente em meus olhos enquanto eu fazia o mesmo. Eu não iria chorar, apesar das beiras dos meus olhos estarem marejadas e prestes a vazarem. 
- Eu já deveria saber, Horton, que você não presta. — Digo e balanço a cabeça nega e lentamente em decepção. 
- Você me decepcionou. — Dito isto, olho para a puta loira, que já estava sentada no sofá de dois lugares de pernas cruzadas deixando à mostra sua tatuagem de sereia sob uma das coxas recém depiladas abaixo do seu vestido curto preto apenas nos observando de camarote, e saio em passos largos da pequena sala — que era chamada de camarim — quase esbarrando em um dos roadies da banda que passava pelo corredor no momento. Escuto Jerry gritar meu nome à uma certa distância enquanto caminho apressadamente, já do lado de fora de onde ficam os camarins, pela "pista" que dava acesso à saída do local do show ao ar livre que aconteceu há alguns minutos atrás. A cada passo que eu dava, a vontade de desmoronar apenas crescia, mas meu orgulho era tão grande que eu me recusava a chorar a todo custo. Como ele pôde fazer isso comigo? Eu o amo tanto. Será que fiz algo errado para ele me trair?
- Anna! Para, por favor! — Eu ouvia seus passos pesados se aproximarem. Eu não queria mais olhar na cara dele depois do que ele fez. Aquilo foi muito baixo.
- Me deixa em paz! — Grito sem olhar para trás, removendo alguns cachos do cabelo que o vento dos movimentos bruscos do meu andar insistia em jogar sobre meu rosto.
- Anna! Você precisa me escutar. — Finalmente, ele me alcança e segura meu braço, me virando e me puxando para si.
- O que você pensa que tá fazendo, seu idiota? — Tentei me desvencilhar dele, mas ele era mais forte do que eu. Óbvio. Mesmo assim não desisti.
- Me solta, seu merda! — Eu puxava meus braços para todos os ângulos possíveis na tentativa de fazê-lo me soltar e ele apenas apertava mais suas mãos. Com certeza vão ficar marcados pelos seus dedos.
- Anna, para. Vai se machucar assim. — Disse referindo-se aos meus esforços para fazê-lo me largar.
- Contanto que eu me livre de você, pra mim está tudo bem. — Digo, ainda puxando meus braços, e Jerry me puxa para mais perto de si.
- Para! — Grita, me fazendo parar de tentar me soltar e encará-lo. Foi quando eu vi seu olhar. Parecia que ele estivesse prestes a desabar em lágrimas.
- E me escuta. — Disse, com o tom de voz mais calmo. O encarei, na dúvida se o escutaria ou diria umas poucas e boas. Talvez um pouco dos dois. 
- Ok. Mas primeiro me solta. — Falo, tentando ao máximo não recair e dizer que estava tudo bem. Sendo que na verdade estava tudo péssimo. Jerry afrouxa seu aperto em meus braços lentamente — me encarando — e puxo meus braços para baixo, já que sou bem mais baixa do que ele.
- Agora fala. Mas seja breve. — Digo, apertando o local onde antes estava uma de suas mãos em meu braço esquerdo. 
- Quando o show acabou, eu fui pro camarim e aquela garota, simplesmente, apareceu do nada pulando em cima de mim. Eu juro, eu não fiz nada. — Fala, fazendo gestos com as mãos e eu dou uma risadinha irônica. 
- Você acha mesmo que vou acreditar nesse clichê? — O olho e ele afirma.
- Acho.
- Tá bom. — Dito isto, viro as costas e caminho em direção à saída do local. De repente, sinto uma mão em meu antebraço e um puxão para trás. Se não fosse a própria pessoa que me puxou, eu teria caído. Antes fosse.
- Anna, me perdoa! Por favor, me perdoa! Eu nunca faria aquilo com você e nem com ninguém. Por favor, me perdoa. — Ele me abraçava forte pela cintura, como se eu fosse fugir a qualquer momento, com uma mão e fazia carinho em meus cabelos com a outra. Eu confesso que estava começando a sentir pena do pobre coitado ali me implorando por perdão. A vontade de perdoá-lo e beijá-lo estava aumentando constantemente, mas eu não daria o braço a torcer. Já sofri bastante com desilusões amorosas que prometi à mim mesmo nunca mais me envolver com ninguém. Sexo casual já bastava. Aí tinha que aparecer esse homem para virar minha cabeça e fazer eu quebrar minha própria promessa. Maldição.
- Para com isso, Horton! — Dessa vez não me segurei e gritei, o empurrando pelo peito, chamando a atenção de vários roadies e alguns fãs que ainda estavam presentes no local. 
- Você acha que sou uma das suas fãs, que pode me fazer de gato e sapato? — Eu gritava, não conseguia me controlar. Meu autocontrole estava em zero.
- Eu não--
- Você é como todos os outros. — Falo e olho para a multidão que formara ao nosso redor. Ótimo! Só me faltava essa. Dou uma última olhada em Jerry e viro as costas mais uma vez para sair dali. E, novamente, sinto uma mão me puxar pelo antebraço.
- Me solta, seu canalha! — Jerry me solta após o tapa que eu dei em seu rosto pela mão livre. 
- O quê que tá acontecendo aqui? — Ouvimos a voz de Jacoby logo atrás de Jerry. Horton me encarava com uma mão no local do tapa. Seus olhos transmitiam raiva pela primeira vez desde o começo da discussão. 
- "Mentindo, iludindo, tão traidor". — Citei um trecho de uma música que eles mesmos compuseram e virei as costas para sair dali. Dei graças por não ser puxada novamente pelo antebraço, apesar de estar precavida dessa vez. 


[...]


Entrei no quarto do hotel que todos da equipe da banda estão hospedados para a apresentação de hoje como um furacão e fui até o roupeiro ao qual eu dividia com Jerry. Ah, Jerry... Filho de uma capivara. Nós estávamos tão felizes juntos, tão apaixonados. Por quê ele tinha que estragar tudo? Por quê ele não pensou que eu poderia saber? Será que ele já fez isso antes? Será que sempre que não estou presente, ele apronta comigo sem eu saber? Minha cabeça está à mil. Não estou conseguindo pensar direito. Desgraçado. Me apunhalou pelas costas logo na primeira oportunidade. Se é que era a primeira. Peguei a mala de viagem preta que sempre usei desde que comecei a trabalhar como roadie para a banda e a pus sobre a cama com uma certa brutalidade. Peguei todas as peças de roupas que comprei para usar durante a turnê atual e as joguei dentro da mala sem nem ao menos arrumá-las devidamente, fechei a própria e, de repente, uma enchente de flashes começaram a inundar minha cabeça. Desde meu primeiro dia como roadie; a primeira vez que os meninos da banda cumprimentaram os roadies novatos — incluindo eu — a primeira vez que fui encarregada de levar um analgésico — por um acaso, já que essa não era uma das minhas funções — para Jerry que estava com dor de cabeça após uma apresentação em Lisboa; quando ele me pediu para fazer companhia à ele quando fiz menção de sair; quando eu contei que seguia a banda desde meus oito anos de idade e ele ficou lisonjeado por eu ser tão jovem na época; cada momento que, por coincidência, esbarrávamos um no outro como se o destino estivesse tentando pregar uma peça em ambos —o que conseguiu fazer com êxito — quando criamos uma intensa amizade a cada dia e noite que se seguia; quando nos beijamos pela primeira vez dentro de um elevador — que,  na verdade, foi um beijo roubado por ele — e que eu fiquei furiosa com ele por causa disso; quando percebi que a queda que eu tinha por ele desde criança havia se tornado um despencamento dos brabos conforme a amizade crescia e muito mais forte a cada dia que passava; quando ele me encurralou numa parede dentro de uma boate em Londres e me tirou o fôlego com sua língua em minha boca; quando ele confessou com lágrimas nos olhos que estava totalmente apaixonado por mim, quando ele me pediu em namoro no topo da Torre Eiffel, — é proibido ir no topo por razões óbvias, mas ele conseguiu me arrastar até lá após vários minutos de insistência — até os acontecimentos de hoje. Caí de joelhos no chão e comecei a ficar ofegante, como se o ar em meus pulmões estivesse em falta há algum tempo, e meus olhos começam a arder com meu grande esforço para não entrar em prantos. Me esforcei para levantar novamente, apoiando as duas mãos na cama de casal onde Jerry e eu costumamos dividir — quero dizer, costumávamos dividir — e me pus de pé com muito esforço, como se eu pesasse toneladas. Peguei a mala e a arrastei em direção à porta do quarto havia deixado aberta quando passei voando pela mesma. Dou uma última olhada no interior do quarto e, após uns longos segundos, seguro a maçaneta da porta e a fecho sem muitas delongas. Arrasto a mala em minha mão até a porta do elevador e clico no botão do andar que estou. Enquanto espero o elevador chegar, ouço uma música bastante conhecida por mim. A música que pus como toque especialmente para certa pessoa quando me ligasse. 


No matter what, I got your back 
I'll take a bullet for you if it comes to that
I swear--


Desliguei a chamada e fechei os olhos, rezando mentalmente para que a pessoa no outro lado da linha não insistisse e me deixasse mais aterrorizada do que já estou, mas rezas mentais não costumam dar tão certo; a pessoa insistiu. O elevador finalmente chegou e, assim que a porta do mesmo se abriu, adentrei e cliquei no botão do décimo oitavo andar. A todo instante do caminho até o andar de destino, Jerry insistia em me ligar. Mal a ligação caia, ele já discava nova e repetidamente. Eu já estava cansada de ouvir aquela música, que já tornara odiada por minha pessoa. Esperei a ligação cair novamente e desliguei o aparelho. A porta do elevador abriu no andar destinado a saí, levando comigo a mala de rodinhas. Em passos largos, vou até a porta do quarto que passaria a noite, parando de frente à mesma. Tomara que esteja destrancada disse mentalmente e toquei a maçaneta, a girando lentamente. Um alívio tomou conta do meu ser quando a porta se abriu. Entrei no quarto em pequenos passos com minha mala e fechei a porta atrás de mim. Abandonei a mala no meio do lugar e caminhei lentamente até a cama de casal mais próxima — já que cada quarto normal do hotel haviam duas camas de casal — e sentei na mesma. Fechei meus olhos fortemente quando a vontade de chorar voltou e suspirei, os abrindo novamente. Levantei e fui até a mala para tirar uma muda de roupa qualquer e andei em direção ao banheiro. Cliquei no interruptor, acendendo a lâmpada fluorescente do mesmo, e dei uma olhada ao redor. Não como se eu estivesse observando o lugar, com interesse, apenas um olhar vago, ainda pensando sobre o ocorrido. Caminho até a pia e ligo a torneira, enchendo as mãos juntas debaixo da mesma com água e logo a jogo sobre o rosto. Peguei uma toalha de rosto limpa que estava no topo de uma pilha de toalhas brancas ao lado da torneira e a pus sobre o rosto, sem esfregar. A retirei e olhei para meu reflexo no espelho. Observei minha imagem refletida e engoli em seco ao ter imaginado o que iria acontecer dali para frente. Suspirei profundamente e fui tomar um banho frio, como se a água gelada fosse lavar toda a angústia sob meu ser. Durante o momento que estava debaixo do chuveiro, todas as memórias dos momentos mais marcantes — não apenas os marcantes — vieram com tudo em minha cabeça novamente. Eu não estava mais conseguindo ser forte comigo mesmo. Eu estava prestes a desabar. Quando fui impedida por uma voz, do lado de fora da casa de banho, tão conhecida por mim:
- Anna? 
 



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