História 186 dias com ela - Capítulo 2


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Personagens Originais, Sabine Cheng, Tom Dupain
Visualizações 50
Palavras 1.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Deixo com vocês um capítulo <3
Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Dia 1


Sábado, verão, muitas pessoas dizem que é a combinação perfeita de um final de semana com o sol contemplando o céu. Não para mim, Adrien Agreste, sinceramente eu preferia o frio e a segurança do meu quarto do que me aventurar pelas ruas movimentadas de New Jersey. Mas meus pais infelizmente não pensavam a mesma coisa, era uma droga ser retirado da própria casa.  

— Vá tomar um pouco de sol, Adrien. — Minha mãe me empurrou pelos ombros pela porta de casa, respirei fundo.

— Mãe... — Resmungo.

— Sem mãe, você vai agora dar uma volta. Não quero você enfiado em seu quarto jogando. Está me escutando? — Ela coloco as mãos na cintura e bateu o pé com firmeza no chão. Droga e mil vezes droga, eu só queria voltar para o meu canto e ali ficar. 

— Sozinho? — Ergo minhas sobrancelhas esperando alguma resposta dela, na esperança, que ela pensasse sobre isso e me deixasse voltar para dentro.

— Então chame alguns amigos. — Fechou a porta na minha cara. Meus ombros de imediato caíram e tateei no bolso da minha calça à procura de meu celular mas percebi que nem isso tive tempo de pegar. Odeio quando minha mãe faz isso, trabalho meio período em uma loja de conveniências e agora preciso andar sozinho pela cidade porque não me aceitam na minha própria casa. Suspiro frustrado antes de dar meia volta e ir em direção as escadas, eu morava no décimo andar e a única maneira de descer e subir era uma escada. Confesso, quase morro toda vez que faço que esse trajeto. Quando chego na hall da entrada, caixas chamam a minha atenção. 

— Pode por aqui, obrigada. — Uma mulher de estrutura baixa, pálida e cabelos tão negros quanto à noite dava ordem para o porteiro do prédio.

— Hey, Adrien. — Plagg sorriu para mim dando um aceno. — Não achei que o veria de tarde por aqui. — Ele riu. Plagg era o "único" amigo que eu tenho, digamos. O resto, era através de uma tela de computador, eu não reclamo quanto menos contato humano para mim era melhor. — Essa é a nossa nova moradora, Sabine Cheng. Dê as boas vindas, rapaz. — Disse animadamente. Plagg era o cara mais feliz que eu já pude conhecer, para ele, não existia dias ruins. Estendi a mão em direção a mulher que sorriu.

— É um prazer conhecer você senhora Cheng. — Digo com à educação que a minha mãe havia me dado. Eu poderia simplesmente ter passado reto e ignorado a presença daqueles dois.

— O prazer é todo meu, Adrien. Esperamos que possamos ser bons vizinhos. — Alguma coisa naquela mulher me fez simpatizar de imediato e acabei sorrindo.

— Mamãe... — Alguém empurrava a porta com os pés, carregando uma enorme caixa. — Patrick não para de ficar me cutucando. — Arregalei os olhos quando a garota se aproximou de mim, jogando a caixa que carregava em meus braços. — Você deve ser o ajudante do Plagg, segura para mim, obrigada. — Ela virou, dando as costas. Entre abri meus lábios para falar algo, surpreso, mas nada saiu. — Eu vou dar uns cascudos naquele garoto. — A menina reclamou. Eu olhei para a caixa em meus braços e em seguida para o pequeno furacão que saiu de dentro do prédio.

— Desculpa, eu preciso resolver isso. — Sabine parecia constrangida quando nos deixou a sós e foi atrás de sua filha. Me virei para Plagg. 

— Qual apartamento vão ficar? — Pergunto. 

— Legal você perguntar, Adrien. Serão suas vizinhas, ficaram no apartamento antigo da senhora Walker. — Espero que não sejam tão barulhentas quanto aparentam ser. Coloquei a caixa em cima de outra e respirei fundo. — Pode ser interessante. Uma garota da sua idade, hein!? — Ele bateu no meu ombro propositalmente e nego com a cabeça.

— Achas mesmo que consigo conversar com pessoas normalmente? — Riu, nem consegui dizer que eu não era um tipo de ajudante do Plagg.

— Está falando comigo não é? — Me olhou. — Então pode sim. — Sorriu um pouco sonhador demais para mim. Revirei os olhos e suspirei.

— A gente se fala depois. — Digo e o deixo para trás, quando passo pela porta de saída do prédio a cena a seguir é mais do que estranha, é no mínimo incomum. Sabine segurava sua filha pela cintura evitando que a garota bate-se em um menino na faixa dos dez anos.

☘☘☘

Além de ser expulso de casa durante a tarde, assim que chego, meus pais estão discutindo. Eu cansei de vê-los sempre se brigando, embora, eles ainda conseguem se entender minutos depois. Era algo que já não me deixava mais tão atordoado como antes, talvez porque quando eles começavam, eu ficava sentado nas escadarias do lado de fora de casa com o meu mais companheiro fiel: Meu notebook. Eu tinha sorte do prédio ter wifi para todos os andares. 

— Vamos começar mais uma nova partida? — Meu amigo, do outro lado da tela, me pergunta. Mesmo que nunca tivéssemos se visto pessoalmente, Nino era o mais próximo de algo que eu tinha.

— Vamos sim. — Abro um largo sorriso quando me perco no meu mundo virtual, até alguém escorregar ao meu lado me fazendo quase deixar cair o notebook no chão.

— Olá vizinho. — A mesma barraqueira de cedo estava ao meu lado com um largo sorriso.

— Oi. — Respondo baixo e volto a minha atenção para a tela do notebook, mas uma mão, atrapalhou toda a minha visão.

— O que você está fazendo? — Ela perguntou com um largo sorriso cutucando a tela do computador. Ninguém mexe nas minhas coisas como aquela intrometida estava fazendo.

— Warcraft. — Digo sem dar muita importância, dúvido que ela conhecesse o jogo.

— Legal, podemos jogar um dia desses. — Pela primeira vez, desde que a minha nova vizinha havia sentado ao meu lado, ela roubou minha atenção.

— V-você conhece? — Gaguejo.

— E quem não conhece, bobo? — A menina riu, tirando sarro da cara que provavelmente eu estava fazendo. — Eu sou Marinette Dupain-Cheng, mas pode me chamar de Mari. — Sorriu e piscou para mim. De repente eu senti meu rosto queimar mais do que o natural com a atitude de Marinette. Aquela garota definitivamente era estranha.

— Eu sou Adrien Agreste, mas me chame apenas de Adrien. — Até porque eu não tinha um apelido, pensei.

— Nem um apelido? — Marinette franziu a testa em uma careta e me peguei abrindo um sorriso de canto.

— Não. — Digo em quase um sussurro.

— Bom.. — Ela cutucou os lábios com o indicador e levantou a cabeça encarando o teto. Não sabia o que pensar exatamente sobre aquilo. — Eu irei pensar em algo. — Ela soltou animada e agarrou meu braço, seu ação fez com que eu paralisa-se no lugar. Ninguém havia me tocado daquela maneira além da minha mãe ou algum parente suficiente próximo de mim, meu corpo paralisou, como se estivesse acostumado que após isso eu acabasse levando alguns socos. Era isso que os meus colegas de classe geralmente faziam comigo. Mas Marinette, não tinha um jeito de agressora. — Relaxa, Drick. — Ela me olhou e riu. — Eu geralmente mordo quando a pessoa se torna uma propriedade minha. — Disse. Ela não podia estar falando sério não é? 

— Como? — Deixo sibiliar e escuto sua risada ecoar por todo o corredor do décimo andar.

— Eu estou apenas brincando, bobo. — Outra vez seu ombro chocou-se com o meu e eu consigo relaxar um pouco. — Segunda-feira vou para a aula. O colégio daqui é bom? — Perguntou. Eu senti uma leve estranheza em sua voz quando me fez essa pergunta, sinceramente, eu não sei o que responder para ela. Mas tento, de alguma forma, dar uma resposta positiva. Garotas bonitas como ela com certeza se dão bem em qualquer lugar que for.

— Acho que você vai gostar. — Digo, voltando para a tela já apagada na minha frente. Abaixo a tampa do notebook, depois me desculpo com o meu amigo que com certeza deve estar me xingando pela partida perdida.

— Acha? — Marinette arqueou uma das sobrancelhas. — Isso não é um sim e nem um não, você sabe não é? — Ela estala a língua quando fala.

— Pessoas tem costume de ver os colégios de modo diferente. Para alguns, é bom, para os outros, nem tanto. — Respondo e me levanto rapidamente, para a minha sorte - ou azar - Marinette se levantou também.

— E para você é bom? — Sua voz era esperançosa, já senti isso uma vez, com Plagg quando conversamos pela primeira vez.

— De certo modo, poderia ser pior. — Respondo. — Preciso entrar agora, Marinette. — A garota se coloca na minha frente e pela primeira vez posso vê-la melhor. Seus cabelos era uma coloração de preto azulado, os lábios levemente rosados e pude perceber quando ela sorriu pequenas covinhas espalhada em suas bochechas salientes. Marinette era pálida assim como a sua mãe Sabine.

— Mari, me chame de Mari. — Ela pediu com calma e sorriu antes de erguer os pés para depositar um beijo em meu rosto. Meu coração parou  no mesmo instante que ela fez isso. — Boa noite, Drick. — Jogou os braços para trás e me deu as costas, se aproximando da porta do seu apartamento. Antes de abrir, ela me olhou por cima do ombro e então adentrou. Assim que Marinette sumiu do meu campo de visão, involuntariamente, encostei a mão no local do beijo e prendi a respiração por alguns segundos. Por que uma garota como ela me beijou?



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