História I Found In You - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton, Calum, Luke, Michael, Misterios, Romace
Exibições 11
Palavras 2.255
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Tarde das Melhores Amigas


Fanfic / Fanfiction I Found In You - Capítulo 12 - Tarde das Melhores Amigas

Quando cheguei na cozinha, a mesa já estava posta e o cheiro de café passado tomava conta do local.

​Será que a mãe do Luke já chegou do trabalho?

​Foi meu primeiro pensamento. Mas, para meu espanto, quando me aproximei estava ele lá, Ashton, pondo a jarra de café sobre a mesa.

Deixei um "Woooww" escapar, ele me olhou e riu.

- Surpresa?

- Muito. - Me sentei a mesa.

- Costumava fazer isso em casa, para ajudar minha mãe. Não zoa. - Ele me ameaçou com um pedaço de pão.

Ergui minhas mãos em sinal de rendição.

- Tudo bem, não vou zoar. Na verdade, acho isso muito legal da sua parte.

- Valeu.

- Ei Ash, você se mudou pra cá junto com seus pais né.

- Aham. - Ele brincava distraído com os farelos de pão caídos na mesa.

- Mas, e o Calum? Ele não veio com os pais né?

- Ah, não, ele está morando comigo, sabe, fomos criados praticamente juntos, e os pais deles aceitaram isso, pelas oportunidades de estudo e blá blá blá.

- Que sorte a dele, caso contrário, ele e a Vitória teriam se separado. Né?

- Exato, esse foi o maior motivo que fez ele querer tanto convencer os pais a deixarem ele se mudar.

- Mas e você, por que se mudou pra cá também?

- Bom...

- AI QUE SONO. - Luke entrou na cozinha atrapalhando nossa conversa.

- Bom dia pra você também. - disse Ash rindo.

- Ah, bom dia Ash, o sofá não foi muito desconfortável de dormir?

- Que nada, já dormi em lugares piores.

- Nem me fala. - Luke esticou os braços para cima se espreguiçando. Coitado, deve ter sido mesmo horrível dormir no chão. - Hã, sem querer dizer nada, mas, da onde veio esse café da manhã?

Apontei para Ash.

-  Vou te chamar mais vezes para passar a noite aqui, por quê aquela ali ó, - ele apontou pra mim. - só bagunça, não ajuda em nada, uma inútil.

- Aaah, é assim é? - Fuzilei-o com os olhos.

- Mentiraa, sabe que te amo né - Ele tentou me abraçar e eu me esquivei fazendo careta.

- Sai daqui, nojento, falso, não quero saber de você. - Virei a cara e cruzei os braços.

 - Ah mas que fera que você é... - Ele só podia estar de brincadeira comigo.

- Escuta aqui, - me virei de volta para xinga-lo olhando nos olhos e assim que fiz isso ele me abraçou e me prendeu. - Me solta, me solta. Ashton, faz alguma coisa.

- Eu não. - Ele ria e filmava tudo para postar no Snapchat. - Isso tá demais.

- LUKE! Me larga. - Ele me segurava firme e eu lutava pra me libertar.

- Só quando você me desculpar.

- Tudo bem, eu desculpo.

- Desculpar de verdade.

- Ai garoto...

- Vamos logo, quero tomar café da manhã de uma vez.

- Af, - Eu não consegui ficar brava com ele de verdade, já estava sorrindo feito uma boba, realmente a situação deveria estar muito engraçada. - Eu te desculpo, idiota. - Dei um beijo em sua bochecha e ele me libertou.

- Agora sim! - Ele se sentou ao meu lado.

- Vocês são sempre assim um com o outro? - A voz de Michael se projetou atrás de nós, na porta da cozinha.

Pulei na cadeira e tentei disfarçar me levantando e servindo café em uma xicara.

- Oi Mike... - Sorri nervosa.

- E ai cara, onde é que tava? - Luke pegou uma maça e mordeu.

- Ah, fui comprar pão de queijo. - Respondeu meio sério.

- Pão de queijo, PÃO DE QUEIJO? - Luke respirou fundo inalando o cheiro dos pães de queijos quentinhos que Mike trazia. - Ah, eu te amo cara. - Luke foi até ele e arrancou-os de suas mãos.

- Nossa, calma ai. - Mike deu uma risada curta e juntou-se a nós na mesa. - Não sabia que gostava tanto assim de pão de queijo.

- Mas eu não ​"gosto" ​de pão de queijo, eu AMO pão de queijo. - Os olhos de Luke brilhavam enquanto ele falava.

- Ok... - Mike se serviu de café e reparou que Ash não largava o celular. - Tava filamndo né? Snap?

- Exatamente. - Ele riu de forma maligna. 

Todos rimos e continuamos o café da manhã.

Como era sábado, não tinha aula, e a tarde estava livre. Resolvi ir até a minha casa para ver como as coisas estavam, não tinha voltado lá nenhuma vez desde que minha mão foi viajar. Mandei uma mensagem para a Vitória para ela ir lá também, só nós duas, desde que ela voltou não tivemos um minuto de privacidade.

​"Hey, vamos lá em casa hoje, na minha casa de verdade, só nós, passar a tarde juntas, podemos até pedir pizza."  - Caly; 13:08

"Opaaa, Pizza?? Já to lá. Que horas, amiga?" - Vih <3; 13:12

"Agora mesmo, estou saindo agora." - Caly; 13:35

"Ok, nos encontramos lá, beijos." - Vih <3; 13:36

Cheguei primeiro, então entrei e abri as janelas para arejar, conectei os cabos de volta na TV e liguei na Netflix. Tirei a capa de proteção, contra a poeira, do sofá e me joguei nele. Poucos minutos depois ouvi batidas na porta.

- Viiih, amorzinho. - Corri para a porta e dei de cara com meu vizinho, e colega de turma, Dylan. - Ah, oi Dylan, o que você está fazendo aqui?

- Olá Clay. - Ele sorriu com sua dentição perfeita e se escorou na porta. - Parece frustrada, estava esperando outra pessoa né? Desculpe-me por isso, apenas vim ver se estava tudo bem, afinal, você não está morando aqui temporariamente, então poderia ser qualquer pessoa tentando invadir.

Dylan era um garoto comum, não popular, mas muito inteligente, me ajudava as vezes com as matérias que eu tinha dificuldade. Cabelos castanhos claros e olhos cor de mel, a única coisa que me causava inveja era seu sorriso, uma dentição perfeita sem nunca precisar usar nenhum tipo de aparelho.

- Ah, entendi, obrigado por se preocupar. - Retribui o sorriso. - Desculpa se pareci grossa, é que eu estava esperando  Vitória, e...

- Espera, a Vitória?  Sua amiga Vitória? Ela voltou? 

- Aham, voltou a poucos dias, veio com o namorado...

- A escola vai pirar quando souber que a Vih voltou e está namorando. - Dylan deu uma pequena risada. - Afinal, ela sempre foi muito cobiçada pelos garotos, não é mesmo?

Ele estava certo, Vitória era muito linda, e todos os garotos sonhavam em namorar com ela.

- Você tem razão, nem tinha pensado nisso. - Ri também.

- Mas ela vai voltar para a escola, né?

- Acho que vai, mesmo faltando alguns meses para terminar o ano letivo, ela não se daria ao luxo de perder matéria.

- Estão falando de mim? - Vitória surgiu dás costas de Dylan e se meteu entre nós. - Estão, não é mesmo?

- Pare de achar que você sempre é o centro das atenções. - Digo rindo.

- Ela continua a mesma. - Dylan balançou a cabeça. - A quanto tempo, vitória. - Ele estendeu a mão educado, lembrando que ela tinha namorado.

- Dylan! - Vitória ignorou sua mão estendida e lhe deu um amigável e rápido abraço. - Muito tempo mesmo.

- É, tudo bem, acho que vou deixar os dois melhores amigos em paz... - Me virei fazendo drama.

- Calada, vadia. - Vitória me segurou pelo ombro e me virou novamente. - Hoje eu sou toda sua.

Soltei uma gargalhada um pouco alta demais e nos abraçamos, eu estava com tanta saudade daquela ridícula.

- Ok, eu já vou indo. - Dylan sorriu, - "Vou deixar as duas melhores amigas em paz". - Disse imitando minha voz.

Todos rimos e nos despedimos de Dylan, depois disso fechei a porta e fomos passar nossa "tarde de melhores amigas" juntas.  

Conversamos de tudo um pouco, demos risada, comemos pizza e nos divertimos. Pintamos as unhas uma da outra e ela me mostrou o colar maravilhoso que Calum tinha dado pra ela na noite anterior, que eles haviam saído para jantar fora, aquele colar devia valer mais que os meus tênis, mas era muito lindo.

- Ai Vih, você tem um namorado dos sonhos mesmo.

- Nem me fala. - Ela suspirou, - O melhor é que ele não é só aquele namorado enfeite sabe? Que só serve para postar foto em redes sociais e dar presentes caros. Ele é gentil, carinhoso, atencioso, e se importa comigo, tá sempre lá, nos bons e maus momentos. Eu amo ele demais.

Dava pra ver, no brilho de seus olhos, que ela não estava brincando. Eu ri de sua carinha de boba apaixonada e ela me jogou um travesseiro.

- Me desculpa. - Falei recuperando o ar depois de rir muito. - É que eu nunca tinha visto você assim.

- Mas eu já vi você assim.

- OI? Tá doida é?

- To nada, você fica exatamente assim quando está olhando pro Mike.

Senti meu rosto queimar de vergonha.

- Cala a boca. - Enfiei minha cara no travesseiro

- Viu só?  Mas você não pode fazer isso.

- Isso o que? - Falei levantando o olhar curiosa.

- Ficar com o garoto que acabou de conhecer.

- Pra começar, eu conheço ele a vários meses, e depois, me da um motivo pra não ficar com ele?

- O Luke.

Fez silencio, nenhuma de nós disse nada por um tempo. Eu fixei meu olhar no chão e senti um mal estar, mas não era físico, era psicológico. -

- Me desculpa, - ela foi se levantando. - Deve ser um assunto complicado isso né? Eu sei que fiquei muito tempo fora, mas desde de pequenos ele já era apaixonado por ti, ele sempre foi, e da pra ver, pelo jeito como ele te olha, que ainda é apaixonado. Você nunca deu uma chance pra ele né?

- Bem...

- COMO ASSIM, "BEM...". O QUE VOCÊ ESQUECEU DE ME CONTAR?

Então falei tudo, da declaração, do beijo, e dos beijos seguintes, da enorme probabilidade de ele achar que eu estivesse dando um chance a ele, quando n verdade tudo não passou de um mal entendido.

- ... E eu simplesmente não consigo olhar pra ele e dizer a verdade, me dói o coração só de pensar em magoá-lo.

- Amiga, você está muito ferrada.

- Eu sei. - Suspirei.

Conversamos mais um pouco e logo Vitória teve de ir para casa, me deixando sozinha. quando ela saiu estava escurecendo, e até eu organizar toda a bagunça já era noite, e eu não iria para a casa do Luke aquele horário, sozinha. Então resolvi mandar uma mensagem.

​"Hey, Luke, já está tarde, não quero me arriscar andar na rua esse horário, então acho que vou passar a noite aqui em casa, beijos." Caly; 20:47

​Larguei o celular e fui verificar o meu quarto, tive que por forros de cama e buscar cobertores no armário da minha mãe. Depois de tudo preparado, fui para a cozinha beber água e conferi meu celular.

​Luke S2
​             "Você é doida meu anjo?" 20:47​
            "Não vai passar a noite sozinha ai não."   20:48
​            "De jeito nenhum, é perigoso."   20:48
​            " Já estou indo ai pra te buscar com o carro da mãe."    20:48
​            "Me espera dentro de casa, quando eu chegar bato na porta."  20:48
​            " To saindo, em 20 min estou ai." 20:53

​Olhei o horário, eram 21:09, em poucos minutos ele estaria ali.

- Ai Luke. - Esbravejei comigo mesma, tentei ficar irritada por ele ser tão super protetor assim, mas não consegui, quando me dei conta já estava com um sorriso no rosto. Eu amava esse jeitinho dele de sempre querer me cuidar e sempre estar lá pra mim.

Ouvi batidas na porta e corri barra abrir, quando me aproximei pude ouvir o forte barulho de chuva que vinha lá de fora.

Assim eu abri a porta, dei alguns passos para trás com a ventania que tinha. Luke estava para e ensopado na minha frente.

- Vamos?

- Você é doido?

Puxei ele pra dentro e, com dificuldade, fechei a porta e tranquei.

- Como assim? - Seus cabelos estavam grudados na testa e gotas pingavam de seus cílios.

- Como assim o que? Olha esse diluvio que está lá fora, é muito perigoso andar lá assim, seja de carro, de a pé, ou qualquer outra forma.

- Mas...

- Shhh

Eu já estava ligando pra mãe de Luke.

- Oi, tia. Viu, está... Sim, sim, ele tá aqui comigo.... Aham, ele tá bem.... Ah, não atendeu suas ligações? - Olhei feio pra ele que pegou o celular no bolso e tomou um susto quando viu a quantia de ligações perdidas. - Tudo bem, eu aviso sim... Ah, era isso que eu ia sugerir. MAs você vai ficar bem ai?... Ok, beijos.

- E ai? - Ele tirou o casaco molhado.

- Vamos passar a noite aqui, é muito perigoso sair com o tempo assim, ela não queria nem que você tivesse vindo aqui.

- É, eu sei..

- Então por que veio?

- Por sua causa, porque era você, me diz  quando que eu te deixei sozinha?

Eu suspirei e caminhei até ele, o abracei, mesmo estando molhado, não importava.

- Nunca, você sempre esta comigo quando eu preciso, sempre.

 

 

 

 

 



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