História I Got Seven Steps (Got7) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Bts, Coréia Do Sul, Got7, J-hope, Romance, Yugyeom
Visualizações 142
Palavras 5.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amoras ❤ desculpem a demora, muita coisa aconteceu nessa semana, se eu listar pra vocês, ficaria muito grande. Tentei caprichar ao máximo pra vocês, gatinhas. Espero que gostem. Se não gostarem, não precisa contar não, porque eu vou me magoar 💔😂
Bjas ❤

Capítulo 13 - I Miss You


Fanfic / Fanfiction I Got Seven Steps (Got7) - Capítulo 13 - I Miss You

  Yugyeom só podia estar brincando com a minha cara. Como assim ele já está indo de viagem?!

 Fiquei alguns segundos estática, sem ao menos piscar. Não era possível. Peguei meu telefone e liguei pra ele assim que cai na real. Ele atendeu no primeiro toque.


 -Yugyeom, por favor, me diz que é mentira. - Falo pausadamente, com a voz baixa. Ouvi sua respiração forte pelo aparelho.

 -Olha, eu… - Sua voz era mansa e levemente rouca. - Eu pensei que você soubesse. Queria ter me despedido melhor... - Faço um barulho com a boca, inconformada com a minha burrice. Se ao menos pudéssemos ter ficado por mais tempo juntos ontem. Mas não.

 -Eu… Eu sinto muito, Yugyeom. Me desculpa. Eu pensei que só viajaria amanhã. Se eu soubesse teria aproveitado muito mais com você e… - Minha voz era falha, eu estava muito triste, mas não havia nenhuma lágrima em meus olhos. Eu costumo chorar por idiotices e não chorar por coisas importantes.

 -Tá tudo bem, calma. - Ele parecia tentar controlar a situação.

 -Tudo bem? Vou ficar dois meses sem te ver, Yugyeom! Não só você, mas os meninos também. Nem me despedi deles! - Protesto.

 -Você vai ver a gente na TV pelo menos… E vamos sempre te ligar quando pudermos. - Ele falava enquanto alguns ruídos fortes começaram a se manifestar.

 -Olha… Eu vou desligar agora, te ligo depois… - A única coisa que eu queria agora era voltar a dormir e fingir que era tudo um sonho.

 -Okay… - Ele parou alguns segundos, suspirando. - Eu gosto muito de você, sabe disso, não é? - Sorrio com os olhos começando a lacrimejar.

 -Sei… Eu também gosto de você. Muito. - Ele solta um risinho pelo nariz, não dizendo nada. - Boa viagem pra você. - Minha voz passou a ser manhosa. - Não vou perder nenhuma apresentação, vão arrasar, tenho certeza.

 -Eu vou cobrar, hein.

 -Sei que vai… - Senti um aperto no coração por não ver os meninos por algum tempo. Mesmo com apenas duas semanas de trabalho, já nos tornamos muito próximos. - Até, te ligo depois se não estiver ocupado.

 -Vou esperar então, até mais… Só não quero que você fique mal por isso, você tem que apenas relaxar, dois meses passam rápido…

 -Muito rápido. - Respondo desanimada. - Tchau, Yug…

 -Tchau… - Ouço a respiração forte dele novamente, antes de desligar o telefone.

 

  Coloquei as duas mãos no rosto, me deitando na cama. Como eu sou idiota, pensei.

 Depois de algum tempo meu celular começou a tocar, ligação de Travis. Não atendi, daria qualquer desculpa depois. Mesmo eu não o vendo há muito tempo, estava sendo deprimente pra mim aquela notícia logo cedo.

 (...)


 Passei o dia com Travis e Lucas, eles pareciam querer me animar, mas sem sucesso. Descobri que os dois estavam saindo e como isso estava sendo difícil para Travis, devido ao seu pai. Ele me contou que foi uma surpresa descobrir estar apaixonado por outro garoto, e que seu pai ao menos pensasse nessa possibilidade ele estaria morto. Aquilo foi uma surpresa pra mim também, mas vê-los felizes era muito bom, Travis costuma ser muito sozinho, já que sua família não faz muita questão; seria bom uma nova companhia pra ele.

  

  (...) (...)


 A primeira semana sem a companhia dos meninos acabou sendo horrível em todos os aspectos.

Primeiro que não havia um trabalho propriamente dito, eu e Ian começamos a montar todas as coreografias de todas as faixas do álbum, mas era tudo muito entediante.

Segundo que ficar sem Yugyeom parecia uma abstinência pra mim, o que não fazia sentido algum, como eu podia sentir isso se ficamos tão pouco tempo juntos? Ele é tão bom assim? (n/a: todas já sabemos a resposta,gata. Rsrsr)

Eu conversei todos os dias com ele, mas sempre por pouco tempo, sempre no intervalo de algum compromisso dele. De noite eu nem ousava falar com ele, apesar de sentir muita saudade, eu prezava mais o seu sono.

 Ian se encontrou mais algumas vezes com aquela tal menina, ele insistia em não querer me falar quem era, o que me deixava irritada as vezes.

 Era ótimo poder ver os meninos na TV, me deixava muito entusiasmada, sentia muito a falta de todos eles. Jackson até criou um grupo para todos conversarmos. Jr era o único, com exceção de Yugyeom, que conversavam comigo no chat privado. Era ótimo ter pessoas com quem conversar durante o tempo livre.

 Cada vez mais eu via meninas se tornando fãs deles, o que era ótimo, algumas até mandaram uma série de presentes e cartas. Ian e eu cuidamos pessoalmente daquilo, guardando tudo no depósito do senhor Wu.

 Falando nele, o senhor Wu voltou naquela mesma semana, sempre conversava com ele no horário de almoço, era gratificante ouvir sobre suas histórias de jovem, sobre sua mulher e seus filhos.

 A única parte boa de Yugyeom não estar por perto era que eu não precisava pensar naquela recepcionista o enchendo.

 Em compensação, já que eu tinha muito tempo livre, fiquei criando paranóias na minha cabeça, sobre Yugyeom estar aproveitando seu novo sucesso para conversar com outras garotas, ou até mesmo satisfazer seus desejos masculinos.

 Me senti como uma louca tendo esses tipos de coisa em mente.

 Tratei de ocupar meu tempo passando mais tempo no trabalho e passeando com Travis. Mas isso acabou após ele ter de voltar pros EUA.

 Chorei horrores após ele embarcar, eu definitivamente estava sozinha agora. Os meninos e Travis longe, tio Jyp quase não parava em casa e Ian sempre estava com aquela menina. Tinha como piorar?

 

(...)

 

 Nesse primeiro mês foi toda essa mesma rotina, de casa para a empresa, da empresa para casa. Sem exceções. Eu ficava tanto tempo em meu quarto que podia ser facilmente confundida como parte da mobília.

 A única coisa que me fez criar um pouco de ânimo foi a minha mudança, estava tudo pronto, só faltava eu levar minhas coisas pra lá. E foi o que eu fiz, encaixotei todas as minhas coisas e na outra semana já estaria de mudança.

Meu tio quase caiu pra trás quando dei a notícia, já que eu havia esquecido de contar.

 Kwan, de alguma maneira, acabou achando meu telefone, sempre me mandando mensagens. Eu o evitava muito na empresa, curiosamente ele parecia sempre estar à minha procura.

 Havia alguma mudança no comportamento dele, estava mais gentil e atencioso, mas ele apenas não descia pra mim. Aquilo era muito estranho. É difícil para alguém mudar a minha primeira impressão dela.


 E cá estou eu, na minha cama, em pleno sábado a noite, já de pijama, aproveitando meus últimos momentos naquele quarto, eu sentiria falta de acordar com Ian e meu tio, ir trabalhar com eles, mas eu não me sentia nem um pouco arrependida.

 Encostei minha cabeça, fechando os olhos. Um mês sem Yugyeom, que mais pareciam 10 anos. Pelo menos nós estávamos conversando mais, sempre por vídeo chamada, era deprimente ver olheiras em seus olhos, devido ao cansaço. Sempre nos falávamos enquanto ele comia, pela falta de tempo (n/a: alô, @Jyp, para de escravizar o mozão).

 Meu celular começou a vibrar desesperadamente, me assustando. Era Kwan. Pensei em ignorar, mas eu estava tão carente ao ponto de agradecer pela ligação.

 -Alo?

 -Quero que você tome café da manhã comigo amanhã, não aceito não como resposta, estarei na sua casa às oito. - Ele acaba falando tudo muito rapidamente, com a voz alegre.

 -Nossa Kwan, calma.

 -Eu estou calmo… E aí?

 -Okay, não vai dar. - Respondo fingindo estar triste.

 -Por que? Eu prometo me comportar. - Seu protesto me fez rir baixinho.

 -Desculpa, mas é que amanhã eu vou estar de mudança pro meu novo apartamento, preciso arrumar tudo, vai levar muito tempo…

 -Ah… Que pena… - Ele fazia alguns barulhinhos com a boca após falar, me deixando aflita. - Eu posso te ajudar! Sei que vai precisar de alguém forte para levar tudo! Eu posso fazer isso! - Parecia uma criança insistindo.

 -Ian já vai me ajudar, são poucas coisas, não precisa se preocupar. - Menti. Ian não iria me ajudar, foi para Ilsan, viajar.

 -Eu… - Ele deu uma pausa, respirando fortemente. Senti uma ponta de pena dele, e, afinal, que mal tinha eu dar o braço a torcer? Estava mesmo precisando de ajuda.

 -Kwan, quer saber, acho que vou precisar de ajuda sim. Ian está meio mal, acho que não vai melhorar até amanhã…

 -Sério?! Ah, que ótimo ouvir isso. Estarei aí às oito, do mesmo jeito, o que acha? - Sua voz era muito mais alegre.

 -Pode ser. Obrigada, Kwan. - Agradeço com um leve sorriso. Me julguem, estava começando a não odiá-lo mais.

 -Vai ser um prazer.

 -Sei, fala isso pras caixas que vou fazer você carregar.

 -O oppa aqui é forte.

 -Você não é meu oppa.

 -Claro que sou, não sei se você sa…

 -Kwan, até amanhã, tá? - O interrompo, não precisava exagerar com a minha boa vontade.

 -Okay. Até. - Ele ri, desligando o aparelho.

 

 Voltei a fechar os olhos após alguns minutos, amanhã seria um grande dia, o que deixava ansiosa e cansada. Acabei dormindo daquele jeito, com os pensamentos no Yugyeom, como em todos os dias.


  Acordei com barulhos frenéticos na minha porta, me sentei na cama, completamente confusa.

 Os barulhos não paravam.

 Me levantei rapidamente, indo em direção à porta.

 Kwan estava estático, a minha frente, junto a uma das empregadas, toda descabelada. Os encarei assustada, fechando a porta na cara deles logo em seguida, sem falar nada.

 -Que porra… - Fui ao banheiro e fiz minhas necessidades. Esqueci de colocar o despertador novamente, mereço?

 -Vou esperá-la na sala. - Ouço a voz abafada de Kwan soar pela porta, não respondi, apenas continuei fazendo o que tinha de fazer.

 Não troquei de roupa, não penteei o cabelo, apenas desci para tomar café. Kwan que espere. Não me incomodei por estar de pijama ainda, mesmo que ele fosse pouco curto.

 -Você acordou a nossa empregada? Domingo é o único dia que ela pode descansar, coitada. - Reclamo logo que vejo Kwan, sentado na poltrona. Ele deu um sorriso amarelo pra mim, se levantando.

 -Desculpa, eu chamei e nada de você aparecer. Chamei tanto que ela mesmo acabou acordando. - Ele me seguia em direção à cozinha.

 -Ah… - Entrei no local, indo direto para a geladeira, pegando o leite. - Pode sentar, se quiser. - Ele fez o ato, colocando seu celular e chaves em cima da mesa.

 -Então, vai passar a morar sozinha. - Ele mexia em seu celular, parecendo não ligar muito.

 -Vou… Vai ser bom ficar um pouco sozinha. - Comento, me sentando com uma tigela de cereal. - Quer comer? - Pergunto antes de começar. Ele parou por um momento, analisando meu prato. - É cereal. Muito americano pra você? - Eu tinha um sorriso nos lábios.

 -Não, eu quero sim, se possível. - Ele ri. Me levanto, pegando para ele também.

 -Toma. - O entrego o prato junto a uma colher, voltando a me sentar.

 O barulho de nossos dentes mastigando a comida estava começando a me dar nervos. Eu costumo odiar ficar em silêncio na mesa, me deixa completamente desconfortável.

 -O que tanto você faz no seu setor? - Pergunto sem olhá-lo, apenas querendo não deixar o silêncio progredir.

 -Cuido das redes sociais dos artistas, marco entrevistas, idas a programas de TV e essas coisas. É bem chato lidar com isso, se quer saber…

 -Sério? Eu gostaria de fazer isso… - Não vejo nenhum problema em trabalhar com redes sócias, até prefiro rsrsrs.

 -Fala isso por enquanto, quero ver você ter que aturar dezenas de mensagens de psicopatas ninfomaníacas todos os dias.

 -Credo, Kwan, que horror. - Rio de seu comentário.

 -É a verdade ue…

 -Desnecessário. - Me levanto, carregando o recipiente junto.

-Algumas são até bem escritas. - Ele comenta debochado. Lanço um olhar desaprovação a ele.

 -Vou subir me trocar, espere aqui em baixo, okay?

 Ele apenas ficou ali, comendo seu cereal.

 Fiz tudo o que tinha de fazer com pressa, quanto mais rápido terminar aquela mudança, melhor.

 -Kwan! Sobe aqui! - Grito ali do meu quarto mesmo, para que ele me ajudasse.

 Kwan, pelo incrível que pareça, realmente queria me ajudar, em apenas alguns minutos minhas coisas já estavam em seu carro, rumo ao meu apartamento.

 Durante o percurso, conversávamos animadamente sobre assuntos aleatórios, como se fôssemos amigos de longa data.

 Me surpreendi com tal acontecimento.

 

                   ~Yugyeom ON:~


 Estávamos todos tomando café, sentados a mesa do hotel. Cansados, porém animados, já que daqui algumas horas nos apresentaríamos num dos programas mais famosos da Coréia.

 Quero poder falar com a Michele antes disso, mas sei que não vou poder. Ela vai estar muito ocupada com a sua mudança e eu com o compromisso. Mas vou fazer o possível para ouvir a voz dela hoje.

 -A Michele tem algo com o Kwan? - Jackson pergunta, com os olhos em seu celular. Não entendi aquela pergunta, mas já me deixou incomodado.

 -Não, por que? - Pergunto o encarando, junto aos outros meninos.

 -Ele postou uma foto dela, na casa dela… - Ele comenta normalmente.

 -Da isso aqui! - Bambam pega o celular da mão dele, olhando calmamente. Uma sobrancelha se levanta.

 -Deixa a gente ver. - JB, que estava ao meu lado, pega o celular.

 Me inclinei para ver melhor, era um status de Kwan. Ela estava de pijama, fazendo algo numa bancada, parecia muito distraída.

 Mas por que diabos Kwan estava na casa dela a essas horas? E por que ela estava com aquele pijama perto dele? Senti um desconforto enorme vendo aquilo,tentando conter minha expressão de raiva.

 -“Como é bom ter companhia logo cedo, ainda mais essa.” - JB lê a legenda da foto. Todos exclamaram após ele terminar. Bambam me olhava curioso.

 -Mas o Kwan é um idiota… Ela não pode ficar com ele… - Jinyoung comenta, esperando o celular chegar em suas mãos.

 -Mas é ela quem decide isso, não temos que dar palpite. - Mark dá de ombros.

 Não sei explicar exatamente o que estava pensando naquele momento, nem o que estava sentindo. Apenas continuei comendo, absorto da conversa dos meninos.

 Depois de algum tempo Bambam saiu da mesa, seguidos dos meninos logo em seguida.

 Eu fiquei ali mais alguns momentos, pensando em ligar pra ela, para tirar isso a limpo. De certa maneira eu sei que ela não faria algo assim comigo, mas eu não posso confiar no Kwan, já fiquei sabendo coisas nada boas dele. Eu estar longe só piora tudo.  

                  ~Michele ON:~

 

 -Bambam? - Atendo meu telefone rapidamente, vendo que era Bambam quem me ligava.

 -Olha, eu tenho pouco tempo pra falar, mas escuta, o que o Kwan estava fazendo junto com você mais cedo? - Sua voz era autoritária, não aquela que costumava ser.

 -Ele me ajudou a levar minhas coisas, nada de mais. Como você sabe que ele estava comigo?

 -O cara postou uma foto sua no status dele, de pijama, na cozinha. E o Yugyeom viu. - Meu coração falhou numa batida após ele terminar a frase. Uma raiva imensa de Kwan me atingiu.

 -Mas… Mas aquilo não quis dizer nada, o Yugyeom não precisa se preocupar, ele sabe disso. O Kwan já até foi embora…

 -Não sei se o Yugyeom sabe, a cara dele não tá das melhores, acho melhor você falar com ele.

 -Eu vou… - Parei por alguns segundos tentando pensar no que fazer, certamente vou ligar para o Yugyeom logo que desligar o telefone.

 -Vou ter que ir agora, fique bem. - Sua voz já estava mais “Bambam”.

 -Você também, Bambam. Obrigado. - Tento ser o mais carinhosa possível, não era obrigação do Bambam me avisar isso.

 -Por nada. - Ouço vários barulhos vindo de seu lado da linha, então ele desliga logo em seguida.

 Coloquei a mão na testa como desagrado,não devia deixar espaço para Kwan se aproximar.

 Fui olhar a foto que ele havia postado, não podia ser mais ruim.

 Depois logo disquei o número de Yugyeom.

 Ele não atendeu.

 Tentei mais algumas vezes, sem sucesso.

 Experimentei mandar algumas mensagens, mas ele não respondia.

 Cheguei à conclusão de que ele estaria ocupado, já que Bambam disse que tinha pouco tempo para falar.

 Por um lado, eu estou brava com Kwan, mas por outro, não posso culpá-lo totalmente, afinal, ele não sabe que eu e Yugyeom estamos (tecnicamente) juntos. Então não posso simplesmente massacrá-lo com ofensas.

 Apenas resolvi mandar uma mensagem pra ele, para que apagasse a foto e que não repetisse o ato.

 Comecei a arrumar minhas coisas, com meus pensamentos em Yugyeom. Já era horrível ficar sem ele, e se ele estiver bravo será pior ainda.


   (...)


 Já eram quase 21:00 e nada de Yugyeom responder minhas mensagens. Comecei a ficar parcialmente aflita.

 Mas sei que ele não vai demorar para me retornar.

 Talvez ele só precise ficar um pouco em paz, relaxar a cabeça. Sei que ele confia em mim da mesma maneira que confio nele.

 Isso só na teoria mesmo, estou preocupada, não quero que ele se irrite comigo.


 (...)


 Um barulho extremamente alto começa a soar no meu quarto, me fazendo acordar assustada. Era meu celular. Atendi rapidamente, vendo que era Yugyeom quem ligava.

 -Yugyeom? - Me posicionei melhor na cama, olhando as horas. 3:17 da manhã.

 -Te acordei? - Sua voz não é como ele costumava falar comigo, pelo contrário, era seca.

 -Sim, mas tudo bem. Aconteceu algo pra me ligar a essa hora? - Eu falava pausadamente, ainda embriagada pelo sono.

 -Liga seu notebook, vou te ligar por vídeo chamada. - Ele desliga após falar. Bem autoritário, mas não achei ruim, apenas fiz o que ele mandou.

 Logo sua chamada apareceu e, antes de atender, passei a mão pelo rosto, tentando não parecer um zumbi.

 -Estava sem sono, não consegui esperar até amanhecer para nos falarmos. - Ele fala logo após sua imagem aparecer ali pra mim. Fiquei alguns segundos o analisando, parecia cansado, com a expressão vazia.

 -Por que não atendeu minhas chamadas? - Perguntei após me lembrar de falar algo.

 -Não queria atender…

 Não dissemos nada após isso, ficamos apenas nos olhando. Passei as mãos pelos cabelos, pensando no que dizer.

 -Pode me explicar o que aconteceu? - Ele quebra o silêncio, ainda sério.

 -Ele só veio me ajudar com a mudança, não vi problemas nisso…

 -E quanto a foto?

 -Eu não sabia que ele tinha feito isso, mandei ele apagar logo que vi!

 -Tá, mas por que estava vestida daquele jeito perto dele? Eu não tô satisfeito com isso, Michele. - Sua voz se alterou um pouco, logo em seguida ele olhou ao redor, já que era tarde.

 Fiquei quieta. Sei que estou errada, se fosse comigo eu não iria gostar nada. Na verdade eu odiaria.

 -Eu posso parar de falar com ele se quiser… - Falo olhando para baixo, naquele momento o lençol da minha cama parecia muito interessante. Minha voz podia ser confundida facilmente com a de uma criança manhosa.

 -Eu quero. Por favor. Não gosto dele, você deve saber. - Olhei de esguia para a tela do computador, ele mantinha os olhos parados.

 Ficamos quietos por mais algum tempo. Tudo aquilo estava me irritando.

 Queria Yugyeom na minha frente agora, para pedir desculpas dignas. Para poder sanar minha vontade de sentir seus braços em minha volta. Para ver seu sorriso. Para apenas o olhar nos olhos. Para…

 O velho aperto no coração havia voltado naquele momento. Meus olhos começaram a lacrimejar. Mas eu mantinha meus olhos no lençol.

 -Desculpa. - Falei baixinho, mas sei que ele ouviu, pude ver seus ombros amolecerem e sua expressão suavizar.

 -Tá chorando? - Seu rosto se aproximou mais da tela.

 -Não. - Coloco uma das mãos cobrindo meus olhos parcialmente.

 -Não precisa chorar por isso. - Sua voz era doce, me fazendo morder a boca para não começar a chorar.

 -Não estou chorando por isso, Yugyeom… - Voltei a olhar para a tela, vendo sua expressão, que dizia para eu continuar. - É que tem sido horríveis essas últimas semanas. Me sinto completamente sozinha. Meu tio não para em casa nunca, Travis foi embora há alguns dias, Ian está saindo com uma estranha e nem falar comigo ele tem falado ultimamente… - Passei a mão nos meus fios de cabelo, tentando desestressar. - E tem você… - Senti algumas lágrimas descerem pelo meu rosto. Odeio chorar, mas naquele momento eu não conseguia segurar nada. - Eu sinto muito sua falta. É incrível que em apenas algumas semanas você já tenha esse efeito sobre mim, Yugyeom. Já se passou mais de um mês e eu não aguento mais isso! Não pude nem me despedir… - Minha voz era alta, mas falha, devido ao choro.

 Me senti aliviada por ter falado tudo o que sentia, mas não acho que Yugyeom era a pessoa certa para ouvir isso, ele já tinha muitos problemas lá.

 -Michele… você não sabe o quanto tem sido difícil pra mim também. Se eu pudesse, largaria tudo aqui agora mesmo, só pra te ver. Mas não posso. Eu penso em você a todo o momento. É uma merda saber de coisas como essas de hoje, porque sei que não vou poder fazer nada, eu estou longe. Eu que devia te ajudar na sua mudança, eu que devia tomar café com você, passar a manhã com você… - Minhas lágrimas caiam com mais frequência toda vez que olhava sua expressão de tristeza. Ficamos em silêncio, apenas observando os traços do outro.

  Suspirei fundo, limpando minhas lágrimas.

 -Desculpa ter descontado isso em você, não tem nada a ver com isso… Você deve ter muito mais problemas aí… - Esboço um pequeno sorriso nos lábios, tentando me recompor.

 -Não é pra isso que servem os namorados? - Ele retribuiu o sorriso. Me enchi de algo novo após ele ter falado isso. Algo extremamente bom. Ele se considera meu namorado?

 Sorri verdadeiramente dessa vez, o olhando apaixonadamente. Yugyeom é um amor. Tenho muita sorte de tê-lo conhecido.

 -Quero que você aguente firme, faltam pouco mais de duas semanas para nos vermos. Prometo que tudo vai voltar ao normal. Okay? - Sua voz era doce e calma, me transparecendo apoio. Concordei com a cabeça, sorrindo de leve. - Como estão as coisas por aí?

 Conversamos até às cinco da manhã, quando percebi que estava muito tarde e ele certamente teria algum compromisso logo cedo, o mandei ir dormir.

 Me senti muito leve depois daquilo. Se consegui aguentar todo esse tempo, o que seriam mais alguns dias, não é mesmo?


                    ~Yugyeom ON:~

Depois de me resolver com a Michele, percebi que nada me faria parar de gostar dela, pelo menos por um bom tempo.

 Eu costumava ficar muito na sombra dos meus amigos, as outras garotas sempre gostavam deles. Aquilo me entristecia muito. Pensei que seria o mesmo quando estivesse junto com os meninos. E quando percebi que meu sentimento sobre a Michele era recíproco foi algo ótimo.

 Ela poderia apenas ficar com alguém como o Kwan, que é mais velho e bonito, mas não, ela viu algo em mim e gostou.

 É a mesma coisa em relação a mim, eu poderia apenas pegar algumas meninas por trás dos holofotes e ficar por assim mesmo, como faz o Jackson ou o Mark, mas eu não curto isso. Gosto de ter alguém para com quem contar. Ter alguém para esperar e para ser esperado.

 Gosto do fato de ter algo sério com ela.

 Na verdade, ainda quero algo sério, afinal, não a pedi em namoro. Ainda.

 Sei que pode parecer precoce, mas meu pai me ensinou que quando se vê algo bom, o faça seu logo, antes que outro o faça. É isso o que vou fazer. Mas quero fazer direito.


  (...)

 Os dias foram se passando e minha saudade só aumentava. Não via a hora de vê-la.

 Sabe aquele estremecer que você sente só de pensar na pessoa? É assim que me sinto.

 Estar aqui me faz muito bem, é o meu sonho. Mas ficar longe de pessoas queridas não me faz aproveitar tudo ao máximo. Prometi a mim mesmo que na próxima a trarei junto comigo, nem que eu precise fazer isso escondido.

 Depois de algum tempo sem a presença de Michele comigo, comecei a sentir uma certa tensão, a que todos os homens sentem. E pra isso preciso fazer o que todos sabem.

 Confesso que não pude me conter em pensar nela toda vez que me aliviava.

 É fato que desde o primeiro dia que a vi senti uma atração enorme por ela, como sabem, aquele tipo de atração. Qualquer um que passasse um certo tempo com ela sentiria isso.

 Não me sentia mal ou tarado por fazer isso, nós temos uma relação, então eu tenho a liberdade de pensar nela de um jeito mais sexy. Certo?

 Mas claro, nem tudo se baseia nisso, acredito que o que sinto por ela é muito mais forte, ela sabe disso.

  Sempre conversávamos no meu horário de almoço, mas eu tinha de ser cauteloso algumas vezes, nem sempre conversávamos perto dos meninos, afinal, se nos vissem conversando todos os dias seria estranho para eles.

 Também é desconfortável quando trocamos conversas fofas, aquelas típicas de namorados, se Bambam estivesse por perto eu seria muito zoado.

 Não que eu me incomode de falar coisas bonitas pra ela, pelo contrário. Mas Bambam ou qualquer outra pessoa não precisa saber.

 

 As apresentações estavam cada vez melhores, era incrível ver a reação do público todas vez que nos apresentavamos. Aquilo só me fazia concretizar meu pensamento de que era aquilo que queria fazer pelo resto da minha vida.

 Os fanmettings eram incríveis, todas as fãs pareciam alegres e contentes com o debut, sempre com frases de motivação ou presentes.

 Admito que já devo ter ouvido uma ou duas vezes frases eróticas, olho a olho. De meninas mais velhas que eu. Senti muita vergonha daquilo, mas são ossos do ofício.  Pessoalmente eu não gosto nada disso, mas não posso falar pelos meninos, já que suas expressões eram sempre boas aos comentários.

 Sentia muito a falta de meus pais, quando fomos para a minha cidade promover, tratei de visitá-los. Não contei sobre a Michele, mas fiquei tentado.

 Eles fizeram questão de me dar total atenção enquanto estava ali, o que me fez muito feliz. Ficar muito tempo sem vê-los me fazia muito mal, talvez pelo fato de eu ser novo. Me senti emocionado ao reencontrá-los.

 Me deram força para terminar a promoção da melhor maneira, dizendo que tudo ficaria bem.

 

 Daqui alguns dias voltaremos para as rotinas de treinamento e preparação. Mas sei que não será exatamente a mesma coisa. Agora nós somos famosos, será diferente. Não poderemos andar tão tranquilamente pelas ruas e teremos de ser o mais cautelosos possíveis.

 Mas tudo ficará bem, se tivermos o apoio adequado e pessoas com quem possamos confiar.

 Pessoalmente já tenho essa pessoa.

 

 (...)


                     ~Michele ON:~



(...) (...) (...)

 

 Nos dias seguintes, voltei a ignorar Kwan, que, para minha alegria, não ficava insistindo tanto por atenção.

 Ian continuava na mesma, mas me prometeu apresentar a menina logo.

 Sempre conversava com Yugyeom por chamada de vídeo. Os meninos sempre mandavam fotos dos bastidores, das fãs e até dos presentes que ganhavam. Aquilo me deixava muito feliz. A popularidade deles aumentava a cada dia mais.

Algumas vezes me deparava com comentários sobre Yugyeom, com fotos e vídeos. Todos feitos por fãs. Alguns eram bem eróticos. Quem pensa que coreana é comportada, só pensa mesmo.

 Confesso que sentia um certo ciúmes disso, mas, eu fazia o mesmo pelo Heechul, então acabo relevando.

Casualmente almoçava com meu tio, já que havíamos perdido muito contato.

 Algumas coreografias dos meninos estavam prontas e, modéstia parte, estavam ótimas.

 Tudo estava correndo muito bem, eu estava extremamente feliz, os meninos voltarão daqui três dias. Tem como melhorar?

-Dá pra você se concentrar aqui? Eu tô falando com você! - Ian praticamente grita do outro lado da sala, estávamos ensaiando, mas eu estava muito absorta hoje. Faltavam duas horas para irmos embora, pro meu prazer.

 -Tá, desculpa. Vamos do começo. - Reiniciei a música e me coloquei a seu lado. - Adoro essa. - Me refiro a música, que se chama I Like You, é realmente muito boa, provavelmente uma das minhas favoritas.

 -Olha, quando ele sair da cadeira, os meninos passam e o Mark senta rapidinho, pra começar a parte dele. - Ian fazia os movimentos enquanto falava.

 -O Youngjae pode usar também, na parte dele, o que você acha? - Sugeri.

 -Okay…O que aconteceu com o ar condicionado einh? Tá muito calor aqui… - Ian pega o controle, tentando regular o aparelho.

 -Depois eu peço pra alguém vir arrumar. - Tirei minha blusa moletom, ficando apenas com um top de dança, Ian não iria se importar, já que ele estava morrendo de calor também.

 -Tá, então começa a parte inicial, aí eu começo a minha depois de você...

 

 Voltamos a trabalhar na coreografia, deixei meus pensamentos de lado, se eu me ocupasse o tempo passaria mais rápido, acredito eu.                 

 Depois de algum tempo, subi para a sala do meu tio, para levar o relatório semanal. O que não fazia sentido algum, os meninos não estavam ali para o trabalho real. Mas se eles querem, tudo bem, né.

 Tio Jyp não estava lá, então apenas deixei com a secretária dele e segui para o elevador.

 

 Ao chegar perto da sala de ensaios, comecei a ouvir vozes. Tomara que não seja Kwan, prefiro fingir um desmaio a ter que falar com ele hoje.

 

 Quando adentrei a porta, fiquei por ali mesmo. Completamente congelada, com o coração saindo pela boca.

 Uma silhueta estava de costas pra mim, mas eu já sabia quem era. Na verdade, eram três silhuetas. Só não conseguia acreditar.

 Acabei me esquecendo de como ele era pessoalmente, ou então ele apenas havia crescido mais. Não tinha reparado o quão alto ele era. Não tinha reparado em sua beleza real, mesmo estando de costas.

 A única coisa que conseguia fazer era ficar ali, parada. Sabe quando você sabe que está sendo idiota mas apenas continua? Essa era eu.

 Não estava preparada para aquilo. Queria recebê-lo quando estivesse bonita, ou menos suada pelo menos.

 Não estava preparada porque pelo que eu saiba ele só estaria aqui daqui três dias, e eu tenho certeza disso.

 Mas aquela foi a surpresa que pedi aos céus para que acontecesse.

 Ficar dois meses sem alguém pode ser complicado. Você pode perceber que não era tudo aquilo que realmente achava sentir. Você pode começar a odiar a pessoa. Você pode achar outro alguém. Existem inúmeras coisas que podem acontecer nesse período de tempo. Mas o que realmente aconteceu foi que percebi que nunca havia gostado tão perdidamente de alguém como gosto de Yugyeom.

 -Olha ali seu motivo. - Ian apontou pra mim, fazendo com que se virassem. Mark e Bambam estavam juntos dele.

 -Michele! - Bambam grita animadamente, com os braços levantados.

 Nem ao menos o olhei, meus olhos estavam vidrados nos castanhos de Yugyeom. Eu não conseguia me mexer. Tudo aquilo parecia uma utopia.

 Não entendi direito o que se passava dentro de mim, pareciam milhões de borboletas se manifestando ao mesmo momento.

 Parecia que todas minhas células trabalhavam apenas para me fazer ficar ali, o olhando, sem saber o que fazer ou dizer.

 Meu coração parecia com uma britadeira em choque com o chão. Batia com tal força que por um momento podia estar tendo um ataque cardíaco.

 Yugyeom não ajudava em nada, abriu aquele conhecido sorriso no rosto. Aquele sorriso que me fazia suspirar, que me fazia sonhar alto.

 -Vai ficar parada aí? - Yugyeom finalmente quebra o silêncio.



Notas Finais


ALLOOOOOO CELSO
Gostaram, bebês? ❤


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