História I Got You - Capítulo 10


Escrita por: ~

Visualizações 99
Palavras 1.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoas! O capítulo demorou um tanto mais do que eu imaginava para sair, mas eu estava reformulando algumas coisas do futuro da história e agora estou mais satisfeita com o enredo (⌒▽⌒) Está um pouco curtinho, porém eu gostei do resultado~
Ah e as aulas voltaram, ou seja, dias preenchidos por tarefas T^T Alguns de vocês ainda estão de férias? Se sim, podemos trocar de lugar por pelo menos um dia?
Bom, espero que gostem e boa leitura! :3

P.S: Alguns capítulos serão narrados em terceira pessoa e, provavelmente, outros personagens narrarão al,é do Adrien e da Mari~ Tomara que isso agrade vocês!

Capítulo 10 - Inner Wishes


Fanfic / Fanfiction I Got You - Capítulo 10 - Inner Wishes

Capítulo nove: Inner Wishes

*I've come too far to go back now

Just turned into a face in the crowd

Been on this road for so long

(Same Old War — Our Last Night)

Nas altas horas da madrugada, quando a maioria dos bares fechavam e as festas se davam por encerradas, se fizeram ouvidos alguns sermões em um galpão abandonado. Todos juravam que aquele local era assombrado, não apenas pelas vozes ouvidas, mas por rumores que diziam que quem entrava ali, nunca mais era visto. 

As lendas possuíam algum fundo de verdade, com certeza, mas não era com isso que o rapaz ruivo estava preocupado. Entrara e saíra dali inúmeras vezes e conseguia sentir apenas a raiva borbulhar em seu sangue, enquanto tinha de aturar certas pessoas. Lutava contra o instinto natural de matá-las todo dia, e vinha fazendo isso muito bem até aquele momento. 

Seria ruim tornar-se um assassino agora?

— Vulpe! Repeti inúmeras, inúmeras vezes que é extremamente necessário que você saiba de tudo que ocorre na vida deles. Depois da chegada dela, estamos cada vez mais perto de conseguirmos nossa vingança. Não podemos deixar uma heroínazinha qualquer nos privar disso. — a voz de Hawk Moth era aguda quando gritava. Pensando honestamente, Nathaniel nunca reparou na entonação de voz do chefe dos Akumas. Aquele era um bom momento para fazê-lo; talvez assim se distraísse. 

— A vingança é minha, senhor. Seu objetivo é encerrar o serviço de anos atrás. — ousou dizer, mantendo-se impassível às palavras que tentavam atingi-lo. Os olhos do homem mais velho faiscaram por um tique, no entanto, a sensação da ira passou. 

— Entendo... É uma análise correta, sim. Infelizmente, incompleta. Devo lhe lembrar o que o antepassado daquela... daquela... menina me casou? Foram tempos complicados, por isso a vingança iniciada há anos não se concluiu. Mas logo isso se resolverá. 

— Certamente. — a raposa mordeu a língua, forçando-se a ficar em silêncio. Dera um deslize, o que não era bom. Precisava saber como corrigi-lo o mais rápido possível. 

— Vulpe, eu confio em você. Vejo um grande potencial para resolver esses contratempos em sua vida, mas precisa de orientação, alguém que te mostre o caminho. Por que não se torna um Akuma permanentemente? — a voz de Hawk serpenteou até os ouvidos de Nath, tentadora. 

— Preciso limpar minha reputação com os Fúrias. Assim que fizer isso, considerarei essa oferta, se ainda estiver de pé. — a cautela se fez presente em sua voz; os músculos ainda rígidos pela tensão de estar em um território quase inimigo. Mesmo os clãs sendo amigos, seus integrantes tinham uma certa rivalidade para definir qual seria o melhor. 

Suspirou mentalmente, pensando no trabalho que teria para ter certeza que suas humilhações fossem apagadas de seu passado. Tudo se iniciou quando Chat Noir entrou nos Akumas, vecendo-o quase sempre em pequenas batalhas e sendo o melhor em competições anuais dos clãs. Ele tinha quase certeza de que seu "rival" não se lembrava muito dele, pois percebera que o bichano não era alguém fácil de se aborrecer. 

Porém, Vulpe queria que ele soubesse de tudo que causara. Seus parceiros rindo de sua cara, chamando-o de fraco. Era uma sensação terrível, por isso jurara a si mesmo que nunca mais a sentiria, assim seria o melhor em tudo que fizesse, além de  uma pequena observação nesse juramento: estragaria o destino do gato preto, arruinando também o que um dia ele conquistara.

Queria fazê-lo sofrer, fazê-lo sentir ser uma vergonha para o meio a que pertence. No fim, estava ansioso para deliciar-se com a tristeza de Chat. Um pouco sádico? Talvez, mas apenas talvez

Encarou o homem mais velho à sua frente. A única coisa que possuía em comum era aquele desejo de vingança, o passado semelhante entre promessas quebradas e decepções.

Uma batida na porta da sala o arrancou de seus devaneios. Hawk Moth sorriu, sabendo exatamente quem estava do outro lado, mas antes de permitir a entrada da pessoa, virou-se para a raposa, esforçando-se para ser educado. 

— Creio que está na hora de você ir embora, Vulpe. Nos vemos amanhã. — com um aceno de cabeça, o ruivo retirou-se rapidamente pela porta dos fundos. Às vezes, em noites de reunião com o chefe dos Akumas, essa visita interrompia toda a conversa e, por ser importante, era necessário a retirada de todos os convidados anteriores. 

Perguntava-se quem poderia ser, porém, já se acostumara a controlar a curiosidade crescente. É uma das regras para sobreviver, então, se não a seguisse, poderia acabar se queimando novamente com atitudes precipitadas.

Caminhou pelas ruas da cidade, suspirando a cada esquina. Só que quando Nathaniel percebeu, estava em frente à univerisdade. Finalmente poderia jogar-se em sua cama e dormir até seis da tarde. Com mais um suspiro, adentrou o dormitório masculino, a cabeça ainda vidrada na ideia de se vingar. 

Ele prometeu continuar lutando, não é mesmo? Tinha de cumprir com sua palavra, mesmo não sendo fácil.

Engoliu em seco, como se matasse cada desejo interno que possuísse. Queria correr e fugir, no entanto, era tarde. Suas falhas foram pagas com a vergonha, agora teria de dar a volta por cima ao invés de se esconder — como diziam os Fúrias: Nunca desistir e sempre persistir. Um bom lema, no fim das contas.

Ao parar em frente a porta de seu quarto, percebeu que havia alguém encostado na parede, parecendo dormir. Era ela. Sua única luz no meio da escuridão — a garota não sabia disso ainda, mas ele estava ansioso para contá-la. Seu coração deu um leve pulo no peito quando ele se agachou e colocou a mão no ombro da pequena. 

— Alix... — chamou uma, duas, três vezes e nada. Decidiu apelar para um modo diferente de acordá-la: dando um beijo em sua bochehca. Podia ser simples, porém, para eles que ainda estavam no nível "amigos", seria um bom começo. 

Os lábios de Nathaniel tocaram a pele macia da rosada, causando cócegas. A jovem adulta acordou em um sobressalto, olhando-o corada. Extremamente fofa, pensou o ruivo, soltando um risinho. 

— O que faz aqui? — indagou educado, demonstrando felicidade em vê-la.

— E-Estava te esperando, Nath. Por onde esteve? 

— Eu... Tive alguns assuntos a tratar. — ao ver o amigo mordendo o lábio, Alix percebeu que seria em vão perguntá-lo mais alguma coisa.

— Você sempre diz isso, sabia? Eu posso te ajudar! Não precisa resolver tudo sozinho. — surpreendentemente, Nathaniel a abraçou apertado. Foi aí que o rapaz começou a tremer de leve, finalmente cedendo ao cansaço. — Na-Nath...? — retribuindo o gesto, a rosada acariciou as costas do ruivo. 

— Só queria dizer.... Obrigado, Alix. 

Realmente, é impossível suprimirmos todas as nossas vontades.

 


Notas Finais


*Tradução: "Eu cheguei muito longe para voltar agora, me tornei apenas um rosto na multidão, estou nessa estrada por muito tempo"

Obrigada por lerem! Até o próximo capítulo~ ^^

★Link da música: https://m.youtube.com/watch?v=37QtbhvO5Yk


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