História I Hate Loving You - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, TWICE, UNIQ
Personagens Baekhyun, Cho Seung Yeon, Dahyun, Sana, Wang Yibo
Tags Baekhyun, Clichê, Imagine, Romance, Você
Exibições 71
Palavras 3.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Yo, yo!

E aqui estamos nós, novamente dando continuidade a história...
Sei que são poucas as pessoas que acompanham essa fic - principalmente se formos comparar com minha outra fanfic -, mas de qualquer forma eu sou muito grata por cada um de vocês. E mesmo que sejam fantasminhas (rs) eu os amo igualmente.
Espero que gostem e continuem me apoiando!

ENJOY**

Capítulo 5 - Troublemaker


Fanfic / Fanfiction I Hate Loving You - Capítulo 5 - Troublemaker

 

Acordamos cedo para irmos à escola. Logo no café da manhã minha mãe nos questionou sobre nossa empolgante noite do pijama. Mal sabe ela a loucura que havíamos tramado. Sana e Dahyun conseguiram desconversar sobre ontem sem que minha mãe desconfiasse de algo, o que foi um grande alívio para mim.

Depois de alguns minutos já estávamos tomando direção ao nosso Inferno particular de cada dia.

 

-x-

“– Esses boatos são pelo o que aconteceu com o Wenhan? Todos nós sabemos que você não tem culpa por ele estar daquele jeito, foi um acidente.”

Relembrar aquele momento me trouxe um sentimento que nunca imaginei sentir por Byun. Eu tive pena, algo que não deveria estar relacionado ao garoto pelo qual tenho antipatia. Tentei preencher meus pensamentos com qualquer outra futilidade que não envolvesse os acontecimentos de ontem, mas isso se mostrou sendo impossível. Era inevitável não lembrar a expressão vazia e obscura que dominou Baekhyun quando seu amigo mencionou com seriedade o acidente.

Baekhyun parecia carregar a culpa pelo – sabe-se lá – que tivesse ocorrido com Wenhan. Mesmo outras pessoas dizendo o contrário.

Eu rabiscava palavras soltas em meu caderno sem ter necessariamente uma utilidade para elas. Porém, quando me dei conta do que escrevia naquela folha, uma brilhante ideia floresceu em minha mente.

Baekhyun –> Wenhan –> acidente

Se os boatos sobre Baek se deram início pelo tal acontecimento com Wenhan, talvez descobrir sobre esse garoto fosse a chave mestra para desvendarmos o passado de Byun. Então era isso! Nós só tínhamos que encontrar esse tal garoto e lhe perguntar sobre a sombria história do aluno novo.

A questão toda, é: como vamos encontrá-lo?

– Srta. __________! – ergui minha cabeça repentinamente ao escutar meu nome – Já que está tão concentrada em suas anotações, acredito que seria de grande proveito se a senhorita compartilhasse com seus colegas as conclusões as quais chegou sobre o assunto.

Todos os alunos da classe se voltaram em minha direção, esperando por qualquer reação minha. Eu olhei assustada para os lados buscando uma escapatória, mas a postura autoritária da professora Park não me dava alternativa a não ser balbuciar palavras sem nexo enquanto minha mente entrava em distúrbio.

– Por favor, minha cara, fale mais alto para que todos possam ouvi-la. – a mulher gesticulou com a mão, sorrindo venenosamente para mim.

Fiz uma nota mentalmente para não me esquecer de acrescentar: Benzer a Prof. Park, na minha lista de Tarefas Para Serem Realizadas Antes de Morrer. Sério, àquela mulher deve ter o capeta no coro!

– Ah... Bom, não tenho nada a acrescer sobre o assunto – percebi que eu nem sabia qual era o assunto –, sua explicação foi bem clara.

Sorri amarelo, vendo a expressão da mulher se tornar insatisfeita. Quando ela abriu a boca para protestar ou exigir qualquer outra coisa, milagrosamente o sinal do intervalo soou pelo prédio escolar. Nunca me senti tão grata pela existência daquela campa destruidora de tímpanos.

Os alunos logo se apressaram para sair de sala e eu pude respirar aliviada.

– Como eu tenho inveja das suas façanhas, __________. – Sana segurou um dos meus ombros, sorrindo divertida. – Mas a velha Srta. Park não vai deixar por isso mesmo, sabe disso, não é?

Suspirei forte.

– É, sei muito bem...

 

-x-

Outro fato que não deve ser ignorado sobre mim é o grande poder atrativo de problemas que eu diariamente arranjo. Claro que vocês já devem ter notado esse detalhe. Mas quero deixar bem claro que quando se trata de __________, nenhum acontecimento bizarro é incomum de acontecer. Muito menos improvável.

E por eu saber dessa perigosa atração que tenho, eu deveria estar sempre atenta para as peças nada legais que a vida me prega. Entretanto, mesmo que eu busque passar por bem longe de confusões ou fuja de qualquer sinal de perigo, sempre sou surpreendida. Às vezes chego a pensar que a vida tem um senso de humor irônico.

Mas para prosseguir com minha história, vou contar como eu vim parar na sala do vice-diretor com as roupas da escola completamente imundas de um líquido verde e pastoso. Ah! É claro, eu também não poderia deixar de mencionar a agradável presença que me fazia companhia naquela sala medonha de apenas um metro e meio de extensão. Com um semblante tedioso e nada preocupado com o que viria ser nossa sentença, Byun Baekhyun olhava despretensiosamente a decoração elabora da sala.

 

(...)

Alguns minutos antes da explosão de gosma alienígena.

Quando voltamos do intervalo o professor de Química já nos aguardava em sala, ele esperou que todos da classe se sentassem para que, por fim, pudesse iniciar sua aula.

– Hoje vamos ter uma aula prática e fugir um pouco das teorias chatas que vemos todas às vezes. Planejei um pequeno cronograma de atividades que realizaremos no laboratório. – a turma se agitou com a ideia. O professor deu algumas batidas com sua régua em cima da mesa, na tentativa de ter novamente a atenção para si. – Teremos duplas e eu designarei experimentos para cada equipe. Esse trabalho é avaliativo, sendo assim, todos devem participar.

De novo os alunos se alvoroçaram em busca da melhor dupla que poderiam encontrar, eu logo troquei olhares frustrados com Dahyun e Sana. Odiávamos trabalhos em dupla porque sabíamos que uma de nós teria que encontrar outra pessoa para fazer par. Mas antes que chegássemos a uma conclusão de quem seria a felizarda à procurar outro parceiro, o professor chamou nossa atenção mais uma vez.

 – Como eu sabia que as escolhas das duplas tomariam muito do nosso tempo, eu mesmo montei as equipes. – puxou um papel de dentro de uma pasta. Todos da classe murmuraram descontentes, mas logo ficaram quietos quando o professor começou a citar as duplas. – Yoo Jong Suk e Lizy Collins, Kim Dahyun e Minatozaki Sana...

Bufei derrotada, agora só me restava torcer para fazer par com um dos geeks da sala. Fechei os olhos e torci os dedos. Na realidade, qualquer pessoa que não fosse um delinquente que sentasse no fundão para mim já estava de bom tamanho. Mas obviamente que o destino iria sacanear comigo.

– .... Byun Baekhyun e  __________, por fim, Oh Sehun e Do Kyungsoo. Então essas serão as duplas e não aceito reclamações. Juntem-se aos seus pares e vamos para o laboratório.

Não era preciso fazer um estudo detalhado para saber como eu me sentia naquele momento. Era bem nítida minha cara de desgosto e vontade súbita de enforcar o prof. Kwon. Eu não tinha nada contra ele, o achava até uma boa pessoa, mas que vacilo professor...

Joguei meus materiais escolares para dentro da mochila e coloquei-a sobre o ombro. Os alunos já se dispersavam para fora da sala em rumo ao laboratório.

– __________, o que você vai fazer? – Dahyun perguntou ao parar na minha frente.

Fiz uma careta.

– Não posso fazer nada além de aceitar. Preciso tirar boas notas daqui em diante.

A garota assentiu minimamente. E como se visse algo assustador se aproximando, Dahyun me lançou um olhar penoso e saiu com Sana em seu encalço.

– Parece que vamos ter que suportar a presença um do outro, não é mesmo? – Byun sorriu ao meu lado. – Acho que vai ser divertido vê-la desgostosa a aula inteira.

Poupei-me em lhe dar uma resposta grossa.

– Olha só, Byun, basta você ficar caladinho no seu canto e eu no meu. Assim não teremos o risco de, acidentalmente, seu belo rostinho pegar fogo.

O garoto riu com a minha ameaçada subliminar. E isso me deixou muito puta. Não era para ele estar se divertindo, e sim, querer ficar o mais longe possível de mim!

– Então você acha que eu tenho um rosto bonito? – perguntou convencido, estampando um sorriso sacana nos lábios.

Isso é sério?! – revirei os olhos e simplesmente saí da sala pisando duro. Hoje era um daqueles dias que eu pressentia lá no fundo do meu estômago, que, tudo colaboraria para desgraçar ainda mais minha vida.

Quando cheguei ao laboratório passei direto para o fundo da sala. As mesas duplas eram largas e possuíam uma divisória simples: Uma pia, compartimentos para guardar os produtos químicos e alguns equipamentos de manuseio.

Pelo canto dos olhos eu vi Byun se assentar do meu lado, ele ainda mantinha seu sorriso frouxo nos lábios e, somente pela misericórdia de Deus, ele se limitou em dizer absolutamente nada. Pelo menos por enquanto.

Colocamos um tipo de óculos transparente para que nossos olhos ficassem protegidos de qualquer resquício químico que pudesse afetar nossa visão. Depois de uma breve introdução sobre o assunto, o professor realizou algumas demonstrações super ‘dá hora’ que nos deixou realmente animados. E uma delas, fora a interação do magnésio com o gelo seco, que resultou numa expansão de luz branca. Era impressionante. Logo depois, ele pediu para que cada dupla consultasse seu par e entrassem em comum acordo sobre qual experimento deveríamos tentar reproduzir.

– Certo, vamos tentar qualquer coisa que não envolva explosões ou a perda de membros. – me virei para o garoto. – Quero chegar com meu corpo inteiro para o jantar.

Nesse momento Baek ficou sério, como se pensasse em algo.

– Não... – ele olhou para mim. – Temos que fazer um ótimo experimento. Como o professor disse, esse trabalho está valendo ponto para somar com a prova.

– Muito bem, Einstein. Já que você quer tirar a nota máxima desse trabalho, então me diz no que você pensou. – por mais que eu odiasse admitir, Baekhyun estava certo, tínhamos que fazer algo incrível para tirarmos uma boa pontuação. Em todo caso, eu precisava tirar uma boa pontuação.

Ele analisou as anotações em seu caderno e depois de alguns segundo voltou sua atenção para mim. O sorriso arteiro que escapava furtivamente de seus lábios já me alertava que, o que estivesse nos planos de Byun, seria perigoso.

– Vamos criar um isolante líquido.

O olhei desconfiada.

– Hum... Não sei se é uma boa ideia. Seria mais fácil se tentássemos fazer o teste de PH.

– Ora, __________. Todos vão tentar fazer isso porque é o mais simples! Temos que fazer algo diferente. – argumentou Baek, convicto de suas palavras. – Nem é tão difícil quanto aparenta ser e já temos tudo o que precisamos, vai ser moleza.

Pensei por alguns instantes e vi que eu não teria outra escolha que fosse melhor que a apresentada por Byun, e além do mais, ele me parecia muito convencido de que sua ideia daria certo. E de uma coisa eu tinha certeza, não seria fácil convencê-lo do contrário.

Por fim, eu desisti em relutar e simplesmente assenti com a cabeça, alargando o sorriso do garoto.

– Tudo bem, vamos fazer esse isolante. Só espero que você saiba o que está fazendo.

– Não se preocupe com isso, vou me certificar de manter tudo sob controle.

Se eu soubesse que essa maldita frase se desmancharia em pura gosma alienígena depois de alguns minutos, juro que teria desistido de tudo e ido embora para casa. Mas como eu já comentei anteriormente, a vida ama me sacanear...

***

BUMM!

E o que antes era nosso experimento de química, agora estava mais para uma genuína obra abstrata de gosma verde em minha cara. Se Picasso visse isso, tenho certeza que ele sentiria inveja de nós.

– Baekhyun, me diz qual a parte do “vou me certificar de manter tudo sob controle” que deu errado? – sibilei com os olhos fechados. Naquele momento eu estava canalizando todo espírito bondoso para não pular na garganta de um certo asiático.

Quando abri os olhos, me deparei com a classe inteira nos observando incrédulos. Alguns alunos estavam estáticos em seus lugares, já outros, fizeram questão de apontar as câmeras dos celulares e gravarem nosso espetacular fracasso.

Eu queria poder me enterrar e sumir da face da Terra, mas não sem antes me vingar do causador de tudo isso.

– Agora sabemos que não é uma boa ideia misturar amoeba com bicabornato de sódio e vinagre. – Baek me olhou espantado, mas no canto da sua boca era possível enxergar um sorriso. Ele e eu éramos os únicos atingidos pela bomba verde, mas isso não amenizou a tangível descrença de nosso professor.

Bastou um olhar estreito do prof. Kwon para sabermos o óbvio: Estávamos encrencados.

– Os dois, já para a sala do diretor.

 

(...)

A porta da sala se abriu fazendo-nos olhar em sua direção. Logo um homem de estatura baixa e acima do peso adentrou no seu local de trabalho, tomando a cadeira de vice-diretor para si. Ele nos interrogou primeiramente com seus olhos pequenos por detrás das lentes dos óculos, e como se tivesse concluído sua análise silenciosa, ele gesticulou para que falássemos sobre o ocorrido.

Eu fui a primeira a argumentar.

– Olha diretor, foi tudo culpa dele – apontei para Byun –, eu tentei avisar que não se podia misturar amoeba com ácido!

– Yah! Você não disse nada disso! – ele me olhou afetado.

– Mas você deveria entender que o meu silêncio significava que não podia misturar àquelas coisas! – rebati, cruzando os braços. Eu tenho consciência de que o que eu falei não faz o menor sentido, mas a questão toda é que não precisa necessariamente fazer sentido, eu só queria ser a última a falar mesmo. – E você tinha dito que manteria as coisas sob controle.

Ele revirou os olhos.

– Aigo, eu não sou o prof. Xavier para ler mentes. – dei de ombros. – E por quanto tempo você vai repetir isso?

– O tempo que for necessário. Ou até o dia em que o Seungyoun deixar de ser um idiota, que se formos fazer os cálculos, é igual ao dia de São Nunca.

– O quê? O que Seungyoun tem haver com isso?

Eu até iria responder se não tivéssemos sido cortados por um barulho alto de metal sendo batido contra a madeira. Eu e Baekhyun olhamos quase que sincronizados para o vice-diretor, que até então não havia dito nada, só observando o pseudo de nossa discussão.

– Onde devemos chegar com isso? – perguntou o homem a nossa frente, porém, nenhum de nós dois nos atrevemos em respondê-lo. – Negligenciaram as ordens do professor Kwon e colocaram em risco uma turma inteira. Por acaso, vocês cogitaram na ideia de que esse experimento que criaram poderia ter consequências maiores do que uma bomba de gosma?

Eu apenas abaixei a cabeça e fitei minhas mãos inquietas. Eu estava envergonhada, mesmo que grande parte da minha consciência estivesse gritando por justiça. Eu entendo os riscos em que colocamos nossos colegas, mas estávamos lá com a intenção de fazermos uma boa experiência, como todos os outros. Foi um azarento acidente o que nos aconteceu, não era como se tivéssemos pensado: Ah, nossa, vamos fazer uma bomba alienígena de gosma verde e ver se conseguimos reproduzir uma obra famosa de Picasso em nossa cara!

Definitivamente não pensamos nisso!

Por isso volto a repetir, foi um acidente, e ninguém se machucou. Então para quê tudo isso?

– Sr. Byun, você está aqui a menos de uma semana e já conseguiu me fazer uma visita. Em outras situações apreciaria sua companhia, mas acredito que essa não é uma das melhores maneiras de nos conhecermos. Você é um aluno transferido por problemas com outros alunos, então eu o aconselho a se comportar para não ter que procurar por outra escola. – o homem se voltou para mim. Eu engoli em seco, pois, já tinha uma ideia do que falaria de mim. – Ora, ora, e como sempre nossa ilustre __________. Já faz um tempinho desde sua última visita, não é mesmo? O quê, foi semana passada?

Ah, sim, como eu poderia me esquecer do dia em que fiquei de detenção depois da aula por ter respondido de forma grosseira a Srta. Park. Minha história com essa mulher é de longa data.

Meus pensamentos foram interrompidos quando Baekhyun se levantou e curvou-se em direção ao vice-diretor.

– Nos perdoe, vice-diretor Lee. Suas palavras são todas verdades e estamos dispostos a fazer o que o senhor achar justo. Queremos mostrar nosso arrependimento para todos e principalmente para o professor Kwon.

Fiquei boquiaberta, observando-o. O homem por sua vez, assentiu com uma expressão neutra e me encarou depois. Demorei um tempo para compreender o que ele me questionava.

“Então, você está esperando o quê para se desculpar?”

Então eu me levantei a contragosto e fiz o mesmo que Byun, só que sendo mais curta com as palavras.

– Muito bem, já que sabem dos riscos que poderiam ter causado e se mostraram arrependidos disso – concordamos com um movimento de cabeça –, vou apenas colocá-los para realizar uma tarefa simples...

De todas as vezes que fui mandada para a sala dos diretores – quando falo isso, me refiro a muitas vezes mesmo – eu nunca recebi tarefas fáceis. Então posso concluir que Byun Baekhyun possui algum tipo de encanto que comove as outras pessoas, como um charme. Isso me fez lembrar de uma coleção incrível de livros que li há um tempo atrás, Percy Jackson e Os Heróis do Olimpo. Uma das personagens, Piper, tinha um charme que por diversas vezes os ajudou a sair de enrascadas. Seria Baekhyun, filho de Afrodite? Ou Vênus, em sua forma romana?

Balancei a cabeça para dispersar esses pensamentos irracionais. Byun me olhou curioso, e sorriu quando eu o encarei. Por um instante eu senti um reboliço no meu estômago que se transformou em dormência, era algo estranho. Com certeza que, se vivêssemos na história mitológica, o parentesco divino do garoto seria Afrodite. Como todos os filhos que a deusa tem, a beleza é uma característica forte. E mesmo que minha boca amargue ao dizer isso, tenho que admitir, Baekhyun possui uma beleza única até mesmo estando banhado por gosma verde.

 

(...)

Quando o vice-diretor disse que nos daria uma tarefa fácil, eu logo imaginei que íamos apenas limpar o laboratório ou ficar de boa sem fazer nada até dar a hora de irmos para casa. Mas quando o Sr. Lee proferiu as seguintes palavras, vi que meus palpites passaram bem longe.

Não estou dizendo que recolher os cones e bolas do gramado do campo de futebol fosse algo difícil, mas quando se está com grude verde preso no cabelo e mais a roupa melequenta, as coisas ficam bem mais desconfortáveis.

– Eu deveria estar em casa a essa hora – eu resmungava enquanto fazia uma pilha de cones alaranjados ao lado –, e não empilhando essas coisas com a roupa imunda. Aish! Isso é tudo culpa daquele sem noção.

– Você é ranzinza... – parei com as mãos na cintura e Byun se aproximou, com bolas de futebol embaixo dos braços. – Deveria me agradecer por livrá-la de um castigo pior, e não ficar resmungando eternamente.

– Agradecer? – perguntei esbaforida. Passei as mãos no cabelo mais eles estavam duros e emaranhados demais para resolver alguma coisa, eu teria que ir para casa parecendo uma estudante louca que foi atacada por alienígenas. – Se não fosse por você nós nem estaríamos aqui, por que devo ser grata por isso?

– Eu não sei, mas acho que deveria reclamar menos. – disse ele, com os olhos semi cerrados pela luz suave do pôr do sol. – Você não era assim.

Franzi o cenho.

– Como pode saber? Você não me conhecia até quatro dias atrás. Não é possível tirar essa conclusão com tão pouco tempo.

A expressão do garoto mudou sutilmente, mas não consegui decifrar o que se passava em sua mente.

– Foi só um palpite.

Dei de ombros, voltando a empilhar os cones.

– Você está errado, eu sempre fui assim.

No restante do tempo passamos em completo silêncio. Corri para pegar a última bola que havia rolado para perto da trave, quando me abaixei e segurei a bola fugitiva, um par de chuteiras apareceu diante dos meus olhos.

Por favor, de novo não... – implorei mentalmente. Ergui minha cabeça e meus olhos automaticamente se contraíram pela claridade que ainda restava. Mas, eu ainda conseguia ver a silhueta esguia do garoto.

– Ah... Yibo, oi... – levantei rapidamente, passando as mãos pelo uniforme na falha tentativa de conseguir ficar menos humilhante. – Por que você ainda está aqui? O treino acabou já faz uma meia hora.

Ele sorriu, olhando-me divertido. Senti meu rosto corar ferozmente.

– Gosto de treinar sozinho depois que todos saem. – ele apontou para mim, e continuou – Isso é algum tipo de pegadinha?

– Ah, você está falando dessa coisa verde? Não, não, foi um pequeno acidente na sala de laboratório.

Ele assentiu. Estar com Yibo era maravilhoso e empolgante, mas definitivamente quando eu estou limpa e apresentável. Por que será que ele só me encontra quando eu estou numa situação bizarra? Provavelmente ele deve me achar uma louca de pedra.

– Hey, __________, nós terminamos por aqui. – Baek parou ao meu lado, cumprimentando Yibo com um aceno de cabeça.

– Oh, certo. Devemos ir então. – sorri – Nos vemos depois.

– Claro, até amanhã, ___________. – Yibo falou, se afastando e indo em direção ao vestiário.

Suspirei, olhando para onde o rapaz havia desaparecido.

– Então você gosta desse cara? – o garoto gosmento perguntou, fazendo-me gaguejar ao tentar negar. Ele riu. – Isso é um sim. Bom, se você está tentando não demonstrar isso pra ele, é melhor tentar mudar sua atuação. É muito amadora.

– E o que você entende de atuação? – perguntei sarcástica.

– Não muito, mas sou melhor que você. – nesse momento me veio à memória da noite passada, quando Byun disse que sabia sobre mim e as meninas. Ele deveria estar atuando agora, fingindo desconhecer sobre nosso stalker.

– Duvido muito. – tentei parecer que não sabia de nada.

– Bom, eu já vou para casa. Quer que eu te acompanhe? Já está tarde para ir sozinha. – realmente o céu estava num tom azul escuro, mas imaginar que ele poderia saber onde eu morava e que era vizinha do seu esconderijo, já me dava até calafrios.

– Não precisa, eu vou sozinha mesmo. Mas obrigada pela oferta.

– Tudo bem, se é assim que quer. – ele caminhou para fora do gramado. – Até amanhã, troublemaker!

Contraí os lábios.

– Do que você me chamou? – perguntei num tom mais alto para que ele ouvisse.

Baekhyun se virou apenas para me responder, com um sorriso de lado.

– De troublemaker. Uma verdadeira garota problema.


Notas Finais


Eu estou amando escrever isso... <3
Perceberam também que eu adoro fazer referência a livros, não é mesmo? Rsrs

Então é isso, galerinha. Adoraria saber o que vocês acharam desse capítulo **EXPECTATIVA** Não me deixem no vácuo, okay? huehue
Bjus!


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