História I Hate My Half Brother - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Colegial, Comedia, Drama, Família, Festa, Romance
Exibições 22
Palavras 3.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie meus amores <3

Capítulo 2 - Secrets Of A War


Fanfic / Fanfiction I Hate My Half Brother - Capítulo 2 - Secrets Of A War


"As pessoas boas dormem muito melhor à noite do que as pessoas más. Claro, durante o dia as pessoas más se divertem muito mais."
— Woody Allen
Point of View  Marie Elizabeth Dempsey 


 

— Eu vou te matar Aimee! — Exclamei irritada. 
Aimee estava rindo tanto que chegava a se debruçar sobre si mesma segurando a barriga. Arrumei a regata laranjada dela no meu corpo. Aimee havia me emprestado a regata que ela usava debaixo dos dois casacos que estava em seu corpo pra que eu não ficasse suja — Isso não tem graça — Resmunguei.
— Claro que tem! — Aimee se expressou se recuperando da crise de risos — Você está com cheiro de pepino — Ela zombou. Dei um jeito de enrolar minha blusa suja em papel pra que não sujasse minha mochila e a guardei. 
Coloquei meu casaco porque uma corrente de ar que entrava no banheiro feminino da  Universidade de Cambridge já estava me fazendo ficar com frio. Me olhei no espelho, maravilhoso, um casaco rosa e uma blusa laranjada, não podia estar melhor, super combinando. Percebeu a ironia? Aimee arrumou seu cachos os jogando tudo para um lado só.
— Você é um bela amiga — Zombei, ela sorriu pra mim — Nos vemos no intervalo okay? Tenho Comunicação Organizacional  — Eu disse me referindo a aula que eu teria.
— Cenografia — Ela levantou os braços para o alto e eu ri passando por ela e deixando um beijo na sua bochecha antes de sair do banheiro. Fechei meu casaco quase até o final pra tentar disfarçar a blusa.
Caminhei até a sala 12 B  e entrei na mesma indo direto me sentar. Assim que o professor entrou tentei me desfazer de qualquer pensamento alheio, tentei parar de pensar em uma maneira de aprontar com o Harry e tentei acalmar meu sangue que ainda fervilhava. E não é que eu consegui? Eu sempre conseguia... Isso se chama força de vontade. Minha atenção ficou toda no professor e em todas as palavras que saiam de sua boca.  Essa aula e as outras duas seguintes passaram devagar,  isso só porque eu estava louca pra ver o meu cara de olhos azuis. Assim que me livrei da terceira aula do dia, sai da sala e fui direto para o portão do bloco 5 onde Aimee estudava. 
— Oi florzinha — Aimee proferiu assim que chegou até mim.
— Não vai dar pra almoçar com você hoje — Eu disse.
— Will? — Perguntou quando começamos a caminhar uma ao lado da outra.
— Sabe que ele não gosta desse apelido — Proferi. Aimee soltou um riso nasalado e entrelaçou o seu braço com o meu.
— É por isso que eu o chamo assim! Por culpa dele eu tenho que dividir a minha melhor amiga — Ela suspirou fazendo drama.
— Retardada — Empurrei ela para o lado com o meu corpo de brincadeira — Porque não vai lá em casa hoje então? — Perguntei.
— Seu irmão vai estar lá? — Indagou.
— Primeiro que ele não é meu irmão e segundo que ele sempre está lá — Eu disse.
— Então não... — Ela disse firmemente.
— Eu disse pra você não transar com ele — Revirei os olhos, isso ainda me irritava profundamente, ela tinha dormido com o inimigo, acho que eu fiquei com tanta raiva que não falei com ela durante duas semanas.
— É! Você já falou isso. Mas Liza,  vamos ser sinceras, ele pode ser um cachorro, mas é gostoso pra caralho — Ela largou o meu braço se virando pra mim. Eu parei.
— Então não sei o porquê você ficou tão surpresa e agora não quer ir lá em casa — Proferi.
— Liza! Eu só estou com vergonha... — Ela começou.
— E desde quando você sente vergonha? — Zombei.
— Desde o dia que eu transei com o Harry e ele fingiu que nada aconteceu, tirando o fato que foi na sua casa e que de manhã a Anne ficava me encarando com aquele olhar que diz algo como "Eu sei o que você fez no verão passado" — Aimee falou. Dei risada — Mas claro que o pior de tudo é ele fingir que nada aconteceu, quem finge que nunca transou comigo? Eu sou uma deusa na cama — Cruzou os braços e neguei rindo. 
Nós voltamos a caminhar e fomos até a frente da Universidade. Chegamos a tempo de ver o carro de  Will, ou melhor, o carro de Louis sendo estacionado. 
— Você ficou super brava porque eu transei com o inimigo e você namora o melhor amigo dele — Aimee ergueu uma de suas sobrancelhas me encarando com certo humor.
— A diferença é que o inimigo não sabe, por isso, eu saio ganhando — Dei de ombros e ela deu risada. Descemos a enorme escadaria da entrada e isso foi tempo o suficiente pra que Louis saísse do carro. Eu já estava sorrindo como uma boba apaixonada. Poxa a culpa não era minha, Louis era um cara sensacional. Nos conhecemos quase que por acaso. 
Eu ás vezes posso me sair bem burrinha e sempre confundo as pessoas, já cheguei correndo e pulei nas costas de um homem porque pensei que era meu pai e então nem foi novidade quando eu confundi Louis com um atendente da livraria, nem lembro como que engatamos uma conversa depois dos meus vários "sinto muito", mas, sei que acabamos em um café discutindo sobre música moderna. 
Andei até Louis e fui recebida pelo seus braços carinhosos num abraço apertado que me fez sair do chão.
— Oi meu doce — Louis sorriu pra mim e me deixou no chão. Uma de suas mãos se moveu para minha nuca e ele se inclinou pra me beijar, seus lábios se moveram nos meus num jeito calmo e carinhoso.
— Argh! Que nojo! Meu olhos estão queimando! Vou ficar cega com essa cena — Aimee se manifestou dramaticamente. Eu e Louis nos separamos.
— Isso porque você não viu nós dois transando — Louis provocou. Aimee revirou os olhos e abriu os braços pra abraça-lo, Louis retribuiu.
— Você vai me dar uma carona— Aimee já foi logo avisando quando o soltou e caminhou até a porta traseira já a abrindo, Louis a olhou incrédulo — Ninguém mandou roubar minha melhor amiga — Deu de ombros.
— E eu tenho cara de taxista? — Louis perguntou.
— Não é que tem — Aimee retrucou.
— Amor, você precisa trocar de amiga, essa daí é muito abusada — Louis se virou pra mim e eu dei risada.
— Abusada é meu nome do meio — Aimee jogou o cabelo pra trás e entrou no carro fechando a porta. Aproveitei que Louis estava  virado pra mim e fiquei um momento na ponta dos pés pra lhe dar um selinho —Dá pra parar de melação? Eu quero ir pra casa comer e depois ainda tenho que voltar  pra cá — Aimee bateu palmas várias vezes chamando nossa atenção. Louis suspirou irritado.
— Eu vou matar ela — Louis apontou pra Aimee.
— Vamos logo — Eu ri caminhando até a porta do carona, a abri e entrei no carro logo a fechando. Louis entrou no carro também. Passei o cinto pelo meu corpo. Louis acelerou o carro. 
— O  cinto — Cantarolei pra Louis que soltou uma de suas mãos do volante e passou o cinto pelo seu corpo.
— Vai ficar comigo de tarde? — Ele perguntou.
— Ah não, desculpe querido, sei que você me adora mais eu tenho aulas importantes... — Aimee começou lá de trás. Louis a olhou pelo retrovisor interno.
— O querida, eu estou falando com a minha namorada e tira o pé do meu banco — Louis proferiu e eu me virei pra ver Aimee que estava com os joelhos dobrados e os pés encima do banco.
— Senta que nem moça — Eu disse ironicamente.
— Vocês não conseguem me aceitar do jeito que eu sou — Aimee dramatizou tirando os pés do banco, e nem Louis conseguiu prender a risada.
— Então Marie você vai ficar de tarde comigo? — Louis perguntou dessa vez frisando o meu nome.
— Yeaph! — Sorri.
— Vai matar aula Madre Tereza? — Aimee perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas.
— Sem dúvidas, prefiro muito mais ficar com o meu namorado do que ter uma aula com o Sr. Young — Eu disse.
— Viu? Ela sabe o que é bom — Louis disse.
— Você é o oposto de bom Tomlinson — Aimee riu.
— Amor, me defende —Ele olhou pra mim.
— Tadinho do meu namorado, ele é tudo de bom — Eu disse me inclinando no banco e dei um beijo na bochecha dele — Já reparou na bunda dele? É maior que a minha — Acrescentei.
— Pode continuar... — Louis proferiu.
— Ele e engraçado e fiel e tem uma necessidade muito grande de ser mimado — Falei.
— Idiota — Ele acusou e eu ri. Louis parou o carro em frente a casa de Aimee, ele estava super acostumado a fazer esse caminho já que ela sempre pedia carona — Vaza logo — Ele proferiu se fingindo de irritado. 
— Tchau meus amores — Aimee sorriu e se inclinou no meio dos dois bancos e deixou um beijo na minha bochecha e outro na de Louis. Saiu do carro e acenou mais uma vez antes de começar a andar. Louis colocou o carro em movimento de novo. 
— Deixa eu ver sua barriga — Ele pediu desviando o olhar rapidamente da rua pra me olhar, mas logo voltou sua atenção pra estrada.
— Nem tá vermelha — Eu menti,
— Anda Mah, se não tivesse vermelha, Harry não estaria se gabando — Ele retrucou. Suspirei e abri meu casaco, logo em seguida levantando a regata.
— Satisfeito? — Perguntei aborrecida. Louis desviou os olhos da rua e olhou pra minha barriga rapidamente, ela ainda estava super vermelha.
— Agora já não é mais verbal? — Ele perguntou com falso humor na voz.
— Ele que partiu pra violência — Protestei.
 — E você não deixou barato, ele tá morrendo de dor nas costas — Louis proferiu — Vocês deviam parar com isso — Acrescentou.
— Ah claro, super fácil... Ele me odeia — Murmurei.
— Ele não te odeia — Ele afirmou e deu seta pra entrar no estacionamento da lanchonete.
— Ele já disse isso pra você? — Indaguei.
— Não... Na verdade ele diz que te odeia toda hora, mas eu conheço meu melhor amigo — Suspirou e estacionou o carro.
— Ele me odeia sim, mas não tem problema, eu também o odeio — Cruzei meus braços irritada e Louis tirou a chave da ignição. 
— Maravilhoso isso, imagina quando ele souber que você é a minha Mah — Ele disse mais pra si mesmo só que eu ouvi.
— E lá vamos nós de novo — Suspirei.
— Ele é meu melhor amigo Mah, não é legal esconder pra ele que você é minha namorada — Ele disse.
— Claro que é. Ele me odeia, tenho certeza que ele souber de nós dois a mina vida vai ser um inferno maior do que já é. Além do mais ele vai fazer de tudo pra nos separar — Proferi.
— Você fala como se o Harry fosse um monstro, e você está errada — Louis retrucou.
— Não Louis, eu não estou errada — Eu disse.
— Eu não vou falar mais nada, não adianta conversar com você — Ele passou as mãos no cabelo os bagunçando, ele estava completamente irritado. Ficamos em silêncio por alguns minutos.
— Lou..— Murmurei tirando o cinto — Me desculpa... Amor eu não quero brigar com você por causa do Harry — Eu disse me inclinando pra ele, rocei meu nariz em sua bochecha e deixei um beijo na mesma.
— Eu só não gosto de ter que ficar mentindo para o meu melhor amigo — Ele proferiu. Suspirei.
— Eu sei amor... Me desculpe... Só espera eu contar para o meu pai antes, ele tem que saber por mim e não pelo Harry que eu tenho certeza que contaria — Falei. Louis assentiu.
— Vamos comer — Ele disse por fim tirando o cinto e abrindo a porta do carro. Fiz o mesmo que ele e sai do carro. Fechei a porta quase que no mesmo instante que Louis.
Ele me esperou dar a volta no carro e entrelaçar minha mão na sua pra começar a andar. Caminhamos pra dentro da lanchonete e nos sentamos numa mesa afastada das conversas altas.
— Boo? — O chamei. 
— Hum? — Me olhou.
— Você está bravo? — Perguntei.
— Não — Proferiu. 
— Tem certeza? Eu não quero passar o dia com você bravo comigo — Mordi a parte interna da minha bochecha porque eu já estava com vontade de chorar. Eu era uma merda de garota sensível...  E não era novidade pra ninguém. Uma coisa era os outros me machucarem, me irritarem, me maltratarem, me deixarem com raiva, outra coisa é eu causar isso pra outra pessoa. Eu consigo dormir chateada, agora, eu não consigo dormir sabendo que eu deixei alguém chateado. É claro que o Harry é uma exceção. Mas eu também choro sozinha as vezes por saber que ele me odeia e o pior ainda, choro por odiá-lo. É um sentimento horrível. Louis suspirou e pegou minha mão.
— Amor, eu não estou bravo, vamos aproveitar o nosso dia okay? — Perguntou e levou minha mão até a sua boca deixando um beijo na palma. Assenti.
— Já sabem o que vão querer? — O garçom parou em nossa mesa.
— Eu vou querer um Bacon Burger e um suco de laranja — Louis pediu e olhou pra mim.
— Um Hambúrguer Vegano  de Soja e um suco de maça — Pedi.
— Agora está explicado a boa forma — O garçom sorriu pra mim, piscou e saiu. Cocei a nuca constrangida.
— "Agora está explicado a boa forma" — Louis imitou o garçom com uma cara nada boa.
— Hey... Ele só falou a verdade — Tentei brincar soando convencida.
— Aham... Se ele olhar pra você de novo aí que ele vai conhecer uma boa forma, a forma da minha mão na cara dele — Ele proferiu irritado.
— Eu deixo você fazer isso — Dei risada, é claro que eu não duvidava de Louis, mas ele também sabia que eu nunca deixaria ele entrar em uma briga por minha causa.
Não demorou muito pra que o nosso pedido chegasse.
— Aqui está o seu — O mesmo garçom colocou o prato na frente de Louis e o copo com o suco — E aqui está o da garota bonita — Ele colocou o prato na minha frente. Ergui meu olhar pra Louis que fuzilava o garçom com o olhar.
— Tem razão sabe... Ela é uma garota bonita, só que é minha garota bonita. Porque você não toma vergonha nessa sua cara de moleque vagabundo e vai cantar outra garota? Uma que seja da sua laia?  — Louis falou o encarando com uma cara séria.
— Com licença — Ele disse deixando o copo ali e saiu de perto.
— Louis... — Comecei.
— Como você consegue comer essa coisa nojenta? — Ele mudou de assunto.
— É costume, você sabe que é esse controle durante a semana que me permite sair fora da linha do final dela — Eu disse.
— Claro — Louis riu.
Nós comemos enquanto conversávamos sobre coisas aleatórias e sem sentido e demos muita risada de coisas idiotas. Depois que almoçamos decidimos ir pra casa de Louis.
— Cadê o pessoal? — Perguntei assim que passei pela porta e não ouvi nenhuma voz ou coisas quebrando. Louis fechou a porta e me pegou pelo pulso já começando a me puxar pra cima.
— Todo mundo saiu pra ir no Shopping — Ele disse — Tadinha da Dona Jay, deve estar uma bagunça — Ele negou com a cabeça e eu ri. Subimos as escadas e caminhamos até seu quarto, entramos e ele fechou a porta.
— Vamos assistir um filme? — Perguntei.
— Depende — Louis proferiu largando suas chaves e carteira encima da escrivaninha.
— Um amor para recordar? — Sugeri.
— Ah não! Nem pensar — Louis protestou. Caminhei até ele circulando seu pescoço com os meu braços.
— Por favor — Pedi e beijei seu maxilar.
— Você já assistiu esse filme umas cem vezes — Falou.
— Por favorzinho — Pedi de novo e beijei seu pescoço.
— Escolhe outro — Tentou.
— Mas eu quero esse — Fiz birra e me afastei pra olhar em seus olhos — Nem se eu te der um presente — Sugeri dando um sorrisinho.
— Isso envolve você pelada na minha cama? — Perguntou e eu ri.
— Yeaph! Se você quiser é claro... E só se você assistir o filme comigo — Chantageei. Ele me virou me empurrando pra cama.
— Qualquer filme de romance... Eu durmo mesmo — Ele proferiu vindo pra cima de mim,
— Olha a trapaça — Proferi. Louis sorriu e me beijou.
*****
— Oi Anne — Sorri pra Anne assim que entrei na sala e ela estava concentrada lendo um livro.
— Oi querida — Anne sorriu pra mim e baixou o livro de seu rosto pra olhar pra mim  — Porque demorou tanto hoje? — Indagou. Dei uma risada nervosa e a encarei com a sobrancelha arqueada — Ah... Claro! Tudo bem. Seu pai está no escritório — Disse voltando sua atenção para o livro. Deixei minha mochila encima do sofá e dei um beijo na bochecha de Anne quando passei por ela e fui direto paro o escritório de meu pai. Bati três vezes na porta fechada.
— Pode entrar —Ouvi sua voz abafada lá de dentro. Abri a porta e entrei no comodo. Meu pai estava sentado na sua cadeira com estofado de couro preto, seus óculos quase na ponta do nariz enquanto ele analisava uns papéis.
— Papai? Está ocupado? — Perguntei. Ele ergueu seu olhar pra mim e sorriu abertamente.
— Pra minha princesa? Jamais — Respondeu tirando os óculos e os colocou na mesa assim como os papéis. Caminhei até e ele e me sentei em seu colo.
— Ainda não dormiu? — Indaguei.
— Não, acabei de chegar — Falou.
— Vai ficar em casa amanhã? — O olhei.
— Tenho cinco cirurgias marcadas pra amanhã, infelizmente não posso — Ele suspirou — Fiquei sabendo de sua briga com  Harry, estou decepcionado — Ele disse.
— Desculpe — Brinquei com sua gravata frouxa no pescoço — Não era minha intenção decepciona-lo.
— Só tente ser mais calma.... As coisas precisam mudar, Anne está muito triste com isso tudo e eu também — Pediu.
— Eu vou tentar — Murmurei.
— Vai na Dra. Dyer amanhã? — Perguntou.
— Não... Diminuímos as sessões pra cada quinze dias — Respondi.
— Você está bem? — Indagou.
— É... Eu estou — Disse firmemente.
— Eu sei que as coisas complicam nessa época do ano porque o aniversário da sua mão est... — Ele começou.
— Vamos fazer uma noite de filmes ou está muito cansado? — Mudei de assunto. 
— Tudo bem... Aguento um filme — Ele sorriu.
— Okay... Vou avisar a Anne — Sorri e me levantei de seu colo e sai do escritório.
Meu pai terminou de fazer o que precisava no escritório e tomou banho, Anne fez sanduíches pra nós e suco enquanto eu arrumei a sala pra nós todos. 
— Tudo bem gente agora silêncio — Anne pediu focada na televisão, colocou uma de suas pernas na mesinha de centro e outra encima das pernas no meu pai que também estavam na mesa de centro.
— Ela fica brava quando a gente fala no meio do filme — Meu pai falou baixinho em meu ouvido, eu estava quase deitada do seu lado, fazendo seu ombro de travesseiro.
— Eu ouvi — Anne cantarolou — Vocês são muito tagarelas durante o filme — Ela reclamou e nós rimos. Puxei meu cobertor mais pra cima. Escutamos a porta da frente ser aberta e fechada e logo o corpo de Harry apareceu na sala.
— Oi filho — Anne sorriu — Vamos assistir filme, porque não assiste conosco? — Ela perguntou. Ele olhou pra nós três no sofá e deu uma risada forçada.
— Não valeu. Se divertam aí em família — Ele falou e saiu andando.
— Harry! — Anne repreendeu, mas Harry já estava subindo as escadas.
Idiota. Garoto idiota! 
Eu nem consegui me concentrar no filme, fiquei pensando em mim e em Louis e em Harry. Parecia até que nosso relacionamento era um degredo de guerra, porque eu e Harry tínhamos que ficar nessa guerra estúpida? Porque ele não cedeu e se sentou com a gente, porque fazer um comentário tão desnecessário? Porque tanto ódio? As coisas podem ser horríveis entre nós, mas sem dúvidas foi ele que começou isso tudo meses atrás.
 


Notas Finais


Essa é a Aimee: https://pbs.twimg.com/media/CebHVKYUYAAG59U.jpg

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