História I Hate Scared People - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 12º Doctor, Ashildr "Me", Clara Oswald, Personagens Originais, River Song (Melody Pond), The Master
Tags Clara Oswald, Doctor Who, Twelve, Valeyard
Visualizações 9
Palavras 1.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aqui finalmente está. Missy vai perceber que está se jogando fora junto do Valeyard?

Capítulo 10 - Scared


Ela finalmente havia saído daquela maldita cama. Demorou muito mais do que pensara para se recuperar de todos os ferimentos adquiridos no museu. Foram sete dias. Sete horríveis dias em que Missy mal conseguia se levantar. Não fazia ideia do porque de seus machucados terem demorado tanto para curar. Parecia que a emergia regenerativa nem corria direito por suas veias, tirando o fato de suas células estarem extremamente lentas.

Balançou a cabeça para os lados e andou já devidamente arrumada até o painel de controle onde o Valeyard a esperava com os Anéis de Gallifrey em mãos. Apenas ver o Timelord a estava deixando com náuseas.

Não foi uma recuperação fácil. E ele só fazia piorar. Mesmo eu estando como estava, todas as noites ele vinha ao meu encontro. Passei a ter um pouco de repulsa por ele, mas ainda acredito que foi algo de momento, que ele não vai mais fazer isso.

- Agora que está recuperada, podemos seguir em frente com nosso plano de dominação Universal – ele sorria com satisfação enquanto girava e reposicionava os anéis da armação.

A Tardis pairava sobre um sol azul. Uma estrela de gelo, mais potente do que estrelas comuns por ser autossuficiente – o gás Hélio em movimento reduzido retia a energia interna e evitava que a energia externa se dissipasse, criando assim uma verdadeira bomba em potencial. Bastava que um pequeno rompimento na camada de Hélio fosse feita para que a bomba explodisse. E era exatamente o que o Valeyard iria fazer.

- Está pronta para ver um sistema inteiro desaparecer sob seus pés? – ele sorria de maneira cada vez mais assustadora, mas para Missy era algo belo e digno de aplausos.

- Sim, querido. Mostre-me o que tem aí! – ela saltitava empolgada por detrás do Timelord.

Os Aros de Gallifrey brilharam fortemente nas mãos do Valeyard ao receber uma gota de essência do vortex temporal. O brilho dourado da energia se espalhou rapidamente pelos corpos do Senhor do Tempo e da Master, se intensificando mais e mais a cada segundo.

- É agora... – ele fechou o semblante numa expectativa muda, levantando o instrumento acima de sua cabeça – Serei o Presidente do Universo!

A exclamação foi sucedida pela liberação massiva de energia do lendário artefato. A peça levitou das mãos do Valeyard e deu vazão a um fino e potente laser dourado que atingiu o trópico superior da estrela gelada em um único ponto.

Nada aconteceu a princípio. O laser se desfez e os Aros retornaram a sua configuração inicial, como se não passassem de uma coisa velha e sem uso nas mãos do Valeyard.

- E então? É isso? Só isso? – Missy estava desapontada. Depois de passar por aqueles abusos na esperança de ver seu amigo no esplendor máximo da loucura, ela imaginava no mínimo uma...

- Uma calorosa explosão! – o Valeyard abriu os braços.

A estrela entrara em colapso devido à falta de pressão ocasionada pela criação da fenda em seu exterior com o feixe dourado e agora seu núcleo estava sendo forçado a escapar do interior da massa. Poucos segundos depois, ela explodiu realmente no máximo do esplendor que qualquer coisa parecida poderia fazer. Anéis de energia e poeira azul claras escapavam por todas as dimensões e lados até que o núcleo, em cor azul escura, expandiu para além do tamanho original da estrela e se rompeu; sua casca se partindo e liberando a última camada do espetáculo em ondas de luz negra e radiação intensiva que teriam destruído a Tardis não fosse os escudos de proteção interno e externo estarem a 100% de potência.

Quinze planetas e planetoides que giravam em torno da estrela foram completamente aniquilados. Neles haviam pelo menos cinco civilizações inteiras e uma colônia humana existente havia quase dois séculos.

Missy saltitava em volta do painel de controle enquanto o Valeyard colocava seu precioso artefato em um pequeno cofre logo abaixo do console.

- Isso foi lindo! – ela girou em torno de si mesma, fazendo rodopiar as saias num pequeno turbilhão violeta.

- Foi mesmo, Milady – num instante de sobriedade, o Timelord fez uma reverência – Quantos mais quer que eu destrua até poder ir atrás de Clara Oswald?

- Tantos quanto nosso poder permitir!

E assim, a dupla viajou por diversos sistemas e quadrantes estelares em vários tempos diferentes. Destruíram desde raças quase desconhecidas até Cyberman. O dia em que exterminaram os Mondasianos foi provavelmente o mais excitante para o Valeyard, que fitava ensandecido o planeta metálico indo pelos ares. Pouco antes, enquanto caminhava pelo chão cromado de Mondas gritando ameaças e atacando indivíduos aleatoriamente em seu trajeto, ouvira alguns pedidos. Quando destruiu a principal fonte de energia do planeta, um cyberman cedeu e implorou. Depois de acabar com servidor central de criação de novos modelos, alguns indivíduos tentaram fugir em naves, estas prontamente destruídas pelos Aros de Gallifrey.

Aliás, o Valeyard descobriu que o artefato que tinha em seu poder era muito mais poderoso do que podia imaginar. Aquele conjunto antigo de aros que podiam ser reconfigurados de diversas maneiras era plenamente capaz de auxiliar o Timelord em seu plano de dominação. Dependendo da disposição e da quantia de energia que era imposta, o artefato podia causar todo tipo de estrago: desde implodir um prédio, até eliminar uma galáxia inteira.

Nesse ínterim, o Valeyard perdia cada vez mais o juízo, e tinha cada vez menos apreço pela parceira Missy. Não era raro ele a insultar de várias maneiras diferentes. Na noite em que destruíram uma nave Dalek a Master ficou tão empolgada com a grandiosidade do feito que selou seus lábios nos do amigo sem aviso prévio. No mesmo segundo, o Valeyard desferiu um forte tapa na face direita da outra, a fazendo cair com um baque surdo no chão. Segurando o rosto com uma ponta de medo em seus olhos azuis, a Master olhava incrédula o homem à sua frente.

Aquele tapa foi a gota d’água.

- Por que fez isso? – Missy sentia um misto de ódio e tristeza que formava um nó em sua garganta.

Ficaram ali alguns segundos se encarando. Ela no chão, meio assustada e ao mesmo tempo com ódio. Ele em pé, a olhando com um ar de superioridade capaz de enojar qualquer um. Missy finalmente se dera conta de que estava ao lado não de um louco como ela, mas de um alfa completamente fora de controle e sem escrúpulos ou princípios. Claro que a Master não tinha escrúpulos, mas tinha princípios. Sempre soube o que queria e como faria e qual era o objetivo para o que fazia. O Valeyard não tinha nada disso e ainda por cima a tratava como uma peça de sua exposição particular. Nem isso depois que ela se deu conta de todos os abusos que se permitiu sofrer achando que assim teria seu melhor amigo de volta.

Ela se levantou de um ímpeto e apontou o dedo na cara do Valeyard.

- Você não tem direito nenhum sobre mim para fazer isso. E nem se tivesse, eu não permitiria do mesmo jeito. Fiz tudo o que você quis e ainda mais. Permiti que tivesse seu prazer mesmo quando eu estava com dor – ela tocou a perna que machucara no museu – Quer saber? Adeus. The Master não é seu animal de estimação.

Missy apanhou o relógio de bolso e acertou o curso para a Terra, ano de 2017. Mas quando ia dar as costas ao que sobrou de seu melhor amigo, uma mão lhe agarrou o pescoço com força exacerbada. O Valeyard a segurava com muito mais ódio do que um gallifreyniano deveria ser capaz de conseguir expressar, e suas feições chegavam a se distorcer numa raiva demoníaca e enlouquecedora.

- Uma vez minha. Sempre minha.

E com estas palavras, o destino de Missy estava selado.


Notas Finais


Obrigada pela paciência e espero que tenham gostado :) ❤❤❤


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