História I hate that I love you - Capítulo 36


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


É, então

Andei meio ocupada aí pela vida, I'm sorry bae ~ 👑Lola

Capítulo 36 - It's A Matter Of Time


Fanfic / Fanfiction I hate that I love you - Capítulo 36 - It's A Matter Of Time

P.O.V Vinícius Murray 

 

- Pare de agir igual ao Lucas ou vai ter o mesmo destino que ele. 

- Não estou agindo igual ao Lucas, porque não me rebaixo à tal nível, Vinny. 

- Não, só se rebaixa à uns três níveis abaixo quando quer. 

- Agora eu não quero então, cala a boca. 

- Não tenho a obrigação de obedecer a você, então, fique sabendo que eu não vou. 

- Como se eu me importasse com o que você faz ou deixa de fazer. 

- Gostaria de concordar com você, Marins, mas, você sabe que eu não gosto de mentir. 

- Ah, você? Mentir? Claro que não, você jamais mentiria... 

- Pra que mentir quando eu posso jogar a verdade na cara dos outros, melhor dizendo, na sua cara? 

- O que você ganha com isso? 

- Bom, eu não ganho nada falando, mas você só perde não ouvindo... Aliás, perder o que mesmo, Guilherme? Por acaso você tem alguma coisa a perder? Porque se você me escutasse, saberia que já perdeu tudo faz tempo, então para de correr atrás do que não te pertence mais, como nunca pertenceu. 

- Só... Para com isso, por favor. 

- Para com o que? Parar de tentar abrir seus olhos? Porque eu venho tentando a mais de um ano, mas você 

- Não, Vinícius, não! – Ele me interrompeu. – Para de se culpar, okay? Você não está tentando abrir meus olhos, você está tentando se sentir melhor, porque no fundo você sabe que tudo é sua culpa, mas admitir? Pedir desculpas talvez? 

- Desculpas do que? Eu não fiz nada pra você, não tenho culpa de nada se é o que você pensa, eu to muito bem. 

- Ótimo. 

- Ótimo. - O silêncio tomou conta da minha sala de estar e eu apenas me sentei no sofá observando a beleza natural do nada. 

Minha culpa? Eu não tenho culpa de nada. Bom... Talvez... Eu tenha um pouco, mas... Não era minha intenção estragar tudo e ainda virar o culpado da história. A única pessoa que deveria levar a culpa era ela, não eu, eu só fiz o que eu achei que era certo... E é o que eu continuo fazendo, fazendo o que eu acho que é certo, aliás, tenho certeza que é certo. Mas eu não vou mais me preocupar com isso, não é problema meu mesmo... Vou fazer o que eu sempre faço, que é... Bom, eu sempre faço muitas coisas. 

Alguns minutos se passaram (que mais pareceram-se anos) e então peguei meu celular, mas... Qual era a senha mesmo? Olhei pra trás e ele estava lá, sentado em um dos bancos do balcão brincando com os dedos, acho. 

- Gui? – Ele me olhou. – É... Então, você estava certo. – Ele arqueou uma das sobrancelhas. – Na verdade estávamos os dois errados. – Ele voltou a brincar com os dedos. – Eu não acabei, olhe pra mim enquanto eu estiver tentando me comunicar com você. 

- Tá parecendo minha mãe, aliás, sempre parece... 

- O que você insinuou com isso? Tá me chamando de puta? 

- Esquece, Vinícius. 

- Mas... Tá. O que eu estava tentando dizer antes de você me caluniar drasticamente, era que, o que deu origem a tudo isso, não foi duas, nem três vezes. 

- Do que você tá falando? – Ele dirigiu o olhar pra mim novamente. 

- Foram... – Me levantei e fui até ele. – Coloca a senha aqui, por favor. – Ele desbloqueou meu celular. – Quatro vezes agora. 

- Então eu estava certo. 

- Não está mais. – Foi quando a porta se abriu repentinamente. – Era só o que faltava, perderam o que aqui? 

- Eu não perdi nada – Começou a Parrish. – Mas parece que você perdeu a educação... Quer ajuda pra procurar? Porque vai ser realmente difícil achar. 

- O que ela quis dizer é que a Lívia disse que vocês estavam se matando aqui, então nós viemos dar uma olhada, sei lá, T... P..., né Murray? 

- É nada? Fala com ele aqui, porque por mim vocês já estavam mortas, nem teria mais essa coisa de fome e grosseria, já to de saco cheio de vocês, hein, que chatice, argh. 

- Eu também acho tudo isso bem chato – Tá mais exaltada do que a Parrish, vê se pode, vou enfiar um sapato na boca dela e ela vai ficar quietinha rapidinho, ousadia... – Aliás, já tá na hora de alguém aqui, né, Marins, esquecer tudo. 

- Não se exalte pra cima do meu amigo, você está dentro da minha casa, minhas regras e agora nós vamos conversar como pessoas civilizadas, até porque se você ficar mugindo eu não vou entender nada, okay? Okay. O que nós vamos conversar... Nada? Ah, é mesmo... Não temos nada pra conversar, né? Então saiam daqui, logo. 

- Não vamos a lugar algum até tudo isso se resolver. – Disse a Parrish. 

- Tudo isso o quê, meu Deus do céu?! Que caralhos tá acontecendo? Não me avisaram nada não, gente, porra... 

- Só queremos que vocês entendam o recado, não lembrem, entenderam? Só não lembrem que a gente existe. – A Júlia voltou a mugir. 

- Você fala como se nós falávamos de vocês 24 horas por dia, eu tenho mais o que fazer, querida. 

- Vinícius, só entende e fica quieto, até porque o problema nem é com você. 

- Já acabou, Maria barraqueira? 

- Isso não é pedir, Murray, é implorar pra morrer e, se não tomar cuidado, vai. 

- O que ela quis dizer 

- Calma – Interrompi a Júlia. – Em que língua a Parrish fala pra você ter que ficar traduzindo? Ou você acha que nós temos défice de audição? 

- Devem ter sim, porque eu falei – A Maria barraqueira voltou a falar. – que o problema não é com você e você continua no meio, já o problema em pessoa nem abrir a boca abre. 

- A questão é – Agora vem a outra, elas devem ser irmãs do Guilherme, porque só uma puta pra parir essas pragas. – que você, Murray, não deveria ficar se intrometendo e falando por ele, porque nós sabemos que foi por causa disso que tudo aconteceu. 

- Ei – A Parrish chamou a atenção. – Eu não sabia disso não, como assim? 

- Nada, fica na sua aí. – Falei. 

- Não, eu quero saber, ué, eu tenho direito, todo mundo aqui sabe. 

- Tá, chega vocês, aff. – O Guilherme resolveu falar alguma coisa, não tão produtiva, mas fez as vacas pararem de mugir. – Ótimo, desse jeito, perfeito. O que você não sabe é que foi o Vinny que – E a porta voltou a abrir cortando-o no meio de sua fala. 

- Nossa que silêncio, nem parece o mesmo lugar do qual eu saí a pouco tempo e que clima ruim aqui, uma energia meio negativa, né gente... Esse silêncio me incomoda, ponham uma música e saiam pulando com sorrisos, vai ser divertido. – Todos ficaram olhando pra Lívia, meio louca, né? Bem louca pra falar a verdade. O Smith atrás dela apenas abaixou a cabeça e riu. – O que foi? Falei alguma coisa de errado? 

- Falou, falar, assim, não, mas se tivesse ficado calada seria... Melhor. Bem melhor. – Disse o Smith e todos concordaram. 

- Tá bom, então, né, eu não queria atrapalhar o momento infeliz de vocês, e só vim pegar meu celular, tá lá encima, eu vou lá e já vou embora, não precisam se preocupar, não vou falar mais nada, eu só 

- Isso, Lívia – A cortei. – Não diga mais nada só faça o que você veio fazer que sua voz já irritou, tá bom? 

- Tá... – Ela subiu as escadas. 

- Como é que você aguenta isso? – Perguntei para o Daniel. 

- É... Então, 

- Ele ainda não aguenta – A Parrish respondeu por ele. – Eles namoram por quantos dias? Uma semana? E já até brigaram, se não fosse eu, não existiria mais Danivia. 

- Danivia? Não seria... Liviel? – Perguntei. 

- Mas é Liviel. – Júlia confirmou. 

- Foda-se, a questão é que eles ainda nem passaram tempo juntos, nem se conhecem direto, isso é um namoro meio precipitado. 

- Eu até discutiria essa questão, mas você não tem capacidade metal pra entender, Malu. – Daniel respondeu. 

- Não tem nada pra entender, só disse o que eu acho. 

- Eu sei, mas o que eu quis dizer é que não se pode entender algo que você não sente. 

- Prontinho. – Lívia disse descendo as escadas correndo. – Já peguei. 

- Vamos, então. 

- Isso, vamos, não gosto desse clima de velório, não. 

- Tchau, Lívia, tchau. – Disse impaciente e eles saíram rindo. – Não achei a graça ainda. 

- Tá, então... O que nós estávamos falando mesmo? – Perguntou a Parrish. 

- Nada muito importante. – Respondi. 

- Até porque não existe nada no mundo que seja menos importante que comida. – Falou a outra e a Parrish ficou indignada. 

- Por favor, Parrish, isso não é nenhuma novidade vindo de tal pessoa na qual sabemos de quem se trata. – Disse observando a Júlia se dirigir a minha cozinha. – E se ela comer toda a minha comida você vai pagar. 

- Eu não, o problema é seu agora. 

- Tire ela da minha cozinha. 

- Dá não, eu tenho que ir. 

- Eu não to brincando, Parrish, leve ela com você. 

- Tá, calma – Ela disse rindo como se fosse bem engraçado. Claro que é engraçado, sou eu que vou ficar sem comida depois, né. 

Elas saíram e eu dei graças à Deus, mas olhei pro lado e, só pela cara dele, já sabia que ele não estava bem. 

- Não vou nem perguntar porque eu sei que você vai me ignorar igual você ignora os problemas como se eles não existissem, mas eles existem, Gui, e quanto mais você os ignorar, mais eles vão crescer, e quanto mais eles crescerem – Ele me cortou: 

- Eu já entendi, Vinícius, podemos voltar à parte em que nós não falávamos sobre isso? 

- Okay... Quer... Jogar vôlei? 

- Bem aleatório... Vamos. 

 

P.O.V Maria Luísa 

 

Nós saímos da casa do Murray e fomos até a praia. O Kauan e o Alex estavam lá. Depois de um tempo eles foram jogar vôlei com o Vinícius e o Gui. Nós duas ficamos só assistindo, não conversamos muito porque eu a obriguei a ficar na praia de vez dentro de casa e ela ficou meio brava comigo, mas é a vida né. 

Logo que ficou tarde resolvemos entrar. Eu até poderia ficar lá, mas eu estive evitando isso, porque eu sabia que não daria certo. O Kauan ficou me encarando com um olhar que perguntava “Já se decidiu?” e o pior é que ele sabe a resposta. 

Eu entrei e havia um enorme silêncio na sala. Fui andando devagar e me deparei com a TV ligada, mas sem som. Lívia e Daniel estavam dormindo no sofá tão agarrados como se fizesse um frio da porra aqui. “Pra que isso?” – Acabei pensando alto e ouvi a porta abrir. 

Me dirigi até a cozinha, me sentei e me debrucei sobre a mesa. 

- Você tá bem? 

- Se você não existisse eu estaria melhor. – Levantei a cabeça e olhei para o Alex. – Bem melhor. 

- É questão de tempo. – Ele se sentou ao meu lado. 

- O que? 

- Tudo. 

- Como assim? 

- Nada nunca vai ser como você quer. 

- Você acabou de levar um fora, né? 

- Talvez. 

- Talvez? Sei... 

- Tá tão na cara assim? 

- Tá, muito. Você parece até um pouco triste, você queria tanto essa garota assim? 

- Não, claro que não, eu até confesso eu to meio mal, mas nem é por isso. 

- É por que então? 

- O porque não necessariamente importa, mas eu preciso disso para preencher o vazio. 

- Disso o que? Comida? 

- Praticamente, sim. 

- Eu posso imaginar como a sua vida deve ser ruim, né? Só passa o dia inteiro dando. 

- Dando não, recebendo, é diferente. E a sua vida não é muito diferente, só que de vez você procurar alguém, rouba a dos outros que é mais fácil. 

- Eu não roubei nada de ninguém. 

- Não... 

- Primeiramente que ela não era de ninguém, eu não roubei e também se eu pelo menos soubesse né. 

- Você deveria saber, ela era sua melhor amiga, amigas contam as coisas uma pra outra, certo? 

- Certo, mas 

- Mas você é muito trouxa, né – Ele me cortou. 

- Eu não sou muito tro... Ok, acho que eu sou sim. Eu me sinto tão idiota agora que você falou. 

- E com razão. 

- Então o que o Kauan falou pode acontecer... 

- O que ele falou? 

- O filho da puta fica me enchendo toda hora desde que a gente ficou, sabe. 

- Com certeza sei. É normal. Você fica com a pessoa e ela começa a confundir as coisas. 

- Ele fica falando pra eu deixar a Júlia, ele tá fazendo minha cabeça pra gente ter algo a mais, só que eu não quero isso e o pior é que já conseguiu confundir minha cabeça... Eu não tenho mais certeza de nada. 

- Ele não confundiu sua cabeça, você já é confusa normalmente. 

- Talvez você tenha razão. 

- Talvez não, eu tenho razão. 

- Já que você tem tanta certeza assim de que sabe tudo, resolve meu problema, dono da razão. 

- Você nem tem um problema. Eu já disse que isso é normal. Só que você é confusa então você caiu na confusão dele. E na dela também. 

- Não resolveu nada. 

- Malu, na moral, para de ser trouxa. Você não precisa disso e você sabe disso. Só vive sua vida, esquece aqueles dois, um dia você vai encontrar a pessoa certa, entende? E como eu disse, é questão de tempo. 

- E como você pode ter certeza de que um deles não é a pessoa certa? 

- E eu preciso ter certeza? Isso está escrito no seu olhar. Você não olha pra nenhum deles com o mesmo olhar que... 

- Que...? – Ele respirou fundo. 

- Esquece. 

- Bom, foi legal conversar com alguém que me entende, mas eu acho que já vou dormir. 

- Pensa um pouco no que eu te falei, tá? Vai te fazer bem. 

- Claro, boa noite. 

- Boa noite. 


Notas Finais


Se alguém lê isso, 2bjs ~ 👑Lola


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