História I Hate You - Imagine G-Dragon - Capítulo 52


Escrita por: ~ e ~theBL

Postado
Categorias Big Bang, G-Dragon, Got7
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Jackson, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Big Bang, G. Dragon, Got7, Imagine, Imagine Gd, Jackson, Jiyong, Kwon Jiyong
Visualizações 325
Palavras 4.432
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltamos(Jiyong na vdd) para buscar você
Hehe u.u

Capítulo 52 - Reavendo o que me pertence


Fanfic / Fanfiction I Hate You - Imagine G-Dragon - Capítulo 52 - Reavendo o que me pertence


Você pov



É claro que no outro dia lá estava ele, na porta da casa da Suhee às nove da manhã. Devia estar com uma dor de cabeça dos infernos pela ressaca e pelos óculos escuros que usava.

Ele no mínimo deve ter passado na casa da Mi Chae primeiro, com certeza para ter vindo aqui.

- Oi, cadê a _____?

- Ah, bom dia Jiyonh-ssi. A ____ esta lá dentro. Por favor, entre.

Eu disse à Suhee que o tratasse normalmente e que agisse como se não soubesse de nada. Como se eu não houvesse contado nada a ela e assim ela fez. Eu não sabia como ele podia reagir ao saber que eu havia contado a alguma delas sobre ele ter um filho.

Claro que eu pedi que por tudo que ela considerasse mais sagrado não contasse a ninguém. Eu também não sabia o que o próprio Yang podia fazer quanto a isso.

- Vim te buscar. Sabia que estaria aqui. – disse ele ao se aproximar de mim na porta do quarto onde eu havia “dormido”. Eu havia era passado a noite toda acordada e a Suhee também, coitada ouvindo todos os meus problemas.

- Ah, meu amor, você sabe eu não estava me sentindo bem ontem e vim de ónibus ate a casa da Suhee. Você estava dormindo e eu não quis te acordar.

- Está agindo estranha, _____. E mentindo pra mim, com certeza. Eu sei o porque veio aqui – ele disse baixinho para não sermos ouvidos por minha amiga que estaria na sala de sua própria casa.

- Eu não disse nada à Suhee se é o que esta insinuando. Acompanhei seu tom de voz e vi Suhee vindo pelo corredor para perto de nos.

- Sabe que tem um motorista e não quero você saindo de ônibus sozinha. E aquela hora, _____?

- Ji, eu queria ver minha amiga, só isso. Se pra você isso parece demais eu...

- Certo – vejo ele lançar olhares para ela e depois para mim de novo como se procurasse indícios de cumplicidade - Agora eu vou te levar pra casa, certo?

- Você não vai trabalhar hoje? Me aproximo dele e coloco uma mão em seu ombro.

- Eu só tenho que ir a casa do Bae mais tarde, você poderia ir comigo Mine, o que acha?

- Tem certeza que quer me levar? Deslizo minha mão retirando-a do mesmo. Ele apanha-a e entrelaça as duas contra minha vontade.

- Mais que certeza. Por que eu não deveria? Você pode ir comigo onde eu for, nunca achei ruim.

- Sua cabeça esta doendo, amor?

Nessa hora Suhee sumiu das nossas vistas indo em direção a cozinha e eu continuei a falar com ele de onde estava.

- Sim. Esta. Vamos agora e não me contrarie, por favor.

Sai de la me despedindo da Suhee, pelos seus olhos dela podia entender que me perguntava se eu iria ficar bem, da mesma maneira passei tranquilidade para ela com minha expressão, balancei a cabeça e demos um breve abraço.

- Até mais, unnie. Se cuida. Qualquer coisa me liga.

Entrei no carro com ele sem dar uma palavra.

- Não vai falar nada?

- Acho que não sou eu que tem coisas a dizer por aqui.

- Okay. Quer passar em casa antes de irmos?

- Por mim tanto faz.

Eu não sei, ao mesmo tempo que ainda estava chateada, estava indo com ele. Éramos casados ainda que eu não houvesse gostado nada nem engolido sua atitude de esconder-me a verdade sobre ele.

Jiyong parou o carro e eu desci, logo depois ele desceu também, de frente à casa de Youngbae ficamos os dois.

- Sinceramente não sei o que viemos fazer aqui. - Eu disse e observei o rosto de Jiyong de relance, ele não pareceu nada bem com os olhos marejados.

Não tive como evitar, meu coraçao partiu-se nesse momento. 

- Se você não quiser, podemos voltar. Eu precisava conversar com Youngbae, achei que seria boa ideia te trazer.

- Pra vocês dois me convencerem de alguma coisa? Por que? Você não consegue fazer isso sozinho? - Vi ele suspirar encostar e descontar o corpo do carro algumas vezes, com os braços cruzados.

- Se você soubesse quanto eu te amo, _____. Você sabe, eu sei disso.

Não lhe respondi e apenas desviei os olhos para o céu, para as nuvens brancas no meio do azul clarinho. Estava fazendo uma manhã tão agradável para um casal tão problemático.

- Por que escondeu de mim, Jiyong? Meu Deus, eu ainda não acredito. O que você pensa que eu sou ou o que exatamente eu sou pra você?

- Você é minha esposa, a mulher que eu amo. E eu daria tudo para tê-la se precisasse .

- Daria tudo? Não precisa tanto. O mais importante faltou que foi sinceridade e confiança.

Ele estalou a língua mas não afastou-se de mim.

- Isso apenas parece absurdo demais - Suspirei passando a mão no rosto – eu não sei, mas não vamos brigar no meio da rua.

- Ei vocês, o que estão fazendo ai? Não vão querer entrar? – a voz de Youngbae soou do portão de sua casa me dando um susto.

- Bae! Nos vamos. – disse ele ao amigo e virou-se para mim – vamos?

Passo na frente dele e entro pelo portão aberto por Youngbae. De frente ao mesmo eu o encaro não muito satisfeita por estar ali.

- Oi, ______. Seja bem vinda. Como você esta?

- Oi Youngbae. Na medida do possível e achando que não conheço nenhum de vocês de verdade.

Sem olhar na cara do Youngbae espero o mesmo passar na frente depois que o Jiyong já estava atrás de nos, pois eu não era a dona da casa.

- Cadê a Hyorin?

- Ela foi ao mercado, mas deve votar em uma hora.

Ótimo. Isso vai ser maravilhoso.



Jiyong


Ligar para Youngbae e dizer o que havia acontecido e que a ______ havia descoberto tudo foi difícil. Eu só não estava mais desesperado quando acordei e não a vi em lugar nenhum, porque verifiquei suas coisas, estavam todas ali, inclusive documentos e bagagens e eu com uma dor miserável martelando em minha cabeça.

Ela não havia levado nada, isso significa que não havia ido pra longe. Com certeza estava com as amigas agora. A raiva minha era apenas por não querer que ela espalhasse meu segredo e nossos problemas pessoais, mas eu fui reavê-la e por sorte a encontrei.

Na casa de Youngbae nós conversamos, ele me pediu que a levasse lá, que talvez conversando juntos ela tivesse mais confiança em mim e acreditasse que tudo que passei foi realmente difícil, eu tinha amigos como prova.

Parecia difícil, quase impossível fazer ela nos ouvir sem me atacar e atacar o Bae por termos escondido dela meu segredo. Eu me sentia como se estivesse em cima de uma corda bamba, no limite. É assim que sempre me senti a minha vida inteira, desde o motivo que desencadeou todos os meus problemas.



Voce pov


- Então Jiyong tem um filho, e eu como fico nessa história?

- Você é a esposa dele, ______. Eu sei que a sua confiança em todos nós agora deve estar abalada, e eu não tiro a sua razão mas, mas achei que confiasse mais no que o Jiyong diz sentir por você. Quero dizer, ele realmente a ama, _____.

Youngbae respondia minhas questões enquanto Jiyong só escutava encostado junto à mesa, ainda de braços cruzados olhando pra baixo com aquele chapéu ridículo cobrindo seus olhos.

Eu, nada pacífica aproveitava o momento de “discussão de casal em trio” - por causa de Youngbae - e até podia me sentir mais livre para perguntar sobre coisas sem correr o risco de Jiyong se irritar e não querer me responder.

- Um garoto de dez anos. Poxa. Jiyong apenas o viu uma vez, vocês não tem coração, não? E todos vocês sabiam, e esconderam de mim! Eu me casei com Jiyong, achei que éramos uma família agora, mas parece que a família que existia antes de mim aqui já esta completa.

- Não, _____.  Bem, você acertou na parte que disse que somos uma família. Você faz parte da família de Jiyong agora, e da Yg. 

- É, eu faço parte dessa família. Isso começa a me assustar.

 - Nós somos amigos, mas são coisas diferentes, entende? E eu acredito que os meninos não saibam disso, não. No nosso grupo apenas eu sei, como melhor amigo do Jiyong sei. 

- Então conseguiram esconder dos próprios colegas. São dez anos de convivência? 

- O Bae e eu, temos dezesseis de amizade e trabalho juntos. - Jiyong se pronunciou finalmente. 

- Yang sempre foi muito restrito quando se trata desse assunto e eu não contei nada a ninguém. – vi o Ji fitar o amigo. Talvez nem ele soubesse com certeza quem mais partilhava seu segredo.

- Você está me dizendo que nem Seunghyun nem o SeungRi sabem ou mesmo Daesung?

Analisei por um momento as coisas como se pareciam. Eu me sentia totalmente avulsa por Jiyong ter me excluído dessa parte de sua vida, mas agora as coisas pareciam bem mais sérias. 

– Parabéns, você são mesmo ótimos atores e bom em guardar segredos. Talvez pudessem formar uma dupla de espiões do governo ou algo assim. – foi só o que eu pude dizer no momento.

- Acho que você já sabe que o Yang proibiu tudo a respeito do assunto Sophie Reymmond, sobre o filho do Jiyong e que foi ele quem decidiu isso.

- Eu sei, em partes. Que o Jiyong deixou que Yang controlasse a vida e o destino dele, de seu filho e da sua...da garota dele. Mas ele não me explicou direito sobre nada, eu li algumas coisas que ele escreveu mas eu realmente gostaria de que me explicassem sobre isso.

- Certo, estamos chegando a algum lugar. – me interrompeu Youngbae e eu começava a me questionar se minha briga de casal era com Jiyong ou com ele.

- Eu só gostaria de entende-lo. Por que achou que eu não o entenderia? Achou que eu não aceitaria ele por ter um filho? Ou há algo mais aí que ele me esconde, ele não a esqueceu de verdade? Esse é o medo dele, que eu descubra? Esse é o meu medo.

Jiyong ergueu-se de onde estava, descruzando os braços e veio até mim quando ouvimos um barulho de porta sendo aberta.

- Meu amor, não existe nada disso, se essa é sua preocupação, por favor vamos esquece-la. – ele me abraça e vejo Hyorin passar pelo corredor vindo até nos.

- Oi, estou em casa. Diz ela quando um Bae ansioso nota sua esposa e vai a seu encontro.

- Chegou meu amor, seja bem vinda de volta. O Jiyong e a ______ estão nos fazendo uma visita.

- Olá - ela nos cumprimenta. Eu enxugo uma lágrima que descia em meu rosto, afastando-me um pouco de Jiyong e a cumprimento.

- Ola, Hyorin unnie. – sorriu um pouco constrangida.

- Desculpem a interrupção, eu acabo de chegar das compras, bae por favor pode ir buscar as sacolas no carro meu amor? – Bae aproxima-se para beija-la.

- Claro, meu anjo.

- Eu vou subir e trocar essa roupa, fique à vontade.

- Obrigada.

Depois que Bae e Hyorin saíram nos deixando sozinhos por um momento, Jiyong aproximou os lábios dos meus deixando ali um selar simples e sugeriu que fôssemos a algum lugar só ele e eu. Nos despedimos dos anfitriões da casa e saímos.


- Aonde estamos indo? À praia? – pergunto observando a estrada que eu bem conhecia.

- Pode ser. Você quer ir pra lá? Ele tira os olhos do volante por um segundo para me fitar.

- Pode ser. Respondo percebendo que a estrada nunca pareceu tão curta antes.

- Por que me trouxe aqui? Digo quando chegamos e já sinto o vento em meu rosto, vendo a silhueta de Jiyong à minha frente e suas roupas balançarem.

Ele caminhou até o mar e então parou, olhando para trás e continuou a me fitar até que eu o alcançasse. Era ruim caminhar na areia então retirei minhas sandálias e as deixei em um canto próximo.

- Você não queria saber, sobre tudo? Não quer que eu te conte? Então eu vou te contar.



Jiyong


“ _______, eu tenho um filho.” Eu nunca que iria dizer aquilo para ela. Cheguei a cogitar muitas vezes mas é claro que nunca o fiz. Não parecia seguro, entende? E no fim ela descobriu.

Agora com os nervos à flor da pele com medo de perde-la, depois de leva-la para ter uma conversa junto com Youngbae eu tomei a decisão certa de me abrir com ela.

Na praia eu deixei que ela me perguntasse o que queria saber do meu passado e lhe contei muitas coisas.

Não dói mais como doeu naquela época, mas ainda posso lembrar-me de como as coisas foram massacrantes naquele tempo.

Depois que a Shopie e eu passamos a nos encontrar mais frequentemente as escondidas, a maneira que fizemos para descarregar nossas frustrações se tornou perigosa entre nós dois, e o que menos queríamos e esperávamos, em uma daquelas vezes aconteceu.

Foi ai que começou o pesadelo. Tanto Sophie quanto eu, não sabíamos que íamos começar a enfrentar a pior perseguição da parte de Yang, e eu a maior pressão, como jamais enfrentei antes em toda minha vida.

O pior, eu não sabia que essa pressão perduraria, da pior maneira possível, que dez anos depois eu sofreria com remorso pelo que nos aconteceu. Eu não sei como eu pude suportar tanto tempo nessa vida de segredos.

A vida falsa, mais conhecida como minha vida, onde tudo era programado, e eu era um boneco nas mãos de Yang e perfeito aos olhos da mídia.

Tudo era “perfeito” ate eu começar a enfrentar crises tão terríveis de depressão, que nem os remédios faziam mais efeito.

Em meados de 2006 Yang mandou Sophie embora, deportou-a para os Estados Unidos quando ela descobriu estar grávida. Eu me senti manipulado, arrasado, acabado. E o Bigbang estava apenas começando, eu era quase como uma criança. Uma criança que seria pai aos dezenove.

Apenas em meados de 2009 foi que Yang viu a gravidade das coisas. Meu comportamento foi mudando e acabou caindo a fixa dele de que eu não estava bem.

Enxotar pra longe o próprio filho e a melhor amiga. No começo eu confesso que até me senti de alguma maneira aliviado, por Yang ter me impedido de encarar a minha responsabilidade. Eu era novo demais portanto estava confuso sobre o misto de frustração ou alívio que eu sentia.

Só com o tempo passou foi que me dei conta do que era minha vida, seis anos depois. Eu não era humano por aceitar que Yang fizesse isso conosco, ainda que eu não tivesse ideia do que fazer como pai.

Comecei a enfrentar um terrível sentimento de culpa, que carrego até hoje e quase ninguém sabe, nenhum fã, nem a mídia. Foi um segredo compartilhado apenas entre Yang, eu, YoungBae e obviamente a família dela sabem – e com certeza não devem ter muito apreço por mim, diga-se de passagem. E Yang deve ter os chantageado também para fazerem silêncio.

Separados por culpa de um momento impensado. A minha carreira não iria aguentar esse escândalo e esse foi meu pecado. Sophie engravidou de mim e foi mandada para os Estados Unidos, onde ninguém saberia que ela iria ter um filho da criança-líder do novo grupo de kpop em ascensão. E eu sou um grande filho da puta.

Por isso eu odiava meus aniversários. JiYoon nasceu em 18 de agosto de 2007.

Talvez Youngbae tivesse achado que eu já havia superado. Foi ele quem muitas vezes ele me incentivou a ir vê-lo, eu apenas tinha medo, muito medo. Eu não era pai. Não um pai de verdade. Por isso as vezes eu chego a pensar que o filho que a _____ e eu perdemos e tudo aquilo que passamos com o sequestro dela foi um castigo, pelo que eu fiz.

- Existe até um documento, que é um acordo assinado pelos dois, que Yang nos fez assinar. Um termo sobre a pensão da minha parte e silêncio por parte dela e da família, por via das dúvidas. – me senti horrível contando isso a ela.

- Como você pode fazer isso, Jiyong? Você não tem coração. Dez anos é uma vida quase. Dez anos da sua carreira.

- Você acha que eu não sei? Você precisa saber a verdade. Não foi culpa minha ________. Você acha que eu poderia ser tão sem coração assim? Eu posso não ter certeza sobre ser pai na época mas eu me arrependi sim, eu paguei pelo que eu fiz _______.

- Você adoeceu mesmo depois de tudo aquilo, quer dizer, ficou deprimido? Foi mais ou menos o que eu li nos seus arquivos. Desculpe, eu li muitas coisas e encontrei a maioria bem... chocante pra mim.

- É, eu adoeci. Era muito jovem e ainda estava amadurecendo. Se você leu muitas coisas poderia me dizer o que já sabe eu... fico meio perdido.

- O que eu não consegui entender bem foi, por que aceitou isso?

 - Bem, como eu te disse, foi Yang. Ele decidiu deportar Sophie, assim que descobrimos. Comprou suas passagens para o Estados Unidos, eu não podia fazer nada. Alegou que se o Bigbang fracassasse sem ao menos ter começado, a culpa seria minhas. O sonho dos outros meninos iria por água abaixo por minha culpa. Youngbae e eu treinamos juntos por seis anos.

- Nossa. Eu apenas não posso...aceitar isso na minha mente, isso é muito, é demais pra mim. 

Eu apoiei as mãos na areia e inclinei a cabeça e o corpo para trás e suspirei. - Eu sei, eu sei. Isso é demais. É monstruoso, mas... "Eu te amo, meu amor eu não sou um montro." 

Sussurrei uma parte da música que ainda me fazia lembrar algumas memórias daquele tempo.

- Desculpe. - ela mudou o tom de sua voz nervosa e sempre defensiva para triste e melancólica -  eu posso apenas imaginar o quanto sofreu mas o que eu quero dizer é, não devia ter aceitado aquilo. Eu...li sobre outras coisas também...

Ela havia lido muita coisa, eu até tinha vergonha só de imaginar isso.

- Eu chorei muito no aeroporto, quando ela me abraçou. Sabia que minha vida estaria tomando um rumo totalmente diferente dali pra frente. Eu fui imaturo, _____.

- E pensou no seu sonho e no sonho dos seus amigos também. Desculpe, - pediu outra vez - eu deveria apenas querer ouvir o que aconteceu mas, é um pouco...

- Tudo bem, você tem todo o direito - eu podia tirar esse direito dela? Não podia.

- Eu sinto muito por isso. Pelo que você passou – Mine abaixou a cabeça – Mas e quanto à amizade de vocês dois?

- Nos falamos poucas vezes depois disso. - Eu queria deixar isso bem claro para ela pois sabia que a _____ estaria com dúvidas na cabeça quanto a meu relacionamento com a Sophie no passado – Ela até me disse que eu encontraria alguém, a pessoa certa. Eu nem sabia mais se acreditava nisso.

- Fala sério Jiyong, vocês nunca pensaram em se casar e ficar juntos, tipo, já fazem dez anos. Assumiriam pra mídia quando pudesse, e mesmo assim eu acho que agora as coisas para você não são como eram antes. Você tem mais liberdade.

Eu realmente soltei uma risada.

- O que você está dizendo? Que eu deveria voltar com a Sophie? - nem fitei-a de tão incrédulo que fiquei.

- Não exatamente. Apenas, quero ter certeza de que você quer o que tem agora. - ela se referiu a ela mesma.

Bati as mãos uma na outra tirando a areia e ainda limpei-as nas calças que usava, virando-me quase de frente para ela, capturei seu queixo com uma das mãos fazendo-a olhar para mim.

- Me escuta, ______. Eu realmente pensei sobre isso. Em algum momento da minha vida eu cheguei a considerar isso, mas percebi que era apenas um pensamento imaturo. A Sophie e eu nunca nos amamos desse jeito. E ela arrumou alguém, depois de um tempo. E é claro que quero o que tenho agora, do contrário não teria me casado com você. 

- Entendi. Ela ou você deixaram de sentir amor um pelo outro. Não me leve à mal, eu não sou imbecil que está jogando o marido que ama para um tipo de ex do passado, mas é que...

- Não, o que estou dizendo é que esse tipo de amor nem ela nem eu nunca sentimos um pelo outro.

- Esse... tipo de amor?

- O amor que eu sinto só por você, querida! Esse que faz meu peito doer só em pensar em perde-la e meus lábios formigam, porque quero beija-la tanto, esse desejo não morre mesmo que já seja minha esposa. Qual é o seu segredo, Mine? Uh? - Aproximei-me para realizar meu desejo mas ela abaixou o rosto.

- Talvez porque faz apenas um ano que estamos juntos?

- Não, quer parar com isso? Não existe ninguém em minha vida e que faça parte do meu circulo social, nenhuma outra pessoa com quem eu me veja junto. Apesar de eu ser um cara super famoso, entende? Muita coisa não é de verdade, muitos amigos, muitas pessoas. Você sabe, eu nem tenho muitos amigos.

- Existe muita gente interesseira por ai, mas dizer que não existe ninguém, não é exagerar?  - ela riu anasalado.

- Obviamente existe você! Eu não sei, mas quero que me mate se um dia eu deixa-la! 

- Você está louco ou o que? - Mine virou o rosto para mim, conseguindo eu capturar sua total atenção.

- Eu nunca faria isso. Só me beija. – tive que pedir rindo para disfarçar minha sinceridade anterior e não parecer tão esquisito na frente dela. Encostei nossos lábios e já invadi sua boca com todo desejo que possuía. Ela retribuiu o beijo de forma doce como só ela fazia. Fazia-me sentir como se a possuisse por completo com apenas um beijo. Ela sempre se mostrava assim, completamente entregue principalmente depois de nos resolvermos por uma "briga". 

Era tão delicada e forte ao mesmo tempo, ela nem sabia o quanto agir "frágil" comigo daquele jeito aumentavam o meu instinto dominador sobre ela.

Passei a outra mão por dentro sua camiseta, pela lateral de seu corpo senti seu arrepio e ela puxou minha nuca aprofundando ainda mais o nosso beijo. Senti que sua pele estava totalmente arrepiada pelo vento frio que fazia e pelos meus toques. Soltei um grunhido de desejo.

- Queria você aqui e agora, mas diferente do nosso beijo, o clima está ficando frio, vamos para o carro? Talvez esteja mais quente lá. - Sugeri e nos levantamos mas ela parou-me com uma das mãos em meu peito antes de entrarmos.

- Ainda precisamos conversar sobre algumas coisas. 

- Okay, pode falar. Se estou aqui é para te ouvir,  noite toda se quiser.

- Se vamos lidar com isso de uma maneira madura, então precisamos de mudanças. - ela me fitava nos olhos enquanto eu a segurava pela cintura. 

- Que tipo de mudanças?

- Um acordo. É difícil pra mim, não pense que foi fácil descobrir todas aquelas coisas, mas eu posso entender que foi um passado, e muito doloroso seu.

Graças a Deus. Queria soltar fogos por ouvir aquilo. Mine me entenderia, apesar de tudo. 

- Certo, meu amor. Então, o que envolve esse acordo?

- Bem, eu acho que você deveria ver um jeito de ver seu filho. Fala com Yang sobre isso, me leva junto, eu posso ajudar. Não precisa fazer isso público. Apenas vamos vê-lo, eu quero conhece-lo.

Eu não sei se isso ia dar certo, mas eu estava gostando dessa maturidade da minha esposa. Fazer isso ao lado dela, ver o Yoon, parecia uma boa proposta, estaria juntando a necessidade à perfeição, mas eu não sei se ia dar certo.

- Eu não sei se Yang vai concordar com isso, eu... – vi ela estreitar o olhar que eu pude ler sem precisar de palavras – mas eu sou um adulto, como já disse, e posso viajar para onde eu quiser, com a minha esposa.

- Jiyong, precisa mudar a sua personalidade cativa desde já, por favor. Vamos treinando isso.

Eu nem acredito que tudo poderia dar certo mesmo assim. Comigo as coisas nunca acontecem dessa maneira tão boa, quando se trata de relacionamentos.

- Ótimo, nós vamos. – respondo alegre mesmo que esteja um pouco receoso por dentro.

- Ótimo. Eu quero conhecer a Sophie. Eu espero que seja uma experiência boa. - Passei a mão pelas maçãs de seu rosto.

- Você não tem com o que se preocupar, se lembre disso. – e ela sorriu.

- Certo, e do mesmo jeito que me diz que eu não tenho que me preocupar com sua amiga, você também precisa rever os seus ciúmes, Jiyong.

- Okay, do que estamos falando agora?

- Não vamos começar outra vez, só escuta o que eu tenho pra dizer.

- É sobre o mauricinho Wang, não é? – eu devia ter imaginado. - Ela me olhava confusa e com um pouco de medo, mas percebi que aquela era sua cara de “está vendo, me pede para não ter ciúmes mas não pode sequer fazer o mesmo.”

- Jiyong...

- Não amor, tudo bem. Ele não vai mais ser uma pedra entre nós dois. Digo, no nosso caminho. Não se preocupe. – eu disse reunindo toda a certeza e determinação que possuía mas que estava deixando adormecida até agora. Isso me irritava um pouco.

- Jura? – Mine me olhou tão ansiosa e feliz, eu definitivamente precisava fazer alguma coisa.

- Eu te prometo.

- Mesmo? Se eu sair com eles por causa das meninas, vou tentar o máximo agir formalmente mas tente não ver coisas onde não existe, certo?

Suspirei profundamente e balancei a cabeça.

- Sem chances de Jackson Wang para ficar em nosso caminho outra vez. Tem que acreditar no que estou dizendo.

- E outra, ele nunca esteve no seu caminho, ele nunca deu em cima de mim como você pensa mas, okay. Outra coisa Jiyong, minhas amigas. Não posso ficar sem vê-las. Sabe que eu te amo e elas nunca, nunca mesmo, me aconselharam contra você. Não entendo esse seu cisma com elas.

- Tudo bem, _______. Tudo bem. Eu estou pronto para recomeçarmos. Você e eu, uma passagem para os Estados Unidos, e sem nada nem ninguém em nosso caminho, certo?

- Sem ciúmes. – ela disse.

- Sem ciúmes. – retifiquei com um sorrisinho no rosto.


Notas Finais


E ai?
Vocês já voltaram mesmo com o Ji, nao conseguem ficar um minuto longe dele, não é mesmo? Admitam 😌
Tadinho ele sofreu. Mas e ai? O que o destino será que te reserva?

Nos ajude chegar 100 favoritos nessa fic aqui: https://spiritfanfics.com/historia/beautiful-8066099


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