História I Hate You - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Sexo, Sobrenatural, Suga, Taehyung, Vampiros
Exibições 112
Palavras 6.622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HELLO! Mais um capítul! Espero que gostem porque o tive que lutar contra o bloqueio para saber escrever isso tudo sem ficar uma coisa chata e muito grande (se bem que nao funcionou nada né) mas é isso ^^

Boa leitura

~말이
~고은비

Capítulo 16 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction I Hate You - Capítulo 16 - Capítulo 16

• Min Seul Yeong •

Treze de Maio de 2016

Coreia do Sul, Quarta-feira

Seoul, 19:30 PM


Jungkook continuou imóvel, não acreditando no que eu acabei de dizer. Depois daquelas palavras saírem da minha boca impulsivamente, desejei voltar no tempo e pegá-las de volta. Eu havia dito, com todas as letras. Não culpei sua reação, só não achei que seria aquela.

O silêncio que seguiu depois me deixou nervosa. Jeon paralisou como um manequim e nem mesmo consegui sentir sua respiração na minha pele. Minhas coxas ainda circulavam sua cintura, a posição não era confortável, mas não achei uma boa ideia querer sair dela.

Comecei a me preocupar.

Mantive meus dedos em seus cabelos por todo aquele tempo, queria ouvir ele dizer algo, qualquer coisa que fosse. Eu mesma fiquei impressionada com a minha falta de noção, não era o momento ideal, Jeon não tinha que saber do sentimento que eu nutria por ele. O mundo ao nosso redor parou, não soube dizer se era por eu estar nervosa, mas para mim estava tudo imóvel.

– Esquece...desculpe – Eu balbuciei bem baixinho. Meus lábios quase não se moveram, estavam ainda avermelhados e úmidos pelos beijos de antes.

Tentei sair de lá, ainda constrangida, só que Jungkook não permitiu que eu o fizesse. Suas mãos continuaram me sustentando. Afastara seu rosto suficientemente para que pudesse olhar para mim. Sua expressão de longe era surpresa, ele estava pasmo. Me senti desconfortável. Dizer aquilo foi a pior decisão que já tomei na vida.

O que me tranquilizou foi o sorriso que calmamente foi desenhado em seu rosto, aquele foi diferente, foi quase verdadeiro, mas se transformou no pecado conhecido e praticado por mim. Não era justo dizer que aquela ousadia não me agradava, até por que, faz parte de quem Jeon Jungkook é, e foi por ele que me apaixonei

– Que bonitinha, sinto muito por você, é uma garota tola, Min Seulyeong – Aquela foi a brecha para o meu mundo girar num ângulo de cento e oitenta graus. Não esperei por aquele tipo de resposta, eu engoli em seco e aquela frase ecoou dentro de mim por alguns segundos.

Definitivamente a parte de mim que odiava Jeon estava se sobressaindo.

Jungkook me beijou pela terceira vez na noite. E seguindo a sequência, aquele beijo fora ainda mais ardente que o anterior. Se achei que o jeito como seus dedos apertaram minhas coxas antes foi dolorido, eu estava enganada. Suas mãos foram ainda mais brutas, pude sentir claramente seus dedos afundando em minha pele, enquanto seus lábios, de novo, avançaram contra os meus.

Não consegui acreditar que finalmente achei a coragem que precisava para dizer em voz alta que eu o amava. Mas me senti triste por isso. Me deixei levar e por isso falei.

Talvez fosse a hora de esquecer os problemas. Afastei todo e qualquer tipo de pensamento que surgiu aos poucos. Acariciei lentamente o rosto dele entre minhas mãos, e nossos lábios permaneceram juntos. Nunca senti tanta necessidade de continuar perto, só a possibilidade de que aquilo pudesse acabar em segundos, me desesperou.

Jungkook não deixou de seguir aquele ritmo. Fiquei me perguntando se ele não estaria cansado por me segurar em seus braços por muito tempo, mas não era isso que seus atos diziam. Não dei importância. Àquele ponto eu não me importava com mais nada, minha cabeça com toda certeza não estava funcionando muito bem.

À cada segundo que passou, minha pele esquentou mais e mais. Eu resolvi corresponder com a mesma intensidade que a dele e apesar de ter conduzido nosso terceiro beijo naquela noite de quarta-feira da maneira com que só Jungkook sabia fazer, eu consegui acompanhá-lo. Seus lábios me transmitiram desejo.

Deixei minhas mãos sobre os ombros dele da forma mais delicada possível, dando total atenção à sua boca. Algo estava diferente, senti um novo sentimento. Jungkook me beijava com mais vontade e entusiasmo, realmente queria o mesmo que eu. Não me importei se aquilo era apenas desejo carnal, mas ainda assim agradeci por estarmos fora de um quarto, sabe-se lá o que poderíamos fazer, mas ali, fora de quatro paredes, não chegaríamos à um extremo.

Jungkook deixou de me suspender, colocando-me novamente no chão. Eu estava nervosa, isso era um fato que já havia percebido antes, mas não pensei que estivesse tão abalada ao ponto de não ter a capacidade de me equilibrar. Minhas pernas tremeram, por muito pouco eu não fiz a maior besteira da minha vida.

Jungkook nem se quer cogitou a ideia de pararmos. Apertou minha cintura sutilmente por debaixo da mina blusa de frio, suas unhas não eram tão grandes, mas arranharam meu corpo sem receio algum. Eu já não estava respirando, com aquilo tudo, eu arfei quando seus lábios me deram descanso. Apoiei a cabeça em seu ombro, ofegando contra o seu pescoço e por mais estranho que fosse, eu fui a única a ficar tão cansada, Jungkook apenas respirava fundo e soltava o ar para se acalmar.

Não pude olhar em seus olhos, mas algo me dizia que estavam, ainda, fechados. Tive a sensação que correr dez mil quilômetros sem descanso. Só pensei em como fui idiota, me superei, ultrapassei meu próprio recorde de ingenuidade. Falar um “Eu te amo” para receber em troca um “Sério? Que legal”.

Eu tentei me afastar, já sem paciência comigo mesma, porém, Jungkook passou os braços ao redor das minhas costas e me apertou em seu peito. Já estava envergonhada, triste e me sentindo a pessoa mais burra da Terra, não achei justo ele me manter ali, para eu continuar repensando e me arrependendo de ter cedido tão facilmente.

– Nos vemos dia vinte dois, sábado à noite – Jungkook falou, com o tom de voz mais baixo que conseguiu, mas não chegou a ser um sussurro. Por um tempo eu pensei sobre aquilo, não acreditei que estivesse falando sério. – A sua noite. Eu disse que estava lhe devendo um encontro. Será a sua primeira vez...indo comigo a um lugar como este, comporte-se.

Eu senti ele colocar alguma coisa no bolso do meu moletom e voltou a me abraçar como antes. Não soube o que dizer, talvez ficar em silêncio. Pensei sobre a reação dele depois de eu ter dito...Jeon ficou surpreso. E mesmo que houvesse falado para ele, eu não era sua vadia, então com toda certeza Jungkook não me trataria como tal.

– Esteja pronta às nove.

[...]

Cheguei em casa faltando dez minutos para às oito da noite. Minha mãe já havia terminado de cozinhar, ela e meu irmão assistiam a um filme qualquer na sala, eu passei diretamente pelos dois. Subi as escadas para o segundo andar com tanta pressa que ao chegar lá encima não lembrava-me de sentir os degraus abaixo dos meus pés.

Minha porta nunca ficou trancada, mas me surpreendi ao encontrá-la aberta. Eu entrei em meu quarto com receio do que encontraria lá dentro, mas nada estava diferente. Sentei-me na cama e enfiei a mão dentro do bolso da blusa de moletom, e de lá eu retirei um envelope, um pouco menor que minha mão. Ele era preto, com uma borda sutilmente dourada e estava escrito em letras artísticas Min Seul Yeong e logo abaixo as iniciais K.P. Era um convite.

Segurei a respiração por um segundo, tendo minha atenção voltada inteiramente para aquele negócio. Abri o envelope com cuidado, ele veio lacrado com um selo da mesma cor dos outros detalhes, e pelo jeito, K.P. era uma pessoa, o selo fora carimbado com as iniciais.

Mas porque Jungkook me deu aquilo?

Dentro do envelope estava um cartão, também preto. Definitivamente era um convite. Comecei a ligar os pontos, Jeon Jungkook não me procurou porque estava entediado, veio atrás de mim para me entregar aquilo. Sabia que algo era suspeito naquela desculpa esfarrapada de que não existia algo mais importante para fazer.

Naquele convite dizia-me para aproveitar ao máximo a noite de sábado que estava por vir, aquela era uma comemoração pelo vigésimo aniversário de Kathy Parkson e eu era muito bem vinda como acompanhante de J.K. e percebi que as pessoas adoravam usar siglas.

De início não acreditei, era uma festa de aniversário, talvez uma amiga do Jungkook. Kathy Parkson não me era um nome muito comum. Ir ao aniversário de uma pessoa que nem conheço pareceu algo estranho de se fazer.

Guardei o convite em uma das gavetas do criado-mudo ao lado da cama e me deitei sobre o colchão, chutando meus sapatos em algum canto. Pensei que aquele mês não seria tão turbulento. Só consegui manter os pensamento na pior coisa que fiz no ano. O que deu em mim para dizer que o amava? Não quis nem pensar em como ficaríamos depois daquilo.

                                                                                                                                                 

• Joyce Parkson •

Quatorze de Maio de 2016

Coreia do Sul, Quinta-feira

Seoul, 07:20 AM


Noite passada fiquei pensando em ligar para Lohany, já que me recusei a ouvi-la falar mais do que o necessário. Não acreditei naquela história inventada, porém, me preocupar com uma mulher louca não estava na lista de afazeres do dia.

A aula acabara de começar e não me dei o trabalho de procurar Jimin, pois ele nunca estava em sala no início e muito menos no fim das aulas. Taehyung e Jungkook estavam na escola, os vi assim que cheguei. Eu com certeza ficaria surpresa em ver Taehyung, depois de ele ter passado alguns dias ausente, mas era algo comum.

Nossa professora substituta explicava sobre fórmulas matemáticas e aquele assunto de longe me agradava. Ela tinha uma voz tranquila demais, foi entediante.

Seulyeong novamente não queria conversar, estava de cara fechada, as mãos enfiadas no bolso de uma blusa de moletom rosa claro, e eu ainda me perguntei o porquê de ela não ter vindo com o casaco do uniforme, apesar disso, tinha senso de moda, não usou a saia vermelha e sim a preta. Uma das coisas legais de estar no ensino médio, era o fato de poder usar um uniforme diferente das classes mais jovens.

Sarah iria voltar e talvez fosse pela minha ansiedade que cada minuto levava uma hora para passar. Não podia esperar para vê-la de novo.

No dia do meu aniversário, a única coisa boa que aconteceu no mês, eu ganhei alguns presentes, uns especiais, outros nem tanto. Park Jimin me surpreendeu ao me dar chocolates, não foram poucos e o que me decepcionou foi ele não ter me presenteado pessoalmente. Seulyeong me deu um colar, dourado e discreto, mas não tinha com o que combinar. Os outros foram simples, como roupas e coisas desse tipo. Minha mãe me deu um par de botas, mas novamente não soube com o que deveria usá-las.

– Bom dia, Parkson – Jimin sentou-se ao meu lado e eu mal havia o percebido ali.

Não estava com cabeça para aturar suas gracinhas. De um tempo para cá, estávamos mais próximos, eu já não me surpreendia com atitudes inesperadas dele. Isso era bom, em parte, pois mesmo que estivéssemos construindo aos poucos uma amizade, às vezes flagrei seus olhares, gestos e expressões faciais ao observar alguma outra garota. Jimin não me tratou diferente, apenas me adicionou à lista.

– Bom dia, Jimin – Disse eu, desanimada.

Juntei as mãos e estalei os dedos na frente do corpo e respirei fundo, me espreguiçando. Aquele seria um dia longo. Me perguntei o que Jimin estava fazendo na aula, já que raramente o via naquele horário. Fiquei com receio de perguntar e com mais receio ainda de permanecer ao lado dele. Nunca odiei tanto aquelas carteiras duplas. Da última vez que Jimin sentou-se ao meu lado para assistirmos à aula, acabamos sendo expulsos da sala.

– Tendo uma boa manhã? – Ele me perguntou, arrancando uma folha do caderno, aparentemente sem motivo. Eu balancei a cabeça e me convenci de que aquela manhã estava ótima, mesmo sendo o contrário – Posso dar um jeito nessa sua linda carinha de tédio – Seu sorriso era largo, como se acabasse de bolar a melhor trama do mundo. Fiquei com medo.

Como mencionei, não estava com paciência para gracinhas. Abaixei a cabeça sobre a mesa e Jimin já não me olhava. Ele fez uma bolinha com a folha que pegou do caderno e tudo indicava que ele havia escrito algo ali, incrivelmente rápido a julgar pela minha caneta entre seus dedos. Vi o que estava fazendo e ele me jogou a bolinha de papel, mantendo o rosto iluminado por um semblante alegre e ousado.

Como conseguia estar tão bem humorado e feliz no início de uma quinta-feira nublada e pálida? Jimin talvez fosse a pessoa mais complicada que conheci.

Jungkook e Taehyung encontravam-se nos fundos da sala. Nunca fui de reparar muito neles. Me surpreendi ao ver Jungkook dormindo, ao menos foi o que deduzi que estivesse fazendo. Suas pálpebras estavam fechadas, enquanto os braços estavam cruzados e uma touca na cabeça. Jeon raramente dormia em sala, mas ele não era o meu foco.

– Seja rápida. – Foi o que Jimin disse, antes de se retirar. Andou até outra carteira e acomodou-se nela. Fiquei alguns segundos tentando entender.

Peguei a bolinha feita com a folha na mão e comecei a desamassar. No centro do papel estava escrito em grandes letras, totalmente desajeitadas:

Estou te esperando!

Fiquei olhando para aquilo, mas quando entendi o que significava e olhei para o Jimin, e ele já não estava mais lá. “Posso dar um jeito nessa sua linda carinha de tédio”, ele se referia à me tirar daquela aula insuportável. Por um instante considerei a ideia, guardando a folha no estojo.

Acho que perder uma aula do dia não faria diferença, Seulyeong estaria lá para me ajudar depois. Apenas me senti incomodada com aquelas palavras escritas na folha, não foi nada demais, mas meus pensamentos não eram sobre nada que fosse fofo ou algum gesto entre amigos, com certeza não era isso que Jimin queria insinuar com aqueles olhos.

Eu me levantei cuidadosamente, guardando o celular no bolso e me aproximei da nossa professora, ela havia se acomodado trás de sua mesa e levantou a cabeça para me olhar por trás dos óculos.

– Posso ir ao banheiro? – Perguntei e sem muita cerimônia, ela sacudiu a cabeça positivamente.

A verdade era que eu não fazia ideia de onde deveria encontrar Jimin, ele podia estar em qualquer lugar. Eu ainda queria saber como conseguiu sair tão rápido da sala.

Tornei a vasculhar os corredores, todos eram iguais, mas depois de uns anos estudando lá, eu sabia de todos os caminhos. Primeiro procurei pelo segundo andar, depois pelo terceiro e não o encontrei. Ou Jimin estava brincando de se esconder e me fazer de trouxa, ou eu procurei no lugar errado.

Desci as escadas para o térreo, eu não devia demorar mais do que dez minutos, afinal eu disse que usaria o banheiro.

Passei pelo refeitório, piscina de natação, clube de música e artes e só me restou a quadra esportiva. Mas como imaginado, Park Jimin não estava lá. Frustrada, eu me deixei relaxar sobre um dos degraus da arquibancada, respirando fundo.

Estava chovendo e a chuva não parecia amigável, com certeza castigava as ruas de Seoul, fiquei feliz por não estar no meio do trânsito, ou molhando do lado de fora, mas até isso era alternativa melhor que estudar até o meio dia. Comecei a acreditar que poderia acabar com o tédio.

Fechei meus olhos e pensei nos lugares que ainda faltavam, mas Jimin não estaria dentro dos armários ou no quartinho dos materiais de limpeza. Bem, se ele queria jogar, que jogasse sozinho. Eu não tinha saco para essas coisas.

– Pensando em mim? – Ouvi sua voz ao meu lado, foi inevitável não sorrir. Tive certeza de que ele também estava sorrindo, aquele sorriso que me irritava e me fazia arrepiar até o último fio de cabelo – Você desiste fácil demais.

– Aonde você estava? – Perguntei sem a mínima vontade de abrir os olhos, comecei a apostar comigo mesma nas coisas que poderiam ser úteis contra o meu desânimo matinal.

Park não respondeu. Ouvi o ruído de suas roupas e quando estava prestes a abrir os olhos ele aproximou o que parecia ser uma espécie de fita e a repousou sobre meus olhos, dando um nó com o lenço na parte de trás da minha cabeça. Aquilo tinha um cheiro forte de perfume e um aroma familiar. Toquei a venda com as pontas dos dedos por um momento e pelo tecido liso pensei que pudesse ser a gravata de seu uniforme.

– Porque isso? – Questionei, levando as mãos ao nó, pronta para desfazê-lo, porém suas mãos impediram as minhas.

– Você vai ficar quietinha, tome cuidado para não cair – Ouvi sua voz um pouco mais distante e Jimin segurou uma das minhas mãos, fazendo-me levantar da arquibancada e andar por ela vendada. Foi impossível não ter a sensação de estar quase caindo, mas decidi confiar nele, não me deixaria tropeçar.

Quando estávamos fora da arquibancada, ele me puxou firmemente pelo pulso, provavelmente atravessando a quadra, até chegarmos ao destino. Passamos por uma entrada e o ar úmido invadiu minhas narinas, era um dos vestiários, tinha certeza disso. Mas fiquei aflita, poderia haver alguém lá dentro e independente de qual dos vestiários fosse, não era apropriado estar em um deles em meio às aulas que não fossem de educação física, porém, algo parecia extremamente errado, não soube identificar o lugar, podia ser qualquer coisa.

– Jimin, onde estamos? – Perguntei fazendo um eco pelo local, devia estar vazio.

– O que eu disse para você? É para ficar quieta, caso contrário vou levá-la de volta para a sala.

Não era uma tarefa fácil confiar em Park Jimin com os olhos abertos, quem dirá com eles fechados. Eu me convenci de que não estava nervosa, estava apenas ansiosa, mas eu era uma péssima mentirosa. Meu coração não batia tão rápido, mas eu senti como se houvesse saído de uma maratona.

Jimin parou por um momento e deixou de segurar minha mão. Consegui ouvir o estalo de seus sapatos contra o chão, aquilo me deixou desconfortável, meu maior medo era não saber exatamente onde estávamos.

– Jimin...? – Eu chamei por ele, dando um passo à frente. Estava tentada tirar a venda.

Senti ele novamente pegar em minha mão e saiu me guiando pelo local. De repente, com um impulso, Jimin me puxou em sua direção, meu corpo se chocou contra o seu e rapidamente senti-me pressionada entre ele e uma parede gélida atrás de mim. Pensei que Jimin fosse me beijar, mas ele não o fez.

– Fique calma, Jiminie oppa vai cuidar de tudo – Eu não consegui sentir nenhum toque de malícia ou sarcasmo. Eu respirei fundo e quis me convencer de que não era aquilo que estava acontecendo.

– Jimin...o que está fazendo? – Achei estranho o fato dele afirmar ser meu oppa, já que tínhamos a mesma idade. Seus dedos foram ágeis em desbotar minha blusa. Meu corpo inteiro enrijeceu. Eu não recusaria nenhum ato seu, mas fiquei com medo do que poderia acontecer se desse continuidade.

– Já disse para não se preocupar – Retrucou ele. – Quero me certificar de que você está como deixei da última vez.

Eu não sabia como me sentir, mas com aquilo fiquei extremamente constrangida, ele fez referência a nossa noite em seu apartamento. Fiquei agoniada quando as mangas da camisa social deixaram meus braços. Mais uma vez tive certeza de que Jimin sorriu ao largar a blusa em qualquer lugar.

Talvez não fosse uma má ideia.

Aquele lugar era frio, tinha certeza de que estávamos em um dos vestiários. Sua mão tocou meu ombro nu e passeou por meu antebraço até chegar ao meu pulso, erguendo-o, levando minha mão de encontro ao seu abdômen, ainda coberto por todas aquelas camadas de tecido. Eu deixei um suspiro escapar da minha garganta quando Jimin segurou forte meus dedos, escorregando-os para um pouco mais abaixo, não chegando exatamente aonde queria, os botões ainda estavam fechados, as pontas dos meus dedos chegaram até o cós da calça, mas não tive a audácia de tentar nada.

– Hoje você não poderá me olhar – Sua voz saiu tão baixa que eu quase não a escutei. Meu coração estava abalado demais – Apenas sentir.

Como meus reflexos eram inúteis, não pude prever quando iria fazer qualquer outra coisa. Jimin deixou um beijo no canto da minha boca e começou sucessivamente a espalhar beijos até meu pescoço, ombro e passou para a clavícula, enquanto suas mãos não tiveram a mínima dificuldade em abrir o zíper da minha saia e ela deslizou pelas minhas pernas até tocar o chão. Percebi então, que eu estava na desvantagem, era a única seminua ali, Jimin ainda se mantinha completamente vestido.

Não havíamos feito nada, mas eu ofegava de nervosismo, talvez estivesse mais nervosa do que da primeira vez. O mais assustador era estar vendada. Seus dedos alcançaram a minha calcinha e eu por pouco não estremeci. Estendi a mão até alcançar seu ombro, ao passo que Jimin deslizou a peça íntima pelas minhas pernas, livrando-se dela.

Eu pensei nos motivos pelo qual eu permiti que ele fizesse aquilo, mas cheguei a apenas uma conclusão: era o que eu queria. Desde que fizemos pela última vez, eu senti falta. Dizem que a perda da virgindade é sempre horrível, mas não foi o que aconteceu comigo.

– Pode, pelo menos, dizer onde estamos? – Pedi com o corpo não tão distante dele. Jimin estava tão calado que se não fosse pela minha mão tocando seu ombro e pelo calor de sua presença, eu teria a certeza de estar sozinha. – Jimie...me deixe tirar a venda...por favor – Senti seu ombro tenso sob minha mão ao ouvir o apelido.

Eu esperava que não fosse dizer uma única palavra, e ele permaneceu de boca fechada, ignorando minha tentativa miseravelmente falha de tomar as rédeas da situação. Suas mãos repousaram-se sobre meu quadril e sem que eu estivesse preparada, Jimin encostou seus lábios nos meus e o que eu pensei que seria um beijo lento e delicado se tornou algo violento.

Ele afastou as mãos do meu quadril e tornou a desabotoar a própria camisa. Eu prendi a respiração ao ter minhas mãos guiadas, novamente, até seu abdômen, agora, completamente exposto. Minha vontade de vê-lo era tão grande que eu cessaria nosso beijo para tirar aquele pedaço inútil de pano dos meus olhos, mas Jimin não deixaria que isso acontecesse.

Suas mãos voltaram para o largar anterior. Aquela foi a primeira vez em que Jimin me beijou com tanta brutalidade, gula e urgência. Contornei seus músculos com as pontas dos dedos, não eram muitos, mesmo assim consegui senti-los sutilmente e seus lábios estavam tão encaixados nos meus quanto peças de um quebra-cabeça.

Eu agia com a emoção, esse sempre foi o meu erro e, por isso, estava entregue a ele. Sempre invejei Seulyeong por resistir às tentações.

Jimin parou de me beijar com a mesma sutileza com que começara. Eu estava esperando por qualquer coisa, mas foi surpreendente. Ele se abaixou à minha frente, primeiramente não entendi o porquê, até agarrar uma das minhas pernas e apoiá-la sobre seu ombro.

Nunca me senti tão envergonhada na mina vida, eu já estava ofegante, com o coração pronto para explodir e mesmo com tudo aquilo sendo prova dos efeitos que ele me causava, eu tentei esconder.

– Ji...Jimin? – Ele estava quieto demais, pensativo, talvez decidindo entre continuar ou não. Mas, ao ouvir minha voz, pareceu se decidir.

Eu senti o arrepio mais frio do universo invadir meu corpo, como uma onda, eriçando cada mísero fio de cabelo que eu tinha, quando aproximou seu rosto da minha intimidade. Respirei fundo umas duas vezes até finalmente sua língua tocar meu ponto mais sensível.

Segurei seus cabelos ruivos com firmeza quando decidiu dar mais um passo. Começou com os movimentos circulares com a língua. Eu comprimi meus lábios o máximo que pude, sabendo que cedo ou tarde começaria a gemer. E foi exatamente o que aconteceu.

Quando comecei a respirar com pressa, Jimin tomou isso como estímulo. Sua língua deslizava do meu clitóris até minha entrada e no ritmo que estava eu gozaria em apenas alguns minutos. Eu queria ver suas expressões, poder olhar em seus olhos, mas bastou eu levantar uma das mãos para ele agarrar meu pulso, mas o soltou logo depois. Não estava brincando quando disse que eu teria de permanecer com a venda.

Seus dedos ameaçaram me penetrar, eu estava aflita. E por mais que não fizesse ideia de onde estávamos, poderia ser arriscado e a cada gemido meu, Jimin buscava me torturar até que eu não conseguisse mais manter a boca fechada, quase gritando de prazer.

– Jimin...podem nos ouvir! – Alertei entre um suspiro e outro. Havia esquecido que Park Jimin era mestre na arte de ignorar o que eu falo.

Pendi a cabeça para trás quando dois de seus dedos, sem aviso, deslizaram com facilidade para dentro de mim. Não devia doer tanto, mas doeu ao ponto de eu quase pedir para parar, mas me lembrei de que seria inútil. Mordi a palma da mão desejando não ser tão barulhenta quanto estava sendo. Era assustador o fato dos gemidos que involuntariamente escapavam estarem ecoando tanto.

Os movimentos que seus dedos realizavam eram brutos. Eu não queria gemer e dar-lhe o prazer de me ver naquela posição, vulnerável e influenciável, mas não pude me conter. Quando estava chegando ao meu limite, gemendo ainda mais alto do que naquela noite, Jimin decidiu parar. Minhas pernas estavam bambas, tanto que por um segundo quase não consegui me manter de pé, eu teria caído se Park Jimin não fosse incrivelmente rápido, ele havia me segurado antes que eu ameaçasse ceder.

Após se levantar, deu um passo para mais perto de mim. Consegui sentir claramente sua respiração batendo em meu rosto. Suas duas mãos estavam inquietas e depois de uma pequena agitação ouvi algo cair no chão, aquela era a parte de cima de seu uniforme.

– Você é uma garota corajosa, Parkson – Não consegui respirar regularmente. Tive certeza de que ele falou, pela primeira vez deixando transparecer seu sotaque de Busan, eu não reparava muito nisso, mas mesmo ele perdendo um pouco do sotaque, era evidente. Nunca gostei tanto de ouvir sua voz como desta vez – Se eu fosse você, não estaria aqui agora.

Pensei que eu fosse ficar com aquela maldita venda para sempre, mas Jimin a puxou da minha cabeça com facilidade. Eu abri os olhos, acostumando-os à claridade. Umedeci os lábios com a língua ao vislumbrar Park Jimin em minha frente. Nunca o vi tão sexy, mesmo que vestisse apenas um mero uniforme escolar. Ele estava lindo, mas seu sorriso perverso quebrou qualquer indício de fofura que pudesse existir em sua expressão.

– Gosta do que vê? – Perguntou, como se a resposta não fosse ridiculamente óbvia. – Não acho que conseguiu me ver nitidamente na nossa primeira transa.

Naquele instante todo o sangue que havia no meu corpo decidiu se concentrar no meu rosto. Eu não iria responder, mas não quis ficar calada como se não soubesse o que fazer.

Jimin não esperou que eu falasse nada e começou a me beijar de novo, com ainda mais ardência. Eu de alguma forma, já esperava por aquilo. Minhas costas nuas foram de encontro à parede atrás ser mim, era tão gelada porque estávamos em um vestiário, como eu havia suspeitado.

As mãos de Jimin pareciam mais firmes com as pegadas, mas por um instante elas não me deram atenção e foram usadas para desabotoar a calça, que segundos depois caiu no chão, se juntando ao resto das roupas. Jimin segurou minhas coxas, erguendo-me até que minhas pernas estivessem ao redor de seu quadril. Eu preferi fechar os olhos e deixar ele cuidar de tudo.

Consegui sentir seu membro roçar a parte interna das minhas coxas, seria mentira dizer que eu não estava excitada. Jimin deixou meus lábios de lado e puxou beijos e mordidas até meu ombro. E sem que eu estivesse pronta, me penetrou. A dor que senti foi semelhante a da minha primeira vez, mas Jimin pareceu nem se importar, como se o gemido sôfrego que saiu da minha garganta fosse completamente ignorado.

Em questão de segundos aquilo se transformou em mãos, gemidos, respirações e movimentos rápidos. Seu quadril se chocava contra o meu fortemente. Quando comecei a gemer alto demais fiquei preocupada. Nem por um segundo esqueci que aquilo era um vestiário. Já Park nem se quer ligava para aquele fato.

Eu respirei fundo e mordi os lábios, numa falha tentativa de me silenciar, mas não estava funcionando. Abri me olhos e vi a maravilhosa expressão de prazer no rosto de Jimin, comigo provavelmente não era diferente. Talvez eu pudesse dizer que ele me preenchia perfeitamente de todas as formas.

– Ji...Jimie...!

Ao ouvir minha voz, seus movimentos foram mais rígidos. Eu sentia o meu corpo cada vez mais fraco e conforme suas estocadas eu gemia ainda mais alto. O detalhe que me deixou inquieta foi o fato dele não estar usando camisinha, mas no momento parecia pouco importante.

Jimin nem se quer se importou com estar doendo para mim. Eu também não me importei. Deixei que ele fizesse o que bem entendesse e tomasse conta do meu corpo. Gemi seu nome diversas vezes, cada vez mais alto, até que pensei nas consequências de gemer tão alto e mordi seu ombro esquerdo, para tentar abafar qualquer grito que eu quisesse soltar. Ele não pareceu se importar, apenas segurou minhas coxas mais forte e aumentou seus movimentos consideravelmente.

Pude sentir seu membro entrando e saindo de mim sucessivamente. Eu pensei no quanto aquilo tudo era arriscado, mas nada disso era tão importante. A dor já havia passado, tudo que eu conseguia sentir era tesão. Seu quadril era forçado contra o meu com bastante força. Ele me olhava nos olhos, com o rosto repleto de luxúria.

Jimin continuou aumentando o ritmo. Tudo que era ouvido naquele vestiário eram os sons dos nosso arfantes gemidos e o ruído dos nossos corpos se encontrando. Até que eu não aguentei e mordi fortemente meu lábio inferior, atingindo meu limite com o rosto corado, o corpo suado e o gemido mais alto que já havia saído da garganta. Jimin continuou com suas estocadas cada vez mais rápidas até se desfazer dentro de mim, assim como eu, cansado.

Por longos segundos ficamos naquela posição. Meu corpo estava em chamas, algumas gotas de suor escorriam pelo meu rosto. Eu nunca fiquei tão cansada.

Depois de um tempo, Jimin me colocou no chão, não dando tempo para qualquer outro movimento, ele me abraçou e se manteve assim até que eu estivesse com a respiração completamente normal.

– Você toma pílulas?

Jesus Cristo...

                                                                                                                                                 

• Sarah Yang •

Quatorze de maio de 2016

Coreia do Sul, Quinta-feira

Seoul, 11:30 AM


Me surpreendi ao perceber que acordei quase cinco horas depois do habitual. Eu tinha meu despertador, mas geralmente quem me acordava era Namjoon, ou Taehyung. Eu ainda preferia que Taehyung viesse me tirar da cama, pois Namjoon nunca foi delicado.

Me sentei sobre o colchão e peguei meu celular debaixo do travesseiro, faltavam apenas alguns dias para segunda-feira. Nem imaginava como seria voltar para lá, espero que tempo que passei fora não tenha me prejudicado tanto. Tudo culpa do Yoongi.

Saí do quarto, estranhando a quietude da mansão. Embora eu gostasse do silêncio, era suspeito que em um dia de semana estivesse tão tranquilo.

Caminhei até a sala, atenta a todos os lugares, para encontrar alguém. Hoseok estava assistindo a um programa de variedades, ele parecia se divertir. Me sentei na poltrona, que geralmente é usada por Yoongi e fiquei observando ele. Não importava quanto tempo eu passava tentando me distrair, eu não consegui tirar da cabeça o fato de que Hansyeol estaria no colégio na segunda-feira e julgando pelo modo como guardava segredos, seria a primeira a dizer sobre tudo para as garotas.

– Bom dia, Sarah. Os outros estão brincando pela mansão – Hoseok disse, olhando para mim – Taehyung estava te procurando, querem que você brinque com eles.

Nunca pensei que a infantilidade fosse tanta. Era fato que todos eles pareciam crianças, mas brincar? Acho que aí já é demais.

– Deixe-me adivinhar, é algum tipo de jogo sem-graça? – a resposta para aquilo era óbvia. Algumas vezes eu me sentia a pessoa mais madura ali, depois de Namjoon.

– Você considera “Verdade ou Consequência” um jogo sem-graça? – Questionou Hoseok.

Não que eu achasse aquilo chato, mas era algo que adolescentes irresponsáveis costumavam jogar. E embora aqueles garotos tivessem aparência de jovens adolescentes indisciplinados, nenhum deles tinha dezessete anos.

– Tanto faz. Taehyung queria me ver? – Perguntei, propositalmente, mudando o foco do assunto. – Porque?

Hoseok gesticulou com as mãos, buscando alguma explicação. Eu ainda estava com raiva da Hansyeol por ocupar demais o tempo de Taehyung, ela devia entender que ele e eu tínhamos assuntos importantes dos quais devíamos tratar, mas infelizmente ele de uma hora para a outra, se interessou por brincadeiras de criança.

– Eu não faço ideia – Respondeu ele. – Hansyeol também queria que você fosse jogar com eles.

Claro que ela devia estar naquilo. Eu já não iria jogar, muito menos depois de saber que ela estava lá.

– Obrigada, mas isso não é para mim – Sorri educadamente e levantei-me do sofá – Acho que vou tomar café.

Andei até a cozinha, ela estava vazia. Alguns pratos estavam sobre o balcão, com apenas migalhas do que poderia ser pão.

Queria distrair a mente. Fiquei feliz por saber que logo cedo só veria Hansyeol no colégio. Ela me tirou do sério durante o tempo que estava na mansão. A partir de segunda-feira, tudo seria maravilhoso.

Abri a geladeira e além das sobremesas que Jin havia preparado, apenas bebidas alcoólicas estavam lá. Seria mais prático se cada um pudesse guardar suas comidas em seus próprios quartos, assim não aconteceriam as brigas matinais por roubo de biscoitos, bolos e sucos durante a noite.

Mas ninguém prestava atenção nas sugestões da Sarah, por que eu não existia ali, já estava me acostumando.

Peguei uma fatia de bolo e saí dali antes que tivesses o desprazer de encontrar alguém indesejável.

Sentei-me em um dos degraus das escadarias e comecei a pensar nos conflitos dentro da mansão. Namjoon estava cada vez mais rígido com os garotos, algo estava incomodando-o. E Yoongi continuava a construir um muro entre ele e Jungkook, eu realmente quis saber o que aconteceu, mas não tinha intimidade o suficiente com Jeon e Yoongi podia ser agressivo, então tentei adivinhar, porém eu não cheguei a nenhuma conclusão.

E com se já não bastasse, eu admiti recentemente que Hansyeol me fazia sentir ciúmes de Taehyung. Eles passavam muito tempo juntos e eu nunca gostei aquela menina, Yoongi também não foi muito com a cara dela e Hosoek se juntava a nós nesse grupinho.

Eram problemas demais para me preocupar.

Desejei estar na minha cama, dormindo.

– Hey, Sarah! – Virei-me para trás ao ouvir alguém me chamar. Era Taehyung. Ele estava sorrindo e suado – Os outros estão te procurando.

Eu me levantei e Taehyung não me deu tempo para perguntar nada. O segui até o andar de cima e paramos em frente à uma porta. Olhei para os lados e aquele corredor estava tão quieto que quase suspeitei do que ele iria fazer.

– Estavam querendo vê-la – Ele abriu a porta e me deu espaço para entrar.

Lá dentro tive a surpresa de encontrar Jungkook que nem se quer prestava atenção no que acontecia ao redor, Jimin rindo exageradamente, Yoongi num canto e mais duas pessoas. Eu olhei para Taehyung atrás de mim, que trancou a porta e abriu um enorme sorriso.

– Okay, agora podemos começar. – Falou Hoseok, levantando-se enquanto batia as mãos. Me surpreendi por ele estar ali se há pouco menos de dez minutos ele estava na sala. – Namjoon e não Jin ser importarão com isso. Eu vou explicar tudo para vocês.

Eu olhei para Taehyung, que sorria amigavelmente. Eu não estava com vontade de fazer nada naquele lugar.

Me encostei na parede e esperei Hoseok começar a explicar.

– Um de nós terá de procurar o resto, que eu creio que já estarão escondidos até lá. Isso não é brincadeira de criança. Todos concordaram em jogar – Começou ele. Eu não tinha exatamente concordado com nada – Primeiramente, a pessoa que estará procurando poderá dar duas opções para aqueles que forem encontrados. Eles poderão escolher entre contar-lhe um segredo extremamente importante ou conceder-lhe um desejo.

Talvez aquilo fosse até que razoavelmente divertido. Eu não tinha nada para fazer, talvez me distrair com eles fosse uma coisa agradável. Comecei a pensar sobre os meus segredos e sinceramente eu escolheria fazer alguma outra coisa do que confessá-los.

Olhei para todos ali, inclusive Hansyoel que estava sorridente diante à oportunidade de fazer as pessoas desenterrarem fatos preciosos para ela.

– Teremos exatamente um minuto para achar um lugar adequado e discreto. Mas claro, antes devemos votar.

Se fosse escolher alguém, eu escolheria Taehyung, não por uma questão de favoritismo e sim por que dentre todos, ele era quem eu tinha certeza de que guardaria um segredo meu e não me forçaria a fazer nada absurdamente bizarro. Hoseok também poderia ser confiável.

– No três, vocês apontam para quem deverá procurar.

Eu respirei fundo e cruzei os braços. Era estranho como ninguém o interrompeu durante a explicação, deve ser por que já estavam acostumados a brincar.

Um...

Dois...

Três..

Eu segui meus instintos e apontei para Taehyung, achei que seria a única, mas naquele jogo de acusações, Hoseok, Yoongi e Jungkook também apontaram para ele. Fiquei feliz por fazer a escolha certa...ou não.

– Apenas um aviso, vocês terão de jurar fazer qualquer coisa que Taehyung pedir. Não importa o que vai ser. – Jung Hoseok teve a cara-de-pau de expressar um sorriso que nem precisei pensar demais para entender o motivo. Olhei para Taehyung e engoli em seco...ele não seria capaz de pedir o que instintivamente me veio à cabeça. – Taehyung-ah, seu pedido será uma ordem.

Ótimo, eu acabei sendo forçada a participar de um negócio inútil entre pessoas inconscequentes.

– Se eu não quiser, o que acontece? – Perguntou Yoongi, falando pela primeira vez. Era uma boa pergunta, me identifiquei com ela.

Jimin não deixou Hoseok responder e respondeu no seu lugar:

– Neste caso ele decide o que fazer com você, mas porque está perguntando se já brincamos assim há anos?

– Não sei se você consegue perceber, Jimin, mas existem pessoas nessa sala que não fazem a mínim a ideia de como isso tudo funciona.

Jimin balançou a cabeça e deixou pra lá. Eu estava ficando nervosa com aquilo, era uma brincadeira que não favorecia ninguém.

Taehyubg estava estranhamente com um sorriso gigante. Balancei a cabeça negativamente diante da sua satisfação cômica. Ele era uma pessoa tão misteriosa que me deixou curiosa sobre aquele entusiasmo todo com sua vantagem.

Eu com toda certeza não sairía bem daquele negócio. Era possível que alguém fosse sair prejudicado, afinal, Kim Taehyung nunca fora tão discreto assim.

Eu só conseguia pensar em estar sozinha com ele em algum lugar daquela casa enorme, realizando algum pedido seu. Era estranho, pois desde que comecei a conviver com ele, Tae nunca disfarçou seu possível interesse, já flagrei olhares, suspiros e gestos de Taehyung, e o que mais me deixava desconfortável eram os olhares de canto, pois eu via uma pessoa extremamente orgulhosa tentando lidar com as própria vontades.

– Podem começar, boa sorte! – Hoseok falou saltitante.

Dei uma última olhada em Taehyung e encontrei ele com um sorriso quase maligno, digno de vilões de desenhos animados. Mas era apenas uma careta divertida que ele fez, enquanto tramava seus planos falsos.

Eu ri e acompanhei os outros para fora, sentindo uma sensação chata.

Queria desistir.

Eu estava com medo do que Taehyung poderia me pedir, mas por um lado tinha ideias muito boas de pedidos dos quais ele poderia fazer para mim...somente para mim. Eu estava começando a ficar animada e receosa. Afinal, Taehyung seria capaz de pedir alguma coisa erótica?

CONTINUA...


Notas Finais


Se gostaram deixem um comentário aí embaixo ;)
Amo vocês, até o próximo. Dêem uma olhada na minha outra história ( https://spiritfanfics.com/historia/please-save-me-5590600 )

~말이
~고은비


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...