História I hate you! (Arthur Nory) - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Arthur Nory, Concurso, Destino, Esportes, Suícidio
Exibições 75
Palavras 2.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii.
Não se acostumem com esse monte de cap seguido, é q estou numa fase de ideias, mas logo a periodicidade vai embora. Sorry.
Espero q gostem desse cap.
Bjs

Capítulo 5 - Flagra


Fanfic / Fanfiction I hate you! (Arthur Nory) - Capítulo 5 - Flagra

P.O.V. : Arthur

- Vamo, mano. Vai ser daora. -  Sérgio me cutucava. Ele queria me levar em um bar aqui da cidade onde a maioria das pessoas são rockeiros. Eu não estava nem um pouco afim.

- Não enche a merda do meu saco! - Respondi irritado. - Eu não quero ir nessa caralha!

- Tu que sabe. - Zanetti. - É mais legal do que parece.

- Tá... Eu vou... - Falei irritado. Quando eles decidem pegar no meu pé não tem força que aguente. E lá fomos nós até o tal bar. Eu, Sasaki, Zanetti, Hipólito e as meninas, com exceção da Flávia que é menor de idade. A viagem de carro até lá foi curta e em total silêncio da minha parte.
Chegamos e entramos. Logo me senti deslocado.

Todos estavam de preto, tatuagens, alguns com piercing, cabelos pintados e compridos. Oq eu tinha feito pra ir para ali?

- Hey, você não é o ginasta aquele que ganhou medalha? - Uma garota perguntou. Ela tinha cabelos pretos com pontas vermelhas, lisos e uma franjinha.

- Eu mesmo. - Sorrio tentando seduzi-la, afinal ela era uma gata.

- Vê se consegue ouro na próxima. - Ela disse e se afastou sem me deixar responder. Respirei fundo e fui pra mesa onde meus amigos estavam. Me sentei do lado do Sérgio, de frente para um palco que tinha ali.

- Que palco é esse? - Perguntei indicando o lugar. Em cima dele havia uma bateria e um microfone.

- Tem dois irmãos que tocam ao vivo aqui as vezes. Acho até que vão tocar hoje. - Sérgio falou e se virou para a garçonete.

"Onde você foi se meter, Arthur? " Eu me perguntava até um garoto ir para o microfone do palco.

- Boa Noite! - Ele disse. - Eu sou André e hoje, juntamente com a minha irmã mais velha vamos encher esse lugar de Rock! - Ele fez o famoso sinal e o bar todo comemorou e aplaudiu. Ele foi até a bateria e uma menina entrou com uma guitarra.

Eu já tinha bebido um pouco e com certeza já não era mais eu. Mas aquela garota... Não é possível!

- Boa noite, Amantes dos Clássicos! - Ela disse e seu sotaque confirmou. Sim, era a gaúcha da competição. Minha noite só piorava. O bar todo aplaudiu ela e eles começaram.

- Então, quem aqui está numa escalada para o céu? - Ela perguntou e todos gritaram. Logo eles começaram a música. Uma música lenta e, graças as exigências das Olimpíadas eu aprendi inglês e entendi a música. Era uma música que falava sobre a escalada para o céu.

A garota estava concentrada na música e eu já não era eu depois de tanto álcool. Ela cantava super bem e estava numa perfeita sincronia com o garoto da bateria. Logo a música acabou e eles foram aplaudidos.

- Obrigada, metaleiros! - Ela falou e foi aplaudida. - Parece que todos vocês já tem o seu lugar no céu. Mas eu, por outro lado...

Ela fez um arranjo na guitarra e boa parte dos clientes se levantaram e foram até a frente do palco. Logo ela começou a cantar uma música chamada Highway to Hell, que pelo jeito todos os Rockeiros adoram. Não parecia uma música tão boa até começar o solo dela. Um solo difícil, hipnótico e que deixava ela com uma cara de concentração e felicidade linda. Ela era linda. Não havia visto direito na competição por causa da sua maquiagem, mas ali, ao vivo, sem nada no rosto, os cabelos ruivos soltos e ondulados sobre o seu rosto e ombros, ela era a coisa mais bonita que eu já tinha visto. Sua voz era maravilhosa e parecia controlar a guitarra com uma facilidade fora do comum.

O show durou mais algumas horas com músicas pesadas e sem muito nexo na letra, até o irmão dela tocar um ritmo na bateria. Ela parecia surpresa, mas acabou continuando a música sem reclamar. Já eram umas duas da manhã e a música tinha um clima meio sofrência, pra baixo, que seu concretizou quando eu ouvi a letra.

Era uma música romântica, de saudades. Um pedido de desculpas, um pedido por uma segunda chance. Ela cantava a música e dava pra sentir os seus sentimentos saindo daquele microfone.

"I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst, and the words don't rhyme... "

Me arrepiei quando ela tocou essa parte. Não sei se foi o álcool ou interpretação errada, mas senti como se ela tivesse tocado aquilo pra mim. Como se a música estivesse sendo dedicada a mim.

- É isso aí, galera! - Ela disse no microfone no fim da música. - Esse foi o nosso show de hoje. Quem quiser nos contratar, converse com o gerente do bar, Maurício! Por hoje é só, meus amados Rockeiros! - O irmão se levantou da bateria e os dois seguiram para a escadinha lateral do palco, rumo ao bar. Levantei e fui lá falar com ela na maior cara de pau.

Eles recebiam apertos de mão, elogios e até soquinhos no ombro, mas nada além disso. Cheguei por trás e a cutuquei para chamar a atenção. Ela parecia surpresa ao me ver e logo adquiriu uma expressão de indiferença, que me machucou muito.

- O que você tá fazendo aqui? - Ela disse seca e se virou pra sua Coca-Cola.

- Vim te parabenizar. Você canta muito bem. - Disse com um sorriso no rosto.

- Valeu. - Ela deu de ombros. Me afastei, mas a fiquei observando. Logo a mesa onde eu estava ficou vazia e eu fiquei sozinho, pois pedi pra ir depois. Logo vi o irmão se afastar dela com uma garota e supus que tinha tempo. Fui até ela de novo.

- O que você quer? - Ela disse sem olhar pra mim. Como eu já não estava mais sóbrio, o álcool acabou falando antes de mim.

- Você.

- Oi? - Ela virou pra mim incrédula. - Eu?

- Sim. Você perguntou o que eu quero. Bom, eu quero você. - Me levantei e me aproximei mais dela.

- NÃO! - Ela levantou e deu um passo pra trás.

- Por favor, gauchinha.

- NÃO SE ATREVA A SE APROXIMAR MAIS! - Ela recuava conforme eu avançava.

- Como posso recuar se você mesma me enfeitiçou? - Falei e a prensei em uma parede, enlaçando uma mão na sua cintura e fechando o caminho com a outra.

- Arthur... Me solta... Por favor... - Sua voz começou a falhar, como se ela estivesse com medo.

- Por que eu faria isso? - Aproximei meu rosto do dela.

- Arthur... - Sua voz estava muito fraca, quase um sussurro. - Eu tô implorando... Me solta... - Vi seus olhos marejarem.

Senti um pico de sobriedade, como se o álcool não tomasse mais conta de mim. Ela estava chorando. A gaúcha que me enfrentou estava com medo. Uma parte de mim queria sentir pena dela e larga-la, mas a maior parte ficou lembrando de hoje de manhã, dela me encarando, me enfrentando e sendo seca comigo. Ela estava com medo. E eu queria vingança.

Parei de resistir e deixei o álcool me guiar de novo. Avancei nela e a beijei. Um beijo quente e agressivo, pra afirmar que sou mais que ela. Sentia suas lágrimas durante o beijo. Ela não reagia. Não resistia nem cedia, não lutava nem correspondia. Ela apenas chorava. Me separei e ela estava de olhos fechados, se recusando a me encarar. A parte de mim que sentia pena dela se tornou maior e vê-la naquele estado mexeu comigo. Um dor no meu peito.

Eu queria protegê-la. Livrar ela de toda aquela dor. Eu sabia que era o responsável por ela estar assim.

- Por favor... Eu só quero ir pra casa... - Ela sussurrou. Aquele sussurro piorou o meu estado. Soltei ela, que saiu correndo. Fiquei observando ela separar o irmão a força da garota com quem ele estava e arrastá-lo pra saída.

Voltei pro bar e pedi a bebida mais forte que eles tinham. Não queria lembrar disso.

"Ela vai lembrar. Isso tudo é culpa sua, Arthur! " Ouvia a voz da minha consciência na minha cabeça. "Não adianta descontar no álcool. Você a desconcentrou. Por sua causa ela perdeu a competição. Por sua causa ela ficou irritada. Por sua causa ela está daquele jeito. Você a beijou a força. Você estragou o dia dela."

Desisti de lutar. Chamei um Táxi e fui pra casa. Amanhã eu teria A ressaca, mas não tinha como evitar. Cheguei em casa, fui pro meu quarto e apaguei sem falar com Sasaki.

                        (***)

- ACORDA ARTHUR! - Sérgio gritou jogando um jornal em cima de mim.

- ME DEIXA DORMIR CARALHO! HOJE NÃO TEM TREINO! - Respondi enfiando o travesseiro sobre a minha cabeça.

- Depois que me explicar isso! - Ela abriu em uma página do jornal. Estava no caderno de fofocas do meio do jornal. O caderno sobre celebridades.

" Arthur Nory é visto com suposta namorada. "

- Que porra é essa? - Falei roubando o jornal da mão dele e comecei a ler a matéria.

Arthur Nory, medalhista da ginástica artística dos jogos do Rio 2016 foi visto ontem com uma garota. Alguns acreditam que o caso do ginasta com a menina seja sério.

"Estou gostando bastante dele. Ele é uma ótima companhia, mas somos só amigos." Disse a também ginasta Erika Petry, do Rio Grande do Sul.

Os dois foram vistos juntos na competição nacional de ginástica rítmica e encontrados aos beijos em uma festa na noite de ontem. Em uma análise de fotos, Erika foi encontrada torcendo pelo garoto nas Olimpíadas do Rio. O vazamento das fotos gerou um furduncio na Internet. Algumas fãs do atleta negam que ele esteja namorando, enquanto outras torcem pelo casal 'Norika'.

Até o momento da publicação dessa edição, os atletas não se manifestaram publicamente.

Acompanhando a reportagem vinham três fotos. Uma das Olimpíadas, no dia da final. Havia um zoom em um cabelo ruivo ao lado da minha família. A outra foto era da competição, depois da premiação, quando ela me desafiou e eu segurei os seus pulsos. Eu sei que ela estava vermelha de raiva, mas a foto esta em um ângulo onde parecemos apaixonados, ela parece vermelha de vergonha ou de paixão.

A terceira foto era o nosso beijo. Eu tinha flashs da noite de ontem, mas nada concreto. Não lembrava do beijo, mas lembrava de eu a colocar contra uma parede e depois ela sair correndo e chorando. Fiquei pensando se fiz algo a mais ou me esqueci. Ela havia colocado a mão no meu peito pra me empurrar, mas era muito mais fraca que eu. O ângulo da foto a fez parece apaixonada e sedenta por algo a mais que um beijo. Me sento culpado.

De fato quem não sabia o que havia ocorrido acharia que estamos juntos.

- QUE MERDA É ESSA? - Gritei jogando o jornal do outro lado do quarto.

- Eu que pergunto! - Sérgio disse irritado, em pé na minha frente. - Você disse que não queria nada sério com ninguém, que odiava sotaques gaúchos e que foi uma péssima ideia ir naquela competição. O que caralhos você faz namorando a gaúcha? - Ele me acusou. Eu levantei e dei um soco na parede, deixando a raiva tomar conta de mim. Logo a raiva se tornou culpa, que se tornou paixão. Eu precisava ir atrás dela.

- Preciso do contato desse jornal. Preciso admitir que é uma notícia falsa. - Disse voltando pra cama. Sérgio continuava no centro do quarto.

- Falsa?

- SIM! - Gritei. - Eu fiquei com ela por vingança! Eu tava bêbado e ela com medo! Eu queria dar o troco por ela ter me enfrentado e ter sido grossa comigo! Queria mostrar que era mais que ela! - Minhas lágrimas começaram a descer. - Não estamos juntos. Ela me odeia. Eu não sei o que pensar.

- Vou ligar pro jornal pra você convencer eles a desmentirem isso. - Ele pegou o celular. - Arthur...

- Sim? - Levantei.

- Você não vai gostar disso...

Fiz cara de confuso e olhei no celular. O face do Sérgio estava aberto e uma notícia aparecia logo de cara. Era uma pastagem da revista de fofocas mais famosa da Europa e uma das mais importantes dos EUA. Li o título da reportagem. Fodeu!

" Arthur Nory has a new girlfriend."

In the land of the party, the most coveted boy says that love really exists.

(Arthur Nory tem nova namorada.

Na terra da festa, o garoto afirma que o amor realmente existe.)


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Vou tentar postar de novo durante a semana, mas não garanto.
Comentem qualquer merda q eu leio.
Bjs.


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