História I hate you! (Arthur Nory) - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Arthur Nory, Concurso, Destino, Esportes, Suícidio
Exibições 26
Palavras 1.833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii.
Sei que tô atrasada, mas é fim de ano, época de escola, etc. Então me desculpem.
Espero que gostem desse cap.
Bj.
P.S.: Escrevi esse cap em um clima depressivo, então, sorry.

Capítulo 6 - "Solução"


P.O.V.: Erika

Acordei e olhei no espelho do meu armário ainda deitada. Eu estava em um estado deplorável. Meu rosto estava inchado por causa do choro, meu cabelo bagunçado, olheiras profundas, minhas mãos com marcas vermelhas, minhas roupas espalhadas pelo chão e meu quarto alagado. Deitei a cabeça no travesseiro de novo e dei um grito, que foi abafado pelo mesmo. A porta do meu quarto abriu e meu irmão entrou com uma xícara de achocolatado quente.

- Tá melhor? - Ele colocou a xícara em cima do criado mudo e me cobriu, pois eu estava só de lingerie.

- Eu quero morrer. - Voltei a chorar com a cara ainda enfiada no travesseiro. - Eu quero a mamãe!

- Vem cá... - Ele me fez sentar e me abraçou, colocando a minha cabeça em seu peito. - Não fala assim. Eu preciso de você.

- Eu odeio ele! - Joguei o travesseiro longe e derrubei o abajur, que se espatifou no chão.

- Eu te dei os cubos de gelo justamente pra evitar isso, sabe? - Ele levantou e foi juntar os cacos de porcelana. Ontem a noite, quando chegamos eu quase quebrei a casa inteira, mas André me deu todo o gelo que tínhamos pra mim jogar contra a parede. Foi muito satisfatório ver o gelo se quebrando, mas hoje o meu quarto está embaixo do oceano pacífico.

-  Desculpa... - Me joguei na cama de novo. As lágrimas foram parando aos poucos com o cafuné do meu irmão.

- Eu trouxe chocolate... - Ele disse me entregando a xícara. Me sentei e prendi os cabelos enquanto ele olhava pro meu sutiã. - Ah se você não fosse minha irmã... - Dei um tapa no rosto dele e dei uma risada. Me levantei e peguei o primeiro vestido que achei.

- Posso ficar sozinha um pouco? - Pedi e ele negou, se jogando no meu lugar na cama. 

- Eu sei que você vai quebrar o quarto ou coisa parecida. - Ele respondeu pegando o celular. - Por mais que você seja mais velha, sei que ainda precisa de mim. 

- Tá. - Falei. - Só libera o meu lugar aí! - Empurrei e ele caiu no chão. Eu ri e ele levantou com o celular na mão. 

- Essa doeu! - Ele largou o celular e ia começar a me fazer cócegas, mas o mesmo começou  tocar. - Merda! Você não me escapa, Erika. - Ele pegou o celular e atendeu. - Alô?..... Hã?..... Como assim?....... Claro...... Ok. Eu aviso...... Estaremos lá....... Até.

- Você tá bem? - Perguntei. André parecia em choque. 

- Erika. Vai se vestir. Temos uma reunião. - Ele voltou a mexer no telefone. Ele arregalou os olhos uma hora e eu fiz cara de confusa.

- Desde quando você é meu empresário? - Me aproximei engatinhando. Ele continuava com os olhos fixos na tela.

- N...nada! - Ele gaguejou e roubei o celular da mão dele. Ele tentou pegar de volta, mas era tarde demais.

Era uma reportagem sobre a nova namorada do Arthur Nory. Era eu. Arregalei os olhos e comecei a revirar todo o Facebook do André. Havia milhares de postagens sobre eu e o Arthur, todas falando de fotos que vazaram de madrugada que confirmavam que estávamos juntos. Senti ao mesmo tempo meu sangue ferver e meu mundo desabar. Abri um dos links pra ver do que tratavam. Tinha três fotos. Alguém fotografou nosso beijo, algum paparazzi provavelmente. Uma foto da competição, onde nós parecíamos um casal apaixonado e um zoom em uma garota ruiva na torcida da final das Olimpíadas do Rio de ginástica artística. Até porque eu sou a única garota ruiva desse país. (ironia)

- QUE MERDA É ESSA? - Atirei o celular do André para o outro canto do quarto e, pro alívio dele, caiu em cima do travesseiro que estava no chão. 

- Erika... Calma....

- QUE CALMA O QUÊ? - Falei irritada. - EU MATO AQUELE IDIOTA!

- ERIKA! - André gritou segurando meus ombros e me obrigando a olhar pra ele. - Para. Se você realmente fosse capaz de matar ele você não estaria nessa situação. - Eu apenas o encarei sem dizer nada. - Isso foi culpa da mídia. Ele também tá sofrendo com isso. Por isso que ele marcou essa reunião. Vocês precisam resolver isso. - Assenti e ele me soltou. - Vou te esperar na sala.

Ele saiu e me deixou sozinha imersa em pensamentos. Eu odeio ele. Odeio o Arthur! Se ele não fosse tão idiota eu não estaria assim. Eu sei que não sou capaz de nada, mas eu queria muito que ele tomasse no cu. Não sei por que, mas uma força lá no fundo me impedia de querer matá-lo. Me levantei e coloquei um vestido branco de bolinhas pretas até o joelho rodado. Coloquei meu All Star preto (sim, eu uso vestido e tênis. Fica um amor) e prendi o meu cabelo em uma trança. Fui na direção da sala e encontrei André jogado no sofá mexendo no celular.

- Tô pronta. - Falei e ele olhou pra mim, arqueando uma sobrancelha.

- Não acha melhor dar um jeito nessa cara de morte? - Ele voltou a atenção ao telefone e voltei pro meu quarto. Ele tava certo. Exagerei na base e passei muito pó. Fiz um deliniado simples e um batom rosa claro. Bem natural, apenas exagerei na parte da pele.

- Melhor? - Voltei pra sala e ele assentiu se levantando.

- Quer me arrastar de novo ou posso sair por livre vontade? - Ele perguntou e o fuzilei com o olhar. Ele levantou os braços se rendendo e saímos. Como eu estava com a cabeça no mundo da lua ele foi dirigindo até um restaurante colonial na zona rural do Rio. Chegamos lá e uma atendente nos levou até uma mesa. Depois de uns vinte minutos comendo sopa, Arthur chegou com um homem que chutei ser seu empresário.

- Boa tarde. - O homem disse. André levantou e apertou a mão dele. Eu levantei o olhar e encontrei as pérolas negras que eram os olhos de Arthur. Tentei parecer confiante, mas acho que fracassei. O olhar dele exalava pena e arrependimento.

- Oi... - Foi tudo que consegui pronunciar.

- Oi. - Ele respondeu. Os dois se sentaram na nossa frente.

- Vamos ao que interessa. - O empresário falou. - Arthur e Erika. Vocês precisam fingir ser namorados.

- QUÊ?! - Gritei e quase todo o restaurante olhou pra nós. Arthur também arregalou os olhos.

- Do que você tá falando?! - Arthur disse pro empresário. - Só pode ser brincadeira! - Senti meu sangue ferver, mas me controlei.

- Escutem! - O empresário falou e todos o encaramos. - Isso é necessário. Pelo menos por um tempo. A notícia já se espalhou por todo o planeta. Contar a verdade acabaria com a imagem dos dois. Com a do Arthur por motivos óbvios e com a da Erika a deixando com fama de garota indefesa e idiota. 

- Do que você tá falando? - Perguntei ainda horrorizada.

- Das fotos. - Ele me respondeu. - Se era você ou não na torcida da final, não importa. Se vocês contarem a verdade vão dizer que você correu atrás dele e que merecia isso e muito mais. Ou vocês dois fingem que estão juntos ou podem dar adeus às suas imagens sociais. - Ele terminou e um silêncio se estabeleceu. - E outra. - Ele continuou. - Já existem milhares de pessoas que apoiam esse casal. Vocês acompanham a mídia e viram a quantidade de casais desfeitos nesses últimos tempos. Seria demais que vocês dessem a eles uma luz de que o amor verdadeiro existe? O Brasil, país da festa e do funk, no qual todo mundo já pegou todo mundo. É pedir demais que vocês façam isso pela imagem do país?

- É! - Falei. - É pedir demais. Se vocês querem isso, fiquem à vontade. Mas não me metam nessa história! - Levantei pra ir embora.

- Pensei que você estava naquele competição pela imagem do país. - O empresário disse e eu travei. - Pensei que você quisesse ser o rosto do Brasil no próximo mundial. Se você sair, pode dar adeus ao esporte e à sua vida social. - Eu fiquei parada. Sem dizer nada, sentei de novo com a cabeça abaixada. O empresário chamou o André e os dois foram conversar no jardim, deixando eu e o Arthur a sós. Um silêncio pesado e constrangedor se estabeleceu.

- Desculpa... - Ouvi ele sussurrando e levantei o rosto. - Isso foi tudo culpa minha.

- Se eu não fosse tão orgulhosa... - Falei e ele me olhou negando.

- Eu te provoquei. Você só se defendeu. - Ele passou a mão no cabelo. - Se não quiser, não precisa fazer isso. Eu dou um jeito de arrumar a sua imagem pelo menos.

- Prefiro não arriscar. - Falei brincando com um garfo. - Só preciso que você colabore comigo.

- Eu preciso me redimir. - Ele me encarou. - Vou fazer o máximo que puder e respeitar o seu espaço. - Sorri de canto. Ele sorriu de volta. Logo André e o empresário voltaram.

- Se resolveram? - O empresário perguntou. Fiquei parado e Arthur fez um sinal de mais ou menos com a mão. - Ótimo. Agora, casalsinho, sejam felizes.

- Erika. - O André se aproximou de mim. - Vocês tem que se acertar. Quanto antes se declararem para o mundo, melhor.

- E se ela for pra minha casa? - Arthur sugeriu e André o fuzilou com os olhos.

- Só por cima do meu cadáver. - Ele respondeu com os dentes rangendo.

- Não só nós dois. - Arthur disse. - Sasaki mora comigo e acho que posso chamar as meninas da ginástica artística pra ir lá. Eu não vou ficar sozinha com ela. - André fez cara de pensativo.

- Tudo bem. Mas se você fizer alguma coisa com a minha irmã, ou vai pra cadeia ou pro necrotério, entendeu? - Arthur assentiu.

Assim me despedi de André e fui pro carro com Arthur. Eu tava com um pouco de medo, então fui tensa e quieta a viagem inteira.

- Calma, não vou te fazer nada.

- Não consigo. 

- Tudo bem. Só não olhe pras câmeras.

- Câmeras? - Perguntei chocada. Ele assentiu.

- Paparazzis. - Ele respondeu parando no sinal vermelho. - Lamento te dizer isso, mas sempre que estivermos no meio da rua, temos que estar ou abraçados ou de mãos dadas. Eles tiram várias fotos sem ninguém perceber.

- Aí Meu Deus...

- Calma. Vai dar tudo certo. - Ele acelerou o carro de novo quando o sinal abriu. - Prometo que logo você se acostuma.

Respirei fundo enquanto andávamos. O medo só ia me corrompendo, se misturando com a raiva da situação e dele. Eu só queria que tudo isso acabasse logo.


Notas Finais


E aí?
Era pra eu ter postado quarta, mas o pc não colaborou.
Comentem qualquer coisa que eu leio. Talvez não responda, mas juro que leio.
Até o próximo cap.
Bjs


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