História As Desvantagens de Conhecer Kim Taehyung; - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais, V
Tags [taehyung!biased]
Visualizações 82
Palavras 1.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aeeeee poha! Voltei XD
Finalmente consegui tirar essa fic do hiatus e dessa vez, com capa e nome, tudo novo. Menos os banners que não tão muito favoráveis já que a merda do pc quebrou.
Enfim, obrigada por vocês serem tão maravilhosas e desculpem a demora.
Nhaaaa
:3

Capítulo 21 - Se distraía querido; faz tempo que não se diverte.



Eu amei e eu amei e perdi você.

E dói como o inferno.

( Fleurie - Hurts like a hell )


Ja fazia um ano que eu não o via. Um maldito ano.

Depois daquele dia, nós conversamos muito, muito mesmo. Conversamos sobre a nossa relação, sobre as coisas que em tão pouco tempo nos aconteceram, sobre Jeon e principalmente, sobre o quanto nos amávamos. Era doloroso ver que aquilo que mais prezamos pode escorrer das nossas mãos como areia. Dói demais. Naquela maldita noite, não ouveram toques ou um sequer "eu te amo", não ouve despedidas. Apenas nós dois, deitados em nossa cama nos aquecendo e chorando, quase desidratados. 

Ele pediu pra que eu lhe desse um tempo, e eu dei. Cauteloso como só ele conseguia, pediu para que Jeongguk cuidasse de mim e não deixasse que nada me acontecesse, como se eu não soubesse me cuidar. Pegou a moto do amigo emprestada e partiu. Eu não sabia para onde, ele apenas foi, carregando seu corpo e um fardo pesado, sem despedidas, sem beijos apaixonados, sem promessas de retorno. Eu temia que aquilo fosse um adeus, mas ele não seria tão covarde. Seria? 

Não ouve um telefonema, uma mensagem, um bom dia. Isso me destruía, mas eu tinha a certeza que ele me amava e era recíproco. Eu sabia disso. Ah, exceto uma mensagem pedindo para que eu cuidasse de Sushi, e depois disso, nunca mais ouvi falar ou até mesmo uma notícia se estava vivo. 

A Kim e eu conversamos seriamente, e eu entendi seus pontos, mas não à perdoei, não agora. Ela deixou que eu ficasse com a casa que era para ser minha e do meu irmão, mas eu não quis, preferi ficar com Jeon, que como sempre, sabia me levantar. 

Não estava fácil, e talvez, jamais ficaria. Eu sentia falta dele.

Eu o amava.

Por mais que meus amigos me fizessem bem, posso dizer que o meu melhor amigo era o tempo, ele me curava como ninguém conseguia. E aos poucos estava parando de doer. 

Yoongi me levou para conhecer o interior, me levou a praia e fomos pescar. Era divertido estar ao seu lado e Jeongguk, bom, ele me tirava do poço de carência. Sim, mesmo que pra ele fosse tortura e pra mim fosse egoísmo, ele me satisfazia vez ou outra, quando eu estava muito pra baixo, mas eu nunca tive coragem de ir com ele pra cama. Seria algo muito baixo, até pra mim, que já nem me importava com mais nada. Mas só podia ser com ele, eu só confiava nele.

Namjoon e Jin se tornaram bons amigos meus. Jin conhecia um senhor que precisava de uma ajudante em sua padaria, e mesmo que eu não precisasse, aceitei o emprego que foi uma ótima distração. Aliás, cabe lembrar que depois que eu me formei, Jiyoon pediu que eu a ajudasse na empresa, visto que, Taehyung sumiu e não quis mais ajudá-los em suas obrigações,  chegava a ser patético. Patético por ele saber que eu estaria perto e por pura infantilidade,  se mantinha longe do que era obrigado a fazer. Velhos hábitos nunca mudam, Kim Taehyung, seu babaca. 

Aparentemente, estava tudo pacato de novo. Exceto quando a noite caía. 

E aí, e só ai, eu chorava feito uma garotinha. 

Garotinha. 

Sentia saudade de seu apelido ridículo, sentia saudade do seu cheiro, das suas mãos, dos seus cabelos, da forma como ele me beijava, como me tocava, como me enlouquecia. Ah, só ele sabia como me fazer plenamente feliz. 

Mas eu teria que conviver com isso, ou seria eternamente amarga e infeliz. 


[...]


— Você já dormiu demais, mocinha. 

Era adorável ser despertada por Jeon, não havia despertador mais eficiente.

— Vá andar, coelho boy. 

— Nada disso, vai tomar um banho por tudo que é mais sagrado. Eu não suporto mais você de ressaca, porra. - Tagarelava, insistente. - E além disso, você vai..

Puxando seu braços, o joguei na cama e ataquei seus lábios. Eram bons, mas não eram os dele.

— Eu preciso dar um jeito de desligar esse despertador, não é mesmo? 

— Você é muito tarada, fica me violando desse jeito. Eu sou um coelho puro, sabia? Eu prezo pela minha castidade.

— Ok, coelhinho puro. Vamos antes que eu perca meu emprego e você, o seu. - selei novamente nossos lábios, dessa vez aproveitando um pouquinho mais de seu sabor.


[...] 


Aquela era uma sexta feira quente. Muito quente mesmo. Eu não conseguia contar quantos clientes entravam e saíam. Mas hoje não era um bom dia, e eu não estava de bom humor. Jeon disse que passaria aqui daqui a pouco, mas já estava atrasado. 

— Desculpa a demora. 

— Sem problemas. Onde vamos comer?

— Em um restaurante que abriu aqui perto, você vai gostar.

É, como sempre, ele estava certo. Esse garoto conhecia cada gosto meu, era incrível. Fazia alguns dias que inauguraram um restaurante japonês que eu estava sedenta pra conhecer, e cá estou eu. 

— Seus olhos estão brilhando. - Suas mãos gentis seguravam as minhas e vez ou outra depositavam um carinho gostoso. - gosto de te ver feliz.

— O coelhinho sabe como me deixar de bom humor. 

Enquanto comiamos, ficamos jogando conversa fora, o que foi uma boa distração para que meu mal humor passasse, pelo menos, até que ele recebesse uma ligação.

— Alô?... Ah, oi... Desculpa, não posso sair hoje... Ah, claro... Desculpe mesmo, Annie... Tchau.

— Quem era? - perguntei curiosa. ele estreitou os olhos achando graça.

— Annie, minha secretária.

— Ela dá em cima de você?

— Céus! Não. - Riu divertido - Ela só me convidou pra sair com o pessoal pra algum pub, nada demais.

— E você não vai?

— Não.

— Por que? - Senti certo deley dele, como se estivesse pensando numa boa desculpa - Por favor Jeon, não é por minha causa, não é?

— Não, lógico que não! Eu só não quero mesmo.

Massageei minha têmpora, brevemente irritada. — Mentira Jeon. Você não saí a um ano, exatamente quando eu fiquei... sozinha. Por favor, saí. Vai se divertir, vai dançar, beba bastante, por mim.

— Mas..

— Jeongguk...! 

— Tudo bem. - Soltei palminhas animadas - Mas me prometa que você vai me ligar pra dizer que está bem, ou pelo menos, me mandar uma mensagem. Promete?

— Prometo!


[…]


Quando a noite chegou, Jeongguk estava devidamente arrumado pra sua "noitada", fiquei feliz pelo meu coelhinho, não queria ser um fardo pra ele, jamais, eu sabia me virar.

— Por favor, me dê notícia. 

— Acredite, você não vai nem se lembrar de mim.

O coelho boy me puxou pela cintura e logo eu percebi o quanto ele estava sexy, Jeon era sexy, tirava o fôlego de qualquer mulher. Ele tomou meus lábios pra si, devorando-o de todas as maneiras possíveis. Ele mordiscava e lambia e eu já estava ficando embriagada com seu sabor. Estava tudo tão intenso que eu mal reparei quando já estava com as pernas amarradas em sua cintura, enquanto sua língua quente explorava os pontos sensíveis do meu pescoço. 

— S-Se a sua intenção, é m-me comprar com isso. Esqueça, Jeon.

O garoto soltou um muxoxo e colocou-me de pé.

— Eu amo você, mocinha. 

— Eu amo você, coelhinho. 

E aí ele foi, me deixando sozinha por uma noite completa, junto com um grande pote de sorvete, alguns filmes de suspense e drama, isso incluindo os filmes da Jane Austen, claro, que eram meus favoritos. É, essa noite seria longa.


[★]


Eu não queria deixá-la sozinha, mas do jeito que insistiu, eu não pude dizer não. O pub estava lotado, cheio de pessoa dançando e se comendo, literalmente. Annie, minha secretária estrangeira, sorria simpática e tentava me animar, dizendo que a garota que eu amava ficaria bem. Sim, eu havia contado tudo para Annie, ela era uma ótima confidente e uma excelente amiga. Não pude deixar de sorrir quando a vi dançando animada, feito uma garota de 15 anos em sua festa de debutante. Ela era linda. 

— Se diverte Jungkook.

— Não me chame assim, que vergonha.

— É fofo, combina com você. 

- Fofo? Eu tinha esse apelido no fundamental. É estranho isso sim. - resmunguei.

- Porquê? Por acaso as mulheres te chamam assim na cama? - Aquela garota... 

- Exatamente, Annie. Sua safada. 

A estrangeira me puxou para o bar onde nos enfiamos e não saímos mais. Conversamos sobre diversos assuntos banais, o que era divertido, visto que eu à muito tempo não conseguia fazer isso com a minha garota, me aborrecia mas eu não me importava. Estava sendo difícil pra ela, eu entendia. 

— Então, me explica, quer dizer que vocês se pegam, mas não se comem? - Eu gargalhava com a ousadia da minha estagiária, ela era muito divertida. Desbocada, mas divertida.

— É. Ela não quer. Ela não deixou que ninguém mais à tocasse desde que ele foi embora. 

— É uma pena, desse jeito sua virgindade vai voltar. 

— E sabe o que é pior? - Negou - Eu ser atiçado até o limite e ela me deixar sozinho. É horrível. - A estagiária gargalhou e fez um bico de pena.

— Garotinha cruel. Dê o troco nela, Kook. Você merece alguém que te faça gozar. 

- Eu nunca ouvi frase mais inteligente. 

Meu celular apitou, notificando que havia chegado uma mensagem, mas para a minha surpresa, não era ela. 


"Precisamos conversar, me encontre na porta do pub" (Anônimo)


- É a gostosa lacra cú? 

- Infelizmente não. Já volto. 

Disse que havia recebido uma mensagem estranho e deixei que ela me esperasse, pediu pra que eu tomasse cuidado, visto que aquilo era um pouco suspeita. E quando eu saí, vi uma figura loira, diferente. 

— Sentiu minha falta?

— Você?


[…]


A ideia de ficar em casa sofrendo, chorando e vendo filmes depressivos não foi a melhor e, piorou quando eu decidi assistir um filme de terror só para dar ênfase em como a vida poderia ser uma merda. Mas eu não poderia ficar assim pra sempre, não por ele. Eu tinha que permanecer forte pra que assim, ele visse o quanto o tempo consegue fortalecer até mesmo o que permanece separado. O filme vez ou outra causava-me alguns sustos repentinos, nada que eu não estivesse acostumada, na verdade eu até gostava das sensações. Adrenalina, uma sensação causada apenas em momentos de muita euforia, como quando eu o conheci. 


Olha eu lembrando dele de novo.


Mandei uma mensagem para Jeon como ele havia me pedido e desliguei o celular em seguida. Minha barriga já estava cheia o suficiente e o sono tinha se tornado um grande amigo. Mesmo incapaz de me mover por estar num curto período de digestão,  criei coragem onde nem eu sabia que existia e caminhei até o quarto. Pensei em tomar um banho para relaxar, mas me lembrei da cena do filme de terror em que a menina era atacada bem na hora em que estava pelada e indefesa. Mudei de idéia rindo da minha mentalidade infantil. 

- Se ele estivesse aqui, com certeza riria...

Balanço a cabeça na tentativa de esquecê-lo e caminho até a cama. 

Mesmo que pareça besteira, e com certeza é, eu dormia todas as noites com o moletom que ele havia me dado quando fomos para o Canadá, na mesma noite em que ele me fez sua pela primeira vez. Na verdade, foi eu quem o roubou, mas e daí? Ele roubou algo ainda mais valoroso que aquele pedaço de pano, algo que jamais poderá ser devolvido. Malditos sentimentos. 

Enrolo a fina manta pelo meu corpo e adormeço.


- Eu senti tanto a sua falta... 


Querido diário, 
Um lado de mim clama pra que eu não perca as esperanças, enquanto o outro lado, já está morto à exatamente um ano. 
Sinto sua falta, Tae.





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