História I hate you, I love you. - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 176
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Passado


Fanfic / Fanfiction I hate you, I love you. - Capítulo 21 - Passado

Nos entreolhamos cúmplices e, as lagrimas que antes eram sutis, agora se faziam presentes como uma tempestade em meu rosto. O maior me olhava com preocupação, e não era pra menos. Eu não queria acreditar, queria que meus olhos estivessem me enganando ou, que, por ironia do destino, existisse outra pessoa com o mesmo nome que eu. Por tudo que há de mais sagrado... Por quê tudo de ruim sempre acaba caindo nas minhas costas? Por quê os meus fardos são mais pesados do que consigo carregar? Seu olhar curioso pesa sobre mim, tentando de alguma forma procurar alguma resposta pelas lagrimas teimosas que saem sem permissão. Merda!

 — ____... Por quê tá chorando?

— Porquê eu queria te amar Taehyung, simples... Porquê queria me tornar sua pelo resto da minha vida... É tanto egoismo desejar isso? Desejar ser amada... Parece até um crime e, eu... Estou pagando por ele.

Meu rosto encharcado se tornava cada vez triste, impossivel de se achar um resquício de alegria. Meu destino era me tornar uma pessoa amargurada?

— Estou realmente preocupado, se você não me disser o motivo vou ser obrigado a tirar esse maldito papel da sua mão à força!

— Tae... Se eu for egoísta... - suspirei - Tão egoísta a ponto de não querer que você saiba o que está escrito aqui, você respeitaria isso?

Me olhou hesitante, talvez pensando em uma resposta.

— Contanto que você pare de chorar... Parece até que leu um livro de terror.

A inocência de Taehyung me agradava. Por mais que em alguns momentos ele soltasse alguma pérola maliciosa ou se fizesse de durão, a verdade era que, Taehyung, em seu jeito travesso, era a pessoa mais inocente que eu tive a oportunidade de conhecer. Talvez ele soubesse que por trás daquele pedaço velho e gasto de papel houvesse alguma verdade gritante, ele não interferiu na minha tão egoísta decisão, exatamente da forma que eu pedi para que ele fizesse, e ele fez de bom grado. De todas as formas possiveis, esse garoto tomou meu coração para si. Eu que tanto achava que o ódio era o único sentimento que nutria pelo garoto de cabelos castanhos, orbes negras e um sorriso contagiante... Tão tola, estava perdidamente enganada. Toda vez que ele me tomava em um beijo apaixonado ou com algum tipo de palavra gentil, eu tinha a mais plena certeza de que eu era apenas dele, e ele, apenas meu.

Só... Me beija, tá?

Ele assentiu e cumpriu com meu desejo, tomando meus lábios para si. O gosto salgado das minhas lagrimas se unia com seu sabor que era de longe, um dos mais deliciosos que eu já havia provado — não que já tivesse provado muitos — mas era o mais saboroso, que me fazia perder toda e qualquer sanidade mental. Em um gesto cumplice, nos abraçamos apaixonadamente. O calor do seu corpo se unindo ao meu, tornava tudo mais excitante... Mais intenso... Mais perigoso... Mais triste. Eu tinha medo de perdê-lo, céus, como eu tinha. O sereno da noite batia em nossas madeixas nos presenteando com um leve arrepio em ambos, fazendo com que desmanchássemos o selar.

— Não gosto de te ver triste, garota idiota.

Entrelacei nossos dedos num gesto delicado beijando as pontas do mesmo.

— A culpa é sua.

— Minha culpa?! - soltou seu melhor sorriso galante - Caramba, pelo visto vou ter que me dar uma lição pra fazer você parar de sofrer, Jagiya.* 

— Jagiya ? - dou um sorriso, que grande boba eu sou, desde quando eu sou assim.

— Sim... Minha jagiya, só minha.

Suas mãos pressionam minha cabeça em seu peito nu, fazendo com que eu deite em cima do mesmo. Sinto suas mãos agradarem meus ombros num carinho gostoso me trazendo uma deliciosa sonolência. Novamente sou agraciada com sua deliciosa voz que me invade completamente. 

" Eu preciso de você, garota

Por que eu digo que te amo sozinho

e me despeço sozinho?

Eu preciso de você, garota

Por que eu preciso de você mesmo que eu saiba que machuca? "

O tão esperado sol enfim toma conta de cada canto do quarto fazendo assim com que eu desperte do meu amado sono. Olho para o lado e nem sinal de Taehyung, possivelmente, o maior deve estar no andar de baixo acordando ou aprontando com os meninos. Meus cabelos bagunçados, o lençol igual me trás lembranças da noite passada, da qual foi tão perfeita e que, em questão de minutos se tornou um imenso caos dentro de mim. Desde quando amar passou a ser tão errado?

Levanto rapidamente me cobrindo com o macio lençol e saio em busca das minhas roupas. 

Procuro... Procuro... Procuro... Nada!

Qual é a desse garoto, agora deu de esconder minhas roupas?! 

Desço as escadas correndo — ainda coberta apenas pelo lençol — indo em direção a cozinha, me deparando com 7 rostos sorridentes e brincalhões, os quais eu tanto amava. 

— KIM TAEHYUNG, POSSO SABER ONDE ESTÃO MINHAS ROUPAS?! 

Setes olhares voltados pra mim, olhos esbugalhados como se nunca tivessem visto uma mulher na vida, quanto drama! 

— Caraca ruivinha, não judia da gente. - disse Suga com um tom divertido.

— _______ !!!!!!! Você só tem aquela roupa por acaso pra precisar descer aqui desse jeito?

— Eu disse que a noite ia ser boa. - Jimin disse arrancando risadas dos maiores e consequentemente um tapa na cabeça por V.

— Respeita ela, idiota! - Taehyung e essa mania de judiar dos meninos. Pobres hyungs! - Tá debaixo da cama, retardada! Vai se arrumar logo. 

— Da próxima vez que esconder minhas roupas, eu taco fogo no seu guarda-roupa e te obrigo a andar pelado! - Mostrei a lingua e dei de ombros, ganhando ainda mais risos dos meninos. 

Subi novamente para meu quarto, dando logo de cara com o maldito pedaço de papel, que agora, havia se tornado um dos meus maiores pesadelos. Engulo seco. A pior parte, é saber que mais cedo ou mais tarde, essa história ainda virá a tona e eu, serei obrigada, a tomar alguma decisão. O que mais me intriga nisso tudo é, porque raios, essa caixa estava escondida aqui em casa e porque nunca soube dessa história? Minha única vontade de meter um belo foda-se e tirar essa história a limpo, mas infelizmente, eu estaria sacrificando muito mais coisas que eu poderia imaginar, eu não tenho esse direito, não mesmo. 

Tomo um longo banho e tento afastar pensamentos negativos. Ponho qualquer roupa que eu encontro e novamente me encontro sentada na beira da cama, lendo, uma, duas, três vezes aquele pedaço de papel que me causa pânicos. Ouço a porta sendo aberta e dou de cara com Jungkook me olhando um tanto curioso.

— O que é isso ? 

— Uma carta...

— E o que diz? - se senta ao meu lado, observando inquieto - Posso saber?

— Acho que você é a única pessoa que pode, pelo menos agora. 

Um suspiro indesejado sai de mim, juntamente à uma lagrima solitária. Dou o papel para Kookie, que lê num fio de voz. 

Obrigado por terem me dado a oportunidade de deixar meus pequenos à seus cuidados.  

Infelizmente, nem tudo na vida saí de acordo com o que planejamos, e esses dois anjinhos, não faziam parte dele, do meu futuro... Então peço que cuide deles para mim, e façam com que sempre permaneçam juntos, que uma familia boa os adote e que vivam plenamente felizes. Desde que nasceram, os dois jamais se separaram e eu espero que seja assim até a morte. Eu os amo muito, e me dói ter que deixá-los aqui. 

A Coréia do Norte não é o lugar que eu queira criar minhas crianças, e espero que vocês possam entender isso.

Quando eles crescerem, diga aos dois que a mãe deles os ama muito e que espera que os dois cresçam felizes e saudáveis. Que se tornem grandes amigos e que possam contar um com outro em todos os momentos de sua vida. Que o amor enteja sempre presente em seu convivio, assim como eu tentei os dar nesse momento que estiveram comigo. 

_____ é uma garotinha doce e Taehyung é tão gracioso quanto o pai. 

Imploro que deem amor à eles, o amor que infelizmente eu jamais poderei dar. 

Quanto aos dois... A mamãe os ama demais, se lembrem disso! 

Com amor, Kim Chanmi. "

Novamente meu rosto se encharcava, que cena patética.

— _____... Você e o Tae, são...?

— Irmãos? Huh, é o que parece não é?

Reviro meu rosto irritada, pego um vidro qualquer em cima da penteadeira e o lanço contra a parede em um ato rude de amenizar minha raiva.

— NÃO FAZ ISSO IDIOTA! 

Caio por terra, desabo a chorar como uma garotinha de cinco anos quando perde algo precioso. 

— Você não entende Jungkook... Ninguém jamais vai entender, JAMAIS! - suspirei - Você tem ideia de quanto a minha vida não passou de uma simples mentira mal contada, e eu engoli. 

— Aigo ___, você não tem culpa disso! Nem você, e nem ele.

Merda de vida, merda, merda, eu quero morrer!

— E-Eu não quero perdê-lo Kookie, não quero. 

A porta novamente se abre dando a visão de quatro olhares preocupados. Yoongi, Taehyung, Hoseok e e ela... 

— O que tá acontecendo aqui ___? - Tae me fuzila com seu olhar preocupado.

— T-Taehyung, por Cristo não fica longe de mim. 

Corri até seus braços dando o abraço mais forte que eu podia, com um claro medo que aquele gesto, pudesse ser o último entre nós. Seu olhar vasculhava afoito meu rosto, aparentemente, procurando algum machucado. Sussurrei apenas um "tudo bem" e voltei a me aconchegar em seu abraço carinhoso, um abraço que eu tanto temia perder.

Passeio meu olhar sobre o quarto até me deparar com a Sra. Kim Jiyoon — Sim, senhora Kim, porque minha mãe essa mulher não é! — e seu olhar se cruza com o meu. Ela parecia aflita e ficou ainda mais quando viu o papel na mão de Jungkook e a caixa sobreposta na cama. 

— O-Onde acharam isso?

— Ainda pergunta? Escondido, onde mais?... - ironizei, cagando mesmo pra qualquer coisa que virá dela.

— Querida, eu posso... 

— NÃO ME CHAME ASSIM! Não sou querida, muito menos sua! - Taehyung me apertava contra seu peito na tentativa de me acalmar - COMO PÔDE? 

— J-Jagiya, do que vocês tão falando? - Tae se pronuncia, com a voz visivelmente abalada.

— Pergunta para a mulher a quem você chama de mãe! 

O silencio perturbador se instalou no quarto, aquele maldito silencio que me torturava. Eu queria que Taehyung soubesse da verdade, queria muito, mas ao mesmo tempo, minha parte egoísta insistia pra que ele continuasse vivendo na dolorosa mentira onde nós dois tinhamos um futuro... Juntos.

— V-Vocês são irmãos, Taehyung. 

Medo... Muito medo. Sinto suas mãos se desprendendo do meu corpo, me causando ainda mais pânico. Seu rosto ruborizado transparecia que estava prestes a se debulhar em lágrimas, assim como eu.

— O-Oquê ? N-Não pode ser verdade Omma, diz que não é... DIZ.

— É verdade... Vocês dois são adotados. Os pais da ___ não quiseram te adotar, então, eu e seu pai acabamos ficando com você e fizemos um acordo que jamais contariam que eram irmãos e mesmo quando por pura coincidencia vocês acabaram estudando no mesmo colégio, ainda mantemos o acordo. - Ouvi um suspiro pesado da mesma - Quando soubemos que seus pais adotivos tinham morrido ___, decidi enfim te adotar, mas Taehyung já era grandinho e isso iria acabar trazendo conflitos, como trouxe. Seu pai e eu brigávamos demais e o casamento já estava indo por agua abaixo, e quando o assunto veio a tona, ele acabou desmoronando de vez mas, infelizmente, o pai de Taehyung acabou levando ele para longe de mim, para que assim, ele pudesse herdar a empresa como filho legitimo que todos pensavam que ele era. 

— Mentira, mentira, mentira. 

Malditas lágrimas teimosas!

— No final acabou que você começou a dar muito trabalho pro seu pai Taehyung... Gastos, gastos, sem um pingo de juízo, só se metia em encrencas! Deu no que deu por culpa sua, por culpa da sua irresponsabilidade! 

— NÃO BOTE A CULPA NELE! - Meti um belo foda-se! - A culpa disso tudo é sua, e apenas sua e de todas aquelas pessoas mentirosas... Incesto, sabe o que é isso? Eu e Taehyung transamos, Jiyoon! Tem noção do que é isso? 

Suas feições eram ainda mais aterrorizadas, como se ela não soubesse que isso mais cedo ou mais tarde aconteceria, pra que tanta hipocrisia?

— V-Vocês o que?

— Transamos "Omma", varias e varias vezes. E a culpada por isso é você! Você sempre nos apoiou, sempre dizendo para formamos uma familia, com aquela casa estupida e com todas aquelas indiretas, não se faça de idiota.

— Foram blefes sua idiota! Blefes, já ouviu falar?

— Não queira virar a mesa Jiyoon, não agora. Você é uma grandessíssima filha de uma vadia! Isso que você é. 

Um estalo ecoou pelo quarto e meu rosto marcado por um grande tapa. A gota d'água. 

— CHEGA! 

Pelo visto eu não era a única abalada. Taehyung chorava tanto quanto eu e com motivos.

— C-Chega disso... ____... V-Você, mentiu pra mim... P-Porquê?

— Não menti, nunca mentiria.

Que bela mentirosa filha da puta eu sou.

— Vocês duas se merecem e você tem toda razão... Bela egoísta. 

Meu coração aperta e as lagrimas correm desenfreadas, não quero ouvir isso! Não quero ser chamada de mentirosa pela pessoa que eu mais amo na vida. NÃO QUERO! Seu corpo sai caminho à fora e mais uma pontada é sentida no meu peito.

— V-VOCÊ PROMETEU TAEHYUNG! PROMETEU QUE ME AMARIA MESMO QUANDO TUDO ESTIVESSE CONTRA NÓS! 

Parou por um segundo me olhando pelo ombro. Seu rosto inchado e encharcado pelas lagrimas.

— Eu também sei mentir. 


Notas Finais


*Jagiya é um apelido fofinho dado pra sua namorada chamando ela de querida :)

Que capitulo foi esse? Gostaram? O tiro foi muito forte? >:)


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