História I hate you, I love you. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 694
Palavras 2.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - You make me begin


Fanfic / Fanfiction I hate you, I love you. - Capítulo 1 - You make me begin

Eu nunca fui o tipo de pessoa que sempre se deu bem em tudo, alias, posso afirmar que, minha vida sempre foi uma bela porcaria. Tudo sempre começa com a famosa histórinha dos contos de fadas, sabe, aquela que meus pais morrem em um trágico acidente de carro, clichê não acha? Minha sorte é que eu não me lembro desse acidente, afinal, eu tinha apenas 6 anos e nem sofri com ele, pelo menos nisso a vida foi gentil comigo. Não pensem que eu sou algum ser humano sem sentimentos, longe disso... Eu sempre fiquei com babás e coisas do tipo. Meus pais só viajavam, então eu nunca via a cara deles. 


 Assim que meus pais morreram eu tive a sorte de ser adotada por uma familia conhecida deles. Essa familia era aquela típica de comercial de margarina, um casamento perfeito, riquezas, dotes, o filho pródigo etc. Infelizmente, eu não fazia parte desse meio, nunca fiz e nem fazia questão de fazer mas, infelizmente, a vida, cruel como só ela sabe ser, resolveu aprontar mais uma de suas artimanhas e fazer com que eu me fodesse legal e meu futuro foi unido a de um lar que obviamente não me queria ali. Um pouco antes de eu ir morar com eles, acabei descobrindo que o marido da Sra. Kim ( a dona da grande mansão onde eu passei a morar)  não tinha gostado muito da ideia de ganhar uma afilhada, isso acabou virando um belo divórcio, por minha causa, claro. Os dois acabaram se separaram, e ele acabou levando o filho deles juntos, nunca vi a cara desse moleque, porque quando eu cheguei na nova "casinha", não tinha mais nenhuma recordação desse tal filho, mas também, nunca me interessei em conhecê-lo. 


   Fui recebida e criada muito bem por ela, que me deu muito carinho e teve muita paciência com a pessoa que eu era, alias, nunca tive um gênio muito receptivo.


   Minha infância foi praticamente, digamos assim, normal? Logo que eu entrei na escolinha, eu sabia que lá não era um lugar no qual eu conseguiria me adaptar muito bem, e realmente foi assim, a garotinha que perdeu os pais deixada de canto por seus coleguinhas, entretanto, de forma alguma eu fazia questão de me preocupar com isso, exceto, pelo fato de que, assim que eu me vi presente naquele lugar que os mortais costumam chamar de escola, eu tive que conviver com uma pessoa que fazia questão de me azucrinar a vida, Kim Taehyung é seu nome (um maldito nome), e quem é esse ser? Bom, simplesmente o diabo em corpo de criança, meu arque rival, a pessoa que tirava o pior de dentro de mim. 


   Felizmente, eu nunca fui uma criança muito encapetada, então, consegui passar por essa fase numa boa e logo tivemos que nos separar, já que nossas brigas traziam alguns problemas para nossos pais, os dele eu não conhecia mas aposto que eles são tão ruins quanto ele era. Mas nem sempre foi assim... Um pouco antes de toda essa rivalidade nascer, ele sempre me notava e esbarrava em mim e, quando eu ia passar a tarde em uma arvore qualquer, ele ficava sentado em suas raízes olhando pra cima e um dia, simplesmente ele parou de me seguir e começou a me maltratar. Garoto esquisito.


  ★  


   Acordei bem cedo como de costume e fui correndo pro meu banho, hoje é aquele infame dia de prova sabe? Resolvi por uma roupa bonita, só pra variar. Um vestido florido, bem rodado, e uma sapatilha. Deixei meus cabelos soltos com uma fita de cetim por cima. 


   Ouço minha mãe me chamando pra tomar um delicioso café e desço as escadas de relance.


   - Querida... Preciso falar um pouco com você, pode ser ? - dei um selar em seu rosto


   - Claro Omma!  - respondi animada - O que foi?


   - Sabe, eu nunca toquei muito no assunto, mas você sabe que eu tenho um filho e... Bom, o pai dele pediu pra que ele viesse passar um tempo conosco. - franzi o cenho - Tudo bem pra você ? Já tenho falado com ele a algum tempo e ele parece animado, tenho certeza que vocês vão se dar bem!


   -  Ah, eu espero que sim. Não iria ficar brava por causa disso, é claro. - Engoli meu café e fui em direção a porta. - Não se preocupe, vai dar tudo certo.


   - CUIDADO QUERIDA, BOA AULA ! - ouvi ela gritar de dentro da casa


   Admito que fiquei meio intrigada com essa noticia, alias, quem será esse misterioso filho da grande Sra. Kim? Filho esse que ela nunca sequer ousou me falar, nem um nome, uma foto. Nada.


  ★  


   Deixei meus pensamentos fluirem enquanto dirigia para a faculdade. Não demorou muito para que eu chegasse, e logo dei de cara com um dos meus melhores amigos, Jeon Jungkook. Conheci ele na mesma época que Taehyung, logo que ele parou de me perseguir, Jeongguk começou a ser meu amigo.


  -  Caramba ____, qual dessa roupa? Vai tentar seduzir o professor pra ganhar nota? -  Suas mãos pousaram sobre minha cintura me rodando no alto.


- É mais fácil eu tentar seduzir você, biscoitinho.


- Até que não seria má ideia. - soltou um olhar pervertido.


 - Engraçado você, viu? Comédia andante.


 Ele sorriu. SORRIU. O melhor sorriso do dia. O sorriso que eu mais amo na vida, aquele fofos dentinhos de coelho, socorro.


   - Aliás, você viu que chegou aluno novo? 


- Aluno novo ?


- Na verdade ele não é novo, ele é bastante popular aqui e conhece todo mundo.


- Deve ser algum ex-aluno transferido.


- Talvez.


- Estranho um aluno ser transferido pra cá a essa altura do campeonato.


- As pessoas parecem conhecer ele, talvez ele seja rico... Essas pessoas são todas interesseiras.


Assenti. Caminhamos rumo a nossa sala, enquanto jogavamos conversa fora. Acabamos nos deparando com um grupo de pessoas, que mais pareciam um formigueiro. Não dei muita importancia, pelo menos, não até ouvir um nome.


Taehyung.


   Senti meu coração doer no momento em que eu ouvi esse nome amaldiçoado. ISSO NÃO PODIA ESTAR ACONTECENDO! O quê???!!! Esse inferno de garoto que ficava me infernizando no fundamental, puxava meu cabelo e vivia me empurrando... Não poderia ser verdade, se fosse eu vou obviamente enlouqueceria.


- Jeon... O nome dele - engoli seco - é Taehyung?


Notei um olhar aflito da parte de Jungkook.


- Acho que sim ____, porquê?


   - Tem certeza disso Jeon? - disse nervosa - isso não pode ser...


- O que você tem?... Espera, Taehyung não é o garoto do fundamental ?


- Eu..


     Antes de terminar a frase fui esbarrada por um menino loiro, de um sorriso tão cativante, mas ao mesmo tempo com um tom de arrogância que fez com que minha alma de enchesse de raiva.


 - Olha por onde anda, gracinha. - riu debochado.


 - V-Você?


Quando eu acho que minha vida não podia me surpreender mais, eu esqueço que ela é uma caixinha de surpresa e sempre vai dar um jeito de me ferrar. Que maravilha.


— Saudades? Faz o que aqui? Não é lugar pra você.- Franziu o cenho me olhando de cima a baixo


— Com certeza, não perdendo meu tempo falando com uma mula desnorteada que nem você. Agora se me dá licença! - dei de ombro, e fui em direção ao mesmo, dando um leve empurrão em seu braço.


— ___, ___, não brinque comigo... - ele me puxou pelos pulsos, apertando bem firme. A dor estava lá, mas eu não demonstrava. - Você não sabe do que eu sou capaz e com certeza, você não iria gostar de me ver irritado.


— É o que veremos, florzinha.


Soltei meus pulsos de suas mãos, os mesmo estavam vermelhos e inchados pela força depositada no local.


Isso não pode estar acontecendo comigo! Não acredito que esse inferno de menino voltou pra me atazanar a vida ! RATO, MALDITO, VERME! Eu pensava nos piores palavrões existentes pra jogar na cara daquele imbeciu. Eu caminhava de um lado pra outro como uma barata tonta. Percebia que Kook me olhava de soslaio, com uma cara de espanto.


 - É... Parece que esse tal de Taehyung mexe mesmo com você, não é, _____? 


-  CALA A BOCA JUNGKOOK, não me faz me irritar com você também. - Grito com ele sem nenhum propósito, qual meu problema?


- Desculpa, eu tava só te provocando. Não se preocupa com isso, é perda de tempo. - ele fica meio corado ao mesmo tempo que contorce a boca com um pouco de timidez - enfim, mudando de assunto... Vamos lá em casa comer uma pizza ? Como nos velhos tempos.


Sua carinha redonda e seus dentinhos esbanjavam fofura, que sempre acabava me fazendo ceder.


- Ok, ok... Eu vou sim, desculpa pela falta de controle, você sabe que não é por sua causa, biscoitinho. Só não posso voltar tarde que hoje o filho da minha mãe vai voltar do exterior e ela queria que eu estivesse lá, sabe? Pra dar as boas vindas.


- Não se preocupa _____, só quero que você relaxe um pouco. - acenei com a cabeça, concordando.


A aula não tardou a acabar e admito, minha cabeça não conseguia focar nem por um segundo nela. Só conseguia focar no furacão Taehyung. Vi que todos se levantavam e saiam, eu estava tão distraída que nem consegui ouvir o sinal tocar. Jeongguk fez sinal para irmos. Logo no portão eu avistava a praga, cercada de meninas em volta dele, babando o ovo.... Não podia deixar que aquilo me afetasse. Entrei no carro e fomos até sua casa.



Eu amava ir na casa do Jeon, era sempre tão organizado. Me lembrava da época do jardim, quando as babás me traziam aqui para brincar com ele. Aquelas memórias sempre foram agradáveis pra mim e, quando eu estava com ele, me sentia completamente segura e amada.


— Tinha me esquecido que agora você tá morando sozinho, sinto falta da época que a gente brincava de pega-pega. Ahhh esse sentimento é tão nostálgico, não consigo deixar de ter saudades da nossa época de "vizinhos" - abaixei a cabeça.


— É,também sinto falta daquela época... Era tudo tão, sei lá... Mais fácil.


— Lembra quando a gente saia correndo e sua mãe nos xingava dizendo que a gente ia se machucar ? Que saudades.


— E então quer dizer que você sente saudade? - Ele se aproxima sorrateiramente de mim enquanto eu caminho para trás.


- JEON JUNGKOOK!! NEM VEM COM ESSA.


Meu riso escapa involuntariamente, ele vem correndo atrás de mim. Corremos desenfreados por todo o canto de sua casa, vez ou outra esbarrando em algum objeto e derrubando o mesmo no chão. A brincadeira acaba tomando um rumo completamente diferente, logo quando ele cai em cima de mim. Seus braços fortes em torno da minha cabeça, sua respiração descompassada, suas orbes negras fixadas as minhas. Meu coração batia forte como uma bomba e, por um segundo, tive medo que ele pudesse ouvir e saber o quanto eu estou nervosa.


— Você mudou... - meu coração acelera assim? 


— Como assim ? 


— Seus olhos, estão... Diferentes.


— Diferentes?


— Sua pupila, tá dilatada... Tá nervosa?


— Não sei se você reparou, mas a posição que você tá não me deixa muito tranquila.


Soltei um riso anasalado, disfarçando. 


— Não vou fazer nada com você. 


— Kook, é melhor eu ir... Sabe, já ta tarde, e a Omma vai acabar ficando preocupada.


Algo me atraia pra perto dele... Não sei explicar. Me levanto, pego minha bolsa e vou em direção a porta, já havia passado do horário que eu havia combinado com a Omma, ela deve estar chateada.


- Eu preciso ir Kook... Tudo bem ? Vamos deixar a pizza pra outro dia... É uma promessa.


- Relaxa _____, vai la. - ele franze o cenho abaixando um pouco a cabeça, seu ar parecia um pouco chateado.


Por um milésimo segundo eu cheguei a pensar que iriamos nos beijar e NÃO, Jungkook é meu melhor amigo e não podemos confundir as coisas. O caminho para casa nunca foi tão longo e pensativo. A casa toda apagada dá a entender que todos já estavam dormindo e, que pelo visto o tal filho da Omma não deve ter chegado ainda. A ideia de tomar um delicioso banho é algo atrativo pra mim. Subo as escadas, tomo um banho bem relaxante, tento esquecer o que aconteceu hoje, tentativa falha. O dia foi realmente agitado. Pego a toalha, me enrolo e subo pro quarto. 


O que me surpreende é ver que as luzes, ainda estão acesas, como se tivesse alguém... E realmente tinha.


 





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